Mostrando postagens com marcador a arte de se comunicar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador a arte de se comunicar. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Fábula do porco-espinho - Uma fábula rica de Arthur Schopenhauer com atividades.

Séculos atrás, quando a Terra estava coberta por espessas camadas de gelo, durante uma era glacial, muitos animais não aguentavam o intenso frio e morriam, por não se adaptarem ao clima severamente gelado.

Foi então que numa tentativa de sobrevivência e proteção, uma manada de porcos-espinhos começou a se juntar, unindo-se um bem pertinho do outro. Dessa maneira ficavam em grupos protegidos e aquecidos mutualmente. E assim eles conseguiam resistir ao frio por mais tempo.

No entanto, com o passar do tempo eles começaram a se ferir e ferir os companheiros com os espinhos de seus corpos, e, justamente os que estavam mais próximos e ofereciam mais calor eram os mais feridos. Por isso, foram ficando magoados com as dores das espinhadas e decidiram se afastar.

Se afastaram pois não conseguiam mais suportar a dor dos espinhos de seus semelhantes e preferiram ficar sozinhos. No entanto, ao desfazerem os grupos voltaram a morrer congelados de frio e logo perceberam que se afastar não foi a melhor solução!

Os que não morreram, precisaram fazer uma escolha: ou aceitavam os espinhos dos companheiros ou morreriam e desapareceriam da Terra.

Com sabedoria, aos poucos, os que não morreram foram voltando a se aproximar, devagarinho, com jeito e com cuidado tal, que conservavam uma mínima distância um do outro, suficiente para conviver sem ferir, proteger sem magoar, sobreviver sem causar danos recíprocos.

E assim, aprenderam a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima de alguém pode causar, e entenderam que o mais importante era o calor do outro. Aprenderam a amar, aprenderam a respeitar.

Resistiram ao gelo e juntos, sobreviveram!

Morais da história:

É fundamental para o sucesso de qualquer relacionamento, aprender a respeitar os gostos, os sentimentos e as diferenças do outro.

Ninguém jamais será totalmente bom, perfeito ou igual. O melhor relacionamento não é o que une pessoas iguais ou perfeitas, pois essas pessoas não existem. O melhor relacionamento é aquele onde as diferenças são respeitadas, e onde as pessoas aprendem a conviver com os defeitos e admiram as qualidades do outro.

E nunca se esqueçam que juntos somos mais fortes!


Arthur Schopenhauer.


Promover e estimular o bom relacionamento com as pessoas é de fundamental importância tanto para a educação quanto para a vida em sociedade.

Sabemos que muitas vezes é difícil se relacionar bem, pois a convivência gera conflitos que muitas vezes magoam e afastam as pessoas.

No entanto, o bom relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mesmo porque essas pessoas não existem, mas sim, aquele onde cada pessoa aprende a conviver e respeitar as diferenças do outro.

Nesse sentido, descreveremos abaixo a fábula do porco-espinho, escrita pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que traz uma reflexão excelente sobre esse tema e também possibilita muitas atividades educacionais com as crianças.

Afinal, quanto mais cedo as crianças aprenderem a se relacionar bem, respeitando as diferenças para uma boa convivência, melhor será para sua aprendizagem e para sua vida de maneira geral!

Essa fábula possibilita trabalhar o relacionamento entre colegas de sala, respeito as diferenças, trabalho em equipe, tolerância e amor ao próximo.

.

ATIVIDADE.


Leia essa fábula com as crianças e depois faça uma roda de conversa explique sobre o ensinamento da fábula e aborde temas como respeito aos coleguinhas de sala, amigos, familiares e deixe que as crianças falem sobre seus sentimentos com os relacionamentos que possui. Depois de ouvir as crianças fale sobre atitudes que reforçam o bom relacionamento e atitudes que devemos evitar para não destruir um relacionamento, e estimule a participação das crianças nessa conversa.

Ao final da conversa, peça que em duplas, elas façam um desenho livre sobre o tema “Como me relacionar bem”. Ao final do desenho, peça para cada dupla expor seu desenho.

*****

COMO FAZER UM PORCO ESPINHO BEM FÁCIL:

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

A importância da música na formação infantil. Estação Musical - música e artes.

O blog já tem várias postagens sobre a importância da musicalização infantil na formação da criança.
Hoje trago o trabalho de uma escola de música de Porto Alegre que tem profissionais preparados para preparar as crianças desde bebês, é um lindo trabalho que conheço de perto por ser da minha irmã Cynthia Geyer que tem formação e competência para esse trabalho.
Seguem os links para conhecimento:







Disponível no face, instagram e youtube.
Se possível, inicie sua criança na música desde cedo, os resultados são fabulosos. 

domingo, 28 de junho de 2020

Tio Bell. Aulas de musicalização. A importância da música na formação infantil



Amigos, descobri o trabalho desse gaúcho que dá aulas de musicalização infantil e achei interessante como uma alternativa aos vídeos já existentes como os da galinha pintadinha por exemplo que são ótimos, é sempre bom somar.

Lembrando que no blog tem a postagem Cantigas de Roda e se você quiser procurar mais encontra no marcador música na educação infantil na barra lateral direita. 
Quando tiver novidades do nosso músico trarei para dividir com vocês. 
Fica também a dica para você ajudar sua criança em tempos de quarentena, resgate a contação de histórias infantis e as músicas infantis.

domingo, 24 de maio de 2020

Neca contra o vírus. Tranquilizando e ajudando tua criança a conviver em tempos de Covid 19



Imagem: Pixabay.


A menina Neca vivia numa pequena casa de subúrbio com os pais e a vovó Nena.

Brincava muito com os amiguinhos na escola e no pátio de casa.

Neca vivia feliz até que um dia mamãe chega em casa preocupada e avisa que as aulas foram suspensas e ela não poderá mais sair para a rua.

Então a menina ficou muito brava e não concordou.

Não queria aceitar ficar só em casa.

A mamãe Rita então se abaixa até a altura da menina e diz que tem um vírus nas ruas, que as pessoas estão se contagiando.

- Mas mamãe, o que é um vírus?  O que ele pode fazer com as pessoas?

Quando mamãe já cansada do serviço ia começar a explicar, vovó Nena retruca:

- Filha, deixa que eu explico para a Neca o que está acontecendo.

Vovó Nena então pegou a netinha chorosa no colo e perguntou:

- Neca, você quer ouvir uma historinha?

- Claro que sim vovó, respondeu Neca  que adorava as histórias que a vó inventava.

- Então, Neca, era uma vez uma linda menina chamada Neca que vivia...

- Vovó, a heroína da historinha sou eu? Pergunta ela muito alegre.

- Sim, minha filha, mas agora deixa a vovó continuar. Pois Neca vivia feliz na sua casinha tão limpinha com seus pais e vovó até que um dia surgiu um perigoso vírus que começou a fazer as pessoas ficarem doentes.

- Mas o que é um vírus vó?

- Então, imagina um grão de areia, ele é muito pequenino não é? Pois um vírus é tão pequenino que não podemos enxergar, mas ele pode entrar no corpo das pessoas através da tosse, do espirro, do toque nas mãos ou abraços. Quando ele entra no corpo, a pessoa adoece e é muito ruim.

Por isso mamãe vive insistindo para você tomar banho, lavar os cabelos, e andar sempre limpinha e cuidar dos seus brinquedos.

Você não gosta da casa limpinha? Pois então comece a ajudar a mamãe com os cuidados com a casa.

- E qual o nome da historinha?

- Vai ser Neca contra o vírus.

 - Como na história das meninas superpoderosas vovó?

- Sim, minha filha, a tua missão será obedecer e ficar em casa, assim você vai vender o vírus.

- Terminou a historinha vovó?

- Por hoje sim minha filha, amanhã vou te contar como a Neca conseguiu vencer o vírus e ainda aprender muitas coisas interessantes.

Foi assim que Neca tomou conhecimento do Covid 19. Mas acho que vovó ainda tem muitas historinhas para contar para a menina.

 

Jeanne Geyer.  Ao repassar, respeite a autoria.

sábado, 20 de julho de 2019

Amizade de muitas cores. Linda poesia para crianças.


Conheci no outro dia
Um menino d’Angola.
Cheguei perto dele:
«Queres jogar à bola?»
Conheci noutro dia
Um cigano a cavalo.
Cheguei perto dele:
«Eu posso montá-lo?»
Conheci no outro dia
Uma menina chinesa.
Cheguei perto dela:
«Queres sentar-te à minha mesa?»
Sem preconceito,
Sem medos,
Nem ódios!
Tenho mil amigos,
Não ligo ao seu passaporte,
Só me interessa a amizade,
E vivo cheio de sorte!
André  Silvestre
Tema: amizade, respeito às diferenças, tolerância, solidariedade.
ATIVIDADE:

As crianças colocam as mãos sobre o papel e fazem o desenho. A seguir cada uma escolhe uma cor e pinta, logo após recortar. Colar em folha de cartolina com desenho da terra como na imagem. 

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
Khalil Gibran

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A LIÇÃO DO FOGO.



Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo.
Era uma noite muito fria.
O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e colhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.
No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das tochas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram.
Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: 
-Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão.
Estou voltando ao convívio do grupo.
Deus te abençoe!

Reflexão :

Aos membros vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.
Aos lideres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A boa ação de dona Cutia. Tema amizade.



Um dia, D. Cutia resolveu ir fazer compras na cidade. Vestiu seu vestido vermelho de babados, calçou sapatos de salto alto, e colocando na cabeça um chapeuzinho de palha com uma pena de sabiá, partiu toda contente.
Chegando à estrada, tomou o ônibus, que veio repleto de bichos de todos os tamanhos. O motorista era um cachorro, muito convencido e elegante, que equilibrava na cabeça um bonezinho quadriculado. O trocador, um macaquinho bem esperto, sempre estava inquieto e acabava aborrecendo os passageiros.
 Dona cutia, coitada, não estava acostumada com estes apertos, e quase sufocava naquela confusão. A custo desceu quando o ônibus chegou em frente à praça das flores, o lugar mais elegante da cidade dos bichos. Entrou numa loja de calçados e comentou:
- Meu Deus, como tudo está caro...
 Escolheu, escolheu, e, por fim, levou um sapatinho que achou lindo. Mais adiante, na casa de modas de D. Girafa, comprou um lindo vestido de renda creme. E assim, de casa em casa, d. Cutia encheu a bolsa que levava, com embrulhos de todos os tamanhos e feitios. Só deixou, no fundo da bolsa, um dinheirinho para pagar o ônibus superlotado e apertado, notou ao seu lado uma Coelhinha de carinha triste, mas muito simpática.
- Que tem, Coelhinha? Por que está tão triste?
- Ah, não tenho ninguém no mundo e sou muito sozinha... - Respondeu a coelhinha.
 Dona Cutia ficou com muita pena da Coelha e começou a pensar num meio de ajudá-la. Depois de certo tempo falou alegremente:- Olhe Coelhinha, não fique triste assim! Vou levar você para minha casa e repartir com você essas coisas bonitas que comprei. Não é que seja muita coisa, mas o que tenho dá para nós duas!
 A Coelhinha nem sabia como agradecer, de tão feliz, e abraçou e beijou muito a boa dona Cutia. E vocês pensam que só a Coelhinha estava feliz? Que nada! D. Cutia estava muito radiante mesmo, pois ela, a partir daquele dia, contava com mais uma amiga. E como é bom fazer amigos...


Fonte:http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/3_0045.pdf


domingo, 26 de agosto de 2018

Três amigos na praia. Respeito ao próximo, amizade.


Fonte da imagem google.


         Pedro, Tiago e Mateus eram amigos inseparáveis. Eram da mesma turma da escola, e ficaram muito felizes quando descobriram que iriam passar as férias na mesma praia.

         Mateus já estava há alguns dias na praia quando chegou Tiago. Pedro foi o último a chegar.

         Logo no primeiro Mateus e Tiago foram à praia, nadaram muito, mas Pedro não entrou no mar. Ele caminhou na beira da praia, conversou com alguns amigos e foi embora mais cedo que os outros dois amigos.

         No dia seguinte, os três combinaram de fazer uma trilha, bem cedinho. E no horário e local combinado, lá estavam os três amigos.

         O local da trilha era cheio de curvas, de altos e baixos... subiram morros e desceram o morros e a cada pedaço do caminho a vista parecia ficar mais bonita! Tiraram fotos, contaram histórias, foi um passeio muito animado.

         Ao chegarem ao local que era considerado o final da trilha, avistaram uma praia belíssima. A água era limpa, tinha árvores e sombra por perto. O local parecia ter saído de um filme, de tão bonito!

         - O último a chegar na água é um ovo podre – disse Mateus, e começou a correr. Se atirou na água e nadou, sem esperar pelos amigos.

         Tiago entrou na água em seguida, mas Pedro não saiu do lugar. Ficou parado, olhando o mar.

         - Vem, Pedro, a água está ótima!

         - Agora não!- disse Pedro. Tomem cuidado! – gritou ele antes de se afastar dos amigos para ir sentar à sombra.

         Os dois amigos insistiram, mas Pedro disse que não sabia nadar e que não estava com vontade de entrar na água. Os amigos convidaram mais algumas vezes, mas Pedro disse que não queria ir e acabou adormecendo embaixo de uma enorme árvore.

         Mateus e Tiago, vendo o amigo dormindo, combinaram fazer uma surpresa para Pedro. Afinal, já estava na hora de voltar e ele não tinha experimentado nadar naquela bela praia!

         Os dois amigos agarram Pedro pelos braços e pernas, enquanto ele gritava que não queria ir! Mateus e Tiago jogaram o amigo na água e logo uma onda derrubou Pedro. E ele demorou a aparecer de novo, se debatendo. O lugar não era muito fundo, ainda bem! Os dois amigos ajudaram Pedro a sair da água. Ele sentou na areia respirando acelerado e com cara de apavorado.

         - Eu disse que não sei nadar! – reclamou ele. Vocês não me ouviram?

         Mateus e Tiago tinham ouvido, mas não tinham prestado atenção ao que o amigo havia dito. Também não respeitaram o fato de que Pedro não queria entrar na água.

         O retorno pela trilha foi realizado em silêncio. O caminho pareceu muito mais longo na volta. Pedro não apareceu na praia nos dois dias seguintes. No terceiro dia, Mateus e Tiago foram até a casa de Pedro e pediram desculpas, prometendo nunca mais desrespeitar o amigo.

         Naquele verão, Pedro teve algumas lições de natação com Mateus e Tiago. Mas o mais importante foi que os três entenderam a importância de se respeitar o jeito de ser dos outros, seus gostos e preferências, e nunca obrigar alguém a fazer algo que não queira.


Claudia Schmidt

Fonte:https://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/estoria.htm#minha_cidade 

terça-feira, 24 de julho de 2018

A Bruxa e o Caldeirão.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/casa-da-bruxa-a-bruxa-halloween-836849/

Quando preparava uma sopa com uns olhinhos de couve para o jantar, a bruxa constatou que o caldeirão estava furado. Não era muito, não senhor. Um furo pequeníssimo, quase invisível. Mas era o suficiente para, pinga que pinga, ir vertendo os líquidos e ir apagando o fogo. 
Nunca tal lhe tinha sucedido.
Foi consultar o livro de feitiços, adquirido no tempo em que andara a tirar o curso superior de bruxaria por correspondência, folheou-o de ponta a ponta, confirmou no índice e nada encontrou sobre a forma de resolver o caso. Que haveria de fazer? Uma bruxa sem caldeirão era como padeiro sem forno. De que forma poderia ela agora preparar as horríveis poções? 
Para as coisas mais corriqueiras tinha a reserva dos frascos. Mas se lhe aparecia um daqueles casos em que era necessário preparar na hora uma mistela? Como o da filha de um aldeão que engolira uma nuvem e foi preciso fazer um vomitório especial com trovisco, rosmaninho, três dentes de alho, uma semente de abóbora seca, uma asa de morcego e cinco aparas de unhas de gato. Se a moça vomitou a nuvem? Pois não haveria de vomitar? Com a potência do remédio, além da nuvem, vomitou uma grande chuvada de granizo que furou os telhados das casas em redor.
Era muito aborrecido aquele furo no caldeirão. Nem a sopa do dia-a-dia podia cozinhar. Mantinha-se a pão e água, que remédio, enquanto não encontrasse uma forma de resolver o caso. Matutou dias seguidos no assunto e começou a desconfiar se o mercador que lhe vendera o caldeirão na feira há muitos anos atrás a não teria enganado com material de segunda categoria. A ela, bruxa inexperiente e a dar os primeiros passos nas artes mágicas, podia facilmente ter-lhe dado um caldeirão com defeito.
Decidiu então ir à próxima feira e levar o caldeirão ao mercador. Procurando na secção das vendas de apetrechos de cozinha, a bruxa verificou que o mercador já não era o mesmo. Era neto do outro e, claro, não se lembrava – nem podia – das tropelias comerciais do seu falecido avô. Ficou desapontada. Perguntou-lhe, todavia, o que podia fazer com o caldeirão furado. O mercador mirou-o, remirou-o, sopesou-o com ambas as mãos e disse:
 – Este está bom é para você pôr ao pé da porta a fazer de vaso. Com uns pés de sardinheiras ficava bem bonito. A bruxa irritou-se com a sugestão e, não fosse a gente toda ali na feira a comprar e a vender, transformava-o em onagro. Acabou por dizer: – A solução parece boa, sim senhor. Mas diga-me cá: Se ponho o caldeirão a fazer de vaso, onde cozinho eu depois? – Neste novo que aqui tenho e com um preço muito em conta... A bruxa olhou para o caldeirão que o mercador lhe apontava, sobressaindo num monte de muitos outros, de um brilhante avermelhado, mesmo a pedir que o levassem. A bruxa, que tinha os seus brios de mulher, ficou encantada.
O mercador aproveitou a ocasião para tecer os maiores elogios ao artigo, gabando a dureza e a grossura do cobre, os rendilhados da barriga, o feitio da asa em meia lua, a capacidade e o peso, tão leve como um bom caldeirão podia ser, fácil de carregar para qualquer lado. – Pois bem, levo-o. O mercador esfregou as mãos de contente. – Mas aviso-o – acrescentou a bruxa. – Se lhe acontecer o mesmo que ao outro, pode ter a certeza de que o transformarei em sapo. O mercador riu-se do disparate enquanto embrulhava o artigo.
Os anos foram passando e a bruxa continuou no seu labor. Até que um dia deu por um furo no novo e agora velho caldeirão. Rogou uma praga tamanha que o neto do segundo mercador que lho vendera, a essa hora, em vez de estar a comer o caldo na mesa com a família, estava num charco a apanhar moscas.

Fonte da imagem:amphibian-1298147_960_720


 José Leon Machado Ilustrações de Alexandre Bandeira Rodrigues - Domínio Público.

Atividades: 

Para colorir:





Faça a atividade e depois pinte o desenho.



Escreva  outro final em que a bruxa não faça um feitiço para o mercador e sejam todos felizes. Após faça um desenho livre.




A bruxa do bem
ajuda crianças,
só planta hortaliças,
e canta também.

Enfeita com flores
a casa limpinha
cultiva amores
não fica sozinha.

A bruxa do bem,
cuida de todos,
sem olhar a quem.

Jeanne Geyer

Estimular que as crianças criem poesias ou rimas com o assunto. 
Lembre-se: a criatividade é tudo, mostrar que para tudo existem muitas maneiras de ser e agir.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A arma infalível – quando o amor supera o ódio.


Certo dia, um homem revoltado e com muito ódio, escreveu uma carta malcriada e mandou para o chefe da oficina que o havia despedido.
 Era uma carta com ameaças cruéis. Quando o diretor do serviço leu as frases que expressavam ódio, guardou no próprio coração, e ficou furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de ver uma peça quebrada, jogou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez de o subchefe ficar nervoso. Guardou o sentimento de raiva, ficando aborrecido por várias horas e, na hora do almoço, ao invés de comer, descarregou na esposa o perigoso veneno. Só por causa de um sapato mal engraxado, disse dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a sentir uma má sensação, em forma de raiva sem saber por quê. Repentinamente transtornada, se aproximou da empregada que fazia o serviço de calçados e desabafou com palavras ásperas, ferindo o coração da menina.
Agora, era uma pobre menina que tinha o sentimento ruim. Não podendo despejar nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, chegou perto do velho cão, dorminhoco e paciente, e lhe deu um pontapé.
O animal gritou, disparou e, mordeu a primeira pessoa que encontrou na rua.
Era a esposa de um vizinho que, ferida na coxa, ficou enfurecida. Em gritaria desesperada, foi levada até a farmácia; mas, transferiu ao enfermeiro que a socorria todo aquele sentimento de raiva.
O rapaz, muito prestativo, e calmo que era se transformou em fera verdadeira. Revidou o tratamento com palavras ásperas e saiu, alucinado, para casa, onde a devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! – gritou – a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz!
Fuja da minha frente!
Disse nomes terríveis. Blasfemou. Gritou colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de se aborrecer, segurou em suas mãos e disse com naturalidade e carinho:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar. Mas, tenhamos bom ânimo! Lembremos-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos deixou...
Abraçou-o, comovida, e afagou seus cabelos!
O filho observou seus olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

Livro: Alvorada Cristã - Francisco C. Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio.

Refletindo sobre a história:

1-    Por que o homem que escreveu a carta malcriada para o chefe da oficina estava revoltado?
2-    Sua atitude é correta? De que outra forma ele poderia ter agido? (conversando)
3-    Tente explicar porque aconteceu uma sequencia de fatos envolvendo ódio e falta de educação depois da atitude dele.
4-    Se o homem ao invés de mandar a carta, tivesse conversado com seu chefe, tudo poderia ter acontecido de forma diferente? Sim? Não? Por quê?
5-    Quem afinal acabou com a cadeia de ódio e desavenças criadas, e como aconteceu?


O ódio não resolve nada, devemos dialogar com paciência, tentando entender o ponto de vista do outro, e cultivar o amor no coração. 

Atividades:

Para colorir:


Para ler mais sobre as imagens para colorir e o tema proposto, clique AQUI

terça-feira, 30 de maio de 2017

O último pedido da minhoca.

Imagem do google.

Em um solo seco e arenoso, surgiu um buraquinho. Neste solo raramente chovia e nada nascia, saiu do buraquinho uma minhoca fraquinha que mal conseguia rastejar.
Naquele solo não havia vegetação, e para viver quase não tinha condição. Com muito esforço, a minhoca percorria persistente atrás de um novo chão.
O lugar mais seguro para uma minhoca é em baixo da terra, do lado de fora existem perigos de montão. Mas isso não desmotivava a pequena minhoca que parecia frágil, mais tinha muita determinação em procurar um novo chão.
Do solo seco de onde a minhoca saiu, todos os vizinhos repetiam sempre a mesma coisa:
- Não seja atrevida, aqui você é minhoca, mas lá fora é comida!
Imagina! A minhoca só procurava uma vida mais tranquila, e no solo seco ela mal sobrevivia. O que há de mal buscar uma nova vida?! Apesar dos riscos, agora do lado de fora ela vivia! Muitas vezes a gente precisa pensar diferente e seguir em frente, para ser feliz, para ficar contente!
Conforme a minhoca se rastejava, um mundo em sua frente se formava e ela ia aprendendo sobre tudo o que encontrava. Fez amizade com vários animais diferentes e que levará para sempre em seu coração. Aprendeu sobre cada estação e viu como a vegetação se transformava. O mundo do lado de fora parecia um espetáculo, uma linda apresentação.
Até que no seu caminho surgiu um passarinho, e a minhoca sabia o que aconteceria, e deu seu último suspiro.
Foi pega pelo passarinho que subiu no alto de um coqueiro. De bico pronto para se alimentar, a esperançosa minhoca tentou conversar:
- Passarinho, deixe-me fazer um último pedido!
O passarinho, mesmo assustado colocou a minhoca de lado:
- Que minhoca mais atrevida, perca a esperança, será comida!
Sem perder tempo, a minhoca fez seu pedido:
- Saí de um solo seco e sem vida, quase sem rastejar, vi de tudo no mundo aqui fora. Fiz minha escolha e não tenho do que reclamar. Mas havia algo que eu nunca tinha visto: como é lindo o mundo visto do bico de um passarinho. Peço que voe comigo por um instante, será meu ultimo pedido.
O passarinho geralmente fica mal humorado quando está esfomeado, mas com um pedido tão nobre, seu coração foi tocado. Com delicadeza ajeitou a minhoca em seu bico e partiu sem rumo.

O que parecia o fim, como foi ao sair daquele buraquinho do solo seco, era mais uma vez um começo. E uma linda amizade se fez.

Fonte: http://www.corujagaratuja.com.br/2017/01/historia-infantil-o-ultimo-pedido-da.html 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Cantigas folclóricas e cantigas de roda.

Fonte da imagem:https://deptoinfantojuveniladparque.wordpress.com/para-criancas/criancasbrincandoroda/

O pobre cego
Minha Mãe acorde, de tanto dormir
Venha ver o cego, Vida Minha, cantar e pedir
Se ele canta e pede, de-lhe pão e vinho
Mande o pobre cego, Vida Minha, seguir seu caminho
Não quero teu pão, nem também teu vinho
Quero só que a minha vida, Vida Minha, me ensine o caminho
Anda mais Aninha, mais um bocadinho,
Eu sou pobre cego, Vida Minha, não vejo o caminho.
Peixinho do mar
Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro
Foi os peixinhos do mar.
Pezinho
Ai bota aqui
Ai bota aqui o seu pezinho
Seu pezinho bem juntinho com o meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!

Que é de Valentim
Que é de Valentim ? Valentim Trás Trás
Que é de Valentim ? É um bom rapaz
Que é de Valentim ? Valentim sou eu!
Deixa a moreninha, que esse par é meu!

Roda pião
O Pião entrou na roda, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!
Sapateia no terreiro, ó pião!
Mostra a tua figura, ó pião!
Faça uma cortesia, ó pião!
Atira a tua fieira, ó pião!
Entrega o chapéu ao outro, ó pião!
Samba Lelê
Samba Lelê está doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas
Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá
Ó Morena bonita,
Como é que se namora ?
Põe o lencinho no bolso
Deixa a pontinha de fora.
São João da Rão
São João Da Ra Rão
Tem uma gaita-ra-rai-ta
Que quando toca-ra-roca
Bate nela
Todos os anja-ra-ran-jos
Tocam gaita-ra-rai-ta
Tocam gaita-ra-rai-ta
Aqui na terra
Maria tu vais ao baile, tu “leva” o xale
Que vai chover
E depois de madrugada, toda molhada
Tu vais morrer
Maria tu vais “casares”, eu vou te “dares”
Eu vou te “dares” os parabéns
Vou te “dartes” uma prenda
Saia de renda e dois vinténs.
Sapo Jururu
Sapo Jururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio
A mulher do sapo, é quem está la dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha, pro seu casamento.

Tutu Marambá
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar
Durma neném, que a Cuca logo vem
Papai está na roça e Mamãezinha em Belém
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar.
Vai abóbora
Vai abóbora vai melão de melão vai melancia
Vai jambo sinhá, vai jambo sinhá, vai doce, vai cocadinha
Quem quiser aprender a dançar, vai na casa do Juquinha
Ele pula, ele dança, ele faz requebradinha .
Vamos maninha
Vamos Maninha vamos,
Lá na praia passear
Vamos ver a barca nova que do céu caiu do mar
Nossa Senhora esta dentro,
Os anjinhos a remar
Rema rema remador, que este barco é do Senhor
O barquinho já vai longe
E os anjinhos a remar
Rema rema remador, que este barco é do Senhor (bis).

Você gosta de mim?
Você gosta de mim, ó menina?
Eu também de você, ó menina
Vou pedir a seu pai, ó menina,
Para casar com você, ó menina
Se ele disser que sim, ó menina,
Tratarei dos papéis, ó menina,
Se ele disser que não, ó menina,
Morrerei de paixão.

Fonte: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/45-cantigas-folcloricas-para-brincar-de-roda-com-as-criancas/