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segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Cachorro e o seu Reflexo. Lindo conto de Esopo.

Esopo

Definitivamente, o questionamento não é um atributo do imprudente...

O Sábio é por natureza cauteloso...

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne que acabara de conseguir, ao cruzar uma ponte sobre um riacho de águas límpidas, de repente, vê sua imagem refletida na água.

Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.

Ele não pensa duas vezes, e depois de deixar cair no riacho o pedaço que carrega, ferozmente se atira sobre o animal refletido na água. Seu objetivo é simples, tomar do outro, aquela porção de carne que julga ter o dobro do tamanho da sua.

Agindo assim, ele acaba perdendo a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar apenas de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza acaba por levar para longe, muito além do seu alcance.

Moral da História:

É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo incerto... 

Atividades:


Leia a fábula com atenção e depois conte verbalmente com tuas palavras.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Atividade para um melhor entendimento da moral das fábulas:

ATIVIDADE EM DUPLAS:

O professor distribui para cada dupla de alunos, uma ficha de cartolina contendo um provérbio conhecido, esclarecendo que provérbio são um tipo de frase lapidar, concisa e que apresenta um ensinamento proveniente da sabedoria popular. Os alunos farão a leitura silenciosa de seus provérbios e também uma discussão oral sobre o significado dos mesmos. Logo em seguida, farão uma ilustração em folha de papel cartão, que será recolhido pelo professor, para expor no final do trabalho aqui apresentado. Com as ilustrações feitas, o professor deve entregar as fábulas para que os alunos façam a leitura silenciosa e oral e descubra qual é a sua respectiva moral.
A atividade tem o objetivo de familiarizar os alunos com a forma e a linguagem do gênero, ampliar o seu repertório, além de proporcionar a compreensão dos valores implícitos nas histórias.

Fábulas que serão apresentadas para este trabalho:

FÁBULAS MORAL.

A Lebre e a Tartaruga - Esopo Quem acredita em si mesmo sempre alcança seus objetivos LEIA AQUI

A Formiga e a Pomba - Esopo Uma boa ação paga outra.

O Menino e o Lobo - La Fontaine A verdade é sempre o melhor caminho.

A Baleia Alegre – Esopo Amigo é aquele que sempre diz a verdade, mesmo que esta não seja fácil. LEIA AQUI

A Coruja e a Águia - Monteiro Lobato Quem o feio ama, bonito lhe parece.

A Garça Velha - Monteiro Lobato Ninguém acredite em conselho de inimigo.

A Raposa e as Uvas - Esopo Quem desdenha quer comprar. LEIA AQUI


A Assembleia dos Ratos - Esopo Dizer é fácil, fazer é que são elas LEIA AQUI


O Cordeiro e o Lobo - La Fontaine Contra a força não há argumentos.

O Leão e o Ratinho - Esopo Nas horas difíceis e que se conhecem os amigos.

O Rato, o Gato e o Galo - Esopo As aparências enganam.

O Javali e a Raposa - Esopo Um homem prevenido vale por dois.



Os alunos farão uma atividade de ilustração de algumas das fábulas apresentadas pelo professor, que serão recolhidas para a exposição do material, previsto para ser feito ao final do trabalho.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A Baleia Alegre. Linda fábula de Esopo com reflexões e atividades.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=39060&picture=baleia-feliz-dia-das-maes

A baleia é o maior animal do planeta. E, com todo esse seu tamanho, sem querer pode tornar-se uma ameaça aos outros animais, caso não tome alguns cuidados.
A baleinha era uma jovem cheia de vontade de brincar, nadar e saltar. Era cheia de vida e sempre muito bem disposta.
- Que mosca mordeu você? Perguntavam os outros habitantes do mar.
Ninguém sabia a resposta. Mas a verdade era que a baleinha estava causando graves problemas aos pescadores.
Eles saíam inocentemente em seus pequenos botes e, de repente, encontravam-se com uma muralha de ondas, levantadas pelas brincadeiras dela. E assim, quase sempre soçobravam.
Mais de um pescador havia morrido afogado e a baleinha continuava brincando perto da costa, alheia às desgraças que causava.
- baleinha, fico muito contente vendo você sentir-se tão feliz e brincalhona. Mas, por ser estouvada, já causou algumas desgraças aos pescadores, disse-lhe o golfinho.
- Oh! Lamento muito, amigo golfinho! Exclamou a baleinha, muito arrependida. Diga-me o que posso fazer para remediar o mal que causei? Perguntou ela.
- Basta que você brinque em alto mar, longe da costa, aconselhou-a ele.
A baleinha tinha um coração bondoso. Desejosa de fazer o bem aos outros e evitar novos prejuízos para os pescadores, rumou para o mar alto. A partir desse dia acabaram-se as desgraças dos pobres pescadores. E a baleinha pode continuar a alegrar os habitantes do mar, sem prejudicar os habitantes da terra.

Esopo.

Temas:

Humildade, responsabilidade, saber ouvir os conselhos dos mais experientes.

Perguntas e reflexões:

A baleinha era alegre ou triste? O que te deixa alegre? O que te deixa triste?

Por ser alegre e brincar ela causou prejuízos aos outros? Por quê?

Quem chamou a atenção para a baleinha sobre o seu comportamento?

Ele estava certo? Quando alguém chama a sua atenção você ouve ou sempre pensa que está certo?

O que aconteceria se a baleinha não tivesse ouvido o golfinho?

Muitas vezes a gente faz coisas sem saber que estamos prejudicando os outros.  Neste caso, uma advertência dos pais, professores ou mesmo um amigo mais experiente pode nos ajudar a rever nossas atitudes e melhorar.
Ninguém nasce perfeito, mas devemos melhorar a cada dia.

Analisar a frase: 

- baleinha fico muito contente vendo você sentir-se tão feliz e brincalhona. Mas, por ser estouvada, já causou algumas desgraças aos pescadores, disse-lhe o golfinho.
Se a frase não fosse feita em tom positivo será que a baleinha iria ouvir? Assim, quando você for aconselhar um amigo, lembre sempre de ser educado valorizando as coisas boas que ele tem.

Atividade:

No quadro abaixo, faça uma lista das atitudes que você precisa mudar e ainda não sabe como.
A seguir as crianças vão trocar de lista e cada um vai escrever como o amigo pode mudar.
Após o educador pede que cada um leia a sua lista com as sugestões e com toda a turma, serão analisadas as propostas e verificadas se estão corretas.


quarta-feira, 30 de março de 2016

O Morcego e a Doninha. Lindo conto de Esopo.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php image=132672&picture=morcego-cinza


Um Sábio não transforma uma solução em outro problema...

Sábio é aquele incapaz de criar um problema a partir de uma solução...



Um Morcego desajeitado caiu acidentalmente no ninho de uma Doninha, que, com um bote certeiro o capturou.
Atemorizado, o Morcego pediu que esta lhe poupasse a vida, mas a Doninha não queria lhe dar ouvidos.
"Você é um Rato," ela disse, "e Eu sou, por natureza, inimiga dos Ratos. Cada Rato que pego, evidentemente, me serve de jantar, essa é a lei..."
"Mas, a senhora veja bem, eu definitivamente, não sou um Rato..." tentou se explicar o infeliz Morcego. "Veja minhas asas. Você já viu um Rato que é capaz de voar? Claro que sou apenas um tipo de pássaro, de uma variedade, podemos afirmar, um tanto quanto exótica. Por favor, me deixe ir embora..."
A Doninha, olhando melhor para sua vítima, concordou que ele não era um Rato e o deixou ir embora. Mas, alguns dias depois, o mesmo atrapalhado Morcego, cegamente, caiu outra vez no ninho de outra Doninha.
Ocorre que Esta Doninha era inimiga declarada de todos os pássaros, e logo que o tinha em suas garras, preparou-se para abocanhá-lo.
"Você é um pássaro," ela Disse, "por isso mesmo o comerei..."
"O que?", exclamou o Morcego, "Eu, um pássaro! Isso é quase um insulto. Todos os pássaros possuem penas! Cadê minhas penas, você é capaz de vê-las? Claro que não sou nada além de um simples Rato. Tenho até um lema que é: Abaixo todos os Gatos!"
E o Morcego teve sua vida poupada pela segunda vez.

Moral da História:

A flexibilidade é a virtude dos Sábios...

Reflexões:

Para cada situação da vida você deve ter atitudes e respostas diferentes, e não significa falta de personalidade, ao contrário, significa que você entendeu que tudo muda na vida e nas pessoas.

Você muda todos os dias. No seu corpo acontecem coisas importantes que muitas vezes passam despercebidas, como a renovação das células, cabelo, pele e unhas, além dos órgãos internos.  Assim como o corpo muda, você vai amadurecendo e adquirindo novos conhecimentos.

Você acha que a natureza também muda?

Por quê?



Será que os peixes do mar são sempre os mesmos?


Recorte de morcego bem fácil:
Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/morcego-%C3%ADcone-s%C3%ADmbolo-black-895270/

sábado, 19 de março de 2016

O Gato de Botas. Um clássico da literatura infantil sempre atual.

Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram preguiçosos e o caçula era muito trabalhador.
Quando o moleiro morreu, só deixou como herança o moinho, um burrinho e um gato. O moinho ficou para o filho mais velho, o burrinho para o filho do meio e o gato para o caçula. Este último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe disse:
- Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e, em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno.
Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. 
Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto.
Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe:
- Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso.
-Coelho?! - exclamou o rei.
- Que bom! Gosto muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum. Diga ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos.
No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás.
Durante um tempo, o gato continuou a levar ao palácio outros presente, todos dizia ser da parte do Marquês de Carabás.
Um dia o gato convidou seu amo para tomar um banho no rio. Ao chegarem ao local o gato disse ao jovem:
- De hoje em diante seu nome será Marquês de Carabás. Agora, por favor, tire sua roupa e entre na água.
O rapaz não estava entendendo nada, mas como confiava no gato atendeu seu pedido.
O gato havia levado rapaz no local por onde devia passar a carruagem real.
Esperto, gato ao ver uma carruagem se aproximando começou a gritar:
- Socorro! Socorro!
- Que aconteceu? - perguntou o rei, descendo da sua carruagem.
- Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás! - disse o gato.
- Meu amo está dentro da água, ficará resfriado.
O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio; voltaram daí a pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando jovem.
O dono do gato vestiu-se e ficou tão bonito que a princesa, assim que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e murmurou:
- Eu era exatamente assim, nos meus tempos de moço.
O rei convidou o falso marquês para subir em sua carruagem.
- Será que a vossa majestade nos dá a honra de visitar o palácio do Marquês de Carabás? – perguntou o gato, diante do olhar aflito do rapaz.
O rei aceitou o convite e o gato saiu na frente, para arrumar uma recepção par ao rei e a princesa.
O gato estava radiante com o êxito do seu plano; e, correndo à frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores:
- O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes campos pertencem ao marquês de Carabás, o rei mandará cortar-lhes a cabeça.
De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-lhe:
- Do muito nobre marquês de Carabás.
- Que lindas propriedades tens tu!- elogiou o rei ao jovem.
O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha:
- Eu também era assim, nos meus tempos de moço.
Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e lhes fez a mesma ameaça:
- Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês de Carabás, faço picadinho de vocês.
Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem era todo aquele trigo, responderam:
- Do mui nobre marquês de Carabás.
O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço:
- Ó marquês! Tens muitas propriedades!
O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta de um magnífico palácio, no qual vivia um ogro muito malvado que era o verdadeiro dono dos campos semeados. O gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu:
- Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a teu respeito. Dizei-me lá: é certo que te podes transformar no que quiseres?
- Certíssimo - respondeu o ogro, e transformou-se num leão.
- Isso não vale nada - disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato?
- É fácil - respondeu o ogro, e transformou-se num rato.
O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele momento chegava a carruagem real. E disse:
- Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás.
- Olá! - disse o rei
- Que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem.
O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa e o rei murmurou-lhe ao ouvido:
- Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço.
Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto.
Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe:
- Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento?
Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos diamantes.
E daí em diante, passaram a viver muito felizes. E se o gato às vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por divertimento; porque absolutamente não mais precisava de ratos para matar a fome.


Autoria: Charles Perrault.

Moral da história: 

algumas mentiras de tão repetidas parecem ser verdade, mas não é legal mentir. Deus está vendo tudo, e tudo o que se faz volta para nós com a mesma força que remetemos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A mula. Fábula de Esopo.

- Meu pai com certeza era um valoroso e belo raça pura. Eu sou sua própria imagem em velocidade, resistência, espírito e beleza.
Pouco tempo depois, sendo levado a uma longa jornada como burro de carga, e sentindo-se muito cansado, exclamou em tom desconsolado:
- Acho que cometi um erro. Meu pai, afinal de contas deve ter sido apenas um simples asno.

Esopo

Moral da história: 

Ao desejarmos ser o que não somos, estamos plantando em nós a semente da frustração.

Tudo na Criação de Deus é importante e faz parte do todo. Nada na natureza é sem um significado importante na sua vida bem como no equilíbrio de tudo. Todos os vegetais, minerais, animais, insetos, rios e matas precisam deste equilíbrio para que o planeta se mantenha vivo e nos forneça o que precisamos para viver. 
Precisamos entender tudo isto para que saibamos como agir em sociedade e na natureza, mas sem acharmos que somos melhores que os outros. Quando isto acontece, mais cedo ou mais tarde a pessoa orgulhosa e arrogante vai ter alguma experiência que vai mostrar sua real importância no mundo.  

Tema: humildade.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

FESTA NO GALINHEIRO. Tema: Responsabilidade.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=6001&picture=pascoa

Vejam só que gritaria vem vindo lá do terreiro! Que estará acontecendo, com as aves do galinheiro.
Seu Peru todo orgulhoso, passeia de cauda erguida ao lado de mestre galo, muito contente da vida.
Dona galinha D'angola numa grande animação com as aves do galinheiro, ensaia sua canção.
- Qui qui ri qui qui qui . . . ! Cisca pra lá cisca pra aqui!
- Piu piu piu piu piu piu . . . Você sabe, você viu!
- Co coró co có . . . a galinha carijó!
- Que queré qué qué . . . qué qué . . . !
É o galinho garnizé!
- Tô fraco, tô fraco, tô fraco, Tô fraco, tô fraco, tô fraco . . . !
Entretanto mais ao longe, tristinha desanimada, olhem só a dona Galinha, chocando a sua ninhada!
- Ai, ai, ai . . . mas que tristeza, estou presa nesse palheiro! Eu tanto queria ir a baile do galinheiro.
- A festa vai ser tão linda! Mas o que é que eu vou fazer, meus pintinhos preguiçosos demoram tanto a nascer! No entanto tenho uma ideia, quem sabe aqui na floresta, alguém fique em meu lugar, só enquanto eu vou a festa. 
E assim dona Galinha tranquilamente esperou, até que alguém, junto ao ninho alegre se aproximou: 
- Vamos patinhos, vamos ligeiro, dançar na festa do galinheiro.
- Bom dia dona Galinha! Como vai sua ninhada! 
- Muito bem, senhora Pata, mas eu estou muito cansada. Vou lhe pedir um favor:
- Quer sentar-se no meu ninho e chocar minha ninhada, enquanto eu saio um pouquinho?
- Chocar sua ninhada, sentar-me nos seus ovinhos e enquanto eu estiver aí, quem cuida dos meus patinhos!
E saiu toda zangada, levando a sua ninhada!
E assim pouco depois: 
- Vamos gansinhos, vamos devagar, cabeças para baixo, rabinhos para o ar.
- Bom dia dona Galinha, como vai sua ninhada?
 - Muito bem comadre gansa. Mas eu estou muito cansada. Vou lhe pedir um favor:
- Quer sentar-se no meu ninho e chocar minha ninhada, enquanto eu saio um pouquinho?
- Chocar a sua ninhada, sentar-me nos seus ovinhos e enquanto eu estiver aí, quem cuida dos meus gansinhos!
E saiu pelo caminho, abanando o seu rabinho. 
- Ai . . .ai . . . ai . . . mas que tristeza, eu já não posso aguentar. Sabem que mais? Vou a festa. Eu também quero brincar. Pego um punhado de palha, deixo o ninho bem coberto e vou para o galinheiro pra ver o baile de perto.
E assim, mas que tristeza. Vejam só meus amiguinhos, dona Galinha saiu, abandonando os ovinhos.
E dançou a noite inteira, cantou, brincou a valer e só lembrou-se do ninho, quando viu amanhecer.
- Ó céus, como já é tarde, vem chegando a madrugada, preciso voltar depressa, para chocar minha ninhada.
E assim ela voltou correndo, sem dar um pio. Mas quando chegou em casa, achou o ninho vazio. Só havia sobre a palha, as cascas do seus ovinhos. Entretanto, onde estariam os seus queridos pintinhos!
- Ai . . . .ai . . . ai . . . . que fui fazer, porque eu deixei a ninhada!
Dizia dona Galinha, chorando desesperada!
- Quem sabe aquela malvada, a raposa da floresta, papou meus lindos pintinhos,enquanto eu estava na festa.
Já estava desanimando, tinha o coração partido, quando ouviu sair do ninho, um piado conhecido.
- Será que estarei sonhando? Preciso encontrar ligeiro! Há qualquer coisa mexendo lá no fundo do palheiro!
- Ó senhor, que maravilha, será?
- Sim são eles, que alegria, são eles que estão aqui! 
- Um, dois, tres, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez pintinhos, estavam todos lá no fundo, do palheiro escondidinhos.
- E feliz, dona Galinha disse, cheia de carinho:
- Nunca mais em minha vida, abandonarei o ninho!
- Durmam crianças, que mamãe já está em casa!
- Escondam-se quietinhos, embaixo da minha asa!
- Durmam tranquilos o seu soninho que mamãe nunca mais abandonará o ninho.


Tema:  Responsabilidade.

Perguntas:

1-    A dona galinha agiu corretamente abandonando o ninho para ir à festa?

2-    Qual o risco que corria ao deixar a ninhada desprotegida?

3-    Você tem responsabilidades?  Quais? Costuma cumprir com as suas?



4-    O que pode acontecer quando a gente deixa de cumprir um dever?


Escreva as tuas responsabilidades em casa e na escola e como você faz para cumprir com todas. Ex: Ter horários para estudar, dormir, tomar banho, escovar os dentes, ficar no computador. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O burro que vestiu a pele de um leão. Linda Fábula de Esopo.

Fonte da Imagem:https://pixabay.com/pt/burro-idiota-1295711/

Um burro encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de se esconder numa moita e pular fora sempre que passasse algum animal. Todos fugiam correndo assim que o burro aparecia. O burro estava gostando tanto de ver a bicharada fugir dele correndo que começou a se sentir o rei leão em pessoa e não conseguiu segurar um belo zurro de satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa que ia fugindo com os outros parou, virou-se e se aproximou do burro rindo:
- Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse levado um susto. Mas aquele zurro bobo estragou sua brincadeira!


Moral: 

Um tolo pode enganar os outros com o traje e a aparência,  mas suas palavras logo irão mostrar quem ele é de fato.


Esopo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A menina do leite. Lindo conto de Esopo.

A menina não cabia em si de felicidade. Pela primeira vez iria à cidade vender o leite de sua vaquinha. Trajando o seu melhor vestido, ela partiu pela estrada com a lata de leite na cabeça. Enquanto caminhava, o leite chacoalhava dentro da lata.
E os pensamentos faziam o mesmo dentro da sua cabeça.
"Vou vender o leite e comprar uma dúzia de ovos."
"Depois, choco os ovos e ganho uma dúzia de pintinhos."
"Quando os pintinhos crescerem, terei bonitos galos e galinhas."
"Vendo os galos e crio as frangas, que são ótimas botadeiras de ovos."
"Choco os ovos e terei mais galos e galinhas."
"Vendo tudo e compro uma cabrita e algumas porcas."
"Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um e ..."
A menina estava tão distraída que tropeçou numa pedra, perdeu o equilíbrio e levou um tombo.
Lá se foi o leite branquinho pelo chão.
E os ovos, os pintinhos, os galos, as galinhas, os cabritos, as porcas e os leitõezinhos pelos ares.


Moral da  história: Não se deve contar com uma coisa antes de consegui-la.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A águia e a seta. Linda fábula de Esopo.

Fonte da imagem:
https://pixabay.com/pt/%C3%A1guia-pescadora-adler-ave-de-rapina-67786/
Uma águia pousada num penhasco olhava com muita atenção para todos os lados procurando uma presa. Um caçador, escondido numa fenda da montanha e em busca de caça, viu a águia lá em cima e lançou uma seta. A haste da seta penetrou no peito da águia e atravessou seu coração. Pouco antes de morrer, a águia fixou os olhos na seta:
- Ah, sorte ingrata! – exclamou. – Morrer desse jeito... Mas o mais triste é ver que a seta que me mata tem penas de águia!

Moral: As desgraças para as quais nós mesmos contribuímos são duplamente amargas.

Lei de ação e reação: 
exemplo, quando você joga uma bola contra a parede, ela vai voltar com a mesma força que você jogou. Se você usou pouca força, ela volta suave, se você jogou com força, ela volta com força. Se a bola era vermelha, volta vermelha, e assim por diante. Levar uma bolinha e demonstrar. Pedir que cada um faça a experiência. Explicar que isto é uma lei da física. 
Para saber mais, clique AQUI
Assim como na física acontece desta forma, na vida acontece igual. 

Exemplos: se você for grosseiro com os outros, receberá grosserias, se você for educado, será tratado com educação. 
Pedir exemplos da vida de cada um.

Atividade:

Teatro sem palavras

As crianças serão divididas em grupos com simulação de atitudes de gentileza, falta de educação, respeito, cooperação etc. 
Exemplo: uma criança vem caminhando e outra simulando um idoso tenta atravessar a rua. A criança ajuda o idoso. Na sequência, a mesma criança chega em casa e a mãe preparou sua comida favorita. 
As situações serão explicadas pelo educador e encenadas pelas crianças sem falar nada, apenas com gestos.

Conclusão: vale a pena ser bom e fazer o bem.

Para colorir:
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=126988&picture=aguia

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Os músicos da cidade de Bremen. Um conto de fadas dos Irmãos Grimm, com atividades.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/m%C3%BAsicos-da-cidade-de-bremen-gato-c%C3%A3o-41647/


Um conto de fadas dos Irmãos Grimm.

Houve, uma vez, um homem que possuía um burro, o qual, durante longos anos, tinha carregado assiduamente os sacos de farinha ao moinho, mas, por fim, as forças o abandonaram e, de dia para dia, tornava-se menos apto para o trabalho.
O patrão, então, resolveu tirar-lhe a ração para que morresse; mas o burro percebeu em tempo as más intenções do dono e decidiu fugir, tomando a estrada de Bremen. Lá, pensava ele, teria possibilidade de ingressar como músico na banda municipal. Assim, pois, tendo caminhado um bom trecho, encontrou um cão de caça deitado na estrada, ofegando como se tivesse corrido muito.
- Por quê estás tão ofegante, Mastim? - perguntou-lhe o burro.
- Ah, - respondeu tristemente o cão, - como já estou velho e cada dia mais fraco, custando-me ir à caça, meu patrão decidiu matar-me. Então fugi, mas agora que farei para ganhar o pão de cada dia?
- Queres saber uma coisa? - disse o burro; - eu vou a Bremen, onde terei a profissão de músico; vem tu, também, e arranja-te para entrar na banda. Eu toco alaúde e tu bates os tímpanos.
A proposta agradou ao cão; então continuaram o caminho juntos. Depois de andar bom trecho, encontraram, à margem da estrada, um gato com a cara anuviada como em dia de chuva.
- Que é isso, algo te foi de atravessado, velho Limpa-Barbas? - perguntou-lhe o burro.
- Como é possível estar alegre quando se está pelos colarinhos? - rosnou o gato. - Como já estou velho e meus dentes não estão mais afiados como antes, preferindo, além disso, ficar tranquilamente roncando junto do fogo em vez de correr atrás dos ratos, minha patroa tentou afogar-me. Consegui escapulir, é verdade, mas agora surge a complicação: aonde irei?
- Vem conosco para Bremen; como és entendido em serenatas, poderás entrar na banda municipal!
O gato achou a ideia excelente e foi com eles. Pouco depois, os três fugitivos passaram diante de um terreiro e viram um galo, empoleirado no portão, a cantar desbragadamente.
- Gritas a ponto de fazer quebrar os tímpanos da gente; que te sucede? - perguntou-lhe o burro.
- Pois é, - disse o galo; - eu anunciei bom tempo, porque é dia de Nossa Senhora lavar as camisinhas do Menino Jesus e precisa que enxuguem. Mas, como amanhã é domingo e teremos hóspedes, minha patroa, impiedosamente, disse à cozinheira que deseja fazer uma canja comigo; assim, hoje à noite, terei de deixar-me cortar o pescoço. Então berro até não poder mais,
- Deixa disso, Crista-Vermelha, - disse o burro; - fazes melhor vindo conosco, que vamos a Bremen; qualquer coisa, melhor do que a morte, sempre hás de encontrar. Tens uma bela voz e, juntando-nos todos para fazer música, tudo irá maravilhosamente.
O galo interessou-se pela proposta e aceitou. Os quatro, então, puseram-se a caminho.
Mas não podiam chegar a Bremen num dia; portanto, quando já estava escurecendo, chegaram a uma floresta e aí resolveram pernoitar. O burro e o cão deitaram-se debaixo de uma árvore muito alta; o gato e o galo treparam nos galhos. O galo voou até ao galho mais alto por lhe parecer mais seguro. Antes de adormecer, porém, correu os olhos em todas as direções e pareceu-lhe distinguir ao longe uma luzinha brilhando. Então gritou aos companheiros que, não muito longe, dali, devia encontrar-se alguma casa, pois estava vendo uma luz a brilhar.
- Então levantemo-nos e vamos até lá, - disse o burro, - porque o alojamento aqui é bastante ruim.
O cão, por seu lado, pensava que um osso com alguma carne grudada, viria a calhar. Por conseguinte, tomaram o rumo em direção à luzinha; não demorou muito, viram-na brilhar mais claramente e cada vez mais perto, até que descobriram uma casa fartamente iluminada, mas que não passava de um covil de ladrões. O burro, que era o mais alto, aproximou-se da janela e espiou dentro.
- Que vês, Rabicâo? - perguntou o galo.
Que estou vendo? - respondeu o burro - uma mesa posta, cheia das melhores iguarias e, sentados em volta dela, um bando de ladrões regalando-se!
- Ah! viria a calhar para nós, - disse o galo.
- Ah, se estivéssemos lá dentro! - tornou o burro.
Então os quatro animais reuniram-se em conselho
para estudar a maneira de enxotar os ladrões; finalmente, chegaram a uma conclusão. O burro teve de apoiar as patas dianteiras no beirai da janela; o cão saltou em cima das costas do burro; o gato trepou no cão, e o galo, com um largo voo, foi pousar na cabeça do gato. Em seguida, dado o sinal, prorromperam todos juntos em concerto: o burro zurrava com toda a força de seus pulmões; o cão latia furiosamente; o gato miava de causar medo e o galo cocoricava sonoramente. Com essa algazarra toda, pularam para dentro da janela e foram cair em cheio no centro da sala, fazendo tinir os vidros.
Ante esse barulho ensurdecedor, os ladrões pularam das cadeiras; julgando que um fantasma vinha entrando e, cegos pelo terror, fugiram em carreira desabalada para a floresta. Os quatro companheiros, então refestelaram- se em volta da mesa e avançaram no que tinha sobrado, comendo tanto como se não tivessem comido há quatro semanas.
Quando terminaram de comer, os quatro músicos apagaram as luzes e procuraram um lugar confortável para dormir, cada qual de acordo com a própria natureza. O burro deitou-se na estrumeira, o cão deitou-se atrás da porta, o gato enrolou-se na cinza ainda quente do fogão e o galo empoleirou-se na trave mestra. Sentindo- se muito cansados pela longa caminhada, adormeceram logo.
Passada a meia-noite, os ladrões viram de longe que na casa não brilhava mais luz alguma e tudo parecia mergulhado na calma e no silêncio. Então, o chefe da quadrilha disse:
- Fomos tolos, não deveríamos ter-nos deixado espantar.
Resolveu mandar um de seus homens explorar a casa.
O homem foi; encontrando tudo calmo, dirigiu-se à cozinha para acender uma luz; aí viu no fogão os olhos brilhantes do gato e, confundindo-se com brasas, pegou um pedaço de cavaco e enfiou-o neles para acender. Mas o gato não gostou da brincadeira e pulou-lhe na cara, cuspindo e arranhando-o todo. Assustadíssimo, o homem tratou de fugir pela porta do fundo, mas o cão, deitado na soleira, deu um salto e mordeu-lhe a perna; quis fugir pelo terreiro mas, ao passar correndo perto da estrumeira, o burro atirou-lhe um solene coice com a pata traseira, e o galo, que tinha acordado com todo esse tumulto, pôs-se a berrar freneticamente do alto da trave: Qui qui ri qui qui!
O ladrão, meio morto de susto, saiu a correr até perder o fôlego e foi contar ao chefe o que lhe acontecera.
- Lá na casa está uma bruxa medonha, que me soprou cinza em cima e me arranhou todo o rosto com as garras aduncas. Na soleira da porta está sentado um homem, que me feriu a perna com sua faca. No terreiro, então, há um monstro negro que me agrediu com uma tora de madeira, enquanto que, em cima do telhado, estava o juiz a gritar: "Tragam-me esse bandido aqui!" Então tratei de me salvar e nem sei como consegui chegar até aqui!
Desde esse dia, os ladrões nunca mais se arriscaram a entrar na casa, o que foi ótimo para os quatro músicos de Bremen, que nela se instalaram, vivendo tão regaladamente que nunca mais quiseram sair.
E quem por último a contou, ainda a boca não lhe esfriou.

Moral da história
unidos somos mais fortes. se os animais não tivessem se reunido para buscar seu sonho, provavelmente seriam mortos. Cada um fez o que sabia fazer melhor, portanto sozinho nenhum deles conseguiria. Assim somos nós, quando tem trabalho em grupo, todos devem colaborar cada um com suas habilidades. Quem não faz nada e depois assina o trabalho, está perdendo de aprender, será o único prejudicado.
E assim acontece em todas as situações da vida, seja no lar, na escola ou com os amigos.
E não esqueçam nunca: unidos somos mais fortes.

Dinâmica:

Formar grupos e oferecer uma situação problema para que seja discutida entre eles de forma que aproveitando as habilidades de cada um, consigam resolver e depois uma das crianças vai expor para os outros grupos com o auxílio do educador. Dar tempo suficiente para que possam conversar entre si, percorrendo cada grupo e evitar assuntos fora do tema. Alguns vão precisar do auxílio do educador para fazer o trabalho.
Essa história é riquíssima em ensinamentos, pode ser utilizada em vários temas.

Tema: cooperação, a união fortalece, usar suas habilidades para o bem comum.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Tartaruga e a Águia.