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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Educação pelo exemplo.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=139332&picture=a-vara-da-familia

É voz corrente que as crianças adoram os avós. Seja porque eles lhes fazem as vontades ou porque lhes dispensam mais tempo, considerando que, normalmente, o tem mais livre, por estarem aposentados.
Enfim, os netos adoram ficar com os avós. Por isso, em muitas famílias, existe até uma programação específica, durante o mês, para um ou outro final de semana em que os netos se instalam na casa deles.
O pequeno Gabriel, nos seus quatro anos, não era exceção. Com sua mochila, com tudo e mais um pouco do que poderia precisar, passava alguns finais de semana na casa dos avós.
Eram sempre dias um tanto tumultuados porque o pequeno parecia um furacão. Adorava jogar bola com as mãos, com os pés. E, por vezes, atingindo lustres e abajures.
Na hora de dormir, desejava ouvir histórias contadas pelo avô. Histórias do tempo em que ele era criança. Gostava de ouvir aquelas coisas que o avô fazia, na sua infância, que parecia perdida nos anos.
Algumas brincadeiras um tanto diferentes das suas: subir em árvores, jogar bolinha de gude, pescar no riacho perto de casa...
Tudo isso deliciava, especialmente, o avô, o mais falante, o que mais interagia com o pequeno.
Foi na hora do café da manhã, que tudo aconteceu. O avô ofereceu uma fruta ao neto, que a rejeitou. Também a outra não foi aceita.
Desejando que o menino se servisse de algo saudável na primeira refeição do dia, o avô apanhou uma caneca, que trazia os dizeres: Para o meu sobrinho mais querido.
Como um grande ator, ele traduziu, entusiasmado, os dizeres:
Então, vamos tomar um leite com chocolate nesta caneca espetacular, que comprei especialmente para você?
Aqui está escrito: Para o meu neto querido, Gabriel, com todo meu amor.
Naturalmente, as intenções daquele avô eram as melhores possíveis.
No entanto, o garoto se mostrou desconfiado.
Deixe eu ver, vô, pediu ele. E tomou o utensílio em suas pequenas mãos.
Como um especialista, inspecionou, devagar, todos os símbolos e sinais escritos nela e indagou:
Vô, me diga uma coisa. Onde está o G e depois o A para fazer GA, de Gabriel? Eu não estou vendo nada disso aqui. Eu sei como se escreve meu nome.
Como a situação se resolveu, não nos foi contado. Não sabemos se o avô admitiu sua aparentemente inocente mentira, e o que se desenrolou na sequência.
No entanto, é bom pensarmos quantas vezes, em nossa vontade de acertar, erramos.
Ou seja, quantas vezes, faltamos com a verdade para com os nossos pequenos? Verdade que, cedo ou tarde, eles descobrem.
Diante disso, é de nos questionarmos com que direito lhes desejamos ensinar que devem dizer a verdade, que devem ser honestos, que não devem enganar a ninguém?
Se os desejamos homens de bem, que no futuro poderão ocupar cargos na política, no empresariado, no comércio, na ciência, nas artes, no que for, primemos pela sua correta educação.
Se os exemplos falam muito mais alto do que as palavras, é bom repensarmos as nossas atitudes. Afinal de contas, todos somos educadores: pais, avós, professores, tios, primos.
Educamos para as coisas positivas ou não. Educamos com nosso exemplo, com nossa forma de ser.
Tenhamos isso em mente antes de tentarmos distrair-lhes as mentes ou lhes conquistar os corações com invenções tolas ou inverdades.
Pensemos nisso. Os pequenos têm os olhos postos em nós, a todo momento e aguardam a melhor condução para as suas vidas.


Redação do Momento Espírita.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Literatura infantil lúdica: uma importante ferramenta para a formação de leitores.

O artigo de hoje ressalta a importância da contação de histórias na formação de futuros leitores. Sou incansável nessa busca. Pesquiso as mais lindas histórias infantis, fábulas, cantigas de roda, folclores, enfim, tudo que traz a criança para o mundo imaginário e fascinante da leitura. Bom proveito educadores e amigos queridos!



Raimunda Alves Melo*

A literatura infantil é objeto de muitas pesquisas nas últimas décadas. Alguns estudiosos tecem reflexões sobre a importância de estimular a leitura e a escrita e apontam alternativas para orientar os professores a realizar um trabalho mais sistemático e aprofundado com obras literárias voltadas às crianças. Outros discutem o papel da literatura infantil na formação de leitores. Neste texto, apresentamos algumas orientações metodológicas para garantir essa dupla função, pois queremos que a leitura na escola seja marcada por momentos lúdicos e prazerosos no contato das crianças com os textos literários, tendo como consequência o estímulo à alfabetização e ao letramento já nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

A literatura infantil sempre esteve e está presente em nossas vidas muito antes da leitura e da escrita, seja por meio das cantigas de ninar, das brincadeiras de roda ou das contações de histórias realizadas pelos familiares. Porém quando as crianças chegam à escola é que a literatura passa a ter o poder de construir uma ligação lúdica entre o mundo da imaginação, dos símbolos subjetivos, e o mundo da escrita, dos signos convencionais impostos pela cultura sistematizada.

Sabemos que a partir do momento em que a criança tem acesso ao mundo da leitura, ela passa a buscar novos textos literários, faz novas descobertas e consequentemente amplia a compreensão de si e do mundo que a cerca. Nesse cenário, professores e coordenadores pedagógicos devem atuar em sintonia, assegurando que o trabalho com a literatura infantil aconteça de forma dinâmica, por meio de práticas docentes geradoras de estímulos e capazes de influenciar de maneira significativa o desenvolvimento de habilidades orais, leitoras e escritoras. A contação diária de histórias é bastante significativa, porque proporciona um momento mágico de valor educativo sem igual na correlação destes três eixos: leitura, escrita e oralidade.

As atividades de leitura devem ocorrer desde os primeiros dias de aula, mesmo com crianças que ainda não conhecem nenhuma letra, pois, por meio da visão e da audição, elas realizam a leitura de ilustrações e acompanham a leitura do texto feita pelo professor. Nessa fase inicial, em contato com os livros, elas aprendem a manuseá-los, a reconhecer suas formas, a perceber a diagramação e iniciam suas experiências com os modos de composição textual.
Uma boa obra literária é aquela que apresenta a realidade de forma nova e criativa, deixando espaço para o leitor descobrir o que está nas entrelinhas do texto. A interação da criança com a literatura possibilita uma formação rica em aspectos lúdicos, imaginativos e simbólicos. O desenvolvimento dessa interação, com procedimentos pedagógicos adequados, leva a criança a compreender melhor o texto e seu contexto.

Com o intuito de formar leitores, a literatura especializada aconselha os professores e a escola a utilizar alguns procedimentos pedagógicos como: convívio contínuo com histórias, livros e leitores; valorização do momento da leitura; disponibilidade de um acervo variado; tempo para ler, sem interrupções; espaço físico agradável e estimulante; ambiente de segurança psicológica e de tolerância dos educadores em relação às singularidades e às dificuldades de aprendizagem de cada criança; oportunidades para que expressem, registrem e compartilhem interpretações e emoções vividas nas experiências de leitura; acesso à orientação qualificada sobre por que ler, o que ler, como ler e quando ler. Nessa perspectiva, é importante ressaltar a relevância do contato permanente das crianças com os livros, para que elas possam conviver com suas histórias desde cedo.

O trabalho com a literatura infantil deve ter como um dos pontos norteadores a preocupação em formar leitores autônomos e críticos. Isso exige dos professores um olhar atento e tenaz para as metodologias que devem ser empregadas, bem como para o material a ser utilizado (livros só com textos; livros com textos e imagens; livros só com imagens; livros com recursos audiovisuais, entre outros). É importante ressaltar que esses materiais, quando bem trabalhados, atraem bastante as crianças. Além disso, podem ser explorados em atividades de ordenação das narrativas e de (re)criação de histórias orais ou escritas.
Independentemente do tipo de livro que utilizem em sala de aula, orientamos que os professores destinem pelo menos 25 minutos diários das aulas para proporcionar a seus alunos um momento de leitura, que pode ser realizado de forma coletiva ou individual, sistematicamente, não deixando para trabalhar apenas no dia destinado a atividades de Língua Portuguesa.

Outra estratégia importante é incluir brinquedos e brincadeiras como parte da formação de alunos leitores. Ao misturar livros e brinquedos, livros e brincadeiras, a escola realiza um trabalho de sedução das crianças para a leitura, pois, à medida que o livro entra em sua vida, desde muito cedo e de forma prazerosa, desperta seu imaginário e, consequentemente, o desejo de ler. Partindo desse princípio, acreditamos que as atividades lúdicas envolvendo a leitura, realizadas diariamente pelos professores, bem como a disponibilização de livros de literatura infantil e brinquedos fazem com que os primeiros contatos com a leitura sejam agradáveis e divertidos. Dessa forma, quanto mais lúdico for o trabalho com a literatura infantil, melhor será seu impacto na formação de leitores e na aprendizagem da leitura e da escrita.

Ler histórias para as crianças é incitar o imaginário, provocar perguntas e buscar respostas, é despertar grandes e pequenas emoções como rir, chorar, sentir medo e raiva, emoções estas que vêm das histórias ouvidas e lidas. Juntos, livros, brinquedos e brincadeiras fortalecem ainda mais a construção de novos conhecimentos, favorecendo o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo das crianças.

* Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e consultora do Programa Palavra de Criança em 25 municípios piauienses.





Para saber mais sobre contação de  histórias, estudar e estar apto para essa tarefa gratificante, clique AQUI

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A GRANDE CRISE. Avanço científico-tecnológico versus Infelicidade humana e violência. Uma reflexão para o educador.

Uma pausa para reflexão sempre cai bem. O foco do blog é usar fábulas e historinhas infantis para ajudar na educação de crianças preparadas para a vida, e espiritualizadas para enfrentar o novo mundo. Por isto achei de grande relevância o texto abaixo.



Avanço científico-tecnológico versus Infelicidade humana e violência.

Como explicar a grande crise que estamos vivendo hoje, em que temos, de um lado, uma humanidade que atingiu um tremendo avanço científico-tecnológico, e, de outro, estatísticas assustadoras, como a de que a depressão é a doença que mais atinge mulheres e a que mais cresce entre homens, fazendo com que antidepressivos sejam os medicamentos mais vendidos no mundo, ou a que dá conta de que a violência nas escolas, ruas, lares, etc., vem aumentando vertiginosamente?
Como explicar essa grande crise que envolve o louvável avanço científico-tecnológico de um lado e o aumento da violência e da infelicidade humana de outro?
Segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020, a depressão será a segunda maior doença em todo o mundo, ficando atrás apenas das doenças do coração.
De antemão, é possível observar que toda a evolução científica e tecnológica da humanidade não tem sido capaz de nos trazer mais felicidade, tranquilidade e paz. E se o patamar evolutivo a que chegamos não consegue nos proporcionar isso, alguma coisa está errada. E só por isso — ou exatamente por isso — percebermos a necessidade de rever nossos conceitos, de fazer uma revolução no modo como vivemos, pois, caso contrário, aumentará a relação entre tecnologia e infelicidade humana. Quando digo “revolução”, refiro-me à necessidade de mudar drasticamente nossas atitudes. Afinal, “se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, vamos receber o que sempre recebemos. É preciso fazer algo diferente para ter um resultado diferente”.
Como se não bastasse o tamanho dessa crise, outra vem se abatendo sobre a humanidade: a crise de sentido da vida. É por causa dessa crise que o ser humano vivencia conflitos e se pergunta: de onde vim? Para onde vou? Quem sou? O que estou fazendo aqui? Qual o sentido da vida?
Todos, em determinado momento da vida, fazemos essas perguntas, mas poucos obtêm respostas satisfatórias. Em geral, as pessoas dizem a si mesmas: “eu tenho tudo para ser feliz e não sou, sinto que está faltando alguma coisa na minha vida, mas não sei o bem o que é”.
Traçamos metas, como casar, ter filhos, separar, passar no concurso, comprar uma roupa, uma casa, um carro, trocar de casa, de carro, de cidade, de país... E, quando conseguimos atingi-las, ficamos felizes na hora, por um curto período, mas a satisfação passa logo. Isso acontece porque a felicidade que esse tipo de meta proporciona não é permanente, mas passageira. E, assim, acabamos percebendo que “o melhor da festa”
é a “a expectativa da festa”, pois enquanto esperamos pela festa podemos fantasiar que ficaremos felizes, mas, no fundo, sabemos que tal felicidade é passageira.
Todo ser humano busca a felicidade.
A questão é saber como e onde encontrá-la.
É bom que as pessoas sigam realizando seus desejos, pois, assim, chegará um momento em que perceberão que apenas Deus poderá preenchê-las totalmente. Ao dizer isso, estou me referindo à transcendência, que é uma necessidade básica de nossa alma — a necessidade de entrar em contato com algo sagrado, superior, maior.
A transcendência é, para a alma, como a alimentação é para o corpo. Se não nos alimentarmos, nosso corpo sentirá fome; se não transcendermos, quem sentirá fome será a nossa alma. E é essa “fome” — a fome de transcendência sentida pela alma — que recebe o nome de depressão, de crise existencial, e que se evidencia quando não conseguimos reagir de maneira adequada aos problemas e dificuldades da vida, quando nos sentimos — e ficamos — incapazes de enfrentar adequadamente a nossa própria vida.
A falta de transcendência pode ser comparada a uma grande bebedeira:
algumas pessoas, sob o efeito do álcool, ficam nervosas, briguentas e violentas; outras ficam tristes, choram, sentem sono, desanimam; outras, ainda, ficam agitadas, desassossegadas... Portanto, quando a transcendência não está presente em nossa vida, começamos a achá-la sem graça, sem sentido, chata e cada vez mais nos sentimos tristes, vazios, depressivos, melancólicos, agressivos e violentos.
A falta de transcendência, muitas vezes, tem sido encarada como uma doença muito conhecida em nossos dias: a depressão.
Para aliviar os sintomas da falta de transcendência, precisamos acabar com comportamentos inadequados, que nos levam à escuridão.
Trataremos desse assunto nos próximos capítulos.



VALORES HUMANOS - A revolução necessária - Izabel Ribeiro

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Garotinha pede para que mãe faça as pazes com o pai em vídeo emocionante.



Acho que em tempos de guerras no mundo e intolerância, racismo, as palavras dessa pequena grande filosofa chegam na hora certa. 
O tempo é de aprender com as crianças, bom feriado :)))

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Aprender a aprender. Uma reflexão para pais e educadores.

Não coloque limites em suas crianças quando o assunto for aprender e realizar. 
Diga sempre que eles podem, se não podem fazer hoje, com perseverança conseguirão no futuro. 
Valorize suas conquistas, sem enfatizar as perdas, os fracassos. Todos erramos, mas é no erro e na repetição da lição a ser conquistada que conseguiremos o sucesso! 
Eduque suas crianças para serem vencedoras na vida!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

As coisas que a gente fala - Rutn Rocha - com atividadess

Fonte:https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7a-praia-liangxiaowucai-feliz-538029/



As coisas que a gente fala
saem da boca da gente
e vão voando, voando,
correndo sempre pra frente.
Entrando pelos ouvidos
de quem estiver presente.
Quando a pessoa presente
É pessoa distraída
Não presta muita atenção.
Então as palavras entram
E saem pelo outro lado
Sem fazer complicação.

Mas ás vezes as palavras
Vão entrando nas cabeças,
Vão dando voltas e voltas,
Fazendo reviravoltas
E vão dando piruetas.
Quando saem pela boca
Saem todas enfeitadas.
Engraçadas, diferentes,
Com palavras penduradas.

Mas depende das pessoas
Que repetem as palavras.
Algumas enfeitam pouco.
Algumas enfeitam muito.
Algumas enfeitam tanto,
Que as palavras - que
Engraçado!
- nem parece as palavras
que entraram pelo outro
lado.

E depois que elas se espalham,
Por mais que a gente procure,
Por mais que a gente recolha,
Sempre fica uma palavra,
Voando como uma folha,
Caindo pelos quintais,
Pousando pelos telhados,
Entrando pelas janelas,
Pendurada nos beirais.

Por isso, quando falamos,
Temos de tomar cuidado.
Que as coisas que a gente fala
Vão voando, vão voando,
E ficam por todo lado.
E até mesmo modificam
O que era nosso recado.

Eu vou contar pra vocês
O que foi que aconteceu,
No dia em que a Gabriela
Quebrou o vaso da mãe dela
E acusou o Filisteu.

- Quem foi que quebrou meu vaso?
Meu vaso de ouro e laquê,
Que eu conquistei no concurso,
No concurso de crochê?
- Quem foi que quebrou seu vaso?
- a Gabriela respondeu
- quem quebrou seu vaso foi...
o vizinho, o Filisteu.

Pronto! Lá vão as palavras!
Vão voando, vão voando...
Entrando pelos ouvidos
De quem estiver passando.
Então entram pelo ouvido
De dona Felicidade:
- o Filisteu? Que bandido!
que irresponsabilidade!
As palavras continuam
A voar pela cidade.
Vão entrando nos ouvidos
De gente de toda idade.
E aquilo que era mentira
Até parece verdade...

Seu Golias, que é vizinho
De dona Felicidade,,
E que é o pai do Filisteu,
Ao ouvir que o filho seu
Cometeu barbaridade,
Fica danado da vida,
Invente logo um castigo,
Sem tamanho, sem medida!
Não tem mais festa!
Não tem mais coca-cola!
Não tem TV!
Não tem jogo de bola!
Trote no telefone?
Nem mais pensar!
Isqueite? Milquicheique??
Vão acabar!

Filisteu, que já sabia
Do que tinha acontecido,
Ficou muito chateado!
Ficou muito aborrecido!
E correu logo pro lado,
Pra casa de Gabriela:
- Que papelão você fez!
Me deixou em mal estado,
Com essa mentira louca
Correndo por todo lado.
Você tem que dar um jeito!
Recolher essa mentira
Que em deixa atrapalhado!

Gabriela era levada,

Mas sabia compreender
As coisas que a gente pode
E as que não pode fazer;
E a confusão que ela armou,
Saiu para resolver.

Gabriela foi andando.
E as mentiras que ela achava
Na sacola ia guardando.
Mas cada vez mais mentiras
O vento ia carregando...
Gabriela encheu sacola,
Bolsa de fecho de mola,
Mala, malinha, maleta.

E quanto mais ia enchendo,
Mais mentiras ia vendo,
Voando, entrando nas casas,
Como se tivessem asas,
Como se fossem - que coisa!
- um milhão de borboletas!

Gabriela então chegou
No começo de uma praça.
E quando olhou para cima
Não achou a menor graça!
Percebeu - calamidade!
- que a mentira que ela disse
cobria toda a cidade!

Gabriela era levada,
Era esperta, era ladina,
Mas, no fundo, Gabriela
Ainda era uma menina.
Quando viu a trapalhada
Que ela conseguiu fazer,
Foi ficando apavorada,
Sentou-se numa calçada,
Botou a boca no mundo,
Num desespero profundo...

Todo mundo em volta dela
Perguntava o que é que havia.
Por que chora Gabriela?
Por que toda esta agonia?
Gabriela olhou pro céu
E renovou a aflição.
E gritou com toda força
Que tinha no seu pulmão:
- Foi mentira!
- Foi mentira!

Com as palavras da menina
Uma nuvem se formou,
Lá no alto, muito escura,
Que logo se desmanchou.
Caiu em forma de chuva
E as mentiras lavou.

Mas mesmo depois do caso
Que eu acabei de contar,
Até hoje Gabriela
Vive sempre a procurar.
De vez em quando ela encontra
Um pedaço de mentira.
Então recolhe depressa,
Antes dela se espalhar.
Porque é como eu lhes dizia.
As coisas que a gente fala
Saem da boca da gente
E vão voando, voando,
Correndo sempre pra frente.

Sejam palavras bonitas
Ou sejam palavras feias;
Sejam mentira ou verdade
Ou sejam verdades meias;
São sempre muito importantes
As coisas que a gente fala.
Aliás, também têm força
As coisas que a gente cala.
Ás vezes, importam mais
Que as coisas que a gente fez...
"Mas isso é uma outra história
que fica pra uma outra vez..."

*******

A tarefa de educar e formar cidadãos de bem e preparados para a vida, exige dos pais ou educadores mais do que fornecer a educação formal da escola, e boas maneiras em casa. 
No mundo moderno é muito pouco. Gosto de fazer atividades que façam as crianças pensarem em seu comportamento e como podem melhorar. 
E eles são muito receptivos a essas atividades. 
Na escola o tempo para pensar em si e em seus sentimentos não existe praticamente. Em casa, com os pais chegando à noite, cansados, é hora de banho, jantar, olhar os cadernos.
É no espaço que o professor reserva na escola, o evangelizador nas aulas e os cuidadores, avós, em casa, com mais tempo, que a criança pode parar, pensar e rever seus comportamentos. 
O tema de hoje aborda a comunicação, principalmente a comunicação com responsabilidade, o cuidado com as palavras.

Tema: 

comunicação, a arte de se comunicar, identificando sentimentos, saber ouvir e calar.

Quando você pensava que eu não estava olhando

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/menina-crian%C3%A7a-jogar-dan%C3%A7a-inverno-562156/

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prender na geladeira e, imediatamente, eu tive vontade de fazer outro para você.
Quando você pensava que eu não o estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua e eu aprendi que é legal tratar bem os animais.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito para mim e eu aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.
Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração, e eu aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.
Quando você pensava que eu não o estava olhando, eu vi você fazendo comida e levando para uma amiga que estava doente e eu aprendi que todos nós temos que ajudar e tomar conta uns dos outros.
Quando você pensava que eu não o estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e eu aprendi que aqueles que tem alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu senti você me dando um beijo de boa noite e me senti amado e seguro.
Quando você pensava que eu não o estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós e eu aprendi que nós temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas de que gostamos.
Quando você pensava que eu não o estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e eu aprendi que tinha que ser responsável quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não o estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e eu aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.
Quando você pensava que eu não o estava olhando, eu vi que você estava preocupado e eu quis fazer o melhor de mim para ser o melhor que pudesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando foi quando eu aprendi a maior parte das lições de vida que eu precisava, para ser uma pessoa boa e produtiva quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria te dizer:
"Obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!"
Este texto é muito verdadeiro. Nossos filhos e alunos aprendem com nosso modo de ser, não com nossas palavras.
Que pais e educadores tenham a sabedoria de perceber a importância de cada minuto com suas crianças, para que eles levem consigo o que temos de melhor. Não nossa irritação, nem nossa cara amarrada, nem nosso pessimismo podem integrar o legado que receberão.

Nossa verdadeira herança é aquilo que somos, que se torna parte indelével das almas que acolhemos como filhos ou alunos.

Autor desconhecido.