terça-feira, 24 de julho de 2018

A Bruxa e o Caldeirão.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/casa-da-bruxa-a-bruxa-halloween-836849/

Quando preparava uma sopa com uns olhinhos de couve para o jantar, a bruxa constatou que o caldeirão estava furado. Não era muito, não senhor. Um furo pequeníssimo, quase invisível. Mas era o suficiente para, pinga que pinga, ir vertendo os líquidos e ir apagando o fogo. 
Nunca tal lhe tinha sucedido.
Foi consultar o livro de feitiços, adquirido no tempo em que andara a tirar o curso superior de bruxaria por correspondência, folheou-o de ponta a ponta, confirmou no índice e nada encontrou sobre a forma de resolver o caso. Que haveria de fazer? Uma bruxa sem caldeirão era como padeiro sem forno. De que forma poderia ela agora preparar as horríveis poções? 
Para as coisas mais corriqueiras tinha a reserva dos frascos. Mas se lhe aparecia um daqueles casos em que era necessário preparar na hora uma mistela? Como o da filha de um aldeão que engolira uma nuvem e foi preciso fazer um vomitório especial com trovisco, rosmaninho, três dentes de alho, uma semente de abóbora seca, uma asa de morcego e cinco aparas de unhas de gato. Se a moça vomitou a nuvem? Pois não haveria de vomitar? Com a potência do remédio, além da nuvem, vomitou uma grande chuvada de granizo que furou os telhados das casas em redor.
Era muito aborrecido aquele furo no caldeirão. Nem a sopa do dia-a-dia podia cozinhar. Mantinha-se a pão e água, que remédio, enquanto não encontrasse uma forma de resolver o caso. Matutou dias seguidos no assunto e começou a desconfiar se o mercador que lhe vendera o caldeirão na feira há muitos anos atrás a não teria enganado com material de segunda categoria. A ela, bruxa inexperiente e a dar os primeiros passos nas artes mágicas, podia facilmente ter-lhe dado um caldeirão com defeito.
Decidiu então ir à próxima feira e levar o caldeirão ao mercador. Procurando na secção das vendas de apetrechos de cozinha, a bruxa verificou que o mercador já não era o mesmo. Era neto do outro e, claro, não se lembrava – nem podia – das tropelias comerciais do seu falecido avô. Ficou desapontada. Perguntou-lhe, todavia, o que podia fazer com o caldeirão furado. O mercador mirou-o, remirou-o, sopesou-o com ambas as mãos e disse:
 – Este está bom é para você pôr ao pé da porta a fazer de vaso. Com uns pés de sardinheiras ficava bem bonito. A bruxa irritou-se com a sugestão e, não fosse a gente toda ali na feira a comprar e a vender, transformava-o em onagro. Acabou por dizer: – A solução parece boa, sim senhor. Mas diga-me cá: Se ponho o caldeirão a fazer de vaso, onde cozinho eu depois? – Neste novo que aqui tenho e com um preço muito em conta... A bruxa olhou para o caldeirão que o mercador lhe apontava, sobressaindo num monte de muitos outros, de um brilhante avermelhado, mesmo a pedir que o levassem. A bruxa, que tinha os seus brios de mulher, ficou encantada.
O mercador aproveitou a ocasião para tecer os maiores elogios ao artigo, gabando a dureza e a grossura do cobre, os rendilhados da barriga, o feitio da asa em meia lua, a capacidade e o peso, tão leve como um bom caldeirão podia ser, fácil de carregar para qualquer lado. – Pois bem, levo-o. O mercador esfregou as mãos de contente. – Mas aviso-o – acrescentou a bruxa. – Se lhe acontecer o mesmo que ao outro, pode ter a certeza de que o transformarei em sapo. O mercador riu-se do disparate enquanto embrulhava o artigo.
Os anos foram passando e a bruxa continuou no seu labor. Até que um dia deu por um furo no novo e agora velho caldeirão. Rogou uma praga tamanha que o neto do segundo mercador que lho vendera, a essa hora, em vez de estar a comer o caldo na mesa com a família, estava num charco a apanhar moscas.

Fonte da imagem:amphibian-1298147_960_720


 José Leon Machado Ilustrações de Alexandre Bandeira Rodrigues - Domínio Público.

Atividades: 

Para colorir:





Faça a atividade e depois pinte o desenho.



Escreva  outro final em que a bruxa não faça um feitiço para o mercador e sejam todos felizes. Após faça um desenho livre.




A bruxa do bem
ajuda crianças,
só planta hortaliças,
e canta também.

Enfeita com flores
a casa limpinha
cultiva amores
não fica sozinha.

A bruxa do bem,
cuida de todos,
sem olhar a quem.

Jeanne Geyer

Estimular que as crianças criem poesias ou rimas com o assunto. 
Lembre-se: a criatividade é tudo, mostrar que para tudo existem muitas maneiras de ser e agir.

domingo, 22 de julho de 2018

Uma Joaninha Diferente - Inclusão

Imagem google.


Era uma vez uma joaninha que nasceu sem bolinhas... Por isso ela era diferente. As outras joaninhas não lhe ligavam nenhuma. Cada uma com as suas bolinhas, passavam a vida a dizer que ela não era uma joaninha. A joaninha ficava triste, pensando nas bolinhas e no que poderia fazer… Comprar uma capa de bolinhas? Ou, quem sabe, ir-se embora para longe, muito longe dali? Ela pensava e pensava… Sabia que não seriam as bolinhas que iriam dizer se ela era uma joaninha verdadeira ou não. Mas as outras joaninhas não pensavam assim. Então ela resolveu não dar mais importância ao que as outras joaninhas pensavam e continuou a sua vida de joaninha sem bolinhas… Até que um dia, as joaninhas reunidas resolveram expulsar do jardim aquela que para elas não era uma joaninha! Sabendo que era uma autêntica joaninha, mesmo sem bolinhas, teve uma ideia… Contou tudo ao besouro preto, que é parente distante das joaninhas. Decidiram ir a casa do pássaro pintor e contaram-lhe o que estava a acontecer. O pássaro pintor, então, teve uma ideia. Pintou tão bem o besouro, que ele ficou a parecer uma joaninha verdadeira… E lá foram os dois para o jardim: a joaninha sem bolinhas e o besouro disfarçado. No jardim, ninguém percebeu a diferença. E com festa receberam a nova joaninha. A joaninha sem bolinhas, que a tudo assistia de cima de uma folha, pediu um minuto de atenção e, limpando a pintura que disfarçava o besouro preto, perguntou:  - Afinal… quem é a verdadeira joaninha?

  1. Tema: Inclusão

  1. Fonte: https://pt.slideshare.net/bethinhapm/slides-joaninhadiferente?next_slideshow=1
Para colorir:

Pinte a nossa amiguinha sem as bolinhas e a outra com as bolinhas.



Para refletir:  somos todos diferentes uns dos outros, e cada um de nós deve ser amado e aceito assim como é. 
Então, vamos respeitar as diferenças e entender que o importante não é ser alto ou baixo, gordinho ou magro, ter cabelos lisos ou crespos, o que realmente importa para Deus é o amor que temos e como ajudamos os outros sendo solidários e amigos em todas as horas. 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O cachorro e a sombra.


Um cachorro, ao cruzar uma ponte sobre um riacho carregando um pedaço de carne na boca, viu sua própria imagem refletida na água e pensou que fosse outro cachorro com um pedaço com o dobro do tamanho do que carregava.Ele então largou sua carne, e, ferozmente atacou o outro cachorro para tomar-lhe aquele pedaço que era bem maior que o seu. Agindo assim ele perdeu ambos; Aquele que tentou pegar na água, pois era apenas um reflexo; e o seu próprio que caiu no riacho e foi levado pela correnteza.
Moral da História:
Quem desiste do certo pelo duvidoso é um tolo duas vezes imprudente.

domingo, 25 de março de 2018

Ovo do coelho. Linda poesia para preparação para a páscoa.

Imagem google


Coelho não bota ovo,
quem bota ovo é galinha.
Mas eu conheço um coelho
que é mesmo uma maravilha.

Os ovos que ele bota,
você nem imagina.
São ovos de chocolate
ou ovos de baunilha.

Por isso, nosso coelho
foi expulso da família.
O pai dele disse: - Meu filho,
isso é coisa de galinha.

O coelho respondeu rapidamente:
- Meu pau eu não tenho culpa,
botar ovo é meu destino.
Se não posso botar ovos em casa,
prefiro botar sozinho.

E foi assim que o coelho
saiu de casa para a rua,
botando ovo na Páscoa,
no sonho de todo mundo.

Paulo Leminski

Imagem google


Para colorir:





2 de abril Dia Mundial de Conscientização do Autismo 2018