quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Educação pelo exemplo.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=139332&picture=a-vara-da-familia
É voz
corrente que as crianças adoram os avós. Seja porque eles lhes fazem as
vontades ou porque lhes dispensam mais tempo, considerando que, normalmente, o
tem mais livre, por estarem aposentados.
Enfim, os
netos adoram ficar com os avós. Por isso, em muitas famílias, existe até uma
programação específica, durante o mês, para um ou outro final de semana em que
os netos se instalam na casa deles.
O pequeno
Gabriel, nos seus quatro anos, não era exceção. Com sua mochila, com tudo e
mais um pouco do que poderia precisar, passava alguns finais de semana na casa
dos avós.
Eram sempre
dias um tanto tumultuados porque o pequeno parecia um furacão. Adorava jogar
bola com as mãos, com os pés. E, por vezes, atingindo lustres e abajures.
Na hora de
dormir, desejava ouvir histórias contadas pelo avô. Histórias do tempo em que
ele era criança. Gostava de ouvir aquelas coisas que o avô fazia, na sua
infância, que parecia perdida nos anos.
Algumas
brincadeiras um tanto diferentes das suas: subir em árvores, jogar bolinha de
gude, pescar no riacho perto de casa...
Tudo isso
deliciava, especialmente, o avô, o mais falante, o que mais interagia com o
pequeno.
Foi na hora
do café da manhã, que tudo aconteceu. O avô ofereceu uma fruta ao neto, que a
rejeitou. Também a outra não foi aceita.
Desejando
que o menino se servisse de algo saudável na primeira refeição do dia, o avô
apanhou uma caneca, que trazia os dizeres: Para o meu sobrinho mais querido.
Como um
grande ator, ele traduziu, entusiasmado, os dizeres:
Então, vamos
tomar um leite com chocolate nesta caneca espetacular, que comprei
especialmente para você?
Aqui está
escrito: Para o meu neto querido, Gabriel, com todo meu amor.
Naturalmente,
as intenções daquele avô eram as melhores possíveis.
No entanto,
o garoto se mostrou desconfiado.
Deixe eu
ver, vô, pediu ele. E tomou o utensílio em suas pequenas mãos.
Como um
especialista, inspecionou, devagar, todos os símbolos e sinais escritos nela e
indagou:
Vô, me diga
uma coisa. Onde está o G e depois o A para fazer GA, de Gabriel? Eu não estou
vendo nada disso aqui. Eu sei como se escreve meu nome.
Como a
situação se resolveu, não nos foi contado. Não sabemos se o avô admitiu sua
aparentemente inocente mentira, e o que se desenrolou na sequência.
No entanto,
é bom pensarmos quantas vezes, em nossa vontade de acertar, erramos.
Ou seja,
quantas vezes, faltamos com a verdade para com os nossos pequenos? Verdade que,
cedo ou tarde, eles descobrem.
Diante
disso, é de nos questionarmos com que direito lhes desejamos ensinar que devem
dizer a verdade, que devem ser honestos, que não devem enganar a ninguém?
Se os
desejamos homens de bem, que no futuro poderão ocupar cargos na política, no
empresariado, no comércio, na ciência, nas artes, no que for, primemos pela sua
correta educação.
Se os
exemplos falam muito mais alto do que as palavras, é bom repensarmos as nossas
atitudes. Afinal de contas, todos somos educadores: pais, avós, professores,
tios, primos.
Educamos
para as coisas positivas ou não. Educamos com nosso exemplo, com nossa forma de
ser.
Tenhamos
isso em mente antes de tentarmos distrair-lhes as mentes ou lhes conquistar os
corações com invenções tolas ou inverdades.
Pensemos
nisso. Os pequenos têm os olhos postos em nós, a todo momento e aguardam a
melhor condução para as suas vidas.
Redação do
Momento Espírita.
O leopardo e a raposa.
Imagem Google.
Uma raposa e
um leopardo estavam deitados descansando depois de um laudo jantar e se
distraíam falando da própria beleza. O leopardo tinha muito orgulho de sua pele
lustrosa e toda pintada, e dizia à raposa que ela era completamente sem graça.
A raposa se orgulhava da bela cauda estufada com a pontinha branca, mas tinha o
bom senso de reconhecer que não chegava aos pés do leopardo em matéria de
aparência. Mesmo assim, continuou com suas brincadeiras, fazendo troça do outro
só pelo prazer da discussão e para não perder a prática. O leopardo já estava
quase perdendo a paciência quando a raposa levantou bocejando e disse:
- Você pode
ter um pelo muito requintado, mas estaria mais bem servido se tivesse um
pouquinho mais de requinte dentro da cabeça e menos ao redor das costelas, como
eu. Para mim, beleza de verdade é isso.
Moral: Nem
sempre bela embalagem anuncia belo recheio.
Esopo.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Um conto. Linda poesia infantil.
Rosa Clement
O cachorro comeu o bolo
e correu atrás da bola.
O gato ganhou um prato
com o nome escrito em prata.
O rato refez a toca,
no pé de um velho toco.
O sapo sujou a casa
e criou o maior caso.
O porco pisou na poça
ao beber água do poço
O boi abriu a porteira
e mugiu para o porteiro.
O papai contou um conto
e dormi sem me dar conta.
Fonte: https://www.mensagenscomamor.com/mensagem/109462
e correu atrás da bola.
O gato ganhou um prato
com o nome escrito em prata.
no pé de um velho toco.
ao beber água do poço
e mugiu para o porteiro.
O papai contou um conto
e dormi sem me dar conta.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
A Evolução.
Imagem Google.
Dentro de um
sonho tudo parece real...
Não podemos
mensurar o valor de uma coisa, se a esta já se atribui um valor...
Naquele dia,
um pouco antes do amanhecer artificial, ele percebeu que havia alguma coisa
estranha, estranha por não ser capaz de compreender sozinho. Mas, tinha
certeza, um algo mais estava presente no ambiente. Abriu a janela virtual do
seu quarto e olhou para o lado de fora, e viu que a definição da imagem da rua
não estava muito clara. As cores estavam um pouco esmaecidas, embaçadas,
desfocadas e instáveis, e em alguns pontos quase opacas. Fechou a janela
virtual e virtualmente sentou em sua cama, tentando pensar um pouco.
Como não
conseguia pensar sozinho, resolveu acessar um banco de memórias remoto para ver
se lá já existia alguma ideia pronta que servisse de base para o pensamento que
não era capaz de elaborar por si só, naquele momento. Não era uma pesquisa
simples, pois sequer sabia o que procurar. Mas, de fato, algo estranho estava
acontecendo, pois não conseguia acessar o banco de memórias.
Por alguma
razão desconhecida, o servidor estava fora do ar. Ficou desesperado, pois
acabara de se dar conta de que era incapaz de pensar, que dependia
completamente dos pensamentos que pegava emprestado da Central de Pensamentos.
Percebeu naquela hora, que sua vida psicológica e emocional dependia
inteiramente de um servidor, um computador remoto, de uma simples máquina, que
sequer sabia onde estava.
Olhou à sua
volta, no ambiente virtual onde se encontrava, e percebeu que o cenário
construído de acordo com suas preferências, começara e se diluir, dando espaço
para que um cenário padrão ficasse em seu lugar. Aquilo era um sinal claro de
que alguma anomalia estava acontecendo no Centro de Controle de Mentes. Viu que
o amanhecer artificial mostrava-se instável, mais parecendo uma tarde, um
indício claro de que todo sistema passava por problemas.
Acomodou-se
melhor em sua cama virtual, tentando pensar em alguma coisa sozinho. Mas era
dependente demais, jamais pensara sozinho antes, não sabia como fazer, não
sabia como pensar. Naqueles tempos, era mais prático e comum, pegar um
pensamento já pronto, existiam tantos, até se podia escolher.
Na escola,
todos recebiam links com os endereços dos pensamentos que poderiam usar nas
diversas situações do dia a dia, e desse modo, era só copiar e colar, não
precisava pensar, nem desligar a máquina de simulação de mundo virtual que já
recebiam como implantes em seus cérebros, desde o nascimento.
Lembrou de
um dia quando a bateria que mantinha o mundo virtual permanentemente ligado,
deu pane. Felizmente fora um problema passageiro, que não durou mais que alguns
segundos, mas a visão de realidade que tivera foi horrível. Viu-se de repente
num imenso recinto fechado, sem janelas, com uma aparência horrível, que não
conseguia compreender, e viu também dezenas de outros iguais a ele, na mesma
situação. Mas, como o sistema voltou a funcionar logo, como num piscar de olhos,
tudo aparentemente, não passara de um breve sonho, ou pesadelo para ser mais
preciso.
Mas agora, o
servidor do mundo virtual onde vivia, estava com problemas operacionais, e um
novo modelo de mundo estava se sobrepondo ao modelo onde já estava acostumado a
viver. Se no outro, sempre acordava com um dia ensolarado, de uma natureza
viçosa e exuberante, no novo, no alternativo, este iniciava com uma tarde
chuvosa, com ruas alagadas e ventos frios. E havia outro problema: Ele não
sabia pensar, e assim não tinha a menor ideia do que fazer numa situação
daquela natureza.
Nesse
momento ele escutou uma voz conhecida, era do gerenciador do sistema
operacional, e dizia: “Atenção à todos os conectados, o sistema nesse momento,
apresenta instabilidade temporária, e enquanto realizamos os ajustes
necessários, todos viverão durante algumas horas, num mundo virtual
alternativo. Logo, um Avatar, um Orientador ou Guru virtual, se apresentará
para guiá-los nesse novo mundo, e esperamos voltar ao normal em algumas horas,
ou dias...”.
O seu quarto
com janela para um jardim florido à beira mar, logo fora substituído por uma
paisagem melancólica, um entardecer nublado, com pouca luz, o que indicava que
o sistema procurava com isso economizar energia. Correu para a cozinha e lá
encontrou uma simples mesa com torradas de pão amanhecido e chá frio sem
açúcar, um cenário muito diferente da exuberante variedade de outros dias, onde
quase não existia espaço para tamanha diversidade de alimentos frescos.
Sua Mente
virtual de última geração, com banda ultra-larga de recepção, fora substituída
por um modelo simples, com baixa resolução gráfica e conexão discada sem filtro
para eliminar ruídos. O padrão para demonstrar desespero ele ainda lembrava
claramente, por isso não precisou acessar o banco de pensamentos para simular
tal sentimento. Se ao menos soubesse pensar poderia encontrar uma solução
alternativa menos traumática, mas, seu cérebro se recusava a fazer isso, estava
atrofiado, fossilizado demais por falta de uso.
Gritou pela
sua mãe virtual e esta não respondia. Dirigiu-se ao seu quarto e a porta estava
trancada por dentro. Bateu na porta virtual e nem o som do toque na madeira
conseguia escutar.
Escreveu num
pedaço de papel virtual a frase: “Mãe, você está ai?”, e colocou por baixo da
porta. Mas como a conexão estava lenta a espera parecia uma eternidade. Por fim
ela respondeu, foi uma resposta automática, um simples “Positivo!”, uma
resposta pré-gravada. “A coisa parece muito séria”, concluiu desolado.
O que fazer
diante de tal caso? E se o sistema perdesse a identidade virtual de cada um dos
conectados, ele deixaria de existir, perderia seus amigos virtuais, seu emprego
virtual, sua vida pessoal virtual, sua família. Percebeu que já se sentia
diferente. Isso estava acontecendo porque, certamente, devido ao problema, o
sistema trocara sua personalidade original em 3D com gráficos, sons e
sensibilidade de ultima geração, por uma mais simples.
Era um
modelo alternativo, uma mente ainda primitiva, sem imagens em alta definição,
que insistia em querer rezar e fazer promessas, do tipo pagar penitências, dar
oferendas aos santos, caso o problema fosse solucionado.
Então tudo
apagou, e apenas uma música ambiente se podia ouvir, e no fundo escuro do seu
quarto virtual, podia enxergar um pequeno ponto verde piscando alternadamente.
Depois viu uma mensagem luminosa no mesmo ponto: “Aguarde, sistema operacional
sendo reinicializado...”.
É tudo de
que lembra, além da sensação de que esquecera alguma coisa, pois ao acordar,
estava diante do seu quarto habitual, com janela de frente para a praia, foi
quando sua mãe virtual entrou e lhe perguntou: “Você também sentiu alguma coisa
estranha há pouco tempo atrás?”.
Moral da
História:
A realidade
é apenas um sonho lúcido de longa duração...
Autor:
Alberto J. Grimm
Fonte:http://sitededicas.ne10.uol.com.br/conto_reflexivo_a_evolucao.htm
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
O Último Pedido Da Minhoca.
Imagem google.
Em um solo
seco e arenoso, surgiu um buraquinho. Neste solo raramente chovia e nada
nascia, saiu do buraquinho uma minhoca fraquinha que mal conseguia rastejar.
Naquele solo
não havia vegetação, e para viver quase não tinha condição. Com muito esforço,
a minhoca percorria persistente atrás de um novo chão.
O lugar mais
seguro para uma minhoca é em baixo da terra, do lado de fora existem perigos de
montão. Mas isso não desmotivava a pequena minhoca que parecia frágil, mais
tinha muita determinação em procurar um novo chão.
Do solo seco
de onde a minhoca saiu, todos os vizinhos repetiam sempre a mesma coisa:
- Não seja
atrevida, aqui você é minhoca, mas lá fora é comida!
Imagina! A
minhoca só procurava uma vida mais tranquila, e no solo seco ela mal
sobrevivia. O que há de mal buscar uma nova vida?! Apesar dos riscos, agora do
lado de fora ela vivia! Muitas vezes a gente precisa pensar diferente e seguir
em frente, para ser feliz, para ficar contente!
Conforme a
minhoca se rastejava, um mundo em sua frente se formava e ela ia aprendendo
sobre tudo o que encontrava. Fez amizade com vários animais diferentes e que
levará para sempre em seu coração. Aprendeu sobre cada estação e viu como a
vegetação se transformava. O mundo do lado de fora parecia um espetáculo, uma
linda apresentação.
Até que no
seu caminho surgiu um passarinho, e a minhoca sabia o que aconteceria, e deu
seu último suspiro.
Foi pega
pelo passarinho que subiu no alto de um coqueiro. De bico pronto para se
alimentar, a esperançosa minhoca tentou conversar:
-
Passarinho, deixe-me fazer um último pedido!
O
passarinho, mesmo assustado colocou a minhoca de lado:
- Que
minhoca mais atrevida, perca a esperança, será comida!
Sem perder
tempo, a minhoca fez seu pedido:
- Saí de um
solo seco e sem vida, quase sem rastejar, vi de tudo no mundo aqui fora. Fiz
minha escolha e não tenho do que reclamar. Mas havia algo que eu nunca tinha
visto: como é lindo o mundo visto do bico de um passarinho. Peço que voe comigo
por um instante, será meu ultimo pedido.
O passarinho
geralmente fica mal humorado quando está esfomeado, mas com um pedido tão
nobre, seu coração foi tocado. Com delicadeza ajeitou a minhoca em seu bico e
partiu sem rumo.
O que
parecia o fim, como foi ao sair daquele buraquinho do solo seco, era mais uma
vez um começo. E uma linda amizade se fez.
Moral da
história: não se acomode na vida, procure realizar seus sonhos, nunca perca a
esperança.
Fonte: https://corujagaratuja.blogspot.com.br/2017/01/historia-infantil-o-ultimo-pedido-da.html#more
domingo, 15 de janeiro de 2017
OS VIAJANTES E O URSO.
Dois homens viajavam juntos quando, de repente, surgiu um urso de dentro da floresta e parou diante deles, urrando. Um dos homens tratou de subir na árvore mais próxima e agarrar-se aos ramos. O outro, vendo que não tinha tempo para
esconder-se, deitou-se no chão, esticado, fingindo de morto, porque ouvira dizer que os ursos não tocam em homens mortos.
O urso aproximou-se, cheirou o homem deitado, e voltou de novo para a floresta.
Quando a fera desapareceu, o homem da árvore desceu apressadamente e disse ao companheiro:
Vi o urso a dizer alguma coisa no teu ouvido. Que foi que ele disse?
Disse que eu nunca viajasse com um medroso.
Na hora do perigo é que se conhece os amigos.
Esopo.
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