quinta-feira, 14 de julho de 2016

O peixinho e o gato.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/peixes-tanque-nata%C3%A7%C3%A3o-decora%C3%A7%C3%A3o-47651/

Certo dia, o Sr. Peixe chamou os peixinhos Vermelho, Amarelo e Dourado, para alertá-los dos perigos que os cercavam quando saíam para brincar longe de casa. Falou sobre os pescadores que lançavam suas redes ao mar, das aves e de outros animais, entre eles, o gato, que se alimentava de peixes.
– Todo peixinho tem direito a brincar, mas fiquem longe das redes e da beira do mar, pois nesses lugares é que mora o perigo – falou o Sr. Peixe com os olhos marejados de lágrimas.
Passado algum tempo, Vermelho pediu permissão aos pais para ir à casa de um amigo para brincar. Após ajudar a mãe, despediu-se e lá foi todo contente. No caminho, encontrou alguns amigos e a todos cumprimentou alegremente.
Minutos depois, sentiu que algo o havia prendido.
Por mais que se debatesse, não conseguia livrar-se.
Então, começou a gritar:
– Socorro! Por favor, alguém me ajude a sair daqui!
No entanto, ninguém o escutava, porque estava num lugar pouco movimentado.
Angustiado, começou a chorar.
O pescador, por sua vez, ao puxar a rede, ficou muito contente ao ver aquele belo peixinho saltitante e tomou todos os cuidados para não machucá-lo. Ao chegar em casa, colocou-o num vidro cheio de água.
Vermelho, assustado, percebeu que havia perdido a liberdade e que, talvez, nunca mais voltasse a nadar nas profundezas do oceano. Muito triste, o pranto voltou a rolar.
Naquele momento, ao se dar conta da fatalidade que havia se abatido sobre ele, procurou ser forte e manter a calma, pois de nada adiantaria gritar ou se debater.
Naquele mesmo dia, Vermelho foi transportado com muito cuidado para outro lugar.
Após rodar bastante, o homem finalmente parou em frente a uma grande loja. Vermelho estava receoso, pois não sabia o que iriam fazer com ele.
Ao entrar na loja, notou que o lugar era amplo e agradável. Lá estavam algumas criaturas estranhas e muito barulhentas; umas gorjeavam, outras latiam, algumas miavam, outras comiam cenouras sem parar.
Todas estavam em grandes gaiolas.
O peixinho Vermelho pressentiu que ali seria o seu cativeiro. Tremeu só de pensar.
O comerciante estava sorridente, orgulhoso da sua nova aquisição, então, colocou Vermelho junto com outros peixinhos. O local, apesar de pequeno, imitava o "habitat" do fundo do mar. Todos o olharam com curiosidade, mas logo se tornaram amigos.
Vermelho já tinha escutado algumas histórias a respeito dos peixinhos que eram capturados para servirem de atração para os homens. Porém, jamais imaginou que algum dia estivesse naquela situação.
Apesar de estar sendo bem tratado, suspirava ao lembrar o tempo em que nadava em cardume, com os amigos, aprontando algumas das suas peraltices em algum lugar no fundo do mar.
Certo dia entrou na loja um casal com três filhos.
Duda, o mais velho, ficou maravilhado ao observar aquele belo peixinho Vermelho que nadava de um lado para outro no aquário. Os pais, notando o seu interesse, compraram-no e deram de presente ao filho.
Chegando ao novo lar, Vermelho notou uma criatura com cara de bonzinho, igual ao que tinha lá na loja. De vez em quando, ele se mexia, abria os olhos, espreguiçava-se e voltava a enrolar-se. Agora, mais despreocupado, o peixinho continuava nadando de um lado para o outro em seu pequeno cativeiro.
Certo dia, Vermelho escutou seus novos donos chamarem carinhosamente aquela estranha criatura de meu "Gatinho". Então, pensou:
– Ah! Então esse é o famoso Sr. Gato... O perigoso devorador de peixes!
O Gato, por sua vez, andava impaciente, não via a hora de ficar a sós com o novo morador da casa. Para não levantar suspeitas, fingia nem notar a sua presença.
Duda estava muito contente com os seus dois bichos de estimação, uma vez que o gato e o peixinho viviam em harmonia.
Numa bela manhã de domingo, após tratar o gato e o peixinho, a família saiu para passear. Antes, porém, por precaução, Duda colocou o aquário bem no alto e, brincando, falou para o Gato cuidar bem do amiguinho.
O Gato balançou o rabo, fez piruetas, enroscou-se na perna do menino, rindo da sua inocência. Depois, sentou-se e ali ficou.
Vermelho estava apreensivo e nadava nervoso de um lado para o outro sem parar. Parecia pressentir que algo iria acontecer.
O Gato, muito malandro, fingia nada ver; no entanto, estava se deliciando com o nervosismo do peixinho. Lá pelas tantas, o bichano levantou-se, lambeu-se, espreguiçou-se e então resolveu apavorá-lo ainda mais:
– Peixinho! Huu, huu! Agora que estamos a sós, prepara-te que vou te pegar!
O peixinho, apesar de corajoso, estava preocupado, pensando numa maneira de defender-se, caso o temível inimigo resolvesse atacá-lo.
O peixinho Vermelho estava tenso. As coisas estavam ficando muito difíceis, e ele sabia que logo ficariam bem piores. O peixinho, de vermelho, estava quase branco de tanto pavor, mas seria bravo, morreria lutando, pensou.
O peixinho Vermelho estava parado num canto do aquário e lá pelas tantas, disse:
– Por favor, Sr. Gato, comporte-se, não me faça nenhum mal, hein! Pense no que disse o nosso dono. Ele confia tanto no senhor, até pediu para que cuidasse de mim, lembra?
O Gato levantou-se, arqueou-se, lambeu os beiços de forma assustadora. Em seguida, derrubando alguns objetos, subiu na estante e, num piscar de olhos, estava em cima da geladeira, ao lado do aquário.
Depois, numa rapidez própria dos felinos, enfiou uma das patas dentro do aquário. Vermelho, ligeiro como uma flecha, num ato de bravura, deu uma mordida na sua pata, quase lhe tirando um pedaço. O bichano, assustado, recuou.
O Gato, surpreso, logo percebeu a agilidade do seu adversário. Por alguns instantes, ficou imóvel, observando o pula-pula do peixinho tentando se salvar.
Em seguida, começou o combate. Vermelho defendia-se dando pulos no ar, parecia um acrobata. O Gato reconheceu a sua valentia e o admirou por isso. Era um pula pra cá, outro pula pra lá, e o peixinho sempre conseguia escorregar das garras do seu perseguidor.
Muito senhor de si, o gato respondeu:
– Escuta aqui, peixinho otário: se eu fosse honesto, não teria a fama que tenho. Além do mais, não adianta bancar o espertinho, nem tentar me convencer, porque eu vou te pegar, sim! E, quando o meu dono chegar, miarei suavemente, me enroscarei na sua perna, lançarei um doce olhar, e tudo estará resolvido.
Passado o susto, o Gato voltou a colocar a pata dentro do aquário e, sem querer, plaft! Derrubou o aquário no chão. O bichano quase morreu de susto!
Quando o Gato estava quase conseguindo vencer o peixinho, chegaram Duda e a família. Todos levaram o maior susto ao ver a bagunça. Tinha água e caco de vidro para tudo quanto era lado.
Duda ficou muito desapontado com o comportamento do gato maroto. Pegou-o pelas patas, levando-o por alguns instantes para fora de casa.
Enquanto isso, o peixinho Vermelho agonizava. Em tempo chegou o socorro e logo foi posto num pequenino aquário.
Duda, chocado com o ocorrido e preocupado com a segurança do peixinho, pediu para o pai devolvê-lo ao mar.
 Vermelho ficou muito emocionado ao avistar o imenso mar azul que o esperava. Ao ser posto dentro d'água, sem demora desapareceu, indo reencontrar a sua família e todos os seus amigos.
 No lugar onde morava, era só alegria. Os peixes deram uma grande festa para comemorar a sua volta.
Vermelho foi recebido como herói. A sua odisseia teve grande repercussão em todo o oceano. Até o rei dos mares o recebeu em solene audiência.
Em seus poucos momentos de solidão, o peixinho Vermelho relembrava a grande aventura que viveu na terra no meio daquelas criaturas muito estranhas...

Autora: Lenira Almeida Heck.

Domínio Público.

Atividade:

Desenhe o peixinho vermelho dentro do aquário.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/aqu%C3%A1rio-fishbowl-peixinho-vidro-152181/

Pinte os peixinhos de acordo com as cores da historinha. 

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=36934&picture=peixe-esboca

terça-feira, 12 de julho de 2016

Comemoração de 1 ano do inicio do blog. Hoje tem festa!


Amigos queridos que acompanham o blog Coisas de Criança, é com imensa alegria que comemoro um ano de sua criação com a presença de muitos de vocês aqui enfeitando a festa.
Obrigada por todas as palavras de incentivo, a presença de vocês foi muito importante para que eu percebesse se estava no rumo certo, acertando ali, consertando acolá, até achar o tom que ficasse bom para mim e ao mesmo tempo continuasse servindo de inspiração para pais e educadores – esse sempre foi o foco principal do blog – mas então, sem mais delongas, segue a colaboração dos amigos.
A proposta deixada na postagem com o convite para a festa era:

Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos 7 anos:

      - Onde estaria e fazendo o que?

      - O que você diria para você criança? – só não vale conselho, rsrs.

      - Deixar nome, profissão e quem puder a idade.

Depoimentos:

Com sete anos eu estaria em Mar Del Plata Argentina onde vivi até os 8anos de idade.
Me vejo brincando na sacada vestida com as roupas da minha mãe.
Eu diria A donde vás tan guapa?
Maria Fernanda Espino, aposentada,  55 anos.

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Com sete anos eu estaria na casa da minha avó paterna, estudando bastante e brincando pouco. Diria para aquela criança: dentro de você existe uma força muito poderosa, ela vai te salvar de tudo nessa vida!
Denise Araujo, psicóloga, 57 anos. Blog da Denise: Tecendo Ideias

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Aos sete anos, eu em Porto Alegre. No quintal de casa, observando minhocas e bichinhos das plantas e da terra. O que eu diria?
- Jorge, continue a ser curioso e pesquisador, tua profissão favorecerá isso.
Jorge Avila Kuhn, Tradutor, 64 anos São Vicente/SP

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Com sete anos eu gostaria de estar num mundo maravilhoso onde todos os seres fossem felizes. Eu pediria à criança que me ajudasse a ser um ser mais confiante e feliz.
Matilde, aposentada, 73 anos.

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"Certa noite, perambulando no meu sonho, cheguei numa nuvem muito branca e fofinha! Ouvi uma voz: - ei, estou aqui!!! E eu, entre medo e curiosidade, avistei uma garotinha franzina, tímida e fui até ela. Era eu mesma, que, como um toque de mágica, estava lá, aos meus sete anos!!! Como aconteceu isto?? Eu hoje tenho 70 anos, mas há poucos dias, numa pontinha de tristeza por estar quase velhinha (kkk) fiz uma oração e pedi a nossa Mãe Celeste, como presente, viver só mais um dia como uma doce garotinha!! Não esqueça NUNCA que a criança que tem dentro de você, NUNCA MORRE!"
Alba Maria Filipi, 70 anos, aposentada.

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Aos sete anos nos anos 50, e numa cidade de 30.000 habitantes, sem televisão - havia o cinema - com os desenhos animados, mas estava descobrindo também as Histórias dos Irmãos Grimm, Andersen, Perrault, e Monteiro Lobato- dá-lhe, imaginação!- enquanto quebrava a cabeça com as tabuadas! Aguardava as férias para vir passear em Porto Alegre, a capital, e a praia! Brincava de bonecas e de rodas na rua com as outras crianças e sonhava com os 15 anos: usar saltos altos e poder se pintar, não havia nada mais maravilhoso!
Haveria, mais, muitas lembranças mais, mas resumiria essa época com apenas duas palavras: doces sonhos!
Maria da Graça Silveira, 66 anos, aposentada. 

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Se eu pudesse falar com aquela menina de sete anos diria para ela nunca deixar o piano e o balé, perseverar nos estudos e insistir para fazer faculdade na capital. Depois voltar para Alegrete e não sair mais de lá. E não casar cedo! Ah, e cuidar muito do seu irmãozinho para evitar a tragédia que o levou.
Simplesmente Maria, 63 anos, escrevinhadora. Blog:Simplesmente Maria

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Estaria na rua, com meu pai, indo pra pracinha próximo da minha casa, e minha mãe estaria na escola.
Diria: cuidado quando você for brincar na gangorra. Ela pode acabar subindo muito alto, e você pode acabar se soltando, e batendo com a cara no ferro que segura a gangorra no chão, e pode se machucar feio.
Vívian Melyssa, Designer Gráfico, 21 anos. Página web:https://www.facebook.com/familydolls 

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Com sete anos de idade eu andava nas ruas, jogando bola de gude com os meninos, correndo de bicicleta, pulando sapata. Às vezes me reunia com as meninas para passear. Andávamos à toa pelas ruas.
Se pudesse voltar no tempo eu diria apenas: Não tenho pressa.

Gladis Berriel, escritora, 64 anos.

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Estou na cidade de Três Passos, RGS no quintal da casa. Vejo-a  com sete anos, pálida, séria, agachada na grama alta brincando com formigas. Toco delicadamente no ombro magro e ela levanta o olhar triste, de um azul profundo e límpido.
- Nunca tenha medo, digo. Você vai revolucionar. O sorriso rápido revela a falta dos dentes dianteiros.
Jeanne Geyer, blogueira, 64 anos.

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Olha Ela, Feliz/Feliz, leve e solta, e suas primeiras pedaladas, na sua tão sonhada bicicleta. Vai firme Criança, vai firme! Equilíbrio, muito Equilíbrio é o que a vida vai necessitar sempre de ti!

Lidia Maria Lacombe Klingelfus, 63 anos bancária aposentada.

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Para comemorar a festa de 1 ano de Coisas de criança, a Jeanne propôs que entrássemos em uma cápsula do tempo e nos encontrássemos com nós mesmos aos 7 anos, respondendo três perguntinhas:

1- Onde você estaria e fazendo o que?
R. Na rua brincando.

2- O que você diria para você criança?
R. Sabe esse céu imenso que gostas tanto? Deus te ama para além desse céu e jamais irá te abandonar.

Meri Pellens, blogueira e web designer autodidata, 41. Blog: Meri Pellens Mix

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
- Onde estaria e fazendo o que?
- Brincando de boneca, de casinha e de ser professora...
- O que você diria para você criança?
- Brinque muito, enquanto pode...
- Roselia Bezerra, professora aposentada, 62 neste mês...

"Benditas recordações que me cercam como em um abraço e me levam até um lugar radiante chamado saudade. Lá, o que eu fui segue intacto, livre dos arranhões do tempo, conservado por cada momento em que fui genuinamente feliz.”
(Fernanda Gaona) Blog:ESPIRITUAL-AMIZADE

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Aos sete anos comecei a alfabetização e lembro-me que tive que fazer muitas caligrafias, pois a minha letra ficava incompreensível. Nesta cena, em minha casa, a figura da minha avó paterna, que morava conosco, é muito presente; ela acompanhava os meus deveres escolares. Não é uma recordação boa, não gostava de fazer caligrafia e, na realidade, não mudou muito meu formato de letras.
O que posso dizer a minha menina é que a amo e que quero manter acesa a sua chama de peraltices dentro de mim.
Norma, psicóloga, terapeuta de casal e família, 67 anos.

“Uma das coisas melhores que pode acontecer para alguém na vida é ter uma infância feliz”. Agatha Christie Blog: Pensando em Família

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
Certamente estaria brincando de bonecas, coisa que sempre muito fiz.
 - O que você diria para você criança? –
Isso mesmo chica! Brinca e faz isso pela vida inteira!
Meu nome: Rejane
Profissão: advogada que abandonou tudo e foi ser apenas mãe, avó, dona de casa com muito amor e idade? Ainda 67!
Bjs, Chica  Blog Lugares Coloridos

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Aos sete anos eu morava no campo. Lembro do alvorecer e eu me preparando para ir à cidade com meu pai. Lembro da sensação de felicidade, eu escolhendo um vestidinho, lembro das cores do céu ao amanhecer. Um misto de expectativa e importância me dominava.
Eu diria a essa menina: Aninha, nunca perca a capacidade de se encantar, de acreditar e ver a beleza.
Ana Souza, 59 anos, aposentada.

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Se eu me encontrasse aos sete anos... Obviamente estaria brincando com as minhas bonecas!!O que eu diria? Não tenha medo, sei que algumas coisas e pessoas parecem grandes e assustadoras, mas geralmente elas não são tão horripilantes quanto parecem, acredite: você é corajosa, tem muitos dons que ainda não sabe e não se esforce tanto para que as pessoas gostem de você. Seja Feliz!! Carine Peres F. Cardoso, 42 anos, Psicóloga.

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Aos 7 anos:
- Onde estaria e fazendo o que? Provavelmente em P. Alegre, brincando no pátio da casa que morávamos na nossa infância, junto com meu irmão Joao Gilberto que teria 5 anos. Provavelmente brincando com terrinha como a gente falava.
- O que você diria para você criança? –Aproveite para brincar porque a coisa vai ficar feia kkkkkk

Simone T T Pinho, procuradora institucional, 48 anos. 

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Saindo da cápsula: 1-Estaria no ano de 1963 por burocracia escolar da época, não pude entrar para o grupo escolar por não ter sete anos completos e era de Março,imagina só, pois as aulas começavam em Fevereiro. Assim tive que viver este 7 anos numa aula particular com uma professora de nome Glória que me ensinava escrever e matemática.Assim meu tempo era de muita folga e vivi intensamente a infância de uma cidadezinha de interior de Minas Gerais. 2- Vá nadar mais no rio, vá jogar mais bola,catar frutas no pomar da casa de Drummond e fazer as tarefas da professora Gloria para ter mais tempo para brincar.
Toninho-60 anos-Engenheiro Eletricista. Blog: Momentos e inspirações



Amigos queridos, estou aqui emocionada ao final do post. 
Agradeço a presença de cada um e de todos que embora não tenham participado hoje, acompanharam esse trabalho desde o início. 
Esse blog é um sonho e um desejo profundo. 
Que Deus me permita deixar sementes em corações fecundos.

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“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos  filhos....  Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” 

Os amigos que não puderam participar, podem ir deixando sua participação nos comentários durante o dia de hoje que vou acrescentando, bjs

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Raposa e o Leão. Linda fábula de Esopo.

Fingindo-se enfermo, o Leão passou a receber visita de outros animais, os quais entravam na cova e o Leão os comia um a um. Por fim, chegou à porta da cova a Raposa, que desconfiada, perguntou-lhe de longe como estava. O Leão respondendo perguntou-lhe porque não entrava para vê-lo. Respondeu a Raposa: - Me parece que a tua casa está cheia, já que vi muitas pegadas de animais entrando e nenhuma de algum que tenha saído. Por isso, vou indo.

Fabula de Esopo.


Moral da história: 

Não existe ninguém tão esperto que consiga enganar a todos.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CANTIGA DE ADEUS.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/s%C3%A3o-jo%C3%A3o-festa-junina-comemora%C3%A7%C3%A3o-831834/

Mês de Junho foi se embora
Pintadinho de balão
Rodopiando na fogueira
Cantando para São João!

Crianças vestindo chita
Dançando xote e modão
Bochechas cor de pitanga
Cheirando a manjericão!

Adeus, adeus, mês de junho!
Até o ano que vem!
São João já está dormindo,
Enquanto floresce o bem,
Os anjos já estão cantando
Amém...amém...amém!

Jossara Bes. 

Para conhecer o trabalho da Jossara clique AQUIsuper recomendo, já é a segunda poesia que ela gentilmente cede para esse espaço. :))))


Pensamento ilustrado.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

PETER PAN A HISTÓRIA DO MENINO QUE NÃO QUERIA CRESCER. Parte 3.


— "Moro com os meninos perdidos."
— "Fiquei na mesma. Quem é essa gentinha? Nunca ouvi falar em meninos perdidos."
— "Meninos perdidos são os meninos que caem dos carrinhos nos jardins públicos quando as amas se distraem a namorar os soldados. Se as mães deles não conseguem encontrá-los no prazo de quinze dias, eles são remetidos para a Terra do Nunca, onde quem manda sou eu.”.
— "Que engraçado!" — exclamou Wendy. — “Terra do Nunca”! Está aí uma terra que eu não sabia que existisse. As geografias não falam dela. E depois? Que ideia a sua, de aparecer por cá esta noite?"
— "Eu costumo vir sempre" — respondeu Peter Pan — "para escutar do lado de fora da janela as histórias tão lindas que sua mãe conta. Tantas vezes vim que sou capaz de repetir uma por uma todas as histórias que vocês já ouviram."
— "Mas como é lá na Terra do Nunca?"
— "Oh, uma terra linda, Wendy! Temos piratas terríveis num grande lago, temos alcateias de lobos famintos que percorrem a floresta e temos uma tribo de índios ferozes, os Peles-Vermelhas, como são chamados. E temos ainda as sereias."
— "Sereias?" repetiu Wendy batendo palmas. — "Com cauda?"
— "Com cauda, escamas e tudo. Sereias iguaizinhas a essas que você vê pintadas nos livros. Uma lindeza, Wendy!"
Wendy não cabia em si de encantamento ante as maravilhas contadas por Peter Pan: Ele, porém, alegou que era tarde e tinha de ir-se embora.
— "Os meninos perdidos já devem estar inquietos com a minha ausência, e ansiosíssimos por ouvir o fim da história que a Senhora Darling contou hoje. Já sabem a primeira parte. Eu venho cá, ouço as histórias ali da janela e depois as conto a eles direitinho."
— "Não vá ainda!" — pediu Wendy. — "Eu sei mais de cem histórias, cada qual mais bonita, e se você ficar eu as contarei todas. Fique."
— "Mais de cem histórias? Oh, que mina!" — exclamou Peter Pan, batendo palmas. — "Nesse caso o melhor seria ir você comigo para a Terra do Nunca. Poderá contar todas essas histórias aos meninos perdidos, poderá ainda remendar a roupa deles, pregar botões e de noite fazê-los dormir — tudo como a Senhora Darling faz aqui. Oh, Wendy, venha comigo..."
A tentação era enorme. Visitar um país daqueles, com feras e piratas e índios e sereias, e ter ainda toda aquela meninada para brincar! Que bom não seria... Mas a menina vacilava.
— "Não posso, Peter Pan. Mamãe não o consentiria nunca. E, além disso, deve ser muito longe essa terra."
— "Que importa que seja longe? Iremos voando, e para quem voa não há distâncias."
— "Voando? Mas eu não sei voar, Peter Pan! Que ideia..."
— "Eu ensino, não seja essa a dúvida. Em dois minutos deixo você voando que nem uma andorinha."
Aquilo era demais. Era ainda melhor do que ver sereias.
Voar, voar... Wendy não pôde resistir à tentação: resolveu que iria. Em todo caso, duvidou um pouco.
— "Já disse que ensino" — assegurou Peter Pan com firmeza. — "Eu, quando digo, faço."
— "E ensina também ao Joãozinho e ao Miguel? Se formos para lá temos de ir todos."
— "Ensino, sim, claro que ensino. Está resolvida? Vai mesmo?"
— "Estou resolvida, vou!" — respondeu Wendy com firmeza — e pulando da cama foi acordar os irmãozinhos.
João Napoleão e Miguel sentaram-se na cama esfregando os olhos, e logo que souberam do caso, deram pulos de contentamento. Gostavam de piratas e sereias ainda mais que Wendy e, portanto ficaram ainda mais assanhados. Queriam partir incontinenti.
— "Isso, não!" — disse Peter Pan. — "Antes de mais nada vocês precisam tomar umas lições de voo."
— "É fácil voar?" — indagou Miguel.
— "É assim" — e Peter Pan deu uma demonstração, esvoaçando pelo quarto como se fosse uma borboleta.
Vendo a facilidade, os meninos tentaram fazer o mesmo. Subiram às camas, ergueram os braços e atiraram-se.
Mas foi só tombo. Esborracharam-se no tapete.
Peter Pan riu-se.
— "Não é assim, meninos. Eu tenho de soprar em vocês um pó mágico que certa fada me deu" — e dizendo isto sacou do bolso uma caixinha do pó mágico e soprou uma pitada no nariz de cada um; depois mandou que experimentassem, que subissem às camas, erguessem os braços e dessem outro pulo para o ar.
Os meninos experimentaram e com grande assombro viram que estavam leves como plumas e que podiam equilibrar-se no ar com a maior facilidade.
— "Estou que nem esses balõezinhos de borracha que mamãe enche de gás" — disse Miguel. — "Estou sem peso nenhum!" — e voou quase tão bem como Peter Pan. Por falta de experiência os três voadores deram algumas cabeçadas no forro, mas alguns minutos depois estavam que nem uma andorinha que havia ficado presa no quarto dois dias antes.
Vendo-os nesse ponto, Peter Pan achou que não era preciso mais. Podiam partir.
— "Muito bem" — disse ele. — “Podemos partir”. Sininho seguirá na frente, para indicar o caminho. Em segundo lugar vou eu com Wendy. Depois vai João Napoleão e por último, Miguel. Aprontem-se para partir.
Foi uma correria. João Napoleão quis levar uma porção de coisas, mas teve que desistir porque ficaria muito pesado. Miguel correu ao vestíbulo da casa em busca dum gorro e como não o encontrasse veio com uma cartola do Senhor Darling na cabeça. Wendy resolveu ir como estava, de camisola mesmo.
— "Pronto?" — perguntou Peter Pan.
— "Pronto" — responderam todos.
— "Então vamos lá. Um, dois e... três!"
Ouviu-se um prrrrr... E ergueram-se nos ares os quatro meninos, na ordem mareada pelo chefe e com a bola de fogo voando à frente para indicar o caminho. E lá se foram para a maravilhosa Terra do Nunca...
Justamente naquela hora Mrs. Darling estava na sala de jantar contando ao marido a história da sombra. O Senhor Darling sorria.
— "Impossível querida. Isso há de ser sonho. É um absurdo."
Nisto soou o prrrrr... Julgando que fosse alguma coruja que houvesse entrado na nursery, a Senhora Darling correu para lá. Ao ver a janela aberta e as três camas vazias, deu um grito e desmaiou.
Neste ponto Dona Benta interrompeu a história, deixando o resto para o dia seguinte.

Então galera, vamos ter que esperar outro dia para ver a continuação.


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