terça-feira, 19 de julho de 2016

O PRÍNCIPE CANÁRIO.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=98516&picture=epalhun

Era uma vez um rei que tinha uma filha. A mãe da menina morrera e a madrasta sentia muito ciúme da enteada; sempre falava mal dela para o rei.
A moça vivia a se desculpar e a se desesperar; porém, a madrasta tanto falou e tanto fez que o rei, embora afeiçoado à filha, acabou dando razão à rainha e decidiu expulsá-la de casa. Contudo, disse que ela deveria ficar em um lugar no qual se instalasse bem, pois não admitiria que fosse maltratada.
— Quanto a isso — disse a madrasta —, fique tranquilo, não pense mais no caso.
E mandou encerrar a moça num castelo no meio do bosque.
Destacou um grupo de damas da corte e as mandou para lá, a fim de fazer companhia a ela, com a recomendação de que não a deixasse sair, e nem mesmo se aproximar da janela. Naturalmente, lhes pagava salários da casa real.
A moça recebeu um aposento bem montado, podendo beber e comer tudo que quisesse: só não podia sair. Todavia, as damas, muito bem pagas e com tanto tempo livre, nem se preocupavam com ela.
De vez em quando, o rei perguntava à mulher:
— E nossa filha, como vai? O que fez de bom?
A rainha, para mostrar que se interessava pela jovem, foi visitá-la. No castelo, assim que desceu da carruagem, foi recebida pelas damas, dizendo-lhe que ficasse tranquila, que a moça estava muito bem e era muito feliz. A rainha subiu um momento até o quarto da moça.
— E então, está realmente bem? Não lhe falta nada, não é? Está com uma bela cor, vejo que a aparência é boa.
Mantenha-se alegre, hein? Até a próxima. — E foi embora.
Chegando ao castelo, disse ao rei que jamais vira sua filha tão contente.
Mas na verdade, sempre sozinha naquele aposento, pois as damas de companhia jamais lhe davam atenção, a princesa passava os dias tristemente debruçada na janela.
Debruçava-se com os braços apoiados no balcão e teria feito um calo nos cotovelos, se não tivesse lembrado de colocar uma almofada embaixo deles.
A janela dava para o bosque e a princesa, durante o dia inteiro, só via os cimos das árvores, as nuvens e a trilha dos caçadores.
Um dia, passou por ali o filho de um rei, que perseguia
um javali. Ele sabia que aquele castelo havia muito tempo estava desabitado, e se admirou ao ver sinais de vida: panos estendidos entre as ameias, fumaça nas chaminés, vidraças abertas.
Observava tudo, quando viu, em uma janela lá do alto, uma bela moça debruçada, e sorriu para ela. A moça também viu o príncipe, vestido de amarelo e com polainas de caçador e espingarda, que olhava para cima e sorria para ela; então, ela também sorriu para ele.
Ficaram assim uma hora, olhando-se e rindo, e também fazendo gestos e reverências, pois a distância que os separava não permitia outras comunicações.
No dia seguinte, aquele filho de rei vestido de amarelo, com a desculpa de ir caçar, estava lá de novo, e ficaram se olhando por duas horas. Dessa vez, além dos sorrisos, gestos e reverências, puseram também uma das mãos no coração e acenaram lenços durante um bom tempo.
No terceiro dia, o príncipe ficou três horas e eles chegaram até a mandar um beijo, um para o outro, na ponta dos dedos.
No quarto dia, ele estava lá como sempre quando, de trás de uma árvore, apareceu uma bruxa que começou a zombar:
— Uah!Uah!Uah!
— Quem é você? De que está rindo? — Disse energicamente o príncipe.
— Onde é que já se viu dois namorados tão estúpidos a ponto de ficar tão distantes!
— Se soubesse como fazer para alcançá-la, avozinha...
— disse o príncipe.
— Acho os dois simpáticos — disse a bruxa — e vou ajudá-los.
E, indo bater à porta do castelo, deu às damas de companhia um velho livro ressequido e besuntado, dizendo que era um presente para a princesa, para que se distraísse lendo.
As damas logo o levaram para a moça, que imediatamente o abriu e leu: “Este é um livro mágico”. Se virar as páginas no sentido certo, o homem se transforma em pássaro, e se virar as páginas ao contrário, o pássaro se transforma de novo em homem".
A moça correu até a janela, pousou o livro no balcão e começou a virar as páginas às pressas, enquanto observava o jovem vestido de amarelo, em pé no meio da trilha.
Ela viu quando o jovem vestido de amarelo mexia os braços, agitava as asas e se transformava em um canário. O canário alçava voo, eis que já era dono das alturas, acima das árvores, e eis que se dirigia a ela e pousava na almofada do balcão.
A princesa não resistiu à tentação de pegar aquele belo canário na palma da mão e beijá-lo; depois lembrou que ele era um jovem e se envergonhou; a seguir, lembrou-se disso de novo e já não se envergonhou. Mas não via a hora de transformá-lo em um jovem como antes.
Retomou o livro, folheou-o ao contrário, e eis que o canário arrepiava as penas amarelas, agitava as asas, mexia os braços e era outra vez o rapaz vestido de amarelo, com os trajes de caçador, que se ajoelhava aos pés dela e lhe dizia:
— Eu te amo!
Depois que declararam todo seu amor, já era noite.
Lentamente, a princesa começou a virar as páginas do livro.
O jovem, olhando-a nos olhos, se transformou outra vez em canário, pousou no balcão e depois nas telhas do beirai, entregou-se ao vento e desceu voando em grandes círculos, indo parar num ramo de árvore baixo.
Então, ela virou as páginas ao contrário, o canário voltou a ser príncipe, o príncipe pulou para o chão, chamou os cães com um assobio, mandou um beijo em direção à janela e se afastou pela trilha.
E, assim, todos os dias o livro era folheado para fazer o príncipe voar até a janela no alto da torre, folheado de novo para devolver-lhe forma humana, depois folheado outra vez para fazê-lo voar e folheado de novo para que pudesse voltar para casa. Os dois jovens nunca haviam sido tão felizes.
Um dia, a rainha foi visitar a enteada. Passeou pelo aposento, dizendo sempre:
— Você está bem, não? Acho que está um pouco magra, mas não é nada sério, não é verdade? Você nunca tão bem, não?
Entretanto, para certificar-se de que tudo estava sob controle, abriu a janela, olhou para fora e, na trilha lá embaixo, viu o príncipe vestido de amarelo que se aproximava com seus cães. "Se essa dengosa acha que pode bancar a sedutora na janela, vou lhe dar uma lição", pensou.
Pediu para a jovem ir preparar um copo de água com açúcar. Assim que se viu sozinha, arrancou cinco ou seis alfinetes do penteado e os espetou na almofada, de modo que ficassem com as pontas para cima, mas sem serem notados. "Ela vai aprender a ficar debruçada no balcão!"
A moça voltou com a água com açúcar, e ela disse:
— Hum, passou a sede, beba você, queridinha! Tenho que voltar para perto de seu pai. Não está precisando de nada, não é? Então, adeus. — E foi embora.
Logo que a carruagem da rainha se afastou, a moça virou rapidamente as páginas do livro, o príncipe se transformou em canário, voou até a janela e se lançou como uma flecha na almofada.
Imediatamente se ouviu um agudo trinado de dor. As penas amarelas se tingiam de sangue, pois o canário enfiara os alfinetes no peito. Ergueu-se com um desesperado bater de asas, confiou-se ao vento, mergulhou num esvoaçar incerto e pousou no chão com as asas abertas.
Assustada, sem saber exatamente o que acontecera, a princesa virou depressa as folhas ao contrário, esperando que,  se lhe devolvesse a forma humana, os ferimentos desaparecessem.
Porém, ai, ai, ai, o príncipe ressurgiu, jorrando sangue por profundas feridas que lhe dilaceravam no peito a roupa amarela. Jazia de bruços, cercado por seus cães.
O ulular dos cães atraiu os caçadores, que o socorreram e o carregaram numa liteira de galhos, sem que pudesse ao menos alçar os olhos para a janela de sua amada, ainda aterrorizada de dor e espanto.
Conduzido ao seu palácio, o príncipe não dava sinais de recuperação e os médicos não eram capazes de confortá-lo. As feridas não cicatrizavam e continuavam a doer.
O rei, seu pai, espalhou cartazes por todos os cantos,
prometendo tesouros a quem soubesse como curar o jovem; mas ninguém se apresentava.
Entretanto, a princesa se consumia por não poder chegar perto do amado. Começou a cortar os lençóis em tiras finas e a amarrá-las de modo a fazer uma corda comprida.
Com essa corda, certa noite, escapou da altíssima torre.
Saiu andando pela trilha dos caçadores. Mas, entre a escuridão de breu e os uivos dos lobos, achou que era melhor esperar o amanhecer e, tendo encontrado um velho carvalho com o tronco oco, entrou e se acomodou lá dentro, adormecendo logo, cansada como estava.
Quando despertou ainda era noite alta: pareceu-lhe ter ouvido um assobio. Apurou os ouvidos e escutou outro assobio, depois um terceiro e um quarto.
Logo distinguiu quatro chamas de vela que se aproximavam. Eram quatro bruxas, que vinham dos quatro cantos do mundo, e haviam marcado encontro embaixo daquela árvore.
Sem ser vista, a princesa espiava por uma fenda do tronco, vendo as quatro velhas com as velas nas mãos, que se faziam grandes festas e zombavam:
— Uah!Uah!Uah!
Acenderam uma fogueira junto à árvore e se sentaram para se aquecer e assar alguns morceguinhos para o jantar.
Depois de comer bastante, começaram a contar umas às outras o que tinham visto de interessante pelo mundo.
— Vi o sultão dos turcos que comprou vinte mulheres novas.
— Vi o imperador dos chineses que deixou crescer o rabo-de-cavalo até alcançar três metros.
— Vi o rei dos canibais que comeu o camareiro por engano.
— Vi o rei daqui de perto que tem o filho doente e ninguém sabe a cura, porque só eu sei.
— E qual é? — perguntaram as outras bruxas.
— No aposento dele há um taco solto. Basta erguer o taco e se encontra uma ampola; na ampola há um unguento que fará desaparecer todas as feridas dele.
De dentro da árvore, a princesa estava para dar um grito de alegria: teve de morder um dedo para ficar quieta.
Quando já tinham dito tudo que tinham para dizer, as bruxas se despediram cada uma seguiu seu caminho.
A princesa pulou para fora da árvore e, ao amanhecer, se pôs a andar em direção à cidade. Na primeira loja de coisas usadas que encontrou, comprou uma velha roupa de médico e uns óculos.
Assim, disfarçada, foi bater no palácio real. Vendo aquele doutorzinho mal-ajambrado, os serviçais não queriam deixá-lo entrar, mas o rei disse:
— De qualquer jeito não há de fazer mal a meu pobre filho, que pior do que está não pode ficar. Deixem este também tentar.
O falso médico pediu que o deixassem sozinho com o doente, o que lhe foi concedido.
Quando chegou à cabeceira do amado, que gemia inconsciente em sua cama, a princesa queria explodir em lágrimas e cobri-lo de beijos, mas se conteve, pois devia executar rapidamente as prescrições da bruxa.
Pôs-se a andar de um lado para outro, até encontrar um taco solto: levantou-o e encontrou uma pequena ampola cheia de unguento.
Com esse unguento, pôs-se a esfregar as feridas do príncipe; bastava passar a mão cheia de unguento em cima da ferida para que ela desaparecesse. Toda contente, chamou o rei, e o rei viu o filho sem feridas, com o rosto corado, que dormia tranquilamente.
— Pegue o que quiser, doutor — disse o rei. — Todas as riquezas do tesouro do Estado são para o senhor.
— Não quero dinheiro — disse o médico. - Dê-me apenas o escudo do príncipe com o brasão da família, a bandeira do príncipe e sua jaqueta amarela, aquela perfurada e cheia de sangue.
E tendo recebido os três objetos, foi embora.
Após três dias, o filho do rei saiu de novo para caçar.
Passou perto do castelo, em meio ao bosque, mas nem levantou os olhos para a janela da princesa. Mas ela pegou o livro, folheou-o, e o príncipe, mesmo contrariado, foi obrigado a se transformar em canário.
Voou até o aposento e a princesa o fez se transformar de novo em homem.
— Deixe-me ir embora — disse ele —, não lhe basta ter me ferido com seus alfinetes e ter me causado tanto sofrimento?
De fato, o príncipe perdera todo o amor pela moça, pensando que fosse ela a causadora de sua desgraça.
A moça estava a ponto de desmaiar.
— Mas eu o salvei! Fui eu quem o curou!
— Não é verdade — disse o príncipe. — Fui salvo por um médico forasteiro, que não pediu outra recompensa além do meu brasão, da minha bandeira e da minha jaqueta ensanguentada!
— Eis o seu brasão, eis a sua bandeira e eis a sua jaqueta! Era eu aquele médico! Os alfinetes foram uma crueldade da minha madrasta!
O príncipe, atordoado, olhou-a nos olhos por um momento.
Jamais lhe parecera tão linda. Caiu a seus pés, pedindo- lhe perdão e declarando toda sua gratidão e seu amor.
Na mesma noite, disse ao pai que queria casar com a moça do castelo do bosque.
— Você só pode desposar a filha de um rei ou de um imperador — disse o pai.
— Desposo a mulher que me salvou a vida.
E prepararam as núpcias, convidando todos os reis e as rainhas da região. Veio também o rei, pai da princesa, sem saber de nada. Quando viu se adiantar a noiva, exclamou:
— Minha filha!
— Como? — Disse o rei dono da casa. — A noiva de meu filho é sua filha? E por que não nos disse?
— Porque — disse a noiva — não me considero mais filha de um homem que me deixou ser aprisionada por minha madrasta. — E apontou o indicador para a rainha.
O pai, ao ouvir todas as desgraças da filha, foi tomado de pena por ela e de desdém pela sua pérfida mulher. Nem esperou voltar para casa para mandar prendê-la. E, assim, o casamento foi celebrado com satisfação e alegria por todos, exceto por aquela desgraçada.

Alfabetização : livro do aluno / Ana Rosa Abreu - Domínio Público. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

domingo, 17 de julho de 2016

O Sol e a Lua. Historinha para trabalhar ecologia.

Nunca ninguém diria, quando o Sol e a Lua se conheceram, que seria um caso de amor à primeira vista. Mas a verdade é que assim foi.
Ainda o mundo não era mundo e já os dois trocavam olhares de enlevo, já os dois se iluminavam como candeias acesas na escuridão do universo.
Quando, de uma enorme explosão cósmica, a Terra surgiu, logo o Sol e a Lua decidiram velar por aquele pedaço de matéria, que não era mais do que uma massa disforme e sem vida.
O Sol encarregou-se de tratar dos solos. E não tardou que altas montanhas se erguessem, que árvores frondosas enfeitassem os vales e que planícies infindáveis se fizessem perder no olhar.
Depois nasceram as pedras e sempre soube o Sol colocá-las no local preciso: ora no cimo dos montes escarpados, ora dispersas, salpicando o solo fértil das terras planas, até se tornarem areia fina, escondida sob os leitos silenciosos dos rios.
À Lua coube a tarefa de criar as águas. Águas profundas que dividiram grandes pedaços da Terra e águas mais serenas que desciam das montanhas e se alongavam pelas planícies.
Tudo perfeito. Mas acharam, o Sol e a Lua, que alguma coisa faltava naquele mundo à medida. E como sempre se haviam entendido, a novas tarefas se propuseram.
Assim surgiram animais de toda a espécie: grandes, pequenos, uns mais dóceis, outros mais atrevidos, uns que caminhavam pelo chão, outros que se aventuravam pelos ares e ainda outros que só habitavam o reino das águas.
Agora, sim. Todos viviam em harmonia: o mundo do Sol e o mundo da Lua. E eles continuavam cada vez mais enamorados.
O Sol aquecia a Terra e dava-lhe a vida. A Lua embalava-a e dava-lhe sonhos repousantes e noites lindas, tão claras que até pareciam dia.
Mas ― todas as histórias têm um senão ― certa altura em que Sol e Lua andavam entretidos nas suas tarefas, vislumbraram, bem lá no meio de uma planície, uma espécie de animal que não se lembravam de ter colocado onde quer que fosse.
Não voava, não nadava, nem andava de quatro patas. Pelo contrário, erguia-se como o pescoço de uma girafa e parecia querer ser o rei dos animais.
Decidiram vigiá-lo, não fosse ele perturbar o encanto daquele mundo.
Vigiaram dia e noite, noite e dia, sem interferir. E, ao longo dos séculos, no correr dos milénios, não gostaram do que viram.
―Então que faz ele às árvores que eu ergui? ― interrogava-se o Sol.
―E que faz ele das águas que eu pus a correr? ― indignava-se a Lua.
De comum acordo combinaram assustá-lo. Mandaram fortes raios de luz sobre a Terra, mas o animal protegeu-se em quantas sombras havia.
Mandaram trombas de água infindáveis, mas ele fechou-se no seu covil e de lá não saiu enquanto os rios não voltaram ao normal.
E tudo o que Sol e Lua puderam fazer não foi suficiente para parar aquela espécie, que ainda hoje habita um planeta chamado Terra e de quem diz ser seu legítimo dono.
Vocês já ouviram falar dele?
Pois nunca esse bichinho reparou no trabalho do Sol, nem no labor da Lua. Nem em quanto eles são apaixonados um pelo outro. Nem em quanto eles querem bem a esse planeta perdido na imensidão do Universo.
E é por tudo isto que vos contei, acreditem, que a Lua tem aquele ar sempre tão triste, quando, nas noites em que está cheia, ela nos olha sempre como num queixume.
E é também por causa disso que o Sol por vezes se esconde atrás de nuvens sombrias: vai buscar conforto à Lua e lembrar-lhe, sim, que nunca é demais lembrar, o quanto ele é apaixonado por ela.

Livro: Histórias Que Acabam Aqui.

Texto: Teresa Lopes

Ilustrações: Sara Costa - Domínio Público.

Tema: Ecologia, a ação do homem sobre a natureza.

Explicar que o homem não é dono do planetinha, que recebemos de Deus a oportunidade de usarmos suas riquezas com muito cuidado e respeito à natureza que é tão generosa nos fornecendo frutos e tudo o que precisamos para viver, mas sem abusar nem destruindo o que não nos pertence. Perguntar como é o mundo em que queremos viver.
Através do diálogo concluir que temos que cuidar do planeta para as novas gerações poderem dele usufruir também.

Levar imagens de destruição e depois solicitar que façam um desenho do mundo onde eles querem viver.




quinta-feira, 14 de julho de 2016

O peixinho e o gato.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/peixes-tanque-nata%C3%A7%C3%A3o-decora%C3%A7%C3%A3o-47651/

Certo dia, o Sr. Peixe chamou os peixinhos Vermelho, Amarelo e Dourado, para alertá-los dos perigos que os cercavam quando saíam para brincar longe de casa. Falou sobre os pescadores que lançavam suas redes ao mar, das aves e de outros animais, entre eles, o gato, que se alimentava de peixes.
– Todo peixinho tem direito a brincar, mas fiquem longe das redes e da beira do mar, pois nesses lugares é que mora o perigo – falou o Sr. Peixe com os olhos marejados de lágrimas.
Passado algum tempo, Vermelho pediu permissão aos pais para ir à casa de um amigo para brincar. Após ajudar a mãe, despediu-se e lá foi todo contente. No caminho, encontrou alguns amigos e a todos cumprimentou alegremente.
Minutos depois, sentiu que algo o havia prendido.
Por mais que se debatesse, não conseguia livrar-se.
Então, começou a gritar:
– Socorro! Por favor, alguém me ajude a sair daqui!
No entanto, ninguém o escutava, porque estava num lugar pouco movimentado.
Angustiado, começou a chorar.
O pescador, por sua vez, ao puxar a rede, ficou muito contente ao ver aquele belo peixinho saltitante e tomou todos os cuidados para não machucá-lo. Ao chegar em casa, colocou-o num vidro cheio de água.
Vermelho, assustado, percebeu que havia perdido a liberdade e que, talvez, nunca mais voltasse a nadar nas profundezas do oceano. Muito triste, o pranto voltou a rolar.
Naquele momento, ao se dar conta da fatalidade que havia se abatido sobre ele, procurou ser forte e manter a calma, pois de nada adiantaria gritar ou se debater.
Naquele mesmo dia, Vermelho foi transportado com muito cuidado para outro lugar.
Após rodar bastante, o homem finalmente parou em frente a uma grande loja. Vermelho estava receoso, pois não sabia o que iriam fazer com ele.
Ao entrar na loja, notou que o lugar era amplo e agradável. Lá estavam algumas criaturas estranhas e muito barulhentas; umas gorjeavam, outras latiam, algumas miavam, outras comiam cenouras sem parar.
Todas estavam em grandes gaiolas.
O peixinho Vermelho pressentiu que ali seria o seu cativeiro. Tremeu só de pensar.
O comerciante estava sorridente, orgulhoso da sua nova aquisição, então, colocou Vermelho junto com outros peixinhos. O local, apesar de pequeno, imitava o "habitat" do fundo do mar. Todos o olharam com curiosidade, mas logo se tornaram amigos.
Vermelho já tinha escutado algumas histórias a respeito dos peixinhos que eram capturados para servirem de atração para os homens. Porém, jamais imaginou que algum dia estivesse naquela situação.
Apesar de estar sendo bem tratado, suspirava ao lembrar o tempo em que nadava em cardume, com os amigos, aprontando algumas das suas peraltices em algum lugar no fundo do mar.
Certo dia entrou na loja um casal com três filhos.
Duda, o mais velho, ficou maravilhado ao observar aquele belo peixinho Vermelho que nadava de um lado para outro no aquário. Os pais, notando o seu interesse, compraram-no e deram de presente ao filho.
Chegando ao novo lar, Vermelho notou uma criatura com cara de bonzinho, igual ao que tinha lá na loja. De vez em quando, ele se mexia, abria os olhos, espreguiçava-se e voltava a enrolar-se. Agora, mais despreocupado, o peixinho continuava nadando de um lado para o outro em seu pequeno cativeiro.
Certo dia, Vermelho escutou seus novos donos chamarem carinhosamente aquela estranha criatura de meu "Gatinho". Então, pensou:
– Ah! Então esse é o famoso Sr. Gato... O perigoso devorador de peixes!
O Gato, por sua vez, andava impaciente, não via a hora de ficar a sós com o novo morador da casa. Para não levantar suspeitas, fingia nem notar a sua presença.
Duda estava muito contente com os seus dois bichos de estimação, uma vez que o gato e o peixinho viviam em harmonia.
Numa bela manhã de domingo, após tratar o gato e o peixinho, a família saiu para passear. Antes, porém, por precaução, Duda colocou o aquário bem no alto e, brincando, falou para o Gato cuidar bem do amiguinho.
O Gato balançou o rabo, fez piruetas, enroscou-se na perna do menino, rindo da sua inocência. Depois, sentou-se e ali ficou.
Vermelho estava apreensivo e nadava nervoso de um lado para o outro sem parar. Parecia pressentir que algo iria acontecer.
O Gato, muito malandro, fingia nada ver; no entanto, estava se deliciando com o nervosismo do peixinho. Lá pelas tantas, o bichano levantou-se, lambeu-se, espreguiçou-se e então resolveu apavorá-lo ainda mais:
– Peixinho! Huu, huu! Agora que estamos a sós, prepara-te que vou te pegar!
O peixinho, apesar de corajoso, estava preocupado, pensando numa maneira de defender-se, caso o temível inimigo resolvesse atacá-lo.
O peixinho Vermelho estava tenso. As coisas estavam ficando muito difíceis, e ele sabia que logo ficariam bem piores. O peixinho, de vermelho, estava quase branco de tanto pavor, mas seria bravo, morreria lutando, pensou.
O peixinho Vermelho estava parado num canto do aquário e lá pelas tantas, disse:
– Por favor, Sr. Gato, comporte-se, não me faça nenhum mal, hein! Pense no que disse o nosso dono. Ele confia tanto no senhor, até pediu para que cuidasse de mim, lembra?
O Gato levantou-se, arqueou-se, lambeu os beiços de forma assustadora. Em seguida, derrubando alguns objetos, subiu na estante e, num piscar de olhos, estava em cima da geladeira, ao lado do aquário.
Depois, numa rapidez própria dos felinos, enfiou uma das patas dentro do aquário. Vermelho, ligeiro como uma flecha, num ato de bravura, deu uma mordida na sua pata, quase lhe tirando um pedaço. O bichano, assustado, recuou.
O Gato, surpreso, logo percebeu a agilidade do seu adversário. Por alguns instantes, ficou imóvel, observando o pula-pula do peixinho tentando se salvar.
Em seguida, começou o combate. Vermelho defendia-se dando pulos no ar, parecia um acrobata. O Gato reconheceu a sua valentia e o admirou por isso. Era um pula pra cá, outro pula pra lá, e o peixinho sempre conseguia escorregar das garras do seu perseguidor.
Muito senhor de si, o gato respondeu:
– Escuta aqui, peixinho otário: se eu fosse honesto, não teria a fama que tenho. Além do mais, não adianta bancar o espertinho, nem tentar me convencer, porque eu vou te pegar, sim! E, quando o meu dono chegar, miarei suavemente, me enroscarei na sua perna, lançarei um doce olhar, e tudo estará resolvido.
Passado o susto, o Gato voltou a colocar a pata dentro do aquário e, sem querer, plaft! Derrubou o aquário no chão. O bichano quase morreu de susto!
Quando o Gato estava quase conseguindo vencer o peixinho, chegaram Duda e a família. Todos levaram o maior susto ao ver a bagunça. Tinha água e caco de vidro para tudo quanto era lado.
Duda ficou muito desapontado com o comportamento do gato maroto. Pegou-o pelas patas, levando-o por alguns instantes para fora de casa.
Enquanto isso, o peixinho Vermelho agonizava. Em tempo chegou o socorro e logo foi posto num pequenino aquário.
Duda, chocado com o ocorrido e preocupado com a segurança do peixinho, pediu para o pai devolvê-lo ao mar.
 Vermelho ficou muito emocionado ao avistar o imenso mar azul que o esperava. Ao ser posto dentro d'água, sem demora desapareceu, indo reencontrar a sua família e todos os seus amigos.
 No lugar onde morava, era só alegria. Os peixes deram uma grande festa para comemorar a sua volta.
Vermelho foi recebido como herói. A sua odisseia teve grande repercussão em todo o oceano. Até o rei dos mares o recebeu em solene audiência.
Em seus poucos momentos de solidão, o peixinho Vermelho relembrava a grande aventura que viveu na terra no meio daquelas criaturas muito estranhas...

Autora: Lenira Almeida Heck.

Domínio Público.

Atividade:

Desenhe o peixinho vermelho dentro do aquário.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/aqu%C3%A1rio-fishbowl-peixinho-vidro-152181/

Pinte os peixinhos de acordo com as cores da historinha. 

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=36934&picture=peixe-esboca

terça-feira, 12 de julho de 2016

Comemoração de 1 ano do inicio do blog. Hoje tem festa!


Amigos queridos que acompanham o blog Coisas de Criança, é com imensa alegria que comemoro um ano de sua criação com a presença de muitos de vocês aqui enfeitando a festa.
Obrigada por todas as palavras de incentivo, a presença de vocês foi muito importante para que eu percebesse se estava no rumo certo, acertando ali, consertando acolá, até achar o tom que ficasse bom para mim e ao mesmo tempo continuasse servindo de inspiração para pais e educadores – esse sempre foi o foco principal do blog – mas então, sem mais delongas, segue a colaboração dos amigos.
A proposta deixada na postagem com o convite para a festa era:

Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos 7 anos:

      - Onde estaria e fazendo o que?

      - O que você diria para você criança? – só não vale conselho, rsrs.

      - Deixar nome, profissão e quem puder a idade.

Depoimentos:

Com sete anos eu estaria em Mar Del Plata Argentina onde vivi até os 8anos de idade.
Me vejo brincando na sacada vestida com as roupas da minha mãe.
Eu diria A donde vás tan guapa?
Maria Fernanda Espino, aposentada,  55 anos.

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Com sete anos eu estaria na casa da minha avó paterna, estudando bastante e brincando pouco. Diria para aquela criança: dentro de você existe uma força muito poderosa, ela vai te salvar de tudo nessa vida!
Denise Araujo, psicóloga, 57 anos. Blog da Denise: Tecendo Ideias

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Aos sete anos, eu em Porto Alegre. No quintal de casa, observando minhocas e bichinhos das plantas e da terra. O que eu diria?
- Jorge, continue a ser curioso e pesquisador, tua profissão favorecerá isso.
Jorge Avila Kuhn, Tradutor, 64 anos São Vicente/SP

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Com sete anos eu gostaria de estar num mundo maravilhoso onde todos os seres fossem felizes. Eu pediria à criança que me ajudasse a ser um ser mais confiante e feliz.
Matilde, aposentada, 73 anos.

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"Certa noite, perambulando no meu sonho, cheguei numa nuvem muito branca e fofinha! Ouvi uma voz: - ei, estou aqui!!! E eu, entre medo e curiosidade, avistei uma garotinha franzina, tímida e fui até ela. Era eu mesma, que, como um toque de mágica, estava lá, aos meus sete anos!!! Como aconteceu isto?? Eu hoje tenho 70 anos, mas há poucos dias, numa pontinha de tristeza por estar quase velhinha (kkk) fiz uma oração e pedi a nossa Mãe Celeste, como presente, viver só mais um dia como uma doce garotinha!! Não esqueça NUNCA que a criança que tem dentro de você, NUNCA MORRE!"
Alba Maria Filipi, 70 anos, aposentada.

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Aos sete anos nos anos 50, e numa cidade de 30.000 habitantes, sem televisão - havia o cinema - com os desenhos animados, mas estava descobrindo também as Histórias dos Irmãos Grimm, Andersen, Perrault, e Monteiro Lobato- dá-lhe, imaginação!- enquanto quebrava a cabeça com as tabuadas! Aguardava as férias para vir passear em Porto Alegre, a capital, e a praia! Brincava de bonecas e de rodas na rua com as outras crianças e sonhava com os 15 anos: usar saltos altos e poder se pintar, não havia nada mais maravilhoso!
Haveria, mais, muitas lembranças mais, mas resumiria essa época com apenas duas palavras: doces sonhos!
Maria da Graça Silveira, 66 anos, aposentada. 

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Se eu pudesse falar com aquela menina de sete anos diria para ela nunca deixar o piano e o balé, perseverar nos estudos e insistir para fazer faculdade na capital. Depois voltar para Alegrete e não sair mais de lá. E não casar cedo! Ah, e cuidar muito do seu irmãozinho para evitar a tragédia que o levou.
Simplesmente Maria, 63 anos, escrevinhadora. Blog:Simplesmente Maria

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Estaria na rua, com meu pai, indo pra pracinha próximo da minha casa, e minha mãe estaria na escola.
Diria: cuidado quando você for brincar na gangorra. Ela pode acabar subindo muito alto, e você pode acabar se soltando, e batendo com a cara no ferro que segura a gangorra no chão, e pode se machucar feio.
Vívian Melyssa, Designer Gráfico, 21 anos. Página web:https://www.facebook.com/familydolls 

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Com sete anos de idade eu andava nas ruas, jogando bola de gude com os meninos, correndo de bicicleta, pulando sapata. Às vezes me reunia com as meninas para passear. Andávamos à toa pelas ruas.
Se pudesse voltar no tempo eu diria apenas: Não tenho pressa.

Gladis Berriel, escritora, 64 anos.

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Estou na cidade de Três Passos, RGS no quintal da casa. Vejo-a  com sete anos, pálida, séria, agachada na grama alta brincando com formigas. Toco delicadamente no ombro magro e ela levanta o olhar triste, de um azul profundo e límpido.
- Nunca tenha medo, digo. Você vai revolucionar. O sorriso rápido revela a falta dos dentes dianteiros.
Jeanne Geyer, blogueira, 64 anos.

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Olha Ela, Feliz/Feliz, leve e solta, e suas primeiras pedaladas, na sua tão sonhada bicicleta. Vai firme Criança, vai firme! Equilíbrio, muito Equilíbrio é o que a vida vai necessitar sempre de ti!

Lidia Maria Lacombe Klingelfus, 63 anos bancária aposentada.

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Para comemorar a festa de 1 ano de Coisas de criança, a Jeanne propôs que entrássemos em uma cápsula do tempo e nos encontrássemos com nós mesmos aos 7 anos, respondendo três perguntinhas:

1- Onde você estaria e fazendo o que?
R. Na rua brincando.

2- O que você diria para você criança?
R. Sabe esse céu imenso que gostas tanto? Deus te ama para além desse céu e jamais irá te abandonar.

Meri Pellens, blogueira e web designer autodidata, 41. Blog: Meri Pellens Mix

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
- Onde estaria e fazendo o que?
- Brincando de boneca, de casinha e de ser professora...
- O que você diria para você criança?
- Brinque muito, enquanto pode...
- Roselia Bezerra, professora aposentada, 62 neste mês...

"Benditas recordações que me cercam como em um abraço e me levam até um lugar radiante chamado saudade. Lá, o que eu fui segue intacto, livre dos arranhões do tempo, conservado por cada momento em que fui genuinamente feliz.”
(Fernanda Gaona) Blog:ESPIRITUAL-AMIZADE

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Aos sete anos comecei a alfabetização e lembro-me que tive que fazer muitas caligrafias, pois a minha letra ficava incompreensível. Nesta cena, em minha casa, a figura da minha avó paterna, que morava conosco, é muito presente; ela acompanhava os meus deveres escolares. Não é uma recordação boa, não gostava de fazer caligrafia e, na realidade, não mudou muito meu formato de letras.
O que posso dizer a minha menina é que a amo e que quero manter acesa a sua chama de peraltices dentro de mim.
Norma, psicóloga, terapeuta de casal e família, 67 anos.

“Uma das coisas melhores que pode acontecer para alguém na vida é ter uma infância feliz”. Agatha Christie Blog: Pensando em Família

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Se você entrasse em uma cápsula do tempo e encontrasse você aos sete anos:
Certamente estaria brincando de bonecas, coisa que sempre muito fiz.
 - O que você diria para você criança? –
Isso mesmo chica! Brinca e faz isso pela vida inteira!
Meu nome: Rejane
Profissão: advogada que abandonou tudo e foi ser apenas mãe, avó, dona de casa com muito amor e idade? Ainda 67!
Bjs, Chica  Blog Lugares Coloridos

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Aos sete anos eu morava no campo. Lembro do alvorecer e eu me preparando para ir à cidade com meu pai. Lembro da sensação de felicidade, eu escolhendo um vestidinho, lembro das cores do céu ao amanhecer. Um misto de expectativa e importância me dominava.
Eu diria a essa menina: Aninha, nunca perca a capacidade de se encantar, de acreditar e ver a beleza.
Ana Souza, 59 anos, aposentada.

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Se eu me encontrasse aos sete anos... Obviamente estaria brincando com as minhas bonecas!!O que eu diria? Não tenha medo, sei que algumas coisas e pessoas parecem grandes e assustadoras, mas geralmente elas não são tão horripilantes quanto parecem, acredite: você é corajosa, tem muitos dons que ainda não sabe e não se esforce tanto para que as pessoas gostem de você. Seja Feliz!! Carine Peres F. Cardoso, 42 anos, Psicóloga.

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Aos 7 anos:
- Onde estaria e fazendo o que? Provavelmente em P. Alegre, brincando no pátio da casa que morávamos na nossa infância, junto com meu irmão Joao Gilberto que teria 5 anos. Provavelmente brincando com terrinha como a gente falava.
- O que você diria para você criança? –Aproveite para brincar porque a coisa vai ficar feia kkkkkk

Simone T T Pinho, procuradora institucional, 48 anos. 

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Saindo da cápsula: 1-Estaria no ano de 1963 por burocracia escolar da época, não pude entrar para o grupo escolar por não ter sete anos completos e era de Março,imagina só, pois as aulas começavam em Fevereiro. Assim tive que viver este 7 anos numa aula particular com uma professora de nome Glória que me ensinava escrever e matemática.Assim meu tempo era de muita folga e vivi intensamente a infância de uma cidadezinha de interior de Minas Gerais. 2- Vá nadar mais no rio, vá jogar mais bola,catar frutas no pomar da casa de Drummond e fazer as tarefas da professora Gloria para ter mais tempo para brincar.
Toninho-60 anos-Engenheiro Eletricista. Blog: Momentos e inspirações



Amigos queridos, estou aqui emocionada ao final do post. 
Agradeço a presença de cada um e de todos que embora não tenham participado hoje, acompanharam esse trabalho desde o início. 
Esse blog é um sonho e um desejo profundo. 
Que Deus me permita deixar sementes em corações fecundos.

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“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos  filhos....  Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?” 

Os amigos que não puderam participar, podem ir deixando sua participação nos comentários durante o dia de hoje que vou acrescentando, bjs

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Raposa e o Leão. Linda fábula de Esopo.

Fingindo-se enfermo, o Leão passou a receber visita de outros animais, os quais entravam na cova e o Leão os comia um a um. Por fim, chegou à porta da cova a Raposa, que desconfiada, perguntou-lhe de longe como estava. O Leão respondendo perguntou-lhe porque não entrava para vê-lo. Respondeu a Raposa: - Me parece que a tua casa está cheia, já que vi muitas pegadas de animais entrando e nenhuma de algum que tenha saído. Por isso, vou indo.

Fabula de Esopo.


Moral da história: 

Não existe ninguém tão esperto que consiga enganar a todos.