quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Lobo e as Ovelhas. Fábula de Esopo.

Fonte da Imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=69471&picture=lobo-em-po-pastel

Havia entre Lobos e as Ovelhas uma guerra antiga. As Ovelhas, ainda que fracas ajudadas pelos rafeiros (cães de guarda), sempre levavam o melhor. Certa vez os Lobos pediram paz, oferecendo como penhor seus filhotes, desde que as Ovelhas entregassem os rafeiros.
As Ovelhas, cansadas daquela guerra, aceitaram e as pazes foram feitas. Aconteceu que, estando presos, os filhos dos Lobos começaram a uivar continuamente.
Fonte da Imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=36006&picture=pascoa-ovelhas

Seus pais, ouvindo isso, correram a acudir afirmando que a paz estava quebrada e tornaram a fazer a guerra.
As Ovelhas bem que tentaram se defender, mas como sua principal força consistia nos cães de guarda (rafeiros), que haviam entregado aos Lobos, facilmente foram vencidas e devoradas.


Esopo.

Moral da história: 

Não confiar no inimigo, pois sendo ameaçado, ele não vai cumprir o prometido.

Perguntas:

Por que as ovelhas sempre levavam a melhor?

As ovelhas fizeram as pazes com os lobos? Como isto aconteceu?

Os lobos cumpriram a promessa? Por  quê? 


Para colorir:


Fonte da imagem:http://azcolorir.com/ovelha-para-pintar

As crianças podem também colar chumaços de algodão nas partes de lã da ovelhinha.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

As moedas caídas do céu. Lindo conto dos irmãos Grimm.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/energia-solar-moedas-de-ouro-468650/

Um conto de fadas dos Irmãos Grimm.

Era uma vez uma pobre menina, cujos pais haviam morrido. Era tão pobre, que não tinha nem quarto para morar, nem caminha para dormir; nada mais possuía além da roupa do corpo e um pedacinho de pão, que uma pessoa caridosa lhe havia dado.
Contudo, era a menina muito boa e piedosa.
Como se achava completamente abandonada de todo o mundo, pôs-se a vaguear de cá e de lá pelos campos, confiando-se à guarda do bom Deus.
No caminho, encontrou um mendigo, que lhe disse; - Pelo amor de Deus, dá-me alguma coisa para comer! Estou com tanta fome!
A menina deu-lhe o pedaço de pão que tinha, dizendo-lhe:
- Deus te ajude.
E continuou o caminho. Logo depois encontrou uma menina que chorava e disse-lhe:
-Tenho tanto frio na cabeça! Dá-me alguma coisa para cobrir-me.
Ela tirou, prontamente, o gorro e deu-lhe.
Pouco mais adiante, encontrou outra menina que estava transida de frio e não tinha sequer um jalequinho para se agasalhar. Ela despiu o seu e entregou-lhe. Finalmente, mais além, outra menina pediu-lhe a saia; ela imediatamente deu-lhe a sua.
Por fim, chegou a um bosque e já caía a noite; aproximou-se lhe outra menina e lhe pediu a camisinha; a boa criatura pensou:
-E já noite escura ninguém me verá. Portanto, posso bem dar-lhe a minha camisa.
Despiu-a e entregou-lhe.
Depois de ficar sem nada, sem um farrapo no corpo, ficou lá no bosque muito sozinha. Mas, no mesmo instante, as estreias do céu puseram-se a cair, e ela viu, com assombro, que eram lindas moedas reluzentes.
E, embora ela se tivesse despojado da sua camisinha, tinha uma completamente nova, de finíssima cambraia a cobrir-lhe o corpo. Então, apanhou e recolheu nela as lindas moedas e ficou rica para o resto da vida.

Moral da história: 

Quem faz o bem recebe o bem de volta.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Linda e emocionante animação sobre texto de Saramago.

Linda e emocionante animação sobre texto de Saramago.



Uma animação bem curtinha e bonita. Podemos trabalhar os temas: ecologia, amor aos animais e cuidados com a  natureza. 

Fabulas de Esopo. Maravilhoso vídeo!!



Como todos já sabem, um dos meus autores preferidos é Esopo. Hoje garimpando no youtube achei essa preciosidade. Aproveitem, mostrem para seus pequenos!

BOAS MANEIRAS – PAUL KARRER.

A cansada ex-professora se aproximou do balcão do supermercado. Sua perna esquerda doía e ela esperava ter tomado todos os comprimidos do dia: para pressão alta, tonteira e um grande número de outras enfermidades.
“Graças a Deus eu me aposentei há vários anos” – ela pensou. “Não tenho energia para ensinar hoje em dia.” Imediatamente antes de se formar a fila para o balcão, ela viu um rapaz com quatro crianças e uma esposa, ou namorada, grávida. A professora não pôde deixar de notar a tatuagem em seu pescoço.
“Ele esteve preso” – pensou.
Continuou a observá-lo. Sua camiseta branca, cabelo raspado e calças largas levaram-na a conjecturar:
“Ele é membro de uma gangue.”
A professora tentou deixar o homem passar na sua frente. – Você pode ir primeiro – ofereceu.
- Não, a senhora primeiro – ele insistiu.
- Não, você está com mais gente – disse a professora.
- Devemos respeitar os mais velhos – defendeu-se o homem.
E, com isto, fez um gesto largo indicando o caminho para a mulher.
Um breve sorriso adejou em seus lábios enquanto ela mancou na frente dele. A professora que existia dentro dela não pôde desperdiçar o momento e, virando-se para ele, perguntou:
- Quem lhe ensinou boas maneiras?

- A senhora, Sra. Simpson, na terceira série.

Moral da história: quem faz o bem sempre recebe de volta.

Boas maneiras: 

respeite seus pais e professores. Ouça sempre seus conselhos porque eles têm mais experiência de vida e sabem mais.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Chanfrisco, o Pinto Careca. Tema: obediência.

Chanfrisco era o nome daquele pintainho careca, do qual a minha avó costumava contar a sua história.
Com apenas três dias e algumas horas, Chanfrisco era um pintainho diferente de todos os seus irmãos. Era aventureiro e desobediente às ordens da sua querida mãe.
Esta tinha por hábito, todos os dias de manhãzinha, ir dar uma volta pela quinta, à procura de alguns bichitos para a sua primeira refeição do dia.
Numa linda manhã de terça-feira, espreitava o sol por entre a ramagem das videiras, o reguila do Chanfrisco resolveu ficar para trás da sua mãe e irmãos, a observar e ouvir um negro melro que, muito contente, cantava, animando toda a quinta. A mãe só deu pela sua falta quando viu o gato Bernardo a dirigir-se, calmamente, para o local onde tinha ficado Chanfrisco.
– Ai, meu Deus! – exclamou a galinha mãe. – Aquele maldito gato vai comer o meu filho!
E então, de repente, gritou:
– Chanfrisco! Chanfrisco!
Mas o Chanfrisco, de tão entretido e deliciado que estava a ouvir o melro, não escutou a voz da sua querida mãe a chamar.
Ouviu-se um barulho esquisito e, quando Chanfrisco olhou para o lado, zás!, apenas sentiu as garras daquele bichano a passarem-lhe rentinhas ao seu corpo!
Chanfrisco saltou e conseguiu escapar para dentro de um pequeno buraco que existia num muro velho da quinta, não conseguindo o gato deitar-lhe aquelas garras bem afiadas.
Entretanto, a sua mãe chega, aflita, e diz: – Ó Bernardo, francamente! Vizinhos que somos há tantos anos e tu tens a coragem de tentar matar o meu filho?!
Bernardo responde-lhe, calmamente:
– Amiga Cacará, eu não sabia que ele era teu filho! Deves avisá-lo de que ainda é muito pequeno para andar sozinho na quinta!
Cacará assim fez. Repreendeu Chanfrisco pelo erro que tinha cometido, pois poderia ter perdido ali a sua vida!
Chanfrisco pediu desculpa à sua mãe.
E a partir daquele dia, nunca, mas nunca mais a abandonou. Nem aos irmãos.
É muito perigoso andar-se sozinho!!!

Fonte: http://www.historias-infantis.com/chanfrisco-o-pinto-careca

Moral da história: 

obedeça sempre seus pais, eles sabem o que é melhor para você e querem o seu bem.

Tema:

Obediência.


Perguntas:

Qual o nome do personagem principal da historinha?
Ele obedecia à sua mãe?
O que aconteceu por ele ter desobedecido?
Ele se arrependeu por ter desobedecido?
O que ele fez depois que sua mãe o repreendeu?
E você obedece aos seus pais? Por quê?


domingo, 1 de maio de 2016

A Borboleta - Olavo Bilac


Trazendo uma borboleta,
Volta Alfredo para casa.
Como é linda! é toda preta,
Com listas douradas na asa.
Tonta, nas mãos da criança,
Batendo as asas, num susto,
Quer fugir, porfia, cansa,
E treme, e respira a custo.
Contente, o menino grita:
"É a primeira que apanho,
Mamãe! vê como é bonita!
Que cores e que tamanho!
Como voava no mato!
Vou sem demora pregá-la
Por baixo do meu retrato,
Numa parede da sala".

Mas a mamãe, com carinho,
Lhe diz: "Que mal te fazia,
Meu filho, esse animalzinho,
Que livre e alegre vivia?
Solta essa pobre coitada!
Larga-lhe as asas, Alfredo!
Vê como treme assustada . . .
Vê como treme de medo . . .
Para sem pena espetá-la
Numa parede, menino,
É necessário matá-la:
Queres ser um assassino?"

Pensa Alfredo . . . E, de repente,
Solta a borboleta... E ela
Abre as asas livremente,
E foge pela janela.

"Assim, meu filho! perdeste
A borboleta dourada,
Porém na estima cresceste
De tua mãe adorada . . .

Que cada um cumpra sua sorte
Das mãos de Deus recebida:
Pois só pode dar a Morte
Aquele que dá a Vida!"