quarta-feira, 13 de abril de 2016

Bom dia todas as cores! Ruth Rocha.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/filiais-arco-%C3%ADris-cores-camale%C3%A3o-44822/

Ruth Rocha.

Bom Dia, Todas as Cores! Meu amigo Camaleão acordou de bom humor.

- Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha Cheia de orvalho, mudou sua cor Para a cor-de-rosa, que ele achava A mais bonita de todas, e saiu para O sol, contente da vida. 
Meu amigo Camaleão estava feliz Porque tinha chegado a primavera. 
E o sol, finalmente, depois de Um inverno longo e frio, brilhava, Alegre, no céu.

 - Eu hoje estou de bem com a vida - Ele disse. - quero ser bonzinho Pra todo mundo... Logo que saiu de casa, O Camaleão encontrou O professor pernilongo. O professor pernilongo toca Violino na orquestra Do Teatro Florestal. - Bom dia, professor! Como vai o senhor?
 - Bom dia, Camaleão! Mas o que é isso, meu irmão? Por que é que mudou de cor? Essa cor não lhe cai bem... Olhe para o azul do céu. Por que não fica azul também?

O Camaleão, Amável como ele era, Resolveu ficar azul Como o céu da primavera...
 Até que numa clareira O Camaleão encontrou O sabiá-laranjeira: - Meu amigo Camaleão, Muito bom dia e você! Mas que cor é essa agora? O amigo está azul por quê? E o sabiá explicou Que a cor mais linda do mundo Era a cor alaranjada, Cor de laranja, dourada.

Nosso amigo, bem depressa, Resolveu mudar de cor. Ficou logo alaranjado, Louro, laranja, dourado.
Louro, laranja, dourado. 

E cantando, alegremente, Lá se foi, ainda contente... Na pracinha da floresta, Saindo da capelinha, Vinha o senhor louva-a-deus, Mais a família inteirinha. Ele é um senhor muito sério, Que não gosta de gracinha. - bom dia, Camaleão! Que cor mais escandalosa! Parece até fantasia Pra baile de carnaval... Você devia arranjar Uma cor mais natural... Veja o verde da folhagem... Veja o verde da campina... Você devia fazer O que a natureza ensina.

É claro que o nosso amigo Resolveu mudar de cor. Ficou logo bem verdinho. E foi pelo seu caminho... 

Vocês agora já sabem como era o Camaleão. Bastava que alguém falasse, mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.
Ficava de toda cor.
Não sabia dizer NÃO.
Por isso, naquele dia, cada vez que Se encontrava com algum de seus amigos, E que o amigo estranhava a cor com que ele estava... 

Adivinha o que fazia o nosso Camaleão. Pois ele logo mudava, mudava para outro tom...

Mudou de rosa para azul. De azul para alaranjado. De laranja para verde. De verde para encarnado. Mudou de preto para branco. De branco virou roxinho. De roxo para amarelo. E até para cor de vinho... 

Quando o sol começou a se pôr no horizonte, Camaleão resolveu voltar para casa. Estava cansado do longo passeio E mais cansado ainda de tanto mudar de cor. Entrou na sua casinha. Deitou para descansar. E lá ficou a pensar:

- Por mais que a gente se esforce, Não pode agradar a todos. Alguns gostam de farofa. Outros preferem farelo...
Uns querem comer maçã. Outros preferem marmelo... Tem quem goste de sapato. Tem quem goste de chinelo...
E se não fossem os gostos, Que seria do amarelo? Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se Bem cedinho.

- Bom dia, sol, bom dia, flores, Bom dia, todas as cores! Lavou o rosto numa folha Cheia de orvalho, Mudou sua cor para A cor-de-rosa, que ele Achava a mais bonita De todas, e saiu para O sol, contente Da vida. 

Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu, Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta. - Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não? - Muito bom dia, amigo Camaleão! Mais que cor mais engraçada, Antiga, tão desbotada... Por que é que você não usa Uma cor mais avançada?

 O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo: - Eu uso as cores que eu gosto, E com isso faço bem. Eu gosto dos bons conselhos, Mas faço o que me convém.

Quem não agrada a si mesmo,
Não pode agradar ninguém...
E assim aconteceu 
O que acabei de contar.

Se gostaram, muito bem! 
Se não gostaram, AZAR!

Atividades:

Atividades com pintura:

Uma boa dica é misturar tintas de várias cores numa pintura em prato de papel. Depois de seca, riscar o molde do camaleão em cima e recortar. Você terá um lindo camaleão colorido!!!

Concluir que cada um deve fazer o que acha correto e aceitar o seu corpo e sua maneira de ser. Quem quer agradar a todos não agrada ninguém e fica insatisfeito.

terça-feira, 12 de abril de 2016

O Pinguim. Linda poesia de Vinícius de Moraes.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php image=132039&picture=pinguim

Vinicius de Moraes.


Bom-dia, Pinguim

Onde vai assim

Com ar apressado?

Eu não sou malvado

Não fique assustado

Com medo de mim.

Eu só gostaria

De dar um tapinha

No seu chapéu de jaca

Ou bem de levinho

Puxar o rabinho


Da sua casaca.

domingo, 10 de abril de 2016

O Rei Sapo ou Henrique de Ferro.

Um conto de fadas dos Irmãos Grimm.

Em muitos tempos remotos, quando ainda os desejos podiam ser realizados, houve um Rei cujas filhas eram muito bonitas. A caçula, sobretudo, era tão linda que até o sol, que já vira tantas e tantas coisas, extasiava-se quando projetava os raios naquele semblante encantador. Perto do castelo do Rei, havia uma floresta sombreada e, na floresta, uma frondosa tília, à sombra da qual existia uma fonte de águas cristalinas. Nos dias em que o calor se fazia sentir mais intenso, a princesinha refugiava-se nesse recanto e, sentada à margem da fonte, distraía-se brincando com uma bola de ouro, que atirava ao ar e apanhava agilmente entre as mãos; era o seu jogo predileto.
Certo dia, porém, quando assim se divertia, a bola fugiu-lhes das mãos, rolando para dentro da água. A princesa, desapontada, seguiu-lhe a evolução, mas a bola sumiu na água da fonte, que era tão profunda que não se lhe via o fundo. Desatou, então, a chorar inconsolavelmente . E, eis que, em meio dos lamentos, ouviu uma voz perguntar-lhe:
-          Que tens, linda princesinha? Qual a razão desse pranto desolado, que comove até as pedras?
Ela olhou para todos os lados a fim de descobrir de onde provinha essa voz e deparou com um sapo, que estendia para fora da água a disforme cabeça.
-          Ah! És tu, velho patinhador? - disse a princesa. - Estou chorando porque perdi minha bola de ouro, que desapareceu dentro da água.
-          Ora, não chores mais! - volveu o sapo. - Vou ajudar-te a recuperá-la. Mas que me darás em troca, se eu trouxer tua bola?
-          Tudo o que quiseres, bondoso sapo. Eu te darei meus vestidos, minhas pérolas e minhas joias preciosas: até mesmo a coroa de ouro que tenho na cabeça, - respondeu alvoroçada a princesa.
-          Nada disso eu quero; nem teus vestidos, nem tuas joias, nem tampouco tua coroa de ouro. Outra coisa quero de ti. Quero que me queiras bem, que me permitas ser teu amigo e companheiro de folguedos. Quero que me deixes sentar contigo à mesa e comer no teu pratinho de ouro e beber no teu copinho. À noite me deitarás junto de ti, na tua caminha. Se me prometeres isto tudo. descerei ao fundo da fonte e trar-te-ei a bola de ouro, - propôs o sapo.
-          Oh! sim, sim! - retorquia ela; - prometo tudo o que quiseres, contando que me tragas a bola.
Pensava, porém, de si para si: "O que e que está pretendendo este sapo tolo, que vive na agua coaxando
com os seus iguais? Jamais poderá ser o companheiro de uma criatura humana!"
Confiando, pois, na promessa que lhe fora feita, o sapo mergulhou, reaparecendo, daí a pouco, com a bola de ouro, que atirou delicadamente ao gramado. A princesinha, radiante de alegria por ter recuperado o lindo brinquedo, agarrou-o e deitou a correr para casa.
-          Espera! Espera! - gritava o pobre sapo; - leva- me contigo, pois não posso correr como tu!
De nada lhe valia, porém, gritar com todas as forças dos pulmões o aflito "quac, quac, quac"; a filha do Rei não lhe deu a menor atenção, correu para o palácio, onde não tardou a esquecer o pobre bichinho e a promessa que lhe fizera no momento de apuro.
No dia seguinte, quando se achava tranquilamente à mesa com o Rei e toda a corte, justamente quando comia no seu pratinho do ouro, ouviu: - "plisch, plasch, plisch, plasch," algo subindo a vasta escadaria de mar more, avançando até chegar diante da porta. Ali bateu, gritando:
-          Filha do Rei, caçula, abre a porta!
Ela correu a ver quem assim a chamava. Mas, ao abrir a porta, viu à sua frente o pobre sapo. Fechou-a, rapidamente, e voltou a sentar-se à mesa, com o coração aos pulos. O Rei, que a observara, percebeu o palpitar de seu coração. Perguntou:
-          Que tens, minha filhinha? Há, por acaso, algum gigante aí fora querendo levar-te?
Oh! não. Não é nenhum gigante, apenas um sapo horrível, - respondeu, ainda pálida, a princesa.
-          E o que deseja de ti?
Meio constrangida ela contou o que se passara:
-          Meu paizinho querido, ontem, quando brincava com a bola de ouro junto à fonte, lá na floresta, ela caiu-me das mãos e rolou para dentro da fonte. Desatei a chorar e a lastimar-me, quando, de repente, vi surgir esse sapo feio que se ofereceu para auxiliar-me. Exigiu, porém, minha promessa de gostar dele, tomá-lo como amigo e companheiro de folguedos; eu, ansiosa por reaver a bola, prometi tudo o que me pediu, certa de que ele jamais conseguisse viver fora da água. Ei-lo aí, agora, querendo entrar e ficar a meu lado!
Entrementes, ouviu-se bater, novamente, à porta e a voz insistir:

- Filha do Rei, caçula,
abre-me a poria.
Não esqueças a promessa
que me fizeste tão depressa
junto à fonte da floresta.
Filha do Rei, caçula,
abre-me a porta!...

O Rei disse, então, à filha:
-          Aquilo que prometeste deves cumprir. Vai, pois, abre a porta e deixa-o entrar.
A princesa não teve remédio senão obedecer. Quando abriu a porta, o sapo pulou rapidamente para dentro da sala e, juntinho dela, foi saltitando até sua cadeira. Uma vez aí, pediu:
-          Ergue-me, coloca-me à tua altura.
A princesa relutava contrariada, mas o Rei ordenou que obedecesse.
Assim que se viu sobre a cadeira, o sapo pediu para subir na mesa, dizendo:
-          Aproxima de mim teu pratinho de ouro para que possamos comer juntos.
Muito a contragosto a princesinha acedeu; mas, enquanto o sapo se deliciava com as finas iguarias, ela não conseguia engulir os bocados que lhe ficavam atravessados na garganta. Por fim, ele disse:
-          Comi muito bem, estou satisfeitíssimo. Sinto-me, porém, muito cansado, leva-me para teu quarto, prepara tua caminha de seda e deitemo-nos, sim?
Ante essa nova exigência, a princesa não se conteve e desatou a chorar. Sentia horror em tocar aquela pele gélida e asquerosa do sapo e, mais ainda, ter de dormir com êle em sua linda caminha alva, de lençóis de seda. O Rei, porém, zangando-se, repreendeu-a:
-          Não podes desprezar quem te valeu no momento de aflição.
Não vendo outra alternativa, a princesinha armou-se de coragem, agarrou com a ponta dos dedos o sapo repelente, carregou-o para o quarto, onde o atirou para um canto, decidida a ignorá-lo definitivamente. Pouco depois, quando já deitada, dispunha-se a dormir, viu-o aproximar-se saltitando:
-          Estou cansado, quero dormir confortavelmente como tu. Ergue-me, deixa-me dormir junto de ti, se não chamarei teu pai.
A princesinha, então, cheia de cólera, agarrou-o e, com toda a força, atirou-o de encontro à parede.
-          Agora te calarás, sapo imundo, e me deixarás finalmente em paz!
Mas, oh! Que via? Ao estatelar-se no chão, o sapo imundo, que, por vontade do pai era seu amigo e companheiro, transformou-se, assumindo as formas de um belo príncipe de olhos meigos e carinhosos. Contou-lhe ele, então, como havia sido encantado por uma bruxa má e que ninguém, senão ela, a princesinha, tinha o poder de desencantá-lo.
Combinaram, ainda, que, no dia seguinte, partiriam para seu reino.
Em seguida, adormeceram. Quando a aurora despontou e o sol os despertou, chegou uma belíssima carruagem atrelada com oito esplêndidos corcéis alvos como a neve, de cabeças empenachadas com plumas de avestruz e ajaezados de ouro. Vinha, atrás, o fiel Henrique, escudeiro do jovem Rei.
O fiel Henrique ficara tão aflito quando seu amo fora transformado em sapo, que mandara colocar três aros de ouro em volta do próprio coração, para que este não arrebentasse de dor. Agora, porém, a carruagem ia levar o jovem Rei de volta ao reino. O fiel Henrique fê-lo subir com a jovem esposa e sentou-se atrás, cheio de alegria por ver o amo enfim liberto e feliz.
Quando haviam percorrido bom trecho de caminho, o príncipe ouviu um estalo, como se algo na carruagem se tivesse partido. Voltou-se e gritou:
- Henrique, a carruagem está quebrando!

-          Não, meu Senhor, a carruagem não;
é apenas um aro do meu coração.
-          Ele estava imerso na aflição,
quando, em sapo transformado,
estáveis na fonte, abandonado.


Duas vezes ainda, ouviu-se o estalo durante a viagem e, de cada vez, o príncipe julgou que se quebrava a carruagem. Mas Henrique tranquilizou-o explicando que apenas os aros se haviam quebrado, saltando-lhe do coração, pois que, agora, seu amo e Senhor estava livre e feliz.

Moral da história: 

manter a palavra. Depois que prometemos alguma coisa a alguém por um favor, ao receber o que queríamos devemos cumprir a promessa feita. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Lenda do Boitatá. Folclore brasileiro.

O nome boitatá vem da língua indígena e quer dizer cobra de fogo.
Durante o dia o Boitatá é cego, não enxerga nada, sua visão é perfeita à noite.
Diz a lenda que certa noite a lua não apareceu, nem as estrelas no céu, a escuridão era total, um breu. Passado algum tempo, o dia não surgiu, pois, o sol também não apareceu e ficou tudo na escuridão por vários dias.
As pessoas que moravam nos vilarejos estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Pra piorar tudo, começou a chover sem parar.
A chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo.
Uma cobra boiguaçu que dormia num imenso tronco acordou faminta e começou a comer as únicas coisas que enxergava, os olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas águas.
Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tanto olhos brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda brilhante como fogo e transparente.
A cobra se transformou num monstro incandescente, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando essas viajam na mata à noite. Mas muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios. De qualquer forma se você encontrar um Boitatá use óculos escuros ou feche os olhos e fique bem parado quase sem respirar.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cantigas de roda, parlendas e muitas atividades divertidas!!!

Fui Morar Numa Casinha.


Fui morar numa casinha nhá nhá
Infestada da da de cupim pim pim
Saiu de lá lá lá uma lagartixa xá
Olhou pra mim olhou pra mim e fez assim

Hum Hum

Fui morar numa casinha nhá nhá
Enfeitada da da de florzinha nha nha
Saiu de lá lá lá uma princesinha nhá nhá
Olhou pra mim olhou pra mim e fez assim

Smack Smack

Fui morar numa casinha nhá nhá
Infestada da da de morceguinho nho nho
Saiu de lá lá lá uma bruxinha nhá nhá
Olhou pra mim olhou pra mim e fez assim


Ha Ha Ha

Vídeo:





quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Desenho na formação infantil.

Muitas vezes acabamos por praticidade nossa, falta de tempo, passando para as crianças desenhos já prontos e acabados; escolhidos por nós.

Revendo jeitos e conceitos, vamos refletir sobre?

1) Qual o papel do desenho nas nossas aulinhas?
1. a) Meramente de fixar aulinha?
1. b) Ou podemos utilizá-lo para algo mais?
2) Estamos bem utilizando essa fonte de expressão?

Vamos repensar esta questão?


Texto de apoio:

O Desenho e a Aprendizagem.

Teresinha Véspoli de Carvalho.

Desenho, primeira manifestação da escrita humana. Continua sendo a primeira forma de expressão usada pala criança.
"Garatujas", "girinos", "sóis", desenhos "transparentes", e cada vez mais próximos da forma que podemos chamar de "real", são as representações de como a criança lê o mundo, enxerga a vida, expressa o que sente.
À medida que vai sendo alfabetizada, a escola se encarrega de afastar a criança desta forma de expressão e ela, como muitos de nós, vai dizendo que "não sabe desenhar".
Trabalho há mais de quinze anos com crianças de quatro a sete anos, como professora e, mais recentemente como psicopedagoga e, muitas vezes, senti grande tristeza em ouvir professoras de crianças em idade pré-escolar dizerem: "vou dar desenho mimeografado para meus alunos porque eles não sabem desenhar".
E eu pergunto: o que é este saber?
Por que proibir a criança de se expressar graficamente da forma como ela consegue?
Como querer que a criança use símbolos gráficos estipulados pelo adulto, que são as letras, se ela não elaborar sua ideia usando símbolos que ela conhece?
Expressar - se através do desenho é colocar sua vida no papel, com toda a emoção.
Através do desenho livre, a criança desenvolve noções de espaço, tempo quantidade, sequência, apropriando- se do próprio conhecimento, que é construído respeitando seu ritmo.
Aprende também a função social da escrita, pois sua comunicação, feita através do desenho, pode ser compreendida por outras pessoas antes que ela aprenda a usar a escrita convencional para se comunicar.
Quando a criança se sentir madura, usará com mais facilidade os símbolos gráficos com os quais já vem tendo contato nas ruas, nos ônibus, nas propagandas que ela vê todos os dias e também na escola onde os usa formalmente.
Segundo Emília Ferrero, "aprendemos a ler lendo, a escrever escrevendo", e, como afirma Jean Piaget , quando aprendemos algo novo, temos que recorrer ao
que já sabemos e nós nos apropriamos do desenho como forma de representação gráfica desde a primeira vez que temos contato com lápis e papel e
conseguimos coordenar os movimentos do braço e da mão segurando o lápis e riscando o papel (o que pode acontecer por volta dos 2(dois) anos ou às
vezes até antes desta idade).
Mesmo que estes desenhos não possam ser interpretados com significado pelo adulto. Mesmo que a criança mude de ideia cada vez que perguntarmos o que
ela desenhou.
Gostaria de ressaltar que é por isso que não devemos escrever no desenho da criança. Além da "obra" ser dela, ela muda de ideia a cada instante,
principalmente antes dos 5 (cinco) anos de idade. Portanto, a escrita do adulto é uma "invasão" sem proveito pois quando outra pessoa for olhar o mesmo desenho ele poderá ter outro significado.
O desenho precisa e deve ser sempre valorizado pelos educadores e a importância desta valorização deve ser compreendida e compartilhada pelos pais, uma vez que toda aprendizagem tem seu valor e o desenho é uma forma de aprendizagem.
Quando a criança é valorizada naquilo que sabe, sente prazer em aprender.
As letras demoram a ter significado para ela e nós teimamos em atropelá-la.
Se ela não consegue simbolizar da forma como sabe, como conseguirá se apropriar de algo que, algumas vezes, ainda não lhe atingiu?
É claro que a criança deve ler e escrever muito, desde quando comece a demonstrar interesse. Aliás, esse interesse pode se manifestar antes do que se espera.
Já nos primeiros estágios, na escola de educação infantil, ela começa a identificar o próprio nome e o dos colegas, e deve ter a oportunidade de escrever palavras da forma como ela acha que devem ser escritas, testando, assim, suas hipóteses, como nos mostra Emília Ferrero, através de seus estudos amplamente divulgados.
Mas, a criança requer um tempo para diferenciar o desenho da escrita, e elaborar suas hipóteses e esse tempo deve ser respeitado.
É necessário, porém, que seu "saber" seja legitimado pelo adulto, isto é, é preciso que o adulto valorize as produções da criança como um "saber" legítimo, real e, para isso, a escola deve estar integrada com os pais e a comunidade.
As pessoas que fazem parte do universo da criança e de quem ela busca respeito e aprovação devem compreender o processo pelo qual ela passa e o que os professores estão fazendo nesse sentido valorizando, também, seus progressos na forma de expressão.
Se esse progresso não for valorizado, a criança pode se retrair sentindo-se inferiorizada e incapaz.
E ninguém é incapaz, todos temos capacidades e , quando somos valorizados naquilo que sabemos, desenvolvemos cada vez mais capacidades, pois nos
sentimos autorizados a alçar voos cada vez mais altos.
Mas, se formos sempre julgados pelo que não sabemos nos sentiremos cada vez mais fracos e incompetentes, permanecendo presos ao ninho, sem ousar alçar voo para lugar algum.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

- Bossa, Nadia A e Vera Barros de Oliveira (orgs.). Avaliação psicopedagógica da criança de sete a onze anos 3a edição 1997 Ed. Vozes Petrópolis.
- Fernandez, Alicia A inteligência aprisionada abordagem psicopedagógica
Clínica da criança e sua família 2a reedição 1991 Artes Médicas Porto Alegre.
- Ferrero, Emilia & Teberosky, Ana psicogênese da língua escrita Trad. Diana.
Myriam Lichtenstein, Liana Di Marc o e Mário Corso Supervisão da tradução:
Alfredo Néstor Jerusalinsky- psicanalista 3a edição 1990 Ed. Artes Médicas, Porto Alegre.
-Moreira, Ana Angélica Albano o espaço do desenho coleção espaço ed. Loyola São Paulo.
- Furt, Hans G. Piaget e o Conhecimento: fundamentos teóricos; trad.: Valerie - Runjanek, 1974, ed. Forense Universitária, Rio de janeiro.
(fonte: Site da Psicopedagogia online)


terça-feira, 5 de abril de 2016

Atividade para um melhor entendimento da moral das fábulas:

ATIVIDADE EM DUPLAS:

O professor distribui para cada dupla de alunos, uma ficha de cartolina contendo um provérbio conhecido, esclarecendo que provérbio são um tipo de frase lapidar, concisa e que apresenta um ensinamento proveniente da sabedoria popular. Os alunos farão a leitura silenciosa de seus provérbios e também uma discussão oral sobre o significado dos mesmos. Logo em seguida, farão uma ilustração em folha de papel cartão, que será recolhido pelo professor, para expor no final do trabalho aqui apresentado. Com as ilustrações feitas, o professor deve entregar as fábulas para que os alunos façam a leitura silenciosa e oral e descubra qual é a sua respectiva moral.
A atividade tem o objetivo de familiarizar os alunos com a forma e a linguagem do gênero, ampliar o seu repertório, além de proporcionar a compreensão dos valores implícitos nas histórias.

Fábulas que serão apresentadas para este trabalho:

FÁBULAS MORAL.

A Lebre e a Tartaruga - Esopo Quem acredita em si mesmo sempre alcança seus objetivos LEIA AQUI

A Formiga e a Pomba - Esopo Uma boa ação paga outra.

O Menino e o Lobo - La Fontaine A verdade é sempre o melhor caminho.

A Baleia Alegre – Esopo Amigo é aquele que sempre diz a verdade, mesmo que esta não seja fácil. LEIA AQUI

A Coruja e a Águia - Monteiro Lobato Quem o feio ama, bonito lhe parece.

A Garça Velha - Monteiro Lobato Ninguém acredite em conselho de inimigo.

A Raposa e as Uvas - Esopo Quem desdenha quer comprar. LEIA AQUI


A Assembleia dos Ratos - Esopo Dizer é fácil, fazer é que são elas LEIA AQUI


O Cordeiro e o Lobo - La Fontaine Contra a força não há argumentos.

O Leão e o Ratinho - Esopo Nas horas difíceis e que se conhecem os amigos.

O Rato, o Gato e o Galo - Esopo As aparências enganam.

O Javali e a Raposa - Esopo Um homem prevenido vale por dois.



Os alunos farão uma atividade de ilustração de algumas das fábulas apresentadas pelo professor, que serão recolhidas para a exposição do material, previsto para ser feito ao final do trabalho.