domingo, 15 de maio de 2016

Como nasceram as estrelas. Lendas Brasileiras.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=44478&picture=9-estrelas-em-gradiente-cores

Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.
Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para todos terem o que comer.
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigas murchas e sem graça.
— Vamos voltar e trazer conosco uns curumins.
(Assim chamavam os índios as crianças.) Curumim dá sorte.
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram reto em frente e numa clareira da floresta — eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os gatinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas — e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em gordas estrelas brilhantes.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.
E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.


Clarice Lispector.

sábado, 14 de maio de 2016

O diamante.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=119122&picture=prata-radha-krishna-idol

O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí se sentou para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
-Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
-Mas que pedra? Pergunta-lhe o Hindu.
-Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo: - Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la! E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
-Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!

Anthony de Mello, S.J., 1982, Lonavia, Índia O canto do pássaro, Edição Loyola, São Paulo, Brasil, 1992.


Moral da história: 

mais importante que os tesouros da terra são os tesouros da alma.
Apenas uma pessoa muito rica de bons valores e princípios tem a grandeza de se desfazer de um bem terreno de tanto valor.

Perguntas:

Você faria o que o Hindu fez? Sim? Não? Por quê?

Você acha que o que você recebe dos seus pais é mais material ou espiritual? Assim sendo, você trocaria seus brinquedos por mais amor e atenção?

Vale a pena ganhar muitos brinquedos e jogos e não ter atenção e amor dos pais?

Mateus 6.

Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam e roubam. Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração.

Explicar que é uma citação da bíblia, mas que podemos incorporar em nossa vida. Explicar que os tesouros do céu são as boas ações que praticamos e o bem que trazemos no coração.
O coração estará junto aos tesouros – bondade, amor, carinho, etc. - porque são tesouros que vem do nosso coração, e não podemos comprar nem vender.

Atividade:


À esquerda no coração escreva teus tesouros. E à direita represente o que escreveste com um desenho.

Exemplos de tesouros da alma: amar ao próximo, fazer o bem, respeitar os pais e mais velhos, etc. As crianças irão dando exemplos do que praticam na evolução espiritual.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A PROMESSA DO GIRINO. Leia poesia para suas crianças.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=148248&picture=sapo-preto

Quero contar uma Historia
Que é muito emocionante
Um girino bem pretinho
E uma lagarta Falante

Eles se apaixonaram
Vejam só que interessante
Na ponta de um salgueiro
A lagarta se debruçou
Na água viu um girino
E logo se encantou

Olharam-se bem nos olhos
E a paixão começou
Ela era o arco-iris
Ele assim a apelidou

És minha pérola negra
Ela assim já lhe chamou
E foi nesses devaneios
Que o amor se instalou

A Lagarta apaixonada
Falou ao seu grande amor:
- Nunca mudes, viu querido
Eu te peço, por favor

- Eu prometo, disse ele
Mas com o coração de dor
Novamente se encontraram
Muito havia já mudado

Dois bracinhos no girino
Por ela já foi notado
- Eu não queria esses braços
disse ele magoado.

Por três vezes a lagarta
Perdoou o seu amado
Mas sua pérola negra
Já tinha muito mudado

A lagarta então foi embora
Com o coração despedaçado
O girino, já um sapo
Esperou a sua amada

Que chorou por muitos dias
E depois foi despertada
Já não era mais lagarta
Mas Borboleta encantada
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=120607&picture=borboleta-do-capitao-do-verificador


Bateu suas lindas asas
Atrás do amado partiu
Encontrou um grande sapo
Olhou para ele e sorriu

Perguntou toda faceira
Uma perola você viu?
Mas a pobre coitadinha
Nem terminou de falar

Já foi logo engolida
Pelo sapo sem pensar
Que aquela borboleta
Era Arco-Íris a voar

E até hoje o pobre sapo
Tá na lagoa a esperar
 Que o seu lindo Arco-Íris
Volte a lhe procurar

Mal sabe o pobrezinho
Que ela foi o seu jantar
Digo então oh minha gente
Preste muita atenção

Não devemos só agir
Pelos olhos da visão
Pois o bom a gente vê
Com os olhos do coração.

(autor desconhecido)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

ARRUMAR O HOMEM...

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=17809&picture=crianca-sonhadora

Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se non é Vera... é molto graciosa!”
Estava, pois aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitindo que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado o filho, de sete ou oito anos, não cessava de atormenta-lo com perguntas de todo o jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.
A ideia mais luminosa que ocorre ao pai, depois de dez ou quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra cabeça trazido da última viagem à Europa.” Vá brincando enquanto eu termino está conta” sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai- engenheiro.
Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava, triunfante. “Pai vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo.
Como fez? Como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem”?
Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!”
“Mas esse garoto é um sábio”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado, quase sempre) e o mundo fica arrumado!”
Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.


Dom Lucas M. Neves in: JB.jan,93

Não sei se a autoria é correta, quem souber favor informar, mas tenho essa história como de domínio público, está em um PDF de fábulas.

Tema: cultivar valores, ser melhor a cada dia.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O limão insatisfeito. Autoconhecimento e Auto aceitação II

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=1793&picture=frutas-sorriso

O limão insatisfeito.

Num mesmo pomar viviam lado a lado um pé de limão galego e um pé de tangerina.
O pé de tangerina estava sempre com crianças a sua volta.
Era depois da brincadeira... Era na volta da escola... Era depois do jantar...
As crianças deliciavam-se com as gostosas tangerinas.
Um limão galego do pé de limão vizinho olhava aquilo muito aborrecido.
Ninguém queria saber dele. Nenhuma criança o olhava com alegria, como faziam com a tangerina.
Também... Os limões eram tão azedos!
E eles iam ficando esquecidos no seu pé até ficarem velhos... Ou até quando a cozinheira se lembrava deles para temperar a carne ou a salada. Mas aquele limão galego não aceitava viver assim. Tudo que ele queria era ser doce como uma tangerina.
Aconteceu que, num dia de temporal o vento o arrancou do limoeiro e ele caiu num galho do pé de tangerina.
Meio assustado, o limão galego viu que estava bem ao lado de uma tangerina bem gordinha.
Ficou feliz! Agora, naquele pé, poderia passar por uma tangerina e seria admirado por todos.
O limão ajeitou- se da melhor forma que pode, bem junto a uma folhinha e ali ficou com ares de tangerina.
Dias depois, o limão foi colhido junto com as tangerinas pela dona da casa e colocado numa linda fruteira em cima da mesa da sala de jantar.
E no meio das tangerinas, ninguém desconfiava que ele fosse um limão galego.
Naquela noite, depois de ter sido provado pela caçulinha da casa, o limão galego acabou na lata do lixo, misturado a restos de comida e pó de café.
E assim acabou a vida do limão que não se aceitava, sem ao menos saber do seu grande valor: o de curar muitas doenças.

Fonte: Apostila Lar Fabiano de Cristo.




Autoconhecimento e Auto aceitação II.

Objetivos da aula: 

levar as crianças a entenderem que o autoconhecimento é indispensável ao progresso do Espírito e que, portanto, devemos examinar a nós mesmos constantemente, para descobrirmos de que modo podemos nos melhorar. Contudo, é necessário cultivar a auto aceitação, que nos fortalece a paciência e nos ajuda a viver em harmonia conosco e com nossos semelhantes. Ajudar os jovens a reconhecerem que eles são seres especiais criados à imagem de Deus e que somos a obra-prima de Deus em aperfeiçoamento, portanto ninguém deve sentir-se inútil ou inferior.

Primeiro momento:

Pedir que as crianças definam o que é: Autoconhecimento e Auto aceitação e em seguida fazer uma exposição dialogada.

Autoconhecimento.

- conhecimento de si mesmo, saber o que gosta e o que não gosta, o que deseja da vida, que coisas são importantes, quais os nossos sentimentos diante de certos acontecimentos (ex.: quando nossos pais nos chamam a atenção, quando alguém não concorda com a nossa opinião, quando recebemos uma notícia triste/alegre, quando somos provocados).
O autoconhecimento não serve, portanto, apenas para percebermos nossos defeitos, mas também para compreendermos nosso verdadeiro valor. E, aprendendo a refletir assim sobre nós mesmos, mais facilmente poderemos refletir sobre o mundo e as pessoas ao nosso redor. Lembrando sempre que a diferença entre o inteligente e o sábio é que este é capaz de analisar por vários ângulos uma mesma questão.

Auto aceitação.

 - reconhecer os erros e acertos, respeitando a si próprio como um Espírito em evolução; não se revoltar ou ficar triste porque ainda não tem as boas atitudes que gostaria; aceitar o próprio corpo físico (cor do cabelo, altura, peso, a mudança da voz, as alterações físicas que acontecem na adolescência). Lembrar que auto aceitação não deve significar acomodação ou revolta, mas uma atitude positiva de conhecer-se e mudar para melhor. Além disso, a auto aceitação fortalece a paciência e a fé, auxiliando-nos a viver em harmonia conosco e com os outros.

 Segundo momento:

pedir para que os jovens questionem a eles mesmos e respondam: Quem sou eu? (aguardar as definições).

Terceiro momento: 

complementação da resposta da pergunta do segundo momento.
Somos Espíritos imortais e possuímos um corpo físico e um espírito. Somos partes do imenso Universo de Deus, tanto no sentido material como espiritual.

Quarto momento - indagar:

Como fazer para nos autoconhecermos? Ao fim do dia, interrogue a sua consciência e relembre o que fez, perguntando-se a si mesmo se não faltou a algum dever, se não deixou de fazer o bem em alguma ocasião e se ninguém teve motivo para de você se queixar. Analise se você tratou mal alguém e se foi orgulhoso ou egoísta em algum momento. Evite julgar os outros, mas se permita a autoanálise (analisar a si mesmo).
 Foi sugerido pelos alunos fazer uma relação das coisas boas que fizeram e outra lista do que consideraram desacertos, escrevendo em um caderninho já previamente preparado para isso, para que ficasse mais fácil a posterior análise das falhas, pensar em cada uma separadamente, buscando qual seria a melhor atitude a ser tomada, caso o fato se repetisse. Estas anotações poderão ser feitas diariamente.

Quinto momento: questionar os jovens:

01 – Solicitar que todos pensem a respeito das coisas que gostariam de modificar em seu corpo físico e aqueles que quiserem poderão falar. O que seria? Por quê?
02 – Além da nossa aparência, o que mais nos torna diferente dos outros?
As coisas de que gostamos e não gostamos; nossos talentos, nossas virtudes.
03 – Qual a vantagem de ser a única pessoa exatamente igual a você no mundo inteiro?
Sentirmo-nos especiais, que é como nosso Pai nos vê. Somos diferentes porque cada um tem uma caminhada evolutiva individual e única.
04 – Você sempre gosta de você? Justifique sua resposta.

Sexto momento: exposição dialogada:

Não causa surpresa a tendência de as crianças/jovens avaliarem a si mesmas do mesmo modo que a sociedade o faz. Os que são fisicamente atraentes, atléticos, têm talento intelectual ou aceitação social tendem a sentir-se bem consigo mesmos porque encontram grande acolhida por parte dos que os cercam.
As crianças mais novas geralmente comparam suas habilidades com as dos outros. Os que sempre terminam as atividades por último, os mais tímidos ou os últimos a serem escolhidos para formar um time frequentemente interiorizarão essas mensagens negativas. “Eu nunca serei bom o suficiente”, pode tornar-se uma disposição mental perigosa e negativa muito cedo na vida.
As crianças mais velhas encontram segurança ao andar em grupos, usar a mesma moda, falar e agir como todos os outros de seu grupo. Mas elas precisam ser desafiadas a expressar a individualidade dada por Deus de maneira criativa e construtiva.
As crianças/jovens precisam entender que os valores na família de Deus são diferentes. Os indivíduos são valorizados como criações únicas de Deus, não importando qual seja a embalagem externa.

Sétimo momento: contar a historia O limão insatisfeito 

Oitavo momento: explicar que vamos falar sobre o que nos faz sentir bem a respeito de nós mesmos e o que nos faz sentir mal.

O educador deverá ler várias declarações em voz alta. Se o que ler fizer os jovens se sentirem bem consigo mesmo, devem dar um sorriso. Se o que for lido fizer os jovens se sentirem mal, devem fazer uma cara de tristeza. Se vocês se sentirem mais ou menos, devem ficar exatamente como estão, ou seja; com aspecto indiferente.

         ** O Evangelizador deverá questionar as fisionomias **

Ler as declarações abaixo, fazendo uma pausa após cada uma delas para que jovens possam responder com suas fisionomias e dessa forma o educador observar e fazer questionamentos:

         Sugestões:

          Alguém diz: Não gostei do seu corte de cabelo.

          Você fez um desenho/texto bacana e a professora diz que vai colocá-lo no mural para que todos o vejam.

          Você quebrou um copo na cozinha.

          Seus pais colocaram você de castigo por dois dias por causa da bagunça no quarto.

          Você brigou com seu irmão (ou irmã) ou colega.

          Você ganhou uma roupa nova e sente-se o máximo usando-a.

          Você recebeu uma carta (um e-mail) de um amigo que mora em outra cidade.

          Você começou a aprender a tocar um instrumento musical.

          Seu colega jogou um papel de bala no chão.

          Você foi o primeiro a ser escolhido quando os times de basquete (vôlei, futebol) foram formados.

          Você teve que ir à aula de evangelização apesar de estar com a perna engessada.

          Seu pai chamou sua atenção na frente dos seus colegas.

          No dia do seu aniversário você ganhou muitos presentes.

          Ninguém leva em consideração a sua opinião, só porque você é criança.

          Um colega de sala fala mal você.

         Para finalizar as declarações acima o evangelizador deverá perguntar:

          Todos nós nos sentimos bem ou mal sobre as mesmas coisas? (Quase todos nós, mas não exatamente da mesma forma).

          O que isso diz sobre nós? (Somos todos diferentes; mas todos temos sentimentos.)

          Da lista que eu li, qual declaração fez você sentir-se pior?

         CONCLUIR QUE: 

Todos nós possuímos muitas qualidades, mas que também possuímos defeitos que devemos nos esforçar por transformar em virtudes. Muito do que nos faz sentir bem ou mal acontece exteriormente – que tipo de dia tivemos ou qual a nossa aparência. Mas Deus se importa com o que somos por dentro, por isso devemos começar nossa reforma íntima o mais cedo possível, através da superação das imperfeições, transformando-as em virtudes. É uma tarefa individual e um compromisso consigo mesmo, e que ninguém pode fazer pelo outro. Mas à medida que vamos analisando nossos pensamentos e atitudes, com a finalidade de errar menos e evoluir, seremos mais felizes. Por exemplo: quem costuma falar mal dos outros deve aprender a ver os pontos positivos em seus companheiros de jornada; aquele que costuma reclamar, deve se esforçar para agradecer tudo o que tem e reclamar menos; quem costuma mentir, deve se determinar a falar sempre a verdade.

Nono momento: 

pedir aos jovens que digam virtudes que eles consideram importantes de serem desenvolvidas por todos. O ajudante da sala deverá ir escrevendo todas as virtudes ditas, no quadro.


         Posteriormente pode-se conversar sobre a importância das virtudes relacionadas no quadro.

Fonte:http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/autoaceitacao2.htm 



Aviso aos leitores. O tema é retirado de um site espírita, portanto você pode adaptar para suas crianças sem falar em Deus e espírito imortal, respeitando as diferentes religiões. É um texto para adolescentes, mas pode ser adaptado para os menores.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ser diferente. Autoconhecimento e auto aceitação.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=32511&picture=clip-art-azul-elefante

Ser diferente.

Zezé, o elefante, estava triste. Ele se achava gordo e desajeitado. Na verdade, queria ser como Filó, a girafa. Porém, ao contar para a amiga girafa seu sonho de ser alto e elegante como ela, descobriu que Filó se achava alta demais, e não gostava de seu pescoço. Ela contou, então que desejava ser como Lico, o veado, ágil, veloz e com a altura certa.
Conversando com Lico, descobriram que ele se considerava frágil demais e, em seus sonhos, via-se forte como Ian, o leão.
Superando o medo que sentiam de Ian, foram procurá-lo, para perguntar como era ser forte, ser o rei da floresta. Mas encontraram Ian triste e solitário. O leão possuía poucos amigos, pois tinha fama de ser furioso, e todos tinham medo de se tornar seu jantar.
Como não conseguiram concluir quem era o melhor bicho, resolveram fazer um concurso para eleger o mais belo da floresta, o animal ideal. E foram procurar Zilá, a coruja, para juntos estabelecerem as regras do campeonato.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=52917&picture=coruja-clip

Zilá era uma estudiosa do comportamento animal, que surpreendeu a todos quando disse:
- Que importa ser o mais belo, o animal ideal? Deus criou cada animal de um jeito especial, com características próprias. E aí está a beleza da criação. Já pensaram se só existissem leões ou borboletas?
Zilá também explicou que cada animal tem virtudes próprias, e que o importante é cada um aceitar-se como é, valorizando o que tem de bom e se esforçando para se tornar alguém cada vez melhor, desenvolvendo qualidades como amor, perdão, respeito, amizade.
Zezé, Filó, Lico e Ian pensaram muito no que disse Zilá. E não realizaram o concurso.
A partir dessa conversa, Zezé parou de reclamar de seu peso e iniciou um programa de exercícios; Filó aceitou-se como era, alta e magra e deixou de ser fofoqueira; Lico tornou-se mais alegre e satisfeito com a vida e Ian tem se esforçado para ser mais calmo e simpático e fazer novos amigos. Assim, todos colaboram para que a floresta se torne um lugar melhor para se viver.

Claudia Schmidt.

Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/autoaceitacao2ser.htm



Autoconhecimento e auto aceitação. Dinâmica.

Primeiro momento: 

distribuir às crianças uma folha de ofício em branco. Pedir a elas que dobrem duas vezes ao meio, de modo que pareça um livro.

Segundo momento: 

explicar o que é um passaporte (um documento oficial que serve como identificação).

Terceiro momento: 

realização do passaporte. Todos devem fazer o seu próprio passaporte, mas os passos devem ser explicados aos poucos, na medida em que o grupo conclui a tarefa anterior.

1ª folha: é a capa; nela a criança deve colocar a maneira como se vê: um desenho de si mesmo ou uma figura que o represente;

2ª folha: colocar nome, idade, filiação, bem como suas características físicas (peso, altura, cor dos olhos e cabelos, etc.) e espirituais (o que gosta de fazer e o que não gosta);

3ª folha: escrever como acha que os outros o veem, ou seja, o que as outras pessoas pensam e valorizam no dono do passaporte;

4ª folha: descrever as qualidades que possui (e que devem ser muitas, pois todos têm muitas qualidades). Se a criança não souber, perguntar aos colegas.


Quarto momento: cada criança deve explicar o seu passaporte aos demais colegas. A aula tem como objetivo fazer com que pensem sobre si mesmos e descubram que tem muitas qualidades, promovendo o autoconhecimento e a auto aceitação.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

João e Maria. (Irmãos Grimm)

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7as-menina-menino-floresta-1031208/

Às margens de uma extensa mata existia, há muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de árvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro casamento. O garoto chamava-se João e a menina, Maria.
A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas haviam piorado ainda mais: não havia comida para todos.
— Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crianças serão as primeiras…
— Há uma solução… — disse a madrasta, que era muito malvada. — Amanhã daremos a João e Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos.
O lenhador não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a mulher, esperta e insistente, conseguiu convencê-lo.
No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar.
— Não chore — tranquilizou-a o irmão — Tenho uma ideia.
Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama.
No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças.
As crianças foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e lá foram abandonadas.
João havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa.
O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte.
João ouviu a madrasta novamente convencendo o pai a abandoná-los, mas desta vez não conseguiu sair do quarto para apanhar as pedrinhas, pois sua madrasta havia trancado a porta. Maria desesperada só chorava. João pediu-lhe para ficar calma e ter fé em Deus.
Antes de saírem para o passeio, receberam para comer um pedaço de pão velho. João, em vez de comer o pão, guardou-o.
Ao caminhar para a floresta, João jogava as migalhas de pão no chão, para marcar o caminho da volta.
Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhesse algumas frutas, por ali. Mas eles esperaram em vão. Ela os tinha abandonado mesmo!
- Não chore Maria, disse João. Agora, só temos é que seguir a trilha que eu fiz até aqui, e ela está toda marcada com as migalhas do pão.
Só que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho.
Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/casa-da-bruxa-785754/

As crianças andaram muito até que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e doces. Famintos, correram e começaram a comer.
De repente, apareceu uma velhinha, dizendo: - Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito mais para vocês.
Mas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante até caírem no sono e confortáveis caminhas.
Quando as crianças acordaram, achavam que estavam no céu, parecia tudo perfeito.
Porém a velhinha era uma bruxa malvada que e aprisionou João numa jaula para que ele engordasse. Ela queria devorá-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava.
Todos os dias João tinha que mostrar o dedo para que ela sentisse se ele estava engordando. O menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E ela ficava furiosa, reclamava com Maria:
- Esse menino, não há meio de engordar.
- Dê mais comida para ele!
Passaram-se alguns dias até que numa manhã assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar, foi logo gritando:
- Hoje eu vou fazer uma festança.
- Maria, ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca para ferver.
- Dê bastante comida paro seu o irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado.
Assustada, Maria começou a chorar.
— Acenderei o forno também, pois farei um pão para acompanhar o ensopado. Disse a bruxa.
Ela empurrou Maria para perto do forno e disse:
_Entre e veja se o forno está bem quente para que eu possa colocar o pão.
A bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse lá dentro, para assá-la e comê-la também. Mas Maria percebeu a intenção da bruxa e disse:
- Ih! Como posso entrar no forno, não sei como fazer?
- Menina boba! Disse a bruxa. Há espaço suficiente, até eu poderia passar por ela.
A bruxa se aproximou e colocou a cabeça dentro do forno. Maria, então, deu-lhe um empurrão e ela caiu lá dentro. A menina, então, rapidamente trancou a porta do forno deixando que a bruxa morresse queimada.
Mariazinha foi direto libertar seu irmão.
Estavam muito felizes e tiveram a ideia de pegarem o tesouro que a bruxa guardava e ainda algumas guloseimas.
Encheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo à floresta.
Depois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne.
Andaram mais um pouco e começaram a reconhecer o caminho. Viram de longe a pequena cabana do pai.
Ao chegarem à cabana encontraram o pai triste e arrependido. A madrasta havia morrido de fome e o pai estava desesperado com o que fez com os filhos.

Quando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abraça-los. Joãozinho e Maria mostraram-lhe toda a fortuna que traziam nos seus bolsos, agora não haveria mais preocupação com dinheiro e comida e assim foram felizes para sempre.