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terça-feira, 9 de abril de 2019
terça-feira, 12 de março de 2019
Mãos Aventureiras : Ernest e Celestine perderam Simão - Historinha em Libras.
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terça-feira, 5 de março de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Primeiro desenho animado totalmente em Libras é lançado no Youtube
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
O pequeno Príncipe Preto.
Fonte: https://www.facebook.com/livronasceumdesejo/photos/rpp.1577801382444357/2736357019922115/?type=3&theater
sábado, 8 de setembro de 2018
Tucumim, o indiozinho.
Tucumim era um pequeno índio muito estimado em toda a floresta. Gostava de correr, brincar com os animais, pescar. Caçar só quando estava com muita fome, pois evitava provocar sofrimento em outros seres da Criação.
Alimentava-se geralmente de raízes, ervas ou frutos silvestres que colhia no meio do mato.
Amava o sol, a lua, o vento, a chuva e, principalmente, as outras criaturas. Quando encontrava um animalzinho ferido, não descansava enquanto não o visse curado.
Certa vez, voltando de um passeio pela floresta, Tucumim viu um passarinho preso numa arapuca, com a asinha quebrada. Retirou a ave da arapuca e colocou uma pequena tala, que amarrou com fibra vegetal, para imobilizar a asa. Em poucos dias a avezinha, já curada, partiu, agradecendo ao amigo com lindos trinados pela alegria de poder voar novamente.
Nesse mesmo dia, andando à procura de raízes comestíveis, Tucumim topou com um coelhinho, seu amigo, que estava numa armadilha com a pata machucada. O indiozinho colocou sobre o ferimento uma pasta feita com ervas, conforme lhe ensinara seu avô, e, em pouco tempo, o coelhinho saiu pulando. Antes de internar-se na floresta, ele se virou como a dizer:
— Obrigado, Tucumim. Você é um amigão!
Na manhã seguinte, quando foi pescar, Tucumim ouviu gemidos de dor. Era uma oncinha caída num buraco preparado como armadilha e que, na queda, tinha se machucado. Incansável, Tucumim fez um curativo na ferida e logo a oncinha corria feliz pela floresta, muito agradecida pela ajuda.
Tucumim, porém, estava preocupado.
Quem estaria colocando aquelas armadilhas na floresta e tirando a paz de seus habitantes? Sentiu medo.
Seu avô sempre dissera que ele deveria ter muito cuidado com o homem branco, que era mau e matava sem piedade, pelo prazer de matar.
Por isso, Tucumim tinha muito medo dos homens brancos.
Na verdade, nunca tinha visto um homem branco. Imaginava-os gigantescos e de fisionomia terrível e assustadora.
Assim, ao encontrar pegadas diferentes no chão, concluiu que só poderiam ser de homem branco, e ficou apavorado.
Contou na aldeia o que estava acontecendo e todos os índios ficaram assustados também. Resolveram sair e procurar essa criatura malvada que estava colocando em pânico os moradores da mata.
Procuraram... procuraram... procuraram...
Estavam cansados de andar quando ouviram uma voz que gritava:
— Socorro! Socorro! Tirem-me daqui!...
Seguindo o som da voz, chegaram até a beira de um grande buraco, no fundo do qual um homem gemia de dor.
Apesar de assustados, de arco e flechas em punho, os índios gritavam satisfeitos:
— Nós o apanhamos! Nós o apanhamos! Vamos acabar com ele!
Porém, Tucumim, que possuía um coração bondoso e sensível, ao ver aquela criatura gemendo de dor, condoído pensou:
“Mas ele não tem a aparência terrível e assustadora que eu imaginava. É igualzinho a nós. Só a roupa é diferente.”
Virando-se para seus irmãos de raça, falou:
— Não podemos matá-lo. Não percebem que ele é uma criatura como nós, que sofre e chora? Vamos, ajudem-me a tirá-lo do buraco. Está ferido e precisando de ajuda.
Com o auxílio de um cipó, os índios retiraram o caçador com todo o cuidado, colocando-o sobre a relva, à sombra de uma árvore.
Emocionado, o caçador não parava de agradecer:
— Se não fossem vocês, provavelmente eu morreria dentro daquele buraco. Não sei como lhes agradecer. Percebo agora o mal que fiz colocando todas aquelas armadilhas na floresta. Acabei caindo numa delas e agradeço a Deus por vocês terem me salvado. Como posso retribuir o bem que me fizeram?
Tucumim, porta-voz de toda a tribo, respondeu:
— É fácil. Não coloque mais armadilhas na floresta. Deixe os animais em paz.
O caçador, envergonhado, concordou:
— Nunca mais farei isso, prometo. Agora sei que tive o que merecia. Cada um é responsável por tudo o que faz, e eu mereci essa lição. Perdoem-me. Quero que sejamos amigos.
Percebendo a sinceridade do homem, os índios estenderam-lhe as mãos em sinal de amizade e depois o levaram para a taba.
Nesse dia prepararam uma grande festa para comemorar o acontecimento.
Afinal, todos somos irmãos!
Alimentava-se geralmente de raízes, ervas ou frutos silvestres que colhia no meio do mato.
Amava o sol, a lua, o vento, a chuva e, principalmente, as outras criaturas. Quando encontrava um animalzinho ferido, não descansava enquanto não o visse curado.
Certa vez, voltando de um passeio pela floresta, Tucumim viu um passarinho preso numa arapuca, com a asinha quebrada. Retirou a ave da arapuca e colocou uma pequena tala, que amarrou com fibra vegetal, para imobilizar a asa. Em poucos dias a avezinha, já curada, partiu, agradecendo ao amigo com lindos trinados pela alegria de poder voar novamente.
Nesse mesmo dia, andando à procura de raízes comestíveis, Tucumim topou com um coelhinho, seu amigo, que estava numa armadilha com a pata machucada. O indiozinho colocou sobre o ferimento uma pasta feita com ervas, conforme lhe ensinara seu avô, e, em pouco tempo, o coelhinho saiu pulando. Antes de internar-se na floresta, ele se virou como a dizer:
— Obrigado, Tucumim. Você é um amigão!
Na manhã seguinte, quando foi pescar, Tucumim ouviu gemidos de dor. Era uma oncinha caída num buraco preparado como armadilha e que, na queda, tinha se machucado. Incansável, Tucumim fez um curativo na ferida e logo a oncinha corria feliz pela floresta, muito agradecida pela ajuda.
Tucumim, porém, estava preocupado.
Quem estaria colocando aquelas armadilhas na floresta e tirando a paz de seus habitantes? Sentiu medo.
Seu avô sempre dissera que ele deveria ter muito cuidado com o homem branco, que era mau e matava sem piedade, pelo prazer de matar.
Por isso, Tucumim tinha muito medo dos homens brancos.
Na verdade, nunca tinha visto um homem branco. Imaginava-os gigantescos e de fisionomia terrível e assustadora.
Assim, ao encontrar pegadas diferentes no chão, concluiu que só poderiam ser de homem branco, e ficou apavorado.
Contou na aldeia o que estava acontecendo e todos os índios ficaram assustados também. Resolveram sair e procurar essa criatura malvada que estava colocando em pânico os moradores da mata.
Procuraram... procuraram... procuraram...
Estavam cansados de andar quando ouviram uma voz que gritava:
— Socorro! Socorro! Tirem-me daqui!...
Seguindo o som da voz, chegaram até a beira de um grande buraco, no fundo do qual um homem gemia de dor.
Apesar de assustados, de arco e flechas em punho, os índios gritavam satisfeitos:
— Nós o apanhamos! Nós o apanhamos! Vamos acabar com ele!
Porém, Tucumim, que possuía um coração bondoso e sensível, ao ver aquela criatura gemendo de dor, condoído pensou:
“Mas ele não tem a aparência terrível e assustadora que eu imaginava. É igualzinho a nós. Só a roupa é diferente.”
Virando-se para seus irmãos de raça, falou:
— Não podemos matá-lo. Não percebem que ele é uma criatura como nós, que sofre e chora? Vamos, ajudem-me a tirá-lo do buraco. Está ferido e precisando de ajuda.
Com o auxílio de um cipó, os índios retiraram o caçador com todo o cuidado, colocando-o sobre a relva, à sombra de uma árvore.
Emocionado, o caçador não parava de agradecer:
— Se não fossem vocês, provavelmente eu morreria dentro daquele buraco. Não sei como lhes agradecer. Percebo agora o mal que fiz colocando todas aquelas armadilhas na floresta. Acabei caindo numa delas e agradeço a Deus por vocês terem me salvado. Como posso retribuir o bem que me fizeram?
Tucumim, porta-voz de toda a tribo, respondeu:
— É fácil. Não coloque mais armadilhas na floresta. Deixe os animais em paz.
O caçador, envergonhado, concordou:
— Nunca mais farei isso, prometo. Agora sei que tive o que merecia. Cada um é responsável por tudo o que faz, e eu mereci essa lição. Perdoem-me. Quero que sejamos amigos.
Percebendo a sinceridade do homem, os índios estenderam-lhe as mãos em sinal de amizade e depois o levaram para a taba.
Nesse dia prepararam uma grande festa para comemorar o acontecimento.
Afinal, todos somos irmãos!
Tia Célia
Célia Xavier Camargo
Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita
Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita
Atividades:
Para pintar:
Outra atividade:
Fazer índio com as mãos das crianças.
Fonte: https://www.mundodastribos.com/dia-do-indio-na-educacao-infantil.html
O Dia do Índio não pode passar em branco na educação infantil, pois é desde cedo que as pessoas devem aprender a respeitar os índios, que habitavam esse país muito antes de nós.
Tema: Educação. respeito aos semelhantes e a todos os seres da natureza, ajudar a quem precisa,
domingo, 26 de agosto de 2018
Três amigos na praia. Respeito ao próximo, amizade.
Fonte da imagem google.
Pedro, Tiago e Mateus eram amigos
inseparáveis. Eram da mesma turma da escola, e ficaram muito felizes quando
descobriram que iriam passar as férias na mesma praia.
Mateus já estava há alguns dias na
praia quando chegou Tiago. Pedro foi o último a chegar.
Logo no primeiro Mateus e Tiago foram
à praia, nadaram muito, mas Pedro não entrou no mar. Ele caminhou na beira da
praia, conversou com alguns amigos e foi embora mais cedo que os outros dois
amigos.
No dia seguinte, os três combinaram de
fazer uma trilha, bem cedinho. E no horário e local combinado, lá estavam os
três amigos.
O local da trilha era cheio de curvas,
de altos e baixos... subiram morros e desceram o morros e a cada pedaço do
caminho a vista parecia ficar mais bonita! Tiraram fotos, contaram histórias,
foi um passeio muito animado.
Ao chegarem ao local que era
considerado o final da trilha, avistaram uma praia belíssima. A água era limpa,
tinha árvores e sombra por perto. O local parecia ter saído de um filme, de tão
bonito!
- O último a chegar na água é um ovo
podre – disse Mateus, e começou a correr. Se atirou na água e nadou, sem
esperar pelos amigos.
Tiago entrou na água em seguida, mas
Pedro não saiu do lugar. Ficou parado, olhando o mar.
- Vem, Pedro, a água está ótima!
- Agora não!- disse Pedro. Tomem
cuidado! – gritou ele antes de se afastar dos amigos para ir sentar à sombra.
Os dois amigos insistiram, mas Pedro disse que não sabia nadar e que não estava com vontade de entrar na água.
Os amigos convidaram mais algumas vezes, mas Pedro disse que não queria ir e
acabou adormecendo embaixo de uma enorme árvore.
Mateus e Tiago, vendo o amigo dormindo,
combinaram fazer uma surpresa para Pedro. Afinal, já estava na hora de voltar e
ele não tinha experimentado nadar naquela bela praia!
Os dois amigos agarram Pedro pelos
braços e pernas, enquanto ele gritava que não queria ir! Mateus e Tiago jogaram
o amigo na água e logo uma onda derrubou Pedro. E ele demorou a aparecer de
novo, se debatendo. O lugar não era muito fundo, ainda bem! Os dois amigos
ajudaram Pedro a sair da água. Ele sentou na areia respirando acelerado e com
cara de apavorado.
- Eu disse que não sei nadar! –
reclamou ele. Vocês não me ouviram?
Mateus e Tiago tinham ouvido, mas não
tinham prestado atenção ao que o amigo havia dito. Também não respeitaram o
fato de que Pedro não queria entrar na água.
O retorno pela trilha foi realizado em
silêncio. O caminho pareceu muito mais longo na volta. Pedro não apareceu na
praia nos dois dias seguintes. No terceiro dia, Mateus e Tiago foram até a casa
de Pedro e pediram desculpas, prometendo nunca mais desrespeitar o amigo.
Naquele verão, Pedro teve algumas
lições de natação com Mateus e Tiago. Mas o mais importante foi que os três
entenderam a importância de se respeitar o jeito de ser dos outros, seus gostos
e preferências, e nunca obrigar alguém a fazer algo que não queira.
Claudia
Schmidt
Fonte:https://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/estoria.htm#minha_cidade
domingo, 22 de julho de 2018
Uma Joaninha Diferente - Inclusão
Imagem google.
Era uma vez uma joaninha que nasceu sem bolinhas... Por isso ela era diferente. As outras joaninhas não lhe ligavam nenhuma. Cada uma com as suas bolinhas, passavam a vida a dizer que ela não era uma joaninha. A joaninha ficava triste, pensando nas bolinhas e no que poderia fazer… Comprar uma capa de bolinhas? Ou, quem sabe, ir-se embora para longe, muito longe dali? Ela pensava e pensava… Sabia que não seriam as bolinhas que iriam dizer se ela era uma joaninha verdadeira ou não. Mas as outras joaninhas não pensavam assim. Então ela resolveu não dar mais importância ao que as outras joaninhas pensavam e continuou a sua vida de joaninha sem bolinhas… Até que um dia, as joaninhas reunidas resolveram expulsar do jardim aquela que para elas não era uma joaninha! Sabendo que era uma autêntica joaninha, mesmo sem bolinhas, teve uma ideia… Contou tudo ao besouro preto, que é parente distante das joaninhas. Decidiram ir a casa do pássaro pintor e contaram-lhe o que estava a acontecer. O pássaro pintor, então, teve uma ideia. Pintou tão bem o besouro, que ele ficou a parecer uma joaninha verdadeira… E lá foram os dois para o jardim: a joaninha sem bolinhas e o besouro disfarçado. No jardim, ninguém percebeu a diferença. E com festa receberam a nova joaninha. A joaninha sem bolinhas, que a tudo assistia de cima de uma folha, pediu um minuto de atenção e, limpando a pintura que disfarçava o besouro preto, perguntou: - Afinal… quem é a verdadeira joaninha?
- Tema: Inclusão
- Fonte: https://pt.slideshare.net/bethinhapm/slides-joaninhadiferente?next_slideshow=1
Para colorir:
Pinte a nossa amiguinha sem as bolinhas e a outra com as bolinhas.
Para refletir: somos todos diferentes uns dos outros, e cada um de nós deve ser amado e aceito assim como é.
Então, vamos respeitar as diferenças e entender que o importante não é ser alto ou baixo, gordinho ou magro, ter cabelos lisos ou crespos, o que realmente importa para Deus é o amor que temos e como ajudamos os outros sendo solidários e amigos em todas as horas.
domingo, 25 de março de 2018
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Os dois Alforjes (La Fontaine).
Imagem google.
Um dia
Júpiter convocou os animais para comparecerem diante dele, a fim de que,
comparando-se uns com os outros, cada animal reconhecesse o próprio defeito ou
a própria limitação. Assim, Júpiter poderia corrigir as imperfeições.
E os
animais, um a um elogiavam a si próprios, gabavam-se de suas qualidades e só
relatavam os defeitos alheios. O macaco, ao ser questionado se estava feliz com
seu aspecto, respondeu:
— Mas claro
que sim! Cabeça, tronco e membros, eu os tenho perfeitos. Em mim, praticamente,
não acho defeitos. É pena que nem todo mundo seja assim... — Os ursos, por
exemplo, que deselegante!
O urso veio
em seguida, mas não se queixou de seu aspecto físico, até se gabou de seu
porte. Fez críticas aos elefantes: orelhas demasiadamente grandes; caudas
insignificantes. Animais grandalhões, sem graça e sem beleza.
Já o
elefante pensa o oposto e se acha encantador; porém, a natureza exagerou, para
o seu gosto, quanto à gordura da baleia.
A formiga,
ao falar da larva, franze o rosto:
— Que
pequenez mais triste e feia!
Moral da história:
Assim são os
homens. É como se lhes tivessem colocado dois alforjes: no peito, o alforje com
os males alheios, e nas costas, o alforje com os próprios males.
De tal modo
que são cegos quanto aos próprios defeitos, mas enxergam com nitidez os
defeitos dos outros.
La Fontaine.
Analisando a fábula: através de perguntas, levar à conclusão:
Um dos problemas dos homens, consiste em ver o mal dos outros, antes de ver o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço?
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
domingo, 2 de outubro de 2016
A boneca e o crocodilo.
Era uma vez
um menino que morava numa casa muito grande. Ele tinha uma irmã que colecionava
bonecas chamada Desígnia. Essa coleção enfeitava uma prateleira enorme no
quarto que os dois dividiam. Certo dia o menino descobriu na prateleira algo
singular - um brinquedo simples, feito de tecido – boneca de pano. Não era
bonita como as belas companhias que tinha na prateleira, que traziam cabelos
bem cuidados, peles de porcelana e vestidos de luxo. Era uma bonequinha bastante
pequena, engraçadinha e resistente. Sem maiores atrativos. E por esse motivo
destoava completamente no ambiente.
Por um a
razão que me é desconhecida, inesperada e repentinamente esse menino se
apaixonou pela boneca. A irmã, que observava os acontecimentos da vida do
irmão, permitiu certo dia, que ele cuidasse da pequena de pano.
Nos
primeiros tempos se dedicava constantemente à boneca, que de maneira mágica,
percebia nascer emoções humanas em seu coração. Por vezes o menino pensou se
poderia estar equivocado ao ver alterações no semblante do brinquedo. Ao
encostar o ouvido no peito do objeto de seu divertimento, podia escutar, bem
baixinho, o pulsar de um coração.
Secretamente,
a boneca sempre soube da existência do cérebro, que possibilitava o entendimento
do mundo. Mas a conexão cérebro – coração nunca existiu.
Muitos
verões chegaram e se foram e um dia ela percebeu que só restaram invernos em
sua vida. O tempo cuidou de estragar o tecido e emaranhar os cabelos. O menino,
aos poucos, perdeu o encanto por aquele brinquedo, relegando a ele um canto
escuro na prateleira – para não sentir a culpa daqueles que jogam fora um
objeto que teve serventia num passado remoto.
Esse foi o
momento exato no qual o inverno se instalou no coração da pequena - definitivamente.
Nessa ocasião, principiou-se um rompimento de um remendo que não era – até
então - perceptível. E de dentro daquela ‘descostura’ saiu um coração, que
ficou preso apenas por um fio dourado. Coração de pano, muito delicado e
pequeno, ainda morno e pulsando lentamente.
A boneca,
que durante muitas estações conseguia ver cores e sentir os cheiros e texturas
do mundo, passou a perceber apenas gradações de negro e cinza. Deixou de ser
portadora das sensações humanas que teimavam animá-la.
O menino,
assustado, escondeu ainda mais o artefato, o banindo para uma caixa escura para
que ninguém soubesse daquele segredo. Desde esse dia nunca mais houveram
notícias dele, que simplesmente desapareceu.
Numa noite
inesperada, enquanto a boneca, através da janela, via as estrelas e não as
sentia, dois pontos luminosos apareceram na floreira. Após muitos anos sem
emoções, se apavorou e teve medo. O medo do perigo do sentir.
Nos dias subsequentes
as luzes misteriosas reapareceram e por um instante ela ouviu um sussurrar
musical que se confundia com o vento frio que viajava mundo afora. Eram acordes
semelhantes àqueles das caixinhas de música antigas.
Se
arrastando como pode, pulou da caixa e tentou ver o que acontecia, mas a
imobilidade imposta há tanto tempo não permitiu. Estatelada no chão, sentindo
solidão e tristeza, ela derramou suas lágrimas. Chorou a dor do mundo e o
coração voltou a bater gradualmente, respeitando o ritmo natural da vida.
Intimidada,
decidiu esperar. Enquanto aguardava percebeu que as cores, aos poucos,
voltaram. Reconhecia novamente o desejo, que há muito havia se perdido, de
pensar e elaborar emocionalmente.
Após alguns
meses apreciando aquela música, já habituada àquela rotina que havia
enfraquecido a dor da solidão, sua vida mudou. Imprevistamente e com apenas um
pulo, adentrou no quarto um crocodilo enorme, verde e marrom com mandíbulas
imensas. Tinha aproximadamente 1,80m da ponta do rabo até a cabeça.
A boneca
nunca havia sentido tanto medo na vida, até que percebeu, como por encanto, o
objeto trazido pelo réptil – a caixinha de música que havia preenchido de
esperança cada noite em seu coração.
Relembrou as
inúmeras vezes em que foi rechaçada por ser apenas uma boneca de pano e decidiu
que deveria ser gentil com aquele animal um tanto assustador. Percebeu, ao
olhar mais atentamente, que era um tanto desengonçado – principalmente nas
tentativas frustradas de acostumar suas patas ao carpete espesso do quarto.
Compreendendo o sobressalto nos olhos da boneca, começou a dançar
desordenadamente pelo cômodo. Ela começou a rir gostosamente. O crocodilo,
surpreso com as reações observadas no semblante da pequena de pano, dançou ainda
mais. Os dois sorriram. Nunca houve sorriso mais verdadeiro que aquele.
Quando a
música terminou contou toda sua história. Morava num pântano não muito longe
dali. Nadava trinta minutos e caminhava por mais trinta até chegar àquela casa.
E era muito difícil para um animal daquele tamanho caminhar!
Tinha uma
família enorme – crocodilo sempre mora junto. Mas o lodo que cobria o pântano e
os ajudavam a viver, tornou-se rançoso e escasso e ele fugia, uma vez por
semana, para o mundo que circundava sua habitação.
Segundo o
animal, havia uma senhora crocodila que tinha muitos anos – tantos que ninguém
sabia ao certo a data de nascimento dela. Era muito respeitada e sua palavra
era lei. Considerada a detentora da sabedoria, sempre alertava os descendentes
da impossibilidade de viver longe do pântano por mais de quatro horas. Essa
crença privava toda a família de um conhecimento externo, mas os mantinha
unidos. Explicou que crocodilo que fica fora do pântano tem o couro ressecado e
morre aos poucos. Portanto, ele precisava voltar para casa depressa, para não
desidratar.
A boneca
entendeu a lei máxima que regia a vida do pobre crocodilo e se satisfez com as
poucas horas semanais que eram apenas dos dois.
Aquelas
noites foram memoráveis. Eles dançaram, comeram, tomaram suco de melão, se
abraçaram e o crocodilo conseguia fazer a boneca rir cada vez mais e renascer.
Discutiam juntos os problemas dos crocodilos e das bonecas.
Ela contou a
ele sua história. Que não tinha família. Da perda do coração. Das tristezas.
Ele prometeu a ela que nunca mais sentiria solidão.
O crocodilo
era muito discreto e já havia percebido o fio dourado que segurava o coração da
pequena. Tinha medo que parasse de bater, pois ele crescia a cada dia.
Resolveu
pedir para fazer uma costura – cirurgia simples. Arrumaria carinhosamente o
coração e o fio dentro do peito e coseria o remendo. A boneca não sentiu medo
algum, confiava nele. No encontro seguinte, com uma linha quase invisível e
pontos delicados, o crocodilo consertou sua menina.
Sim, ela era
dele, pensava. E ao mesmo tempo, não era.
Os pontos
foram cicatrizando e a menina a cada dia ganhava cores e vida. Fascinado, o
crocodilo dispensava a ela todo o tempo que podia e muitas vezes chegou ao
pântano num horário limite, à beira da morte por desidratação.
Como podia
um artefato viver com um animal? No pântano ela não podia viver, pois a família
do jacaré a expulsaria de lá, certamente. E ele não poderia viver longe do lodo
que hidratava seu couro.
Mas os dois
não sabiam, dentro de sua limitação, que havia lodo fora do pântano e aceitação
dentro de um cômodo.
No começo,
pensava o crocodilo, era movido apenas pela curiosidade – queria inteirar-se da
história daquela bonequinha rota que estava fora do lugar. Era gasta. Comparada
às bonecas da estante do outro lado do quarto, era feia. Mas agora, tornara-se
indispensável à vida dele. Ela havia ensinado a ele que as patas servem para
fazer carinho e que os tecidos rotos podem se reconstituir através das palavras
que modificam a percepção da vida. E ele ensinou a ela o valor do otimismo e da
fé.
Quando
estavam juntos, as horas eram preenchidas pela harmonia. Misteriosamente, a
boneca começou a criar e ficou mais bela que todas as outras, pois tinha vida
quase humana.
Como podia
um humano viver com um animal?
Os verões
passaram e um dia o inverno tornou-se insuportável novamente. O crocodilo
decidiu que não podia ter duas vidas. Resolveu estabelecer sua vida no lodo do
pântano.
Deliberadamente,
esperava a boneca adormecer e retirava um ponto por vez daquele remendo.
Acreditava que se o coração fosse extraído ela poderia novamente voltar à caixa
e viver artefatamente insensível.
Mas o
crocodilo não sabia que pontos quase cicatrizados doem mais que os recentes. A
cada tesourada retirava não apenas parte da linha, mas matava a boneca e a
fazia sofrer imensamente. A pequena suportava as dores sem pestanejar. Não
mexia um músculo sequer. E fingia não perceber o que acontecia. Chorava as
dores copiosamente quando o crocodilo a abandonava.
Quando a dor
ficou insuportável, a boneca, num ato de coragem, arrancou o coração com as
próprias mãos e o plantou na floreira que enfeitava a janela do quarto. Nessa
época, o crocodilo havia espaçado suas visitas e resolveu que iria morrer no
pântano. Não sabia ao certo porque fazia aquilo, apesar de perceber que o
sentido da vida se esvaía. Não conseguia mudar aquele hábito. Condenou-se a uma
vida apenas. Uma vida de crocodilo eterno.
A boneca
voltou a ser um artefato usado, mas seu cérebro não parou de funcionar. Foi
condenada a pensar e trabalhar sem sentir emoção alguma. Seus olhos perderam
todo o viço. Dedicou seus dias à escrita das lembranças de sua vida dentro
daquele quarto.
Após plantar
seu coração, algo mágico aconteceu - ele se desfaz em raízes e uma esperança em
forma de folha verde brotou daquela terra ressequida. Era verão. E ela entendeu
– mas não pode sentir - que os verões também podiam ser cruéis.
Aquela
folhinha transformou-se numa planta que se espalhou por toda a casa, cobrindo
muros, as janelas e portas. A escuridão habitava aquela moradia e a boneca não
se importava mais. Como um autômato, escrevia e escrevia sem parar.
Não
suportando a separação, o crocodilo resolveu visitar a boneca e se deparou com
aquele emaranhado verde que obstruía as entradas da casa. Oculto pela vegetação
deu cordas na caixinha de música e a melodia ecoou pela barreira verde, mas não
obteve penetração alguma.
Naquela
ocasião o réptil chorou todas as suas lágrimas. A boneca, ao longe, podia ouvir
- mas não sentia. O cérebro trabalhava compulsivamente e só restaram histórias
em páginas amarelecidas pelo tempo.
O crocodilo
todas as noites visitava aquele local para derramar suas lágrimas de
arrependimento, sem ao menos saber que o coração de sua amada, desfeito em
raízes, nunca poderia ser recomposto.
Dizem que na
primeira primavera brotaram flores vermelhas e douradas. Resultado dos
sentimentos bons que a boneca havia plantado esperançosamente, durante anos, em
seu coração. Mas ao simples toque essas flores se desfaziam.
Dizem também
que o crocodilo tentou, em vão, colher essas flores que proporcionavam a ele
átimos de segundo de sentimentos de amor, antes de sumirem.
Essa
história chegou até nós por concessão da irmã do menino desaparecido. Desígnia,
num dia de outono, autorizou a queda de algumas folhas. Um forte vento soprou
dentro daquele mausoléu desabitado e por um pequenino vão deixado pelas folhas
caídas, uma das páginas escritas pela boneca foi levada diretamente às patas do
crocodilo, que semanalmente visitava aquele santuário.
O que havia
naquela página? A história dos dois.
Fernanda
Macahiba.
Fonte: http://contosencantar.blogspot.com.br/2012/01/boneca-e-o-crocodilo.html
domingo, 4 de setembro de 2016
quinta-feira, 26 de maio de 2016
De criança diferente a adulto consciente.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=75218&picture=handprints-coloridos
Nasci e
quando comecei a crescer, mamãe descobriu que havia algo diferente em mim. Os
sons iam ficando cada vez mais distante e os médicos diziam que um dia eu não
poderia mais ouvir o canto dos pássaros, o latido do cachorro, a música e nem
mesmo a voz da mamãe.
Fui
crescendo como toda criança e um dia minha mãe me ensinou que eu era diferente
de outras crianças porque não podia ouvir sons iguais a elas.
Acho que
fiquei triste porque ela me pegou pela mão e me falou: “Quando Deus criou as
pessoas desejou que cada uma nascesse com uma característica diferente da
outra, é isso que faz com que elas sejam únicas e assim Ele as reconheceria
facilmente”.
Ela me disse
ainda: “Algumas pessoas não podem ver o mundo e são chamadas de cegas ou
deficientes visuais, outras não podem andar e são conhecidas como deficientes
físicas. Você não pode ouvir e por isso quando alguém a chamar de “surda” ou
“deficiente auditiva” não estará desejando-lhe mal, apenas tratando-a por sua
característica única”.
Meu papai
não acreditava que eu era diferente e meu irmão sempre achou que eu era
especial para ele, por isso me levava com ele para todos os lugares aonde ia e
me apresentava a todos os seus amigos.
Cresci
acreditando que poderia fazer tudo o que meu coração desejasse fazer, pois se
não conseguisse era apenas por não ter habilidades para aquilo, sabia bem que
ser surda não era desculpa para desistir dos meus ideais.
A escola era
meu lugar preferido, os livros, as revistas. Mamãe me ensinou a ler e escrever quando
tinha apenas cinco anos e todos ficavam admirados com minha fluência para ler e
escrever.
Fiquei muito
triste quando virei adolescente porque começaram a me achar diferente e não me
convidavam mais para fazer parte da turma. Não me deixavam participar dos
grupos de trabalho. Minha mãe disse que quando somos crianças temos um coisa
chamada inocência que não nos deixa enxergar as diferenças, para as crianças
todas as pessoas são iguais, elas não veem diferenças. Ela me falou que quando
começamos a ficar grandes temos dificuldades em aceitar algumas pessoas, mas
que eu era perfeita, pois Deus me criou assim então eu deveria me amar como eu
era, que se eu gostasse de mim mesma, todos também gostariam.
Superei
aquela fase, mas por onde passei as pessoas que me conheceram diziam que eu
servia de inspiração para suas vidas, pois estava sempre feliz e sorridente e
que eu sempre desafiava as dificuldades.
Quando
cheguei à faculdade minha mãe foi estudar junto comigo. Ela sempre falou que
foi para me ajudar, mas que eu a ajudei mais do que ela a mim. Ela dizia para
as pessoas que eu lhe mostrei que mesmo que pensarmos que somos velhos demais
para fazer alguma coisa, devemos tentar, pois não há limites de idade para
vivermos.
A profissão
que escolhi foi a Pedagogia. Eu queria poder ensinar crianças para mostrar a
elas desde pequenas que elas deveriam acreditar que poderiam fazer qualquer
coisa desde que desejassem muito isso e que as diferenças não são defeitos ou
problemas, mas um jeito novo de realizar as coisas.
Já participei
de muitas atividades, viajei, conheci pessoas, lugares… Continuo estudando,
faço parte de uma ONG que cuida de crianças com diferenças sociais extremas,
faço parte de uma igreja que me aceita como sou e me da oportunidades de
cantar, falar e viver como todos os outros ali.
Meu pai
entendeu o meu jeito de viver e investiu em mim. Meu irmão continua me amando e
me admirando, ele fala que sempre busca inspiração em mim quando acha que as
coisas estão difíceis. Minha mãe diz que ele tanto me amou que encontrou uma
namorada que tem muitas das minhas características.
Eu nasci e
quando comecei a crescer descobri que ser diferente é ser uma pessoa contente.
E você? Como
usa suas diferenças?
Fonte: http://www.historias-infantis.com/de-crianca-diferente-a-adulto-consciente/
sábado, 14 de maio de 2016
O diamante.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=119122&picture=prata-radha-krishna-idol
O Hindu
chegou aos arredores de certa aldeia e aí se sentou para dormir debaixo de uma
árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem
fôlego:
-Aquela
pedra! Eu quero aquela pedra.
-Mas que
pedra? Pergunta-lhe o Hindu.
-Ontem à noite,
eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da
cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito
grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o
Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo: - Provavelmente é
desta que ele lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás;
podes levá-la! E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.
O homem
olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto
no mundo.
Pegou, pois,
o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado
para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver
novamente o Hindu e o despertou dizendo:
-Eu quero
que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão
grande assim tão facilmente!
Anthony de
Mello, S.J., 1982, Lonavia, Índia O canto do pássaro, Edição Loyola, São Paulo,
Brasil, 1992.
Moral da
história:
mais importante que os tesouros da terra são os tesouros da alma.
Apenas uma
pessoa muito rica de bons valores e princípios tem a grandeza de se desfazer de
um bem terreno de tanto valor.
Perguntas:
Você faria o
que o Hindu fez? Sim? Não? Por quê?
Você acha
que o que você recebe dos seus pais é mais material ou espiritual? Assim sendo,
você trocaria seus brinquedos por mais amor e atenção?
Vale a pena
ganhar muitos brinquedos e jogos e não ter atenção e amor dos pais?
Mateus 6.
Mas ajuntai
para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e
onde os ladrões não arrombam e roubam. Porque, onde estiver o teu tesouro, aí
também estará o teu coração.
Explicar que
é uma citação da bíblia, mas que podemos incorporar em nossa vida. Explicar que
os tesouros do céu são as boas ações que praticamos e o bem que trazemos no
coração.
O coração
estará junto aos tesouros – bondade, amor, carinho, etc. - porque são tesouros
que vem do nosso coração, e não podemos comprar nem vender.
Atividade:
À esquerda
no coração escreva teus tesouros. E à direita represente o que escreveste com
um desenho.
Exemplos de tesouros da alma: amar ao próximo, fazer o bem, respeitar os pais e mais velhos, etc. As crianças irão dando exemplos do que praticam na evolução espiritual.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
O limão insatisfeito. Autoconhecimento e Auto aceitação II
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=1793&picture=frutas-sorriso
O limão
insatisfeito.
Num mesmo
pomar viviam lado a lado um pé de limão galego e um pé de tangerina.
O pé de
tangerina estava sempre com crianças a sua volta.
Era depois
da brincadeira... Era na volta da escola... Era depois do jantar...
As crianças
deliciavam-se com as gostosas tangerinas.
Um limão
galego do pé de limão vizinho olhava aquilo muito aborrecido.
Ninguém
queria saber dele. Nenhuma criança o olhava com alegria, como faziam com a
tangerina.
Também... Os
limões eram tão azedos!
E eles iam
ficando esquecidos no seu pé até ficarem velhos... Ou até quando a cozinheira
se lembrava deles para temperar a carne ou a salada. Mas aquele limão galego
não aceitava viver assim. Tudo que ele queria era ser doce como uma tangerina.
Aconteceu
que, num dia de temporal o vento o arrancou do limoeiro e ele caiu num galho do
pé de tangerina.
Meio
assustado, o limão galego viu que estava bem ao lado de uma tangerina bem
gordinha.
Ficou feliz!
Agora, naquele pé, poderia passar por uma tangerina e seria admirado por todos.
O limão
ajeitou- se da melhor forma que pode, bem junto a uma folhinha e ali ficou com
ares de tangerina.
Dias depois,
o limão foi colhido junto com as tangerinas pela dona da casa e colocado numa
linda fruteira em cima da mesa da sala de jantar.
E no meio
das tangerinas, ninguém desconfiava que ele fosse um limão galego.
Naquela
noite, depois de ter sido provado pela caçulinha da casa, o limão galego acabou
na lata do lixo, misturado a restos de comida e pó de café.
E assim
acabou a vida do limão que não se aceitava, sem ao menos saber do seu grande
valor: o de curar muitas doenças.
Fonte:
Apostila Lar Fabiano de Cristo.
Autoconhecimento
e Auto aceitação II.
Objetivos da
aula:
levar as crianças a entenderem que o autoconhecimento é indispensável ao
progresso do Espírito e que, portanto, devemos examinar a nós mesmos
constantemente, para descobrirmos de que modo podemos nos melhorar. Contudo, é
necessário cultivar a auto aceitação, que nos fortalece a paciência e nos ajuda
a viver em harmonia conosco e com nossos semelhantes. Ajudar os jovens a
reconhecerem que eles são seres especiais criados à imagem de Deus e que somos
a obra-prima de Deus em aperfeiçoamento, portanto ninguém deve sentir-se inútil
ou inferior.
Primeiro
momento:
Pedir que as
crianças definam o que é: Autoconhecimento e Auto aceitação e em seguida fazer
uma exposição dialogada.
Autoconhecimento.
-
conhecimento de si mesmo, saber o que gosta e o que não gosta, o que deseja da
vida, que coisas são importantes, quais os nossos sentimentos diante de certos
acontecimentos (ex.: quando nossos pais nos chamam a atenção, quando alguém não
concorda com a nossa opinião, quando recebemos uma notícia triste/alegre,
quando somos provocados).
O
autoconhecimento não serve, portanto, apenas para percebermos nossos defeitos,
mas também para compreendermos nosso verdadeiro valor. E, aprendendo a refletir
assim sobre nós mesmos, mais facilmente poderemos refletir sobre o mundo e as
pessoas ao nosso redor. Lembrando sempre que a diferença entre o inteligente e
o sábio é que este é capaz de analisar por vários ângulos uma mesma questão.
Auto
aceitação.
- reconhecer os erros e acertos, respeitando a
si próprio como um Espírito em evolução; não se revoltar ou ficar triste porque
ainda não tem as boas atitudes que gostaria; aceitar o próprio corpo físico
(cor do cabelo, altura, peso, a mudança da voz, as alterações físicas que
acontecem na adolescência). Lembrar que auto aceitação não deve significar
acomodação ou revolta, mas uma atitude positiva de conhecer-se e mudar para
melhor. Além disso, a auto aceitação fortalece a paciência e a fé, auxiliando-nos
a viver em harmonia conosco e com os outros.
Segundo momento:
pedir para
que os jovens questionem a eles mesmos e respondam: Quem sou eu? (aguardar as
definições).
Terceiro
momento:
complementação da resposta da pergunta do segundo momento.
Somos
Espíritos imortais e possuímos um corpo físico e um espírito. Somos
partes do imenso Universo de Deus, tanto no sentido material como espiritual.
Quarto
momento - indagar:
Como fazer
para nos autoconhecermos? Ao fim do dia, interrogue a sua consciência e
relembre o que fez, perguntando-se a si mesmo se não faltou a algum dever, se
não deixou de fazer o bem em alguma ocasião e se ninguém teve motivo para de
você se queixar. Analise se você tratou mal alguém e se foi orgulhoso ou
egoísta em algum momento. Evite julgar os outros, mas se permita a autoanálise
(analisar a si mesmo).
Foi sugerido pelos alunos fazer uma relação
das coisas boas que fizeram e outra lista do que consideraram desacertos,
escrevendo em um caderninho já previamente preparado para isso, para que
ficasse mais fácil a posterior análise das falhas, pensar em cada uma
separadamente, buscando qual seria a melhor atitude a ser tomada, caso o fato
se repetisse. Estas anotações poderão ser feitas diariamente.
Quinto
momento: questionar os jovens:
01 –
Solicitar que todos pensem a respeito das coisas que gostariam de modificar em
seu corpo físico e aqueles que quiserem poderão falar. O que seria? Por quê?
02 – Além da
nossa aparência, o que mais nos torna diferente dos outros?
As coisas de
que gostamos e não gostamos; nossos talentos, nossas virtudes.
03 – Qual a
vantagem de ser a única pessoa exatamente igual a você no mundo inteiro?
Sentirmo-nos
especiais, que é como nosso Pai nos vê. Somos diferentes porque cada um tem uma
caminhada evolutiva individual e única.
04 – Você
sempre gosta de você? Justifique sua resposta.
Sexto
momento: exposição dialogada:
Não causa
surpresa a tendência de as crianças/jovens avaliarem a si mesmas do mesmo modo
que a sociedade o faz. Os que são fisicamente atraentes, atléticos, têm talento
intelectual ou aceitação social tendem a sentir-se bem consigo mesmos porque encontram
grande acolhida por parte dos que os cercam.
As crianças
mais novas geralmente comparam suas habilidades com as dos outros. Os que
sempre terminam as atividades por último, os mais tímidos ou os últimos a serem
escolhidos para formar um time frequentemente interiorizarão essas mensagens
negativas. “Eu nunca serei bom o suficiente”, pode tornar-se uma disposição
mental perigosa e negativa muito cedo na vida.
As crianças
mais velhas encontram segurança ao andar em grupos, usar a mesma moda, falar e
agir como todos os outros de seu grupo. Mas elas precisam ser desafiadas a
expressar a individualidade dada por Deus de maneira criativa e construtiva.
As
crianças/jovens precisam entender que os valores na família de Deus são
diferentes. Os indivíduos são valorizados como criações únicas de Deus, não
importando qual seja a embalagem externa.
Sétimo
momento: contar a historia O limão insatisfeito
Oitavo
momento: explicar que vamos falar sobre o que nos faz sentir bem a respeito de
nós mesmos e o que nos faz sentir mal.
O educador
deverá ler várias declarações em voz alta. Se o que ler fizer os jovens se
sentirem bem consigo mesmo, devem dar um sorriso. Se o que for lido fizer os jovens
se sentirem mal, devem fazer uma cara de tristeza. Se vocês se sentirem mais ou
menos, devem ficar exatamente como estão, ou seja; com aspecto indiferente.
** O Evangelizador deverá questionar
as fisionomias **
Ler as
declarações abaixo, fazendo uma pausa após cada uma delas para que jovens
possam responder com suas fisionomias e dessa forma o educador observar e fazer
questionamentos:
Sugestões:
Alguém diz: Não gostei do seu corte
de cabelo.
Você fez um desenho/texto bacana e a
professora diz que vai colocá-lo no mural para que todos o vejam.
Você quebrou um copo na cozinha.
Seus pais colocaram você de castigo
por dois dias por causa da bagunça no quarto.
Você brigou com seu irmão (ou irmã)
ou colega.
Você ganhou uma roupa nova e sente-se
o máximo usando-a.
Você recebeu uma carta (um e-mail) de
um amigo que mora em outra cidade.
Você começou a aprender a tocar um
instrumento musical.
Seu colega jogou um papel de bala no
chão.
Você foi o primeiro a ser escolhido
quando os times de basquete (vôlei, futebol) foram formados.
Você teve que ir à aula de
evangelização apesar de estar com a perna engessada.
Seu pai chamou sua atenção na frente
dos seus colegas.
No dia do seu aniversário você ganhou
muitos presentes.
Ninguém leva em consideração a sua
opinião, só porque você é criança.
Um colega de sala fala mal você.
Para finalizar as declarações acima o
evangelizador deverá perguntar:
Todos nós nos sentimos bem ou mal
sobre as mesmas coisas? (Quase todos nós, mas não exatamente da mesma forma).
O que isso diz sobre nós? (Somos
todos diferentes; mas todos temos sentimentos.)
Da lista que eu li, qual declaração
fez você sentir-se pior?
CONCLUIR QUE:
Todos nós possuímos muitas
qualidades, mas que também possuímos defeitos que devemos nos esforçar por
transformar em virtudes. Muito do que nos faz sentir bem ou mal acontece
exteriormente – que tipo de dia tivemos ou qual a nossa aparência. Mas Deus se
importa com o que somos por dentro, por isso devemos começar nossa reforma
íntima o mais cedo possível, através da superação das imperfeições,
transformando-as em virtudes. É uma tarefa individual e um compromisso consigo
mesmo, e que ninguém pode fazer pelo outro. Mas à medida que vamos analisando
nossos pensamentos e atitudes, com a finalidade de errar menos e evoluir,
seremos mais felizes. Por exemplo: quem costuma falar mal dos outros deve
aprender a ver os pontos positivos em seus companheiros de jornada; aquele que
costuma reclamar, deve se esforçar para agradecer tudo o que tem e reclamar
menos; quem costuma mentir, deve se determinar a falar sempre a verdade.
Nono
momento:
pedir aos jovens que digam virtudes que eles consideram importantes de
serem desenvolvidas por todos. O ajudante da sala deverá ir escrevendo todas as
virtudes ditas, no quadro.
Posteriormente pode-se conversar sobre
a importância das virtudes relacionadas no quadro.
Fonte:http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/autoaceitacao2.htm
Aviso aos leitores. O tema é retirado de um site espírita, portanto você pode adaptar para suas crianças sem falar em Deus e espírito imortal, respeitando as diferentes religiões. É um texto para adolescentes, mas pode ser adaptado para os menores.
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