Alguns Carneiros estavam juntos num redil quanto entrou um Açougueiro. Permaneceram quietos e nem fizeram caso disso. O Açougueiro pegou um deles e o matou. Nem vendo o sangue daquele temeram o outros. Assim foi em seguida, matando o Açougueiro um a um até que o último, vendo-se nas mãos dele, disse:
- Com razão devemos sofrer, pois vendo aquilo que seria mal para todos não quisemos entender. No princípio, quando éramos muitos, mesmo que fosse com cabeçadas, poderíamos nos defender e não o fizemos. Agora, pensando nisso, estou só e não posso me preservar, dessa maneira acabamos todos.
Esopo.
Moral da História: como diz o ditado popular, a união faz a força.
terça-feira, 28 de março de 2017
segunda-feira, 27 de março de 2017
Cantigas de roda, Folclore Brasileiro.
Fonte da imagem: http://guerreiradaluz-metamorfosedalma.blogspot.com.br/2010/10/com-os-olhos-da-alma.html
Eu entrei na
roda
Ai, eu
entrei na roda
Ai, eu não
sei como se dança
Ai, eu
entrei na “rodadança”
Ai, eu não
sei dançar
Sete e sete
são quatorze, com mais sete, vinte e um
Tenho sete
namorados só posso casar com um
Namorei um
garotinho do colégio militar
O diabo do
garoto, só queria me beijar
Todo mundo
se admira da macaca fazer renda
Eu já vi uma
perua ser caixeira de uma venda.
A gatinha
parda.
A minha
gatinha parda, que em Janeiro me fugiu
Onde está
minha gatinha,
Você sabe,
você sabe, você viu ?
Eu não vi
sua gatinha, mas ouvi o seu miau
Quem roubou
sua gatinha
Foi a bruxa,
foi a bruxa pica-pau.
A rosa
amarela.
Olha a Rosa
amarela, Rosa
Tão Formosa,
tão bela, Rosa
Olha a Rosa
amarela, Rosa
Tão Formosa,
tão bela, Rosa
Iá-iá meu
lenço, ô Iá-iá
Para me
enxugar, ô Iá-iá
Esta
despedida, ô Iá-iá
Já me fez
chorar, ô Iá-iá…
Cachorrinho.
Cachorrinho
está latindo lá no fundo do quintal
Cala a boca,
Cachorrinho, deixa o meu benzinho entrar
Ó Crioula
lá! Ó Crioula lá, lá!
Ó Crioula
lá! Não sou eu quem caio lá!
Atirei um
cravo n’água de pesado foi ao fundo
Os peixinhos
responderam, viva D Pedro Segundo.
A barraquinha.
Vem, vem,
vem sinhazinha
Vem, vem,
vem Sinhazinha
Vem, vem
para provar
Vem, vem,
vem Sinhazinha
Na
barraquinha comprar
Pé de
moleque queimado
Cana, aipim,
batatinha
Ó quanta
coisa gostosa
Para você
Sinhazinha.
Mineira de
Minas.
Sou mineira
de Minas,
Mineira de
Minas Gerais
Rebola bola
você diz que dá que dá
Você diz que
dá na bola, na bola você não dá!
Sou carioca
da gema,
Carioca da
gema do ovo
Rebola bola
você diz que dá que dá
Você diz que
dá na bola, na bola você não dá!
Na Bahia tem.
Na Bahia
tem, tem tem tem
Coco de
vintém, ô Ia-iá
Na Bahia
tem!
Na beira da
praia
Na beira da
praia
Eu vou, eu
quero ver
Na beira da
praia,
Só me caso
com você
Na beira da
praia
Você diz que
não, que não,
Você mesmo
há de ser
Água tanto
deu na pedra,
Que até fez
amolecer,
Na beira da
praia.
Na loja do
mestre André.
Foi na loja
do Mestre André
Que eu
comprei um pianinho,
Plim, plim,
plim, um pianinho
Ai olé, ai
olé!
Foi na loja
do Mestre André!
Foi na loja
do Mestre André
Que eu
comprei um violão,
Dão,dão,dão,
um violão
Plim, plim,
plim, um pianinho
Ai olé, ai
olé!
Foi na loja
do Mestre André!
Foi na loja
do Mestre André
Que eu
comprei uma flautinha,
Flá, flá,
flá, uma flautinha
Dão,dão,dão,
um violão
Plim, plim,
plim, um pianinho
Ai olé, ai
olé!
Foi na loja
do Mestre André!
Foi na loja
do Mestre André
Que eu
comprei um tamborzinho,
Dum, dum,
dum, um tamborzinho
Flá, flá,
flá, uma flautinha
Dão, dão,
dão, um violão
Plim, plim,
plim, um pianinho
Ai olé, ai
olé!
Foi na loja
do Mestre André!
Fonte: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/45-cantigas-folcloricas-para-brincar-de-roda-com-as-criancas/
segunda-feira, 20 de março de 2017
PETER PAN A HISTÓRIA DO MENINO QUE NÃO QUERIA CRESCER. Parte 8 - A morada subterrânea.
No outro
dia, assim que tia Nastácia acendeu o lampião da sala de jantar, o caso da
sombra veio novamente à berlinda. A negra colocou-se entre a luz e a parede e
todos puderam ver que sua sombra havia diminuído de mais um bom pedaço.
— Veja Sinhá
— dizia ela com o beiço pendurado. — Estou só com um toco de sombra. Neste
andar acabo sem sombra nenhuma e vai ser uma grande desgraça...
Dona Benta
pôs os óculos e viu que era isso mesmo.
— O Visconde
ainda não descobriu coisa nenhuma?
— Estou na
pista — respondeu o pequeno Sherlock. — Já examinei cuidadosamente o corte e vi
que foi feito com tesoura. Ando agora a examinar o fio de todas as tesouras existentes
nesta casa. Pela comparação hei de descobrir com qual delas o "rato"
anda cortando esta sombra — e depois...
— E depois o
quê? — perguntou Emília com carinha de santa.
— Depois,
veremos.
Emília fez
um muxoxo e deu uma cuspidinha de desprezo.
— Vamos! Comece
vovó — pediu Narizinho. — Estou ansiosa pelo resto da aventura.
Dona Benta
sentou-se na sua cadeira de pernas serradas e começou:
— Pois muito
que bem. Daquela grande aventura no Lago das Sereias os meninos voltaram com
alguns arranhões, que Wendy tratou de curar como pôde, com um ótimo unguento
faz-de-conta. Todos sararam e a vidinha continuou muito feliz na casa de Wendy
e na caverna subterrânea que a menina arrumara na perfeição.
Essa caverna
era uma gruta natural que as águas haviam escavado na pedra, isso há muitos
milhares de anos. Tão velha, que tinha barbas brancas no teto — ou estalactites.
— Que vem a
ser isso? — perguntou Pedrinho.
Dona Benta
explicou que em muitas cavernas as águas das chuvas se coam através da terra
que há em cima e pingam do teto. Ao atravessarem a camada de terra essas águas
dissolvem certos calcários e, ao pingarem, esses calcários dissolvidos endurecem
outra vez. E com o andar do tempo formam-se compridas estalactites, que são penduricalhos
que descem do teto das cavernas até o chão.
Acontece
também se formarem no chão, nos pontos onde a água pinga endurecimentos do
mesmo gênero, que se chamam estalagmites. As estalactites descem do teto para o
chão e as estalagmites sobem do chão para o teto, até se encontrarem.
Dada a
explicação, Dona Benta continuou:
— Naquelas
estalactites os meninos penduravam mil coisas — cestas de apanhar peixe,
anzóis, varas, porungas e brinquedos construídos por eles próprios. Bem no
centro da caverna existe uma lareira.
— Que é
lareira, vovó? — perguntou Narizinho.
— Aqui no
Brasil temos o clima quente ou temperado e por isso não se usam lareiras nas
casas. Nos países frios, porém, não existe quem não saiba o que é lareira,
porque não existe casa sem lareira. É o lugar de fazer fogo para o aquecimento
da casa. Entre nós, e em todos os países quentes, fogo só há na cozinha, para
cozinhar. Nos países frios, além desse fogo da cozinha há o fogo para aquecer a
casa. Mas isso unicamente nos países atrasados. Nos países adiantados, em vez
da velha lareira existe um sistema de canos de vapor quente que percorrem todos
os quartos e salas por dentro das paredes e os mantém na temperatura que se
deseja.
— Basta,
vovó — disse a menina. — Continue.
Dona Benta
continuou:
— Pois é
como eu ia dizendo. A gentilíssima Wendy deixou a caverna um brinco de asseio e
ordem. Arranjou para os meninos uma cama larga onde todos se arrumavam muito
bem. Também arranjou um berço para o Miguel.
Miguel não
estava mais em idade de berço, mas Wendy era de opinião que não pode existir
casa sem berço, e como fosse ele o mais criança, teve de representar o papel de
bebe. Esse berço não passava duma das cestas de apanhar peixe, arrumada entre
duas estalactites.
Wendy não
esqueceu nem sequer da sua terrível inimiga Sininho. Arranjou-lhe num canto um
quarto de boneca, fechado de cortinas vermelhas e cheio de lindas coisas
minúsculas, próprias para uma fada daquele tamanhinho.
Cadeiras não
havia na gruta, mas havia bancos feitos de chapéu-de-sapo, um para cada menino.
Wendy e Peter Pan usavam uma poltrona especial, feita de duas enormes cabaças
recortadas com muito jeito. Ali se sentavam juntinhos, como fazem os papais e
as mamães que se querem bem.
Certo sábado
à noite estavam todos muito ansiosos à espera de Peter Pan, que saíra pela
manhã numa expedição cinegética.
— Pare aí,
vovó! — berrou Pedrinho. — Essa palavra esquisita me deixou tonto. Que vem a
ser isso?
— Coisa das
mais simples, meu filho. Cinegético quer dizer "relativo a caçada". Expedição
cinegética significa o mesmo que caçada.
— Mas se é
tão simples dizer caçada, por que vem a senhora com essa terrível complicação?
— observou Pedrinho, que era inimigo de palavras difíceis.
— Para você
perguntar e eu ter ocasião de ensinar uma palavra nova que ninguém aqui sabe.
Neste mundo, Pedrinho, precisamos conhecer a linguagem das gentes simples e
também a linguagem dos pedantes — se não os pedantes nos embrulham. Você já
aprendeu o que é cinegético e se em qualquer tempo algum sábio da Grécia quiser
tapear você com um cinegético, em vez de abrir a boca, como um bobo, você já
pode dar uma risadinha de sabidão.
— Vou
aplicar este cinegético já e já, — disse o menino, entusiasmado.
Tia
Nastácia, que saíra para ferver a água do chá, vinha entrando.
— Sabe tia
Nastácia, que amanhã vou fazer uma expedição cinegética?
A palavra
tonteou a negra, fazendo-a piscar três vezes.
— Cine, o
quê?
— Gética.
Ci-ne-gé-ti-ca
Tia Nastácia
arregalou os olhos, sem perceber coisa nenhuma. Depois, voltando-se para Dona
Benta:
— Não deixe ir,
Sinhá. Não sei o que isso é, mas coisa boa não há de ser. Não deixe, Sinhá.
Todos se
riram da pobre preta.
— Vê
Pedrinho, como é bom saber? Essa mesma cara de espanto você faria, se ouvisse
tal palavra antes da minha explicação. Já agora, em vez de ser bobeado, você
bobeia os outros. Está compreendendo a grande vantagem de saber?
— Chega de gramática,
vovó! — protestou a menina. — Vamos à história. Os meninos estavam à espera de
Peter Pan. E depois?
— Pois é. Os
meninos estavam à espera de Peter Pan, que saíra à caça, e em cima da morada
subterrânea Pantera Branca e seus índios montavam guarda.
Súbito, soou
um assobio agudo. Era o sinal de Peter Pan. De longe já ele anunciava a sua
chegada com aquele assobio agudíssimo. Pantera Branca foi ao seu encontro, enquanto
os meninos subiam às árvores para vê-lo chegar.
Cada vez que
Peter Pan vinha duma das suas excursões, era uma festa para a meninada. Como
bom pai, trazia sempre novidades gostosas nos bolsos — frutas do mato, doces,
mil coisas. Os meninos o rodeavam como ratos rodeiam um saco de milho, e cada
qual ia enfiando as mãos nos seus bolsos para pescar o que saísse.
Peter Pan
entrou na caverna e dirigiu-se para o lado de Wendy, naquele momento ocupada em
remendar as meias de Levemente-Estragado. Estava linda no seu vestido cor de outono,
com um galhinho de amora-do-mato nos cabelos.
Narizinho
estranhou aquela expressão "cor de outono."
— Que
história é essa, vovó? O outono é uma das estações do ano, mas não me consta
que tenha cor...
Dona Benta
riu-se.
— Minha
filha, a língua está cheia de expressões poéticas. São os poetas que inventam essas
coisas tão lindinhas para enfeite da linguagem. O outono é a mais linda de
todas as estações nos países frios onde cai neve.
Aqui no
Brasil ninguém percebe diferença grande entre o outono, o verão e o inverno. Na
realidade só temos duas estações — a das águas e a da seca. A vegetação se
mostra intensamente verde na estação das águas, e também verde, essas de um
verde mais sujo, mais seco, na estação da seca — que vai de maio a outubro. Nos
países frios não é assim.
As quatro
estações são perfeitamente definidas.
— Eu sei! —
gritou Pedrinho. — Há a primavera, o verão, o outono e o inverno...
— Isso
mesmo. Na primavera a vegetação desperta do sono do inverno e brota numa grande
alegria de verdes esmeraldinos. Sabe o que é o verde esmeraldino?
Pedrinho
sabia.
— É o verde
cor de esmeralda.
— Sim — um
verde de broto novo, delicado, lindo. Nas laranjeiras você vê muito bem o
verde-esmeralda nos brotos novos e vê o verde carregado do verão nas folhas velhas.
Pois bem: o verde esmeraldino é o verde da primavera; de modo que se um poeta
disser "cor de primavera" a gente já sabe que se trata do
verde-esmeralda.
— Nesse
caso, "cor de verão" deve ser o verde carregado das copas das
laranjeiras — ajuntou Narizinho.
—
Perfeitamente, minha filha. "Cor de verão" só pode ser verde
carregado. "E cor de outono..."
Dona Benta
parou. Tinha primeiro de dar uma ideia do que é o outono nos países frios.
Pensou um bocado e disse:
— O outono é
a mais linda, a mais poética estação do ano nos países frios. A vegetação
inteirinha muda de cor.
Tudo que é
verde passa a amarelo ou vermelho.
— Então fica
lindo...
— Sim, a
natureza toda fica como um sonho de beleza.
Tudo amarelo
e vermelho. A gama inteira dos amarelos e vermelhos... No começo, amarelos e
vermelhos muito vivos, novinhos ainda. Depois, mais murchos; e por fim, uns amarelos
e vermelhos mortos, embaçados, sujos, porque toda a folharada das árvores vai
caminhando para o tom pardo, que é o tom da morte das folhas diante do inverno que
se aproxima. Estão entendendo?
— Estamos
vovó — responderam os dois meninos. — Apesar da sua linguagem elevada estamos
entendendo muito bem. E já percebemos o que é "cor de outono", — acrescentou
Narizinho. — o tom de palha, não é isso mesmo?
Dona Benta
abraçou a sua neta.
— Isso
mesmo. É o tom da palha, da folha murcha, já quase sem cor.
Emília meteu
o bedelho:
— Já sei. É
cor de burro quando foge...
Dona Benta
riu-se.
— E qual a
cor do burro quando foge, Emília?
A diabinha
não se atrapalhou:
— É cor de
outono... Narizinho, ansiosa pela continuação da história de Peter Pan, pôs fim
naquela dança das cores.
— Chega de
cor, vovó. Continue...
E a história
continua, aguarde o próximo capítulo.
História em Domínio Público
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Guaraná com canudinho.
Uma vaca entrou num bar
e pediu um guaraná.
O garçom, um gafanhoto,
tinha cara de biscoito.
Olhou de trás do balcão,
pensando na confusão.
Fala a vaca, decidida,
pronta pra comprar briga:
– E que esteja geladinho
pra eu beber de canudinho!
Na gravata borboleta,
gafanhoto fez careta.
Responde: vaca sem grana
se quiser vai comer grama.
– Ah, é?, muge a vaca matreira,
quem dá leite a vida inteira?
– Dou leite, queijo, coalhada,
reclamo, ninguém me paga.
Da gravata, a borboleta
sai voando, satisfeita.
Gafanhoto leva um susto,
acreditando, muito a custo.
E serve, bem rapidinho,
guaraná com canudinho.
CAPPARELLI, Sérgio.
Fonte: Boi da cara preta.
Fonte:http://poesiaparacrianca.blogspot.com.br/
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
O melhor e o pior. Texto sobre comunicação, a força das palavras.
O rei chamou
um dos seus criados e disse-lhe:
— Vai por
todas as cidades e aldeias do meu reino e traz-me a coisa melhor que
encontrares.
Pouco tempo
depois, o criado regressava com uma língua numa bandeja. E disse ao rei:
— Majestade,
a língua é a melhor coisa. Com ela os crentes louvam a Deus, os namorados falam
de amor, os educadores ensinam, os bons políticos fazem acordos de paz, os que
fizeram o mal dizem palavras de perdão, os bondosos dizem palavras de amor.
Ao ouvir
isto, o rei ficou com curiosidade para saber qual era a pior coisa que existia
no reino. Disse então ao mesmo criado:
— Percorre
de novo o meu reino e procura a coisa pior que encontrares.
Ele
regressou rapidamente e, com grande surpresa do rei, trouxe de novo uma língua.
O rei ficou surpreendido. Mas ele explicou:
— Majestade,
a língua destrói o amor entre as pessoas, espalha mentiras, insulta, cria
ódios, incita ao crime. O rei ficou contente por ter um criado tão sábio.
A língua, de
fato, é a melhor coisa e a pior coisa. Sentimo-nos tristes quando a ouvimos a
dizer mentiras, insultos e calúnias. Mas alegramo-nos sempre que a escutamos a
pronunciar palavras de amor e de perdão.
Autor desconhecido.
Atividades:
Colorir e refletir:
O Snoopy está bravo na imagem.
Diga com suas palavras o motivo.
Será que ouviu boas palavras ou palavras de rancor, más palavras. Escreva 5 palavras bonitas que deixam você feliz e 5 palavras más que você não gosta.
Prometa a si mesmo cuidar com o que a sua língua vai dizer daqui para a frente.
Olhando para esse cachorrinho, você acha que ele te diria boas palavras?
Você acha que ele está feliz? Por quê?
Vale a pena cuidar dos seus sentimentos para ser uma pessoa melhor? Por quê?
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
A Chuva do Elefante.
Imagem Google.
Em um escaldante deserto africano, onde a lua esquenta a noite como o sol esquenta o dia, moravam bichos de todos os tipos. Todos eram amigos, mas dois em especial: um passarinho amarelinho muito sabido e um elefante muito divertido, amigo leal. O passarinho era super tagarela, vivia piando suas histórias de viajante aventureiro. Certo dia encontrou um amigo, um grande amigo - grande mesmo - e bem pesado, o elefante. Só havia um probleminha, o pobre elefante vivia gripado, sempre resfriado, uma virose que nunca sarava.
Já viu um elefante gripado? Já imaginou o que aquela tromba gigante é capaz de fazer quando espirra? Pois é!
Mas os dois amigos formavam uma dupla perfeita. O passarinho pousava no lombo do seu amigo, bem atrás de suas enormes orelhas. Lá piava suas histórias e se protegia dos espirros do amigo. O elefante que não fazia ideia do que havia no mundo além do deserto. Ficava encantado com todas as histórias de seu amigo. O passarinho lhe contava sobre a variedade de bichos, árvores, frutos, mares, rios e muitas outras coisas que existem pelo mundo a fora. Mas uma história chamou a atenção do elefante mais que todas as outras: Era sobre um lugar chamado floresta tropical, seu clima e chuvas que caiam do céu sem parar. O elefante fechou os olhos e sonhou com a chuva caindo no deserto, e era maravilhoso.
Então decidiu fazer seu sonho se tornar realidade e ir até a floresta tropical para trazer um pouco da chuva para o deserto. Chamou todos os bichos para anunciar sua decisão. Todos ficaram animados e fizeram uma festa de despedida. E, junto de seu amigo aventureiro, saiu pelo mundo à procura da tal floresta tropical. O passarinho voava e lhe mostrava o caminho, e assim o elefante ia espirrando e fungando. Por onde passava, conhecia novos bichos, novas árvores, novos frutos. Até que finalmente chegaram a uma grande floresta tropical. Sentiu as gotas da chuva sobre seu couro seco e enrugado, era uma sensação maravilhosa.
Esticou sua tromba para o céu até alcançar uma nuvem e sugou cada gotinha de chuva que pôde. E com seu amigo passarinho como guia, percorreu todo o caminho de volta com muito cuidado. Foram muitos dias de viagem, mas o elefante estava empolgado e foi levando as gotinhas de chuva em sua tromba. Quando chegou até sua casa, lá estavam todos os bichos do deserto esperando ansiosos e curiosos para saber da tal chuva.
O elefante não se conteve de tanta emoção. Estava muito feliz de ter conhecido tudo o que viu e estava muito satisfeito de ter chegado a seu lar. A felicidade era tanta que cresceu uma vontade grande de espirrar e, antes que pudesse segurar, deu o maior espirro de sua vida:
- ATCHIIIIIIIIIIMMM!!!!!
E toda água da chuva que trouxera com tanto cuidado fugiu disparado de sua tromba para bem alto, foi até o céu e caiu sobre toda a África como uma chuva em terras tropicais.
A bicharada logo sentiu a chuva cair e ficaram encantados. Fizeram festa e aproveitaram para se refrescar. Os passarinhos voavam e dançavam no céu. Os hipopótamos corriam para brincar nas poças de água. Os leões, pela primeira vez, ficaram de jubas murchas. As girafas, com aqueles pescoções longos, serviram de escorregadores para os macacos. Foi pura diversão, todo o deserto estava em festa com a chuva da tromba do elefante.
Dizem que foi assim que começou a chover no deserto, se é verdade ou apenas história de passarinhos amarelinhos, talvez nunca saberemos, mas uma coisa é certa: quando seguimos nossos sonhos, podemos realizar tudo, até fazer chover no deserto.
Fonte: Blog Coruja Garatuja
Fonte: Blog Coruja Garatuja
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