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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A terra e a minhoca. Leia poesia para suas crianças. A importância da minhoca.

Imagem google.



poema de Ruth Salles

Onde anda ela?
Pela terra.
Ela anda em ondas
e abre alas
entre os muros duros
sob o solo;
e os escuros muros
torna novos,
moles e macios
para a lavra.
Filtra finos rios
onde cava;
úmidos respiros
para as plantas.
Longos labirintos
ela trança,
onde a vida escorre,
que renova.
Como come o solo!
E ele logo
ao solo reverte
bem diverso.
Nasce de seu rastro?
Terra fértil.
A terra e a minhoca:
fina troca.

Para Colorir:
Após colorir, escrever no balãozinho o que a minhoca está falando sobre seu trabalho importante na terra.


Imagem google.

O que você acha que a minhoca está falando? Você sabe onde a minhoca vive e o que ela gosta de fazer?

Historinha com explicações sobre a importância do trabalho das minhocas.
Era uma vez uma menina que plantou várias sementinhas em um canteiro cheio de terra. Passaram-se alguns dias e nenhuma sementinha germinou. A menina se perguntou “O que será que falta para que as minhas sementes nasçam?” O pai da menina, vendo aquilo, foi até o canteiro verificar o que realmente estava faltando e viu que naquele canteiro não havia minhocas!
Mas o que são as minhocas, e por que elas são tão importantes?

As minhocas são animais invertebradosde corpo cilíndrico e alongado formado por vários anéis.
A minhoca é muito importante para o solo, por vários fatores. Em primeiro lugar, ela é detritívoraou seja, alimenta-se de restos orgânicos de vegetais e animais. Por ter esse tipo de alimentação, ela elimina em suas fezes restos alimentares que sofrem a ação de bactérias decompositoras. Essas bactérias, ao agirem sobre esses restos alimentares, produzem um material chamado de húmus.
O húmus é muito importante para o crescimento das plantas, pois contém nitrogênio, fósforo e potássionutrientes necessários para a planta crescer e se desenvolver.Além de produzir o húmus necessário para o crescimento das plantas, as minhocas, ao se movimentarem embaixo da terra, vão fazendo túneis, que favorecem a ventilação das raízes das plantas e a penetração da água das chuvas, o que colabora para a melhor absorção de água pelas raízes.
As minhocas podem viver em torno de 16 anos, reproduzindo-se muito rapidamente. Calcula-se que cada minhoca põe em torno de 15 milhões de ovos em toda a sua vida. Muita coisa, não?
Os solos que possuem grande quantidade de minhocas são considerados solos muito férteis, onde tudo o que se planta, nasce.
Mas e as sementinhas da menina, nasceram?
Como o pai da menina olhou no canteiro e viu que não havia minhocas, ele colheu algumas minhocas em outro local e as colocou no canteiro onde a menina havia plantado as sementinhas.
Depois de alguns dias, regando sempre, a menina observou que as plantinhas começaram a germinar. E, após algumas semanas, olha como o canteiro da menina ficou...



Paula Louredo
Graduada em Biologia
Fonte: https://escolakids.uol.com.br/minhocas.htm

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

História de uma semente. - CUIDADOS COM A NATUREZA, ECOLOGIA




Era só uma semente, um grão verde embalado tipo para presente.
Por fora não se nota o mundo que lá dentro mora.
Sol, água e chão e assim a vida surge de dentro de um grão.
Agora é broto, amanhã cresce e floresce, depois dá frutos e amadurece.
Nos da o ar para respirar, os frutos para nos alimentar.
Sombra fresca para que possamos contemplar toda natureza.
A generosa árvore ainda nos dá mais grãos para semear.
Ah natureza como és sabia, só nos basta nos conscientizar.

Fonte: blog da amiga Coruja Garatuja


Tema: cuidados com a natureza, ecologia.

Atividades sobre ecologia, clique AQUI

terça-feira, 30 de maio de 2017

O último pedido da minhoca.

Imagem do google.

Em um solo seco e arenoso, surgiu um buraquinho. Neste solo raramente chovia e nada nascia, saiu do buraquinho uma minhoca fraquinha que mal conseguia rastejar.
Naquele solo não havia vegetação, e para viver quase não tinha condição. Com muito esforço, a minhoca percorria persistente atrás de um novo chão.
O lugar mais seguro para uma minhoca é em baixo da terra, do lado de fora existem perigos de montão. Mas isso não desmotivava a pequena minhoca que parecia frágil, mais tinha muita determinação em procurar um novo chão.
Do solo seco de onde a minhoca saiu, todos os vizinhos repetiam sempre a mesma coisa:
- Não seja atrevida, aqui você é minhoca, mas lá fora é comida!
Imagina! A minhoca só procurava uma vida mais tranquila, e no solo seco ela mal sobrevivia. O que há de mal buscar uma nova vida?! Apesar dos riscos, agora do lado de fora ela vivia! Muitas vezes a gente precisa pensar diferente e seguir em frente, para ser feliz, para ficar contente!
Conforme a minhoca se rastejava, um mundo em sua frente se formava e ela ia aprendendo sobre tudo o que encontrava. Fez amizade com vários animais diferentes e que levará para sempre em seu coração. Aprendeu sobre cada estação e viu como a vegetação se transformava. O mundo do lado de fora parecia um espetáculo, uma linda apresentação.
Até que no seu caminho surgiu um passarinho, e a minhoca sabia o que aconteceria, e deu seu último suspiro.
Foi pega pelo passarinho que subiu no alto de um coqueiro. De bico pronto para se alimentar, a esperançosa minhoca tentou conversar:
- Passarinho, deixe-me fazer um último pedido!
O passarinho, mesmo assustado colocou a minhoca de lado:
- Que minhoca mais atrevida, perca a esperança, será comida!
Sem perder tempo, a minhoca fez seu pedido:
- Saí de um solo seco e sem vida, quase sem rastejar, vi de tudo no mundo aqui fora. Fiz minha escolha e não tenho do que reclamar. Mas havia algo que eu nunca tinha visto: como é lindo o mundo visto do bico de um passarinho. Peço que voe comigo por um instante, será meu ultimo pedido.
O passarinho geralmente fica mal humorado quando está esfomeado, mas com um pedido tão nobre, seu coração foi tocado. Com delicadeza ajeitou a minhoca em seu bico e partiu sem rumo.

O que parecia o fim, como foi ao sair daquele buraquinho do solo seco, era mais uma vez um começo. E uma linda amizade se fez.

Fonte: http://www.corujagaratuja.com.br/2017/01/historia-infantil-o-ultimo-pedido-da.html 

sábado, 15 de abril de 2017

A MARGARIDA FRIORENTA.

Fonte: Google

 Era uma vez uma margarida em um jardim.
 Quando ficou de noite a margarida começou a tremer.
Fonte: Google


 Ai passou a Borboleta Azul.
 A borboleta parou de voar.
 - Por que você esta tremendo?
 - Frio!
 - Oh! E horrível ficar com frio! E logo em uma noite tão escura!
 A Margarida deu uma espiada na noite.
 E se encolheu nas suas folhas. A Borboleta teve uma ideia:
 - Espere um pouco! E voou para o quarto de Ana Maria.
 -Psiu, acorde!
 - Ah? E você, Borboleta? Como vai?
 - Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
 - O que e que ela tem?
 - Frio, coitada!
 - Então já sei o remédio. E trazer a Margarida para o meu quarto.
 - Vou trazer já.



A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
 - Você leva esse vaso para o quarto da Ana Maria?
 Moleque era muito inteligente e levou o vaso muito bem.
 Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito para Moleque.
 A Margarida ficou na mesa de cabeceira.
 Ana Maria se deitou. Mas ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo.
 - Que e isso?
 - Frio!
 - Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho para você.
 Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum. E vestiu o casaquinho na Margarida.
 - Agora, você esta bem. Durma e sonhe com os anjos. Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. A Margarida continuou a tremer.
 Ana Maria acordou com o barulhinho.
 - Outra vez? Então já sei. Vou arranjar um a casa para você!
 E Ana Maria arranjou uma casa para Margarida. Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
Era a Margarida tremendo.
 Então Ana Maria descobriu tudo.
 Foi lá e deu um beijo na Margarida.
 A Margarida parou de tremer. E dormiram muito bem a noite toda.
 No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
 Sabe Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não!
 E a Borboleta respondeu:
 - Ah! Entendi!


 Autoria: Fernanda Lopes de Almeida.  

Fonte: http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/3_0382.pdf

Temas: Solidariedade, Carinho, afeto, amor à natureza e aos animais.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Sapo Lava o Pé.


Será que sapo não lava o pé mesmo?!

Lá no lago um sapo chamado Caco, resolveu desmistificar um boato antigo e para isso usou muita criatividade, arte e união! 



                     O Sapo Lava o Pé

Já se ouvia há muito tempo um boato que sapo não lava o pé, que tem frieira e até chulé. Lá no lago tem muito sapo que de tão bravo fica inchado com tal boato, sem contar na girinada que fica na beira d’água só escutando piada de toda a bicharada.
Neste lago mora um sapo cujo nome é Caco, que ficou injuriado com tal boato, também ficou inchado, mas não ficou parado, teve uma ideia para reverter à situação, ensinou para girinada uma nova canção que ensaiaram por dias para fazer uma apresentação.
 
Em noite enluarada a bicharada já se ajeitava na beira d’água para contemplar o luar, isso já era tradição! Mas dessa vez tiveram uma grande surpresa: a noite enluarada veio acompanhada de uma bela coachada, que cantava essa canção:

O sapo lava o pé
Lava porque ele quer
Pula no lago
Sai de pé molhado
O sapo não tem chulé!

Quanta emoção! A bicharada ficou animada, deram salvas de palmas e até pediram perdão.

Não se melindre não! Com bom senso podemos reverter qualquer situação, sem precisar de discussão e ainda promover formas de união como foi esta linda apresentação!

Texto do blog da amiga Coruja Garatuja vale a pena conhecer, grande qualidade.

Atividades:





sábado, 30 de julho de 2016

O Riacho.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/ribeiro-prado-ermo-angra-lago-1031675/

Um riacho da montanha, esquecendo-se de que devia sua água à chuva e a pequenos córregos, resolveu crescer até ficar do tamanho de um rio.
Pôs-se então a atirar-se violentamente de encontro às suas margens, arrancando terra e pedras a fim de alargar seu leito.
Mas quando a chuva acabou a água diminuiu. O pobre riacho viu-se preso entre as pedras que arrancara de suas margens e foi forçado a, com grande esforço, encontrar outro caminho para descer até o vale.

Moral: 

Quem tudo quer tudo perde.

Leonardo da Vinci.


Trabalhando o texto.

Explicar que riacho nada mais é que um pequeno rio. 
Como o rio ele depende das chuvas para manter o seu tamanho e sua saúde.
Para aprender a cuidar das águas clique http://www.smartkids.com.br/trabalho/ecologia

Perguntas:

Porque o riacho não era feliz?

Você não acha que ele já estava em um lugar muito bonito junto à natureza?

O que ele queria ser?

Será que ele agiu corretamente?

Assim somos nós. Cada um de nós tem o corpo perfeito para sua evolução, devendo então cuidar do seu corpo sem desejar ser diferente, pois na natureza, tudo tem seu valor assim como na humanidade, cada um é importante do jeito que é, devendo valorizar o que tem para poder lutar por um mundo melhor.

domingo, 17 de julho de 2016

O Sol e a Lua. Historinha para trabalhar ecologia.

Nunca ninguém diria, quando o Sol e a Lua se conheceram, que seria um caso de amor à primeira vista. Mas a verdade é que assim foi.
Ainda o mundo não era mundo e já os dois trocavam olhares de enlevo, já os dois se iluminavam como candeias acesas na escuridão do universo.
Quando, de uma enorme explosão cósmica, a Terra surgiu, logo o Sol e a Lua decidiram velar por aquele pedaço de matéria, que não era mais do que uma massa disforme e sem vida.
O Sol encarregou-se de tratar dos solos. E não tardou que altas montanhas se erguessem, que árvores frondosas enfeitassem os vales e que planícies infindáveis se fizessem perder no olhar.
Depois nasceram as pedras e sempre soube o Sol colocá-las no local preciso: ora no cimo dos montes escarpados, ora dispersas, salpicando o solo fértil das terras planas, até se tornarem areia fina, escondida sob os leitos silenciosos dos rios.
À Lua coube a tarefa de criar as águas. Águas profundas que dividiram grandes pedaços da Terra e águas mais serenas que desciam das montanhas e se alongavam pelas planícies.
Tudo perfeito. Mas acharam, o Sol e a Lua, que alguma coisa faltava naquele mundo à medida. E como sempre se haviam entendido, a novas tarefas se propuseram.
Assim surgiram animais de toda a espécie: grandes, pequenos, uns mais dóceis, outros mais atrevidos, uns que caminhavam pelo chão, outros que se aventuravam pelos ares e ainda outros que só habitavam o reino das águas.
Agora, sim. Todos viviam em harmonia: o mundo do Sol e o mundo da Lua. E eles continuavam cada vez mais enamorados.
O Sol aquecia a Terra e dava-lhe a vida. A Lua embalava-a e dava-lhe sonhos repousantes e noites lindas, tão claras que até pareciam dia.
Mas ― todas as histórias têm um senão ― certa altura em que Sol e Lua andavam entretidos nas suas tarefas, vislumbraram, bem lá no meio de uma planície, uma espécie de animal que não se lembravam de ter colocado onde quer que fosse.
Não voava, não nadava, nem andava de quatro patas. Pelo contrário, erguia-se como o pescoço de uma girafa e parecia querer ser o rei dos animais.
Decidiram vigiá-lo, não fosse ele perturbar o encanto daquele mundo.
Vigiaram dia e noite, noite e dia, sem interferir. E, ao longo dos séculos, no correr dos milénios, não gostaram do que viram.
―Então que faz ele às árvores que eu ergui? ― interrogava-se o Sol.
―E que faz ele das águas que eu pus a correr? ― indignava-se a Lua.
De comum acordo combinaram assustá-lo. Mandaram fortes raios de luz sobre a Terra, mas o animal protegeu-se em quantas sombras havia.
Mandaram trombas de água infindáveis, mas ele fechou-se no seu covil e de lá não saiu enquanto os rios não voltaram ao normal.
E tudo o que Sol e Lua puderam fazer não foi suficiente para parar aquela espécie, que ainda hoje habita um planeta chamado Terra e de quem diz ser seu legítimo dono.
Vocês já ouviram falar dele?
Pois nunca esse bichinho reparou no trabalho do Sol, nem no labor da Lua. Nem em quanto eles são apaixonados um pelo outro. Nem em quanto eles querem bem a esse planeta perdido na imensidão do Universo.
E é por tudo isto que vos contei, acreditem, que a Lua tem aquele ar sempre tão triste, quando, nas noites em que está cheia, ela nos olha sempre como num queixume.
E é também por causa disso que o Sol por vezes se esconde atrás de nuvens sombrias: vai buscar conforto à Lua e lembrar-lhe, sim, que nunca é demais lembrar, o quanto ele é apaixonado por ela.

Livro: Histórias Que Acabam Aqui.

Texto: Teresa Lopes

Ilustrações: Sara Costa - Domínio Público.

Tema: Ecologia, a ação do homem sobre a natureza.

Explicar que o homem não é dono do planetinha, que recebemos de Deus a oportunidade de usarmos suas riquezas com muito cuidado e respeito à natureza que é tão generosa nos fornecendo frutos e tudo o que precisamos para viver, mas sem abusar nem destruindo o que não nos pertence. Perguntar como é o mundo em que queremos viver.
Através do diálogo concluir que temos que cuidar do planeta para as novas gerações poderem dele usufruir também.

Levar imagens de destruição e depois solicitar que façam um desenho do mundo onde eles querem viver.




domingo, 19 de junho de 2016

A Gralha Azul. Folclore brasileiro.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=65814&picture=grua-azul-em-santuario

Ave das regiões serranas, à gralha azul atribui-se a expansão das florestas de araucária, a qual, semeada pelo pássaro, estendeu-se por boa parte da região sul. O pássaro planta o pinhão depois de tirar-lhe a cabeça, pois ela apodrece o fruto, e planta-o com a parte mais fina para cima, facilitando a brotação.
A lenda da gralha azul conta sobre um caçador que, após matar uma destas aves, desmaia quando o estilhaço da pólvora volta para seu rosto e tem um sonho ou visão em que a gralha aparece, contando o que faz e fazendo-o pensar que, pela lei, o caçador é impedido de matar seu semelhante, mas a gralha azul, que cuida da propagação da floresta de pinheiros, é morta sem qualquer piedade.


Fonte: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ea000874.pdf

Tema: 

proteção aos animais, ecologia, cuidados com a natureza. 

Para pintar:

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/p%C3%A1ssaro-gralhas-corvo-voar-147267/

sábado, 7 de maio de 2016

O esquilo ambicioso.

Fonte da imagem: http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=89000&picture=esquilo

Certa vez um esquilo encontrou um buraco existente no tronco de uma árvore grande e forte.
Era o abrigo ideal para o pequeno esquilo viver. Muito satisfeito da vida, mudou-se para lá.
A árvore passou a protegê-lo do vento, da chuva, do frio e dos animais selvagens, que sempre representavam um perigo.       
Contente, o esquilo passou a pensar em arrumar sua casa. Como a considerasse muito pequena, desejou aumentá-la.
Com seus dentes fortes e afiados, começou a roer as paredes para aumentar sua casa. Sonhava em ter uma família e precisaria de espaço para a esposa e os filhinhos que viriam.
Assim, ele aumentou o buraco fazendo mais um quarto, uma sala onde pudessem comer e um depósito para guardar as nozes que encontrasse. O inverno costumava ser rigoroso e era preciso armazenar o alimento de modo a não passarem fome.
O esquilo arrumou sua casa com muito amor, enfeitando e limpando para esperar a chegada da família.
Como não estava satisfeito com o que tinha, desejando sempre mais, foi aumentando a casa e fazendo novos cômodos.
Os outros moradores da árvore, passarinhos, insetos e pequenos animais, reclamaram:
— Esquilo, você está destruindo a nossa casa! A nossa amiga árvore está ficando fraca.
Ao que ele retrucava, indiferente:
— Vocês estão enganados. A árvore é forte e tem raízes robustas.
Certo dia, já no início do inverno, ele tinha saído para arrumar comida e demorou algumas horas. Ao voltar, teve uma grande surpresa. Olhou de longe para admirar a sua linda casa e estranhou:
— Onde está a minha casa, a árvore frondosa e amiga?...
Assustado, não podia acreditar no que seus olhos viam: A árvore, que era tão forte, tão firme, estava caída no chão!
Como desabara daquele jeito?
Tentando encontrar a razão daquele desastre, o esquilo chegou mais perto para ver o que havia acontecido, e notou que ele, sem perceber, havia-lhe roído as raízes, fazendo com que elas perdessem a força, com o imenso buraco que se fizera dentro do tronco da árvore.
O esquilo percebeu então, tarde demais, que ele próprio havia sido o responsável pela queda da árvore. Que, na sua ambição desmedida, havia destruído as condições da moradia que o Senhor concedera, não apenas a ele, mas também a todos os outros seres que a habitavam.
Bastaria que se tivesse contentado com o pouco que lhe tinha sido dado, para que ele pudesse ali viver longos anos em paz e segurança. Contudo, o desejo de ter sempre mais, fizera com que destruísse seu lar e o lar dos passarinhos, dos pequenos animais e dos insetos que ali viviam.
Agora, decepcionado e triste, o esquilo lamentava o erro que cometera. Estavam no início do inverno e era preciso procurar outro abrigo, se não quisesse ficar ao relento e exposto às intempéries.
Porém, ele tinha confiança em Deus. Sabia que, como havia encontrado aquele buraco, encontraria outro. Era preciso não desanimar e aprender com os próprios erros.
Então, humildemente, ele dirigiu-se aos companheiros de infortúnio que ali estavam, tristes, e lhes disse:
— Peço-lhes perdão. Cometi um grande erro e agora todos nós estamos sem um lar. Mas, não podemos desanimar. Prometo-lhes que encontraremos uma outra árvore para morar. Confiem em Deus!
As aves, os animaizinhos e os insetos ficaram mais animados, sentindo uma nova esperança brotar em seus corações.
E o esquilo, daquele dia em diante, nunca mais cometeria o mesmo erro, aceitando e adaptando-se às condições de vida que Deus lhe oferecesse.

Célia Xavier Camargo


Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita.

Moral da história: 

A ambição em demasia prejudica não só a o ambicioso como muitas vezes a natureza e toda a sociedade. 

Falar sobre os desmatamentos sem critério, pessoas que acumulam riquezas sem usar enquanto tantos não tem nem o que comer.

Temas: ambição demais não é legal, cuidados com a natureza, ecologia, empatia com os outros.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Linda e emocionante animação sobre texto de Saramago.

Linda e emocionante animação sobre texto de Saramago.



Uma animação bem curtinha e bonita. Podemos trabalhar os temas: ecologia, amor aos animais e cuidados com a  natureza. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

A verdadeira história de Mogli o menino lobo.


Quem é Mogli?

Mogli é um personagem fictício criado em 1894, pelo escritor britânico/indiano Joseph Rudyard Kipling. Joseph nasceu em Mumbai na Índia, época em que a região era controlada pela Companhia Britânica das Índias Orientais.
O nome verdadeiro do personagem principal dessa história não é Mogli e sim Mowgli, que significa sapo na linguagem criada pelo autor.

Influências.

O tema abordado na época, já não era novidade, pois já existia um conto semelhante ao de Mogli, o conto de Rômulo e Remo, a história em que os gêmeos bebês foram criados por lobos que posteriormente fundariam a Antiga Roma.
Com a fama, o conto foi escrito por outros autores e inclusive a Disney não ficou de fora, pois em 1967, um filme baseado na história foi lançada pelo estúdio.
Pouco tempo depois, outra história ganhou fama com a relação entre homem e animal: A história de Tarzan.
Além de tudo, a história de Mogli é muito utilizada como referência às leis da sobrevivência dos escoteiros.

A verdadeira história de Mogli.


Certo dia, um guarda florestal encontrou um jovem talentoso em uma floresta na área central da Índia. Como o jovem, possuía algumas habilidades extraordinárias de caça e rastreamento, o guarda convidou Mowgli a se juntar no serviço florestal. A origem da suas habilidades, está atrelado em sua criação, pois o protagonista, teria sido criado por uma matilha de lobos.
Mowgli perdeu seus pais, após a um ataque de um tigre, quando ele ainda era um bebê. Incrivelmente, o bebê sobreviveu e foi encontrado e adotado pelos lobos. O bebê, teria sido batizado de Mowgli, que significa "SAPO", por ser pelado, não possuidor de uma camada de pelos, como os lobos.
O bebê cresce junto com seus irmãos lobos e aprende a caçar e outras habilidades que um humano normal, jamais conseguiria aprender. Além do mais, ele tinha uma capacidade única entre os lobos, a capacidade de retirar todos os espinhos do corpo facilmente de seus companheiros.
Com o passar do tempo, Mowgli encontrou uma aldeia de humanos e se deparou com um casal que teria perdido seu filho pelo mesmo tigre que teria matado os pais de Mowgli. O casal então,  resolve adotar o menino lobo.
O tigre que tirou a vida dos pais do garoto, ainda o persegue, ciente da situação, Mowgli bola uma emboscada para o tigre. O tigre cai em um barranco e é morto pisoteado por uma manada de búfalos. Após sua morte, sua pele é arrancada pelo menino lobo. Enquanto esfolava o tigre, um caçador avistou a cena e incita os moradores de uma aldeia a persegui-lo. Para piorar a situação, o caçador ainda captura os pais adotivos de Mowgli, enfurecido, ele envia búfalos e elefantes para a aldeia dos caçadores.
Por fim, Mowgli reencontra seus pais adotivos e decide aceitar a sua verdadeira natureza de um ser humano, passando a viver com eles.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

FESTA NO GALINHEIRO. Tema: Responsabilidade.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=6001&picture=pascoa

Vejam só que gritaria vem vindo lá do terreiro! Que estará acontecendo, com as aves do galinheiro.
Seu Peru todo orgulhoso, passeia de cauda erguida ao lado de mestre galo, muito contente da vida.
Dona galinha D'angola numa grande animação com as aves do galinheiro, ensaia sua canção.
- Qui qui ri qui qui qui . . . ! Cisca pra lá cisca pra aqui!
- Piu piu piu piu piu piu . . . Você sabe, você viu!
- Co coró co có . . . a galinha carijó!
- Que queré qué qué . . . qué qué . . . !
É o galinho garnizé!
- Tô fraco, tô fraco, tô fraco, Tô fraco, tô fraco, tô fraco . . . !
Entretanto mais ao longe, tristinha desanimada, olhem só a dona Galinha, chocando a sua ninhada!
- Ai, ai, ai . . . mas que tristeza, estou presa nesse palheiro! Eu tanto queria ir a baile do galinheiro.
- A festa vai ser tão linda! Mas o que é que eu vou fazer, meus pintinhos preguiçosos demoram tanto a nascer! No entanto tenho uma ideia, quem sabe aqui na floresta, alguém fique em meu lugar, só enquanto eu vou a festa. 
E assim dona Galinha tranquilamente esperou, até que alguém, junto ao ninho alegre se aproximou: 
- Vamos patinhos, vamos ligeiro, dançar na festa do galinheiro.
- Bom dia dona Galinha! Como vai sua ninhada! 
- Muito bem, senhora Pata, mas eu estou muito cansada. Vou lhe pedir um favor:
- Quer sentar-se no meu ninho e chocar minha ninhada, enquanto eu saio um pouquinho?
- Chocar sua ninhada, sentar-me nos seus ovinhos e enquanto eu estiver aí, quem cuida dos meus patinhos!
E saiu toda zangada, levando a sua ninhada!
E assim pouco depois: 
- Vamos gansinhos, vamos devagar, cabeças para baixo, rabinhos para o ar.
- Bom dia dona Galinha, como vai sua ninhada?
 - Muito bem comadre gansa. Mas eu estou muito cansada. Vou lhe pedir um favor:
- Quer sentar-se no meu ninho e chocar minha ninhada, enquanto eu saio um pouquinho?
- Chocar a sua ninhada, sentar-me nos seus ovinhos e enquanto eu estiver aí, quem cuida dos meus gansinhos!
E saiu pelo caminho, abanando o seu rabinho. 
- Ai . . .ai . . . ai . . . mas que tristeza, eu já não posso aguentar. Sabem que mais? Vou a festa. Eu também quero brincar. Pego um punhado de palha, deixo o ninho bem coberto e vou para o galinheiro pra ver o baile de perto.
E assim, mas que tristeza. Vejam só meus amiguinhos, dona Galinha saiu, abandonando os ovinhos.
E dançou a noite inteira, cantou, brincou a valer e só lembrou-se do ninho, quando viu amanhecer.
- Ó céus, como já é tarde, vem chegando a madrugada, preciso voltar depressa, para chocar minha ninhada.
E assim ela voltou correndo, sem dar um pio. Mas quando chegou em casa, achou o ninho vazio. Só havia sobre a palha, as cascas do seus ovinhos. Entretanto, onde estariam os seus queridos pintinhos!
- Ai . . . .ai . . . ai . . . . que fui fazer, porque eu deixei a ninhada!
Dizia dona Galinha, chorando desesperada!
- Quem sabe aquela malvada, a raposa da floresta, papou meus lindos pintinhos,enquanto eu estava na festa.
Já estava desanimando, tinha o coração partido, quando ouviu sair do ninho, um piado conhecido.
- Será que estarei sonhando? Preciso encontrar ligeiro! Há qualquer coisa mexendo lá no fundo do palheiro!
- Ó senhor, que maravilha, será?
- Sim são eles, que alegria, são eles que estão aqui! 
- Um, dois, tres, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez pintinhos, estavam todos lá no fundo, do palheiro escondidinhos.
- E feliz, dona Galinha disse, cheia de carinho:
- Nunca mais em minha vida, abandonarei o ninho!
- Durmam crianças, que mamãe já está em casa!
- Escondam-se quietinhos, embaixo da minha asa!
- Durmam tranquilos o seu soninho que mamãe nunca mais abandonará o ninho.


Tema:  Responsabilidade.

Perguntas:

1-    A dona galinha agiu corretamente abandonando o ninho para ir à festa?

2-    Qual o risco que corria ao deixar a ninhada desprotegida?

3-    Você tem responsabilidades?  Quais? Costuma cumprir com as suas?



4-    O que pode acontecer quando a gente deixa de cumprir um dever?


Escreva as tuas responsabilidades em casa e na escola e como você faz para cumprir com todas. Ex: Ter horários para estudar, dormir, tomar banho, escovar os dentes, ficar no computador. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Arca de Noé. Poesia de Vinicius de Moraes.

Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca
Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terra
Para plantar minhas vinhas!"
E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança.
Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigas
De fora a cabeça botam.
Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
Vai! Não vai! Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pelo
Pela terra prometida.
"Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
"Também sou filho de Deus!"
Um protesta; e o tigre — "Não!"
Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista
Na serra o arco-íris se esvai . . .
E . . .  desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos


Na terra repovoada.

Vinícius De Moraes.

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