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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

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Guaraná com canudinho.

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Uma vaca entrou num bare pediu um guaraná.
O garçom, um gafanhoto, tinha cara de biscoito.
Olhou de trás do balcão, pensando na confusão.
Fala a vaca, decidida, pronta pra comprar briga:
– E que esteja geladinho pra eu beber de canudinho!
Na gravata borboleta, gafanhoto fez careta.
Responde: vaca sem grana se quiser vai comer grama.
– Ah, é?, muge a vaca matreira, quem dá leite a vida inteira?
– Dou leite, queijo, coalhada, reclamo, ninguém me paga.
Da gravata, a borboleta sai voando, satisfeita.
Gafanhoto leva um susto, acreditando, muito a custo.
E serve, bem rapidinho,
guaraná com canudinho.

CAPPARELLI, Sérgio.

O melhor e o pior. Texto sobre comunicação, a força das palavras.

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O rei chamou um dos seus criados e disse-lhe: — Vai por todas as cidades e aldeias do meu reino e traz-me a coisa melhor que encontrares. Pouco tempo depois, o criado regressava com uma língua numa bandeja. E disse ao rei: — Majestade, a língua é a melhor coisa. Com ela os crentes louvam a Deus, os namorados falam de amor, os educadores ensinam, os bons políticos fazem acordos de paz, os que fizeram o mal dizem palavras de perdão, os bondosos dizem palavras de amor. Ao ouvir isto, o rei ficou com curiosidade para saber qual era a pior coisa que existia no reino. Disse então ao mesmo criado: — Percorre de novo o meu reino e procura a coisa pior que encontrares. Ele regressou rapidamente e, com grande surpresa do rei, trouxe de novo uma língua. O rei ficou surpreendido. Mas ele explicou: — Majestade, a língua destrói o amor entre as pessoas, espalha mentiras, insulta, cria ódios, incita ao crime. O rei ficou contente por ter um criado tão sábio.
A língua, de fato, é a melhor coisa e a pior cois…

A Chuva do Elefante.

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Imagem Google.
Em um escaldante deserto africano, onde a lua esquenta a noite como o sol esquenta o dia, moravam bichos de todos os tipos. Todos eram amigos, mas dois em especial: um passarinho amarelinho muito sabido e um elefante muito divertido, amigo leal. O passarinho era super tagarela, vivia piando suas histórias de viajante aventureiro. Certo dia encontrou um amigo, um grande amigo - grande mesmo - e bem pesado, o elefante. Só havia um probleminha, o pobre elefante vivia gripado, sempre resfriado, uma virose que nunca sarava.  Já viu um elefante gripado? Já imaginou o que aquela tromba gigante é capaz de fazer quando espirra? Pois é! Mas os dois amigos formavam uma dupla perfeita. O passarinho pousava no lombo do seu amigo, bem atrás de suas enormes orelhas. Lá piava suas histórias e se protegia dos espirros do amigo. O elefante que não fazia ideia do que havia no mundo além do deserto. Ficava encantado com todas as histórias de seu amigo. O passarinho lhe contava sobre a varieda…

A centopeia.

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Quem foi que primeiro teve a ideia de contar um por um os pés da centopeia?
Se uma pata você arranca será que a bichinha manca?
E responda antes que eu esqueça se existe o bicho de cem pés
será que existe algum de cem cabeças?

COLASANTI, Marina.  Fonte: Cada bicho seu capricho.
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