terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A Evolução.

Imagem Google.

Dentro de um sonho tudo parece real...

Não podemos mensurar o valor de uma coisa, se a esta já se atribui um valor...
Naquele dia, um pouco antes do amanhecer artificial, ele percebeu que havia alguma coisa estranha, estranha por não ser capaz de compreender sozinho. Mas, tinha certeza, um algo mais estava presente no ambiente. Abriu a janela virtual do seu quarto e olhou para o lado de fora, e viu que a definição da imagem da rua não estava muito clara. As cores estavam um pouco esmaecidas, embaçadas, desfocadas e instáveis, e em alguns pontos quase opacas. Fechou a janela virtual e virtualmente sentou em sua cama, tentando pensar um pouco.
Como não conseguia pensar sozinho, resolveu acessar um banco de memórias remoto para ver se lá já existia alguma ideia pronta que servisse de base para o pensamento que não era capaz de elaborar por si só, naquele momento. Não era uma pesquisa simples, pois sequer sabia o que procurar. Mas, de fato, algo estranho estava acontecendo, pois não conseguia acessar o banco de memórias.
Por alguma razão desconhecida, o servidor estava fora do ar. Ficou desesperado, pois acabara de se dar conta de que era incapaz de pensar, que dependia completamente dos pensamentos que pegava emprestado da Central de Pensamentos. Percebeu naquela hora, que sua vida psicológica e emocional dependia inteiramente de um servidor, um computador remoto, de uma simples máquina, que sequer sabia onde estava.
Olhou à sua volta, no ambiente virtual onde se encontrava, e percebeu que o cenário construído de acordo com suas preferências, começara e se diluir, dando espaço para que um cenário padrão ficasse em seu lugar. Aquilo era um sinal claro de que alguma anomalia estava acontecendo no Centro de Controle de Mentes. Viu que o amanhecer artificial mostrava-se instável, mais parecendo uma tarde, um indício claro de que todo sistema passava por problemas.
Acomodou-se melhor em sua cama virtual, tentando pensar em alguma coisa sozinho. Mas era dependente demais, jamais pensara sozinho antes, não sabia como fazer, não sabia como pensar. Naqueles tempos, era mais prático e comum, pegar um pensamento já pronto, existiam tantos, até se podia escolher.
Na escola, todos recebiam links com os endereços dos pensamentos que poderiam usar nas diversas situações do dia a dia, e desse modo, era só copiar e colar, não precisava pensar, nem desligar a máquina de simulação de mundo virtual que já recebiam como implantes em seus cérebros, desde o nascimento.
Lembrou de um dia quando a bateria que mantinha o mundo virtual permanentemente ligado, deu pane. Felizmente fora um problema passageiro, que não durou mais que alguns segundos, mas a visão de realidade que tivera foi horrível. Viu-se de repente num imenso recinto fechado, sem janelas, com uma aparência horrível, que não conseguia compreender, e viu também dezenas de outros iguais a ele, na mesma situação. Mas, como o sistema voltou a funcionar logo, como num piscar de olhos, tudo aparentemente, não passara de um breve sonho, ou pesadelo para ser mais preciso.
Mas agora, o servidor do mundo virtual onde vivia, estava com problemas operacionais, e um novo modelo de mundo estava se sobrepondo ao modelo onde já estava acostumado a viver. Se no outro, sempre acordava com um dia ensolarado, de uma natureza viçosa e exuberante, no novo, no alternativo, este iniciava com uma tarde chuvosa, com ruas alagadas e ventos frios. E havia outro problema: Ele não sabia pensar, e assim não tinha a menor ideia do que fazer numa situação daquela natureza.
Nesse momento ele escutou uma voz conhecida, era do gerenciador do sistema operacional, e dizia: “Atenção à todos os conectados, o sistema nesse momento, apresenta instabilidade temporária, e enquanto realizamos os ajustes necessários, todos viverão durante algumas horas, num mundo virtual alternativo. Logo, um Avatar, um Orientador ou Guru virtual, se apresentará para guiá-los nesse novo mundo, e esperamos voltar ao normal em algumas horas, ou dias...”.
O seu quarto com janela para um jardim florido à beira mar, logo fora substituído por uma paisagem melancólica, um entardecer nublado, com pouca luz, o que indicava que o sistema procurava com isso economizar energia. Correu para a cozinha e lá encontrou uma simples mesa com torradas de pão amanhecido e chá frio sem açúcar, um cenário muito diferente da exuberante variedade de outros dias, onde quase não existia espaço para tamanha diversidade de alimentos frescos.
Sua Mente virtual de última geração, com banda ultra-larga de recepção, fora substituída por um modelo simples, com baixa resolução gráfica e conexão discada sem filtro para eliminar ruídos. O padrão para demonstrar desespero ele ainda lembrava claramente, por isso não precisou acessar o banco de pensamentos para simular tal sentimento. Se ao menos soubesse pensar poderia encontrar uma solução alternativa menos traumática, mas, seu cérebro se recusava a fazer isso, estava atrofiado, fossilizado demais por falta de uso.
Gritou pela sua mãe virtual e esta não respondia. Dirigiu-se ao seu quarto e a porta estava trancada por dentro. Bateu na porta virtual e nem o som do toque na madeira conseguia escutar.
Escreveu num pedaço de papel virtual a frase: “Mãe, você está ai?”, e colocou por baixo da porta. Mas como a conexão estava lenta a espera parecia uma eternidade. Por fim ela respondeu, foi uma resposta automática, um simples “Positivo!”, uma resposta pré-gravada. “A coisa parece muito séria”, concluiu desolado.
O que fazer diante de tal caso? E se o sistema perdesse a identidade virtual de cada um dos conectados, ele deixaria de existir, perderia seus amigos virtuais, seu emprego virtual, sua vida pessoal virtual, sua família. Percebeu que já se sentia diferente. Isso estava acontecendo porque, certamente, devido ao problema, o sistema trocara sua personalidade original em 3D com gráficos, sons e sensibilidade de ultima geração, por uma mais simples.
Era um modelo alternativo, uma mente ainda primitiva, sem imagens em alta definição, que insistia em querer rezar e fazer promessas, do tipo pagar penitências, dar oferendas aos santos, caso o problema fosse solucionado.
Então tudo apagou, e apenas uma música ambiente se podia ouvir, e no fundo escuro do seu quarto virtual, podia enxergar um pequeno ponto verde piscando alternadamente. Depois viu uma mensagem luminosa no mesmo ponto: “Aguarde, sistema operacional sendo reinicializado...”.
É tudo de que lembra, além da sensação de que esquecera alguma coisa, pois ao acordar, estava diante do seu quarto habitual, com janela de frente para a praia, foi quando sua mãe virtual entrou e lhe perguntou: “Você também sentiu alguma coisa estranha há pouco tempo atrás?”.

Moral da História:

A realidade é apenas um sonho lúcido de longa duração...

Autor: Alberto J. Grimm

Fonte:http://sitededicas.ne10.uol.com.br/conto_reflexivo_a_evolucao.htm

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O Último Pedido Da Minhoca.

Imagem google.

Em um solo seco e arenoso, surgiu um buraquinho. Neste solo raramente chovia e nada nascia, saiu do buraquinho uma minhoca fraquinha que mal conseguia rastejar.
Naquele solo não havia vegetação, e para viver quase não tinha condição. Com muito esforço, a minhoca percorria persistente atrás de um novo chão.
O lugar mais seguro para uma minhoca é em baixo da terra, do lado de fora existem perigos de montão. Mas isso não desmotivava a pequena minhoca que parecia frágil, mais tinha muita determinação em procurar um novo chão.
Do solo seco de onde a minhoca saiu, todos os vizinhos repetiam sempre a mesma coisa:
- Não seja atrevida, aqui você é minhoca, mas lá fora é comida!
Imagina! A minhoca só procurava uma vida mais tranquila, e no solo seco ela mal sobrevivia. O que há de mal buscar uma nova vida?! Apesar dos riscos, agora do lado de fora ela vivia! Muitas vezes a gente precisa pensar diferente e seguir em frente, para ser feliz, para ficar contente!
Conforme a minhoca se rastejava, um mundo em sua frente se formava e ela ia aprendendo sobre tudo o que encontrava. Fez amizade com vários animais diferentes e que levará para sempre em seu coração. Aprendeu sobre cada estação e viu como a vegetação se transformava. O mundo do lado de fora parecia um espetáculo, uma linda apresentação.
Até que no seu caminho surgiu um passarinho, e a minhoca sabia o que aconteceria, e deu seu último suspiro.
Foi pega pelo passarinho que subiu no alto de um coqueiro. De bico pronto para se alimentar, a esperançosa minhoca tentou conversar:
- Passarinho, deixe-me fazer um último pedido!
O passarinho, mesmo assustado colocou a minhoca de lado:
- Que minhoca mais atrevida, perca a esperança, será comida!
Sem perder tempo, a minhoca fez seu pedido:
- Saí de um solo seco e sem vida, quase sem rastejar, vi de tudo no mundo aqui fora. Fiz minha escolha e não tenho do que reclamar. Mas havia algo que eu nunca tinha visto: como é lindo o mundo visto do bico de um passarinho. Peço que voe comigo por um instante, será meu ultimo pedido.
O passarinho geralmente fica mal humorado quando está esfomeado, mas com um pedido tão nobre, seu coração foi tocado. Com delicadeza ajeitou a minhoca em seu bico e partiu sem rumo.
O que parecia o fim, como foi ao sair daquele buraquinho do solo seco, era mais uma vez um começo. E uma linda amizade se fez.

Moral da história: não se acomode na vida, procure realizar seus sonhos, nunca perca a esperança.


Fonte: https://corujagaratuja.blogspot.com.br/2017/01/historia-infantil-o-ultimo-pedido-da.html#more

domingo, 15 de janeiro de 2017

OS VIAJANTES E O URSO.


Dois homens viajavam juntos quando, de repente, surgiu um urso de dentro da floresta e parou diante deles, urrando. Um dos homens tratou de subir na árvore mais próxima e agarrar-se aos ramos. O outro, vendo que não tinha tempo para
esconder-se, deitou-se no chão, esticado, fingindo de morto, porque ouvira dizer que os ursos não tocam em homens mortos.
O urso aproximou-se, cheirou o homem deitado, e voltou de novo para a floresta.
Quando a fera desapareceu, o homem da árvore desceu apressadamente e disse ao companheiro:
Vi o urso a dizer alguma coisa no teu ouvido. Que foi que ele disse?
Disse que eu nunca viajasse com um medroso.
Na hora do perigo é que se conhece os amigos.

Esopo.

sábado, 31 de dezembro de 2016

A abelha abelhuda.

Aquela era uma colmeia comum. Tinha uma rainha, tinha alguns zangões. E tinha muitas, muitas abelhas. Todos trabalhavam juntos para manter a colmeia funcionando. Cada um tinha uma função, e, juntos,transformavam o pólen das flores em mel. Era uma colmeia bastante produtiva – a rainha era rigorosa e todos tinham que cumprir suas funções corretamente. As abelhas, ali, viviam em harmonia. Exceto uma, uma única abelha, que destoava do todo. Era a abelha abelhuda.
A abelha abelhuda era uma ótima funcionária da colmeia: colhia o pólen como poucos. Todos a conheciam e respeitavam seu trabalho. O problema dela não era ser preguiçosa, nem ser relaxada ou negligente. O problema dela era querer ficar abelhando a vida dos outros.
Chamava-se Sol, a abelha abelhuda. E era abelhuda desde sempre: ainda pequena, queria saber da vida dos outros. Agora, já adulta, queria porque queria saber tudo de tudo da vida de todo mundo. Isto, por si só, já era considerado chato pelas outras abelhas. Mas o pior era que ela tirava conclusões precipitadas, e acabava metendo os outros em confusão...
Uma vez, viu a Dora sair mais cedo da colmeia para polinizar as flores. Pronto. Já saiu dizendo que a Dora estava pensando em mudar de colmeia, e por isso estava pesquisando qual a melhor opção. Outra vez, aconteceu com o Luti. Foi vê-lo batendo um papinho com a Marli e já saiu dizendo a quem quisesse ouvir:' você soube? Luti e Marli estão de namoro!' E por aí ia.
As outras abelhas, com o tempo, começaram a ficar muito chateadas com esta situação. Sol fazia fofoca o tempo todo, falava de todo mundo em tempo integral. Imaginava coisas que não tinham acontecido, e sempre falava como se fosse a maior das verdades.
Chegou um ponto em que as outras abelhas da colmeia resolveram que não poderiam mais confiar em Sol. E pararam de falar com ela, simples assim! Ela, que sempre estivera cercada de amigos, de repente encontrava-se sozinha.
Para a sorte de Sol, ela tinha uma sobrinha que era muito espertinha, a Mell. E a Mell ficou com pena de ver sua tia tão isolada. Resolveu, então, chamá-la para uma conversa.



- Tia Sol, o que está acontecendo com você?
- Nada, Mell. Por que?
- Porque você anda sozinha demais.
- Eu sei, tenho andado tão ocupada que mal tenho tido tempo para os meus amigos.
Daí, a astuta menininha falou algo que nenhuma outra abelha tinha tido coragem de dizer à Sol.
- Eu sei, tia. Você anda muito ocupada falando da vida dos outros! Tão ocupada que não percebeu que todos se afastaram de você. Por que você faz isso? 
A tia levou um susto com a honestidade da sobrinha. Nunca tinha cogitado magoar alguém, agira sem pensar. Sua sobrinha, que era de uma sinceridade cortante, concluiu dizendo:
-Eu acho que você deveria se concentrar mais na sua vida do que ficar tentando saber do que se passa na dos outros. E entender que, quando te contam um segredo, é porque confiam em você.
Sol quase caiu para trás ao ouvir isto! Não conseguia se lembrar da última vez em que alguma das outras abelhas lhe contara um segredo. Então não confiavam mais nela? Sol conversou muito com sua sobrinha, que apesar de nova era danadinha e sabia das coisas. Mel deu uma porção de bons conselhos para a tia.

E sabem o que aconteceu? Sol parou de se preocupar com a vida alheia! Se lhe contam um segredo, guarda a sete chaves. Não fica mais abelhuda na vida dos outros, e só fala algo se lhe pedem opinião.
Sol voltou a ser uma abelha muito querida na colmeia, e desde então ensina esta lição: 'se lhe contam um segredo, guardá-lo é sua obrigação.' E todas as abelhinhas são muito felizes naquela colmeia, em que todos são honestos e sinceros uns com os outros.

Fonte:http://umahistorinhapordia.blogspot.com.br/2011/05/abelha-abelhuda.html 

Retirado do Site: https://linguagemeafins.blogspot.com.br/2012/11/a-arvore-de-betoestimulos-natalinos-e.html


Atividades:








Fonte: http://www.portalescolar.net/2011/09/abelhas-50-atividades-e-desenhos-03-de.html

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Maria Pamonha.

Lenda latino-americana.

Certo dia apareceu na porta da casa grande da fazenda uma menina suja e faminta. Nesse dia, deram-lhe de comer e de beber. E no dia seguinte também. E no outro, e no outro, e assim sucessivamente.
Sem que as pessoas da casa se dessem conta, a menina foi ficando, ficando, sempre calada e de canto em canto.
Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava e ela respondeu com um fiozinho de voz:
— Maria.
E os garotos, às gargalhadas, fecharam-na numa roda e começaram a debochar dela:
— Maria, Maria Pamonha, Maria, Maria Pamonha…
Uma noite de lua cheia, o filho da patroa estava se arrumando para ir a um baile, quando Maria Pamonha apareceu no seu quarto:
— Me leva no baile? — pediu-lhe.
O jovem ficou duro de espanto.
— Quem você pensa que é para ir dançar comigo? — gritou. — Ponha-se no seu lugar! Ou quer levar uma cintada?
Quando o rapaz saiu para o baile, Maria Pamonha foi até o poço que havia no mato, banhou-se e perfumou-se com capim-cheiroso e alfazema. Voltou para casa, pôs um lindo vestido da filha da patroa e prendeu os cabelos.
Quando a jovem apareceu no baile, todos ficaram deslumbrados com a beleza da desconhecida. Os homens brigavam para dançar com ela, e o filho da patroa não tirava os olhos de cima da moça.
— De onde é você? — perguntou-lhe, por fim.
— Ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Cintada — respondeu a garota. Mas o rapaz a olhava tão embasbacado que não percebeu nada.
Quando voltou para casa, o jovem não parava de falar para a mãe da beleza daquela garota desconhecida que ele vira no baile. Nos dias que se seguiram,
procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, mas não conseguiu encontrá-la. E ficou muito triste.
Uma noite lua, dez dias depois, o jovem foi convidado para outro baile. Como da primeira vez, Maria Pamonha apareceu no seu quarto e disse-lhe com sua vozinha:
— Me leva no baile?
E o jovem voltou a gritar-lhe:
— Quem você pensa que é, para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar!
Ou quer levar uma espetada?
Logo que o jovem saiu, Maria Pamonha correu para o poço, banhou-se, perfumou-se, pôs outro vestido da filha da patroa e prendeu os cabelos.
De novo, no baile, todos se deslumbraram com a beleza da jovem desconhecida.
O filho da patroa aproximou-se dela, suspirando, e perguntou-lhe:
— Diga-me uma coisa, de onde é você?
— Ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Espetada — respondeu a jovem. Mas ele nem se deu conta do que ela estava querendo lhe dizer, de tão apaixonado que estava.
Ao voltar para casa, não se cansava de elogiar a desconhecida do baile.
Nos dias que se seguiram, procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, mas não conseguiu encontrá-la. E ficou mais triste ainda.
Uma noite de lua crescente, dez dias depois, o rapaz foi convidado para outro baile. Pela terceira vez, Maria Pamonha apareceu em seu quarto e disse-lhe com aquele fiozinho de voz:
— Me leva no baile?
E pela terceira vez ele gritou:
— Quem você pensa que é para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar!
Ou quer levar uma sapatada?
Outra vez, Maria Pamonha vestiu-se maravilhosamente e apareceu no baile. E outra vez todos ficaram deslumbrados com sua beleza.
O jovem dançou com ela, murmurando-lhe palavras de amor e deu-lhe de presente um anel. Pela terceira vez, ele lhe perguntou:
— Diga-me uma coisa, de onde é você?
— Ah, ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Sapatada.
Mas como o rapaz estava quase louco de paixão, nem se deu conta do que queriam dizer aquelas palavras.
Ao voltar para casa, ele acordou todo mundo para contar como era bela a jovem desconhecida. No dia seguinte, procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, sem conseguir encontrá-la.
Tão triste ele ficou que caiu doente. Não havia remédio que o curasse, nem reza que o fizesse recobrar as forças. Triste, triste, já estava a ponto de morrer.
Então Maria Pamonha pediu à patroa que a deixasse fazer um mingau para o doente. A patroa ficou furiosa.
— Então você acha que meu filho vai querer que você faça o mingau, menina?
Ele só gosta do mingau feito por sua mãe.
Mas Maria Pamonha ficou atrás da patroa e tanto insistiu que ela, cansada, acabou deixando.
Maria Pamonha preparou o mingau e, sem que ninguém visse, colocou o anel dentro dele.
Enquanto tomava o mingau, o jovem suspirava:
— Que delícia de mingau, mãe!
De repente, ao encontrar o anel, perguntou surpreso:
— Mãe, quem foi que fez este mingau?
— Foi Maria Pamonha. Mas por que você está me perguntando isso?
E antes mesmo que o jovem pudesse responder, Maria Pamonha apareceu no quarto, com um lindo vestido, limpa, perfumada e com os cabelos presos.

E o rapaz sarou na hora. E casou-se com ela. E foram muito felizes.

Moral da história: 

não julgar pelas aparências, uma pessoa mal vestida pode ser linda, como uma pessoa quieta pode ser muito inteligente e educada. Citar outros exemplos e pedir exemplos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

“O Verdadeiro Sentido do Natal” Atividades e reflexões para crianças.

“O Verdadeiro Sentido do Natal”

O que significa Natal?
Significa Nascimento.
Desenho de bebê.



Quem é o aniversariante tão ilustre?
J E S U S!
Desenho de Jesus.


Como é comemorado pela maioria das pessoas?
Desenho de árvore de natal, presentes, Papai Noel e comida.

E como todos nós deveríamos comemorar?
Com Jesus nascendo em nossos corações todos os dias.
Desenhos de 07 corações, cada um com o nome de um dia da semana.

De que forma?
Praticando os principais ensinamentos transmitidos por Jesus: “Amar ao próximo como a ti mesmo” e “Fazer ao outros, o que gostaríamos que nos fizessem”.
Desenhos de situações amorosas, solidariedade, caridade.

Deus, em sua bondade e misericórdia, nos enviou Jesus para nascer em nossos corações, fazendo reinar a Paz, o Amor e a Solidariedade.
Desenhos de situações de paz, amor e solidariedade.

Que o Natal seja percebido, seja vivido por nós a cada mês do ano!!
F E L I Z     N A T A L!!!
Desenho de Jesus nos abençoando.


P A R A     R E F L E T I R:

 Pois, que temos nós ofertado ao Divino Amigo?

 Será que o fazemos sorrir? Ou chorar?

 Nossas mãos estão vazias porque nos despojamos de egoísmo e somos mais fraternos, mais dados à compaixão, mais caridosos material e moralmente, ou por que nada nos comove?

 Temos hoje nova visão do Natal, ou permanecemos nas velhas ilusões do desperdício, da matança dos animais, das bebedeiras, da alegria exterior?

Compartilhamos com o próximo, de qualquer condição social, o júbilo íntimo, os bens e os talentos?

 No nosso Natal, o Cristo está presente?

 Que temos feito de nossos talentos e de nossas vidas?

 Como será, quem sabe, nossa prestação de contas?

 Temos buscado nos tornar dignos de tantas bênçãos?


 Que tal incluirmos nos projetos para o Natal e Ano Novo – para todos os Natais e Anos Novos que virão – espaço para as lições que Ele nos trouxe há mais de dois mil anos?