segunda-feira, 18 de julho de 2016

domingo, 17 de julho de 2016

O Sol e a Lua. Historinha para trabalhar ecologia.

Nunca ninguém diria, quando o Sol e a Lua se conheceram, que seria um caso de amor à primeira vista. Mas a verdade é que assim foi.
Ainda o mundo não era mundo e já os dois trocavam olhares de enlevo, já os dois se iluminavam como candeias acesas na escuridão do universo.
Quando, de uma enorme explosão cósmica, a Terra surgiu, logo o Sol e a Lua decidiram velar por aquele pedaço de matéria, que não era mais do que uma massa disforme e sem vida.
O Sol encarregou-se de tratar dos solos. E não tardou que altas montanhas se erguessem, que árvores frondosas enfeitassem os vales e que planícies infindáveis se fizessem perder no olhar.
Depois nasceram as pedras e sempre soube o Sol colocá-las no local preciso: ora no cimo dos montes escarpados, ora dispersas, salpicando o solo fértil das terras planas, até se tornarem areia fina, escondida sob os leitos silenciosos dos rios.
À Lua coube a tarefa de criar as águas. Águas profundas que dividiram grandes pedaços da Terra e águas mais serenas que desciam das montanhas e se alongavam pelas planícies.
Tudo perfeito. Mas acharam, o Sol e a Lua, que alguma coisa faltava naquele mundo à medida. E como sempre se haviam entendido, a novas tarefas se propuseram.
Assim surgiram animais de toda a espécie: grandes, pequenos, uns mais dóceis, outros mais atrevidos, uns que caminhavam pelo chão, outros que se aventuravam pelos ares e ainda outros que só habitavam o reino das águas.
Agora, sim. Todos viviam em harmonia: o mundo do Sol e o mundo da Lua. E eles continuavam cada vez mais enamorados.
O Sol aquecia a Terra e dava-lhe a vida. A Lua embalava-a e dava-lhe sonhos repousantes e noites lindas, tão claras que até pareciam dia.
Mas ― todas as histórias têm um senão ― certa altura em que Sol e Lua andavam entretidos nas suas tarefas, vislumbraram, bem lá no meio de uma planície, uma espécie de animal que não se lembravam de ter colocado onde quer que fosse.
Não voava, não nadava, nem andava de quatro patas. Pelo contrário, erguia-se como o pescoço de uma girafa e parecia querer ser o rei dos animais.
Decidiram vigiá-lo, não fosse ele perturbar o encanto daquele mundo.
Vigiaram dia e noite, noite e dia, sem interferir. E, ao longo dos séculos, no correr dos milénios, não gostaram do que viram.
―Então que faz ele às árvores que eu ergui? ― interrogava-se o Sol.
―E que faz ele das águas que eu pus a correr? ― indignava-se a Lua.
De comum acordo combinaram assustá-lo. Mandaram fortes raios de luz sobre a Terra, mas o animal protegeu-se em quantas sombras havia.
Mandaram trombas de água infindáveis, mas ele fechou-se no seu covil e de lá não saiu enquanto os rios não voltaram ao normal.
E tudo o que Sol e Lua puderam fazer não foi suficiente para parar aquela espécie, que ainda hoje habita um planeta chamado Terra e de quem diz ser seu legítimo dono.
Vocês já ouviram falar dele?
Pois nunca esse bichinho reparou no trabalho do Sol, nem no labor da Lua. Nem em quanto eles são apaixonados um pelo outro. Nem em quanto eles querem bem a esse planeta perdido na imensidão do Universo.
E é por tudo isto que vos contei, acreditem, que a Lua tem aquele ar sempre tão triste, quando, nas noites em que está cheia, ela nos olha sempre como num queixume.
E é também por causa disso que o Sol por vezes se esconde atrás de nuvens sombrias: vai buscar conforto à Lua e lembrar-lhe, sim, que nunca é demais lembrar, o quanto ele é apaixonado por ela.

Livro: Histórias Que Acabam Aqui.

Texto: Teresa Lopes

Ilustrações: Sara Costa - Domínio Público.

Tema: Ecologia, a ação do homem sobre a natureza.

Explicar que o homem não é dono do planetinha, que recebemos de Deus a oportunidade de usarmos suas riquezas com muito cuidado e respeito à natureza que é tão generosa nos fornecendo frutos e tudo o que precisamos para viver, mas sem abusar nem destruindo o que não nos pertence. Perguntar como é o mundo em que queremos viver.
Através do diálogo concluir que temos que cuidar do planeta para as novas gerações poderem dele usufruir também.

Levar imagens de destruição e depois solicitar que façam um desenho do mundo onde eles querem viver.




quinta-feira, 14 de julho de 2016

O peixinho e o gato.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/peixes-tanque-nata%C3%A7%C3%A3o-decora%C3%A7%C3%A3o-47651/

Certo dia, o Sr. Peixe chamou os peixinhos Vermelho, Amarelo e Dourado, para alertá-los dos perigos que os cercavam quando saíam para brincar longe de casa. Falou sobre os pescadores que lançavam suas redes ao mar, das aves e de outros animais, entre eles, o gato, que se alimentava de peixes.
– Todo peixinho tem direito a brincar, mas fiquem longe das redes e da beira do mar, pois nesses lugares é que mora o perigo – falou o Sr. Peixe com os olhos marejados de lágrimas.
Passado algum tempo, Vermelho pediu permissão aos pais para ir à casa de um amigo para brincar. Após ajudar a mãe, despediu-se e lá foi todo contente. No caminho, encontrou alguns amigos e a todos cumprimentou alegremente.
Minutos depois, sentiu que algo o havia prendido.
Por mais que se debatesse, não conseguia livrar-se.
Então, começou a gritar:
– Socorro! Por favor, alguém me ajude a sair daqui!
No entanto, ninguém o escutava, porque estava num lugar pouco movimentado.
Angustiado, começou a chorar.
O pescador, por sua vez, ao puxar a rede, ficou muito contente ao ver aquele belo peixinho saltitante e tomou todos os cuidados para não machucá-lo. Ao chegar em casa, colocou-o num vidro cheio de água.
Vermelho, assustado, percebeu que havia perdido a liberdade e que, talvez, nunca mais voltasse a nadar nas profundezas do oceano. Muito triste, o pranto voltou a rolar.
Naquele momento, ao se dar conta da fatalidade que havia se abatido sobre ele, procurou ser forte e manter a calma, pois de nada adiantaria gritar ou se debater.
Naquele mesmo dia, Vermelho foi transportado com muito cuidado para outro lugar.
Após rodar bastante, o homem finalmente parou em frente a uma grande loja. Vermelho estava receoso, pois não sabia o que iriam fazer com ele.
Ao entrar na loja, notou que o lugar era amplo e agradável. Lá estavam algumas criaturas estranhas e muito barulhentas; umas gorjeavam, outras latiam, algumas miavam, outras comiam cenouras sem parar.
Todas estavam em grandes gaiolas.
O peixinho Vermelho pressentiu que ali seria o seu cativeiro. Tremeu só de pensar.
O comerciante estava sorridente, orgulhoso da sua nova aquisição, então, colocou Vermelho junto com outros peixinhos. O local, apesar de pequeno, imitava o "habitat" do fundo do mar. Todos o olharam com curiosidade, mas logo se tornaram amigos.
Vermelho já tinha escutado algumas histórias a respeito dos peixinhos que eram capturados para servirem de atração para os homens. Porém, jamais imaginou que algum dia estivesse naquela situação.
Apesar de estar sendo bem tratado, suspirava ao lembrar o tempo em que nadava em cardume, com os amigos, aprontando algumas das suas peraltices em algum lugar no fundo do mar.
Certo dia entrou na loja um casal com três filhos.
Duda, o mais velho, ficou maravilhado ao observar aquele belo peixinho Vermelho que nadava de um lado para outro no aquário. Os pais, notando o seu interesse, compraram-no e deram de presente ao filho.
Chegando ao novo lar, Vermelho notou uma criatura com cara de bonzinho, igual ao que tinha lá na loja. De vez em quando, ele se mexia, abria os olhos, espreguiçava-se e voltava a enrolar-se. Agora, mais despreocupado, o peixinho continuava nadando de um lado para o outro em seu pequeno cativeiro.
Certo dia, Vermelho escutou seus novos donos chamarem carinhosamente aquela estranha criatura de meu "Gatinho". Então, pensou:
– Ah! Então esse é o famoso Sr. Gato... O perigoso devorador de peixes!
O Gato, por sua vez, andava impaciente, não via a hora de ficar a sós com o novo morador da casa. Para não levantar suspeitas, fingia nem notar a sua presença.
Duda estava muito contente com os seus dois bichos de estimação, uma vez que o gato e o peixinho viviam em harmonia.
Numa bela manhã de domingo, após tratar o gato e o peixinho, a família saiu para passear. Antes, porém, por precaução, Duda colocou o aquário bem no alto e, brincando, falou para o Gato cuidar bem do amiguinho.
O Gato balançou o rabo, fez piruetas, enroscou-se na perna do menino, rindo da sua inocência. Depois, sentou-se e ali ficou.
Vermelho estava apreensivo e nadava nervoso de um lado para o outro sem parar. Parecia pressentir que algo iria acontecer.
O Gato, muito malandro, fingia nada ver; no entanto, estava se deliciando com o nervosismo do peixinho. Lá pelas tantas, o bichano levantou-se, lambeu-se, espreguiçou-se e então resolveu apavorá-lo ainda mais:
– Peixinho! Huu, huu! Agora que estamos a sós, prepara-te que vou te pegar!
O peixinho, apesar de corajoso, estava preocupado, pensando numa maneira de defender-se, caso o temível inimigo resolvesse atacá-lo.
O peixinho Vermelho estava tenso. As coisas estavam ficando muito difíceis, e ele sabia que logo ficariam bem piores. O peixinho, de vermelho, estava quase branco de tanto pavor, mas seria bravo, morreria lutando, pensou.
O peixinho Vermelho estava parado num canto do aquário e lá pelas tantas, disse:
– Por favor, Sr. Gato, comporte-se, não me faça nenhum mal, hein! Pense no que disse o nosso dono. Ele confia tanto no senhor, até pediu para que cuidasse de mim, lembra?
O Gato levantou-se, arqueou-se, lambeu os beiços de forma assustadora. Em seguida, derrubando alguns objetos, subiu na estante e, num piscar de olhos, estava em cima da geladeira, ao lado do aquário.
Depois, numa rapidez própria dos felinos, enfiou uma das patas dentro do aquário. Vermelho, ligeiro como uma flecha, num ato de bravura, deu uma mordida na sua pata, quase lhe tirando um pedaço. O bichano, assustado, recuou.
O Gato, surpreso, logo percebeu a agilidade do seu adversário. Por alguns instantes, ficou imóvel, observando o pula-pula do peixinho tentando se salvar.
Em seguida, começou o combate. Vermelho defendia-se dando pulos no ar, parecia um acrobata. O Gato reconheceu a sua valentia e o admirou por isso. Era um pula pra cá, outro pula pra lá, e o peixinho sempre conseguia escorregar das garras do seu perseguidor.
Muito senhor de si, o gato respondeu:
– Escuta aqui, peixinho otário: se eu fosse honesto, não teria a fama que tenho. Além do mais, não adianta bancar o espertinho, nem tentar me convencer, porque eu vou te pegar, sim! E, quando o meu dono chegar, miarei suavemente, me enroscarei na sua perna, lançarei um doce olhar, e tudo estará resolvido.
Passado o susto, o Gato voltou a colocar a pata dentro do aquário e, sem querer, plaft! Derrubou o aquário no chão. O bichano quase morreu de susto!
Quando o Gato estava quase conseguindo vencer o peixinho, chegaram Duda e a família. Todos levaram o maior susto ao ver a bagunça. Tinha água e caco de vidro para tudo quanto era lado.
Duda ficou muito desapontado com o comportamento do gato maroto. Pegou-o pelas patas, levando-o por alguns instantes para fora de casa.
Enquanto isso, o peixinho Vermelho agonizava. Em tempo chegou o socorro e logo foi posto num pequenino aquário.
Duda, chocado com o ocorrido e preocupado com a segurança do peixinho, pediu para o pai devolvê-lo ao mar.
 Vermelho ficou muito emocionado ao avistar o imenso mar azul que o esperava. Ao ser posto dentro d'água, sem demora desapareceu, indo reencontrar a sua família e todos os seus amigos.
 No lugar onde morava, era só alegria. Os peixes deram uma grande festa para comemorar a sua volta.
Vermelho foi recebido como herói. A sua odisseia teve grande repercussão em todo o oceano. Até o rei dos mares o recebeu em solene audiência.
Em seus poucos momentos de solidão, o peixinho Vermelho relembrava a grande aventura que viveu na terra no meio daquelas criaturas muito estranhas...

Autora: Lenira Almeida Heck.

Domínio Público.

Atividade:

Desenhe o peixinho vermelho dentro do aquário.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/aqu%C3%A1rio-fishbowl-peixinho-vidro-152181/

Pinte os peixinhos de acordo com as cores da historinha. 

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=36934&picture=peixe-esboca

terça-feira, 12 de julho de 2016

Comemoração de 1 ano do inicio do blog. Hoje tem festa!


Amigos queridos que acompanham o blog Coisas de Criança, é com imensa alegria que comemoro um ano de sua criação com a presença de muitos de vocês aqui enfeitando a festa.
Obrigada por todas as palavras de incentivo, a presença de vocês foi muito importante para que eu percebesse se estava no rumo certo, acertando ali, consertando acolá, até achar o tom que ficasse bom para mim e ao mesmo tempo continuasse servindo de inspiração para pais e educadores – esse sempre foi o foco principal do blog – mas então, sem mais delongas, segue a colaboração dos amigos.
A proposta deixada na postagem com o convite para a festa era:

Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos 7 anos:

      - Onde estaria e fazendo o que?

      - O que você diria para você criança? – só não vale conselho, rsrs.

      - Deixar nome, profissão e quem puder a idade.

Depoimentos:

Com sete anos eu estaria em Mar Del Plata Argentina onde vivi até os 8anos de idade.
Me vejo brincando na sacada vestida com as roupas da minha mãe.
Eu diria A donde vás tan guapa?
Maria Fernanda Espino, aposentada,  55 anos.

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Com sete anos eu estaria na casa da minha avó paterna, estudando bastante e brincando pouco. Diria para aquela criança: dentro de você existe uma força muito poderosa, ela vai te salvar de tudo nessa vida!
Denise Araujo, psicóloga, 57 anos. Blog da Denise: Tecendo Ideias

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Aos sete anos, eu em Porto Alegre. No quintal de casa, observando minhocas e bichinhos das plantas e da terra. O que eu diria?
- Jorge, continue a ser curioso e pesquisador, tua profissão favorecerá isso.
Jorge Avila Kuhn, Tradutor, 64 anos São Vicente/SP

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Com sete anos eu gostaria de estar num mundo maravilhoso onde todos os seres fossem felizes. Eu pediria à criança que me ajudasse a ser um ser mais confiante e feliz.
Matilde, aposentada, 73 anos.

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"Certa noite, perambulando no meu sonho, cheguei numa nuvem muito branca e fofinha! Ouvi uma voz: - ei, estou aqui!!! E eu, entre medo e curiosidade, avistei uma garotinha franzina, tímida e fui até ela. Era eu mesma, que, como um toque de mágica, estava lá, aos meus sete anos!!! Como aconteceu isto?? Eu hoje tenho 70 anos, mas há poucos dias, numa pontinha de tristeza por estar quase velhinha (kkk) fiz uma oração e pedi a nossa Mãe Celeste, como presente, viver só mais um dia como uma doce garotinha!! Não esqueça NUNCA que a criança que tem dentro de você, NUNCA MORRE!"
Alba Maria Filipi, 70 anos, aposentada.

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Aos sete anos nos anos 50, e numa cidade de 30.000 habitantes, sem televisão - havia o cinema - com os desenhos animados, mas estava descobrindo também as Histórias dos Irmãos Grimm, Andersen, Perrault, e Monteiro Lobato- dá-lhe, imaginação!- enquanto quebrava a cabeça com as tabuadas! Aguardava as férias para vir passear em Porto Alegre, a capital, e a praia! Brincava de bonecas e de rodas na rua com as outras crianças e sonhava com os 15 anos: usar saltos altos e poder se pintar, não havia nada mais maravilhoso!
Haveria, mais, muitas lembranças mais, mas resumiria essa época com apenas duas palavras: doces sonhos!
Maria da Graça Silveira, 66 anos, aposentada. 

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Se eu pudesse falar com aquela menina de sete anos diria para ela nunca deixar o piano e o balé, perseverar nos estudos e insistir para fazer faculdade na capital. Depois voltar para Alegrete e não sair mais de lá. E não casar cedo! Ah, e cuidar muito do seu irmãozinho para evitar a tragédia que o levou.
Simplesmente Maria, 63 anos, escrevinhadora. Blog:Simplesmente Maria

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Estaria na rua, com meu pai, indo pra pracinha próximo da minha casa, e minha mãe estaria na escola.
Diria: cuidado quando você for brincar na gangorra. Ela pode acabar subindo muito alto, e você pode acabar se soltando, e batendo com a cara no ferro que segura a gangorra no chão, e pode se machucar feio.
Vívian Melyssa, Designer Gráfico, 21 anos. Página web:https://www.facebook.com/familydolls 

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Com sete anos de idade eu andava nas ruas, jogando bola de gude com os meninos, correndo de bicicleta, pulando sapata. Às vezes me reunia com as meninas para passear. Andávamos à toa pelas ruas.
Se pudesse voltar no tempo eu diria apenas: Não tenho pressa.

Gladis Berriel, escritora, 64 anos.

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Estou na cidade de Três Passos, RGS no quintal da casa. Vejo-a  com sete anos, pálida, séria, agachada na grama alta brincando com formigas. Toco delicadamente no ombro magro e ela levanta o olhar triste, de um azul profundo e límpido.
- Nunca tenha medo, digo. Você vai revolucionar. O sorriso rápido revela a falta dos dentes dianteiros.
Jeanne Geyer, blogueira, 64 anos.

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Olha Ela, Feliz/Feliz, leve e solta, e suas primeiras pedaladas, na sua tão sonhada bicicleta. Vai firme Criança, vai firme! Equilíbrio, muito Equilíbrio é o que a vida vai necessitar sempre de ti!

Lidia Maria Lacombe Klingelfus, 63 anos bancária aposentada.

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Para comemorar a festa de 1 ano de Coisas de criança, a Jeanne propôs que entrássemos em uma cápsula do tempo e nos encontrássemos com nós mesmos aos 7 anos, respondendo três perguntinhas:

1- Onde você estaria e fazendo o que?
R. Na rua brincando.

2- O que você diria para você criança?
R. Sabe esse céu imenso que gostas tanto? Deus te ama para além desse céu e jamais irá te abandonar.

Meri Pellens, blogueira e web designer autodidata, 41. Blog: Meri Pellens Mix

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
- Onde estaria e fazendo o que?
- Brincando de boneca, de casinha e de ser professora...
- O que você diria para você criança?
- Brinque muito, enquanto pode...
- Roselia Bezerra, professora aposentada, 62 neste mês...

"Benditas recordações que me cercam como em um abraço e me levam até um lugar radiante chamado saudade. Lá, o que eu fui segue intacto, livre dos arranhões do tempo, conservado por cada momento em que fui genuinamente feliz.”
(Fernanda Gaona) Blog:ESPIRITUAL-AMIZADE

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Aos sete anos comecei a alfabetização e lembro-me que tive que fazer muitas caligrafias, pois a minha letra ficava incompreensível. Nesta cena, em minha casa, a figura da minha avó paterna, que morava conosco, é muito presente; ela acompanhava os meus deveres escolares. Não é uma recordação boa, não gostava de fazer caligrafia e, na realidade, não mudou muito meu formato de letras.
O que posso dizer a minha menina é que a amo e que quero manter acesa a sua chama de peraltices dentro de mim.
Norma, psicóloga, terapeuta de casal e família, 67 anos.

“Uma das coisas melhores que pode acontecer para alguém na vida é ter uma infância feliz”. Agatha Christie Blog: Pensando em Família

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
Certamente estaria brincando de bonecas, coisa que sempre muito fiz.
 - O que você diria para você criança? –
Isso mesmo chica! Brinca e faz isso pela vida inteira!
Meu nome: Rejane
Profissão: advogada que abandonou tudo e foi ser apenas mãe, avó, dona de casa com muito amor e idade? Ainda 67!
Bjs, Chica  Blog Lugares Coloridos

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Aos sete anos eu morava no campo. Lembro do alvorecer e eu me preparando para ir à cidade com meu pai. Lembro da sensação de felicidade, eu escolhendo um vestidinho, lembro das cores do céu ao amanhecer. Um misto de expectativa e importância me dominava.
Eu diria a essa menina: Aninha, nunca perca a capacidade de se encantar, de acreditar e ver a beleza.
Ana Souza, 59 anos, aposentada.

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Se eu me encontrasse aos sete anos... Obviamente estaria brincando com as minhas bonecas!!O que eu diria? Não tenha medo, sei que algumas coisas e pessoas parecem grandes e assustadoras, mas geralmente elas não são tão horripilantes quanto parecem, acredite: você é corajosa, tem muitos dons que ainda não sabe e não se esforce tanto para que as pessoas gostem de você. Seja Feliz!! Carine Peres F. Cardoso, 42 anos, Psicóloga.

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Aos 7 anos:
- Onde estaria e fazendo o que? Provavelmente em P. Alegre, brincando no pátio da casa que morávamos na nossa infância, junto com meu irmão Joao Gilberto que teria 5 anos. Provavelmente brincando com terrinha como a gente falava.
- O que você diria para você criança? –Aproveite para brincar porque a coisa vai ficar feia kkkkkk

Simone T T Pinho, procuradora institucional, 48 anos. 

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Saindo da cápsula: 1-Estaria no ano de 1963 por burocracia escolar da época, não pude entrar para o grupo escolar por não ter sete anos completos e era de Março,imagina só, pois as aulas começavam em Fevereiro. Assim tive que viver este 7 anos numa aula particular com uma professora de nome Glória que me ensinava escrever e matemática.Assim meu tempo era de muita folga e vivi intensamente a infância de uma cidadezinha de interior de Minas Gerais. 2- Vá nadar mais no rio, vá jogar mais bola,catar frutas no pomar da casa de Drummond e fazer as tarefas da professora Gloria para ter mais tempo para brincar.
Toninho-60 anos-Engenheiro Eletricista. Blog: Momentos e inspirações



Amigos queridos, estou aqui emocionada ao final do post. 
Agradeço a presença de cada um e de todos que embora não tenham participado hoje, acompanharam esse trabalho desde o início. 
Esse blog é um sonho e um desejo profundo. 
Que Deus me permita deixar sementes em corações fecundos.

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“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos  filhos....  Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” 

Os amigos que não puderam participar, podem ir deixando sua participação nos comentários durante o dia de hoje que vou acrescentando, bjs

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Raposa e o Leão. Linda fábula de Esopo.

Fingindo-se enfermo, o Leão passou a receber visita de outros animais, os quais entravam na cova e o Leão os comia um a um. Por fim, chegou à porta da cova a Raposa, que desconfiada, perguntou-lhe de longe como estava. O Leão respondendo perguntou-lhe porque não entrava para vê-lo. Respondeu a Raposa: - Me parece que a tua casa está cheia, já que vi muitas pegadas de animais entrando e nenhuma de algum que tenha saído. Por isso, vou indo.

Fabula de Esopo.


Moral da história: 

Não existe ninguém tão esperto que consiga enganar a todos.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CANTIGA DE ADEUS.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/s%C3%A3o-jo%C3%A3o-festa-junina-comemora%C3%A7%C3%A3o-831834/

Mês de Junho foi se embora
Pintadinho de balão
Rodopiando na fogueira
Cantando para São João!

Crianças vestindo chita
Dançando xote e modão
Bochechas cor de pitanga
Cheirando a manjericão!

Adeus, adeus, mês de junho!
Até o ano que vem!
São João já está dormindo,
Enquanto floresce o bem,
Os anjos já estão cantando
Amém...amém...amém!

Jossara Bes. 

Para conhecer o trabalho da Jossara clique AQUIsuper recomendo, já é a segunda poesia que ela gentilmente cede para esse espaço. :))))


Pensamento ilustrado.