domingo, 4 de setembro de 2016
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Ciranda. Linda poesia de Cecília Meireles
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=56775&picture=rosa
Eu queria
ser a rosa
lá-lá-rá-lá-lá-lá-lá,
E, vivendo
num jardim,
Ter
besouros, borboletas,
lá-lá-rá-lá-lá-lá-lá,
Cirandando
ao pé de mim ! ...
Eu queria
ser a praia,
Ló-ló-ró-ló-ló-ló-ló.
Onde as
ondas vão brincar;
E seria toda
a vida,
Ló-ló-ró-ló-ló-ló-ló.
Bem querida
pelo mar !
Eu queria
ser estrela,
Li-li-ri-li-li-li-li,
sendo a
noite minha irmã,
Para
despontar à tarde,
Li-li-ri-li-li-li-li,
E
esconder-me de manhã !
Cecília
Meireles.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
O LOBO E 0 BURRO.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=35135&picture=figurine-burro
Um burro estava
comendo quando viu um lobo escondido espiando tudo que ele fazia. Percebendo
que estava em perigo, o burro imaginou um plano para salvar a sua pele.
Fingiu que era aleijado e saiu mancando com a
maior dificuldade. Quando o lobo apareceu, o burro todo choroso contou que
tinha pisado num espinho pontudo.
— Ai, ai,
ai! Por favor, tire o espinho de minha pata!
Se você não
tirar, ele vai espetar sua garganta quando você me engolir.
O lobo não
queria se engasgar na hora de comer seu almoço, por isso quando o burro
levantou a pata ele começou a procurar o espinho com todo cuidado. Nesse
momento o burro deu o maior coice de sua vida e acabou com a alegria do lobo.
Enquanto o
lobo se levantava todo dolorido, o burro galopava satisfeito para longe dali.
Cuidado com
os favores inesperados.
CONTOS
TRADICIONAIS,
FÁBULAS,
LENDAS E
MITOS – Domínio Público.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Os dois amiguinhos.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php image=121199&picture=reflexao-egret
Uma vez uma
garça adotou um filhote de tigre órfão e criou o bebê junto com seu próprio
filho. Os dois viraram grandes amigos, e todo dia faziam a maior bagunça, sem
jamais brigar. Na realidade, eram as crianças mais boazinhas do mundo. Um dia
apareceu outra garça que era uma encrenqueira; essa garça tratou muito mal o
bebê garça. O bebê garça pediu socorro, e o tigre veio correndo: num instante
engoliu a encrenqueira. Só ficou um ossinho e um punhado de penas para contar a
história. O tigre, que tinha sido criado num regime vegetariano, achou aquela
comida diferente uma maravilha. Lambendo os bigodes, piscou o olho e disse:
– Eu te
adoro, minha pequena garça!
E zás, lá se
foi sua companheira de brincadeiras servir de sobremesa para o piquenique
improvisado.
Moral: Nada
elimina o que a natureza determina.
Esopo.
domingo, 28 de agosto de 2016
A Foca.
Quer ver a
foca
Ficar feliz?
É por uma
bola
No seu
nariz.
Quer ver a
foca
Bater
palminha?
É dar a ela
Uma
sardinha.
Quer ver a
foca
Fazer uma
briga?
É espetar
ela
Bem na
barriga!
Vinicius de
Moraes
sábado, 27 de agosto de 2016
O RATINHO, O GATO E O GALO. Fábula de Monteiro Lobato.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=26117&picture=rato-jolly
Certa manhã,
um ratinho saiu do buraco pela primeira vez.
Queria
conhecer o mundo e travar relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos.
Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correnteza dos ribeirões, a habitação
dos homens. E acabou penetrando no quintal duma casa da roça.
— Sim
senhor! E interessante isto!
Examinou
tudo minuciosamente, farejou a tulha de milho e a estrebaria. Em seguida, notou
no terreiro um certo animal de belo pelo, que dormia sossegado ao sol.
Aproximou-se
dele e farejou-o, sem receio nenhum. Nisto, aparece um galo, que bate as asas e
canta. O ratinho, por um triz, não morreu de susto.
Arrepiou-se
todo e disparou como um raio para a toca.
Lá contou à
mamãe as aventuras do passeio.
— Observei
muita coisa interessante — disse ele. — Mas nada me impressionou tanto como
dois animais que vi no terreiro.
Um de pelo
macio e ar bondoso seduziu-me logo. Devia ser um desses bons amigos da nossa gente,
e lamentei que estivesse a dormir impedindo-me de cumprimenta-lo. O outro...
Ai, que ainda me bate o coração! O outro era um bicho feroz, de penas amarelas,
bico pontudo, crista vermelha e aspecto ameaçador. Bateu as asas barulhentamente,
abriu o bico e soltou um có-ri-có-có tamanho, que quase caí de costas. Fugi.
Fugi com quantas pernas tinha, percebendo que devia ser o famoso gato, que
tamanha destruição faz no nosso povo.
A mamãe rata
assustou-se e disse:
— Como te
enganas, meu filho! O bicho de pelo macio e ar bondoso é que é o terrível gato.
O outro, barulhento e espaventado, de olhar feroz e crista rubra, filhinho, é o
galo, uma ave que nunca nos fez mal. As aparências enganam.
Aproveita,
pois, a lição e fica sabendo que:
Quem vê cara
não vê coração.
(Monteiro
Lobato) - Domínio Público.
Assinar:
Postagens (Atom)





