Mostrando postagens com marcador identificando sentimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador identificando sentimentos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A SERPENTE E O VAGALUME. Linda fábula sobre a inveja.


Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume. 
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir. Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada... 
 No terceiro dia, ja sem forças o vagalume parou e perguntou à cobra: 
 - Posso lhe fazer três perguntas? 
 - Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar... 
 - Pertenço a sua cadeia alimentar ? 
 - Não. 
 - Eu te fiz algum mal? 
 - Não. 
 - Então, por que você quer acabar comigo? 
 - Porque não suporto ver você brilhar... 

Fonte: http://www.antroposofy.com.br/forum/download/contos_e_lendas/A%20serpente%20e%20o%20vagalume.pdf

Moral da história: 

Algumas pessoas querem destruir o que não conseguem ser, mas você acha justo?
Qual o nome desse sentimento?
Você acha um bom sentimento?

Através do diálogo concluir que podemos ser melhores e aumentar o nosso brilho sem precisar prejudicar aqueles que julgamos ser melhores do que nós.

Atitudes para ser uma pessoa melhor:

Cultivar a educação, fazer o bem, estudar, ler e se instruir, ajudar nas tarefas de casa, ajudar os colegas de escola com algum tipo de dificuldade.
A seguir pedir sugestões de outras ações no bem. 

Atividade:

Origami de cobra:




Imagem Google.

domingo, 27 de janeiro de 2019

O VELHO CÃO DE CAÇA.


Houve um velho cão de caça que tinha trabalhado muito durante longos anos; estava velho, cansado e doente. Mas seu dono insistia em levá-lo para caçar.

               Aconteceu que durante uma exaustiva caçada pelas montanhas, o velho cão conseguiu apanhar um grande veado; agarrou-o por uma das patas, mas seus dentes já velhos e estragados não conseguiram segurar o ágil animal.
               Desesperado, o dono ficou furioso e começou a bater com chicote no pobre cão. O fiel animal disse-lhe tristemente:
               - Senhor, tenha piedade! não bata no seu antigo servo; eu de boa vontade continuaria a servir-lhe como antes, mas estou velho e faltam-me forças. Se hoje não sou de grande utilidade, lembre-se dos bons tempos em que lhe prestei todos os serviços solicitados.
.
MORAL DA HISTÓRIA

         Hoje muitas pessoas desprezam os velhos pela sua fraqueza e falta de energia. Não é justo que se esqueçam dos bons tempos que dedicaram ao trabalho em benefício da família e da sociedade. 

Uma fábula de Esopo 
Por Nicéas Romeo Zanchett 

Fonte: http://asfabulasdeesopo.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Rei Midas - Mitologia Grega. Tema: ambição.

Imagem google.

Midas era um rei, filho de Górdio, um camponês que foi feito rei pelo povo. Certa vez, o mestre e pai de criação do deus Baco, Sileno embriagou-se e se perdeu, foi encontrado pelo rei Midas que o tratou muito bem, oferecendo banquetes e cuidando dele. Baco resolveu presentear Midas, oferecendo a ele a oportunidade de escolher uma recompensa.
O que Midas escolheu foi o poder de transformar tudo que ele tocava em ouro, assim, seu pedido foi atendido, porém Sileno ficou um pouco contrariado pois achou uma péssima escolha. Midas foi feliz, transformando tudo em ouro e riquezas, até o momento em que ele percebeu que não podia mais comer, pois toda comida e bebida que ele pegava ou engolia se transformava em ouro.
Midas passou a odiar seu poder e pediu a Baco para livrá-lo daquela situação. Baco atendeu ao pedido e disse para Midas se lavar em um riacho e assim, acabar com o seu poder. Midas então se livrou daquilo e passou a ser um camponês, a odiar as riquezas e a adorar o deus Pã.
Certa vez, Pã desafiou Apolo para uma disputa, queriam ver quem produzia a melhor música, e para isso, chamaram o deus Tmolo para julgar. Apolo venceu a disputa com a aprovação de todos, menos a de Midas, que apoiava o deus Pã, assim, Apolo puniu a Midas colocando nele orelhas de asno.

Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/midas.htm

Conversando sobre o texto:
Tema do texto: ambição, cobiça.
Midas já era um rei, portanto não precisava de nada que fosse material, porque você acha que ele aceitou a oferta de Baco?
Você acha que foi melhor para ele o poder de transformar tudo em ouro? Por que?
Depois que conseguiu o que tinha pedido o que aconteceu com o Rei Midas?

Jesus deixou um lindo ensinamento sobre a simplicidade:
Olhai os Lírios do Campo que não trabalham e nem fiam e no entanto, nem Salomão em toda a sua glória jamais se vestiu como um deles.
Olhai as aves do céu que não plantam e nem semeiam mas Deus as alimenta e as veste, quanto mais não há de alimentar a vós homens de pouca fé?
Jesus Cristo.

Lembrar que hábitos simples e consumo consciente, além de favorecer a vida espiritual, ajudam a natureza e os animais que às vezes são vítimas do lixo acumulado  pelos homens por consumirem sem cuidados.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A boa ação de dona Cutia. Tema amizade.



Um dia, D. Cutia resolveu ir fazer compras na cidade. Vestiu seu vestido vermelho de babados, calçou sapatos de salto alto, e colocando na cabeça um chapeuzinho de palha com uma pena de sabiá, partiu toda contente.
Chegando à estrada, tomou o ônibus, que veio repleto de bichos de todos os tamanhos. O motorista era um cachorro, muito convencido e elegante, que equilibrava na cabeça um bonezinho quadriculado. O trocador, um macaquinho bem esperto, sempre estava inquieto e acabava aborrecendo os passageiros.
 Dona cutia, coitada, não estava acostumada com estes apertos, e quase sufocava naquela confusão. A custo desceu quando o ônibus chegou em frente à praça das flores, o lugar mais elegante da cidade dos bichos. Entrou numa loja de calçados e comentou:
- Meu Deus, como tudo está caro...
 Escolheu, escolheu, e, por fim, levou um sapatinho que achou lindo. Mais adiante, na casa de modas de D. Girafa, comprou um lindo vestido de renda creme. E assim, de casa em casa, d. Cutia encheu a bolsa que levava, com embrulhos de todos os tamanhos e feitios. Só deixou, no fundo da bolsa, um dinheirinho para pagar o ônibus superlotado e apertado, notou ao seu lado uma Coelhinha de carinha triste, mas muito simpática.
- Que tem, Coelhinha? Por que está tão triste?
- Ah, não tenho ninguém no mundo e sou muito sozinha... - Respondeu a coelhinha.
 Dona Cutia ficou com muita pena da Coelha e começou a pensar num meio de ajudá-la. Depois de certo tempo falou alegremente:- Olhe Coelhinha, não fique triste assim! Vou levar você para minha casa e repartir com você essas coisas bonitas que comprei. Não é que seja muita coisa, mas o que tenho dá para nós duas!
 A Coelhinha nem sabia como agradecer, de tão feliz, e abraçou e beijou muito a boa dona Cutia. E vocês pensam que só a Coelhinha estava feliz? Que nada! D. Cutia estava muito radiante mesmo, pois ela, a partir daquele dia, contava com mais uma amiga. E como é bom fazer amigos...


Fonte:http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/3_0045.pdf


domingo, 26 de agosto de 2018

Três amigos na praia. Respeito ao próximo, amizade.


Fonte da imagem google.


         Pedro, Tiago e Mateus eram amigos inseparáveis. Eram da mesma turma da escola, e ficaram muito felizes quando descobriram que iriam passar as férias na mesma praia.

         Mateus já estava há alguns dias na praia quando chegou Tiago. Pedro foi o último a chegar.

         Logo no primeiro Mateus e Tiago foram à praia, nadaram muito, mas Pedro não entrou no mar. Ele caminhou na beira da praia, conversou com alguns amigos e foi embora mais cedo que os outros dois amigos.

         No dia seguinte, os três combinaram de fazer uma trilha, bem cedinho. E no horário e local combinado, lá estavam os três amigos.

         O local da trilha era cheio de curvas, de altos e baixos... subiram morros e desceram o morros e a cada pedaço do caminho a vista parecia ficar mais bonita! Tiraram fotos, contaram histórias, foi um passeio muito animado.

         Ao chegarem ao local que era considerado o final da trilha, avistaram uma praia belíssima. A água era limpa, tinha árvores e sombra por perto. O local parecia ter saído de um filme, de tão bonito!

         - O último a chegar na água é um ovo podre – disse Mateus, e começou a correr. Se atirou na água e nadou, sem esperar pelos amigos.

         Tiago entrou na água em seguida, mas Pedro não saiu do lugar. Ficou parado, olhando o mar.

         - Vem, Pedro, a água está ótima!

         - Agora não!- disse Pedro. Tomem cuidado! – gritou ele antes de se afastar dos amigos para ir sentar à sombra.

         Os dois amigos insistiram, mas Pedro disse que não sabia nadar e que não estava com vontade de entrar na água. Os amigos convidaram mais algumas vezes, mas Pedro disse que não queria ir e acabou adormecendo embaixo de uma enorme árvore.

         Mateus e Tiago, vendo o amigo dormindo, combinaram fazer uma surpresa para Pedro. Afinal, já estava na hora de voltar e ele não tinha experimentado nadar naquela bela praia!

         Os dois amigos agarram Pedro pelos braços e pernas, enquanto ele gritava que não queria ir! Mateus e Tiago jogaram o amigo na água e logo uma onda derrubou Pedro. E ele demorou a aparecer de novo, se debatendo. O lugar não era muito fundo, ainda bem! Os dois amigos ajudaram Pedro a sair da água. Ele sentou na areia respirando acelerado e com cara de apavorado.

         - Eu disse que não sei nadar! – reclamou ele. Vocês não me ouviram?

         Mateus e Tiago tinham ouvido, mas não tinham prestado atenção ao que o amigo havia dito. Também não respeitaram o fato de que Pedro não queria entrar na água.

         O retorno pela trilha foi realizado em silêncio. O caminho pareceu muito mais longo na volta. Pedro não apareceu na praia nos dois dias seguintes. No terceiro dia, Mateus e Tiago foram até a casa de Pedro e pediram desculpas, prometendo nunca mais desrespeitar o amigo.

         Naquele verão, Pedro teve algumas lições de natação com Mateus e Tiago. Mas o mais importante foi que os três entenderam a importância de se respeitar o jeito de ser dos outros, seus gostos e preferências, e nunca obrigar alguém a fazer algo que não queira.


Claudia Schmidt

Fonte:https://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/estoria.htm#minha_cidade 

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Uma relação tóxica entre pais deixa sequelas em crianças.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/ass%C3%A9dio-moral-crian%C3%A7a-dedo-sugerir-3362025/

Quem quer que maltrate psicologicamente seu parceiro, que chantageia, deprecia, humilha e aniquila a auto-estima, também está exercendo um abuso indireto, mas hediondo, contra seus próprios filhos . Porque ser testemunha constante de um relacionamento tóxico transforma as menores em vítimas primárias , em tristes repositórios de um legado emocional marcado por sequelas, às vezes irreversíveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fórum Econômico Mundial (FEM), as doenças mentais já são as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo . Muitos deles, por mais curiosos que pareçam, têm origem em relações tóxicas ou abusivas e no impacto psicológico que têm sobre a pessoa. Por sua vez, indicadores como estresse pós-traumático, depressão, transtornos de ansiedade, dor crônica, asma e até mesmo diabetes são marcas silenciosas e persistentes desse tipo de vínculo disfuncional.
“Eu não consigo pensar em qualquer necessidade de infância tão forte quanto a necessidade de proteção dos pais”
-Sigmund Freud-
As instituições sociais e de saúde apontam a necessidade de “capacitar” as vítimas deste tipo de abuso físico ou psicológico no casal e não estigmatizá-las . Com “capacitar”, referem-se a fornecer a essas pessoas, homens ou mulheres, recursos adequados e estratégias de enfrentamento para se reavaliarem psicológica e emocionalmente, e serem reintegrados mais tarde a suas vidas normais.
No entanto, o que é frequentemente negligenciado, esquecido ou deixado de lado é a figura das crianças que, desde muito cedo, testemunharam dinâmicas tão nocivas, essas atmosferas tóxicas. Esses pequeninos internalizaram silenciosamente cada átomo, cada gesto, som, choro, palavra e cada lágrima derramada em suas mentes quentes e inocentes sem saber muito bem que impacto isso pode ter em suas vidas amanhã.
Porque não podemos esquecer que o círculo de violência é como um uróboro que morde a própria cauda e que perpetua repetidamente os mesmos fatos, a mesma dinâmica. Talvez, aquelas crianças que hoje testemunham um relacionamento tóxico amanhã sejam novas vítimas ou novos carrascos.

Testemunhar um relacionamento tóxico também nos torna vítimas

“Não, eu nunca levantei minha mão contra meus filhos ou contra meu parceiro . ” Esta é certamente uma reação infelizmente comum entre os agressores ou executores de que o abuso psicológico , onde nenhuma marca, onde nenhum socos evidenciando cada prejuízo sofrido cada violação e atos ilícitos realizados em privado e o microcosmo de uma casa.
No entanto, por mais curioso que pareça, o fato de não haver um golpe ou machucado óbvio torna a situação ainda mais complexa. Nestes casos, as vítimas, longe de verem esse comportamento como um abuso óbvio, tendem a se culpar.
Agora, essa culpa ou auto-projeção de responsabilidade não é apenas gestada na vítima, mas a própria criança, testemunha de cada dinâmica, também tende a experimentar o mesmo sentimento. Porque o pequenino é um companheiro de viagem naquele trem de dor, desse modo que leva todos ao mesmo destino.
Não podemos esquecer que, como explicou Piaget em sua teoria do desenvolvimento cognitivo da criança , entre 2 e 7 anos elas mantêm essa abordagem egocêntrica onde o mundo gira em torno de sua pessoa. Portanto, a criança sentirá que a dor do pai ou da mãe, como os gritos ou brigas, é o resultado de algo que ela própria deve ter causado de alguma forma.
Portanto, e isso é importante ter em mente, no coração de qualquer relacionamento tóxico onde há crianças, elas também são vítimas. Não importa que elas estejam atrás de uma porta e que não vejam nada, não importa que elas ainda não saibam andar, ler, pedalar uma bicicleta ou dizer o nome das constelações que aparecem à noite antes. As crianças sentem e escutam, as crianças interpretam o mundo à sua maneira e, portanto, poucas coisas podem ser mais devastadoras para a infância do que crescer em um ambiente cujo substrato emocional é tão patológico, tão devastador.

Sobrevivendo ao relacionamento abusivo de nossos pais

Às vezes, essa relação tóxica é encorajada pelos dois membros do casal. Há pessoas incapazes de construir um ambiente de estabilidade psíquica e emocional. São perfis caracterizados por aquelas oscilações onde carinho e agressividade, proximidade e chantagem criam um tecido altamente disfuncional para si, e especialmente para as crianças que moram com o casal.
Uma das melhores coisas que pode acontecer com você na vida é ter uma infância feliz”
-Agata Christie
Existem muitos tipos de relacionamentos abusivos, em muitas formas e em qualquer escala social. No entanto, as verdadeiras vítimas nesses labirintos afetivos são as crianças. Porque construir sua própria identidade em um contexto marcado por abuso muitas vezes faz com que o ponto de partida para o ciclo de violência seja recomeçado. Não podemos esquecer que as pessoas tendem a repetir os padrões psicológicos e comportamentais conhecidos.
Portanto, é comum que, longe de sobreviver à relação tóxica de nossos pais , nos tornemos – possivelmente – novas vítimas ou novos executores porque internalizamos essa mesma linguagem afetiva. Para amortecer esse impacto e o ciclo de abuso em si, precisamos, portanto, de mecanismos adequados. É necessário que as crianças que testemunharam essas dinâmicas recebam apoio social e terapêutico, juntamente com seus pais.
Porque se há algo que todos os pequenos merecem é a possibilidade de viver em um ambiente não violento. É ser capaz de fazer o bem por meio de uma educação baseada na coerência e no respeito e, acima de tudo, pela proximidade dos pais sábios nos afetos, habilidosos no amor.

Artigo escrito por Valeria Sabater e publicado no site https://lamenteesmaravillosa.com/relacion-toxica-padres-secuelas-hijos/
Fonte:https://www.pensarcontemporaneo.com/uma-relacao-toxica-entre-pais-deixa-sequelas/

domingo, 5 de agosto de 2018

O que nos conta o vento.


Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/veleiro-navio-mar-barco-oceano-312417/

O vento é tão alegre como uma criança. Já o viram correr, pelos campos, movendo o trigo, como as ondas do mar? É isto a dança do vento; mas ele não só dança, também canta. Vão ouvir como ele canta.
- Zum!... Zu!... Zê, ss... Ss... Ss!... - está ele dizendo.
Se não houvesse uns senhores muito graves, que usam chapéus que rodam pelas ruas, a vida na cidade seria para mim grande aborrecimento. Todas as distrações fugiram das cidades. Há cem anos não havia nada de que eu mais gostasse do que ir soprando pelas ruas abaixo. Mas, então, as ruas eram uma exposição de quadros divertidos, mais que lugares de comércio.
Todas as casas tinham sua vitrina ou tabuleta. Havia a vitrina do alfaiate, cheia de figurinos de várias cores, querendo mostrar que o alfaiate era capaz de transformar o homem mais esfarrapado num elegante senhor.
O barbeiro tinha por cima da porta um grande pau com uma navalha de madeira pendurada; peixes, chapéus, queijos, bolas, enfim, todas as coisas que se vendiam na cidade, eram representadas nas tabuletas; e quando eu as fazia oscilar e as punha a bater umas contra as outras, produziam um barulho ensurdecedor.
Que momentos tão alegres e divertidos passei eu numa noite em que me meti pelos mostradores! Tinha jurado que me havia de divertir.
O vento calou-se, dando em seguida um grito que estremeceu a casa.
- Oh! Como me lembro bem! - continuou ele a gritar pela varanda. - Era num dia em que os sapateiros se mudavam do antigo estabelecimento para o novo, levando consigo todas as tabuletas. Naqueles tempos, que já vão bem longe, os sapateiros eram ricos e poderosos e valia a pena ver a procissão que eles formavam. Havia um palhaço que abria a marcha, uma figura grotesca com a cara negra e uma roupa feita de retalhos. Todos riam. Hoje já não se divertem desta maneira. Atrás do palhaço ia a música, seguida dos homens que levavam os estandartes, e a grande bandeira de seda do grêmio dos sapateiros, enfeitada com uma grande bota preta. Subiu a um andaime, no qual tinha que fixar uma tabuleta, o sapateiro que presidia a associação e começou a discursar; mas o palhaço, que subiu atrás dele, fazia rir às gargalhadas o público, com os seus trejeitos. Eu quis também tomar parte na brincadeira e comecei a bater com as tabuletas umas nas outras e o orador desceu dizendo:
"Não é possível fazer-me ouvir por causa do vento, mas vamos fixar a tabuleta."
Mas eu havia resolvido - continuou o vento - que a tabuleta não se fixasse. Soprei até que o avental do sapateiro lhe tapasse os olhos; fiz cair a escada e levei-lhe o chapéu e a cabeleira. Por fim cansaram-se de lutar comigo e foram-se todos para a sua nova casa para celebrarem o banquete.
O vento deu um salto e prosseguiu:
- Eu estava naquele dia disposto a fazer mal. Tenho conseguido divertir-me com os sapateiros, andava pelas ruas tentando novas proezas. Comecei a tirar os tetos das casas velhas, mas ainda sentia vontade de fazer pior. Continuei a fazer cirandar tudo com muita habilidade. Quando a gente da cidade despertou, no dia seguinte, encontrou a tabuleta do Instituto Histórico num salão de bilhares e o Instituto tinha lá, em troca, a tabuleta arrancada de um asilo para crianças... Havia criadas e mamadeiras... Um peleiro tinha pintado na tabuleta uma raposa. Mudei a tabuleta para o outro lado da rua, para a casa de um conselheiro avarento, que pretendia passar por excelente pessoa. Toda a população se riu, sobretudo quando viu a tabuleta que eu tinha posto na casa de um juiz: era um pau com uma navalha de madeira. A mulher do juiz tinha o apelido de "A Navalha", por sua má língua.
Mas a partida mais original - continuou o vento com voz baixa - foi a que preguei a uma rica mulher que inventava grandes histórias contra os seus vizinhos. Pus na casa dela um letreiro que havia num solar abandonado e que dizia: "Aqui precisa-me de estrume."
Foram dias alegres - suspirou o vento - mas que já não voltam. Depois do que eu fiz nunca mais usaram aquelas tabuletas; por minha causa muitos se envergonharam do seu comportamento e muitos homens nem queriam ouvir falar de mim e nas minhas travessuras. O vento acabou de falar na varanda e, dando um grito muito agudo, foi-se embora.


Conto de Hans Christian Andersen.


Conversando sobre a historinha.


O vento como um fenômeno da Natureza. 


O que fazer para evitar os desastres naturais? - Não podem ser evitados, levar as crianças a pensar como o homem pode conviver em harmonia com a natureza.


Na nossa historinha, o nosso amigo vento de divertia fazendo suas travessuras? Por quê?


Mesmo que em alguns casos ele tivesse razão e quisesse se vingar dos homens, você acha essa atitude correta?  - Não fazer justiça por sua conta.

Deve ficar claro para a criança a diferença do vento como fenômeno natural e na nossa historinha o vento transformado em personagem que pensa e age inteligentemente para pregar peças nos humanos.


Você acha que o vento se arrependeu de suas travessuras? Por quê?


Atividade: 

Levar palavras edificantes com as letras recortadas. EX: Respeito, Educação, Boa vontade, amor ao próximo, e outras de acordo com o momento das crianças.

As palavras serão montadas e depois as crianças assopram imitando o vento para na sequência refazê-las novamente.

Na vida temos que ter persistência, seja pela ação do vento, do tempo, das dificuldades, muitas vezes teremos que reiniciar as tarefas com o mesmo amor dedicado na primeira vez, porque tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito.

                                        Imagem google


Atividade:


Ou você pode fazer os cataventos simples de papel como sempre fiz com as crianças e elas adoram brinquedos antigos. Vamos resgatar? Veja AQUI como fazer.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A PORTA.

Imagem google.


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava- os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam- se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia enfileirar- se em círculo e dizia- lhes, então:
"Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta, e por mim serem lá trancados".
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei, dirigiu- se ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga soldado!
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.
O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente...
E finalmente ele descobre surpreso que...
A porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE!
O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiam morrer a arriscar- se a abrir esta porta!

Para os maiores de 11 anos.

O medo – Vencendo o medo.
Você acha que por parecer assustadora, e mostrar gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue, significa que encontrariam a morte do outro lado da porta?

Qual situação representava um perigo concreto, a morte certa pelos arqueiros do Rei, ou enfrentar a porta que parecia tão assustadora, mas ninguém podia afirmar o que tinha do outro lado?
Na sua vida, você sabe distinguir os perigos reais dos imaginários?

Atividade: 

de acordo com o número de crianças, dividir em grupos onde serão discutidas as perguntas acima. Cada um poderá citar alguma experiência de sua vida, e todos sugerirão as soluções.
Ao final, o orientador deverá dirigir as respostas e juntos concluir como enfrentar as situações difíceis vencendo o medo e buscando novas maneiras de resolver os problemas.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Quando eu me sinto triste. Falando das emoções. Triste/Alegre.

Quando eu me sinto triste.


Fonte da imagem:

https://pixabay.com/pt/boneca-palha%C3%A7o-triste-banco-1636124/




Quando me sinto alegre.




Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/menina-m%C3%A3e-filha-pessoas-fam%C3%ADlia-2480361/


  1. 1. EMOÇÕES
  2. 2. TRISTE QUANDO ME SINTO
  3. 3. TRISTE FELIZ QUANDO ME SINTO

  4. 4. Quando estou triste sinto-me como se alguém tivesse tirado todas as cores às coisas que me rodeiam… Como se tudo fosse cinzento, triste, desolado
  5. 5. Quando estou triste, apetece-me chorar… e chorar…
  6. 6. …chorar tanto até fazer um rio!
  7. 7. Apetece-me ir para a cama e cobrir a cabeça com os cobertores… E ficar lá até a tristeza me passar.
  8. 8. Algumas coisas deixam-me mesmo muito triste: Quando ouço o pai e a mãe a discutirem…
  9. 9. Quando fico doente E não me sinto bem.
  10. 10. É natural sentirmo-nos tristes… Mas falar com alguém sobre a nossa tristeza pode fazer-nos bem. Partilhar os teus sentimentos pode fazer com que te sintas melhor
  11. 11. Quando me sinto triste, tento ser simpático e delicado comigo mesmo. Gosto de ficar num banho de espuma quentinho
  12. 12. Ou ouvir a minha música preferida
  13. 13. Por vezes basta-me estar com os amigos e com a família para me sentir melhor...mesmo que não me apeteça falar.
  14. 14. Mas o melhor de tudo é quando uma pessoa simpática me dá um grande abraço e diz: - Não te preocupes, tudo isso vai passar.
  15. 15. Quando me sinto feliz apetece-me PULAR de alegria.
  16. 16. Quando me sinto feliz, ando todo sorridente e tudo à minha volta parece especialmente maravilhoso…
  17. 17. Às vezes, rio tanto, tanto …que até me dói a barriga! Rir à gargalhada faz-me sentir tão bem!
  18. 18. São muitas as coisas que me fazem sentir feliz: Estar com os amigos…
  19. 19. Fazer bolachas com a avó…
  20. 20. Ou quando o meu pai me leva para acampar e nos sentamos perto da fogueira a comer. Costumamos falar e rir muito.
  21. 21. À noite, olhamos o céu cheio de estrelas… e tudo parece tão calmo.
  22. 22. Quando me sinto feliz tenho mais paciência e não me zango por causa de pequenos problemas…
  23. 23. e sinto-me mais simpático e amigo dos outros!
  24. 24. Quando me sinto feliz posso ajudar os outros, que se sentem tristes ou zangados, a sentirem-se melhor. Ajudar as outras pessoas a sentirem-se felizes, faz-me sentir mesmo muito bem!
  25. 25. A felicidade é um sentimento fantástico! Faz-me gostar de mim e sentir-me bem comigo mesmo. FIM

Na sequência dessa historinha, vem outra "Quando me sinto Zangado", para ver imagens, acesse o link: https://pt.slideshare.net/Alzira74/quando-eu-me-sinto-triste 


Atividades:

Escreva ou desenhe no livro na página à esquerda, o que te deixa triste, e na direita o que te deixa alegre:

Fonte da imagem: google


Outra atividade:

Reunir as crianças em dois grupos que vão criar em conjunto uma historinha em que um amigo está triste e o que fariam para ajudá-lo a ficar feliz. A historinha será ilustrada e com os balõezinhos de diálogo. Finalizada a tarefa, grampear as folhas como se fosse um gibi. Cada grupo apresenta para o outro, assim vão ver como podem ajudar os amigos.

quinta-feira, 8 de março de 2018

As moedas caídas do céu. Irmãos Grimm.

Imagem google.

Era uma vez uma pobre menina, cujos pais haviam morrido. Era tão pobre, que não tinha nem quarto para morar, nem caminha para dormir; nada mais possuía além da roupa do corpo e um pedacinho de pão, que uma pessoa caridosa lhe havia dado.
Contudo, era a menina muito boa e piedosa.
Como se achava completamente abandonada de todo o mundo, pôs-se a vaguear de cá e de lá pelos campos, confiando-se à guarda do bom Deus.
No caminho, encontrou um mendigo, que lhe disse; - Pelo amor de Deus, dá-me alguma coisa para comer! Estou com tanta fome!
A menina deu-lhe o pedaço de pão que tinha, dizendo-lho:
- Deus te ajude.
E continuou o caminho. Logo depois encontrou uma menina que chorava e disse-lhe:
- Tenho tanto frio na cabeça! Dá-me alguma coisa para cobrir-me.
Ela tirou, prontamente, o gorro e deu-lho.
Pouco mais adiante, encontrou outra menina que estava transida de frio e não tinha sequer um jalequinho para se agasalhar. Ela despiu o seu e entregou-lho. Finalmente, mais além, outra menina pediu-lhe a saia; ela imediatamente deu-lhe a sua.
Por fim, chegou a um bosque e já caía a noite; aproximou-se-lhe outra menina e lhe pediu a camisinha; a boa criatura pensou:
- E' já noite escura, ninguém me verá. Portanto, posso bem dar-lhe a minha camisa.
Despiu-a e entregou-lha.
Depois de ficar sem nada, sem um farrapo no corpo, ficou lá no bosque muito sozinha. Mas, no mesmo instante, as estreias do céu puseram-se a cair, e ela viu, com assombro, que eram lindas moedas reluzentes.
E, embora ela se tivesse despojado da sua camisinha, tinha uma completamente nova, de finíssima cambraia a cobrir-lhe o corpo. Então, apanhou e recolheu nela as lindas moedas e ficou rica para o resto da vida.


Irmãos Grimm

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A Evolução.

Imagem Google.

Dentro de um sonho tudo parece real...

Não podemos mensurar o valor de uma coisa, se a esta já se atribui um valor...
Naquele dia, um pouco antes do amanhecer artificial, ele percebeu que havia alguma coisa estranha, estranha por não ser capaz de compreender sozinho. Mas, tinha certeza, um algo mais estava presente no ambiente. Abriu a janela virtual do seu quarto e olhou para o lado de fora, e viu que a definição da imagem da rua não estava muito clara. As cores estavam um pouco esmaecidas, embaçadas, desfocadas e instáveis, e em alguns pontos quase opacas. Fechou a janela virtual e virtualmente sentou em sua cama, tentando pensar um pouco.
Como não conseguia pensar sozinho, resolveu acessar um banco de memórias remoto para ver se lá já existia alguma ideia pronta que servisse de base para o pensamento que não era capaz de elaborar por si só, naquele momento. Não era uma pesquisa simples, pois sequer sabia o que procurar. Mas, de fato, algo estranho estava acontecendo, pois não conseguia acessar o banco de memórias.
Por alguma razão desconhecida, o servidor estava fora do ar. Ficou desesperado, pois acabara de se dar conta de que era incapaz de pensar, que dependia completamente dos pensamentos que pegava emprestado da Central de Pensamentos. Percebeu naquela hora, que sua vida psicológica e emocional dependia inteiramente de um servidor, um computador remoto, de uma simples máquina, que sequer sabia onde estava.
Olhou à sua volta, no ambiente virtual onde se encontrava, e percebeu que o cenário construído de acordo com suas preferências, começara e se diluir, dando espaço para que um cenário padrão ficasse em seu lugar. Aquilo era um sinal claro de que alguma anomalia estava acontecendo no Centro de Controle de Mentes. Viu que o amanhecer artificial mostrava-se instável, mais parecendo uma tarde, um indício claro de que todo sistema passava por problemas.
Acomodou-se melhor em sua cama virtual, tentando pensar em alguma coisa sozinho. Mas era dependente demais, jamais pensara sozinho antes, não sabia como fazer, não sabia como pensar. Naqueles tempos, era mais prático e comum, pegar um pensamento já pronto, existiam tantos, até se podia escolher.
Na escola, todos recebiam links com os endereços dos pensamentos que poderiam usar nas diversas situações do dia a dia, e desse modo, era só copiar e colar, não precisava pensar, nem desligar a máquina de simulação de mundo virtual que já recebiam como implantes em seus cérebros, desde o nascimento.
Lembrou de um dia quando a bateria que mantinha o mundo virtual permanentemente ligado, deu pane. Felizmente fora um problema passageiro, que não durou mais que alguns segundos, mas a visão de realidade que tivera foi horrível. Viu-se de repente num imenso recinto fechado, sem janelas, com uma aparência horrível, que não conseguia compreender, e viu também dezenas de outros iguais a ele, na mesma situação. Mas, como o sistema voltou a funcionar logo, como num piscar de olhos, tudo aparentemente, não passara de um breve sonho, ou pesadelo para ser mais preciso.
Mas agora, o servidor do mundo virtual onde vivia, estava com problemas operacionais, e um novo modelo de mundo estava se sobrepondo ao modelo onde já estava acostumado a viver. Se no outro, sempre acordava com um dia ensolarado, de uma natureza viçosa e exuberante, no novo, no alternativo, este iniciava com uma tarde chuvosa, com ruas alagadas e ventos frios. E havia outro problema: Ele não sabia pensar, e assim não tinha a menor ideia do que fazer numa situação daquela natureza.
Nesse momento ele escutou uma voz conhecida, era do gerenciador do sistema operacional, e dizia: “Atenção à todos os conectados, o sistema nesse momento, apresenta instabilidade temporária, e enquanto realizamos os ajustes necessários, todos viverão durante algumas horas, num mundo virtual alternativo. Logo, um Avatar, um Orientador ou Guru virtual, se apresentará para guiá-los nesse novo mundo, e esperamos voltar ao normal em algumas horas, ou dias...”.
O seu quarto com janela para um jardim florido à beira mar, logo fora substituído por uma paisagem melancólica, um entardecer nublado, com pouca luz, o que indicava que o sistema procurava com isso economizar energia. Correu para a cozinha e lá encontrou uma simples mesa com torradas de pão amanhecido e chá frio sem açúcar, um cenário muito diferente da exuberante variedade de outros dias, onde quase não existia espaço para tamanha diversidade de alimentos frescos.
Sua Mente virtual de última geração, com banda ultra-larga de recepção, fora substituída por um modelo simples, com baixa resolução gráfica e conexão discada sem filtro para eliminar ruídos. O padrão para demonstrar desespero ele ainda lembrava claramente, por isso não precisou acessar o banco de pensamentos para simular tal sentimento. Se ao menos soubesse pensar poderia encontrar uma solução alternativa menos traumática, mas, seu cérebro se recusava a fazer isso, estava atrofiado, fossilizado demais por falta de uso.
Gritou pela sua mãe virtual e esta não respondia. Dirigiu-se ao seu quarto e a porta estava trancada por dentro. Bateu na porta virtual e nem o som do toque na madeira conseguia escutar.
Escreveu num pedaço de papel virtual a frase: “Mãe, você está ai?”, e colocou por baixo da porta. Mas como a conexão estava lenta a espera parecia uma eternidade. Por fim ela respondeu, foi uma resposta automática, um simples “Positivo!”, uma resposta pré-gravada. “A coisa parece muito séria”, concluiu desolado.
O que fazer diante de tal caso? E se o sistema perdesse a identidade virtual de cada um dos conectados, ele deixaria de existir, perderia seus amigos virtuais, seu emprego virtual, sua vida pessoal virtual, sua família. Percebeu que já se sentia diferente. Isso estava acontecendo porque, certamente, devido ao problema, o sistema trocara sua personalidade original em 3D com gráficos, sons e sensibilidade de ultima geração, por uma mais simples.
Era um modelo alternativo, uma mente ainda primitiva, sem imagens em alta definição, que insistia em querer rezar e fazer promessas, do tipo pagar penitências, dar oferendas aos santos, caso o problema fosse solucionado.
Então tudo apagou, e apenas uma música ambiente se podia ouvir, e no fundo escuro do seu quarto virtual, podia enxergar um pequeno ponto verde piscando alternadamente. Depois viu uma mensagem luminosa no mesmo ponto: “Aguarde, sistema operacional sendo reinicializado...”.
É tudo de que lembra, além da sensação de que esquecera alguma coisa, pois ao acordar, estava diante do seu quarto habitual, com janela de frente para a praia, foi quando sua mãe virtual entrou e lhe perguntou: “Você também sentiu alguma coisa estranha há pouco tempo atrás?”.

Moral da História:

A realidade é apenas um sonho lúcido de longa duração...

Autor: Alberto J. Grimm

Fonte:http://sitededicas.ne10.uol.com.br/conto_reflexivo_a_evolucao.htm