segunda-feira, 4 de abril de 2016

CURRÍCULO VITAE. Linda poesia para crianças.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=147670&picture=coracoes-e-nuvens

Sei pegar nuvem com a mão
Fazer peixe de papel
Invento um mar sem ter água
Desenho sem ter pincel!

Sei ir a muitos lugares
Sem mover o pé do chão
Sei ver a ternura do mundo
Numa bolha de sabão!

Sei  tocar tambor de lata
Imitar um avião
Cantar canção de ninar
Para embalar um coração!

Sei me pintar de palhaço
E inventar coisas engraçadas
Dançar, virar cambalhotas
Ser bruxa, princesa e fada!

Sei brincar de faz de conta
E fazer bolinho de areia
Um miado e sou um gato
Dou um giro e sou sereia!

Sei escutar as estrelas
Descendo do céu ligeiro
Para brincar de esconde-esconde
Embaixo do meu travesseiro!

Sei me reinventar
Inventando poesia
Com as crianças, sou criança
Aprendendo alegria!


Poesia da amiga Jossara Bes.do blog:http://contos-poemas.blogspot.com.br/  

domingo, 3 de abril de 2016

Falando sobre drogas com crianças e adolescentes.

O corpo como presente de Deus a ser preservado.

Navegando pela internet encontrei o vídeo abaixo e logo lembrei de postar aqui no blog. 
Quando era evangelizadora, o assunto drogas não entrou nas conversas porque eles eram pequenos, a maior parte do tempo trabalhei com crianças até 11 anos, e um assunto assim delicado não se deve antecipar como vocês vão ler no artigo relacionado abaixo.
Pesquisei na internet porque como já citei antes, minha formação é o magistério, embora seja autoditata em psicologia infantil através de livros que li durante muitos anos e coloquei na prática nas aulas com as crianças. 
Portanto a pesquisa é para dar credibilidade ao assunto que é sério.
Todavia, pode-se abordar o assunto de forma indireta como sempre fiz.
Como um dos temas do programa era O corpo e cuidados com o corpo, sempre abordei as normas de higiene e boa alimentação, assim como necessidade de exercícios, evitando ficar muito tempo em frente à televisão e computador.
Nas conversas bem informais, os próprios evangelizandos citavam casos de avós que bebiam (socialmente como se diz) e fumavam. Sempre notei que eles naturalmente achavam aquilo errado, e aconselhava que aconselhassem com educação a qualquer pessoa da família com maus hábitos que aquilo não era certo. 

Para falar sobre drogas com adolescentes, clique AQUI
Magnífico artigo AQUI

NUGGETS
O "prazer" em relacionar, comer, sexual, por leitura, esportes, por uma prática espiritual, em viajar para muitos lugares, em estar sempre triste (sim há os que se comprazem nisso)... Enfim, muitas coisas em nossas vidas giram em torno da busca da satisfação e não há a priori mal algum nisso. O problema surge quando não suportamos lidar com os transtornos da vida, queremos prolongar o prazer como forma de compensação emocional, ou vivemos apenas em função de uma motivação que vise o prazer. Quando fazemos isso, "tudo pode virar droga". E é uma tolice acreditar igualmente que o crescimento e a auto-realização aconteçam sem esforços, sacrifícios, renúncia e frustrações. "A compensação emocional é seu maior inimigo. Quando vocês começam a compensar emocionalmente, sua inteligência, seu crescimento, sua amplitude, sua elevação, sua altitude, tudo vai embora. É como viver bêbado. - Yogi Bhajan Os comportamentos que sustentam os vícios e compensações, são movidos por forças subconscientes que criam um automatismo e roubam de cada um a realidade e a consciência de si mesmos, da realidade, e isso atrai para o convívio de quem se perde nestas repetições, pessoas e situações na mesma frequência, que na verdade nem percebem a nossa existência e singularidade, pois convivem com a nossa compensação, nosso vício ou hábito. Estão ao nosso lado por compartilharem da mesma loucura. Quando entramos no ciclo de qualquer vício estamos mergulhando numa destrutiva solidão, onde o ego se torna um tirano que se eleva enquanto o "espírito" está sendo rebaixado. Não conseguimos mais escutar a nossa voz interior muito menos o outro. Precisamos "de" a qualquer custo. E os Ciclos viciosos e de compensação emocional trazem ainda o elemento opressor da exploração. Quando a consciência fica anestesiada por qualquer vício, seja ela qual for, alguém possivelmente explorará Você e em seguida fará surgir algo tão nefasto quanto o próprio vício. A Vítima ou o consumidor insaciável daquilo que esteja definido como uma possibilidade de bem-estar surge e passa a dominar nossa realidade. Segundo a tradição do Kundalini Yoga, entende-se que podemos ser explorados de oito maneiras: Sexualmente, sensualmente, fisicamente, pessoalmente, mentalmente, monetariamente, socialmente e psiquicamente. Os viciados, compulsivos e que estão em compensação, criam um nicho de mercado e todos querem Você. Vejo as postagens com muitos likes na internet. "Faça ele correr atrás de Você", "Seque a barriga com estes "x" segredos revelados, "abra agora o seu negócio com as dicas que vamos dar, e realize seus sonhos; "Faça isto e tenha uma família harmônica", "Faca o processo X e em 10 sessões terá as respostas de sua vida"... Não importa que as promessas sejam verdadeiras ou não, mas é esta busca pelo mágico, maravilhoso que alimenta a grande oferta de soluções para conquistar o prazer e nos aprisiona ainda mais nos infernos em que vivemos. A animação que ilustrei este texto me faz pensar ainda em outro elemento. A curiosidade que surge no caminho. Há coisas que acabamos por experimentar, pois elas simplesmente estão lá, surgiram como que do nada, talvez sejam presentes do destino, o que custa experimentar apenas uma vez? (um empréstimo, um ato indigno, uma traição, um alucinógeno, um desvio da rota,...) São tantas distrações e ofertas no caminho... Tenho entendido como aluna da vida (e é como aluna que escrevo), que há um "prazer" que os orientais relacionam ao dharma, que também podemos experimentar quando vencemos alguns obstáculos, resistimos a algumas "tentações" que aparecem em nossa trajetória e realizamos com consciência os nossos compromissos, tais "manás" que aparentemente caem dos céus, como aconteciam com os hebreus quando vagavam pelo deserto, surgem no entanto muitas vezes quando de fato nos colocamos num caminho que tenha um propósito superior e quando topamos atravessar nossos desertos. O que escrevo aqui, são apenas algumas ideias... No dejejum de cada dia, alimento o corpo, mas também a mente e emoções com elementos que possam me sustentar integralmente os meus passos no caminho, administrar as surpresas e por vezes escrevo e partilho. Estejamos atentos a cada passo, e procuremos seguir livres de vícios, afinal... "Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo". Carl Gustav Jung
Publicado por Florescer Feminino em Segunda, 28 de março de 2016

sábado, 2 de abril de 2016

Lenda de Eco.

Eco era uma linda ninfa que amava os bosques e os montes, onde se dedicava a distrações campestres. Porém tinha um grave defeito: falava demais e em qualquer conversa ou discussão, queria sempre dizer a última palavra.
Um dia a deusa Hera saiu à procura do marido, de quem desconfiava, que sempre estava se distraindo com as ninfas. Mas Eco conseguiu entretê-la com sua conversa até as ninfas fugirem. Percebendo isso, Hera a condenou: “Só conservarás o uso dessa língua com que me iludiste, para uma coisa de que gostas tanto: responder. Continuarás a dizer a última palavra, mas nunca poderá falar em primeiro lugar”.
Certa manhã a ninfa viu Narciso, um belo jovem que perseguia a caça na montanha. Apaixonada por ele, começou a seguir os seus passos, desejando ardentemente poder dirigir-lhe a palavra, e dizer-lhe frases gentis e agradáveis, para assim conquistar-lhe o afeto. Mas como não conseguia fazê-lo, em virtude do castigo imposto pela deusa Hera, não teve melhor alternativa senão esperar que ele falasse primeiro, para que ela finalmente pudesse responder. Quando Narciso procurava pelos companheiros ele gritava bem alto mas Eco só conseguia responder a última palavra. Quando Narciso viu a jovem, fugiu dela.
Eco foi esconder sua vergonha no recesso dos bosques e passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. De pesar, seu corpo se transformou em rochedos e só restou a sua voz. A ninfa continua ainda disposta a responder a quem quer que a chame e conserva o velho hábito de dizer a última palavra.

Tema: saber ouvir é uma arte importante a ser cultivada. Comunicação eficiente.

DINÂMICA PARA TRABALHAR COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO VERBAL, SABER OUVIR E ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL.

DESENHO DA GALINHA.

OBJETIVO:

1-Treinar e reconhecer a importância de saber ouvir.
2-Perceber a importância da comunicação bilateral.
3-Aprimorar a capacidade de comunicação verbal e não verbal.
4-Buscar estratégias para melhorar a comunicação interpessoal e em consequência os relacionamentos em geral.

PARTICIPANTES: até 15 pessoas

TEMPO: 1h e 30’

MATERIAL: 

Papel sulfite, lápis, desenho da galinha (como abaixo), texto com as informações para a elaboração do desenho da galinha (como abaixo).

DESCRIÇÃO: 

O facilitador explica ao grupo que irão fazer uma atividade para exercitar a capacidade de comunicação interpessoal.

DESENVOLVIMENTO:

1-O facilitador entrega para cada participante uma folha de sulfite e um lápis e diz que irão executar um desenho de acordo com as instruções que serão dadas para a execução. 

Nota: NÃO FALAR QUE O DESENHO É DE UMA GALINHA, SÓ FALAR QUE FARÃO UM DESENHO.

Salientar que devem ser obedecidas algumas regras:

. Não serão permitidas perguntas.
. Cada participante deve fazer o seu desenho e não pode olhar o desenho do colega do lado.
. As instruções não podem ser anotadas. Portanto, devem ser executadas à medida que forem sendo passadas.
. Não desistam, todos devem participar!!!
2-Inicia, então, lendo pausadamente, cada instrução para o desenho, conforme o texto, abaixo. Nota: O facilitador pode ler mais que uma vez a instrução, mas não pode responder perguntas, nem dar explicações.

TEXTO DE INSTRUÇÃO PARA EXECUÇÃO DO DESENHO.

1-Faça uma elipse com cerca de 6cm no diâmetro maior.
2-A partir da parte inferior da elipse, faça duas retas paralelas verticais com cerca de 3cm de comprimento, afastadas 1 cm uma da outra.
3-A partir da parte superior esquerda da elipse faça duas retas paralelas e inclinadas com cerca de 2cm de comprimento cada, afastadas 0,5cm, uma da outra.
4-A partir do centro da elipse, faça 3 retas divergentes abrindo para a direita com cerca de 1,5cm de comprimento cada.
5-Na extremidade esquerda das duas paralelas menores, faça uma elipse com cerca de 2cm de diâmetro no eixo maior e este perpendicular às paralelas.
6-A partir da extremidade direita da elipse maior, faça 3 retas divergentes, abrindo para a direita, com cerca de 1 cm de comprimento cada.
7-Na extremidade inferior de cada uma das paralelas maiores, faça 3 retas divergentes abrindo para a esquerda, com 0,5cm de comprimento cada.
8-Faça um pequeno círculo no centro da elipse menor.
9-Faça um triângulo isósceles, com cerca de 0,5cm de lado, com a base encostada na parte esquerda da elipse menor.

3- Quando todos tiveram terminado, o facilitador pede que mostrem seus desenhos, uns para os outros.

Perguntar:

-E aí o que era para ser desenhado?
- Por que todos receberam a mesma informação e saíram desenhos tão diferentes?
- Conseguiram acompanhar as instruções até o fim? Ou desistiram?
- Quais fatores contribuíram para que não se conseguisse executar a tarefa a contento?
- O que se poderia fazer para amenizar as dificuldades? Levantar com o grupo que foi muito difícil, pois eles não puderam tirar suas dúvidas, perguntar se não entenderam, etc. E até muitos poderiam não conhecer as palavras e termos utilizados.
4- Propor então, uma nova tentativa. Dizer que dessa vez podem perguntar e pedir esclarecimentos quando acharem necessário.
5- Iniciar lendo o texto, novamente, só que agora parando para responder as perguntas e dúvidas, podendo até o facilitador desenhar algumas partes como: uma elipse, ou um triangulo isósceles, por expl.

6- Ao final da execução, pedir novamente para que cada um mostre seu desenho ao grupo.

DISCUSSÃO: 

Terminada essa etapa, pedir para que o grupo se disponha em círculo e perguntar?
1- Como se sentiram durante a atividade?
2- Conseguiram realizar a tarefa na primeira etapa? E na segunda, ficou mais fácil?
3- Que sentimentos tiveram quando não conseguiram realizar a tarefa da primeira vez? Sentiram-se frustrados, desmotivados? Quiseram desistir?
4- Quais foram as diferenças entre a primeira e a segunda etapas? Sentiram-se mais envolvidos, interessados e motivados? Houve vantagem no fato de poder perguntar? E quando foram desenhadas algumas partes, ficou mais fácil?
5-O que é importante levarmos em consideração para termos uma boa comunicação interpessoal?
Levar o grupo a perceber que:
Para termos uma comunicação eficaz temos que levar em conta:
A necessidade de ser claro, objetivo, usar uma linguagem própria para quem está ouvindo, colocar-se disponível para responder perguntas, dúvidas, ouvir e perceber a pessoa com quem está dialogando.
Trocar informações e ideias, não apenas falar e deixar de ouvir o que o outro tem para falar. Estar disposto a usar as várias formas de comunicação para expor sua mensagem, como: gestos, desenhos, exemplos, explicações. Respeitar o outro e suas possíveis deficiências. Ser empático. Reconhecer suas próprias limitações enquanto comunicador e buscar alternativas para minimizá-las.
Saber e reconhecer que as pessoas são diferentes, com cultura, grau de instrução, experiências, etc, diferentes e que podem fazer interpretações diversas sobre a mensagem que se está querendo transmitir.

CONCLUSÃO;

Enfatizar que muitas vezes os relacionamentos tendem a sofrer com brigas, desavenças, discórdias, devido a falhas na maneira como nos comunicamos, não prestarmos atenção, ou não tomamos os devidos cuidados quando comunicamos nossas ideias, pontos de vista, projetos, etc. Precisamos estar em sintonia com nosso interlocutor estar abertos para suas reais necessidades e compreendermos suas dificuldades. Assim, poderemos ter adesão e também sermos compreendidos. A comunicação eficaz se estabelece em duas vias e através do respeito mútuo.

Fonte: http://www.dinamicaspassoapasso.com.br/2014/04/dinamica-para-trabalhar-comunicacao.html 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A Baleia Alegre. Linda fábula de Esopo com reflexões e atividades.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=39060&picture=baleia-feliz-dia-das-maes

A baleia é o maior animal do planeta. E, com todo esse seu tamanho, sem querer pode tornar-se uma ameaça aos outros animais, caso não tome alguns cuidados.
A baleinha era uma jovem cheia de vontade de brincar, nadar e saltar. Era cheia de vida e sempre muito bem disposta.
- Que mosca mordeu você? Perguntavam os outros habitantes do mar.
Ninguém sabia a resposta. Mas a verdade era que a baleinha estava causando graves problemas aos pescadores.
Eles saíam inocentemente em seus pequenos botes e, de repente, encontravam-se com uma muralha de ondas, levantadas pelas brincadeiras dela. E assim, quase sempre soçobravam.
Mais de um pescador havia morrido afogado e a baleinha continuava brincando perto da costa, alheia às desgraças que causava.
- baleinha, fico muito contente vendo você sentir-se tão feliz e brincalhona. Mas, por ser estouvada, já causou algumas desgraças aos pescadores, disse-lhe o golfinho.
- Oh! Lamento muito, amigo golfinho! Exclamou a baleinha, muito arrependida. Diga-me o que posso fazer para remediar o mal que causei? Perguntou ela.
- Basta que você brinque em alto mar, longe da costa, aconselhou-a ele.
A baleinha tinha um coração bondoso. Desejosa de fazer o bem aos outros e evitar novos prejuízos para os pescadores, rumou para o mar alto. A partir desse dia acabaram-se as desgraças dos pobres pescadores. E a baleinha pode continuar a alegrar os habitantes do mar, sem prejudicar os habitantes da terra.

Esopo.

Temas:

Humildade, responsabilidade, saber ouvir os conselhos dos mais experientes.

Perguntas e reflexões:

A baleinha era alegre ou triste? O que te deixa alegre? O que te deixa triste?

Por ser alegre e brincar ela causou prejuízos aos outros? Por quê?

Quem chamou a atenção para a baleinha sobre o seu comportamento?

Ele estava certo? Quando alguém chama a sua atenção você ouve ou sempre pensa que está certo?

O que aconteceria se a baleinha não tivesse ouvido o golfinho?

Muitas vezes a gente faz coisas sem saber que estamos prejudicando os outros.  Neste caso, uma advertência dos pais, professores ou mesmo um amigo mais experiente pode nos ajudar a rever nossas atitudes e melhorar.
Ninguém nasce perfeito, mas devemos melhorar a cada dia.

Analisar a frase: 

- baleinha fico muito contente vendo você sentir-se tão feliz e brincalhona. Mas, por ser estouvada, já causou algumas desgraças aos pescadores, disse-lhe o golfinho.
Se a frase não fosse feita em tom positivo será que a baleinha iria ouvir? Assim, quando você for aconselhar um amigo, lembre sempre de ser educado valorizando as coisas boas que ele tem.

Atividade:

No quadro abaixo, faça uma lista das atitudes que você precisa mudar e ainda não sabe como.
A seguir as crianças vão trocar de lista e cada um vai escrever como o amigo pode mudar.
Após o educador pede que cada um leia a sua lista com as sugestões e com toda a turma, serão analisadas as propostas e verificadas se estão corretas.


quarta-feira, 30 de março de 2016

O Morcego e a Doninha. Lindo conto de Esopo.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php image=132672&picture=morcego-cinza


Um Sábio não transforma uma solução em outro problema...

Sábio é aquele incapaz de criar um problema a partir de uma solução...



Um Morcego desajeitado caiu acidentalmente no ninho de uma Doninha, que, com um bote certeiro o capturou.
Atemorizado, o Morcego pediu que esta lhe poupasse a vida, mas a Doninha não queria lhe dar ouvidos.
"Você é um Rato," ela disse, "e Eu sou, por natureza, inimiga dos Ratos. Cada Rato que pego, evidentemente, me serve de jantar, essa é a lei..."
"Mas, a senhora veja bem, eu definitivamente, não sou um Rato..." tentou se explicar o infeliz Morcego. "Veja minhas asas. Você já viu um Rato que é capaz de voar? Claro que sou apenas um tipo de pássaro, de uma variedade, podemos afirmar, um tanto quanto exótica. Por favor, me deixe ir embora..."
A Doninha, olhando melhor para sua vítima, concordou que ele não era um Rato e o deixou ir embora. Mas, alguns dias depois, o mesmo atrapalhado Morcego, cegamente, caiu outra vez no ninho de outra Doninha.
Ocorre que Esta Doninha era inimiga declarada de todos os pássaros, e logo que o tinha em suas garras, preparou-se para abocanhá-lo.
"Você é um pássaro," ela Disse, "por isso mesmo o comerei..."
"O que?", exclamou o Morcego, "Eu, um pássaro! Isso é quase um insulto. Todos os pássaros possuem penas! Cadê minhas penas, você é capaz de vê-las? Claro que não sou nada além de um simples Rato. Tenho até um lema que é: Abaixo todos os Gatos!"
E o Morcego teve sua vida poupada pela segunda vez.

Moral da História:

A flexibilidade é a virtude dos Sábios...

Reflexões:

Para cada situação da vida você deve ter atitudes e respostas diferentes, e não significa falta de personalidade, ao contrário, significa que você entendeu que tudo muda na vida e nas pessoas.

Você muda todos os dias. No seu corpo acontecem coisas importantes que muitas vezes passam despercebidas, como a renovação das células, cabelo, pele e unhas, além dos órgãos internos.  Assim como o corpo muda, você vai amadurecendo e adquirindo novos conhecimentos.

Você acha que a natureza também muda?

Por quê?



Será que os peixes do mar são sempre os mesmos?


Recorte de morcego bem fácil:
Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/morcego-%C3%ADcone-s%C3%ADmbolo-black-895270/

segunda-feira, 28 de março de 2016

A verdadeira história de Mogli o menino lobo.


Quem é Mogli?

Mogli é um personagem fictício criado em 1894, pelo escritor britânico/indiano Joseph Rudyard Kipling. Joseph nasceu em Mumbai na Índia, época em que a região era controlada pela Companhia Britânica das Índias Orientais.
O nome verdadeiro do personagem principal dessa história não é Mogli e sim Mowgli, que significa sapo na linguagem criada pelo autor.

Influências.

O tema abordado na época, já não era novidade, pois já existia um conto semelhante ao de Mogli, o conto de Rômulo e Remo, a história em que os gêmeos bebês foram criados por lobos que posteriormente fundariam a Antiga Roma.
Com a fama, o conto foi escrito por outros autores e inclusive a Disney não ficou de fora, pois em 1967, um filme baseado na história foi lançada pelo estúdio.
Pouco tempo depois, outra história ganhou fama com a relação entre homem e animal: A história de Tarzan.
Além de tudo, a história de Mogli é muito utilizada como referência às leis da sobrevivência dos escoteiros.

A verdadeira história de Mogli.


Certo dia, um guarda florestal encontrou um jovem talentoso em uma floresta na área central da Índia. Como o jovem, possuía algumas habilidades extraordinárias de caça e rastreamento, o guarda convidou Mowgli a se juntar no serviço florestal. A origem da suas habilidades, está atrelado em sua criação, pois o protagonista, teria sido criado por uma matilha de lobos.
Mowgli perdeu seus pais, após a um ataque de um tigre, quando ele ainda era um bebê. Incrivelmente, o bebê sobreviveu e foi encontrado e adotado pelos lobos. O bebê, teria sido batizado de Mowgli, que significa "SAPO", por ser pelado, não possuidor de uma camada de pelos, como os lobos.
O bebê cresce junto com seus irmãos lobos e aprende a caçar e outras habilidades que um humano normal, jamais conseguiria aprender. Além do mais, ele tinha uma capacidade única entre os lobos, a capacidade de retirar todos os espinhos do corpo facilmente de seus companheiros.
Com o passar do tempo, Mowgli encontrou uma aldeia de humanos e se deparou com um casal que teria perdido seu filho pelo mesmo tigre que teria matado os pais de Mowgli. O casal então,  resolve adotar o menino lobo.
O tigre que tirou a vida dos pais do garoto, ainda o persegue, ciente da situação, Mowgli bola uma emboscada para o tigre. O tigre cai em um barranco e é morto pisoteado por uma manada de búfalos. Após sua morte, sua pele é arrancada pelo menino lobo. Enquanto esfolava o tigre, um caçador avistou a cena e incita os moradores de uma aldeia a persegui-lo. Para piorar a situação, o caçador ainda captura os pais adotivos de Mowgli, enfurecido, ele envia búfalos e elefantes para a aldeia dos caçadores.
Por fim, Mowgli reencontra seus pais adotivos e decide aceitar a sua verdadeira natureza de um ser humano, passando a viver com eles.

domingo, 27 de março de 2016

A Dama e o Vagabundo. Um Clássico da Literatura infantil com ilustrações e atividades.

Uma jovem recém-casada recebeu de presente uma pequena cadelinha que chamou de Lady.
E desde então é um festival de carinhos que não tem fim!
Lady é tão linda que os cães do quarteirão não tem olhos para nada, a não ser para ela.
Especialmente Vagabundo!
Porém, Lady recusa-se a falar com ele. Ela acha tão despenteado, tão mal-educado!
Um belo dia, Lady deu adeus à sua boa vida.
Sua dona teve um bebê.
Todos os sorrisos, todos os carinhos são para o recém-nascido.
Mas o pior de tudo é quando tia Sarah chega em casa com seus dois horríveis gatos.
Si e Ão.
Os dois siameses malvados começam imediatamente a atacá-la e a mexer em tudo que havia dentro de casa.
Lady defende, porém quebra tudo na sala.
Como punição lhe colocam uma focinheira.
Lady se debate, salta, dá pulos, se enfurece!
Para onde será que ela vai?
Ela foge desesperada para a rua, e os cães vadios a atacam sem piedade.
Mas eis que chega o Vagabundo! Ele rosna, morde, afasta os cachorrões, Salvando Lady.
Lady se encanta com a bravura de Vagabundo e começa se apaixonar!
Vagabundo conduz Lady à uma cantina do seu amigo Tony. E aquele dia em especial Tony prepara uma deliciosa macarronada para os dois.
E ali começou um grande romance. 
Mais tarde eles se casaram, tiveram muitos filhotes e Lady pode voltar com sua família para casa, onde todos puderam ser felizes.

A Dama e o Vagabundo (no original em inglês: Lady and the Tramp) é um filme americano de animação produzido pela Disney em 1955 e baseado em conto do autor Ward Greene.

Para imprimir o livrinho da história A Dama e o Vagabundo para colorir clique AQUI