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sábado, 10 de outubro de 2015

A casa dos mil espelhos.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=156367&picture=clipe-cute-dog

Folclore japonês

Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos.Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa.
Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.
Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou:"Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes".
Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou: "Que lugar horrível, nunca mais volto aqui".
Todos os rostos no mundo são espelhos.
Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?


Conversando sobre a historinha:

Encontre ou faça brilhar a sua luz. Deus habita o seu coração e é com Ele que você pode conversar no silêncio de sua alma.
Exercite o diálogo interno, converse consigo mesmo.
Todas as pessoas tem defeitos e qualidades, procure as tuas qualidades e as fortaleça para que quando você chegar na casa dos mil espelhos encontre muitas coisas boas ao teu redor, e você possa sair dizendo: 
- Como a casa dos espelhos é bonita!!!


Fazer um caleidoscópio simples. Clique AQUI


Dramatização: 

levar ou confeccionar com as crianças máscaras sorrindo, tristes, bravas, assustadas, etc.
Formar um círculo.
Na sequência, uma criança entra no círculo e coloca uma máscara no rosto - todas terão todas as máscaras nas mãos.
Conforme a máscara escolhida as outras colocarão a mesma.

Depois que todas as crianças tiverem entrado no círculo, indagar sobre o que sentiram e o que entenderam da metáfora.
Como usar o ensinamento na prática.
Fortalecer a autoestima para interagir de forma positiva.

Somos todos espelhos. Refletimos os sentimentos alheios assim como muitas vezes só identificamos nos outros nossos sentimentos. 



Esse é o livro da tua vida. Escreva de um lado tuas qualidades e na outra página o que você tem que melhorar.

domingo, 20 de setembro de 2015

MARCELO, MARMELO, MARTELO.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/

Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
- Papai, por que é que a chuva?
-Mamãe, por que é que o mar não derrama?
- Vovó, por que é que o cachorro tem quatro pernas?
As pessoas grandes às vezes respondiam. Às vezes, não sabiam como responder.
-Ah, Marcelo, sei lá...
Uma vez, Marcelo cismou com o nome das coisas:
- Mamãe, por que é que eu me chamo Marcelo?
- Ora, Marcelo foi o nome que eu e seu pai escolhemos.
- E por que é que não escolheram martelo?
-Ah, meu filho, martelo não é nome de gente! É nome de ferramenta...
- Por que é que não escolheram marmelo?
- Porque marmelo é nome de fruta, menino!
- E a fruta não podia chamar Marcelo, e eu chamar marmelo?
No dia seguinte, lá vinha ele outra vez:
- Papai, por que é que mesa chama mesa?
- Ah, Marcelo, vem do latim.
- Puxa, papai, do latim? E latim é língua de cachorro?
- Não, Marcelo, latim é uma língua muito antiga.
- E por que é que esse tal de latim não botou na mesa nome de cadeira, na cadeira nome de parede, e na parede nome de bacalhau?
-Ai, meu Deus, este menino me deixa louco!
Daí a alguns dias, Marcelo estava jogando futebol com o pai:
-Sabe, papai, eu acho que o tal de latim botou nome errado nas coisas. Por exemplo, por que é que bola chama bola?
- Não sei Marcelo, acho que bola lembra uma coisa redonda, não lembra?
-Lembra, sim, mas... e bolo?
- Bolo também é redondo, não é?
- Ah, essa não! Mamãe vive fazendo bolo quadrado...
O pai de Marcelo ficou atrapalhado.
E Marcelo continuou pensando:
“Pois é, está tudo errado! Bola é bola, porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo. E por que será que a bola não é a mulher do bolo? E bule? E belo? E Bala? Eu acho que as coisas deviam ter o nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo. Devia chamar sentador, não cadeira, que não quer dizer nada. E travesseiro? Devia chamar cabeceiro, lógico! Também, agora, eu só vou falar assim”.
Logo de manhã, Marcelo começou a falar sua nova língua:
- Mamãe, quer me passar o mexedor?
- Mexedor? Que é isso?
- Mexedorzinho, de mexer café.
- Ah, colherinha, você quer dizer.
- Papai, me dá o suco de vaca?
- Que é isso menino?
- Suco de vaca, ora! Que está no suco-da-vaqueira.
- Isso é leite, Marcelo. Quem é que entende este menino?
O pai de Marcelo resolveu conversar com ele:
- Marcelo, todas as coisas têm um nome. E todo mundo tem que chamar pelo mesmo nome porque, senão, ninguém se entende...
- Não acho papai. Por que é que eu não posso inventar o nome das coisas?
- Deixe de bobagens, menino! Que coisa mais feia!
- Esta vendo como você entendeu, papai? Como é que você sabe que eu disse um nome feio?
O pai de Marcelo suspirou:
- Vá brincar filho, tenho muito que fazer...
Mas Marcelo continuava não entendendo a história dos nomes. E resolveu continuar a falar, à sua moda. Chegava em casa e dizia:
- Bom solário pra todos...
O pai e a mãe de Marcelo se olhavam e não diziam nada. E Marcelo continuava inventando:
Sabem o que eu vi na rua? Um puxadeiro puxando uma carregadeira. Depois, o puxadeiro fugiu e o possuidor ficou danado.
A mãe de Marcelo já estava ficando preocupada. Conversou com o pai:
- Sabe, João, eu estou muito preocupada com o Marcelo, com essa mania de inventar nomes para as coisas... Já pensou, quando começarem as aulas? Esse menino vai dar trabalho...
- Que nada, Laura! Isso é uma fase que passa. Coisa de criança...
Mas estava custando a passar...
Quando vinham visitas, era um caso sério. Marcelo só cumprimentava dizendo:
- Bom solário, bom lunário... – que era como ele chamava o dia e a noite.
E os pais de Marcelo morriam de vergonha das visitas.
Até que um dia...
O cachorro do Marcelo, o Godofredo, tinha uma linda casinha de madeira que seu João tinha feito para ele. E Marcelo só chamava a casinha de moradeira, e o cachorro de Latildo.
E aconteceu que a casa do Godofredo pegou fogo. Alguém jogou uma ponta de cigarro pela grade, e foi aquele desastre!
Marcelo entrou em casa correndo.
- Papai, papai, embrasou a moradeira do Latildo!
O quê, menino? Não estou entendendo nada!
- A moradeira, papai, embrasou...
- Eu não sei o que é isso, Marcelo. Fala, direito!
- Embrasou tudo, papai, está uma branqueira danada!
Seu João percebia a aflição do filho, mas não entendia nada...
Quando seu João chegou a entender do que Marcelo estava falando, já era tarde.
A casinha estava toda queimada. Era um montão de brasas.
O Godofredo gania baixinho...
E Marcelo, desapontadíssimo, disse para o pai:
- Gente grande não entende nada, mesmo!
Então a mãe do Marcelo olhou para o pai do Marcelo.
E o pai do Marcelo olhou para mãe do Marcelo.
E o pai do Marcelo falou:
- Não fique triste, meu filho. A gente faz uma moradeira nova pro Latildo.
E a mãe do Marcelo disse:
É sim! Toda branquinha, com a entradeira na frente e um cobridor bem vermelhinho...
E agora, naquela família, todo mundo se entende muito bem.
O pai e a mãe do Marcelo não aprenderam a falar como ele, mas fazem força pra entender o que ele fala.
E nem estão se incomodando com o que as visitas pensam...

ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. Rio de

Janeiro: Salamandra consultoria Editorial S.A,


Perguntas:

Você muitas vezes acha estranho o significado de algumas palavras?

Assim como Marcelo você já se perguntou o motivo porque chamamos cadeira de cadeira e não de maçã, por exemplo?

Precisamos dar nome às coisas?

O importante é o sentimento, mas precisamos das palavras para nos comunicar com as pessoas.

Você acha que no colégio Marcelo vai ter dificuldades de se comunicar?

Você acha que Marcelo está errado quando fala as palavras como ele sente?
 – não, não está errado, mas esperar a resposta.


Atividades:


Levar as perguntas recortadas em tirinhas dentro de um potinho.

Dividir as crianças em grupos.

Sortear as tirinhas entre os grupos que irão conversar sobre as perguntas com o auxílio do educador que deverá passar em todos os grupos, detendo-se mais tempo nas crianças que apresentarem mais dificuldades.
Após, o líder de cada grupo apresenta aos demais as conclusões do grupo, que serão discutidas com todos com o auxílio do educador.


Vamos brincar de rimar?

 MARCELO, MARMELO, MARTELO.

Uva, viúva, saúva...

Pedir que as crianças inventem rimas sem se preocupar com o significado das palavras. Você estará incentivando a criação livre.
Após as rimas, pedir que façam um desenho tentando dar um sentido ao que foi escrito, por exemplo, uma viúva comendo a uva, e uma saúva passando no chão.
Mostrar que assim é que aprendemos a nos comunicar sem perder a imaginação e a alegria.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A Abóbora Menina.

Fonte da imagem:
http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=9674&picture=decoracao-colheita-halloween

Para a Inês, que também um dia voará.

Brotara do solo fecundo de um quintal enorme, de uma semente
que mestre Crisolindo comprara na venda. Despontava por entre uns pés de couve e mais algumas abóboras, umas suas irmãs, outras suas parentes mais afastadas.
Tratada com o devido esmero, adubada à maneira, depressa cresceu e se tornou em bela moçoila, roliça e corada.
Os dias corriam serenos. Enquanto o sol brilhava, tudo era calma
naquele quintal. Sombra dos pés de couve, rega a horas devidas, nada parecia faltar para que todos fossem felizes.
As suas conversas eram banais: falavam do tempo, de mestre
Crisolindo e nunca, mas nunca, do futuro que os aguardava.
Mas Abóbora Menina, em vez de se dar por satisfeita com a vida
que lhe havia sido reservada, vivia entristecida e os seus dias e as suas noites eram passados a suspirar.
Desde muito cedo que a sua atenção se virara para as borboletas de cores mil que bailavam sobre o quintal. E sempre que alguma pousava perto de si, a conversa não era outra se não esta:
―Dizei-me, menina borboleta, como fazeis para voar?
―Ora, menina abóbora, que quereis que vos diga? Primeiro fui ovo quase invisível, depois fui crisálida e depois, olhe, depois alguém me pôs estas asas e assim voei.
―Como eu queria ser como vós e poder sair daqui, ver outros
quintais.
―Que me conste, vós fostes semente e vosso berço jaz debaixo desta terra negra e quente. Nunca por aí andámos, minhas irmãs e eu.
A borboleta levantava voo e Abóbora Menina suspirava. E suspirava. E de nada serviam os consolos de suas irmãs, nem o consolo dos pés de couve, nem o consolo dos pés de alface que cresciam ali perto e que todas as conversas ouviam.
Certo dia passou por aqueles lados uma borboleta mais viajada e foi pousar mesmo em cima da abóbora. De novo a mesma conversa, os mesmos suspiros.
Tanta pena causou a abóbora à borboleta, que esta acabou por lhe confessar:
―Já que tamanho é vosso desejo de voar e dado que asas nunca podereis vir a ter, só vos resta uma solução: deixai-vos levar pelo vento sul, que não tarda nada aí estará.
―Mas como? Não vedes que sou roliça? Não vedes que tenho
engordado desde que deixei de ser semente?
E a borboleta explicou à Abóbora Menina o que ela devia fazer.
A única solução seria cortar com o forte laço que a ligava àquela
terra-mãe e deixar-se levar pelo vento.
Ele não tardaria, pois umas nuvens suas conhecidas assim lhe haviam garantido. Mais adiantou a borboleta que daria uma palavrinha ao tal vento, por sinal seu amigo e aconselhou todos os outros habitantes do quintal a segurarem-se bem quando ele chegasse.
Ninguém gostou da ideia à exceção da nossa menina.
―Vamos perder-te! ― lamentavam-se as irmãs.
―Nunca mais te veremos. ― sussurravam os pés de alface.
―Acabarás por mirrar se te desprendes do solo que te deu sustento.
Mas a abóbora nada mais queria ouvir. E logo nessa noite, quando todos dormiam, Abóbora Menina tanto se rebolou no chão, tantos esticões deu ao cordão que lhe dera vida, que acabou por se soltar e assim permaneceu, liberta, aguardando o vento sul com todos os sonhos que uma abóbora ainda menina pode ter na sua cabeça.
Não esperou muito, a Abóbora Menina. Dois dias passados, logo
pela manhãzinha, o vento chegou. E com tal força, que a todos
surpreendeu.
Mestre Crisolindo pegou na enxada e resguardou-se em casa. As
flores e as hortaliças, já prevenidas, agarraram-se ainda mais à terra.
Só a abóbora se alegrou e, peito rosado aberto à tempestade,
aguardou paciente a sorte que a esperava.
Quando um remoinho de vento pegou nela e a ergueu nos ares,
qual balão liberto das mãos de um menino, não sentiu nem medo, nem pena de partir.
―Adeus, minhas irmãs!... Adeus, meus companheiros!...
―Até... um... dia!...
E voou direitinha ao céu sem fim!...
Para onde seguiu? Ninguém sabe.
Onde foi parar? Ninguém imagina.
Mas todos sabem, naquele quintal, que dali partiu, numa bela tarde de vento, a abóbora menina mais feliz que algum dia poderá haver.

Livro: Histórias Que Acabam Aqui - Teresa Lopes.


Comentários e perguntas sobre a história:


Quantas vezes vivemos presos aos hábitos adquiridos sem questionamentos se poderíamos mudar.
Ninguém pode viver sem pensar em outras formas de viver e conviver, sem perseguir seus sonhos.
Os personagens da historia tinham conversas banais, apenas avaliavam seu cotidiano.
Você tem o hábito de agir assim?
Você não tem curiosidade de imaginar um futuro melhor para você e para a humanidade?
Você acha que vale a pena viver preso à terra sem conhecer outros lugares, sem poder voar?
O voo na historinha tem o significado da tua libertação de tudo o que você faz no automático, sem pensar, apenas porque sempre foi assim e alguém lhe disse que sempre será assim, que tentar mudar pode ser perigoso.
Você acha que pode ser perigoso?
Você tem um sonho? Quer dizer qual o teu sonho?
Acha que vale a pena lutar por ele?

Dinâmica:

Reunir a turma em dois grupos.
Dar um tempo para que conversem sobre seus sonhos e desejos.
Depois o líder de cada grupo com a concordância dos demais, vai escolher um dos sonhos manifestados, e todos darão ideias de como realizar.
Ao término do trabalho, o líder vai expor ao outro grupo o que debateram e as conclusões que chegaram.

domingo, 13 de setembro de 2015

Pescaria do bem. Dinâmica.

Fonte da imagem:
 http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=39588&picture=ir-a-pesca

Agora estava assistindo ao programa do GNT fazendo a festa, e uma das brincadeiras para o aniversário da menina que ganhou a festa de aniversário era uma pescaria com peixes em EVA.
A partir criei a dinâmica pescaria do bem.

Dinâmica pescaria do bem:


Consiste em você fazer um molde de um peixinho e colocar sobre o EVA e recortar.
Aí você coloca um clips em cada peixe para que as crianças possam pescar.

Em cada peixe uma palavra exemplo:

Honestidade, caridade, respeito, amor, estudar, gentileza, ecologia, educação e outras que você achar importantes.

Você pode adaptar a atividade para qualquer tema, por exemplo, se for em uma dinâmica focada em gentileza, escrever atitudes gentis, como por exemplo, dar o lugar para um idoso, ajudar em casa, etc.

Depois de “pescar” cada criança fala sobre a palavra que tirou e é convidada a pensar sobre como tem agido a respeito.

Outra maneira da fazer a mesma dinâmica é formar dois grupos de pescaria. O grupo que pescar mais peixes é o vencedor.
Igualmente cada um deverá falar sobre a palavra que pescou.
Não tem premiação, explicar que todos ganham inclusive os que pescaram menos, porque a atitude de procurar o bem é o prêmio merecido e que só vai ajudar a criança na sua vida.

Lembrete: muitas dinâmicas, atividades e brincadeiras sugeridas no blog são de minha autoria, podendo ser compartilhadas com os créditos levando o link do blog.
Da mesma forma, tudo o que pesquiso na internet dou os créditos colocando o link.



domingo, 6 de setembro de 2015

Atividades com Parlendas - Folclore.2





Fonte: http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/search/label/Alfabeto%20com%20Parlenda

Para visualizar melhor clique nas imagens.




quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O carneiro revoltado. Linda historinha para trabalhar o corpo.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=41754&picture=o-casaco-de-pele-2

“Certo carneiro, muito inteligente, mas muito indisciplinado, reparou os benefícios que a lã espalhava em toda parte e, desde então, julgou-se melhor que os outros seres da Criação, passando a revoltar-se contra a tosquia”.
 - Se era tão precioso - pensava -, por que aceitar a humilhação daquela tesoura enorme?
Experimentava intenso frio, de tempos a tempos, e, despreocupado das ricas rações que recebia do redil, detinha-se apenas no exame dos prejuízos que supunha sofrer.
Muito amargurado, dirigiu-se ao Criador.
 - Meu Pai, não estou satisfeito com a minha pelagem. A tosquia é um tormento... Modifique-me, Senhor!...
- Que deseja que eu faça?
 Vaidosamente, o carneiro respondeu ao Criador: - Quero que minha lã seja toda de ouro.
A rogativa foi satisfeita. O carneiro tornou-se todo de ouro.
Assim que o orgulhoso ovino se mostrou cheio de pêlos preciosos, várias pessoas ambiciosas atacaram-no sem piedade. Arrancaram-lhe, violentamente, todos os fios, deixando-o em chagas. Infeliz, a lastimar-se, correu para o Altíssimo e implorou: - Meu Pai mude-me novamente! Não posso exibir lã dourada... encontraria sempre salteadores sem compaixão.
- Que quer que eu faça?
O carneiro, com mania de grandeza, suplicou: - Quero que minha lã seja lavrada em porcelana primorosa.
E o carneiro teve sua lã transformada em porcelana.
Logo que o carneiro tornou ao vale, apareceu no céu enorme ventania que lhe quebrou todos os fios, dilacerando-lhe a carne. Aflito, queixou-se ao Todo-Misericordioso: - Pai renove-me!... A porcelana não resiste ao vento... Estou exausto...
 - Que deseja que eu faça?
O carneiro nem pensou e foi dizendo:- Para não provocar ladrões nem me ferir com porcelana, quero que minha lã seja feita de mel.
O Criador satisfez o pedido.
A lã do carneiro tornou-se do mais puro mel. Mas, logo que o pobre se achou no redil, bandos de moscas asquerosas cobriram-no em cheio e, por mais que corresse campo afora, não evitou que elas lhe sugassem os adocicados.
O mísero voltou ao Altíssimo e implorou: - Pai modifique-me... as moscas deixaram-me em sangue!
 - Que quer que eu faça?
O carneiro pensou, pensou e considerou: - Eu seria mais feliz se minha lã fosse semelhante às folhas de alface.
Atendido, voltou à planície, na caprichosa alegria de parecer diferente dos demais.
Quando alguns cavalos puseram os olhos no carneiro, ele não conseguiu melhor sorte que de outras vezes. Os eqüinos prenderam-no com dentes e, depois de lhe comerem a lã, abocanharam-lhe o corpo. O carneiro correu na direção do Juiz Supremo, gotejando sangue das chagas profundas, e, em lágrimas, gemia: O Todo-Compassivo, vendo que ele se arrependera com sinceridade, observou:
 - Meu Pai, não suporto mais!...Não pretendo a superioridade sobre meus irmãos.
- Reanime-se, meu filho! Que pede agora?
O carneiro infeliz pediu em pranto: - Pai quero voltar a ser um carneiro comum, como sempre fui.
E terminou: - Quero ser simples e útil, qual o Senhor me fez.
- Hoje sei que meus tosquiadores são meus amigos. Nunca me deixaram ferido e sempre me deram de beber e de comer.
O Pai sorriu bondoso, abençoou-o com ternura e falou: - Volte e siga o seu caminho em paz. Você compreendeu, enfim, que meus desígnios são justos. Cada criatura está colocada, por minha Lei, no lugar que lhe compete, e, se você pretende receber, aprenda a dar.
Então o carneiro, envergonhado, mas satisfeito, voltou para o vale, misturou-se com os outros e daí por diante foi muito feliz”.

Do livro Alvorada Cristã, Neio Lúcio - Francisco Cândido Xavier, cáp. 21


Moral da  história: 

Deus nos deu um corpo perfeito para nossa evolução, por isto devemos cuidar do nosso corpo comendo comida saudável, praticando exercícios, tendo uma boa higiene, e cuidando também tudo o que lemos e assistimos na televisão, porque devemos também cuidar da mente com o mesmo carinho dedicado ao corpo.

Atividades:

Perguntas: o carneiro estava feliz com o seu corpo?

Porque ele achava que era superior?

O que aconteceu quando Deus satisfez seus desejos concedendo outras pelagens?

Qual a lição que ele ficou para pedir que voltasse a ser novamente como os outros carneiros?

Como podemos evoluir para agradecer a Deus pelo nosso corpo? - fazer o bem.

Quais atitudes demonstram gratidão a Deus pelo meu corpo físico?

Amando o nosso corpo físico do jeito que Deus nos deu, pois ele é instrumento de nosso aprendizado na Terra. Tendo bons pensamentos: os bons pensamentos nos propiciam bons sentimentos que nos farão realizar boas ações.

Citar exemplos de boas ações: 


ser amigo, falar sempre a verdade, obedecer aos pais e professores, estudar, ser pacífico (não brigar), ajudar quando solicitado ou mesmo sem ser solicitado, pedir desculpas, perdoar, respeitar o próximo, compartilhar as coisas boas, falar palavras bonitas. 

O que acontece conosco quando praticamos boas ações? 


Quando praticamos boas ações nós nos sentimos bem, fazendo com que estejamos sempre em harmonia, trazendo bem estar e saúde para o nosso corpo físico. 

Dinâmica – colocando em prática o que aprendeu.

         Nesse momento o educador poderá escolher alguma dinâmica em que todos possam participar para posteriormente após o termino da mesma, conversar com as crianças sobre a conclusão que chegaram sobre o assunto da aula.

         Sugestão usada nessa aula: carinhas felizes e tristes pregadas na ponta de palitos de churrasquinho.

         O educador  deverá formular frases que sugestionem o comportamento da criança através da apresentação das carinhas. 

         Cada criança  deverá escolher duas carinhas: uma feliz, outra triste e ir apresentando como respostas para as perguntas do educador.


         Sugestão de perguntas:


         Quando ajudo minha mãe nos afazeres domésticos fico...

         Quando estudo para tirar notas boas na prova fico...

         Quando brigo com meu irmão(a), fico...

         Quando divido meus brinquedos com meus colegas fico...

         Quando ajudo alguma pessoa que esta precisando de ajuda fico...

         Quando falo mentiras fico...

Fonte de pesquisa: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/corpinstespirito3.htm

Idade sugerida: cinco, seis, sete e oito anos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Atividades com Parlendas - Folclore.






Fonte: http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/search/label/Alfabeto%20com%20Parlenda

Idade sugerida: sete/oito anos.

Atividades: 

Dividir a turma em cinco grupos. Sortear uma parlenda para cada grupo. 
Dar o tempo para que leiam a parlenda e depois apresentem para os outros dividindo as falas de modo que todos do grupo leiam uma parte. 
O momento anterior à apresentação, que será de leitura de entendimento, será também para que aqueles que ainda apresentem alguma dificuldade de leitura possam acompanhar o grupo. 
O educador deverá atender a todos os grupos durante a preparação para a apresentação.
Podem também durante a leitura fazer um desenho da parte que gostaram mais da parlenda, e durante a apresentação podem utilizar o quadro com desenhos enquanto é feita a leitura, enfim, que a criatividade seja explorada ao máximo.

Outra coisa bem  legal que já fiz, foi uma vez que as crianças criaram uma historinha em grupo e depois prepararam a apresentação de teatro. Para os pequenos vale ler suas falas em tirinhas de papel, mas os meus decoraram facilmente. 
Na época eu estava evangelizando os 7/8 e combinei com a evangelizadora dos 5/6 um dia para irmos na turma dela para que os meus se apresentassem. 
Os meus ganharam em autoestima e capacidade de enfrentar desafios e os pequenos em ver crianças pouco maiores que eles fazendo uma atividade bem feita e de qualidade. Tenho certeza que aprenderam mais do que em uma aula normal.

Outras atividades:


Para a parlenda borboletinha, recortar borboletas e colar a base em cartolina exatamente como na imagem.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Certo e errado. Perder e ganhar. Revendo atitudes.

Achei o texto abaixo nos meus guardados do computador. 

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/hledej.php?page=100&hleda=crian%C3%A7a+braba

A ideia é levar a criança a pensar em suas atitudes, e eles fazem isto muito bem desde que com uma boa assistência do educador. Até gostam, já citei anteriormente, crianças no mundo moderno não têm espaço para pensarem sobre seus sentimentos e atitudes. 
Para que não se tornem robotizadas, podemos ajudá-las a se tornarem adultos pensantes e conscientes de seu papel na sociedade. 

Certo e errado. Perder e ganhar.

Se alguma vez assististe a um concurso, então já sabes alguma coisa sobre o “certo” e o “errado”. O jogador que responde errado perde o jogo. O jogador que responde certo, ganha.
Na vida, o “certo” e o “errado” são um pouco assim.
Quando fazes alguma coisa errada, alguém perde — tu ou a outra pessoa. Quando fazes uma coisa certa, todos ganham.
Se não deixares o teu irmão entrar no jogo, ele perde a oportunidade de jogar. Tu também perdes — a oportunidade de seres justo e gentil.
Mas se jogarem o jogo juntos, então ambos ganham.

Distinguir o bem do mal.

Provavelmente, a maneira mais simples de distinguires o bem do mal é perguntares a ti mesmo:
— Será que vou magoar-me ou magoar alguém? Será que vou ferir os sentimentos de alguém?
Se sim, então está mal.

A tua consciência.

Já deves ter visto desenhos onde alguém está a tentar tomar uma decisão.
Um pequeno anjo num ombro aconselha-o a fazer o bem.
Um pequeno diabo no outro ombro aconselha-o a fazer o mal.
Claro que isto não acontece na vida real, mas a tua “consciência” é um pouco o anjo. A tua consciência está dentro de ti e ajuda-te a fazer o bem.

Todos erramos.

Quando magoares alguém por fazeres alguma coisa errada, reconhece que fizeste mal e pede desculpa.
Tenta encontrar uma maneira de fazeres que a outra pessoa se sinta melhor. Podes fazer um desenho para mostrares que estás arrependido. Podes arranjar o que estragaste ou devolver o que tiraste.

Bons e maus dias.

Alguma vez sentiste que estás a ter um mau dia? Talvez estejas cansado e irritado. Talvez seja a tua irmã que está a aborrecer-te. Talvez queiras até fazer alguma coisa que não te é permitida.
Não podes evitar o que sentes, mas podes mudar a tua maneira de agir.
Não tens que ser mau quando estás zangado. Não tens de gritar com a tua irmã quando ela está a ser aborrecida e não deves utilizar as coisas novas do teu pai sem lhe pedir licença.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/hledej.php?page=100&hleda=crian%C3%A7a+braba


Tu mandas na tua boca, nas tuas mãos e nos teus pés.
Tu tens poder para fazer o que está certo.
Não podes mudar ou controlar os outros, mas podes controlar as tuas próprias ações.

Faixa etária: 

o texto pode ser aplicado dos 7 aos 12 anos adequando as palavras e a forma de abordar o tema. 


Atividade:

Uma atividade legal é fazer uma dramatização com frases do texto e as crianças irão identificar uma situação da sua vida. Na dramatização deve ocorrer o problema, como foi encarado, se bem ou mal, e a solução.

 Exemplo: 

A frase do texto: 

Alguma vez sentiste que estás a ter um mau dia? Talvez estejas cansado e irritado. Talvez seja a tua irmã que está a aborrecer-te. Talvez queiras até fazer alguma coisa que não te é permitida.

Eles vão reconhecer uma situação onde sentiram essas emoções e junto com o educador, transformar em dramatização dando um final legal e sem mal entendidos. Funciona mesmo, presenciei na prática. As crianças trazem ricos conteúdos de suas vidas e não se importam em compartilhar com o grupo.

O ambiente em sala de aula deve ser de  harmonia, sempre enfatizando a importância do grupo e da ajuda mútua. Não permitir que se critiquem mutuamente nem agressões verbais ou físicas, Sempre podemos resolver conversando, e se o colega não quer conversar, quem perde é ele. 

Você que cultiva a paz e a harmonia sempre sai ganhando.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A bela e a fera. Olhar além das aparências.

Era uma vez um rico mercador, que tinha quatro filhos: um homem e três mulheres. Enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde, gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas.
Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela e seus irmãos aceitaram a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia.
Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.
Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo era mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo o que precisava lhe era servido como por encanto.
Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, lembrando do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar.
Ao chegar em casa, Bela, mediante a situação resolveu se oferecer para a Fera, imaginando que essa a devoraria. Ao invés de a devorar, a Fera foi se mostrando aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas vontades e tratando-a como uma princesa. Apesar de achá-lo feio e pouco inteligente, Bela se apegou ao monstro que, sensibilizado a pedia constantemente em casamento, pedido que Bela gentilmente recusava.
Um dia, Bela lhe pediu que Fera a deixasse visitar sua família, pedido que a Fera, muito a contragosto, concedeu, com a promessa de ela retornar em uma semana. O monstro combinou com Bela que, para voltar, bastaria colocar seu anel sobre a mesa, e magicamente retornaria.
Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la. Bela foi prorrogando sua volta até ter um sonho em que via Fera morrendo. Arrependida, colocou o anel sobre a mesa e voltou imediatamente, mas encontrou Fera morrendo no jardim, pois essa não se alimentara mais temendo que Bela não retornasse.
Bela compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem ela, e confessou ao monstro sua resolução de aceitar o pedido de casamento. Mal pronunciou essas palavras, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera até que uma donzela aceitasse se casar com ele. O príncipe casou com Bela e foram felizes para sempre.


Moral da  história:

devemos olhar as pessoas não pelo que aparentam ser, mas pelo caráter, e pelas atitudes. Todas as pessoas tem um dom, alguma coisa a acrescentar na vida em sociedade. Não podemos ter preconceitos, sob o risco de perdermos oportunidades de conhecer pessoas incríveis e belas no seu interior. 


Tema: 

Preconceito, olhar alem das aparências, amor ao próximo, empatia.


Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/desenhos-animados-crian%C3%A7as-crian%C3%A7a-1099728/


Somos diferentes na cor, nos dons e talentos. Somos diferentes até na escola, uns gostam de matemática, outros de geografia. 
Somos diferentes nas nossas famílias.
Uns coleguinhas são pobres, outros tem mais dinheiro. 
Uns não tem o pai em casa, outros não tem a mãe.
Uns são criados pelos avós, outros pelos tios.
Uns moram em abrigos, outros vivem nas ruas.
Todos, meninos e meninas merecem o mesmo respeito. 


DINÂMICA PARA TRABALHAR PRECONCEITO E EXCLUSÃO. 

Para a faixa etária dos onze anos em diante.

PARTICIPANTES: até 20 pessoas.

TEMPO: 40 min.

MATERIAL: Etiquetas autocolantes com frases como:

SOU CRIATIVO: OUÇA-ME
SOU INFERIOR: IGNORE-ME
SOU PREPOTENTE - TENHA MEDO
SOU SURDO(A) – GRITE
SOU PODEROSO(A) – RESPEITE
SOU ENGRAÇADO(A) – RIA
SOU SÁBIO(A) – ADMIRE-ME
SOU ANTIPÁTICO(A) – EVITE-ME
SOU TÍMIDO(A) – AJUDE-ME
SOU MENTIROSO(A): DESCONFIE
SOU MUITO PODEROSO(A): BAJULE-ME
APERTE MINHA MÃO
ABRACE-ME
ME ISOLE
PISQUE PARA MIM
ME CONVIDE PARA DANÇAR
AFASTE-SE DE MIM
IGNORE-ME
SEGURE MINHA MÃO
DIGA-ME OLÁ
ME FAÇA UM ELOGIO
ME DESEJE PARABÉNS
ME FAÇA UM CARINHO
ME CONVIDE PARA SENTAR

OBJETIVO: 

Trabalhar temas como: Preconceito, Exclusão Social, “Booling”(atitudes de chacota, piadinhas e agressões entre os indivíduos, principalmente observada nas escolas e nas relações de trabalho), Reforçar a Auto – Estima, Percepção de Padrões Energéticos Pessoais.

DESCRIÇÃO: 

O facilitador explica ao grupo que farão uma atividade onde serão coladas etiquetas na testa de cada um e que ninguém pode ver o que está escrito em sua testa, nem os  demais poderão falar o que está escrito na testa dos outros.

PROCESSO:

1-    Colocar as etiquetas na testa de cada um. Reforçando que não poderão saber o que está escrito e que nem um participante pode contar ao outro o que está escrito.
2-    Após todos estarem devidamente “rotulados”, pedir para que andem pela sala e interajam uns com os outros de acordo com o que está escrito na testa de cada um. Isto é, se comportando de acordo com o que está escrito na testa de cada um dos participantes.
3-    Deixar que interajam por volta de 5 minutos.
4-    O facilitador deve observar atentamente as reações e clima gerado pelo exercício para que tenha subsídios para fomentar a discussão posterior.
5-    Após esse período cessar a atividade e pedir para que sentem. Mas, não tirem a etiqueta. Vale a norma de não saber o que estava escrito em sua testa nem comentar o que está escrito na testa dos outros participantes.
6-    Perguntar a cada participante, individualmente:
. Que sentimentos teve durante a atividade? Sentiu-se bem? Pressionado? Deslocado? Confortável?
.Como os outros participantes reagiram com você. Como se sentiu em relação a eles.
. O que acha que está escrito em sua testa?
- Pedir para que tire sua etiqueta e olhe o que está escrito.
. Era isso que esperava que estaria escrito? A atitude que tiveram com você foi justa? Agora que sabe o que estava escrito, seu sentimento em relação a como lhe trataram mudou?
7-     Ao término de todos os depoimentos, perguntar:
- O que podem extrair dessa experiência?
- O que acarreta esse tipo de situação: Preconceitos? O hábito que temos de Rotular as pessoas? A própria pessoa não ter autoconfiança e autoestima e irradiar essa energia para os outros?
- O que ocorreu durante a atividade, pode acontecer em nosso dia a dia?
          - As pessoas que foram discriminadas, como se sentiram? O que poderiam fazer para não se sentirem assim?
          - As pessoas que se sentiram desconfortáveis. O que poderiam fazer para se sentirem melhor?

Nota: 

O facilitador precisa se preparar para discutir os conceitos de:

O que são preconceitos, porque ocorrem. O que podemos fazer a respeito?

O que é um rótulo? Porque tendemos a rotular as pessoas? O que isso acarreta nas relações.

Como nossas energias e pensamentos podem influenciar a nós mesmos e as reações dos outros?

Esta dinâmica é uma releitura da Dinâmica - Patinho Feio (ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das múltiplas inteligências. 3ª edição, Petrópolis, Vozes, 1999) e da Dinâmica - Rótulos de autoria não identificada.

Lilian Bendilatti.


Fonte: http://www.dinamicaspassoapasso.com.br/2011/02/dinamica-para-trabalhar-preconceito-e.html