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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Tio Barnabé. Pedrinho procura informações sobre o Saci.




Tio Barnabé era um negro de mais de oitenta anos que morava no rancho coberto de sapé lá junto da ponte.
Pedrinho não disse nada a ninguém e foi vê-lo. Encontrou-o sentado, com o pé direito num toco de pau, à porta de sua casinha, aquentando sol.
—Tio Barnabé eu vivo querendo saber duma coisa e ninguém me conta direito. Sobre o saci. Será mesmo que existe saci?
O negro deu uma risada gostosa e, depois de encher de fumo picado o velho pito, começou a falar:
— Pois, Seu Pedrinho, saci é uma coisa que eu juro que "exéste". Gente da cidade não acredita — mas "exéste". A primeira vez que vi saci eu tinha assim a sua idade. Isso foi no tempo da escravidão, na Fazenda do Passo Fundo, que era do defunto Major Teotônio, pai desse Coronel Teodorico, compadre de sua avó, Dona Benta. Foi lá que vi o primeiro saci. Depois disso, quantos e quantos!...
— Conte, então, direitinho, o que é o saci. Bem tia Nastácia me disse que o senhor sabia — que o senhor sabe
tudo...
— Como não hei de saber tudo, menino, se já tenho mais de oitenta anos? Quem muito "véve", muito sabe...
— Então conte. Que é, afinal de contas, o tal saci?
E o negro contou tudo direitinho.
— O saci — começou ele — é um diabinho de uma perna só que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte e atropelando quanta criatura existe. Traz sempre na boca um pito aceso, e na cabeça uma carapuça vermelha. A força dele está na carapuça, como a força de Sanção estava nos cabelos. Quem consegue tomar e esconder a carapuça de um saci fica por toda vida senhor de um pequeno escravo.
— Mas que reinações ele faz? — indagou o menino.
— Quantas pode — respondeu o negro. — Azeda o leite, quebra a ponta das agulhas, esconde as tesourinhas de unha, embaraça os novelos de linha, faz o dedal das costureiras cair nos buracos, bota moscas na sopa, queima o feijão que está no fogo, gora os ovos das ninhadas. Quando encontra um prego, vira ele de ponta pra riba para que espete o pé do primeiro que passa. Tudo que numa casa acontece de ruim é sempre arte do saci. Não contente com isso, também atormenta os cachorros, atropela as galinhas e persegue os cavalos no pasto, chupando o sangue deles. O saci não faz maldade grande, mas não há maldade pequenina que não faça.
— E a gente consegue ver o saci?
— Como não? Eu, por exemplo, já vi muitos. Ainda no mês passado andou por aqui um saci mexendo comigo — por sinal que lhe dei uma lição de mestre...
— Como foi? Conte...
Tio Barnabé contou.
— Tinha anoitecido e eu estava sozinho em casa, rezando as minhas rezas. Rezei, e depois me deu vontade de comer pipoca. Fui ali no fumeiro e escolhi uma espiga de milho bem seca. Debulhei o milho numa caçarola, pus a caçarola no fogo e vim para este canto picar fumo pro pito.
Nisto ouvi no terreiro um barulhinho que não me engana.
"Vai ver que é saci!" — pensei comigo. — E era mesmo. Dali a pouco um saci preto que nem carvão, de carapuça vermelha e pitinho na boca, apareceu na janela. Eu imediatamente me encolhi no meu canto e fingi que estava dormindo. Ele espiou de um lado e de outro e por fim pulou para dentro. Veio vindo, chegou pertinho de mim, escutou os meus roncos e convenceu-se de que eu estava mesmo dormindo. Então começou a reinar na casa. Remexeu tudo, que nem mulher velha, sempre farejando o ar com o seu narizinho muito aceso. Nisto o milho começou a chiar na caçarola e ele dirigiu-se para o fogão. Ficou de cócoras no cabo da caçarola, fazendo micagens. Estava "rezando" o milho, como se diz. E adeus, pipoca! Cada grão que o saci reza não rebenta mais vira piruá.
Dali saiu pra bulir numa ninhada de ovos que a minha carijó calçuda estava chocando num balaio velho, naquele canto. A pobre galinha quase que morreu de susto. Fez cró, cró, cró... E voou do ninho feito uma louca, mais arrepiada que um ouriço-cacheiro. Resultado: o saci rezou os ovos e todos goraram.
Em seguida pôs-se a procurar o meu pito de barro
Achou o pito naquela mesa, pôs uma brasinha dentro e paque, paque, paque... Tirou justamente sete fumaçadas. O saci gosta muito do número sete.
Eu disse cá comigo: “Deixe estar, coisa-ruinzinho, que eu ainda apronto uma boa para você”. Você há de voltar outro dia e eu te curo."
E assim aconteceu. Depois de muito virar e mexer, o sacizinho foi-se embora e eu fiquei armando o meu plano para assim que ele voltasse.
— E voltou? — inquiriu Pedrinho.
— Como não? Na sexta-feira seguinte apareceu aqui outra vez às mesmas horas. Espiou da janela, ouviu os meus roncos fingidos, pulou para dentro. Remexeu em tudo, como da primeira vez, e depois foi atrás do pito que eu tinha guardado no mesmo lugar. Pôs o pito na boca e foi ao fogão buscar uma brasinha, que trouxe dançando nas mãos.
— É verdade que ele tem as mãos furadas?
— É, sim. Tem as mãos furadinhas bem no centro da palma; quando carrega brasa, vem brincando com ela, fazendo ela passar de uma para a outra mão pelo furo.
Trouxe a brasa, pôs a brasa no pito e sentou-se de pernas cruzadas para fumar com todo o seu sossego.
— Como? — exclamou Pedrinho arregalando os olhos. —
Como cruzou as pernas, se saci tem uma perna só?
— Ah, menino, mecê não imagina como saci é arteiro!...
Tem uma perna só, sim, mas quando quer cruza as pernas como se tivesse duas! São coisas que só ele entende e ninguém pode explicar. Cruzou as pernas e começou a tirar baforadas, uma atrás da outra, muito satisfeito da vida. Mas de repente, puff! Aquele estouro e aquela fumaceira! ... O saci deu tamanho pinote que foi parar lá longe, e saiu ventando pela janela a fora.
Pedrinho fez cara de quem não entende.
— Mas que puff foi esse? — perguntou. — Não estou entendendo...
— Ê que eu tinha socado pólvora no fundo do pito — exclamou tio Barnabé dando uma risada gostosa. A pólvora explodiu justamente quando ele estava tirando a fumaçada número sete, e o saci, com a cara toda sapecada, raspou-se para nunca mais voltar.
— Que pena — exclamou Pedrinho. — Tanta vontade que eu tinha de conhecer esse saci...
— Mas não há só um saci no mundo, menino. Esse lá se foi e nunca mais aparece por estas bandas, mas quantos outros não andam por aí? Ainda na semana passada apareceu um no pasto de Seu Quincas Teixeira e chupou o sangue daquela égua baia que tem uma estrela na testa.
— Como é que ele chupa o sangue dos animais?
— Muito bem. Faz um estribo na crina, isto é, dá uma laçada na crina do animal de modo que possa enfiar o pé e manter-se em posição de ferrar os dentes numa das veias do pescoço e chupar o sangue, como fazem os morcegos. O pobre animal assusta-se e sai pelos campos na disparada, correndo até não poder mais. O único meio de evitar isso é botar bentinho no pescoço dos animais.
— Bentinho é bom?
— É um porrete. Dando com cruz ou bentinho pela frente, saci fede enxofre e foge com botas-de-sete-léguas.
Por hoje já descobrimos bastante sobre o Saci, mas tem muitas histórias ainda, Pedrinho não vai desistir, aguardem...

Autor Monteiro Lobato agora em Domínio Público. 

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domingo, 9 de setembro de 2018

Caipora lenda do folclore brasileiro.


A Caipora, também chamada de “Caipora do Mato”, é uma figura do folclore brasileiro, considerada a protetora dos animais e guardiã das florestas.
Note que ela pode ser representada por um homem ou uma mulher. Isso vai variar de acordo com a região em que a lenda é relatada.
Sua origem está na mitologia indígena Tupi-guarani. Do tupi, a palavra “caipora” (caapora) significa “habitante do mato”.
Quando sente que algum caçador entra na floresta com intenções de abater animais, ela solta altos uivos e gritos assustando esses homens.
Sua intenção é cuidar desses animais e proteger o ambiente. Reza a lenda que sua força é maior nos dias santos e nos finais de semana.
Você Sabia?
No norte e no nordeste do país, onde essa lenda tem maior representatividade, eles usam esse termo para dizer que alguém é azarado e infeliz.
Caipora é uma índia anã, com cabelos vermelhos e orelhas pontiagudas. Existem versões em que seu corpo é todo vermelho e noutras, verde.
Ela vive nua nas florestas e tem o poder de dominar e ressuscitar os animais. Seu intuito principal é defender o ecossistema e, portanto, faz armadilhas e confunde os caçadores.
Mediante diversos ruídos, ela distrai os caçadores oferecendo pistas falsas até que eles se perdem na floresta.
Além disso, ela tem o poder de controlar os animais e, por isso, os espanta quando sente que algo de mal pode acontecer.
Por outro lado, há relatos distintos para designar essa personagem folclórica. Noutras versões, a caipora é descrita como sendo um homem baixo, de pele escura e muito peludo. Ele surge montado num porco do mato e sempre tem uma vara consigo.

Lenda da caipora.


Representação da Caipora.

Fonte da imagem: https://www.todamateria.com.br/caipora/



Ainda existem versões em que a Caipora tem semelhança com o Saci-Pererê e anda numa perna só. Em outras, ela tem os pés voltados para trás igual ao Curupira. Por isso, em alguns locais do Brasil, ela é confundida com o Curupira.
Curioso notar que a Caipora fuma. Assim, com o objetivo de agradá-la e poderem caçar tranquilamente nas florestas, alguns caçadores levam fumo de corda para ela. Na lenda, eles devem deixar o fumo próximo ao tronco de uma árvore.
Embora ela permita que eles cacem naquele dia, fica proibido abater fêmeas que estão prenhas.

Caipora e Curupira

Alguns estudiosos afirmam que a Caipora surgiu da lenda do Curupira. Ou seja, para eles ela é uma derivação dessa personagem folclórica.
Quanto a isso, podemos notar aspectos similares entre as duas figuras, como por exemplo, serem protetores da floresta.
Ambos lutam pela preservação do ambiente e costumam assustar ou mesmo pregar peças nos caçadores, madeireiros, exploradores, etc.
Na versão em que Caipora é um homem, ele é considerado primo do Curupira.

Fonte: https://www.todamateria.com.br/caipora/

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A lenda do Saci-Pererê.


Imagem Google

Saci é um dos símbolos mais famosos do Folclore brasileiro. O personagem já apareceu em diversos livros, filmes e peças teatrais.
O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.
Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico. Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
A principal característica do saci é a travessura. Ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Fonte: https://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm



Para colorir:


Imagem google.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Cantigas folclóricas e cantigas de roda.

Fonte da imagem:https://deptoinfantojuveniladparque.wordpress.com/para-criancas/criancasbrincandoroda/

O pobre cego
Minha Mãe acorde, de tanto dormir
Venha ver o cego, Vida Minha, cantar e pedir
Se ele canta e pede, de-lhe pão e vinho
Mande o pobre cego, Vida Minha, seguir seu caminho
Não quero teu pão, nem também teu vinho
Quero só que a minha vida, Vida Minha, me ensine o caminho
Anda mais Aninha, mais um bocadinho,
Eu sou pobre cego, Vida Minha, não vejo o caminho.
Peixinho do mar
Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro
Foi os peixinhos do mar.
Pezinho
Ai bota aqui
Ai bota aqui o seu pezinho
Seu pezinho bem juntinho com o meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!

Que é de Valentim
Que é de Valentim ? Valentim Trás Trás
Que é de Valentim ? É um bom rapaz
Que é de Valentim ? Valentim sou eu!
Deixa a moreninha, que esse par é meu!

Roda pião
O Pião entrou na roda, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!
Sapateia no terreiro, ó pião!
Mostra a tua figura, ó pião!
Faça uma cortesia, ó pião!
Atira a tua fieira, ó pião!
Entrega o chapéu ao outro, ó pião!
Samba Lelê
Samba Lelê está doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas
Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá
Ó Morena bonita,
Como é que se namora ?
Põe o lencinho no bolso
Deixa a pontinha de fora.
São João da Rão
São João Da Ra Rão
Tem uma gaita-ra-rai-ta
Que quando toca-ra-roca
Bate nela
Todos os anja-ra-ran-jos
Tocam gaita-ra-rai-ta
Tocam gaita-ra-rai-ta
Aqui na terra
Maria tu vais ao baile, tu “leva” o xale
Que vai chover
E depois de madrugada, toda molhada
Tu vais morrer
Maria tu vais “casares”, eu vou te “dares”
Eu vou te “dares” os parabéns
Vou te “dartes” uma prenda
Saia de renda e dois vinténs.
Sapo Jururu
Sapo Jururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio
A mulher do sapo, é quem está la dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha, pro seu casamento.

Tutu Marambá
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar
Durma neném, que a Cuca logo vem
Papai está na roça e Mamãezinha em Belém
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar.
Vai abóbora
Vai abóbora vai melão de melão vai melancia
Vai jambo sinhá, vai jambo sinhá, vai doce, vai cocadinha
Quem quiser aprender a dançar, vai na casa do Juquinha
Ele pula, ele dança, ele faz requebradinha .
Vamos maninha
Vamos Maninha vamos,
Lá na praia passear
Vamos ver a barca nova que do céu caiu do mar
Nossa Senhora esta dentro,
Os anjinhos a remar
Rema rema remador, que este barco é do Senhor
O barquinho já vai longe
E os anjinhos a remar
Rema rema remador, que este barco é do Senhor (bis).

Você gosta de mim?
Você gosta de mim, ó menina?
Eu também de você, ó menina
Vou pedir a seu pai, ó menina,
Para casar com você, ó menina
Se ele disser que sim, ó menina,
Tratarei dos papéis, ó menina,
Se ele disser que não, ó menina,
Morrerei de paixão.

Fonte: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/45-cantigas-folcloricas-para-brincar-de-roda-com-as-criancas/

segunda-feira, 27 de março de 2017

Cantigas de roda, Folclore Brasileiro.

Fonte da imagem: http://guerreiradaluz-metamorfosedalma.blogspot.com.br/2010/10/com-os-olhos-da-alma.html

Eu entrei na roda

Ai, eu entrei na roda
Ai, eu não sei como se dança
Ai, eu entrei na “rodadança”
Ai, eu não sei dançar

Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um
Tenho sete namorados só posso casar com um

Namorei um garotinho do colégio militar
O diabo do garoto, só queria me beijar

Todo mundo se admira da macaca fazer renda
Eu já vi uma perua ser caixeira de uma venda.


A gatinha parda.

A minha gatinha parda, que em Janeiro me fugiu
Onde está minha gatinha,
Você sabe, você sabe, você viu ?

Eu não vi sua gatinha, mas ouvi o seu miau
Quem roubou sua gatinha
Foi a bruxa, foi a bruxa pica-pau.


A rosa amarela.

Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa
Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa

Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá
Para me enxugar, ô Iá-iá
Esta despedida, ô Iá-iá
Já me fez chorar, ô Iá-iá…


Cachorrinho.

Cachorrinho está latindo lá no fundo do quintal
Cala a boca, Cachorrinho, deixa o meu benzinho entrar

Ó Crioula lá! Ó Crioula lá, lá!
Ó Crioula lá! Não sou eu quem caio lá!

Atirei um cravo n’água de pesado foi ao fundo
Os peixinhos responderam, viva D Pedro Segundo.


A barraquinha.

Vem, vem, vem sinhazinha
Vem, vem, vem Sinhazinha
Vem, vem para provar
Vem, vem, vem Sinhazinha
Na barraquinha comprar
Pé de moleque queimado
Cana, aipim, batatinha
Ó quanta coisa gostosa
Para você Sinhazinha.


Mineira de Minas.

Sou mineira de Minas,
Mineira de Minas Gerais

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!

Sou carioca da gema,
Carioca da gema do ovo

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!


Na Bahia tem.

Na Bahia tem, tem tem tem
Coco de vintém, ô Ia-iá
Na Bahia tem!

Na beira da praia
Na beira da praia
Eu vou, eu quero ver
Na beira da praia,
Só me caso com você

Na beira da praia
Você diz que não, que não,
Você mesmo há de ser

Água tanto deu na pedra,
Que até fez amolecer,
Na beira da praia.


Na loja do mestre André.

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um pianinho,
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

Foi na loja do Mestre André

Que eu comprei um violão,
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei uma flautinha,
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho

Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um tamborzinho,
Dum, dum, dum, um tamborzinho
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!

Foi na loja do Mestre André!

Fonte: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/45-cantigas-folcloricas-para-brincar-de-roda-com-as-criancas/

sábado, 26 de novembro de 2016

Cantigas de roda.

Atirei o pau no gato.

Atirei o pau no ga-to-to,
mas o ga-to-to
não morreu-reu-reu.
Dona Chi-ca-ca
admirou-se-se
com o be-rro,
com o be-rro
que o gato deu:
miaaaaaauuuu…

Sai, piaba.

Sai, sai, sai,
Ó, piaba,
saia da lagoa.
Bota a mão na cabeça,
a outra na cintura.
Dá um remelexo no corpo,
dá uma umbigada
no outro.


Pai Francisco.

Pai Francisco entrou na roda,
tocando o seu violão
dão rão rão dão dão [bis]
Vem de lá seu delegado,
E Pai Francisco
foi pra prisão.
Como ele vem todo requebrado,
parece um boneco
desengonçado.

Se esta rua fosse minha.

Se esta rua, se esta rua
fosse minha,
eu mandava,
eu mandava ladrilhar
com pedrinhas,
com pedrinhas de brilhantes
para o meu,
para o meu amor passar.

Nesta rua,
nesta rua tem um bosque,
que se chama,
que se chama solidão.
Dentro dele,
dentro dele mora um anjo,
que roubou,
que roubou meu coração.

Se eu roubei,
se eu roubei teu coração,
tu roubaste,
tu roubaste o meu também.
Se eu roubei,
se eu roubei teu coração,
é porque,
é porque te quero bem.


Pombinha branca.

Pombinha branca,
o que está fazendo?
Lavando a roupa
do casamento.
A roupa é suja
é cor-de-rosa
pombinha branca
é preguiçosa.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Parlendas lindas!!!

Rei, capitão
Soldado, ladrão
Moça bonita
Do meu coração.



Uni duni tê
Salamê minguê
Um sorvete colorê
O escolhido foi você.


Luar, luar
Pega esse menino
E ajuda a criar.



Hoje é domingo
Pede cachimbo
Cachimbo é de barro
Dá no jarro
O jarro é fino
Dá no sino
O sino é de ouro
Dá no touro
O touro é valente
Dá na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo.


Pinta lainha
De cana vitinha
Entrou na barra de vinte cinco
Mingorra, mingorra
E cate forra
Tire essa mão
Que está forra.



Boca de forno
Forno
Tira um bolo
Bolo
Se o mestre mandar!
Faremos todos!
E se não for?
Bolo!



Santa Luzia
Passou por aqui
Com seu cavalinho
Comendo capim
Santa Luzia
Passou por aqui
tire esse cisco
Que caiu aqui.



Mourão, mourão
Tome teu dente podre
Dá cá meu são.


Domínio Público.


Fonte: http://rede.novaescolaclube.org.br/pdf/textos-ler-escrever.pdf

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O pássaro da sorte. Uirapuru - Lendas Brasileiras.

Trata-se do uirapuru, pássaro encantado da sorte e que tem como moradia as ricas florestas da Amazônia.
A história é um pouco triste. Mas o canto dessa ave é tão plangente e mavioso que vale a pena contar.
Começa com um índio tocando flauta na selva. E as índias jovens ouviam-no. Daí para procurar ver quem era o guapo índio que a tocava foi um só passo.
O segundo passo foi encontrar o músico e cair para trás com uma bruta decepção. Elas, tolinhas, achavam que coisa bonita só pode vir de gente bonita. E caprichosas, malcriadas, empurraram o índio feio para fora da clareira. Humilhado, ele então fugiu.
Na mesma hora as índias ouviram uma outra flauta tocada com delicadeza e doçura. E pensaram com esperança que talvez o tocador dessa nova flauta fosse um índio bonito. Seguiram pelas sendas da floresta, guiadas pelo cântico que cada vez parecia mais próximo. E não é que depararam, não com um índio, mas com um passarinho pousado num galho de árvore frondosa? Era o pássaro uirapuru. Uma das índias, a mais formosa e esguia, era também a melhor caçadora. E, como as outras, quis ferir o pássaro para que ele não fugisse e só cantasse para ela. Com arco e flecha, preparou-se. E, é claro, a ave caiu do galho.
Agora vem uma surpresa, tanto para as índias como para nós: uma vez por terra, o pássaro transformou-se num rapaz belíssimo.
Este índio, com um sorriso manso, dirigiu-se para a sua caçadora, enquanto todas as outras índias rezavam pela sua atenção e amor.
Estava tudo bem. Mas a primeira flauta começou a soar novamente: era a do índio feio.
As moças sabiam que ele queria se vingar dos maus tratos e procuraram rodear o índio bonito para escondê-lo. Mas o índio feio mandou rápido sua flecha, em direção do peito varonil do rival, só para assustá-lo.
E não é que aconteceu um encantamento milagroso?
Aconteceu, sim: o rapaz bonito se transformou num pássaro invisível, mas presente pelo seu canto. E as índias passaram, mesmo sem ver, a ouvir o trinado feliz.
Como é que se espalhou que o uirapuru dá sorte?
Ah, isso não sei, mas que dá, dá!


COMO NASCERAM AS ESTRELAS - DOZE LENDAS BRASILEIRAS - Clarice Lispector




Comentando a lenda: 

explicar que as lendas são antigas e muitas têm origem desconhecida, mas que não devemos maltratar os animais, ao contrário, cabe ao homem cuidar e preservar a natureza e os animais.

Serve como tema para o dia do Índio ou cuidados com a natureza, ecologia.

Atividade:

Pinte e reconte a história com tuas palavras:

Fonte da imagem: http://www.lipitipi.org/2012/04/producao-de-texto-dia-do-indio-lenda-do.html

domingo, 31 de julho de 2016

Contos brasileiros - O BICHO MANJALÉU.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/pr%C3%ADncipe-princesa-fada-castelo-1503345/

Uma vez existia um velho casado, que tinha três filhas muito bonitas; o velho era muito pobre e vivia de fazer gamelas para vender. Quando foi um dia, chegou à sua porta um moço muito formoso, montado num belo cavalo e lhe falou para comprar uma de suas filhas.
O velho ficou muito magoado e disse que, por ser pobre,
não havia de vender sua filha. O moço disse-lhe que, se não lhe vendesse, o mataria; o velho intimidado vendeu-lhe a moça e recebeu muito dinheiro.
Retirando-se o cavaleiro, o pai da família não quis mais
trabalhar nas gamelas, por julgar que não o precisava mais de então em diante; mas a mulher instou com ele para que não largasse o seu trabalho de costume, e ele obedeceu.
Quando foi na tarde seguinte, apresentou-se um outro
moço, ainda mais bonito, montado num cavalo ainda mais bem aparelhado, e disse ao velho que queria comprar uma de suas filhas.
O pai ficou incomodado; contou-lhe o que tinha sucedido no dia antecedente, e recusou-se ao negócio. O moço o ameaçou também de morte, e o velho cedeu.
Se o primeiro deu muito dinheiro, este ainda deu mais
e foi-se embora.
O velho de novo não quis continuar a fazer as gamelas
e a mulher o aconselhou, até ele continuar. Pela tarde seguinte, apareceu outro cavaleiro ainda mais bonito, e melhor montado, e, pela mesma forma, carregou-lhe a filha mais moça, deixando ainda mais dinheiro.
A família cá ficou muito rica; depois apareceu a velha
pejada e deu à luz a um filho, que foi criado com muito luxo e mimo.
Quando chegou o tempo de o menino ir para a escola,
um dia brigou com um companheiro, e este lhe disse:
— Ah! Tu cuidas que teu pai foi sempre rico!... Ele hoje está assim, porque vendeu tuas irmãs!...
O rapazinho ficou muito pensativo e não disse nada em casa; mas quando foi moço, lá num dia se armou de um
alfanje e foi ao pai e à mãe e lhes disse que lhe contassem a história de suas três irmãs, senão os matava. O pai lhe teve mão, e contou o que se tinha passado antes de ele nascer. O moço então pediu que queria sair pelo mundo para encontrar suas irmãs, e partiu. Chegando a um caminho, viu numa casa três irmãos brigando por causa de uma bota, uma carapuça e uma chave. Ele chegou e perguntou o que era aquilo, e para que prestavam aquelas coisas.
Os três irmãos responderam que àquela bota se dizia
"Bota, me bota em tal parte!" e a bota botava; à carapuça se dizia: "Esconde-me, carapuça!" e ela escondia a pessoa que ninguém a via; e a chave abria qualquer porta.
O moço ofereceu bastante dinheiro pelos objetos, os irmãos aceitaram, e ele partiu. Quando se encobriu da casa, disse: "Bota, me bota na casa de minha irmã primeira".
Quando abriu os olhos, estava lá. A casa era um palácio
ornado e rico, e o moço mandou pedir licença para entrar e falar com a irmã que estava feita rainha. Ela não queria aparecer, porque dizia que nunca tinha tido irmão. Afinal, depois de muita instância, deixou o estrangeiro entrar; ele contou toda a sua história, a irmã acreditou e o tratou muito bem.
Perguntou-lhe como poderia ter chegado ali àquelas brenhas, e o irmão disse-lhe ter o poder da bota. Pela tarde, a rainha se pôs a chorar e o irmão lhe indagou a razão, ao que ela respondeu que seu marido era o rei dos peixes e, quando vinha jantar, era muito zangado, em termos de acabar com tudo, e não queria que ninguém fosse ter ao seu palácio...
O moço disse-lhe que por isso não se incomodasse, que tinha com que se esconder e não ser visto, e era com a
carapuça. Pela tarde veio o rei dos peixes, acompanhado de uma porção de outros, que o deixaram na porta do palácio e se retiraram. Chegou o rei muito aborrecido, dando pulos e pancadas, dizendo: "Aqui me fede a sangue real!" do que a rainha o dissuadia; até que ele tomou banho e se desencantou num belo moço.
Seguiu-se o jantar, no qual a rainha perguntou-lhe:
— Se aqui viesse um irmão meu, cunhado seu, você o
que fazia?
— Tratava e venerava como a você mesma; e se está
aí, apareça.
Foi a resposta do rei. O moço apareceu e foi muito
considerado. Depois de muita conversação, em que contou sua viagem, foi instado para ficar ali, morando com a irmã, ao que disse que não, porque ainda lhe restavam duas irmãs a visitar.
O rei lhe indagou que préstimo tinha aquela bota, e
quando soube do que valia, disse:
— Se eu a apanhasse ia ver a rainha de Castela.
O moço, não querendo ficar, despediu-se e, no ato da saída, o cunhado lhe deu uma escama, e disse-lhe:
— Quando você estiver em algum perigo, pegue nesta
escama, e diga: "Valha-me o rei dos peixes'".
O moço saiu e quando se encobriu do palácio, disse:
"Bota, me bota em casa de minha irmã segunda"; e, quando abriu os olhos, lá estava. Era um palácio ainda mais bonito e rico do que o outro. Com alguma dificuldade da parte da irmã, entrou e foi recebido muito bem. Depois de muita conversa a sua irmã do meio pôs-se a chorar, dizendo que era "por ele estar aí, e, sendo seu marido o rei dos carneiros, quando vinha jantar, era dando muitas marradas, em termos de matar tudo".
O irmão apaziguou-a, dizendo que tinha onde se esconder. Com poucas, chegou uma porção de carneiros com um carneirão muito alvo e belo na frente; este entrou e os outros voltaram.
Chegou o rei muito aborrecido, dando pulos e pancadas, dizendo: "Aqui me fede a sangue real!" do que a rainha o dissuadia; até que ele tomou banho e se desencantou num belo moço.
Seguiu-se o jantar, no qual a rainha perguntou-lhe:
— Se aqui viesse um irmão meu, cunhado seu, você o que fazia?
— Tratava e venerava como a você mesma; e se está aí, apareça.
Foi a resposta do rei. O moço apareceu e foi muito
considerado. Depois de muita conversação, em que contou sua viagem, foi instado para ficar ali, morando com a irmã, ao que disse que não, porque ainda lhe restava uma irmã a visitar.
Na despedida, o rei dos carneiros deu ao cunhado uma
lãzinha, dizendo:
— Quando estiver em perigo, diga: "Valha-me o rei dos carneiros".
Também disse, depois de saber a virtude da bota:
— Se eu pegasse esta bota, ia ver a rainha de Castela.
O moço foi reparando nisto e formou-se logo consigo o plano de ir vê-la. Saiu, e pela mesma forma foi à casa de sua irmã mais moça. Era um palácio ainda mais bonito e rico do que os outros dois. O que lá sucedeu foi o mesmo do que nos palácios das suas irmãs mais velhas. Era o palácio do rei dos pombos, e este, na despedida, deu ao cunhado uma pena, com as palavras:
— Quando se vir nalgum perigo, diga: "Valha-me o rei
dos pombos".
Na despedida, sabendo o rei do préstimo da bota, mostrou também desejos de ir visitar a rainha de Castela.
Logo que o moço se viu longe do palácio, disse: "Bota, bota-me agora na terra da rainha de Castela". Assim foi.
Chegado lá, ele indagou e soube que "era uma princesa que o pai queria casar, e que era tão bonita que ninguém passava pela frente do palácio que não olhasse logo para cima para vê-la na janela; mas a princesa tinha dito ao rei que só casava com o homem que passasse sem levantar a vista."
O estrangeiro foi passar, atravessou toda a distância sem olhar, e a princesa casou com ele.
Depois de casados, ela indagou pela significação daqueles objetos que seu marido sempre trazia consigo; ele tudo lhe contou, e a princesa prestou muita atenção ao prestígio da chave.
O rei, seu pai, tinha em palácio um quarto que nunca se abria, e neste quarto, onde era proibido a todos entrar,
estava, desde muito tempo, trancado um bicho Manjaléu,
muito feroz, que sempre o rei mandava matar e sempre revivia.
A moça tinha muita curiosidade de o ver e, aproveitando a saída do pai e do marido para uma caçada, pegou a chave encantada e abriu o quarto. O bicho pulou de dentro, dizendo: "A ti mesmo é que eu queria!..." e fugiu com ela para as brenhas.
Quando voltaram, os caçadores deram por falta da
princesa, e ficaram muito aflitos. O rei foi ao quarto do Manjaléu, e achou-o aberto e vazio, e o novo príncipe conheceu a sua chave... Ao depois se valeu de sua bota e foi ter onde estava sua mulher. Esta, quando o viu, estando ausente o Manjaléu ficou muito alegre, e quis ir-se embora com ele. Mas o marido não o consentiu, dizendo que ela ficasse para indagar ao monstro onde estava a sua vida, para assim dar cabo dele.
O príncipe foi-se embora. Quando o Manjaléu voltou,
conheceu que ali tinha estado bicho homem; a moça o
dissuadiu, e quando ele se acalmou, ela lhe perguntou onde estava a sua vida. O monstro zangou-se muito, e disse:
— Ah! Tu queres saber de minha vida mais o teu marido, para darem cabo de mim!... Não te digo, não...
Passaram-se dias, sempre a moça instando. Afinal, ele foi amolar um alfanje, dizendo:
— Eu te digo onde está minha vida; mas se eu sentir
qualquer incômodo, conheço que ela vai em perigo e, antes que me matem, mato a ti primeiro, queres?!
A princesa respondeu que sim. O Manjaléu amolou o
alfanje, e disse-lhe:
— Minha vida está no mar; dentro dele há um caixão, dentro do caixão uma pedra, dentro da pedra uma pomba, dentro da pomba um ovo, dentro do ovo uma vela; assim que a vela se apagar, eu morro.
O bicho saiu e foi procurar frutas; chegou o príncipe, soube de tudo e foi-se embora. O Manjaléu veio e deitou-se no colo da moça com o alfanje ali perto. O príncipe chegou com sua bota à praia do mar num instante; lá pegou na escama que tinha, e disse: "Valha-me o rei dos peixes" de repente uma multidão de peixes apareceu, indagando o que ele queria.
O príncipe perguntou por um caixão que havia no fundo do mar; os peixes disseram que nunca o tinham visto, e só se o peixe do rabo coto soubesse. Foram chamar o peixe do rabo coto, e este respondeu:
— Neste instante dei uma encontroada nele.
Todos os peixes foram e botaram o caixão para fora.
O príncipe o abriu e deu com a pedra; aí pegou na lãzinha e disse: "Valha-me o rei dos carneiros" De repente apareceram muitos carneiros e entraram a dar marradas na pedra.
O Manjaléu lá começou a sentir-se doente, e dizia:
— Minha vida, princesa, corre perigo!
E pegou no alfanje; a moça o foi dissuadindo e engambelando. Os carneiros quebraram a pedra e voou uma pomba. O príncipe pegou na pena e disse: "Valha-me o rei dos pombos!" Chegaram muitos pombos e correram atrás da pomba, até que a pegaram. O príncipe abriu-a e achou o ovo. Quando estava nisto, lá o Manjaléu estava muito desfalecido, pegou no alfanje e ia dando um golpe na princesa.
Foi quando cá o príncipe quebrou o ovo, e apagou a vela; aí o bicho caiu sem ferir a moça. O príncipe foi ter com ela, e levou-a para o palácio, onde houve muitas festas.


(Versão de Sergipe, coletada por Sílvio Romero) - Domínio Público.