sábado, 8 de setembro de 2018

Tucumim, o indiozinho.





         Tucumim era um pequeno índio muito estimado em toda a floresta. Gostava de correr, brincar com os animais, pescar. Caçar só quando estava com muita fome, pois evitava provocar sofrimento em outros seres da Criação.

         Alimentava-se geralmente de raízes, ervas ou frutos silvestres que colhia no meio do mato.

         Amava o sol, a lua, o vento, a chuva e, principalmente, as outras criaturas. Quando encontrava um animalzinho ferido, não descansava enquanto não o visse curado.

         Certa vez, voltando de um passeio pela floresta, Tucumim viu um passarinho preso numa arapuca, com a asinha quebrada. Retirou a ave da arapuca e colocou uma pequena tala, que amarrou com fibra vegetal, para imobilizar a asa. Em poucos dias a avezinha, já curada, partiu, agradecendo ao amigo com lindos trinados pela alegria de poder voar novamente.

         Nesse mesmo dia, andando à procura de raízes comestíveis, Tucumim topou com um coelhinho, seu amigo, que estava numa armadilha com a pata machucada. O indiozinho colocou sobre o ferimento uma pasta feita com ervas, conforme lhe ensinara seu avô, e, em pouco tempo, o coelhinho saiu pulando. Antes de internar-se na floresta, ele se virou como a dizer:

         — Obrigado, Tucumim. Você é um amigão!

         Na manhã seguinte, quando foi pescar, Tucumim ouviu gemidos de dor. Era uma oncinha caída num buraco preparado como armadilha e que, na queda, tinha se machucado. Incansável, Tucumim fez um curativo na ferida e logo a oncinha corria feliz pela floresta, muito agradecida pela ajuda.

         Tucumim, porém, estava preocupado.

         Quem estaria colocando aquelas armadilhas na floresta e tirando a paz de seus habitantes? Sentiu medo.

         Seu avô sempre dissera que ele deveria ter muito cuidado com o homem branco, que era mau e matava sem piedade, pelo prazer de matar.

         Por isso, Tucumim tinha muito medo dos homens brancos.

         Na verdade, nunca tinha visto um homem branco. Imaginava-os gigantescos e de fisionomia terrível e assustadora.

         Assim, ao encontrar pegadas diferentes no chão, concluiu que só poderiam ser de homem branco, e ficou apavorado.

         Contou na aldeia o que estava acontecendo e todos os índios ficaram assustados também. Resolveram sair e procurar essa criatura malvada que estava colocando em pânico os moradores da mata.

         Procuraram... procuraram... procuraram...

         Estavam cansados de andar quando ouviram uma voz que gritava:

         — Socorro! Socorro! Tirem-me daqui!...

         Seguindo o som da voz, chegaram até a beira de um grande buraco, no fundo do qual um homem gemia de dor.

         Apesar de assustados, de arco e flechas em punho, os índios gritavam satisfeitos:

         — Nós o apanhamos! Nós o apanhamos! Vamos acabar com ele!

         Porém, Tucumim, que possuía um coração bondoso e sensível, ao ver aquela criatura gemendo de dor, condoído pensou:

         “Mas ele não tem a aparência terrível e assustadora que eu imaginava. É igualzinho a nós. Só a roupa é diferente.”

         Virando-se para seus irmãos de raça, falou:

         — Não podemos matá-lo. Não percebem que ele é uma criatura como nós, que sofre e chora? Vamos, ajudem-me a tirá-lo do buraco. Está ferido e precisando de ajuda.

         Com o auxílio de um cipó, os índios retiraram o caçador com todo o cuidado, colocando-o sobre a relva, à sombra de uma árvore.

         Emocionado, o caçador não parava de agradecer:

         — Se não fossem vocês, provavelmente eu morreria dentro daquele buraco. Não sei como lhes agradecer. Percebo agora o mal que fiz colocando todas aquelas armadilhas na floresta. Acabei caindo numa delas e agradeço a Deus por vocês terem me salvado. Como posso retribuir o bem que me fizeram?

         Tucumim, porta-voz de toda a tribo, respondeu:

         — É fácil. Não coloque mais armadilhas na floresta. Deixe os animais em paz.

         O caçador, envergonhado, concordou:

         — Nunca mais farei isso, prometo. Agora sei que tive o que merecia. Cada um é responsável por tudo o que faz, e eu mereci essa lição. Perdoem-me. Quero que sejamos amigos.

         Percebendo a sinceridade do homem, os índios estenderam-lhe as mãos em sinal de amizade e depois o levaram para a taba.

         Nesse dia prepararam uma grande festa para comemorar o acontecimento.

         Afinal, todos somos irmãos!
Tia Célia


Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita


Atividades:

Para pintar:







Outra atividade:


Fazer índio com as mãos das crianças.
Fonte: https://www.mundodastribos.com/dia-do-indio-na-educacao-infantil.html

Dia do Índio não pode passar em branco na educação infantil, pois é desde cedo que as pessoas devem aprender a respeitar os índios, que habitavam esse país muito antes de nós.
Tema:  Educação. respeito aos semelhantes e a todos os seres da natureza, ajudar a quem precisa,

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A Senhora Holle (Dona Flocos de Neve).

Uma viúva tinha duas filhas, das quais uma era bela e inteligente, a outra feia e preguiçosa. Mas ela gostava muito mais da feia , porque era a sua própria filha , e a outra tinha de fazer o trabalho da casa e ser a criada da casa. A pobre moça era obrigada a ir todos os dias para a rua, sentar-se na beira de um poço e fiar até que seus dedos sangrassem.Aconteceu, certo dia , que a bobina ficou ensanguentada, e, por isso, ela se debruçou sobre o poço para lavá-la, quando a bobina lhe escapou da mão e caiu dentro do poço. A moça correu chorando para a madrasta e contou-lhe sua desgraça. Esta, porém, lhe passou uma descompostura tão violenta, e foi tão impiedosa, que disse:
- Se deixaste a bobina cair no poço, agora vai e traze-a de volta!
A pobre moça voltou para o poço, sem saber o que fazer. E, na sua grande aflição, pulou para dentro, para buscar a bobina. Ela perdeu os sentidos, e quando acordou e voltou a si, viu-se num lindo campo inundado de sol e coberto de flores. A moça foi andando por esse campo , até chegar a um forno que estava cheio de pão. E o pão gritava: - Ai, tira-me, tira-me, senão eu queimo , já estou assado há muito tempo. Então ela se aproximou e com a pá tirou os filões de dentro do forno.
Continuou o caminho , e chegou a uma árvore que estava coberta de maçãs, que gritava: - Ai, sacode-me , sacode-me, nós, maçãs, já estamos maduras. Então ela sacudiu a árvore até as maçãs caírem e não ficar nenhuma na árvore. E, depois de arrumar todas as maçãs num monte, continuou o caminho.
Finalmente, ela chegou até uma casa pequenina, da qual espiava uma velha, que tinha dentes muito grandes e a moça ficou com medo e quis fugir, mas a velha gritou-lhe: - De que tens medo minha filha? Fica comigo. Se fizeres os trabalhos da casa direito estarás muito bem. Só precisas prestar muita atenção ao arrumar minha cama, sacudindo o acolchoado com vontade, até que as penas voem, então cai neve no mundo. Eu sou a Senhora Holle, no mundo: Senhora Flocos de Neve.
Como a velha lhe falava mansamente, a moça criou coragem e entrou na casa para o serviço. Ela cuidava de tudo a contento da velha, e sacudia o acolchoado com vontade, até que as penas voassem como flocos de neve. Por isso tinha uma vida boa junto da velha , comia bem todos os dias.
Depois de viver com Senhora Holle por um tempo a menina começou a entristecer.
No começo, nem ela mesma sabia o que lhe faltava, mas finalmente percebeu que sentia saudades, embora aqui passasse mil vezes melhor que na sua própria casa, mas mesmo assim ela sentia saudades.
Finalmente ela disse à velha:
- A saudade me pegou e mesmo que eu passe aqui embaixo tão bem , não posso continuar. Tenho que subir e voltar para os meus.
A Senhora Holle lhe disse:
- Agrada-me saber que tu queres voltar para casa, e como tu me servistes tão fielmente , eu mesma vou te levar para cima. Ela tomou a mão da moça e levou-a para um grande portão. O portão se abriu e, quando ela estava bem debaixo dele, caiu uma forte chuva de ouro, e o ouro ficou pendurado nela, e ela ficou toda coberta de ouro.
- Isto é para ti, porque foste tão diligente , disse a velha e devolveu-lhe também a bobina que caíra no poço. Então o portão se fechou e a moça chegou novamente na superfície da terra e quando chegou ao pátio da casa, o galo que estava pousado no poço gritou:
"Cocoricó, cocoricó,
A donzela de ouro está aqui!"
Então a moça entrou em casa, foi bem recebida pela irmã e pela madrasta por estar coberta de ouro.
A moça contou tudo o que lhe acontecera , e quando a madrasta soube como ela chegara a tanta riqueza, quis arranjar a mesma sorte para a sua filha feia. Ela deveria sentar-se na beira do poço e fiar, para que a bobina caísse ela precisaria picar seu dedo, mas ela meteu o dedo no espinheiro para ensanguentá-lo, aí jogou a bobina e pulou atrás.
Ela chegou, no lindo campo e continuou a caminhar. Chegou perto do forno e o pão gritou para ser retirado do forno pois já estava muito assado. Mas a preguiçosa respondeu:
- Não tenho vontade de me sujar, e foi embora.
Logo chegou perto da macieira que pediu que ela a sacudisse para as maçãs caírem porque estavam maduras. Mas ela respondeu:
- Não faço isso, pois pode cair uma na minha cabeça, e continuou no caminho.
Quando chegou à casa de Senhora Holle, não ficou com medo porque já ouvira falar dos seus dentes , e logo se engajou no serviço dela. No primeiro dia foi diligente e fez tudo direito pensando no que ia ganhar.
Porém, no segundo dia ela começou a ficar preguiçosa e no terceiro ela nem queria se levantar da cama e nem arrumar a cama de Senhora Holle como devia e as penas não voaram. Aí Senhora Holle cansou-se dela e a despediu. A preguiçosa ficou contente e pensou que agora viria a chuva de ouro .
Senhora Holle levou-a até o portão, a moça ficou embaixo dele, mas em vez de ouro foi despejado um grande pote de piche em cima dela.
- Isto é a recompensa pelos teus serviços, disse Senhora Holle e trancou o portão.
Ela voltou para casa , mas toda coberta de piche e o galo cantou:
"Cocoricó, cocoricó,
A donzela suja está aqui!"
Mas o piche ficou grudado nela e não saiu por toda a sua vida!

Um conto de fadas dos Irmãos Grimm

fonte: https://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/dona_ola

sábado, 1 de setembro de 2018

O que sobrou do almoço. Não desperdiçar.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/salada-figos-queijo-queijo-de-cabra-1672505/
  
"Um dia desses, eu e meus amigos fomos almoçar juntos num restaurante. Nos divertimos muito, a comida estava deliciosa.

         Mas, quando todos escolhiam a sobremesa, e o garçom estava retirando os pratos, foi com grande tristeza que percebi algo: alguns de meus amigos haviam deixado boa parte da comida no prato. E, pior: fizeram, depois, o mesmo com a sobremesa: serviram-se, e não comeram tudo!

         Parece bobagem, não é? Mas é um assunto muito sério. Fico sempre muito triste quando as pessoas jogam comida fora. Porque, enquanto há pessoas que desperdiçam o alimento, há outras que não têm o que comer.

         Você sabia que, se todos nós aproveitássemos bem a comida, mais pessoas poderiam ter o que comer?

         Jesus fez uma linda prece, que diz: "O pão nosso de cada dia nos dai hoje". Deus sabe que precisamos do alimento para o nosso corpo, e Ele criou muitas coisas das quais podemos nos alimentar! Mas temos que nos lembrar de aproveitar bem tudo o que Ele nos deu: nada deve ser desperdiçado!

         Além de bem aproveitar os alimentos, também é importante que nos alimentemos com comidas saudáveis, que façam bem ao nosso corpo, sem abusar dos doces, refrigerantes, guloseimas... Parece difícil, não é? Mas se realmente quisermos, poderemos mudar devagarzinho... Hoje como uma fruta no lanche, amanhã uma salada no almoço... e aos poucos nós vamos mudando nossos hábitos sem perceber.

         Ser enjoado, chato mesmo, para comer, é outra coisa que me faz pensar... As vezes, meu pai tem mesmo razão quando diz que eu sou cheio de "não gosto disso", "não como aquilo"... Gente! Existem milhões de crianças passando fome, sem nada para comer. Quando penso um pouquinho só, já fico com vergonha de dizer que não como salada, não gosto de comer o pão dormido ou que a carne é muito dura...

         Dizem que Jesus, quando era criança, vivia subindo em árvores para colher frutas e, quando descia, distribuía todas elas às outras crianças.

         Talvez alguém tenha inventado uma bela história sobre Jesus. Mas você não acha que ele era assim mesmo? Uma pessoa que respeitava muito a criação de Deus e amava todas as pessoas? Por isso é fácil entender que realmente dividia sua comida com os outros e certamente não deixava comida no prato..."

Letícia Müller 

Atividade: para imprimir a atividade clique AQUI

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A FADA PUBLICIDADE. - Tema: consumismo.

https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7as-hist%C3%B3ria-fada-magia-2953756/


Era uma vez uma menina chamada Minucha, que vivia no país das fadas e que passava o dia inteiro a ver televisão. Até as fadas têm defeitos, é verdade! Do que ela mais gostava não era dos documentários ou dos desenhos animados. Era… da publicidade.
É que até as fadas têm necessidade de um pouco de sonho e de muita magia. E a publicidade fazia sonhar, e de que maneira! Todos aqueles brinquedos, todos aqueles objetos que a televisão propunha, mesmo que fossem só em imaginação, eram inacreditáveis. Havia um foguetão telecomandado que ia até à lua, um submarino de tamanho natural, um audioformiga para compreender a língua dos insectos, uma boneca que fazia gelados de morango, etc. Assim, quando chegava a publicidade, o coração de Minucha batia muito rápido, as faces ficavam coradas e os olhos em bico.
A vontade chegava, incontrolável. Primeiro, parecia um buraco no estômago, depois um formigueiro na barriga, a seguir uma ideia fixa na cabeça, e finalmente uma voz estridente a gritar: “Quero! Vou comprar! Quero, e hei-de ter.” E aquele mal-estar não a largava, até ao momento em que, finalmente, conseguia o objecto.
No país das fadas, mesmo sem dinheiro e graças ao pó mágico, consegue-se tudo o que se quer, excepto as varinhas de condão. Estas só são entregues pela Academia das Fadas. Minucha conseguia todos os objetos: o foguetão telecomandado, a boneca pasteleira, o submarino de tamanho natural, o robô que arruma o quarto.
Durante um ou dois segundos, Minucha ficava muito contente. Ria sozinha, cantava, corria por todo o lado, mas, a partir do momento em que possuía o brinquedo, ficava inevitavelmente desiludida. O robô só funcionava com pilhas que eram difíceis de encontrar, o foguetão não regressava da lua, os gelados de morango sabiam a plástico. Em conclusão, a magia desaparecia quando o objecto se tornava real.
Mesmo assim, Minucha não se cansava de ver a publicidade, que conta tão lindas histórias e cria em nós a vontade de possuir o mundo inteiro!
Então, lá voltava o carrossel: buraco no estômago, comichão, ideia fixa, voz a gritar “Quero e hei-de ter!”, um brinquedo a sair da televisão, e uma grande crise de lágrimas por causa da decepção. Já não tinham conta os brinquedos que se acumulavam no sótão, ainda a brilhar de novos, as bonecas, os comboios que já não apitavam, os novos carrinhos, uns mais rápidos do que outros, os novos cereais para o pequeno-almoço com o brinde que a televisão tinha mostrado!
Certo dia, ao ligar a televisão, Minucha sentiu o coração bater ainda mais rápido, as faces ficarem ainda mais vermelhas. No pequeno ecrã, uma pequena feiticeira apregoava as qualidades de uma varinha de condão.
— Com uma varinha prateada, o teu Q. M. (Quociente Mágico) será mais elevado e farás maravilhas! Com a varinha preciosa, serás a mais feliz das fadas.
A pequena feiticeira enumerou, em seguida, todos os fabulosos truques de magia que se podia fazer com a varinha de condão: transformar uma princesa em orangotango, uma mãe em pai, um pai em avó, uma panela de pressão em chapéu de madrasta, um pedaço de chocolate num quadrado de açúcar… Oh! Como a pequena fada gostaria de ter uma!
Mas lembra-te de que as pequenas fadas podem conseguir tudo, excepto as varinhas de condão. Quando tomou consciência daquela atroz realidade, Minucha quase arrancava os cabelos. Era a primeira vez que não podia calar a voz estridente: “Eu quero, eu hei-de ter!” Tinha o coração cheio de amargura. Se não podia transformar uma princesa em orangotango e uma gazela em três sapos, uma panela de pressão em chapéu de madrasta e um pedaço de chocolate em açúcar, de que lhe servia viver? Dava voltas na cama a matutar como haveria de fazer para conseguir uma varinha de condão prateada que fizesse maravilhas.
Uma noite, depois de ter dado 1678 voltas na cama, apareceu à sua frente a fada-madrinha, aquela que vem socorrer as pequenas fadas que estão desesperadas. Quando Minucha lhe explicou que não conseguia dormir por causa da varinha de condão prateada que fazia maravilhas, a madrinha desatou às gargalhadas.
— Porque te ris? Não tem graça nenhuma! — resmungou Minucha.
Mas a madrinha não parava de rir.
— É a Fada Publicidade! A marota! Diz o que lhe vem à cabeça e raramente cumpre as suas promessas. Se queres saber, ela é um pouco feiticeira… Quando vê uma criança diante da televisão, esfrega as mãos de contente e põe-se a fazer chacota lá do seu canto: “Ah, ah, ah! Aqui está mais uma que caiu em meu poder…” É assim aquela tonta. A única coisa que lhe interessa é ser a rainha do mundo! – E a fada-madrinha fez um ar muito sério. — A sua varinha prateada é como outra varinha qualquer, só que brilha um pouco mais.
A pequena fada teve uma crise de cólera: bateu o pé, atirou o edredão ao ar, deitou brinquedos pela janela fora. Depois acalmou-se e começou a reflectir.
Não desistiu de ver televisão mas, quando a ligava e começava a sentir a comichão no estômago, a ideia fixa, o coração a bater mais rápido, isto é, a vontade de possuir o brinquedo da televisão, ela via a Fada Publicidade, lá no seu canto, a rir e a esfregar as mãos de contente:
— Sonha, minha filha, sonha! Em breve serei a rainha do mundo! Todas as crianças serão minhas!
Então, Minucha desligava a televisão e dizia muito alto:
— Não, não, fada má! Desta vez não vais apanhar-me! O teu brinquedo parece mágico, mas não é!
E era ela que ria à socapa, imaginando a fada verde de raiva. E dizia para consigo:
— De nós as duas, sou eu a mais forte!

SUGESTÃO DE ATIVIDADES.

A partir da leitura do conto A fada Publicidade, as crianças poderão ser ajudadas a tomar consciência das ilusões criadas pela televisão, entre as quais a busca de fama e protagonismo, e o apelo à aquisição de bens materiais, fonte de permanente insatisfação.
Será útil ensinar as crianças a dar apreço aos brinquedos que possuem, mesmo quando já usados, realçando-se, entre outros aspectos, o seu valor afetivo, e pondo-se em causa a mentalidade do “descartável”, típica da sociedade contemporânea.

Fonte: https://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/06/05/a-fada-publicidade/

domingo, 26 de agosto de 2018

Três amigos na praia. Respeito ao próximo, amizade.


Fonte da imagem google.


         Pedro, Tiago e Mateus eram amigos inseparáveis. Eram da mesma turma da escola, e ficaram muito felizes quando descobriram que iriam passar as férias na mesma praia.

         Mateus já estava há alguns dias na praia quando chegou Tiago. Pedro foi o último a chegar.

         Logo no primeiro Mateus e Tiago foram à praia, nadaram muito, mas Pedro não entrou no mar. Ele caminhou na beira da praia, conversou com alguns amigos e foi embora mais cedo que os outros dois amigos.

         No dia seguinte, os três combinaram de fazer uma trilha, bem cedinho. E no horário e local combinado, lá estavam os três amigos.

         O local da trilha era cheio de curvas, de altos e baixos... subiram morros e desceram o morros e a cada pedaço do caminho a vista parecia ficar mais bonita! Tiraram fotos, contaram histórias, foi um passeio muito animado.

         Ao chegarem ao local que era considerado o final da trilha, avistaram uma praia belíssima. A água era limpa, tinha árvores e sombra por perto. O local parecia ter saído de um filme, de tão bonito!

         - O último a chegar na água é um ovo podre – disse Mateus, e começou a correr. Se atirou na água e nadou, sem esperar pelos amigos.

         Tiago entrou na água em seguida, mas Pedro não saiu do lugar. Ficou parado, olhando o mar.

         - Vem, Pedro, a água está ótima!

         - Agora não!- disse Pedro. Tomem cuidado! – gritou ele antes de se afastar dos amigos para ir sentar à sombra.

         Os dois amigos insistiram, mas Pedro disse que não sabia nadar e que não estava com vontade de entrar na água. Os amigos convidaram mais algumas vezes, mas Pedro disse que não queria ir e acabou adormecendo embaixo de uma enorme árvore.

         Mateus e Tiago, vendo o amigo dormindo, combinaram fazer uma surpresa para Pedro. Afinal, já estava na hora de voltar e ele não tinha experimentado nadar naquela bela praia!

         Os dois amigos agarram Pedro pelos braços e pernas, enquanto ele gritava que não queria ir! Mateus e Tiago jogaram o amigo na água e logo uma onda derrubou Pedro. E ele demorou a aparecer de novo, se debatendo. O lugar não era muito fundo, ainda bem! Os dois amigos ajudaram Pedro a sair da água. Ele sentou na areia respirando acelerado e com cara de apavorado.

         - Eu disse que não sei nadar! – reclamou ele. Vocês não me ouviram?

         Mateus e Tiago tinham ouvido, mas não tinham prestado atenção ao que o amigo havia dito. Também não respeitaram o fato de que Pedro não queria entrar na água.

         O retorno pela trilha foi realizado em silêncio. O caminho pareceu muito mais longo na volta. Pedro não apareceu na praia nos dois dias seguintes. No terceiro dia, Mateus e Tiago foram até a casa de Pedro e pediram desculpas, prometendo nunca mais desrespeitar o amigo.

         Naquele verão, Pedro teve algumas lições de natação com Mateus e Tiago. Mas o mais importante foi que os três entenderam a importância de se respeitar o jeito de ser dos outros, seus gostos e preferências, e nunca obrigar alguém a fazer algo que não queira.


Claudia Schmidt

Fonte:https://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/estoria.htm#minha_cidade 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A lenda do Saci-Pererê.


Imagem Google

Saci é um dos símbolos mais famosos do Folclore brasileiro. O personagem já apareceu em diversos livros, filmes e peças teatrais.
O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.
Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico. Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
A principal característica do saci é a travessura. Ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Fonte: https://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm



Para colorir:


Imagem google.

Uiiiiii, que mãos tão sujas!

Fonte da imagem:
https://pixabay.com/pt/pessoas-ativos-transporte-crian%C3%A7a-2941987/

Eu conheço duas mãos, a Manela e a Marta; elas são duas irmãs que andam sempre juntinhas e que se ajudam muito uma à outra! Não passam uma sem a outra! Quando é preciso martelar um prego, a Manela segura no martelo e a Marta, no prego; quando é preciso lavar a cabeça, as duas esfregam muito bem o cabelo para este ficar cheiroso; quando é preciso barrar manteiga no pão, a Manela segura no pão e a Marta barra a manteiga…São realmente as melhores amigas!!!
Mas estas irmãs não gostam de estar paradas e estão sempre a inventar coisas para fazer.
Certo dia, fui apanhá-las a mexer num pedaço de barro e a criar uma peça fantástica. É claro que estavam todas sujas…
_Ah, brincar com o barro é tão bom….segura neste bocado, Marta, para eu fazer esta asa da chávena. – dizia a Manela.
_ Já estou a segurar, Manela! Tens muito jeito para as artes, sabias?
_ Oh, então e tu? Não estás a fazer a chávena de barro também? Tens tanto jeito como eu, ora! – exclamou a Manela.
Estavam as duas muito divertidas porque adoravam sujar-se e sentir a argila .
Quando o dia terminou estavam as duas tão cansadas que nem se lavaram, debaixo da torneira, como costumavam fazer. Foram para a cama sem se lavarem.
Pois é, quando as mãos não são lavadas aparecem sempre o Tico e a Teca, que são dois germes muito mauzinhos, porque só gostam de fazer malandrices!
Nessa noite, o Tico e a Teca foram morar nas nossas duas irmãs Manela e Marta. E claro, fizeram das suas! Das mãos foram para a boca e da boca, foram para o estômago. Coitado do estômago, sentiu-se tão mal que começou a doer muito.
_ Ai, ai que dor – queixava-se o estômago – esta dor é muito forte!
_ Então? – perguntaram as mãos – O que te aconteceu?
_ Não sei bem, mas hoje comecei a sentir-me mal e doente…doí-me tudo!
_ Deves ter comido alguma coisa estragada. Já falaste com a boca para saber o que é que ela comeu? – perguntaram Manela e Marta, preocupadas.
_ Já, mas ela não comeu nada estragado!
A boca que estava a ouvir, respondeu – O que comi estava tudo bom, o melhor é perguntar aos olhos se eles viram alguma coisa….
_ Nós, os olhos, vimos que as mãos estavam um pouco sujas…- disseram os olhos.
E a língua exclamou – Pois, eu também senti um sabor diferente quando as mãos vieram à boca!
_ Bem, então está tudo dito – disse o estômago – as mãos não se lavaram e eu tenho dentro de mim o Tico e a Teca, aqueles marotos dos germes que só sabem fazer estragos!
O que vale é que a mão Manela foi buscar um remédio, para dar à boca, para a boca dar ao estômago. E tudo ficou bem.
Em conclusão vos digo, meninas e meninos, lavem sempre bem as mãos com água e sabão.

Fonte:https://www.historias-infantis.com/uiiiiii-que-maos-tao-sujas/

Tema: higiene.

Para colorir: