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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A águia e a seta. Linda fábula de Esopo.

Fonte da imagem:
https://pixabay.com/pt/%C3%A1guia-pescadora-adler-ave-de-rapina-67786/
Uma águia pousada num penhasco olhava com muita atenção para todos os lados procurando uma presa. Um caçador, escondido numa fenda da montanha e em busca de caça, viu a águia lá em cima e lançou uma seta. A haste da seta penetrou no peito da águia e atravessou seu coração. Pouco antes de morrer, a águia fixou os olhos na seta:
- Ah, sorte ingrata! – exclamou. – Morrer desse jeito... Mas o mais triste é ver que a seta que me mata tem penas de águia!

Moral: As desgraças para as quais nós mesmos contribuímos são duplamente amargas.

Lei de ação e reação: 
exemplo, quando você joga uma bola contra a parede, ela vai voltar com a mesma força que você jogou. Se você usou pouca força, ela volta suave, se você jogou com força, ela volta com força. Se a bola era vermelha, volta vermelha, e assim por diante. Levar uma bolinha e demonstrar. Pedir que cada um faça a experiência. Explicar que isto é uma lei da física. 
Para saber mais, clique AQUI
Assim como na física acontece desta forma, na vida acontece igual. 

Exemplos: se você for grosseiro com os outros, receberá grosserias, se você for educado, será tratado com educação. 
Pedir exemplos da vida de cada um.

Atividade:

Teatro sem palavras

As crianças serão divididas em grupos com simulação de atitudes de gentileza, falta de educação, respeito, cooperação etc. 
Exemplo: uma criança vem caminhando e outra simulando um idoso tenta atravessar a rua. A criança ajuda o idoso. Na sequência, a mesma criança chega em casa e a mãe preparou sua comida favorita. 
As situações serão explicadas pelo educador e encenadas pelas crianças sem falar nada, apenas com gestos.

Conclusão: vale a pena ser bom e fazer o bem.

Para colorir:
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=126988&picture=aguia

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A Florzinha Magali. Cuidados com a natureza, ecologia, ser útil à sociedade.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/flor-macro-jardim-flores-planta-247409/

Era uma vez uma linda florzinha que se chamava Magali. Ela era toda delicada e amarelinha e ficava muito feliz quando alguém cheirava o seu perfume.
Todas as manhãs logo que o sol nascia ela acordava, espreguiçava suas pétalas e exalava um delicioso perfume. Todos que passavam perto da Magali e sentiam seu cheiro ficavam felizes e percebiam como a natureza é um presente maravilhoso de Deus.
Até mesmo os beija-flores e as abelhinhas ficavam encantadas com a beleza de Magali e vinham visitá-la para se alimentarem com o seu pólen e a cobriam de beijos em agradecimento pelo alimento.
Um belo dia Magali, que era muito bondosa, observou que perto da árvore onde morava havia uma família de esquilos com lindos filhotinhos famintos que precisavam de comida para crescerem fortes. Magali escutou a mamãe esquilo dizendo que estava difícil encontrar frutas para alimentar os filhotes porque haviam poucas árvores frutíferas plantadas naquela região.
Infelizmente os homens arrancavam as árvores para utilizar a madeira e deixavam muitos animais desprotegidos, sem casa e sem alimento.
Então Magali teve uma ideia: reuniu todas as flores que moravam naquela mesma árvore e decidiram que estava na hora de se transformarem em frutos deliciosos.
Na manhã seguinte todas as flores haviam se tornado frutinhas verdes que cresceram e ficaram bem maduras para servirem de alimento para aqueles esquilinhos que poderiam crescer saudáveis.
Em agradecimento a Deus pelo alimento, os esquilinhos guardaram as sementes das frutas que comeram e plantaram para que crescessem mais árvores de flores cheirosas e frutos deliciosos, para que nenhum animal da floresta sentisse fome novamente.

História e desenhos: Carina Comerlato.

Responsabilidade:Grupo Espírita Seara do 

Mestre www.searadomestre.com.br/evangelizacao

Tema: 

Amor à natureza, ecologia, transformação.

Tudo na natureza tem um objetivo importante para que o conjunto da Obra Divina continue harmonioso.

Para que isto aconteça é necessário que o homem coopere fazendo a sua parte, cuidando das plantas e animais.

Sendo o homem dotado de inteligência, deve utilizar suas capacidades para cuidar da terra que é nossa casa. 

Assim como em casa devemos cuidar dos nossos pertences e ajudar nas tarefas domésticas, na natureza também devemos cooperar para que as coisas funcionem com harmonia.

Assim como a florzinha Magali teve consciência de que deveria transformar-se em fruto, devemos saber que iremos nos transformar várias vezes na vida para nos tornarmos úteis à sociedade. 

A nossa evolução desde o nascimento, se acontecer com inteligência e bondade, irá nos levar a ter uma sociedade mais justa. Contudo, para que isto aconteça, é necessário a cooperação de todos como mostrou a história. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Será que o lobo é mau? Uma abordagem diferente e humana. Desfazendo preconceitos.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/porco-animal-leit%C3%A3o-carne-de-porco-47920/

Os porquinhos Juca, Pipo e Lilo já são porquinhos adultos e resolveram cada um construir a sua própria casa, que seria o lar de sua família, no futuro.
Juca construiu uma casa de palha e assim que terminou foi dormir, que é o que ele mais gosta de fazer. E Juca pretende dormir bastante, agora que não tem sua mãe por perto para lhe alertar sobre a preguiça.
Pipo é um pouco mais organizado e resolveu fazer sua casa de madeira e galhos de árvores, para suportar ventos e chuvas. Assim que terminou a casa foi descansar, pois estava muito cansado.
O porquinho Lilo trabalhou por várias semanas para construir uma casa forte, com um bom alicerce, paredes de tijolos e janelas e portas com fechaduras, tudo muito seguro. Sua nova casa é bonita e segura como seu antigo lar e Lilo, quando terminou de construí-la convidou sua mãe para lhe fazer uma visita.
Perto de onde foram morar Juca, Pipo e Lilo mora um lobo, que eles pensavam que era mau. Mas estavam enganados, pois o lobo já estava idoso, tinha orelhas e nariz muito grandes e apesar da aparência de mau era, na verdade, um lobo bom, quieto e sem muitos amigos.
Tudo ia muito bem, até que chegou a primavera, a mais bela das estações. Qual o problema? O problema é que Zoé, esse é o nome do lobo, é alérgico a pólen de flores. Ele costuma espirrar muito, tossir sem parar, ficar com os olhos vermelhos e ter coceiras no nariz e, às vezes, coçar todo o corpo sem conseguir parar.  
Aos primeiros sinais da alergia, Zoé foi ao médico, Sr. Orestes, que lhe tratava há muitos anos. Na volta para casa, passou na farmácia, que estava lotada, e comprou o remédio.
Espirrou por todo o trajeto, seu nariz estava vermelho como um pimentão e seu corpo todo coçava. Quem o observou pelo caminho achou o lobo muito esquisito: parecia muito feio e bravo, principalmente quando tossia e se coçava sem parar.
Chegando em casa, o lobo imediatamente pegou um copo d’água e o remédio para tomar. Pegou a caixa e logo percebeu que haviam lhe dado o remédio errado na farmácia. O remédio de Zoé para alergia foi trocado por outro parecido, porém para dor de barriga.
Entre espirros, tossidas e coceiras, o lobo resolveu pedir ajuda aos porquinhos, seus novos vizinhos, pois se tivesse que ir até a farmácia iria piorar muito, pois o caminho era cheio de flores nesta época.
Quando chegou na casa de Juca para perguntar se ele poderia destrocar o remédio, Zoé bateu na porta e enquanto aguardava que o porquinho atendesse, sentiu uma enorme vontade de espirrar e deu um enorme espirro, e mais outro, e outro e outro... Quando conseguiu parar de espirrar viu que havia derrubado a frágil casinha do porquinho.
O lobo não conseguiu sequer pedi desculpas ao porquinho, muito menos explicar que precisava de ajuda, pois Juca fugiu apavorado e foi se esconder na casa de seu irmão Pipo.
Como continuava se sentindo muito mal, tossindo e espirrando, mas certo de que tomaria mais cuidado para não derrubar a casa do próximo vizinho, o lobo foi até onde morava Pipo.
Zoé chegou perto e chamou pelo vizinho. Como sua voz estava fraca e ele espirrava e tossia muito, o lobo imaginou que ninguém tinha conseguido ouvi-lo. Chegou mais perto e, antes que conseguisse bater na porta para pedir ajuda, começou a tossir muito, pois parecia que alguém passava uma peninha em sua garganta. Tossiu alto, muitas vezes e muito forte, para ver se a peninha parava de incomodar. Quando conseguiu parar, notou que a casa do vizinho estava demolida, e que os dois porquinhos corriam de medo dele.
O lobo ficou muito chateado pelo que aconteceu, mas decidiu ir até a casa do porquinho Lilo, não apenas para que eles lhe ajudassem a trocar o remédio, mas para pedir desculpas e avisar que assim que melhorasse alergia iria ajudar a reconstruir as casas dos dois porquinhos.
Chegando na casa de Lilo, bateu na porta e esperou. Enquanto esperava, espirrou um pouco e coçou o nariz, que ficou mais vermelho ainda. Como ninguém atendeu, bateu de novo. Depois de algum tempo, apareceu na janela Lilo, que gritou:
- Vá embora, seu lobo. Esta casa você não vai conseguir derrubar! Estamos seguros aqui, e não seremos seu jantar!                                       O lobo explicou então que era apenas um velho lobo doente que precisava de alguém que fosse até a farmácia destrocar o seu remédio da alergia.
Por favor, não consigo parar de espirrar e tossir. Meu nariz coça muito e meus olhos estão vermelhos de tanto coçar. Preciso de ajuda! Se eu tiver que ir até a farmácia, ficarei pior.
Os porquinhos ficaram desconfiados e não abriram a porta. O velho lobo pediu mais uma vez, enquanto tossia e espirrava:
- Por favor, eu tenho alergia na primavera, preciso do remédio...
Os porquinhos observaram o lobo por alguns instantes e puderam perceber que ele parecia furioso e espirrava e tossia sem parar.
Lilo lembrou aos irmãos que não devemos julgar os outros pela aparência. Então pensaram bem e resolveram deixar o lobo entrar e ouvir melhor o que ele tinha a dizer.
O lobo agradeceu e contou que tinha essa alergia na primavera desde criança e que precisava de ajuda, pois não podia ficar sem o remédio.
Os porquinhos perceberam que o lobo não era mau como pensavam e, apesar do aspecto esquisito, parecia ser muito legal.
Pipo, então, foi rapidamente até a farmácia e trouxe o remédio certo para Zoé. O lobo tomou o remédio e logo começou a se sentir melhor. Ele agradeceu muito a ajuda, pediu desculpas pelo susto que deu nos porquinhos e prometeu ajudar a reconstruir as casas deles.
Todos riram muito quando ele contou que seu apelido quando criança era ATCHIM, como o anãozinho da Branca de Neve.
Lilo serviu suco de frutas para todos e eles se sentaram na biblioteca, longe do pólen das flores, para conversar, começando ali uma grande amizade.
Os porquinhos sempre contam essa história aos seus filhos para que eles percebam que não devemos julgar alguém pela sua aparência física, pois podemos nos enganar sobre a pessoa e deixar de conhecer um novo amigo. Além disso, Juca e Pipo aprenderam que quando temos que fazer algo, é importante fazer com carinho e dedicação, como sua mãe sempre lhes ensinara, pois trabalhos malfeitos podem acabar como as suas casinhas, que tiveram que ser reconstruídas, desta vez com menos preguiça e mais cuidado.

História adaptada do clássico original “Os Três Porquinhos” do autor Joseph Jacobs

CONVERSANDO SOBRE A HISTÓRIA.

A história nos mostra que cada porquinho poderia construir sua casa como quisesse. 

Será que Juca e Pipo construíram a casa da maneira certa?

         Não, porque a preguiça e a má vontade não deixaram. Eles acharam que tinham liberdade de não dar satisfação a ninguém, podendo fazer o que quisessem, como e quando desejassem. Quando estavam em casa e a mamãe estava sempre pedindo para que eles trabalhassem para ajudar nos serviços de casa achavam ruim, mas depois perceberam que é necessário trabalho e organização para manter uma casa em ordem.

E Lilo? 

Lilo havia aprendido as lições que sua mãe, tão carinhosamente, ensinara a todos eles. Quando construiu sua casa, teve a oportunidade de colocar na prática o que havia aprendido. Sua casa demorou para ser construída, mas tinha um bom alicerce e era bem segura. Quando ficou pronta ele logo começou a arrumá-la, e enfeitá-la, pois não via a hora de convidar sua querida mamãe para uma visita.

Perguntas:

O que acontece quando fizemos as coisas com preguiça e má-vontade?
        -  Os nossos trabalhos saem mal feitos e muitas vezes temos que os refazes.
O lobo Zoé era legal, bondoso, amigo, era bonito?
         - Era leal e amigo, mas não era bonito. Beleza não significa bondade.
Só as pessoas bonitas são boas? Por quê?
         - Não, porque uma coisa não está ligada a outra, não devemos julgar as pessoas ou as situações pelas aparências.
- Devemos julgar uma pessoa pelo seu corpo físico?
         Não, o presente independe do pacote.
- Devemos ajudar o nosso próximo?
         Sim e isso nos deixará alegres e satisfeitos, mesmo quando não recebemos agradecimentos pelo bem que fizermos.

Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre

www.searadomestre.com.br/evangelizacao.

sábado, 17 de outubro de 2015

A girafinha Gina. Temas: Autoaceitação, bullying, fazer o bem, amor ao próximo.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/girafa-cabe%C3%A7a-jovem-308771/

Gina era uma pequena girafa, linda e de coração bondoso. Seu corpo, coberto por um pelo curto e sedoso, tinha belas manchas cor de mel que reluziam ao sol.
Todavia, apesar de ser novinha, seu pescoço já era muito longo!
Isso lhe causava problemas com os outros animais da floresta, e encontrava dificuldade em fazer amigos.
Por ser muito grande, os outros bichos menores a discriminavam. Ninguém queria brincar com ela.
Quando ela convidava o coelho para passear, ele dava uma desculpa:
 — Agora não posso, Gina. Preciso limpar minha toca.
Se ela ia à casa do esquilo chamá-lo para brincar, ele respondia:
— Agora não dá, Gina. Tenho que procurar comida. Quem sabe
E assim acontecia com todos que procurava. Depois, andando pela mata, ela os encontrava juntos, brincando de esconder. Então, parou de procurá-los, entendendo que não gostavam dela.
Sentia-se triste e sozinha, mas o que fazer?
Sua mãe, vendo-a tristonha, a consolava:
 — Minha filha, se seus amigos não gostam de você pelo seu tamanho, então não merecem sua amizade.
Certo dia, passeando pela floresta, Gina ouviu um alarido estranho. Andou até descobrir de onde vinha aquele barulho.
Sabem o que era? Eram seus amigos que estavam chorando, desesperados. Ali estava o coelho, o esquilo, a raposa, o sapo, a garça.
Arregalando os olhos de espanto, Gina perguntou:
— Por que vocês estão chorando? O que aconteceu?
Quando eles a viram ficaram muito felizes.
 — Ah, Gina! Ainda bem que você apareceu! Só você para poder nos ajudar! — exclamou o esquilo, aliviado.
E o coelho completou:
— Estamos perdidos! Saímos para passear e não sabemos mais voltar para casa. Acho que estamos rodando em círculos! Será que você pode nos indicar o rumo que devemos tomar?
Gina sorriu, satisfeita pela oportunidade de ajudar.
 — Claro!
Então, a girafinha esticou seu longo pescoço, olhando em torno, por cima das árvores, e afirmou:
 — Vocês devem ir para o norte. Por aqui! — e mostrou com uma das patas dianteiras o rumo que deveriam seguir. Mas, também preciso voltar para casa. Irei com vocês.
Contentes e aliviados, alegremente todo o grupo fez o caminho de volta. Alguns bichinhos estavam cansados e Gina levou-os nas costas.
Eles adoraram passear no lombo da girafinha. E todos queriam, por sua vez, experimentar.
Quando chegaram perto de casa se despediram de Gina, agradecidos.
 — Gina, você é muito legal! Obrigado — disse o coelho.
— É. Apesar do seu tamanho, você é uma boa companheira — reconheceu a raposinha.
Tinham aprendido a conhecê-la e agora já gostavam dela.
Gina agradeceu, satisfeita. Sua boa ação surtira efeito.
No dia seguinte, logo cedo, a girafinha acordou com o chamado de seus novos amigos.
 — Gina, quer brincar conosco?

Então Gina ficou feliz.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/girafa-animal-engra%C3%A7ado-feliz-471550/

Fonte: O Consolador.

Temas: Autoaceitação, bullying, fazer o bem, amor ao próximo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A Escolinha do Mar (História Infantil de Ruth Rocha)

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/peixinho-peixes-koi-carp-30837/

A escola de dona Ostra fica lá no fundo do mar.
Nesta escola, as aulas são muito diferentes.
O Dr. Camarão, por exemplo, dá aulas aos peixinhos menores:
- Um peixe inteligente presta atenção àquilo come minhoca com anzol dentro. Nunca!
O peixe elétrico ensina a fazer foguetes:
- Quando nosso foguete ficar pronto, vamos à terra.
Os homens não vão a Lua?
E o maestro Villa-Peixes ensina aos alunos lindas canções:

“Como pode o peixe vivo
Viver fora d’ água fria...”

Os alunos desta escola não são apenas peixes.
Há, por exemplo, Estela, a pequena estrela-do-mar, tão graciosa, que é a primeira aluna da aula de balé.
Há Lulita, a pequena lula, que é a primeira em caligrafia porque já tem, dentro dela, pena e tinta.
E há o siri-patola, que só sabe andar de lado e por isso nunca acompanha a aula de ginástica.
Mas nem todos os alunos são bem-comportados.
Quando o Dr. Camarão se distrai, escrevendo na concha, Peixoto, o peixinho vermelho, solta bolhas tão engraçadas que os outros riem, riem.
O Dr. Camarão se queixa:
- Estes meninos estão ficando muito marotos, fazem estripulias nas minhas barbas!
No fim do ano, Dona Ostra, que é uma professora muito moderna, leva seus alunos para uma excursão pelo fundo do mar.
Naquele ano, os preparativos para a excursão foram animadíssimos.
Vocês sabem, o melhor da festa é esperar por ela.
Um grande ônibus foi contratado para levar os alunos e professores.
Ônibus marítimo, é claro, puxado por cavalos-marinhos.
No dia da partida, todas as mamães foram despedir-se dos filhinhos e todas faziam muitas recomendações:
- Veja lá, hein? Não vá chegar à beira do ar, e cuidado com as gaivotas!
- Meu filho, não chegue perto do peixe-elétrico quando ele estiver ligado. É muito perigoso!
- Adeus, adeus, boa viagem, aproveitem bem!
E eles aproveitaram mesmo.
Que beleza é o fundo do mar!
E como aprenderam!
- Veja, dona Ostra, que peixão tão grande, dando de mamar ao peixinho!
- Aquilo não é peixe, não, é uma baleia. As baleias são de outra família. Aparentadas com o homem. Por isso dão de mamar aos filhotes.
E aprenderam muitas outras coisas.
Viram os peixes-voadores, que davam grandes mergulhos no ar; viram os golfinhos, que são parentes das baleias, inteligentíssimos.
E os tubarões, muito emproados, que andam sempre com seus ajudantes, os peixes-pilotos.
O mais emproados de todos é o Barão Tubarão.
Mora num grande castelo de madrepérola, com seu filho, o Tubaronete.
Naquela noite, acamparam perto do castelo do Barão.
Todos ajudaram a armar o acampamento e, quando tudo ficou pronto, juntaram-se e começaram a cantar;

“Roda, roda, roda,
pé, pé, pé.
Caranguejo só é peixe
Na enchente da maré...”

Ouvindo aquela cantoria, o Tubaronete veio espiar o que havia.
Ele era um peixe muito mal-educado, não ia á escola, nem nada, era um verdadeiro “play-peixe”.
Começou a caçoar de todos, a imitar o jeito de cada um, que é uma coisa muito feia.
Dona Ostra ficou aborrecida.
- Olhe aqui, menino, se você quiser, pode ficar, mas tem que se comportar direitinho, como os outros.
Tubaronete era mesmo muito mal-educado.
Avançou para dona Ostra, vermelhinho de raiva:
- Eu não preciso de vocês, seus peixes de água doce, seus peixes de lata!
E arrancou a pérola de dona Ostra e fugiu, espirrando água para todos os lados.
Dona Ostra se pôs a chorar:
- Ai, minha pérola! Como é que vou passar sem ela? Já estava tão acostumada...
- Ah, dona Ostra, não se aflija, não - disse Peixoto, que, apesar de pequenininho, era muito valente.
- Eu vou já ao castelo buscar a pérola. Se ele não devolver, falo com o pai dele!
Dona Ostra empalideceu:
- Ai, não vai não! Eu tenho tanto medo de tubarão, ainda mais de tubarão barão.
- Eu vou, sim. Se a gente ficar de braços cruzados, sua pérola não volta nunca mais.
Chegando ao palácio do Barão, Peixoto bateu as barbatanas com toda a força:
PLAC, PLAC, PLAC!
Veio atender ao portão uma senhora enguia, de uniforme preto e touquinha branca na cabeça.
- Boa noite, dona Cobra, diga ao Tubaronete que aqui está o Peixoto, que quer falar com ele sem demora – disse o peixinho.
- Cobra, não! Dobre a língua, ouviu? Meus patrões não têm tempo a perder com senhores Peixotos...
E foi entrando, sem querer escutar o que Peixoto estava dizendo.
Mas Peixoto não desanimou.
Rodeou a casa até que encontrou uma janela meio aberta e foi entrando, mesmo sem convite.
Lá estavam o Barão e o Tubaronete jantando.
Peixoto, com o coração batendo muito, adiantou-se:
- Desculpe, seu Barão, eu ir entrando assim, mas tenho umas contas a ajustar aqui com o seu filho. Cadê a pérola de dona Ostra? Devolva já, já!
Tubaronete até engasgou de susto:
- Eu ia devolver, eu ia, sim! Tome a pérola, eu estava brincando...
O Barão Tubarão levantou-se, furioso:
- De que é que vocês estão falando? Pelo que vejo, o senhor meu filho já aprontou mais uma das suas! É a vergonha da família Tubarão!
Vou-lhe aplicar um castigo tremendo!
Peixoto ficou com pena de Tubaronete:
- Olhe, seu Barão, eu acho que o Tubaronete é assim, por que ele não sabe nada. Por que é que ele não vai á escola como os outros peixes?
O Barão não disse nada, mas, no ano seguinte, Tubaronete foi o primeiro aluno que se matriculou na escola de dona Ostra.
Faz muito tempo que essa história se passou.
Tubaronete já não é mais aquele peixe sem educação que era naquele tempo.
Ele, agora, é aluno de dona Ostra, dos mais aplicados.
É ele quem apaga a concha para os professores, e é agora o melhor amigo do Peixoto.
Os dois combinaram que, quando se formarem, vão ser sócios.
Vão fundar uma grande agência de turismo, para fazerem sempre outras viagens pelo fundo do mar.

Temas: a importância do estudo, respeito ao professor, honestidade.

Perguntas:

Para quem o Dr. Camarão dá aulas?

O que ele ensina aos seus alunos?

Quem ensina a fazer foguetes?

Quem são os alunos da Escolinha do Mar?

Todos os alunos são bem comportados? E Você como se comporta na escola?

Porque Tubaronete era mal comportado?

Você acha que Tubaronete aprendeu a lição?

E você, o que aprendeu com essa historinha?



Assim como o Dr. Camarão ensina que os peixes inteligentes não comem minhoca com anzol dentro, criança inteligente obedece aos pais, tem alimentação saudável e bons hábitos de higiene.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

João e Mário. VALORES HUMANOS - A revolução necessária -


João e Mário.

João era um importante empresário que morava em um apartamento de cobertura numa área nobre da cidade.
Naquele dia, pela manhã, João deu um longo beijo em sua amada e, em silêncio, fez sua oração de agradecimento a Deus por sua vida, por seu trabalho e por suas realizações. Depois, tomou café com sua família e levou os filhos para o colégio. De lá, foi diretamente para uma de suas empresas.
Ao chegar à empresa, João cumprimentou todos os funcionários com um largo sorriso, inclusive dona Tereza, a faxineira. Quando chegou a sua sala, viu que tinha inúmeros contratos para assinar, decisões importantes para tomar, reuniões com diversos departamentos, além de fornecedores e clientes para atender.
Vendo sua secretária um pouco nervosa, ele disse:
— Calma, vamos fazer tudo com tranquilidade, sem estresse.
Ao meio-dia, ele foi para casa, almoçar com a família. À tarde, ao voltar para a empresa, recebeu o balanço financeiro e viu que o faturamento do mês anterior tinha superado os objetivos.
Imediatamente, notificou seus colaboradores de que haveria
bonificação salarial no próximo mês!
Apesar de sua calma, ou talvez por causa dela, João conseguiu dar conta de tudo o que estava agendado para aquele dia.
Ao sair da empresa, passou no supermercado e foi para casa buscar a esposa e os filhos para jantarem fora. Era sexta-feira. Encerrando a semana, João ministrou uma palestra motivacional para estudantes, mostrando-lhes, com o seu exemplo, como subir na vida.
Enquanto isso, em outra cidade, vivia Mário. Ele morava em um
bairro pobre e todas as sextas-feiras ia jogar sinuca e beber
com os amigos.
Mário não tinha filhos. Um amigo havia lhe oferecido um emprego em sua oficina, mas ele recusou porque não gostava do ofício.
Agora, ele morava de favor em um quarto sujo no porão da casa
de um conhecido.
Naquela sexta-feira ele chegou nervoso ao bar, afinal, estava
desempregado e sua terceira mulher havia partido há poucos
dias. Ele batia nela. Ficou no bar jogando e bebendo até o dono
precisar pedir-lhe que fosse embora.
Mário pediu para pendurar a conta, mas seu crédito fora cortado
há tempos. Então, ele armou uma tremenda confusão e acabou
sendo colocado para fora do bar. Sentado na calçada, ele ficou
chorando e pensando no rumo torto que sua vida havia tomado.
Então, seu único amigo (o mecânico que tinha lhe oferecido
emprego) veio e o levou para casa.
Curada a bebedeira de Mário, o mecânico perguntou-lhe:
— Diga-me, por favor, o que fez com que você chegasse até o
fundo do poço dessa maneira?
Mário, então, desabafou:
— A minha família... Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia,
batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável. Quando minha mãe morreu, doente, sem condições de pagar um tratamento, eu saí de casa. Estava revoltado com a vida e com o mundo. Eu tinha um irmão gêmeo, chamado João, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo assim, como eu.
Naquele mesmo momento, em outra cidade, João terminava sua
palestra para os estudantes e já estava se despedindo quando
um aluno lhe perguntou:
— Diga-me, por favor, o que fez o senhor chegar à posição que
tem hoje na vida? Como se tornou esse grande empresário e
grande ser humano?
João, emocionado, respondeu:
— A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia,
batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável. Quando minha mãe morreu, doente, sem condições de pagar um tratamento, eu saí de casa. Estava decidido de que queria uma vida melhor para mim e para minha futura família. Eu tinha um irmão gêmeo, chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente.
Nunca mais o vi. Deve estar vivendo assim, como eu.

Autor desconhecido.

Ensinamento.

Agindo certo ou errado, os pais sempre ensinam algo a seus filhos.
Quando as atitudes dos pais são boas, positivas, elas mostram às
crianças o que deve ser feito; quando suas atitudes são ruins, negativas, mostram exatamente o que elas não devem fazer. Portanto, cabe a cada um de nós, filhos, decidir o que vamos aprender. Qual tem sido a sua escolha?
O que aconteceu com você até agora não é responsável pela definição do seu futuro. O que definirá o seu futuro é a maneira como você vai reagir a todos esses acontecimentos. Sua vida pode ser diferente, sempre! Não se lamente pelo passado, pois depende só de você construir o futuro que deseja.
Muitas coisas que acontecem na vida não são passíveis de escolhas, mas, seja o que for que acontecer, lembre-se sempre de que você pode escolher o modo de reagir ao acontecido. São os valores humanos que nos possibilitam reagir positivamente às situações da vida. E os valores humanos estão dentro de nós e não fora.
Embora não possamos criar um novo começo, sempre é possível criar um novo fim.


Livro: VALORES HUMANOS - A revolução necessária - Izabel Ribeiro

sábado, 10 de outubro de 2015

A casa dos mil espelhos.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=156367&picture=clipe-cute-dog

Folclore japonês

Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos.Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa.
Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia.
Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou:"Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes".
Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou: "Que lugar horrível, nunca mais volto aqui".
Todos os rostos no mundo são espelhos.
Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?


Conversando sobre a historinha:

Encontre ou faça brilhar a sua luz. Deus habita o seu coração e é com Ele que você pode conversar no silêncio de sua alma.
Exercite o diálogo interno, converse consigo mesmo.
Todas as pessoas tem defeitos e qualidades, procure as tuas qualidades e as fortaleça para que quando você chegar na casa dos mil espelhos encontre muitas coisas boas ao teu redor, e você possa sair dizendo: 
- Como a casa dos espelhos é bonita!!!


Fazer um caleidoscópio simples. Clique AQUI


Dramatização: 

levar ou confeccionar com as crianças máscaras sorrindo, tristes, bravas, assustadas, etc.
Formar um círculo.
Na sequência, uma criança entra no círculo e coloca uma máscara no rosto - todas terão todas as máscaras nas mãos.
Conforme a máscara escolhida as outras colocarão a mesma.

Depois que todas as crianças tiverem entrado no círculo, indagar sobre o que sentiram e o que entenderam da metáfora.
Como usar o ensinamento na prática.
Fortalecer a autoestima para interagir de forma positiva.

Somos todos espelhos. Refletimos os sentimentos alheios assim como muitas vezes só identificamos nos outros nossos sentimentos. 



Esse é o livro da tua vida. Escreva de um lado tuas qualidades e na outra página o que você tem que melhorar.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ninguém é igual a ninguém. Aceitando as diferenças 2 - mais atividades.

Hoje continuo com mais atividades para a postagem de ontem sobre aceitar as diferenças. As imagens e sugestões do site que pesquisei são ótimas, porque fazem com que as crianças ao mesmo tempo em que comecem a perceber as diferenças e como lidar com elas, também iniciem uma análise de seu comportamento e o que tem que mudar para viver e conviver melhor. Quisera que adultos também recebessem esses ensinamentos, quantas vezes precisamos não é mesmo? 
Contudo, essa é a proposta do blog, educar crianças mais livres de condicionamentos que não deram certo, e prontas para enfrentar a vida munidas de recursos internos sólidos. :)))











Fonte: http://pt.slideshare.net/andreaperez1971/ninguem-a-igual-a-ninguem?related=5

domingo, 13 de setembro de 2015

Pescaria do bem. Dinâmica.

Fonte da imagem:
 http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=39588&picture=ir-a-pesca

Agora estava assistindo ao programa do GNT fazendo a festa, e uma das brincadeiras para o aniversário da menina que ganhou a festa de aniversário era uma pescaria com peixes em EVA.
A partir criei a dinâmica pescaria do bem.

Dinâmica pescaria do bem:


Consiste em você fazer um molde de um peixinho e colocar sobre o EVA e recortar.
Aí você coloca um clips em cada peixe para que as crianças possam pescar.

Em cada peixe uma palavra exemplo:

Honestidade, caridade, respeito, amor, estudar, gentileza, ecologia, educação e outras que você achar importantes.

Você pode adaptar a atividade para qualquer tema, por exemplo, se for em uma dinâmica focada em gentileza, escrever atitudes gentis, como por exemplo, dar o lugar para um idoso, ajudar em casa, etc.

Depois de “pescar” cada criança fala sobre a palavra que tirou e é convidada a pensar sobre como tem agido a respeito.

Outra maneira da fazer a mesma dinâmica é formar dois grupos de pescaria. O grupo que pescar mais peixes é o vencedor.
Igualmente cada um deverá falar sobre a palavra que pescou.
Não tem premiação, explicar que todos ganham inclusive os que pescaram menos, porque a atitude de procurar o bem é o prêmio merecido e que só vai ajudar a criança na sua vida.

Lembrete: muitas dinâmicas, atividades e brincadeiras sugeridas no blog são de minha autoria, podendo ser compartilhadas com os créditos levando o link do blog.
Da mesma forma, tudo o que pesquiso na internet dou os créditos colocando o link.