Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=75218&picture=handprints-coloridos
Nasci e
quando comecei a crescer, mamãe descobriu que havia algo diferente em mim. Os
sons iam ficando cada vez mais distante e os médicos diziam que um dia eu não
poderia mais ouvir o canto dos pássaros, o latido do cachorro, a música e nem
mesmo a voz da mamãe.
Fui
crescendo como toda criança e um dia minha mãe me ensinou que eu era diferente
de outras crianças porque não podia ouvir sons iguais a elas.
Acho que
fiquei triste porque ela me pegou pela mão e me falou: “Quando Deus criou as
pessoas desejou que cada uma nascesse com uma característica diferente da
outra, é isso que faz com que elas sejam únicas e assim Ele as reconheceria
facilmente”.
Ela me disse
ainda: “Algumas pessoas não podem ver o mundo e são chamadas de cegas ou
deficientes visuais, outras não podem andar e são conhecidas como deficientes
físicas. Você não pode ouvir e por isso quando alguém a chamar de “surda” ou
“deficiente auditiva” não estará desejando-lhe mal, apenas tratando-a por sua
característica única”.
Meu papai
não acreditava que eu era diferente e meu irmão sempre achou que eu era
especial para ele, por isso me levava com ele para todos os lugares aonde ia e
me apresentava a todos os seus amigos.
Cresci
acreditando que poderia fazer tudo o que meu coração desejasse fazer, pois se
não conseguisse era apenas por não ter habilidades para aquilo, sabia bem que
ser surda não era desculpa para desistir dos meus ideais.
A escola era
meu lugar preferido, os livros, as revistas. Mamãe me ensinou a ler e escrever quando
tinha apenas cinco anos e todos ficavam admirados com minha fluência para ler e
escrever.
Fiquei muito
triste quando virei adolescente porque começaram a me achar diferente e não me
convidavam mais para fazer parte da turma. Não me deixavam participar dos
grupos de trabalho. Minha mãe disse que quando somos crianças temos um coisa
chamada inocência que não nos deixa enxergar as diferenças, para as crianças
todas as pessoas são iguais, elas não veem diferenças. Ela me falou que quando
começamos a ficar grandes temos dificuldades em aceitar algumas pessoas, mas
que eu era perfeita, pois Deus me criou assim então eu deveria me amar como eu
era, que se eu gostasse de mim mesma, todos também gostariam.
Superei
aquela fase, mas por onde passei as pessoas que me conheceram diziam que eu
servia de inspiração para suas vidas, pois estava sempre feliz e sorridente e
que eu sempre desafiava as dificuldades.
Quando
cheguei à faculdade minha mãe foi estudar junto comigo. Ela sempre falou que
foi para me ajudar, mas que eu a ajudei mais do que ela a mim. Ela dizia para
as pessoas que eu lhe mostrei que mesmo que pensarmos que somos velhos demais
para fazer alguma coisa, devemos tentar, pois não há limites de idade para
vivermos.
A profissão
que escolhi foi a Pedagogia. Eu queria poder ensinar crianças para mostrar a
elas desde pequenas que elas deveriam acreditar que poderiam fazer qualquer
coisa desde que desejassem muito isso e que as diferenças não são defeitos ou
problemas, mas um jeito novo de realizar as coisas.
Já participei
de muitas atividades, viajei, conheci pessoas, lugares… Continuo estudando,
faço parte de uma ONG que cuida de crianças com diferenças sociais extremas,
faço parte de uma igreja que me aceita como sou e me da oportunidades de
cantar, falar e viver como todos os outros ali.
Meu pai
entendeu o meu jeito de viver e investiu em mim. Meu irmão continua me amando e
me admirando, ele fala que sempre busca inspiração em mim quando acha que as
coisas estão difíceis. Minha mãe diz que ele tanto me amou que encontrou uma
namorada que tem muitas das minhas características.
Eu nasci e
quando comecei a crescer descobri que ser diferente é ser uma pessoa contente.
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Dédalo e Ícaro, os limites para sonhar.
Em Atenas,
Dédalo era um artesão e engenheiro famoso. Todos conheciam a sua arte e ele
tinha fama em toda Grécia. Os mais poderosos reis queriam adquirir as suas
esculturas ou viver nos majestosos palácios e edifícios que ele construía. Com
tantas encomendas, Dédalo já não conseguia atender a todos os pedidos e para
aliviar a grande sobrecarga, o artista decidiu ter um aprendiz em sua oficina,
seu sobrinho Talo.
Dédalo
ensinou ao jovem todos os segredos das artes da cerâmica, da arquitetura e da
escultura. Aos poucos, Talo mostrou-se um excelente aprendiz e um genial
artista, e com sua criatividade inventou o torno de oleiro. Dédalo sentiu uma
profunda inveja por não ter sido ele o criador do invento. A cada dia, Talo
inventava algo. Certa vez, ao ver os dentes pontiagudos de uma serpente, ele
teve a inspiração para inventar o serrote. Passado algum tempo, Talo inventou o
compasso e outros inventos para a produção das armas, tijolos e vestimentas dos
atenienses.
Quanto mais
Talo mostrava a sua criatividade, mais Dédalo o invejava, e Talo começou a
adquirir muita fama em Atenas conquistando os antigos admiradores e clientes de
Dédalo. Aos poucos Dédalo foi perdendo a genialidade criativa e sua inveja
tirava sua inspiração. Os trabalhos de Talo passaram a ser preferidos e Dédalo
por se sentir ofendido decidiu eliminar o sobrinho. Dissimulando suas
intenções, Dédalo convidou Talo para um passeio ao templo de Atena que ficava
no alto e um penhasco. Caminhando inocentemente com o tio, quando passavam
pelas muralhas do tempo em um gesto premeditado Dédalo empurrou Talo ao
precipício. Ao encontrar a morte, o rosto de Talo apresentava um sorriso nos
lábios.
Depois de
matar o sobrinho, Dédalo recolheu o corpo de Talo, enfiou em um saco e tentou
apagar os vestígios de seu crime. Porém, quando retornava para sua oficina,
Dédalo foi surpreendido carregando um saco sujo de sangue. Nervoso, o arquiteto
disse ser de uma serpente que matara, mas o nervosismo do arquiteto fez com que
as pessoas desconfiassem daquela versão. Dédalo continuou o seu caminho, sem
perceber que os curiosos sorrateiramente seguiam os seus passos. Em um terreno
vazio, Dédalo depositou o cadáver do sobrinho. Do alto do Olimpo, Atena a deusa
da sabedoria, o assistia e transformou a alma de Talo numa perdiz.
Denunciado,
Dédalo foi conduzido ao cárcere enquanto a perdiz sobrevoava tribunal
assistindo a justiça feita. Alguns dias após a condenação Dédalo conseguiu
fugir para Creta onde já tinha chegado a sua fama de artesão, escultor,
inventor e engenheiro. Quando Minos, rei de Creta, soube da presença do
artista, recebeu-o com honras de Estado e o colocou sob sua proteção, mas
exigiu que ele trabalhasse somente para ele. Dédalo passou a criar muitas obras
e estátuas para Minos, mas perdeu sua liberdade criadora. Suas criações ficaram
restritas aos desejos do monarca e sua arte se tornou prisioneira dos caprichos
do Rei Minos.
Sempre à
deriva dos caprichos reais, a bela rainha Pasífae, a esposa do rei, tendo se
apaixonado por um touro, pediu a Dédalo que criasse uma armadura no formato de
uma novilha que lhe permitisse atrair o touro. Dédalo esculpiu uma novilha em
madeira e desse amor incomum da rainha e o touro nasceu o Minotauro, uma
criatura com corpo de homem e cabeça de touro. Para esconder a vergonha da
traição da mulher, Minos ordenou que Dédalo construísse uma prisão para o
monstro, um lugar de onde ele jamais pudesse sair. Dédalo construiu um
labirinto com becos e caminhos sinuosos, como um enigma.
O Labirinto
tornou-se a maior obra arquitetônica de todo o Mediterrâneo gerando a admiração
dos povos, inquietando a curiosidade de outros reinos. Aprisionado, o Minotauro
se revelou uma violenta fera e exigia ser alimentado de carne humana. Minos que
havia conquistado o reino de Atenas exigia do rei Egeu sete rapazes e sete
moças para serem sacrificados. Teseu, o filho do rei de Atenas, revoltado com a
maléfica exigência, misturou-se com os jovens que seriam enviados para Creta.
Em Creta,
Teseu seduziu a bela princesa Ariadne, filha de Minos. Com sua ajuda, penetrou
no Labirinto levando um novelo de lã que foi desenrolado desde a porta de
entrada. Teseu venceu o Minotauro e conseguiu sair do labirinto seguindo as
linhas do novelo. A bela Ariadne esperava-o na saída e apaixonada fugiu com
Teseu, levando seu irmão como refém. Perseguidos pelo rei Minos, esquartejaram
o filho de Minos, e enquanto Minos recolhia os pedaços do filho no mar, Teseu e
Ariadne fugiram. O rei Minos culpou Dédalo por toda tragédia e como castigo,
encerrou Dédalo e seu filho Ícaro dentro do Labirinto, fazendo-os prisioneiros
perpétuos.
Dédalo se
tornou prisioneiro de sua própria criação e passou a viver com seu sonho de
liberdade, até que construiu asas que lhe permitiria fugir voando. Juntando
penas de aves, Dédalo construiu seu sonho amarrando as penas e colocando uma
camada de cera sobre elas. Terminado seu projeto, Dédalo recomendou a seu filho
os cuidados para o voo e, movidos de coragem, os dois saltaram para o infinito.
Dominando o voo, Dédalo preveniu ao filho que mantivesse uma determinada
altura; não tão baixa para não cair no mar e nem tão alta para que não se
aproximasse do sol que poderia derreter a cera.
Dédalo e Ícaro
alcançam os céus da Grécia, mas Ícaro se deixou deslumbrar pela sensação de
liberdade e pela beleza do céu. Voando alto, os raios quentes do sol derreteram
a cera das asas e em meio ao seu delírio sonhador, Ícaro se precipitou no mar.
Dédalo desceu para apanhar o cadáver do filho e quando caminhava entre os
arbustos para sepultá-lo, uma perdiz pairou sobre sua cabeça. Era o espírito de
Talo, acentuando a tragédia numa anunciada vingança.
Partindo em
um barco pelo mar Dédalo aportou na Sicília. Mesmo sendo recebido com honras
pelo rei daquele local, a alma de Dédalo vestia um luto perene e nada
estimulava sua alma criadora. Já não sentia nenhuma inveja como no passado e
viu perdida sua genialidade. Apesar disso, criava o que lhe instruíam, mas ele
já não se importava com os aplausos. Tornou-se um protegido no reino, mas um
dia Minos aportou na Trinácria à procura de Dédalo. A fim de proteger Dédalo, o
rei Cócalo fingiu receber com honras o rei Minos, convidando-o para um banho
quente e um banquete.
Para
repousar da fatigante viagem, Minos atendeu ao convite. Entrando na banheira,
sentiu a água morna e fechou os olhos para repousar. Mas Cócaro havia
premeditado matar Minos, e de repente a água começou a esquentar e ferver e,
apesar dos gritos de Minos, ninguém veio a socorrê-lo. O soberano de Creta
morreu sufocado pelos vapores e pelo calor. Dédalo estava livre do seu maior
perseguidor, porém já não tinha mais sentido a sua liberdade. Dédalo seguiu
solitário ensinando sua arte a muitos discípulos. E já muito velho, quando viu
a morte chegar, Dédalo realizou seu maior sonho, vendo sua alma sem asas
voar...
Para os
pequenos a história deve ser reduzida.
Perguntas:
Onde morava
Dédalo?
Qual era sua
profissão?
Artesão -
substantivo
masculino
indivíduo
que pratica arte ou ofício que dependem de trabalhos manuais.
artífice que
exerce sua profissão em oficina própria.
Por que
Dédalo matou o sobrinho? Essa atitude
foi certa? Que acontece em nossos dias
com alguém que mata outra pessoa?
Após fugir
do cárcere para onde fugiu Dédalo?
Como surgiu
o Minotauro?
Por que
Dédalo foi preso no labirinto com seu filho?
Qual foi o
seu plano de fuga?
Ícaro seguiu
os conselhos do pai quando fugiram do labirinto?
Você tem um
sonho?
Você acha
que para realizar os sonhos podemos ignorar nossas limitações e as dificuldades
da vida? Por quê?
Sonho de Ícaro Byafra Voar, voar Subir, subir Ir por onde for Descer até o céu cair Ou mudar de cor Anjos de gás Asas de ilusão E um sonho audaz Feito um balão... No ar, no ar Eu sou assim Brilho do farol Além do mais Amargo fim Simplesmente sol... Rock do bom Ou quem sabe jaz Som sobre som Bem mais, bem mais... O que sai de mim Vem do prazer De querer sentir O que eu não posso ter O que faz de mim Ser o que sou É gostar de ir Por onde, ninguém for... Do alto coração Mais alto coração... Viver, viver E não fingir Esconder no olhar Pedir não mais Que permitir Jogos de azar Fauno lunar Sombras no porão E um show vulgar Todo verão... Fugir meu bem Pra ser feliz Só no pólo sul Não vou mudar Do meu país Nem vestir azul... Faça o sinal Cante uma canção Sentimental Em qualquer tom... Repetir o amor Já satisfaz Dentro do bombom Há um licor a mais Ir até que um dia Chegue enfim Em que o sol derreta A cera até o fim... Do alto, coração Mais alto, coração... Faça o sinal Cante uma canção Sentimental Em qualquer tom... Repetir o amor Já satisfaz Dentro do bombom Há um licor a mais Ir até que um dia Chegue enfim Em que o sol derreta A cera até o fim... Do alto, o coração Mais alto, o coração...(2x)
Fonte da imagem:Rumpelstiltskin Ilustração de Walter Crane para uma tradução dos Contos de Grimm (1886)
Havia uma
vez um moleiro pobre que tinha uma filha muito bela. Um dia aconteceu de ter
que ir falar com o rei e, para parecer mais importante, disse:
- Tenho uma filha
que pode fiar a palha e convertê-la em ouro.
- Essa é uma habilidade que me
impressiona – disse o rei ao moleiro – se tua filha é tão hábil como dizes,
traga-a amanhã ao meu palácio e vamos ver isso. Quando trouxeram a garota, o
rei a levou para um quarto cheio de palha, deu-lhe uma roca e uma bobina e
disse:
- Trabalha e, se amanhã pela manhã não tiveres convertido toda essa palha
em ouro, durante a noite, morrerás. Então ele mesmo fechou a porta à chave e a
deixou só. A filha do moleiro e sentou sem poder fazer nada para salvar sua
vida. Não tinha a menor ideia de como fiar a palha e convertê-la em ouro, e se
assustava cada vez mais, até que por fim começou a chorar. Porém, de repente a
porta se abriu e entrou um homenzinho:
- Boa tarde, senhorita moleira, por que
estás chorando tanto?
- Ai de mim – disse a garota – tenho que fiar essa palha e
convertê-la em ouro, porém não sei como fazê-lo.
- O que me dás – disse o
homenzinho – se fizer isso por ti?
- Meu colar, disse ela. O homenzinho pegou o
colar, sentou-se à roca e whirr, whirr, whirr três voltas e a bobina estava cheia.
Pôs outra e whirr, whirr, whirr três voltas e a segunda estava cheia também. E
seguiu assim até o amanhecer, quando toda palha estava fiada e todas as bobinas
cheias de ouro. Ao despertar o dia o rei já estava ali, e quando viu o ouro
ficou atônito e encantado, porém seu coração se tornou mais avarento. Levou a
filha do moleiro a outra sala, muito maior e cheia de palha e lhe ordenou que
fiasse anoite inteira, se apreciava a vida. A garota que não sabia o que fazer,
estava chorando quando a porta se abriu de novo. O homenzinho apareceu e
disse:- Que me darás se eu converter essa palha em ouro? - perguntou ele.
O anel que
levo em meu dedo – disse ela. O homenzinho apanhou o anel e começou outra vez a
girar a roca, e pela manhã havia fiado toda a palha e convertido em brilhante
ouro. O rei ficou felicíssimo quando viu aquilo. Porém como não tinha ouro
suficiente, levou afilha do moleiro a outra sala cheia de palha, muito maior
que a anterior, e disse:- Tens que fiar isso durante esta noite, se
conseguires, serás minha esposa. - “Apesar de ser a filha de um moleiro, “
pensou, “ não poderei encontrar esposa mais rica no mundo. “Quando a garota
ficou só, o homenzinho apareceu pela terceira vez, e disse:
- Que me darás se
fiar a palha desta vez?
- Não tenho mais nada para te dar – respondeu a garota.
-
Então me prometa, que se te tornares rainha, me darás teu primeiro filho.
-
“Quem sabe se isso ocorrerá alguma vez.“ pensou a filha do moleiro. E não
sabendo como sair daquela situação, prometeu ao homenzinho o que ele queria e
uma vez mais a palha foi convertida em ouro. Quando o rei chegou pela manhã, e
encontrou todo o ouro que havia desejado, casou-se com ela e a preciosa filha
do moleiro tornou-se rainha. Um ano depois, trouxe ao mundo um belo menino, e
em nenhum momento se lembrou do homenzinho. Porém, de repente, veio ao seu
quarto e lhe disse:
- Dá-me o que prometeste. A rainha estava horrorizada e lhe
ofereceu todas as riquezas do reino para deixar seu filho. Porém o homenzinho
disse:
- Não, algo vivo vale para mim mais que todos os tesouros do mundo. A
rainha começou a se lamentar e chorar tanto que o homenzinho se compadeceu
dela:
- Te darei três dias - disse – se descobrires meu nome, então ficarás com teu
filho. Então a rainha passou toda a noite pensando em todos os nomes que tinha ouvido,
e mandou um mensageiro a todos os cantos do reino para perguntar por todos os
nomes que havia. Quando o homenzinho chegou no dia seguinte, ela começou:
Gaspar, Melquior, Baltazar...
Disse um atrás do outro, todos os nomes que
sabia, porém a cada um o homenzinho dizia:
- Esse não é meu nome. No segundo dia
havia perguntado aos vizinhos seus nomes, e ela repetiu os mais curiosos e
pouco comuns:
- Seria teu nome Pata de Cordeiro ou Laço Largo?
Porém ele
disse:
- Esse não é meu nome. Ao terceiro dia o mensageiro voltou e disse:
- Não
encontrei nenhum nome. Porém, quando subia uma grande montanha ao final de um
bosque, onde a raposa e a lebre se desejam boas noites, ali vi um homenzinho
muito ridículo saltando...
Deu uma cabriola e gritou:
“Hoje trago o pão,
amanhã
trarei cerveja
no outro terei o filho da jovem rainha”.
Já estou contente de
que nada aconteça
que Rumpelstiltskin me chamo.
“Podeis imaginar o
contentamento da rainha quando escutou o nome”. E quando logo em seguida o
chegou o homenzinho e perguntou:
- Bem, jovem rainha, qual é meu nome? A rainha
primeiro disse:
- Te chamas Conrado?
- Não.
- Te chamas Harry?
- Não.
- Quem
sabe teu nome é... Rumpelstiltskin?
- Te contou o demônio! Te contou o demônio!
Gritou o homenzinho e, na sua raiva, bateu o pé direito na terra tão forte que
entrou toda a perna e quando tirou com raiva a perna, com as duas mãos se
partiu em dois.
Fonte da imagem;https://pixabay.com/pt/menina-dan%C3%A7a-vestido-flores-1349272/
Havia uma
vez um príncipe que queria se casar com uma princesa, mas não se contentava com
uma princesa que não fosse de verdade. De modo que se dedicou a procurá-la no
mundo inteiro, ainda que inutilmente, pois todas que via apresentavam algum
defeito. Princesas havia muitas, porém não podia ter certeza, ja que sempre
havia nelas algo que não estava bem. Assim, regressou ao seu reino cheio de
sentimento, pois desejava muito uma princesa verdadeira!
Certa noite,
caiu uma tempestade horrível. Trovejava e chovia a cântaros. De repente,
bateram à porta do castelo, e o rei foi pessoalmente abrir.
No umbral
havia uma princesa. Mas, Santo Céu, como havia ficado com o tempo ea chuva! A
água escorria por seu cabelo e roupas, seu sapato estava desmanchando. Apesar
disso, ela insistia que era uma princesa real e verdadeira.
"Bom,
isso vamos saber logo", pensou a rainha velha.
E, sem dizer
uma palavra, foi ao quarto, tirou toda a roupa de cama e colocou uma ervilha no
estrado, em seguida colocou vinte colchões sobre a ervilha, e sobre eles vinte
almofadas feitas com as plumas mais suaves que se pode imaginar.
Ali teria
que dormir toda a noite a princesa.
Na manhã
seguinte, perguntaram-lhe como tinha dormido.
-Oh,
terrivelmente mal! - disse a princesa. Não consegui fechar os olhos toda a noite.
Vá se saber o que havia nessa cama! Encostei-me em algo tão duro que amanheci
cheia de dores. Foi horrível!
Ouvindo
isso, todos compreenderam que se tratava de uma verdadeira princesa, já que
havia sentido a ervilha através dos vinte colchões e vinte almofadões. Só uma princesa
podia ter uma pele tão delicada.
E assim o
príncipe casou com ela, seguro que sua era uma princesa completa. A ervilha foi
enviada a um museu onde pode ser vista, a não ser que alguém a tenha roubado.