quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O sapo sapeca.

O sapo sapeca caiu na caneca,
virou o café, em todo o pé,
croac croac,
croac croac,
pulava o coitado.
Derramou o açúcar,
pulou em cima da cuca,
saiu mais melado...
croac croac,
croac croac,
Fez tanto barulho,
o sapo azarado,
que a dona Bibi,
correu o coitado.
E deu vassouradas,
com força no chão
para o sapo assustar
sem nele tocar...
E tanto ela fez,
que o sapo infeliz,
pulou a janela,
quebrou o nariz...
croac croac,
croac croac,
O pobre amiguinho
aprendeu a lição
em casa dos outros
ninguém mexe não.

Jeanne Geyer

Para colorir:

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Pinguim serafim.


O pinguim Serafim
Garboso no gelo caminha
Com sua casaca de cetim
Porque no frio é quentinha.

Teme orcas e tubarões
São perigosos todos os dias
Pois devoram com seus dentões
Os pinguins e suas famílias.

Mas Serafim se cuida, é esperto
Dos predadores foge sem parar
Obedece a mamãe e dela fica perto
E brinca com os amiguinhos na neve e no mar.

Jeanne Geyer  


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Gatinho sapeca.

O gatinho sapeca
Pegou o novelo da vovó
Correu pela casa
Bagunçou sem dó

Menina bonita,
Pega o gatinho travesso
Ajuda a vovó aflita
Estou com pena confesso.


Jeanne Geyer


Para colorir:

sábado, 15 de outubro de 2016

15 de outubro dia do professor.


Hoje se comemora o dia do professor no Brasil. 
Para saber como tudo começou, clique AQUI
Deixo aqui minha homenagem a todos os professores dedicados, amorosos e idealistas. Que Deus ilumine seus caminhos com muitas bençãos de paz, amor e harmonia.
Que seu trabalho seja valorizado, que você seja respeitado pelo seus alunos e que os pais reconheçam a importância da tua influência na vida de seus filhos.
Que você receba salário digno e boas condições de trabalho.
Que você seja incentivado realmente e materialmente para poder se aperfeiçoar sempre.
Meu carinhoso abraço com muito respeito no teu dia!
Flores para você:

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

No Reino do Faz de Conta.

Tire os pés do chão
e viaje no sonho.
Ligue a imaginação
enquanto componho.

Viaje num trem bala,
sem sair da sala.
Tira a fantasia
de dentro da mala.

O sonho se instala
com facilidade.
O perfume que exala
é de felicidade.

Tire os pés do chão
e entre no mundo
do faz de conta.

Lá tem sapo trapalhão,
cão vagabundo
e a bicharada apronta.

AJ Cardiais.

Fonte: http://ajinfantilidade.blogspot.com.br/p/poemas.html

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O VIOLINO MÁGICO.

Dário era um bom mocinho, alegre e esperto, estimado por todos que o conheciam.
Um dia despedindo-se de sua família e de seus amigos, saiu de casa, para ganhar honradamente a vida. Ele era o mais velho dos cinco filhos que tinha o tio Pedro; e como a miséria lhes batia à porta, forçoso foi que o moço saísse, para não sobrecarregar o pai, em prejuízo dos irmãos menores, e também para ver se melhorava de sorte.
Ao despedir-se, o pai lhe dera por toda fortuna uma moeda de prata; e ele julgou-se rico, porque não conhecia o valor do dinheiro.
Caminhava alegremente pela estrada que conduzia à cidade, quando encontrou um velhinho, abrigado à sombra de uma árvore, gemendo e chorando.
Dotado de excelente coração, Dário tratou desveladamente do enfermo, e deu-lhe a sua única moeda de prata.
O velhinho, agradecido, disse:
– Já que foste tão caridoso, vou fazer-te um presente. Aqui tens este violino. Todas as vezes que o tocares, quem o ouvir não poderá resistir ao desejo de dançar.

Dário saiu satisfeito com o presente, e pouco adiante, encontrou-se com um judeu, homem avarento, que espoliava todo o mundo, emprestando dinheiro a altos juros, em troca de bons e valiosos penhores de prata, ouro e pedras preciosas, que nunca mais entregava aos respectivos donos.
Naquele mesmo instante o judeu acabava de perder um vintém, e procurava-o aflitamente, como se se tratasse de imensa fortuna.
O moço ofereceu-se para ajudá-lo; e, como tinha boa vista, enxergou a moeda de cobre caída no meio dos espinhos. Ia apanhá-la, mas o avarento não o consentiu, pensando que Dário fosse capaz de roubá-la.
– Ah! Judeu, disse Dário consigo mesmo: desconfias de mim! Deixa estar que me pagarás...
Esperou sentado; e, assim que viu o miserável dentro dos espinhos, começou a tocar o violino.
O judeu, escutando aqueles harmoniosos sons, começou a dançar; e quanto mais Dário tocava, tanto mais ele saltava, quase sem fôlego, rasgando a roupa, ferindo-se nos espinhos.
– Para!... Para!... Cessa esse violino do diabo! Para, que já não posso mais! Berrava o judeu, desesperado, sempre a dançar.
O rapaz, porém, continuava sempre a vibrá-lo.
– Pelo amor de Deus, para com essa música, que te darei uma bolsa de ouro!... Disse, enfim, o avarento.
– Ah! Isso é outro modo de falar! Respondeu o mocinho, emudecendo o mágico violino, depois que o judeu atirou a bolsa.
No dia seguinte, chegando à cidade, Dário foi preso. O judeu tinha ido queixar-se que havia sido roubado por ele.
O moço foi condenado à morte.
No momento em que subia para a forca, pediu que lhe permitissem tocar pela última vez o violino.
O avarento, que estava ao pé do cadafalso, gritou logo:
– Não o deixem tocar mais!... Não o deixem tocar!...
O juiz, porém, que não via razões para recusar, acedeu.
Dário começou a vibrar o violino, e imediatamente todos – juiz, carrasco, soldados, homens, mulheres, velhos e crianças – todos começaram a dançar.
– Basta! Gritava o juiz.
– Basta! Gritava o povo.
Dário cessou a música. O juiz convenceu-se que o rapaz não era criminoso, perdoou-o, e mandou enforcar o judeu.


Fim. 

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