quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Quarto Rei Mago.

Vocês sabem a história dos três Reis Magos que viajaram do Oriente para Belém para adorar a Jesus e Lhe ofertar as dádivas de ouro, incenso e mirra?
Vou-lhes contar a história do quarto Rei Mago que também viu a estrela e resolveu segui-la e do seu grande desejo de adorar o Rei Menino e Lhe oferecer as suas prendas. Ele morava nas montanhas da Pérsia e o seu nome era Artaban. Era alto, moreno, de olhos bem escuros: a fisionomia de um sonhador, a mente de um sábio. Um homem de coração manso e espírito indominável.
Era um homem de posses. A sua moradia era rodeada de jardins bem tratados com árvores de frutas e flores exóticas. Suas vestes eram de seda fina e o seu manto da mais pura lã. Era seguidor de Zoroastro e numa noite se reuniu em conselho com nove membros da mesma seita. Eram todos sábios!
Artaban lhes falou sobre a nova estrela que vira e o seu desejo de segui-la. Disse-lhes: "- Como seguidores de Zoroastro aprendemos que os homens vão ver nos céus, em tempo apontado pelo Eterno, a luz de uma nova estrela e nesse dia, nascerá um grande profeta e Ele dará aos homens a vida eterna, incorruptível e imortal, e os mortos viverão outra vez! Ele será o Messias, o Rei de Israel." E continuou:
"- Os meus três amigos Gaspar, Melchior, Baltazar e eu, vimos a grande luz brilhante de uma nova estrela há vários dias e vamos sair juntos para Jerusalém para ver e adorar o Prometido, o Rei de Israel. Vendi a minha casa e tudo o que possuo e comprei estas joias: uma safira, um rubi e uma pérola para oferecer como tributo ao Rei. Convido-os para virem comigo nesta peregrinação para juntos adorarmos o Rei!"
Mas um véu de dúvida cobriu as faces de seus amigos: "- Artaban! Isso é um sonho em vão. Nenhum rei vai nascer de Israel! Quem acredita nisso é um sonhador!" E um a um, todos o deixaram. "- Adeus amigo!"
Artaban pesquisando os céus viu de novo a estrela. "- É o sinal!" Disse ele. "- O Rei vai chegar e eu vou encontrá-Lo."
Artaban preparou o seu melhor cavalo, chamado Vasda, e de madrugada saiu ás pressas, pois, para encontrar no dia marcado com Gaspar, Melchior e Baltazar, que já estavam a caminho, ele precisava cavalgar noite e dia. Já estava escurecendo e ainda faltavam mais ou menos três horas de viagem para chegar ao sítio de encontro e ele precisava estar lá antes de meia noite ou os três Magos não poderiam demorar mais à sua espera!
"- Mas, o que é isto?" Na estrada, perto de umas palmeiras, o seu cavalo Vasda, pressentindo alguma coisa desconhecida, parou resfolegando, junto a um objeto escuro perto da última palmeira.
Artaban desmontou. A luz das estrelas revelou a forma de um homem caído na estrada. Um pobre hebreu entre os muitos que moravam por perto. A sua pele estava seca e amarela e o frio da morte já o envolvia. Artaban depois de examiná-lo deu-o por morto e voltou-se com um coração triste, pois nada podia fazer pelo pobre homem.
"- Mas o que foi isto?" Um suspiro fraco, e a mão óssea do hebreu fechou-se consultivamente no manto do sábio! Artaban, surpreso, sentiu-se frustrado! "- Que devo fazer? Se me demorar, os meus amigos procederão sem mim. Preciso seguir a estrela! Não posso perder a oportunidade de ver o Príncipe da Paz só para parar e dar um pouco de água a um pobre hebreu nas garras da morte!"
"- Deus da Verdade e da Pureza dirige-me no teu caminho santo, o caminho da sabedoria que só Tu conheces!" E Artaban carregou o hebreu para a sombra de uma palmeira e tratou-o por muitos dias até que ele se recuperou.
"- Quem és tu?" perguntou ele ao Mago.
"- Sou Artaban e vou a Jerusalém à procura Daquele que vai nascer: O Príncipe da Paz e Salvador de todos os homens. Não posso me demorar mais, mas aqui está o restante do que tenho: pão, vinho, e ervas curativas." O hebreu erguendo as mãos aos céus lhe disse: "- Que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó o abençoe; nada tenho para lhe pagar, mas ouça-me: Os nossos profetas dizem que o Messias deve nascer, não em Jerusalém, mas em Belém de Judá."
Assim, já era muito mais de meia-noite e vários dias mais tarde quando Artaban montou de novo o seu cavalo Vasda e num galope rápido prosseguiu ao encontro de seus amigos.
Aos primeiros raios do sol, checou ao lugar do encontro. Mas... Onde estavam os três Magos? Artaban desmontou e ansioso, estudou todo o horizonte. Nem sinal da caravana de camelos dos seus amigos! Então entre uma pilha de pedras achou um pergaminho e a mensagem: "- Não pudemos esperar mais, vamos ao encontro do Rei de Israel. Siga-nos através do deserto."
Artaban sentou-se e cobriu a cabeça em desespero! "- Como posso atravessar o deserto sem ter o que comer e com um cavalo cansado? Tenho mesmo que regressar à Babilônia, vender a minha safira e comprar camelos e provisões para a viagem. Só Deus, o misericordioso, sabe se vou encontrar o Rei de Israel ou não, porque me demorei tanto ao mostrar caridade."
Artaban continuou a via pelo deserto e finalmente chegou a Belém, levando o seu rubi e a sua pérola para oferecer ao Rei. Mas as ruas da pequena vila pareciam desertas. Pela porta aberta de uma casinha pobre, Artaban ouviu a voz de uma mulher cantando suavemente. Entrou e encontrou uma jovem mãe acalentando o seu bebê.
Três dias passados ela lhe falou sobre os três Magos que estiveram na vila a que disseram terem sido guiados por uma estrela ao lugar onde José de Nazaré, sua esposa Maria, e o seu bebê Jesus estavam hospedados. Eles trouxeram prendas de ouro, incenso e mirra para o menino. Depois, desapareceram tão rapidamente quanto apareceram. E a família de Nazaré também saiu à noite, em segredo, talvez para o Egito.
O bebê nos seus braços olhou para o rosto de Artaban e sorriu estendendo os bracinhos para ele. "Não poderia essa criança, ser o Príncipe Prometido? Mas não! Aquele que procuro já não está aqui e eu preciso encontrá-lo no Egito!"
A Jovem mãe colocou o bebê no berço e preparou um almoço para o estranho hóspede que veio à sua casa. Subitamente, ouviu-se uma grande comoção nas ruas: gritos de dor, o chorar de mulheres, tocar de trombetas e o clamor: "- Soldados! os soldados de Herodes estão matando as nossas crianças!"
A jovem mãe, branca de terror escondeu-se no canto mais escuro da casa, cobrindo o filho com o seu manto para que ele não acordasse e chorasse.
Mas Artaban colocou-se em frente à porta da casa impedindo a entrada dos soldados. Um capitão aproximou-se para afastá-lo. A face de Artaban estava calma como se estivesse observando as estrelas. Fitou o soldado um instante e lhe disse: "- Estou sozinho aqui, esperando para dar esta joia ao prudente capitão que vai me deixar em paz." E mostrou o rubi brilhando na palma da sua mão como uma grande gota de sangue.
Os olhos do capitão brilharam com o desejo de possuir tal joia! "- Marchem, Avante!" Gritou aos seus soldados. "- Não há criança aqui!" E Artaban olhando os céus orou: "- Deus da Verdade perdoa o meu pecado! Eu disse uma coisa que não era, para salvar uma criança. E duas das minhas dádivas já se foram. Dei aos homens o que havia reservado para Deus. Poderei ainda ser digno de ver a face do Rei?"
E Artaban prosseguiu na sua procura entre as pirâmides do Egito, em Heliopólis, na nova Babilônia às margens do Nilo... Numa humilde casa em Alexandria, Artaban procurou o conselho de um velho rabi que lhe falou das profecias e do sofrimento do Messias prometido e receitado pelos homens. "- E lembre-se, meu filho: o Rei que procuras não o vais encontrar num palácio ou entre os ricos e poderosos. Isto eu sei: os que o procuram devem fazê-lo entre os pobres e os humildes, os que sofrem e são oprimidos."
E Artaban passou por lugares onde a fome era grande. Fez a sua morada em cidades onde os doentes morriam na miséria. Visitou os oprimidos nas prisões subterrâneas, os escravos nos mercados de escravos... Em toda a população de um mundo cheio de angústia ele não achou ninguém para adorar, mas muitos para ajudar! Ele alimentou os que tinham fome, cuidou dos doentes, e confortou os prisioneiros... E os anos passaram... 33 anos. E os cabelos de Artaban já não eram pretos, eram brancos como a neve nas montanhas. Velho, cansado e pronto para morrer, era ainda um peregrino à procura do Rei de Israel e agora em Jerusalém onde havia estado muitas vezes na esperança de achar a família de Belém.
Os filhos de Israel estavam agora na cidade santa para a festa da Páscoa do Senhor e havia uma agitação e excitamento singular. Vendo um grupo de pessoas da sua terra, Artaban lhes perguntou o que se passava e para onde o povo se dirigia.
"- Para o Gólgota!" lhe responderam, "-... pois não ouviste? Dois ladrões vão ser crucificados e com eles, um homem chamado Jesus de Nazaré, que dizem, fez coisas maravilhosas entre o povo. Mas os sacerdotes exigiram a sua morte, porque disse ser o Filho de Deus. Pilatos O condenou a ser crucificado porque disseram ser Ele o Rei dos Judeus."
"Os caminhos de Deus são mais estranhos do que o pensamento dos homens," pensou Artaban. "Agora é o tempo de oferecer a minha pérola para livrar da morte o meu Rei!" Ao seguir a multidão em direção ao portal de Damasco, um grupo de soldados apareceu arrastando uma jovem rapariga com vestes rasgadas e o rosto cheio de terror.
Ao ver o mago, a jovem reconheceu-o como da sua própria terra e libertando se dos guardas atirou-se aos pés de Artaban: "- Tenha piedade!...", ela implorou... E pelo Deus da pureza, me salva! Meu pai era mercador na Pérsia, mas faleceu e agora vão me vender como escrava para pagar seus débitos! Me salva!"
Artaban tremeu. Era o velho conflito da sua alma entre a fé, a esperança e o impulso do amor. Duas vezes as dádivas consagradas foram dadas para a humanidade. E agora? Uma coisa ele sabia: "- Salvar essa jovem indefesa era um gesto de amor. E não é o amor a luz da alma?"
Ele tirou a pérola de junto ao seu coração. Nunca ela pareceu tão luminosa! Colocou-a na mão da rapariga: '- Este é o teu pagamento, o último dos tesouros que guardei para o Rei!"
Enquanto ele falava uma escuridão profunda envolveu a terra que tremeu consultivamente! Casas caíram, os soldados fugiram, mas Artaban e a rapariga protegeram-se de baixo do telhado sobre as muralhas do Pretório.
"- O que tenho a temer," pensou ele,... e para quê viver? “Não há mais esperança de encontrar o Rei, a procura terminou, eu falhei.” Mas mesmo esse pensamento lhe trouxe paz, pois sabia que viveu de dia a dia da melhor maneira que soube. Se tivesse que viver de novo a sua vida não poderia ser de outra maneira.
Mas um tremor de terra e uma telha desprenderam-se do telhado e feriu o velho Mago na cabeça. Repousou no chão e deitou a cabeça nos ombros da jovem com o sangue a escorrer do ferimento.
Ao debruçar-se sobre ele, ela ouviu uma voz suave, como música vinda à distância. Os lábios de Artaban moveram-se como em resposta e ela escutou o que o velho Mago disse na sua própria língua: "- Não meu Senhor! Quando Te vi com fome e te dei de comer? Ou com sede e Te dei de beber? Ou quando Te vi enfermo ou na prisão e fui te ver? Por 33 anos eu Te procurei, mas nunca vi a Tua face, nem Te servi meu Rei!"
E uma voz suave veio, mas desta vez dos céus. A jovem também compreendeu as palavras.
"- Em verdade, em verdade vos digo que quando fizeste a um destes meus irmãos a mim o fizeste!"
Uma alegria radiante iluminou a face calma de Artaban.
Um suspiro longo e aliviado saiu de seus lábios.
A viagem para ele havia terminado.
O quarto Mago, Artaban, compreendeu que havia encontrado o seu Rei durante toda a sua vida!


Uma história de Henry Van Dyke.

Sabe-se que eram três reis magos, portanto essa narrativa pode ser uma lenda, ou uma história do autor citado acima.

Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/natalreimago.htm

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O Leão e o Ratinho.


Esopo

Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

Moral:


Uma boa ação ganha outra.

sábado, 26 de novembro de 2016

Cantigas de roda.

Atirei o pau no gato.

Atirei o pau no ga-to-to,
mas o ga-to-to
não morreu-reu-reu.
Dona Chi-ca-ca
admirou-se-se
com o be-rro,
com o be-rro
que o gato deu:
miaaaaaauuuu…

Sai, piaba.

Sai, sai, sai,
Ó, piaba,
saia da lagoa.
Bota a mão na cabeça,
a outra na cintura.
Dá um remelexo no corpo,
dá uma umbigada
no outro.


Pai Francisco.

Pai Francisco entrou na roda,
tocando o seu violão
dão rão rão dão dão [bis]
Vem de lá seu delegado,
E Pai Francisco
foi pra prisão.
Como ele vem todo requebrado,
parece um boneco
desengonçado.

Se esta rua fosse minha.

Se esta rua, se esta rua
fosse minha,
eu mandava,
eu mandava ladrilhar
com pedrinhas,
com pedrinhas de brilhantes
para o meu,
para o meu amor passar.

Nesta rua,
nesta rua tem um bosque,
que se chama,
que se chama solidão.
Dentro dele,
dentro dele mora um anjo,
que roubou,
que roubou meu coração.

Se eu roubei,
se eu roubei teu coração,
tu roubaste,
tu roubaste o meu também.
Se eu roubei,
se eu roubei teu coração,
é porque,
é porque te quero bem.


Pombinha branca.

Pombinha branca,
o que está fazendo?
Lavando a roupa
do casamento.
A roupa é suja
é cor-de-rosa
pombinha branca
é preguiçosa.

domingo, 20 de novembro de 2016

A separação e os filhos.

Imagem do Google.

Ao se constituir a parceria conjugal, cada um traz seu modo de ser e ver o mundo, que se traduz nas atitudes e decisões cotidianas. O nascimento dos filhos inaugura a família nuclear.  Os filhos sofrem as influências dos valores dos pais tendo como norteador os seus comportamentos. Quando há muitas diferenças e poucas negociações, instala-se uma guerra de poder, na qual os filhos se confundem.
No momento em que surge a necessidade de separação do casal, a família se transforma em duas, as quais denominamos de uniparentais ou monoparentais, ou seja: mãe e filhos e pai e filhos.
Normalmente, encontramos jovens que têm dificuldade de afirmarem sua identidade, sofrendo por não poderem atender às expectativas paternas e não ter clareza dos seus desejos. Os filhos gostam dos seus pais e por mais aliança que tenham com um deles sentem-se presos ao sentimento de lealdade que se estabelece ao longo do desenvolvimento do ciclo familiar. Isto pode se agravar quando após a separação os pais mantêm rivalidades.
Na separação, a reorganização das relações é fator decisivo para o equilíbrio emocional de todos os membros, principalmente dos filhos. O estabelecimento das fronteiras, estar separado como homem e mulher e estar cooperando como pais, é crucial para que os filhos possam seguir em frente sem ter que estar entre os pais. É necessário abandonar a antiga estrutura e estabelecer outra mais funcional. Isto implica em superar os ressentimentos e, muitas vezes, abandonar a esperança de reunificar.
Ter duas casas pode ser uma coisa positiva para os filhos, na medida em que o pai e a mãe possam desenvolver relacionamentos independentes e definir regras e papéis claros e nítidos, sem disputas e atritos. Desta forma, facilitando aos filhos poderem ir e vir sem grandes problemas.
Os filhos anseiam por uma relação natural com o pai e a mãe e nada é mais pernicioso do que as críticas da outra parte. O filho em contato com cada um, sem a intervenção do outro, conseguirá construir a sua relação com cada um dos pais de forma saudável e ter equilíbrio para escolhas e decisões de caminhos.
Enfim, pesquisas demonstram que  os  efeitos do divórcio sobre os filhos variam  de acordo com a faixa etária destes na época da separação e tempo de casamento, no entanto o ajustamento dos filhos após a separação está relacionado ao ajustamento dos pais, ou seja, se os pais enfrentarem bem a situação o mesmo se dará com os filhos.
Norma Emiliano

Fonte:

Lita L. Schwartz e Florence W. Kaslow. As dinâmicas do divórcio, Uma perspectiva de ciclo vital, 1995.

Retirado do blog Pensando em família da amiga Norma. Vale a pena conhecer o blog da Norma, tem ótimos conteúdos 😃

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Sapo Lava o Pé.


Será que sapo não lava o pé mesmo?!

Lá no lago um sapo chamado Caco, resolveu desmistificar um boato antigo e para isso usou muita criatividade, arte e união! 



                     O Sapo Lava o Pé

Já se ouvia há muito tempo um boato que sapo não lava o pé, que tem frieira e até chulé. Lá no lago tem muito sapo que de tão bravo fica inchado com tal boato, sem contar na girinada que fica na beira d’água só escutando piada de toda a bicharada.
Neste lago mora um sapo cujo nome é Caco, que ficou injuriado com tal boato, também ficou inchado, mas não ficou parado, teve uma ideia para reverter à situação, ensinou para girinada uma nova canção que ensaiaram por dias para fazer uma apresentação.
 
Em noite enluarada a bicharada já se ajeitava na beira d’água para contemplar o luar, isso já era tradição! Mas dessa vez tiveram uma grande surpresa: a noite enluarada veio acompanhada de uma bela coachada, que cantava essa canção:

O sapo lava o pé
Lava porque ele quer
Pula no lago
Sai de pé molhado
O sapo não tem chulé!

Quanta emoção! A bicharada ficou animada, deram salvas de palmas e até pediram perdão.

Não se melindre não! Com bom senso podemos reverter qualquer situação, sem precisar de discussão e ainda promover formas de união como foi esta linda apresentação!

Texto do blog da amiga Coruja Garatuja vale a pena conhecer, grande qualidade.

Atividades:





sábado, 12 de novembro de 2016

A Gansa dos Ovos de Ouro.

Esopo

Um homem e sua mulher tinham a sorte de possuir uma gansa que todos os dias punha um ovo de ouro.
Mesmo com toda essa sorte, eles acharam que estavam enriquecendo muito devagar, que assim não dava…
Imaginando que a gansa devia ser de ouro por dentro, resolveram mata-la e pegar aquela fortuna toda de uma vez. Só que, quando abriram a barriga da gansa, viram que por dentro ela era igualzinha a todas as outras.
Foi assim que os dois não ficaram ricos de uma vez só, como tinham imaginado, nem puderam continuar recebendo o ovo de ouro que todos os dias aumentava um pouquinho sua fortuna.

Moral da história:


Não devemos ser ambiciosos demais. Tudo tem seu tempo, querendo as coisas antes da hora podemos perder muitas oportunidades.

Para colorir:


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trava-línguas.

O rato e a rosa Rita.

O rato roeu a roupa do rei de Roma,
O rato roeu a roupa do rei da Rússia,
O rato roeu a roupa do Rodovalho…
O rato a roer roía.
E a rosa Rita Ramalho
do rato a roer se ria.


A rata.

A rata roeu a rolha
da garrafa da rainha.


Pintor português.

Paulo Pereira Pinto Peixoto,
pobre pintor português,
pinta perfeitamente
portas , paredes e pias,
por parco preço, patrão.


Pedro.

Se o Pedro é preto,
o peito do Pedro é preto
e o peito do pé do Pedro é preto.


Gato.

Gato escondido
com rabo de fora
tá mais escondido
que rabo escondido
com gato de fora.


Retreta.

Quando toca a retreta
na praça repleta
se cala o trombone
se toca a trombeta .


Tatu.

— Alô, o tatu ta í?
— Não, o tatu num tá.
Mas a mulher do tatu tando ,
é o mesmo que o tatu tá.

Tigres tristes.

Três pratos
de trigo
para três tigres tristes.


Pardal pardo.

— Pardal pardo , por que palras ?
— Palro sempre e palrarei ,
porque sou o pardal pardo ,
o palrador d’el-rei.

O sapo no saco.

Olha o sapo dentro do saco ,
o saco com o sapo dentro ,
o sapo batendo papo
e o papo soltando vento.


Sabiá.

Você sabia
que o sábio sabiá
sabia assobiar?


Fonte: http://rede.novaescolaclube.org.br/pdf/textos-ler-escrever.pdf