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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Vídeo sobre a importância de ler para a criança.

É importante assistir ao vídeo, é bem curtinho e acessível. Gostei porque fala exatamente sobre o objetivo principal do blog.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Atenção para o comportamento infantil. Games em excesso preocupam pais e educadores.

Amigos, o vídeo é curtinho mas impactante. É importante tomar uma atitude urgente, ainda dá tempo de reverter a situação. Fala sobre comportamento na infância de três gerações.




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Ao Mestre com carinho.




MINHA PROFESSORA

Mãe, eu tenho boas novas,
mas tem uma bem ruim.
Uma me deixou alegre,
outra é bem triste para mim...

Uma é que passei de ano,
tudo azul no boletim.
Eu só tive boas notas,
do começo até o fim.

Mas a outra é muito triste,
é pior do que castigo:
É que minha professora
não passou junto comigo!

Que será que aconteceu?
Vou falar com a Diretora:
se eu sou bom aluno,
ela é boa professora!

Vou ter outra ano que vem,
vai que eu logo me acostume...
E se eu gostar da nova,
essa vai ter ciúme?

Dessa minha professora,
o que eu digo é verdade,
sei que no ano que vem,
dela vou sentir saudade...

Seu carinho e paciência
vou levar junto comigo,
Pois se eu ganho um novo amor,
nunca esqueço do antigo!



O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudí-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O professor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A PARÁBOLA DAS LONGAS COLHERES.

Conta-se que, na Idade Média, um monarca excêntrico divertiu seus convidados num jantar com jogos, danças e mágicas até chegar a um ponto em que a fome de todos era insuportável. Finalmente, quando a a fome tornou-se incontrolável, o rei convidou seus hóspedes a passarem para uma sala especial, onde uma refeição os aguardava.
Abriu-se então a porta para a sala em que se via um grande caldeirão, do qual exalava um cheiro maravilhoso de sopa. Os convidados queriam servir-se, mas surpreenderam-se quando perceberam no caldeirão enormes e pesadas colheres de metal, com mais de um metro de comprimento.

Devido o peso e tamanho, não se podia segurar as colheres quentes a não ser com as duas mãos e por uma pequena haste de madeira em suas extremidades. Desesperados todos tentavam comer sem resultado.
Um dos convidados segurou a sua colher pela haste e levou-a a boca de um convidado que estava ao seu lado. Todos o imitaram e se saciaram.
Essa parábola ressalta a importância da cooperação e da empatia.
Devemos ter a consciência da importância da nossa participação na sociedade como um todo, sabendo que ninguém vive sozinho, que precisamos uns dos outros em todas as situações da vida e que só com a união poderemos sobreviver.
Quem age de forma egoísta não percebe que será o maior prejudicado não participando das atividades coletivas, não se envolvendo com os demais.
Somos habitantes de um lindo planetinha, a nossa casa, assim como uma família, sejamos os transformadores de nosso condomínio, escola, amigos porque se cada um fizer a sua parte teremos um mundo melhor.


Tema: cooperação, empatia.


Dinâmica do nó humano.

OBJETIVOS: 

Ajudar o grupo a compreender o processo vivido na solução de um determinado problema. Fazer com que o grupo aprenda a trabalhar em grupo, e aprenda a importância disso. Desenvolver a solidariedade e a força da união de grupos. Várias cabeças pensando sobre um mesmo problema fica mais fácil encontrar uma solução.

PROCESSO:

Os participantes formam um círculo e se dão as mãos. Cada um tem que memorizar a pessoa que está do seu lado esquerdo e do seu lado direito. Após esta observação, o grupo terá que caminhar dentro do círculo. A um sinal todos tem que parar no lugar que estão e procurar as pessoas que estavam no seu lado direito e no lado esquerdo e darem as mãos (como no início). As pessoas não podem mudar de lugar e nem trocar quem estava do seu lado. Depois disso, o grupo tem que voltar a posição original do círculo feito no começo. Enfim, partilha-se a experiência vivenciada. Destacar as dificuldades, os sentimentos experimentados no início, no momento do nó e ao final, após desatá-lo.
Apliquei essa dinâmica com os pequenos e deu super certo.
As crianças entenderam bem que todos precisamos uns dos outros.



Fiz com uma variação usando um carretel de barbante, onde um participante começava segurando uma ponta e jogando para outro até que todos estivessem com o barbante na mão segurando firmemente. A seguir corta-se o barbante e as crianças devem desatar o nó formado.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Moda da menina trombuda. Com uma bela análise do filme.

É a moda

da menina muda

da menina rombuda
que muda de modos e dá medo.

(A menina mimada!)


É a moda

da menina muda

que muda

de modos

e já não é trombuda.



(A menina amada!)


(Cecília Meireles)


Resenha do filme:

Sinopse e detalhes

A partir de 3 anos

A jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos rebeldes não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o tiro ao arco. Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava... Agora caberá à jovem ajudar a sua mãe e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-135528/

Para ver uma análise do filme clique AQUI

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Chapeuzinho Vermelho - Charles Perrault (Versão Original) abordando o tema obediência de forma criativa.

Fonte:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=76628&picture=chapeuzinho-vermelho

Ao lado da estrada que ia para a vila, havia uma casinha muito bem cuidada. Todos que passavam admiravam a ordem e a limpeza do lugar: a casa estava sempre bem varrida, havia vasos de gerânios na janela, e um cheiro bom de comida gostosa saía pela chaminé. Naquela casinha, junto com a mãe, morava Chapeuzinho Vermelho, uma menina muito boazinha. Tinha esse nome porque usava sempre uma capinha vermelha com um capuz, que lhe ficavam muito bem, deixando-a ainda mais corada e viçosa. A avó de Chapeuzinho Vermelho, que morava sozinha do outro lado da vila, ficava muito contente quando a neta ia visitá-la. Chapeuzinho Vermelho gostava de brincar no jardim, ao redor da casa, onde havia sempre borboletas esvoaçando entre as flores e passarinhos cantando nos arbustos.
O gato também brincava com ela, mas, quando sentia cheiro de comida, ele entrava correndo e ficava rodeando a mãe de Chapeuzinho Vermelho, até ganhar algum bocado.
Um dia, a mãe de Chapeuzinho fez umas coisas gostosas e chamou a menina: — Filhinha venha cá. Apronte-se para sair.
— Hum! Esse bolo deve estar uma delícia! Posso provar um perguntou Chapeuzinho Vermelho.
— Não minha filha, há outro para nós. Este eu fiz para sua avozinha, que está doente, de cama. Você vai até a casa dela, levar o bolo, estas rosquinhas e este pote de geleia — disse a mãe de Chapeuzinho, Vermelho, arrumando tudo numa cesta e cobrindo com um guardanapo.
 Depois entregou a cesta à menina, dizendo:
— Tenha cuidado, minha filha. Não vá pelo caminho da floresta…
— Já sei. Mamãe — interrompeu Chapeuzinho — O caminho da floresta é muito perigoso. É melhor ir pela estrada que atravessa o campo.
— Isso mesmo, minha filha. E não fale com estranhos!
— Já sei — disse a menina.
Não devo falar com desconhecidos, principalmente com o lobo, porque ele é muito mau.
— E gosta de comer crianças!
— Não me esquecerei — prometeu Chapeuzinho Vermelho.
Chapeuzinho Vermelho partiu contente: ia dar um belo passeio.
Havia borboletas pelo caminho, e às vezes algum coelhinho cruzava a estrada, correndo de um lado para outro.
Chapeuzinho Vermelho distraiu-se com as borboletas. Viu uma amarela, brilhante, e foi seguindo-a.
A borboleta pousou numa moita de margaridas-do-campo, tão lindas que a menina resolveu colher um buquê para levar à avó.
Havia muitas, cobrindo o chão como um tapete. Colhendo uma aqui, outra ali, Chapeuzinho foi entrando na floresta sem perceber.
Dona Coruja, acordando com aquela imensa folia reclama — Que é isso? Dançando! Não sabem que durmo de dia?!
E o coelhinho diz: — Bom dia! Correm os bichos da floresta: tatu, veado, paca e cutia, recebendo a menina em festa.
 — Chapeuzinho Vermelho, você não devia ir pela outra estrada? — perguntou a coruja.
— Eu? Sim… é que… estava colhendo flores para fazer um ramo para a vovozinha.
A coruja tornou a falar:
— Cuidado, Chapeuzinho Vermelho! O Lobo Mau anda por aí. Se ele vê você sozinha na floresta…
 A coruja não tinha acabado de falar, e o lobo saiu de uma. Moita. Tinha o focinho tão grande, os olhos tão acesos os dentes tão agudos, que metia medo.
Assim que o viam, os coelhinhos e até as rãs e os sapos saíam correndo.
— Ora, vamos ver o que está acontecendo por aqui. Sinto cheiro de gente. Quem será? — rosnou ele.
O lobo aproximou-se um pouco mais para espiar.
— Ah, é uma menina! E se não me engano, é Chapeuzinho Vermelho! — disse o lobo para si mesmo. — Vou chegar mais perto, bem devagar, para não assustar a menina.
— Bom dia, Chapeuzinho, como vai? E o que leva nessa cesta? — perguntou o lobo, com a voz mais macia que pôde.
A coruja não tinha acabado de falar, e o lobo saiu de uma moita. Tinha o focinho tão grande, os olhos tão acesos os dentes tão agudos, que metia medo.
Assim que o viam, os coelhinhos e até as rãs e os sapos saíam correndo.
— Ora, vamos ver o que está acontecendo por aqui. Sinto cheiro de gente. Quem será? — rosnou ele.
O lobo aproximou-se um pouco mais para espiar.
— Ah, é uma menina! E se não me engano, é Chapeuzinho Vermelho! — disse o lobo para si mesmo. — Vou chegar mais perto, bem devagar, para não assustar a menina.
— Bom dia, Chapeuzinho, como vai? E o que leva nessa cesta? — perguntou o lobo, com a voz mais macia que pôde.
— Vou à casa da vovozinha, levar-lhe um bolo, rosquinhas e geleia que a mamãe fez.
— E onde mora sua avozinha?
— A vovozinha mora perto do moinho, na última casa da vila. Mas por que você quer saber? — perguntou a menina.
— Bem… é que… Vamos fazer uma aposta? — disse o lobo, mudando de assunto.
— Que aposta? — perguntou a menina, desconfiada.
— Vamos ver quem chega lá primeiro? E sem esperar resposta, o lobo saiu correndo pela floresta.
 Chapeuzinho Vermelho não imagina que o lobo tivesse um plano, que só mesmo um lobo muito mau poderia ter. Num instante o lobo tinha chegado à casa da avozinha, enquanto Chapeuzinho Vermelho se demorava pelo caminho, colhendo flores e seguindo o voo das borboletas.
— Preciso dar um jeito de entrar sem que a velha desconfie de nada. Vou bater à porta como se fosse Chapeuzinho Vermelho.
— Tóc, tóc, toc!
— Quem é? — perguntou a avozinha.
— Sou eu. Chapeuzinho Vermelho! — respondeu o lobo, imitando a voz da menina.
— Que aconteceu com você Chapeuzinho? Porque está com a voz tão grossa? — perguntou a boa velhinha
— E que… eu estou rouca! Respondeu o lobo.
— Entre, querida, — disse a avó. — A porta está aberta.
O lobo não esperou segundo convite. Entrou correndo e de um salto atirou-se sobre a pobre avozinha, e a engoliu inteira, sem mastigar. A velhinha nem teve tempo de perceber o que estava acontecendo.
 Depois o lobo pôs na cabeça a touca da velhinha e enfiou-se debaixo das cobertas, fingindo que era a avó, e ficou esperando Chapeuzinho Vermelho.
Dali a pouco chegou a menina, com um belo ramo de flores. Bateu à porta alegremente, e entrou, dizendo:
— Olhe vovó, que lindas flores colhi no caminho para lhe trazer!
— Oh, obrigada! Mas o que você tem aí na cesta? — perguntou o lobo.
— Que é isso, vovozinha? Você está com a voz tão grossa!
— Oh, não é nada! E porque estou doente! — disse o lobo.
— Trouxe-lhe um bolo, rosquinhas e geleia, que a mamãe mandou — disse Chapeuzinho Vermelho.
— Sim, querida. Ponha tudo em cima da mesa e venha sentar aqui, perto de mim.
Quando Chapeuzinho Vermelho aproximou-se da cama, achou que a avó estava muito esquisita naquele dia.
— Vovó, como seus braços estão peludos hoje! E como são compridos! — disse a menina, assustada.
— São para abraçar você — respondeu o lobo.
— E que orelhas enormes! — tornou a dizer a menina.
— São para ouvir tudo que você diz — respondeu o lobo.
— Mas que olhos tão grandes, vovó!
— São para ver como você é bonita! — disse o lobo.
— Mas, vovó, que dentes grandes e afiados você tem!
— São para comer você! — disse o lobo. E saltou da cama sobre a menina.
Mas o lobo, com a avó dentro da barriga, estava muito pesado. Não conseguiu dar o pulo de sempre, e enroscou as pernas na colcha da cama. Chapeuzinho teve tempo de fugir e esconder-se dentro do guarda-roupa. O lobo tentou abrir pelo lado de fora, mas não conseguiu.
— Essa não! — resmungou ele. — Eu queria comer a menina de sobremesa!
O lobo sentou na frente do guarda-roupa para esperar a menina sair de lá. Mas logo sentiu sono e resolveu deitar na cama da avó para dormir.
O lobo, quando dormia, costumava roncar alto. Estava roncando, fazendo um barulhão, quando passou por ali um caçador. Curioso, o homem abriu a janela da casa para ver o que estava acontecendo lá dentro.
Desconfiado, não acredita:
— Essa não é a Vovozinha. Lobo de touca, laço e fita? É porque engoliu a velhinha!
Vou matá-lo com um tiro certo. Faço uma boa pontaria… E era uma vez um lobo esperto, que de maldade morria!
Com um tiro certeiro, o caçador matou o lobo.
— Há muito tempo eu queria fazer isto! — exclamou. — Finalmente, chegou o dia…
Quando o caçador entrou na casa, Chapeuzinho Vermelho saiu de guarda-roupa e contou o que tinha acontecido. Mais que depressa o caçador abriu a barriga do lobo com uma enorme tesoura. A avozinha pulou para fora, vivai Só estava um pouco sufocada:
— Que susto! — exclamou a velhinha. — Estou até com falta de ar.
Chapeuzinho Vermelho abraçou a avó, dizendo:
— Agora pode ficar sossegada, vovozinha, não há mais perigo.
As duas agradeceram ao caçador por ter salvado a avozinha a tempo. Depois o convidaram para comer, junto com elas, o bolo e, os doces que a mãe de Chapeuzinho Vermelho mandara.
Quando os moradores da vila souberam que o lobo tinha morrido, ficaram muito contentes.
Mas quem ficou mais feliz ainda, foram os coelhinhos, os cervos e todos os bichinhos da floresta.
E desse dia em diante, Chapeuzinho Vermelho pode correr atrás das borboletas e colher flores, sem medo do lobo.

Fim.




Existem várias versões dessa história, tive que pesquisar muito para encontrar a da minha infância e que considero a mais bonita e edificante.
Através da contação de histórias, pais, educadores e cuidadores, permitem que as crianças elaborem suas emoções e conflitos na identificação com os personagens e principalmente quando percebem que o bem sempre vence.
No caso de Chapeuzinho Vermelho, além de ser uma história encantadora, fica evidente que no momento em que ela desobedece aos conselhos da mãe, fica exposta aos perigos da vida, não tendo ainda maturidade e discernimento para saber compreender as situações de risco.
Pedófilos costumam atrair as crianças como o “lobo mau”, aparentando bondade e enganando com falsas promessas. Por tudo isto, gosto dessa historinha por seu conteúdo de respeito e obediência aos pais, porque ainda não tendo maturidade para entender o significado mais profundo que traz, a criança absorve e retém no inconsciente a “moral da história”.



Música de Braguinha:

Pela Estrada A Fora

Pela estrada a fora, eu vou bem sozinha
Levar esses doces para a vovozinha
A estrada é longa, o caminho é deserto
E o lobo mau passeia aqui por perto
Mas à tardinha, ao sol poente
Junto à mamãezinha dormirei contente

Atividade:

  
  Perguntar qual a parte da história que mais gostaram e por que.

  O que fariam no lugar de Chapeuzinho vermelho iriam desobedecer aos conselhos da mãe?

   A mãe dela tinha razão quando indicou o caminho mais seguro e mandou tomar cuidados com o Lobo Mau? Por quê?

  E por fim, solicitar que cada um conte o que aprendeu com a história. 





Tema abordado: Obediência. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

DONA BARATINHA.

Era uma vez uma baratinha que estava varrendo a casa e encontrou uma moeda. Achou que estava rica e já podia se casar.
Arrumou-se toda, colocou uma fita no cabelo e foi para a janela.
A quem passava ela perguntava:
- Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
O primeiro bicho que passou foi o boi, que respondeu:
- EU QUERO!
Dona Baratinha perguntou:
- E como é que você faz de noite?
O boi respondeu:
- MUUUUUUUU!
Ela disse:
- Ai não, muito barulho, assim eu não durmo, pode ir embora.
E o boi foi embora.
Em seguida veio passando o cavalo e Dona Baratinha perguntou:
- Quem quer casar com Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
O cavalo respondeu:
- EU QUERO!
Dona Baratinha perguntou:
- E como é que você faz de noite?
O cavalo respondeu:
- IIIIIIIRRRRRIIIIII!
Ela disse:
- Ai não, muito barulho, assim eu não durmo, pode ir embora.
E o cavalo foi embora.
Foi passando então o carneiro e Dona Baratinha perguntou:
- Quem quer casar com Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
O carneiro respondeu:
- EU QUERO!
Dona Baratinha perguntou:
- E como é que você faz de noite?
O carneiro respondeu:
- BÉÉÉÉÉÉÉ!
Ela disse:
- Ai não, muito barulho, assim eu não durmo, pode ir embora.
E o carneiro foi.


Dona Baratinha já estava ficando desanimada quando foi passando o rato.
- Quem quer casar com Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
O rato respondeu:
- EU QUERO!
- E como é que você faz de noite?
E o rato fez, bem baixinho:
- CUIM, CUIM , CUIM.
Ela quase não ouviu, e disse:
- Ah, agora sim, eu me caso com você!
Começaram os preparativos para o casamento.
Dona Baratinha toda agitada preparava um delicioso banquete para a festa do casamento e D. Ratão ajudava nos convites. Porém D. Ratão era muito guloso e pediu à noiva que fizesse para a festa seu prato favorito, feijão com toucinho.
O feijão com toucinho que Dona Baratinha preparava estava muito cheiroso e D. Ratão ia toda hora à cozinha tentar provar um pouquinho, mas sempre tinha alguém perto.
Tudo já estava pronto, banquete, igreja e os convidados chegando.
Dona Baratinha e D. Ratão muito elegantes e felizes estavam a caminho da Igreja, porém o noivo só pensava na feijoada. Então disse para Dona Baratinha que tinha esquecido as alianças em casa, e que assim que as pegasse a encontraria na igreja.
D. Ratão voltou para casa e correu até a cozinha para comer um pouco do toucinho.
Mas na afobação, escorregou e caiu dentro da panela do feijão morrendo afogado.
Dona Baratinha ansiosa esperava na igreja o noivo que não retornava.
Horas mais tarde, muito triste Dona Baratinha e alguns convidados decidiram voltar para casa e comer o banquete.
Logo descobriram o fim trágico do seu noivo e todos lamentaram muito.

A pobre Dona Baratinha chorou a noite inteira e desde aquele dia nunca mais preparou feijão com toucinho!



quinta-feira, 23 de julho de 2015

O Curupira. Lenda do folclore brasileiro para trabalhar o assunto ecologia.

O Curupira

Seu Curupira, dono da mata,
como é, como é você?

Quem já viu o Curupira
cai sempre em contradição:
uns falam que ele é gigante,
outros, que é um curumim
e outros, que é um anão.

Uns falam que ele se mostra,
outros dizem que se esconde
bem dentro do breu da noite.

Mas ninguém duvida, jamais,
que o Curupira protege
as matas e as florestas
e é o senhor dos animais.

E o Curupira, se vê um caçador,
vira mágico e vira a mata.
Dá sinais, engana e pia,
assobia e espanta as aves
e espanta os outros animais.
E assim ele desvia a morte
e desvia dos caminhos o caçador.

Se o caçador não se retira,
vira fera o Curupira,
Os pêlos soltam-se do corpo,
monta num porco-espinho
e, com ira, o Curupira se atira
pra cima do caçador.

Na mata, o caçador já não mata:
chegou seu dia de caça,
vira caça do Curupira.

E o Curupira, se vê um lenhador,
brinca de esconde-esconde.
Só pra defender a floresta,
nos troncos ele se esconde.
O corpo se encolhe pra dentro,
a queixada e as imensas orelhas
se balançam com febre pra fora.
Nervosos, os galhos de agitam
e os pêlos do Curupira se arrepiam
e soltam mil choques e luzes.

O lenhador quase pira:
pega o machado, dá no pira,
sem ver que era o Curupira.

E o Curupira só ternura inspira
aos habitantes da mata.
Mas quem mata ou destrói a mata
vai ter que enfrentar a ira
do valente Curupira.

Seu Curupira, dono da mata,
como é, como é você?

Elias José, Cantos de encantamento.

Adicionar legenda



O MITO DO CURUPIRA

HISTÓRIA DO BRASIL.

O Curupira, uma das lendas do folclore brasileiro, é um menino astuto, com os calcanhares para frente, e grande protetor da fauna e da flora.

Você já ouviu falar do Curupira? E do folclore brasileiro? O Curupira é uma das lendas que compõem o folclore brasileiro. Folclore é o conjunto das tradições, lendas ou crenças populares de um país ou de uma região expressas em danças, provérbios, contos ou canções. O Curupira é uma das lendas criadas pelas populações brasileiras que habitam áreas próximas a florestas.
O próprio Curupira é um habitante das florestas, protetor de sua flora e fauna contra os caçadores e os que extraem as riquezas destes lugares, como os madeireiros. Representado comumente como um menino ruivo, o Curupira têm os pés ao avesso, com os calcanhares para frente, o que o faz enganar os caçadores com suas pegadas, deixando-os perdidos nas florestas. Além disso, o Curupira tem o poder de realizar encantamentos e de se transformar em outras criaturas, tendo ainda muita velocidade, força e astúcia.
O significado da palavra tem origem no tupi-guarani, sendo “curu” uma derivação de curumim, que significa menino, e “pira”, corpo. Curupira significaria, assim, corpo de menino. Os portugueses tiveram contato com a lenda logo no princípio de sua chegada ao território onde hoje é o Brasil, e inclusive o jesuíta José de Anchieta havia relatado a lenda do Curupira, fazendo a primeira referência em 1560. Para os portugueses, era visto como um demônio ou um mau espírito; outros o viam como um duende benfazejo, um gnomo ou um bicho-papão para assustar as crianças.
Um dos grandes estudiosos da cultura popular brasileira, Luís da Câmara Cascudo, descreve a ação do Curupira em sua Geografia dos mitos brasileiros da seguinte forma: “vigiando árvores, dirigindo as manadas de porcos do mato, veados e pacas, assobiando estridentemente, passa a figura esguia e torta do CURUPIRA, o mais vivo dos duendes da floresta tropical".
Os encantamentos do Curupira serve tanto para ele educar novas crianças na função de protetores das florestas, quanto para deixar os adultos perdidos nas florestas, quando para lá se dirigem com o objetivo de cometer alguma ação predatória, deixando-os perdidos na mata. Mas o Curupira também auxilia os pescadores e caçadores que necessitam destas atividades para sobreviverem.
Caso você encontre um Curupira ao entrar em alguma floresta para conseguir fugir dele é só fazer um novelo de cipó bem emaranhado, com a ponta escondida de forma que o Curupira não a consiga achar. Dizem que por ser muito curioso, o Curupira se esquece de seu alvo e fica tentando desemaranhar o novelo, proporcionando a fuga de quem havia ficado preso na floresta.

Por Tales Pinto
Graduado em História.



Atividade: dramatização com sorteio dos personagens entre as crianças, por exemplo, um será o curupira, outro um caçador, outro um homem que vai desmatar a natureza, e vários animais. As crianças podem se inspirar na poesia ou criar um texto com auxílio do educador.




O vídeo ficará na barra lateral à direita.