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domingo, 25 de março de 2018

Ovo do coelho. Linda poesia para preparação para a páscoa.

Imagem google


Coelho não bota ovo,
quem bota ovo é galinha.
Mas eu conheço um coelho
que é mesmo uma maravilha.

Os ovos que ele bota,
você nem imagina.
São ovos de chocolate
ou ovos de baunilha.

Por isso, nosso coelho
foi expulso da família.
O pai dele disse: - Meu filho,
isso é coisa de galinha.

O coelho respondeu rapidamente:
- Meu pau eu não tenho culpa,
botar ovo é meu destino.
Se não posso botar ovos em casa,
prefiro botar sozinho.

E foi assim que o coelho
saiu de casa para a rua,
botando ovo na Páscoa,
no sonho de todo mundo.

Paulo Leminski

Imagem google


Para colorir:





quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A arvorezinha de Natal. Conto de Natal para as crianças.

Fonte da imagem:

http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=237078&picture=fundo-com-arvore-de-natal

Um conto natalino que ensina valores e o sentido do Natal às crianças.


Numa pequena cidade havia somente uma loja que vendia árvores de Natal. Ali era possível encontrar árvores de todos os tamanhos, formas e cores. O dono da loja tinha organizado um concurso para premiar a árvore mais bonita e melhor decorada do ano, e o melhor de tudo é que seria o próprio São Nicolau que iria entregar o prêmio no dia de Natal.
Todas as crianças da cidade queriam ser premiadas pelo Papai Noel e correram para a loja para comprar sua árvore para decorá-la e poder participar do concurso.
Por sua vez, as arvorezinhas se emocionavam muito quando viam os meninos, que decididos a ganhar o concurso, gritavam: Pra mim... pra mim... Olhem pra mim! Cada vez que entrava uma criança na loja era igual, as arvorezinhas começavam a se esforçar para chamar a atenção e serem escolhidas.
Escolha-me porque sou grande!... Não! Escolha-me porque sou gordinha!... Ou A mim, que sou de chocolate!... Ou a mim que posso falar!... É o que se ouvia em toda a loja. Os dias foram se passando e somente se escutava a voz de uma arvorezinha que dizia: A mim, a mim... Que sou a mais pequenina!
Quase às vésperas do Natal, chegou à loja um casal muito elegante que queria comprar uma arvorezinha.
O dono da loja informou-lhes que a única árvore de Natal que havia sobrado era muito pequenininha. Sem se importar com o tamanho, o casal resolveu levá-la.
A arvorezinha pequenina se alegrou muito, porque finalmente alguém ia poder decorá-la e poderia participar do concurso. 
Ao chegar na casa onde o casal morava, a arvorezinha ficou surpresa: Como eu sendo tão pequenina, poderei brilhar diante de tanta beleza e imponência?
Assim que o casal entrou na casa, começaram a chamar a filha: Regina!...Venha filha! Temos uma surpresa para você! A arvorezinha escutou umas rápidas pisadas vindas do andar de cima.
Seu coraçãozinho começou a bater com força. Estava contente por poder deixar aquela linda menininha feliz.
Quando a menina desceu, a pequenina árvore se surpreendeu com a reação dela: Essa é minha arvorezinha? Eu queria uma árvore grande, frondosa, enorme e alta até o céu para decorá-la com milhares de luzes e bolas. Como vou ganhar o concurso com essa arvorezinha anã? Disse a criança chorando.
- Regina, era a única arvorezinha que sobrou na loja, explicou seu pai.
- Não a quero! É horrível... Não a quero! Gritava a furiosa criança.
Os pais, desiludidos, pegaram a pequenina árvore e levaram de volta à loja. A arvorezinha estava triste porque a menina não a quis, mas tinha esperança de que alguém viria levá-la para decorá-la a tempo para o Natal. Uma hora mais tarde se escutou a porta da loja se abrir.
A mim... A mim... Que sou a mais pequenina! Gritava a arvorezinha cheia de felicidade. Era um casal robusto, com mãos enormes. O dono da loja lhes informou que a única árvore que havia sobrado era aquela pequenina perto da janela. O casal pegou a arvorezinha, e sem dar importância ao tamanho, foi embora com ela.
Quando estavam chegando em casa, a arvorezinha viu quando dois menininhos gordinhos vinham ao seu encontro e gritavam: Encontrou papai? É como pedimos à senhora, mamãe? Quando os pais desceram do carro, as crianças foram em cima da pequenina árvore.
O que aconteceu depois? Vocês podem terminar a estória! Que tal consultar a família?
Por Amarilis Irigoyen

Para colorir, depois pode-se colar em papelão e enfeitar a árvore de Natal.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Poema do Menino Jesus - Alberto Caeiro

Imagem google.
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão 
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.


Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

                          Alberto Caeiro

Atividades:

Crie uma história sua com Jesus menino, pode ser inspirada na poesia mas mude a história. 

Colorir:

Depois de colorir, colar em cartolina e dobrar a parte inferior para trás para ficar em pé. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Quarto Rei Mago.

Vocês sabem a história dos três Reis Magos que viajaram do Oriente para Belém para adorar a Jesus e Lhe ofertar as dádivas de ouro, incenso e mirra?
Vou-lhes contar a história do quarto Rei Mago que também viu a estrela e resolveu segui-la e do seu grande desejo de adorar o Rei Menino e Lhe oferecer as suas prendas. Ele morava nas montanhas da Pérsia e o seu nome era Artaban. Era alto, moreno, de olhos bem escuros: a fisionomia de um sonhador, a mente de um sábio. Um homem de coração manso e espírito indominável.
Era um homem de posses. A sua moradia era rodeada de jardins bem tratados com árvores de frutas e flores exóticas. Suas vestes eram de seda fina e o seu manto da mais pura lã. Era seguidor de Zoroastro e numa noite se reuniu em conselho com nove membros da mesma seita. Eram todos sábios!
Artaban lhes falou sobre a nova estrela que vira e o seu desejo de segui-la. Disse-lhes: "- Como seguidores de Zoroastro aprendemos que os homens vão ver nos céus, em tempo apontado pelo Eterno, a luz de uma nova estrela e nesse dia, nascerá um grande profeta e Ele dará aos homens a vida eterna, incorruptível e imortal, e os mortos viverão outra vez! Ele será o Messias, o Rei de Israel." E continuou:
"- Os meus três amigos Gaspar, Melchior, Baltazar e eu, vimos a grande luz brilhante de uma nova estrela há vários dias e vamos sair juntos para Jerusalém para ver e adorar o Prometido, o Rei de Israel. Vendi a minha casa e tudo o que possuo e comprei estas joias: uma safira, um rubi e uma pérola para oferecer como tributo ao Rei. Convido-os para virem comigo nesta peregrinação para juntos adorarmos o Rei!"
Mas um véu de dúvida cobriu as faces de seus amigos: "- Artaban! Isso é um sonho em vão. Nenhum rei vai nascer de Israel! Quem acredita nisso é um sonhador!" E um a um, todos o deixaram. "- Adeus amigo!"
Artaban pesquisando os céus viu de novo a estrela. "- É o sinal!" Disse ele. "- O Rei vai chegar e eu vou encontrá-Lo."
Artaban preparou o seu melhor cavalo, chamado Vasda, e de madrugada saiu ás pressas, pois, para encontrar no dia marcado com Gaspar, Melchior e Baltazar, que já estavam a caminho, ele precisava cavalgar noite e dia. Já estava escurecendo e ainda faltavam mais ou menos três horas de viagem para chegar ao sítio de encontro e ele precisava estar lá antes de meia noite ou os três Magos não poderiam demorar mais à sua espera!
"- Mas, o que é isto?" Na estrada, perto de umas palmeiras, o seu cavalo Vasda, pressentindo alguma coisa desconhecida, parou resfolegando, junto a um objeto escuro perto da última palmeira.
Artaban desmontou. A luz das estrelas revelou a forma de um homem caído na estrada. Um pobre hebreu entre os muitos que moravam por perto. A sua pele estava seca e amarela e o frio da morte já o envolvia. Artaban depois de examiná-lo deu-o por morto e voltou-se com um coração triste, pois nada podia fazer pelo pobre homem.
"- Mas o que foi isto?" Um suspiro fraco, e a mão óssea do hebreu fechou-se consultivamente no manto do sábio! Artaban, surpreso, sentiu-se frustrado! "- Que devo fazer? Se me demorar, os meus amigos procederão sem mim. Preciso seguir a estrela! Não posso perder a oportunidade de ver o Príncipe da Paz só para parar e dar um pouco de água a um pobre hebreu nas garras da morte!"
"- Deus da Verdade e da Pureza dirige-me no teu caminho santo, o caminho da sabedoria que só Tu conheces!" E Artaban carregou o hebreu para a sombra de uma palmeira e tratou-o por muitos dias até que ele se recuperou.
"- Quem és tu?" perguntou ele ao Mago.
"- Sou Artaban e vou a Jerusalém à procura Daquele que vai nascer: O Príncipe da Paz e Salvador de todos os homens. Não posso me demorar mais, mas aqui está o restante do que tenho: pão, vinho, e ervas curativas." O hebreu erguendo as mãos aos céus lhe disse: "- Que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó o abençoe; nada tenho para lhe pagar, mas ouça-me: Os nossos profetas dizem que o Messias deve nascer, não em Jerusalém, mas em Belém de Judá."
Assim, já era muito mais de meia-noite e vários dias mais tarde quando Artaban montou de novo o seu cavalo Vasda e num galope rápido prosseguiu ao encontro de seus amigos.
Aos primeiros raios do sol, checou ao lugar do encontro. Mas... Onde estavam os três Magos? Artaban desmontou e ansioso, estudou todo o horizonte. Nem sinal da caravana de camelos dos seus amigos! Então entre uma pilha de pedras achou um pergaminho e a mensagem: "- Não pudemos esperar mais, vamos ao encontro do Rei de Israel. Siga-nos através do deserto."
Artaban sentou-se e cobriu a cabeça em desespero! "- Como posso atravessar o deserto sem ter o que comer e com um cavalo cansado? Tenho mesmo que regressar à Babilônia, vender a minha safira e comprar camelos e provisões para a viagem. Só Deus, o misericordioso, sabe se vou encontrar o Rei de Israel ou não, porque me demorei tanto ao mostrar caridade."
Artaban continuou a via pelo deserto e finalmente chegou a Belém, levando o seu rubi e a sua pérola para oferecer ao Rei. Mas as ruas da pequena vila pareciam desertas. Pela porta aberta de uma casinha pobre, Artaban ouviu a voz de uma mulher cantando suavemente. Entrou e encontrou uma jovem mãe acalentando o seu bebê.
Três dias passados ela lhe falou sobre os três Magos que estiveram na vila a que disseram terem sido guiados por uma estrela ao lugar onde José de Nazaré, sua esposa Maria, e o seu bebê Jesus estavam hospedados. Eles trouxeram prendas de ouro, incenso e mirra para o menino. Depois, desapareceram tão rapidamente quanto apareceram. E a família de Nazaré também saiu à noite, em segredo, talvez para o Egito.
O bebê nos seus braços olhou para o rosto de Artaban e sorriu estendendo os bracinhos para ele. "Não poderia essa criança, ser o Príncipe Prometido? Mas não! Aquele que procuro já não está aqui e eu preciso encontrá-lo no Egito!"
A Jovem mãe colocou o bebê no berço e preparou um almoço para o estranho hóspede que veio à sua casa. Subitamente, ouviu-se uma grande comoção nas ruas: gritos de dor, o chorar de mulheres, tocar de trombetas e o clamor: "- Soldados! os soldados de Herodes estão matando as nossas crianças!"
A jovem mãe, branca de terror escondeu-se no canto mais escuro da casa, cobrindo o filho com o seu manto para que ele não acordasse e chorasse.
Mas Artaban colocou-se em frente à porta da casa impedindo a entrada dos soldados. Um capitão aproximou-se para afastá-lo. A face de Artaban estava calma como se estivesse observando as estrelas. Fitou o soldado um instante e lhe disse: "- Estou sozinho aqui, esperando para dar esta joia ao prudente capitão que vai me deixar em paz." E mostrou o rubi brilhando na palma da sua mão como uma grande gota de sangue.
Os olhos do capitão brilharam com o desejo de possuir tal joia! "- Marchem, Avante!" Gritou aos seus soldados. "- Não há criança aqui!" E Artaban olhando os céus orou: "- Deus da Verdade perdoa o meu pecado! Eu disse uma coisa que não era, para salvar uma criança. E duas das minhas dádivas já se foram. Dei aos homens o que havia reservado para Deus. Poderei ainda ser digno de ver a face do Rei?"
E Artaban prosseguiu na sua procura entre as pirâmides do Egito, em Heliopólis, na nova Babilônia às margens do Nilo... Numa humilde casa em Alexandria, Artaban procurou o conselho de um velho rabi que lhe falou das profecias e do sofrimento do Messias prometido e receitado pelos homens. "- E lembre-se, meu filho: o Rei que procuras não o vais encontrar num palácio ou entre os ricos e poderosos. Isto eu sei: os que o procuram devem fazê-lo entre os pobres e os humildes, os que sofrem e são oprimidos."
E Artaban passou por lugares onde a fome era grande. Fez a sua morada em cidades onde os doentes morriam na miséria. Visitou os oprimidos nas prisões subterrâneas, os escravos nos mercados de escravos... Em toda a população de um mundo cheio de angústia ele não achou ninguém para adorar, mas muitos para ajudar! Ele alimentou os que tinham fome, cuidou dos doentes, e confortou os prisioneiros... E os anos passaram... 33 anos. E os cabelos de Artaban já não eram pretos, eram brancos como a neve nas montanhas. Velho, cansado e pronto para morrer, era ainda um peregrino à procura do Rei de Israel e agora em Jerusalém onde havia estado muitas vezes na esperança de achar a família de Belém.
Os filhos de Israel estavam agora na cidade santa para a festa da Páscoa do Senhor e havia uma agitação e excitamento singular. Vendo um grupo de pessoas da sua terra, Artaban lhes perguntou o que se passava e para onde o povo se dirigia.
"- Para o Gólgota!" lhe responderam, "-... pois não ouviste? Dois ladrões vão ser crucificados e com eles, um homem chamado Jesus de Nazaré, que dizem, fez coisas maravilhosas entre o povo. Mas os sacerdotes exigiram a sua morte, porque disse ser o Filho de Deus. Pilatos O condenou a ser crucificado porque disseram ser Ele o Rei dos Judeus."
"Os caminhos de Deus são mais estranhos do que o pensamento dos homens," pensou Artaban. "Agora é o tempo de oferecer a minha pérola para livrar da morte o meu Rei!" Ao seguir a multidão em direção ao portal de Damasco, um grupo de soldados apareceu arrastando uma jovem rapariga com vestes rasgadas e o rosto cheio de terror.
Ao ver o mago, a jovem reconheceu-o como da sua própria terra e libertando se dos guardas atirou-se aos pés de Artaban: "- Tenha piedade!...", ela implorou... E pelo Deus da pureza, me salva! Meu pai era mercador na Pérsia, mas faleceu e agora vão me vender como escrava para pagar seus débitos! Me salva!"
Artaban tremeu. Era o velho conflito da sua alma entre a fé, a esperança e o impulso do amor. Duas vezes as dádivas consagradas foram dadas para a humanidade. E agora? Uma coisa ele sabia: "- Salvar essa jovem indefesa era um gesto de amor. E não é o amor a luz da alma?"
Ele tirou a pérola de junto ao seu coração. Nunca ela pareceu tão luminosa! Colocou-a na mão da rapariga: '- Este é o teu pagamento, o último dos tesouros que guardei para o Rei!"
Enquanto ele falava uma escuridão profunda envolveu a terra que tremeu consultivamente! Casas caíram, os soldados fugiram, mas Artaban e a rapariga protegeram-se de baixo do telhado sobre as muralhas do Pretório.
"- O que tenho a temer," pensou ele,... e para quê viver? “Não há mais esperança de encontrar o Rei, a procura terminou, eu falhei.” Mas mesmo esse pensamento lhe trouxe paz, pois sabia que viveu de dia a dia da melhor maneira que soube. Se tivesse que viver de novo a sua vida não poderia ser de outra maneira.
Mas um tremor de terra e uma telha desprenderam-se do telhado e feriu o velho Mago na cabeça. Repousou no chão e deitou a cabeça nos ombros da jovem com o sangue a escorrer do ferimento.
Ao debruçar-se sobre ele, ela ouviu uma voz suave, como música vinda à distância. Os lábios de Artaban moveram-se como em resposta e ela escutou o que o velho Mago disse na sua própria língua: "- Não meu Senhor! Quando Te vi com fome e te dei de comer? Ou com sede e Te dei de beber? Ou quando Te vi enfermo ou na prisão e fui te ver? Por 33 anos eu Te procurei, mas nunca vi a Tua face, nem Te servi meu Rei!"
E uma voz suave veio, mas desta vez dos céus. A jovem também compreendeu as palavras.
"- Em verdade, em verdade vos digo que quando fizeste a um destes meus irmãos a mim o fizeste!"
Uma alegria radiante iluminou a face calma de Artaban.
Um suspiro longo e aliviado saiu de seus lábios.
A viagem para ele havia terminado.
O quarto Mago, Artaban, compreendeu que havia encontrado o seu Rei durante toda a sua vida!


Uma história de Henry Van Dyke.

Sabe-se que eram três reis magos, portanto essa narrativa pode ser uma lenda, ou uma história do autor citado acima.

Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/natalreimago.htm

sábado, 15 de outubro de 2016

15 de outubro dia do professor.


Hoje se comemora o dia do professor no Brasil. 
Para saber como tudo começou, clique AQUI
Deixo aqui minha homenagem a todos os professores dedicados, amorosos e idealistas. Que Deus ilumine seus caminhos com muitas bençãos de paz, amor e harmonia.
Que seu trabalho seja valorizado, que você seja respeitado pelo seus alunos e que os pais reconheçam a importância da tua influência na vida de seus filhos.
Que você receba salário digno e boas condições de trabalho.
Que você seja incentivado realmente e materialmente para poder se aperfeiçoar sempre.
Meu carinhoso abraço com muito respeito no teu dia!
Flores para você:

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

50.000 acessos do blog!


Em pouco mais de um ano o blog completa 50.000 acessos, sinal que estou no caminho certo, e uma nova maneira de pensar nas nossas crianças, donas do futuro, faz-se urgente e necessária.
O mundo mudou, as crianças mudaram. Não podemos mais usar velhas fórmulas em mentes mais evoluídas que as nossas.
Foi pensando em tudo isso, e baseada nos meus estudos e na minha experiência como evangelizadora da infância, além da minha formação como professora, que decidi fazer esse blog voltado à educação integral da criança.
Um ano e aproximadamente dois meses passados, o blog mudou sua marca sem deixar o foco principal que é a contação de histórias, fábulas, lendas, folclore, como ferramentas preciosas na formação infantil.
Agradeço a você que esteve comigo de alguma forma, lendo ou comentando, compartilhando e alguns conforme depoimentos, usando as historinhas para suas aulas ou evangelização.
Muito obrigada pelo carinho de todos, se não fosse a presença de vocês o blog não existiria.
E para finalizar, deixo a frase que gosto muito, mas não achei a autoria, se alguém souber favor me avisar que dou os créditos:

“Não pense apenas no mundo que vamos deixar para nossos filhos, mas também nos filhos que vamos deixar para nosso mundo.”

terça-feira, 12 de julho de 2016

Comemoração de 1 ano do inicio do blog. Hoje tem festa!


Amigos queridos que acompanham o blog Coisas de Criança, é com imensa alegria que comemoro um ano de sua criação com a presença de muitos de vocês aqui enfeitando a festa.
Obrigada por todas as palavras de incentivo, a presença de vocês foi muito importante para que eu percebesse se estava no rumo certo, acertando ali, consertando acolá, até achar o tom que ficasse bom para mim e ao mesmo tempo continuasse servindo de inspiração para pais e educadores – esse sempre foi o foco principal do blog – mas então, sem mais delongas, segue a colaboração dos amigos.
A proposta deixada na postagem com o convite para a festa era:

Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos 7 anos:

      - Onde estaria e fazendo o que?

      - O que você diria para você criança? – só não vale conselho, rsrs.

      - Deixar nome, profissão e quem puder a idade.

Depoimentos:

Com sete anos eu estaria em Mar Del Plata Argentina onde vivi até os 8anos de idade.
Me vejo brincando na sacada vestida com as roupas da minha mãe.
Eu diria A donde vás tan guapa?
Maria Fernanda Espino, aposentada,  55 anos.

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Com sete anos eu estaria na casa da minha avó paterna, estudando bastante e brincando pouco. Diria para aquela criança: dentro de você existe uma força muito poderosa, ela vai te salvar de tudo nessa vida!
Denise Araujo, psicóloga, 57 anos. Blog da Denise: Tecendo Ideias

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Aos sete anos, eu em Porto Alegre. No quintal de casa, observando minhocas e bichinhos das plantas e da terra. O que eu diria?
- Jorge, continue a ser curioso e pesquisador, tua profissão favorecerá isso.
Jorge Avila Kuhn, Tradutor, 64 anos São Vicente/SP

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Com sete anos eu gostaria de estar num mundo maravilhoso onde todos os seres fossem felizes. Eu pediria à criança que me ajudasse a ser um ser mais confiante e feliz.
Matilde, aposentada, 73 anos.

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"Certa noite, perambulando no meu sonho, cheguei numa nuvem muito branca e fofinha! Ouvi uma voz: - ei, estou aqui!!! E eu, entre medo e curiosidade, avistei uma garotinha franzina, tímida e fui até ela. Era eu mesma, que, como um toque de mágica, estava lá, aos meus sete anos!!! Como aconteceu isto?? Eu hoje tenho 70 anos, mas há poucos dias, numa pontinha de tristeza por estar quase velhinha (kkk) fiz uma oração e pedi a nossa Mãe Celeste, como presente, viver só mais um dia como uma doce garotinha!! Não esqueça NUNCA que a criança que tem dentro de você, NUNCA MORRE!"
Alba Maria Filipi, 70 anos, aposentada.

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Aos sete anos nos anos 50, e numa cidade de 30.000 habitantes, sem televisão - havia o cinema - com os desenhos animados, mas estava descobrindo também as Histórias dos Irmãos Grimm, Andersen, Perrault, e Monteiro Lobato- dá-lhe, imaginação!- enquanto quebrava a cabeça com as tabuadas! Aguardava as férias para vir passear em Porto Alegre, a capital, e a praia! Brincava de bonecas e de rodas na rua com as outras crianças e sonhava com os 15 anos: usar saltos altos e poder se pintar, não havia nada mais maravilhoso!
Haveria, mais, muitas lembranças mais, mas resumiria essa época com apenas duas palavras: doces sonhos!
Maria da Graça Silveira, 66 anos, aposentada. 

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Se eu pudesse falar com aquela menina de sete anos diria para ela nunca deixar o piano e o balé, perseverar nos estudos e insistir para fazer faculdade na capital. Depois voltar para Alegrete e não sair mais de lá. E não casar cedo! Ah, e cuidar muito do seu irmãozinho para evitar a tragédia que o levou.
Simplesmente Maria, 63 anos, escrevinhadora. Blog:Simplesmente Maria

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Estaria na rua, com meu pai, indo pra pracinha próximo da minha casa, e minha mãe estaria na escola.
Diria: cuidado quando você for brincar na gangorra. Ela pode acabar subindo muito alto, e você pode acabar se soltando, e batendo com a cara no ferro que segura a gangorra no chão, e pode se machucar feio.
Vívian Melyssa, Designer Gráfico, 21 anos. Página web:https://www.facebook.com/familydolls 

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Com sete anos de idade eu andava nas ruas, jogando bola de gude com os meninos, correndo de bicicleta, pulando sapata. Às vezes me reunia com as meninas para passear. Andávamos à toa pelas ruas.
Se pudesse voltar no tempo eu diria apenas: Não tenho pressa.

Gladis Berriel, escritora, 64 anos.

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Estou na cidade de Três Passos, RGS no quintal da casa. Vejo-a  com sete anos, pálida, séria, agachada na grama alta brincando com formigas. Toco delicadamente no ombro magro e ela levanta o olhar triste, de um azul profundo e límpido.
- Nunca tenha medo, digo. Você vai revolucionar. O sorriso rápido revela a falta dos dentes dianteiros.
Jeanne Geyer, blogueira, 64 anos.

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Olha Ela, Feliz/Feliz, leve e solta, e suas primeiras pedaladas, na sua tão sonhada bicicleta. Vai firme Criança, vai firme! Equilíbrio, muito Equilíbrio é o que a vida vai necessitar sempre de ti!

Lidia Maria Lacombe Klingelfus, 63 anos bancária aposentada.

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Para comemorar a festa de 1 ano de Coisas de criança, a Jeanne propôs que entrássemos em uma cápsula do tempo e nos encontrássemos com nós mesmos aos 7 anos, respondendo três perguntinhas:

1- Onde você estaria e fazendo o que?
R. Na rua brincando.

2- O que você diria para você criança?
R. Sabe esse céu imenso que gostas tanto? Deus te ama para além desse céu e jamais irá te abandonar.

Meri Pellens, blogueira e web designer autodidata, 41. Blog: Meri Pellens Mix

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
- Onde estaria e fazendo o que?
- Brincando de boneca, de casinha e de ser professora...
- O que você diria para você criança?
- Brinque muito, enquanto pode...
- Roselia Bezerra, professora aposentada, 62 neste mês...

"Benditas recordações que me cercam como em um abraço e me levam até um lugar radiante chamado saudade. Lá, o que eu fui segue intacto, livre dos arranhões do tempo, conservado por cada momento em que fui genuinamente feliz.”
(Fernanda Gaona) Blog:ESPIRITUAL-AMIZADE

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Aos sete anos comecei a alfabetização e lembro-me que tive que fazer muitas caligrafias, pois a minha letra ficava incompreensível. Nesta cena, em minha casa, a figura da minha avó paterna, que morava conosco, é muito presente; ela acompanhava os meus deveres escolares. Não é uma recordação boa, não gostava de fazer caligrafia e, na realidade, não mudou muito meu formato de letras.
O que posso dizer a minha menina é que a amo e que quero manter acesa a sua chama de peraltices dentro de mim.
Norma, psicóloga, terapeuta de casal e família, 67 anos.

“Uma das coisas melhores que pode acontecer para alguém na vida é ter uma infância feliz”. Agatha Christie Blog: Pensando em Família

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
Certamente estaria brincando de bonecas, coisa que sempre muito fiz.
 - O que você diria para você criança? –
Isso mesmo chica! Brinca e faz isso pela vida inteira!
Meu nome: Rejane
Profissão: advogada que abandonou tudo e foi ser apenas mãe, avó, dona de casa com muito amor e idade? Ainda 67!
Bjs, Chica  Blog Lugares Coloridos

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Aos sete anos eu morava no campo. Lembro do alvorecer e eu me preparando para ir à cidade com meu pai. Lembro da sensação de felicidade, eu escolhendo um vestidinho, lembro das cores do céu ao amanhecer. Um misto de expectativa e importância me dominava.
Eu diria a essa menina: Aninha, nunca perca a capacidade de se encantar, de acreditar e ver a beleza.
Ana Souza, 59 anos, aposentada.

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Se eu me encontrasse aos sete anos... Obviamente estaria brincando com as minhas bonecas!!O que eu diria? Não tenha medo, sei que algumas coisas e pessoas parecem grandes e assustadoras, mas geralmente elas não são tão horripilantes quanto parecem, acredite: você é corajosa, tem muitos dons que ainda não sabe e não se esforce tanto para que as pessoas gostem de você. Seja Feliz!! Carine Peres F. Cardoso, 42 anos, Psicóloga.

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Aos 7 anos:
- Onde estaria e fazendo o que? Provavelmente em P. Alegre, brincando no pátio da casa que morávamos na nossa infância, junto com meu irmão Joao Gilberto que teria 5 anos. Provavelmente brincando com terrinha como a gente falava.
- O que você diria para você criança? –Aproveite para brincar porque a coisa vai ficar feia kkkkkk

Simone T T Pinho, procuradora institucional, 48 anos. 

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Saindo da cápsula: 1-Estaria no ano de 1963 por burocracia escolar da época, não pude entrar para o grupo escolar por não ter sete anos completos e era de Março,imagina só, pois as aulas começavam em Fevereiro. Assim tive que viver este 7 anos numa aula particular com uma professora de nome Glória que me ensinava escrever e matemática.Assim meu tempo era de muita folga e vivi intensamente a infância de uma cidadezinha de interior de Minas Gerais. 2- Vá nadar mais no rio, vá jogar mais bola,catar frutas no pomar da casa de Drummond e fazer as tarefas da professora Gloria para ter mais tempo para brincar.
Toninho-60 anos-Engenheiro Eletricista. Blog: Momentos e inspirações



Amigos queridos, estou aqui emocionada ao final do post. 
Agradeço a presença de cada um e de todos que embora não tenham participado hoje, acompanharam esse trabalho desde o início. 
Esse blog é um sonho e um desejo profundo. 
Que Deus me permita deixar sementes em corações fecundos.

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“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos  filhos....  Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” 

Os amigos que não puderam participar, podem ir deixando sua participação nos comentários durante o dia de hoje que vou acrescentando, bjs

domingo, 3 de julho de 2016

Convite para o aniversário do blog.

Olá amigos e amigas que me acompanham aqui no blog. O blog Coisas de Criança! vai comemorar 1 aninho dia 12 de julho.
Imaginado e gestado por mim com muito carinho desde antes de ser iniciado através de ideias e pesquisas na internet, coloquei na minha página do face imagens de fetos, depois um bebê aprendendo a caminhar, enfim, conforme o blog crescia continuava a comparação com um bebê muito querido e esperado, já que é um blog voltado à educação integral da criança através da contação de histórias.
Por esse motivo, espero a ajuda de vocês para a postagem do dia 12.

Não será uma blogagem coletiva, nem nada que dê muito trabalho, porque sei que ninguém está com tempo sobrando.
Pensei então em uma postagem de cada um respondendo:

Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos 7 anos:

      - Onde estaria e fazendo o que?

      - O que você diria para você criança? – só não vale conselho, rsrs.

      - Deixar nome, profissão e quem puder a idade.

Então basicamente é isso. No máximo 5 linhas que é para que eu possa colocar todas as postagens de vocês com os links de cada blog.
No dia colocar o selinho abaixo no blog de vocês com o link do meu fazendo uma breve referência ao aniversário do blog e escrevendo sua postagem. Gente, não precisa uma postagem especial, pode ser com outra postagem, não é uma blogagem coletiva, da mesma forma ninguém precisa divulgar para outros.
Podem ir mandando suas postagens em dias anteriores como comentário aqui ou no grupo da Liga inbox, mas se for no grupo me nomeiem, por favor, senão posso não ver. Acho que aqui como comentário é mais prático, só que irei publicar só no dia, até lá fica aguardando moderação.
Combinado?
Conto com o apoio dos amigos queridos e qualquer dúvida deixem aqui no comentário que responderei.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Conto de Natal para crianças.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.phpimage=138786&picture=presepio

Um aldeão russo, muito devoto, constantemente pedia em suas orações que Jesus viesse visitá-lo em sua humilde choupana.
Na véspera do Natal sonhou que o Senhor iria aparecer-lhe. Teve tanta certeza da visita que, mal acordou, levantou-se imediatamente e começou a pôr a casa em ordem para receber o hóspede tão esperado.
Uma violenta tempestade de granizo e neve acontecia lá fora. E o aldeão continuava com os afazeres domésticos, cuidando também da sopa de repolho, que era o seu prato predileto.
De vez em quando ele observava a estrada, sempre à espera...
Decorrido algum tempo, o aldeão viu que alguém se aproximava caminhando com dificuldade em meio a borrasca de neve. Era um pobre vendedor ambulante, que conduzia às costas um fardo bastante pesado.
Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o para a choupana, pôs sua roupa a secar ao calor da lareira e repartiu com ele a sopa de repolho. Só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada.
Olhando de novo através da vidraça, avistou uma mulher na estrada coberta de neve. Foi buscá-la, e abrigou-a na choupana. Fez com que sentasse próximo à lareira, deu-lhe de comer, embrulhou-a em sua própria capa...
A noite começava a cair... Não a deixou partir enquanto não readquiriu forças suficientes para a caminhada. E nada de Jesus!
Já quase sem esperanças, o aldeão novamente foi até a janela e examinou a estrada coberta de neve. Distinguiu uma criança e percebeu que ela se encontrava perdida e quase congelada pelo frio...
Saiu mais uma vez, pegou a criança e levou-a para a cabana. Deu-lhe de comer, e não demorou muito para que a visse adormecida ao calor da lareira.
Cansado e desolado, o aldeão sentou-se e acabou por adormecer junto ao fogo. Mas, de repente, uma luz radiosa, que não provinha da lareira, iluminou tudo!
Diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca! - Ah! Senhor! Esperei-O o dia todo e não aparecestes, lamentou-se o aldeão...
E Jesus lhe respondeu: "Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: O vendedor ambulante que socorrestes, aquecestes e deste de comer... era Eu! A pobre mulher, a quem deste a capa... era Eu! E essa criança que salvaste da tempestade, também era Eu..."

"O Bem que a cada um deles fizeste, a mim mesmo o fizeste!"


(autor desconhecido)

Colorir:

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=101499&picture=bebe-jesus-cena-manger

sábado, 17 de outubro de 2015

150 Anos de Alice no País das Maravilhas.


Em julho de 2015, Alice no País das Maravilhas completou 150 anos de publicação. Professor de matemática, gago e tímido, o autor Lewis Carroll deixou uma obra de difícil definição, que conquistou um lugar privilegiado no imaginário de várias gerações, com a fantasia e o nonsense como suas principais marcas. Alice, em particular, apesar de um século e meio de idade, continua uma menina. É um símbolo importante de nossos tempos, objeto de inúmeros estudos, adaptações literárias e, mais recentemente, versões para o cinema.
Leia atividade didática de Literatura inspirada neste artigo.
Ano do Ciclo: 4º ao 6º ano
Objetivos de aprendizagem:Trocar impressões com outros leitores a respeito da obra; Comparar versões de um mesmo texto (de mesma mídia ou não) quanto ao tratamento temático ou estilístico; Examinar o uso do vocabulário; Reconhecer os efeitos de sentido provocados pela combinação, no texto, de sequências narrativas e dialogais.
Saiba mais clicando AQUI

domingo, 23 de agosto de 2015

Confiança Virtual - seis anos do blog da amiga Roselia Bezerra

O blog da Rosélia Bezerra continua festejando seis anos de aniversário do Blog com o tema Confiança Virtual. 
Na blogosfera, confiança é algo que se adquire com muita cautela, mas que é possível sim. 
No meu caso, sendo blogueira desde o ano de dois mil e alguma coisa, não lembro bem, já fiz muitos amigos e gosto demais do ambiente que temos aqui. 
Ao contrário das redes sociais, com tantas agressividades, por aqui temos educação, gentileza e respeito.
Quem quiser participar é só comparecer lá no blog e avisar que vai deixar uma postagem. 
Participem, vale a pena conhecer o blog Espiritual - Idade.