domingo, 26 de agosto de 2018

Três amigos na praia. Respeito ao próximo, amizade.


Fonte da imagem google.


         Pedro, Tiago e Mateus eram amigos inseparáveis. Eram da mesma turma da escola, e ficaram muito felizes quando descobriram que iriam passar as férias na mesma praia.

         Mateus já estava há alguns dias na praia quando chegou Tiago. Pedro foi o último a chegar.

         Logo no primeiro Mateus e Tiago foram à praia, nadaram muito, mas Pedro não entrou no mar. Ele caminhou na beira da praia, conversou com alguns amigos e foi embora mais cedo que os outros dois amigos.

         No dia seguinte, os três combinaram de fazer uma trilha, bem cedinho. E no horário e local combinado, lá estavam os três amigos.

         O local da trilha era cheio de curvas, de altos e baixos... subiram morros e desceram o morros e a cada pedaço do caminho a vista parecia ficar mais bonita! Tiraram fotos, contaram histórias, foi um passeio muito animado.

         Ao chegarem ao local que era considerado o final da trilha, avistaram uma praia belíssima. A água era limpa, tinha árvores e sombra por perto. O local parecia ter saído de um filme, de tão bonito!

         - O último a chegar na água é um ovo podre – disse Mateus, e começou a correr. Se atirou na água e nadou, sem esperar pelos amigos.

         Tiago entrou na água em seguida, mas Pedro não saiu do lugar. Ficou parado, olhando o mar.

         - Vem, Pedro, a água está ótima!

         - Agora não!- disse Pedro. Tomem cuidado! – gritou ele antes de se afastar dos amigos para ir sentar à sombra.

         Os dois amigos insistiram, mas Pedro disse que não sabia nadar e que não estava com vontade de entrar na água. Os amigos convidaram mais algumas vezes, mas Pedro disse que não queria ir e acabou adormecendo embaixo de uma enorme árvore.

         Mateus e Tiago, vendo o amigo dormindo, combinaram fazer uma surpresa para Pedro. Afinal, já estava na hora de voltar e ele não tinha experimentado nadar naquela bela praia!

         Os dois amigos agarram Pedro pelos braços e pernas, enquanto ele gritava que não queria ir! Mateus e Tiago jogaram o amigo na água e logo uma onda derrubou Pedro. E ele demorou a aparecer de novo, se debatendo. O lugar não era muito fundo, ainda bem! Os dois amigos ajudaram Pedro a sair da água. Ele sentou na areia respirando acelerado e com cara de apavorado.

         - Eu disse que não sei nadar! – reclamou ele. Vocês não me ouviram?

         Mateus e Tiago tinham ouvido, mas não tinham prestado atenção ao que o amigo havia dito. Também não respeitaram o fato de que Pedro não queria entrar na água.

         O retorno pela trilha foi realizado em silêncio. O caminho pareceu muito mais longo na volta. Pedro não apareceu na praia nos dois dias seguintes. No terceiro dia, Mateus e Tiago foram até a casa de Pedro e pediram desculpas, prometendo nunca mais desrespeitar o amigo.

         Naquele verão, Pedro teve algumas lições de natação com Mateus e Tiago. Mas o mais importante foi que os três entenderam a importância de se respeitar o jeito de ser dos outros, seus gostos e preferências, e nunca obrigar alguém a fazer algo que não queira.


Claudia Schmidt

Fonte:https://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/estoria.htm#minha_cidade 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A lenda do Saci-Pererê.


Imagem Google

Saci é um dos símbolos mais famosos do Folclore brasileiro. O personagem já apareceu em diversos livros, filmes e peças teatrais.
O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.
Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico. Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
A principal característica do saci é a travessura. Ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Fonte: https://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm



Para colorir:


Imagem google.

Uiiiiii, que mãos tão sujas!

Fonte da imagem:
https://pixabay.com/pt/pessoas-ativos-transporte-crian%C3%A7a-2941987/

Eu conheço duas mãos, a Manela e a Marta; elas são duas irmãs que andam sempre juntinhas e que se ajudam muito uma à outra! Não passam uma sem a outra! Quando é preciso martelar um prego, a Manela segura no martelo e a Marta, no prego; quando é preciso lavar a cabeça, as duas esfregam muito bem o cabelo para este ficar cheiroso; quando é preciso barrar manteiga no pão, a Manela segura no pão e a Marta barra a manteiga…São realmente as melhores amigas!!!
Mas estas irmãs não gostam de estar paradas e estão sempre a inventar coisas para fazer.
Certo dia, fui apanhá-las a mexer num pedaço de barro e a criar uma peça fantástica. É claro que estavam todas sujas…
_Ah, brincar com o barro é tão bom….segura neste bocado, Marta, para eu fazer esta asa da chávena. – dizia a Manela.
_ Já estou a segurar, Manela! Tens muito jeito para as artes, sabias?
_ Oh, então e tu? Não estás a fazer a chávena de barro também? Tens tanto jeito como eu, ora! – exclamou a Manela.
Estavam as duas muito divertidas porque adoravam sujar-se e sentir a argila .
Quando o dia terminou estavam as duas tão cansadas que nem se lavaram, debaixo da torneira, como costumavam fazer. Foram para a cama sem se lavarem.
Pois é, quando as mãos não são lavadas aparecem sempre o Tico e a Teca, que são dois germes muito mauzinhos, porque só gostam de fazer malandrices!
Nessa noite, o Tico e a Teca foram morar nas nossas duas irmãs Manela e Marta. E claro, fizeram das suas! Das mãos foram para a boca e da boca, foram para o estômago. Coitado do estômago, sentiu-se tão mal que começou a doer muito.
_ Ai, ai que dor – queixava-se o estômago – esta dor é muito forte!
_ Então? – perguntaram as mãos – O que te aconteceu?
_ Não sei bem, mas hoje comecei a sentir-me mal e doente…doí-me tudo!
_ Deves ter comido alguma coisa estragada. Já falaste com a boca para saber o que é que ela comeu? – perguntaram Manela e Marta, preocupadas.
_ Já, mas ela não comeu nada estragado!
A boca que estava a ouvir, respondeu – O que comi estava tudo bom, o melhor é perguntar aos olhos se eles viram alguma coisa….
_ Nós, os olhos, vimos que as mãos estavam um pouco sujas…- disseram os olhos.
E a língua exclamou – Pois, eu também senti um sabor diferente quando as mãos vieram à boca!
_ Bem, então está tudo dito – disse o estômago – as mãos não se lavaram e eu tenho dentro de mim o Tico e a Teca, aqueles marotos dos germes que só sabem fazer estragos!
O que vale é que a mão Manela foi buscar um remédio, para dar à boca, para a boca dar ao estômago. E tudo ficou bem.
Em conclusão vos digo, meninas e meninos, lavem sempre bem as mãos com água e sabão.

Fonte:https://www.historias-infantis.com/uiiiiii-que-maos-tao-sujas/

Tema: higiene.

Para colorir:





quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Uma relação tóxica entre pais deixa sequelas em crianças.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/ass%C3%A9dio-moral-crian%C3%A7a-dedo-sugerir-3362025/

Quem quer que maltrate psicologicamente seu parceiro, que chantageia, deprecia, humilha e aniquila a auto-estima, também está exercendo um abuso indireto, mas hediondo, contra seus próprios filhos . Porque ser testemunha constante de um relacionamento tóxico transforma as menores em vítimas primárias , em tristes repositórios de um legado emocional marcado por sequelas, às vezes irreversíveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fórum Econômico Mundial (FEM), as doenças mentais já são as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo . Muitos deles, por mais curiosos que pareçam, têm origem em relações tóxicas ou abusivas e no impacto psicológico que têm sobre a pessoa. Por sua vez, indicadores como estresse pós-traumático, depressão, transtornos de ansiedade, dor crônica, asma e até mesmo diabetes são marcas silenciosas e persistentes desse tipo de vínculo disfuncional.
“Eu não consigo pensar em qualquer necessidade de infância tão forte quanto a necessidade de proteção dos pais”
-Sigmund Freud-
As instituições sociais e de saúde apontam a necessidade de “capacitar” as vítimas deste tipo de abuso físico ou psicológico no casal e não estigmatizá-las . Com “capacitar”, referem-se a fornecer a essas pessoas, homens ou mulheres, recursos adequados e estratégias de enfrentamento para se reavaliarem psicológica e emocionalmente, e serem reintegrados mais tarde a suas vidas normais.
No entanto, o que é frequentemente negligenciado, esquecido ou deixado de lado é a figura das crianças que, desde muito cedo, testemunharam dinâmicas tão nocivas, essas atmosferas tóxicas. Esses pequeninos internalizaram silenciosamente cada átomo, cada gesto, som, choro, palavra e cada lágrima derramada em suas mentes quentes e inocentes sem saber muito bem que impacto isso pode ter em suas vidas amanhã.
Porque não podemos esquecer que o círculo de violência é como um uróboro que morde a própria cauda e que perpetua repetidamente os mesmos fatos, a mesma dinâmica. Talvez, aquelas crianças que hoje testemunham um relacionamento tóxico amanhã sejam novas vítimas ou novos carrascos.

Testemunhar um relacionamento tóxico também nos torna vítimas

“Não, eu nunca levantei minha mão contra meus filhos ou contra meu parceiro . ” Esta é certamente uma reação infelizmente comum entre os agressores ou executores de que o abuso psicológico , onde nenhuma marca, onde nenhum socos evidenciando cada prejuízo sofrido cada violação e atos ilícitos realizados em privado e o microcosmo de uma casa.
No entanto, por mais curioso que pareça, o fato de não haver um golpe ou machucado óbvio torna a situação ainda mais complexa. Nestes casos, as vítimas, longe de verem esse comportamento como um abuso óbvio, tendem a se culpar.
Agora, essa culpa ou auto-projeção de responsabilidade não é apenas gestada na vítima, mas a própria criança, testemunha de cada dinâmica, também tende a experimentar o mesmo sentimento. Porque o pequenino é um companheiro de viagem naquele trem de dor, desse modo que leva todos ao mesmo destino.
Não podemos esquecer que, como explicou Piaget em sua teoria do desenvolvimento cognitivo da criança , entre 2 e 7 anos elas mantêm essa abordagem egocêntrica onde o mundo gira em torno de sua pessoa. Portanto, a criança sentirá que a dor do pai ou da mãe, como os gritos ou brigas, é o resultado de algo que ela própria deve ter causado de alguma forma.
Portanto, e isso é importante ter em mente, no coração de qualquer relacionamento tóxico onde há crianças, elas também são vítimas. Não importa que elas estejam atrás de uma porta e que não vejam nada, não importa que elas ainda não saibam andar, ler, pedalar uma bicicleta ou dizer o nome das constelações que aparecem à noite antes. As crianças sentem e escutam, as crianças interpretam o mundo à sua maneira e, portanto, poucas coisas podem ser mais devastadoras para a infância do que crescer em um ambiente cujo substrato emocional é tão patológico, tão devastador.

Sobrevivendo ao relacionamento abusivo de nossos pais

Às vezes, essa relação tóxica é encorajada pelos dois membros do casal. Há pessoas incapazes de construir um ambiente de estabilidade psíquica e emocional. São perfis caracterizados por aquelas oscilações onde carinho e agressividade, proximidade e chantagem criam um tecido altamente disfuncional para si, e especialmente para as crianças que moram com o casal.
Uma das melhores coisas que pode acontecer com você na vida é ter uma infância feliz”
-Agata Christie
Existem muitos tipos de relacionamentos abusivos, em muitas formas e em qualquer escala social. No entanto, as verdadeiras vítimas nesses labirintos afetivos são as crianças. Porque construir sua própria identidade em um contexto marcado por abuso muitas vezes faz com que o ponto de partida para o ciclo de violência seja recomeçado. Não podemos esquecer que as pessoas tendem a repetir os padrões psicológicos e comportamentais conhecidos.
Portanto, é comum que, longe de sobreviver à relação tóxica de nossos pais , nos tornemos – possivelmente – novas vítimas ou novos executores porque internalizamos essa mesma linguagem afetiva. Para amortecer esse impacto e o ciclo de abuso em si, precisamos, portanto, de mecanismos adequados. É necessário que as crianças que testemunharam essas dinâmicas recebam apoio social e terapêutico, juntamente com seus pais.
Porque se há algo que todos os pequenos merecem é a possibilidade de viver em um ambiente não violento. É ser capaz de fazer o bem por meio de uma educação baseada na coerência e no respeito e, acima de tudo, pela proximidade dos pais sábios nos afetos, habilidosos no amor.

Artigo escrito por Valeria Sabater e publicado no site https://lamenteesmaravillosa.com/relacion-toxica-padres-secuelas-hijos/
Fonte:https://www.pensarcontemporaneo.com/uma-relacao-toxica-entre-pais-deixa-sequelas/

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Conversando com crianças, evite respostas curtas.




Recebi essa postagem no face e logo identifiquei que seria um ótimo assunto para post. Já falei no assunto em outras postagens, mas creio que para estabelecer um bom diálogo com suas crianças sempre vale reforçar. Bjs 😍


domingo, 5 de agosto de 2018

O que nos conta o vento.


Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/veleiro-navio-mar-barco-oceano-312417/

O vento é tão alegre como uma criança. Já o viram correr, pelos campos, movendo o trigo, como as ondas do mar? É isto a dança do vento; mas ele não só dança, também canta. Vão ouvir como ele canta.
- Zum!... Zu!... Zê, ss... Ss... Ss!... - está ele dizendo.
Se não houvesse uns senhores muito graves, que usam chapéus que rodam pelas ruas, a vida na cidade seria para mim grande aborrecimento. Todas as distrações fugiram das cidades. Há cem anos não havia nada de que eu mais gostasse do que ir soprando pelas ruas abaixo. Mas, então, as ruas eram uma exposição de quadros divertidos, mais que lugares de comércio.
Todas as casas tinham sua vitrina ou tabuleta. Havia a vitrina do alfaiate, cheia de figurinos de várias cores, querendo mostrar que o alfaiate era capaz de transformar o homem mais esfarrapado num elegante senhor.
O barbeiro tinha por cima da porta um grande pau com uma navalha de madeira pendurada; peixes, chapéus, queijos, bolas, enfim, todas as coisas que se vendiam na cidade, eram representadas nas tabuletas; e quando eu as fazia oscilar e as punha a bater umas contra as outras, produziam um barulho ensurdecedor.
Que momentos tão alegres e divertidos passei eu numa noite em que me meti pelos mostradores! Tinha jurado que me havia de divertir.
O vento calou-se, dando em seguida um grito que estremeceu a casa.
- Oh! Como me lembro bem! - continuou ele a gritar pela varanda. - Era num dia em que os sapateiros se mudavam do antigo estabelecimento para o novo, levando consigo todas as tabuletas. Naqueles tempos, que já vão bem longe, os sapateiros eram ricos e poderosos e valia a pena ver a procissão que eles formavam. Havia um palhaço que abria a marcha, uma figura grotesca com a cara negra e uma roupa feita de retalhos. Todos riam. Hoje já não se divertem desta maneira. Atrás do palhaço ia a música, seguida dos homens que levavam os estandartes, e a grande bandeira de seda do grêmio dos sapateiros, enfeitada com uma grande bota preta. Subiu a um andaime, no qual tinha que fixar uma tabuleta, o sapateiro que presidia a associação e começou a discursar; mas o palhaço, que subiu atrás dele, fazia rir às gargalhadas o público, com os seus trejeitos. Eu quis também tomar parte na brincadeira e comecei a bater com as tabuletas umas nas outras e o orador desceu dizendo:
"Não é possível fazer-me ouvir por causa do vento, mas vamos fixar a tabuleta."
Mas eu havia resolvido - continuou o vento - que a tabuleta não se fixasse. Soprei até que o avental do sapateiro lhe tapasse os olhos; fiz cair a escada e levei-lhe o chapéu e a cabeleira. Por fim cansaram-se de lutar comigo e foram-se todos para a sua nova casa para celebrarem o banquete.
O vento deu um salto e prosseguiu:
- Eu estava naquele dia disposto a fazer mal. Tenho conseguido divertir-me com os sapateiros, andava pelas ruas tentando novas proezas. Comecei a tirar os tetos das casas velhas, mas ainda sentia vontade de fazer pior. Continuei a fazer cirandar tudo com muita habilidade. Quando a gente da cidade despertou, no dia seguinte, encontrou a tabuleta do Instituto Histórico num salão de bilhares e o Instituto tinha lá, em troca, a tabuleta arrancada de um asilo para crianças... Havia criadas e mamadeiras... Um peleiro tinha pintado na tabuleta uma raposa. Mudei a tabuleta para o outro lado da rua, para a casa de um conselheiro avarento, que pretendia passar por excelente pessoa. Toda a população se riu, sobretudo quando viu a tabuleta que eu tinha posto na casa de um juiz: era um pau com uma navalha de madeira. A mulher do juiz tinha o apelido de "A Navalha", por sua má língua.
Mas a partida mais original - continuou o vento com voz baixa - foi a que preguei a uma rica mulher que inventava grandes histórias contra os seus vizinhos. Pus na casa dela um letreiro que havia num solar abandonado e que dizia: "Aqui precisa-me de estrume."
Foram dias alegres - suspirou o vento - mas que já não voltam. Depois do que eu fiz nunca mais usaram aquelas tabuletas; por minha causa muitos se envergonharam do seu comportamento e muitos homens nem queriam ouvir falar de mim e nas minhas travessuras. O vento acabou de falar na varanda e, dando um grito muito agudo, foi-se embora.


Conto de Hans Christian Andersen.


Conversando sobre a historinha.


O vento como um fenômeno da Natureza. 


O que fazer para evitar os desastres naturais? - Não podem ser evitados, levar as crianças a pensar como o homem pode conviver em harmonia com a natureza.


Na nossa historinha, o nosso amigo vento de divertia fazendo suas travessuras? Por quê?


Mesmo que em alguns casos ele tivesse razão e quisesse se vingar dos homens, você acha essa atitude correta?  - Não fazer justiça por sua conta.

Deve ficar claro para a criança a diferença do vento como fenômeno natural e na nossa historinha o vento transformado em personagem que pensa e age inteligentemente para pregar peças nos humanos.


Você acha que o vento se arrependeu de suas travessuras? Por quê?


Atividade: 

Levar palavras edificantes com as letras recortadas. EX: Respeito, Educação, Boa vontade, amor ao próximo, e outras de acordo com o momento das crianças.

As palavras serão montadas e depois as crianças assopram imitando o vento para na sequência refazê-las novamente.

Na vida temos que ter persistência, seja pela ação do vento, do tempo, das dificuldades, muitas vezes teremos que reiniciar as tarefas com o mesmo amor dedicado na primeira vez, porque tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito.

                                        Imagem google


Atividade:


Ou você pode fazer os cataventos simples de papel como sempre fiz com as crianças e elas adoram brinquedos antigos. Vamos resgatar? Veja AQUI como fazer.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A PORTA.

Imagem google.


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava- os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam- se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia enfileirar- se em círculo e dizia- lhes, então:
"Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta, e por mim serem lá trancados".
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei, dirigiu- se ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga soldado!
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.
O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente...
E finalmente ele descobre surpreso que...
A porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE!
O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiam morrer a arriscar- se a abrir esta porta!

Para os maiores de 11 anos.

O medo – Vencendo o medo.
Você acha que por parecer assustadora, e mostrar gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue, significa que encontrariam a morte do outro lado da porta?

Qual situação representava um perigo concreto, a morte certa pelos arqueiros do Rei, ou enfrentar a porta que parecia tão assustadora, mas ninguém podia afirmar o que tinha do outro lado?
Na sua vida, você sabe distinguir os perigos reais dos imaginários?

Atividade: 

de acordo com o número de crianças, dividir em grupos onde serão discutidas as perguntas acima. Cada um poderá citar alguma experiência de sua vida, e todos sugerirão as soluções.
Ao final, o orientador deverá dirigir as respostas e juntos concluir como enfrentar as situações difíceis vencendo o medo e buscando novas maneiras de resolver os problemas.