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sábado, 12 de setembro de 2020

A FORMIGA BOA.



Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.

Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.

A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.

Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu, — tique, tique, ’tique...

Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.

— Que quer? — perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.

— Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...

A formiga olhou-a de alto a baixo.

— E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?

A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse.

— Eu cantava, bem sabe...

— Ah!... Exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?

— Isso mesmo, era eu...

— Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.

A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

Monteiro Lobato

Historinha de Domínio Público.


Moral da história: sempre fazer o bem sem olhar a quem, pois todos têm alguma coisa boa para nos ensinar, na historinha a formiguinha explica que o canto da cigarra sempre ajudava nos momentos de grande trabalho.



Atividades: para colorir



terça-feira, 26 de maio de 2020

O Cavalo e o Asno - Fábula de Esopo

Imagem google.


Um Cavalo, com os arreios enfeitados de seda e ouro de muito preço, seguia por um caminho levando seu dono, quando encontrou um Asno carregado, pelo que, com muita soberba disse: 
- Animal inconveniente; porque não me dás lugar e te desvias para que eu passe? 
O pobre Asno, calou-se e suportou a ofensa. 
Mais alguns metros, o Cavalo torceu uma pata e começou a mancar. 
Seu dono, então, retirou-lhe os enfeites e colocou-o para ser animal de carga. Algum tempo depois, o Asno vindo pelo mesmo caminho encontrou o Cavalo carregado de esterco e disse-lhe: 
- Onde vai, irmão, a tua soberba? 
Por que não me mandas agora que eu arrede como fazias em outra época? 

Esopo - Domínio Público

Moral da história: 

A soberba e a vaidade de nada valem, porque ninguém sabe o futuro e o que nos aguarda. Seja sempre humilde e generoso com seus semelhantes.

Ame os animais e os proteja sempre, pois são seres da criação. Não existe um animal mais importante do que outro, pois cada um cumpre sua função na natureza, assim, devemos amar e respeitar a natureza, cuidando e preservando.

Como você cuida da natureza? 

Cite exemplos.

Não jogar papel no chão, separar o lixo caseiro, entre outras tarefas pequenas ou de acordo com a idade.


Para colorir:



Imagens google.



domingo, 27 de janeiro de 2019

Namoro espinhudo. Leia poesia para crianças.


O porco-espinho
Foi abraçar
A porca-espinha.

Para não ficar
Toda espetadinha
Ela fugiu
Depressinha.
E deixou
O porco-espinho
Se abraçando

Sozinho.

LALAU. 
Fonte: Girassóis.

http://poesiaparacrianca.blogspot.com/

Para colorir: 



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A terra e a minhoca. Leia poesia para suas crianças. A importância da minhoca.

Imagem google.



poema de Ruth Salles

Onde anda ela?
Pela terra.
Ela anda em ondas
e abre alas
entre os muros duros
sob o solo;
e os escuros muros
torna novos,
moles e macios
para a lavra.
Filtra finos rios
onde cava;
úmidos respiros
para as plantas.
Longos labirintos
ela trança,
onde a vida escorre,
que renova.
Como come o solo!
E ele logo
ao solo reverte
bem diverso.
Nasce de seu rastro?
Terra fértil.
A terra e a minhoca:
fina troca.

Para Colorir:
Após colorir, escrever no balãozinho o que a minhoca está falando sobre seu trabalho importante na terra.


Imagem google.

O que você acha que a minhoca está falando? Você sabe onde a minhoca vive e o que ela gosta de fazer?

Historinha com explicações sobre a importância do trabalho das minhocas.
Era uma vez uma menina que plantou várias sementinhas em um canteiro cheio de terra. Passaram-se alguns dias e nenhuma sementinha germinou. A menina se perguntou “O que será que falta para que as minhas sementes nasçam?” O pai da menina, vendo aquilo, foi até o canteiro verificar o que realmente estava faltando e viu que naquele canteiro não havia minhocas!
Mas o que são as minhocas, e por que elas são tão importantes?

As minhocas são animais invertebradosde corpo cilíndrico e alongado formado por vários anéis.
A minhoca é muito importante para o solo, por vários fatores. Em primeiro lugar, ela é detritívoraou seja, alimenta-se de restos orgânicos de vegetais e animais. Por ter esse tipo de alimentação, ela elimina em suas fezes restos alimentares que sofrem a ação de bactérias decompositoras. Essas bactérias, ao agirem sobre esses restos alimentares, produzem um material chamado de húmus.
O húmus é muito importante para o crescimento das plantas, pois contém nitrogênio, fósforo e potássionutrientes necessários para a planta crescer e se desenvolver.Além de produzir o húmus necessário para o crescimento das plantas, as minhocas, ao se movimentarem embaixo da terra, vão fazendo túneis, que favorecem a ventilação das raízes das plantas e a penetração da água das chuvas, o que colabora para a melhor absorção de água pelas raízes.
As minhocas podem viver em torno de 16 anos, reproduzindo-se muito rapidamente. Calcula-se que cada minhoca põe em torno de 15 milhões de ovos em toda a sua vida. Muita coisa, não?
Os solos que possuem grande quantidade de minhocas são considerados solos muito férteis, onde tudo o que se planta, nasce.
Mas e as sementinhas da menina, nasceram?
Como o pai da menina olhou no canteiro e viu que não havia minhocas, ele colheu algumas minhocas em outro local e as colocou no canteiro onde a menina havia plantado as sementinhas.
Depois de alguns dias, regando sempre, a menina observou que as plantinhas começaram a germinar. E, após algumas semanas, olha como o canteiro da menina ficou...



Paula Louredo
Graduada em Biologia
Fonte: https://escolakids.uol.com.br/minhocas.htm

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A lenda do Saci-Pererê.


Imagem Google

Saci é um dos símbolos mais famosos do Folclore brasileiro. O personagem já apareceu em diversos livros, filmes e peças teatrais.
O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.
Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico. Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
A principal característica do saci é a travessura. Ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Fonte: https://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm



Para colorir:


Imagem google.

Uiiiiii, que mãos tão sujas!

Fonte da imagem:
https://pixabay.com/pt/pessoas-ativos-transporte-crian%C3%A7a-2941987/

Eu conheço duas mãos, a Manela e a Marta; elas são duas irmãs que andam sempre juntinhas e que se ajudam muito uma à outra! Não passam uma sem a outra! Quando é preciso martelar um prego, a Manela segura no martelo e a Marta, no prego; quando é preciso lavar a cabeça, as duas esfregam muito bem o cabelo para este ficar cheiroso; quando é preciso barrar manteiga no pão, a Manela segura no pão e a Marta barra a manteiga…São realmente as melhores amigas!!!
Mas estas irmãs não gostam de estar paradas e estão sempre a inventar coisas para fazer.
Certo dia, fui apanhá-las a mexer num pedaço de barro e a criar uma peça fantástica. É claro que estavam todas sujas…
_Ah, brincar com o barro é tão bom….segura neste bocado, Marta, para eu fazer esta asa da chávena. – dizia a Manela.
_ Já estou a segurar, Manela! Tens muito jeito para as artes, sabias?
_ Oh, então e tu? Não estás a fazer a chávena de barro também? Tens tanto jeito como eu, ora! – exclamou a Manela.
Estavam as duas muito divertidas porque adoravam sujar-se e sentir a argila .
Quando o dia terminou estavam as duas tão cansadas que nem se lavaram, debaixo da torneira, como costumavam fazer. Foram para a cama sem se lavarem.
Pois é, quando as mãos não são lavadas aparecem sempre o Tico e a Teca, que são dois germes muito mauzinhos, porque só gostam de fazer malandrices!
Nessa noite, o Tico e a Teca foram morar nas nossas duas irmãs Manela e Marta. E claro, fizeram das suas! Das mãos foram para a boca e da boca, foram para o estômago. Coitado do estômago, sentiu-se tão mal que começou a doer muito.
_ Ai, ai que dor – queixava-se o estômago – esta dor é muito forte!
_ Então? – perguntaram as mãos – O que te aconteceu?
_ Não sei bem, mas hoje comecei a sentir-me mal e doente…doí-me tudo!
_ Deves ter comido alguma coisa estragada. Já falaste com a boca para saber o que é que ela comeu? – perguntaram Manela e Marta, preocupadas.
_ Já, mas ela não comeu nada estragado!
A boca que estava a ouvir, respondeu – O que comi estava tudo bom, o melhor é perguntar aos olhos se eles viram alguma coisa….
_ Nós, os olhos, vimos que as mãos estavam um pouco sujas…- disseram os olhos.
E a língua exclamou – Pois, eu também senti um sabor diferente quando as mãos vieram à boca!
_ Bem, então está tudo dito – disse o estômago – as mãos não se lavaram e eu tenho dentro de mim o Tico e a Teca, aqueles marotos dos germes que só sabem fazer estragos!
O que vale é que a mão Manela foi buscar um remédio, para dar à boca, para a boca dar ao estômago. E tudo ficou bem.
Em conclusão vos digo, meninas e meninos, lavem sempre bem as mãos com água e sabão.

Fonte:https://www.historias-infantis.com/uiiiiii-que-maos-tao-sujas/

Tema: higiene.

Para colorir:





terça-feira, 24 de julho de 2018

A Bruxa e o Caldeirão.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/casa-da-bruxa-a-bruxa-halloween-836849/

Quando preparava uma sopa com uns olhinhos de couve para o jantar, a bruxa constatou que o caldeirão estava furado. Não era muito, não senhor. Um furo pequeníssimo, quase invisível. Mas era o suficiente para, pinga que pinga, ir vertendo os líquidos e ir apagando o fogo. 
Nunca tal lhe tinha sucedido.
Foi consultar o livro de feitiços, adquirido no tempo em que andara a tirar o curso superior de bruxaria por correspondência, folheou-o de ponta a ponta, confirmou no índice e nada encontrou sobre a forma de resolver o caso. Que haveria de fazer? Uma bruxa sem caldeirão era como padeiro sem forno. De que forma poderia ela agora preparar as horríveis poções? 
Para as coisas mais corriqueiras tinha a reserva dos frascos. Mas se lhe aparecia um daqueles casos em que era necessário preparar na hora uma mistela? Como o da filha de um aldeão que engolira uma nuvem e foi preciso fazer um vomitório especial com trovisco, rosmaninho, três dentes de alho, uma semente de abóbora seca, uma asa de morcego e cinco aparas de unhas de gato. Se a moça vomitou a nuvem? Pois não haveria de vomitar? Com a potência do remédio, além da nuvem, vomitou uma grande chuvada de granizo que furou os telhados das casas em redor.
Era muito aborrecido aquele furo no caldeirão. Nem a sopa do dia-a-dia podia cozinhar. Mantinha-se a pão e água, que remédio, enquanto não encontrasse uma forma de resolver o caso. Matutou dias seguidos no assunto e começou a desconfiar se o mercador que lhe vendera o caldeirão na feira há muitos anos atrás a não teria enganado com material de segunda categoria. A ela, bruxa inexperiente e a dar os primeiros passos nas artes mágicas, podia facilmente ter-lhe dado um caldeirão com defeito.
Decidiu então ir à próxima feira e levar o caldeirão ao mercador. Procurando na secção das vendas de apetrechos de cozinha, a bruxa verificou que o mercador já não era o mesmo. Era neto do outro e, claro, não se lembrava – nem podia – das tropelias comerciais do seu falecido avô. Ficou desapontada. Perguntou-lhe, todavia, o que podia fazer com o caldeirão furado. O mercador mirou-o, remirou-o, sopesou-o com ambas as mãos e disse:
 – Este está bom é para você pôr ao pé da porta a fazer de vaso. Com uns pés de sardinheiras ficava bem bonito. A bruxa irritou-se com a sugestão e, não fosse a gente toda ali na feira a comprar e a vender, transformava-o em onagro. Acabou por dizer: – A solução parece boa, sim senhor. Mas diga-me cá: Se ponho o caldeirão a fazer de vaso, onde cozinho eu depois? – Neste novo que aqui tenho e com um preço muito em conta... A bruxa olhou para o caldeirão que o mercador lhe apontava, sobressaindo num monte de muitos outros, de um brilhante avermelhado, mesmo a pedir que o levassem. A bruxa, que tinha os seus brios de mulher, ficou encantada.
O mercador aproveitou a ocasião para tecer os maiores elogios ao artigo, gabando a dureza e a grossura do cobre, os rendilhados da barriga, o feitio da asa em meia lua, a capacidade e o peso, tão leve como um bom caldeirão podia ser, fácil de carregar para qualquer lado. – Pois bem, levo-o. O mercador esfregou as mãos de contente. – Mas aviso-o – acrescentou a bruxa. – Se lhe acontecer o mesmo que ao outro, pode ter a certeza de que o transformarei em sapo. O mercador riu-se do disparate enquanto embrulhava o artigo.
Os anos foram passando e a bruxa continuou no seu labor. Até que um dia deu por um furo no novo e agora velho caldeirão. Rogou uma praga tamanha que o neto do segundo mercador que lho vendera, a essa hora, em vez de estar a comer o caldo na mesa com a família, estava num charco a apanhar moscas.

Fonte da imagem:amphibian-1298147_960_720


 José Leon Machado Ilustrações de Alexandre Bandeira Rodrigues - Domínio Público.

Atividades: 

Para colorir:





Faça a atividade e depois pinte o desenho.



Escreva  outro final em que a bruxa não faça um feitiço para o mercador e sejam todos felizes. Após faça um desenho livre.




A bruxa do bem
ajuda crianças,
só planta hortaliças,
e canta também.

Enfeita com flores
a casa limpinha
cultiva amores
não fica sozinha.

A bruxa do bem,
cuida de todos,
sem olhar a quem.

Jeanne Geyer

Estimular que as crianças criem poesias ou rimas com o assunto. 
Lembre-se: a criatividade é tudo, mostrar que para tudo existem muitas maneiras de ser e agir.

domingo, 22 de julho de 2018

Uma Joaninha Diferente - Inclusão

Imagem google.


Era uma vez uma joaninha que nasceu sem bolinhas... Por isso ela era diferente. As outras joaninhas não lhe ligavam nenhuma. Cada uma com as suas bolinhas, passavam a vida a dizer que ela não era uma joaninha. A joaninha ficava triste, pensando nas bolinhas e no que poderia fazer… Comprar uma capa de bolinhas? Ou, quem sabe, ir-se embora para longe, muito longe dali? Ela pensava e pensava… Sabia que não seriam as bolinhas que iriam dizer se ela era uma joaninha verdadeira ou não. Mas as outras joaninhas não pensavam assim. Então ela resolveu não dar mais importância ao que as outras joaninhas pensavam e continuou a sua vida de joaninha sem bolinhas… Até que um dia, as joaninhas reunidas resolveram expulsar do jardim aquela que para elas não era uma joaninha! Sabendo que era uma autêntica joaninha, mesmo sem bolinhas, teve uma ideia… Contou tudo ao besouro preto, que é parente distante das joaninhas. Decidiram ir a casa do pássaro pintor e contaram-lhe o que estava a acontecer. O pássaro pintor, então, teve uma ideia. Pintou tão bem o besouro, que ele ficou a parecer uma joaninha verdadeira… E lá foram os dois para o jardim: a joaninha sem bolinhas e o besouro disfarçado. No jardim, ninguém percebeu a diferença. E com festa receberam a nova joaninha. A joaninha sem bolinhas, que a tudo assistia de cima de uma folha, pediu um minuto de atenção e, limpando a pintura que disfarçava o besouro preto, perguntou:  - Afinal… quem é a verdadeira joaninha?

  1. Tema: Inclusão

  1. Fonte: https://pt.slideshare.net/bethinhapm/slides-joaninhadiferente?next_slideshow=1
Para colorir:

Pinte a nossa amiguinha sem as bolinhas e a outra com as bolinhas.



Para refletir:  somos todos diferentes uns dos outros, e cada um de nós deve ser amado e aceito assim como é. 
Então, vamos respeitar as diferenças e entender que o importante não é ser alto ou baixo, gordinho ou magro, ter cabelos lisos ou crespos, o que realmente importa para Deus é o amor que temos e como ajudamos os outros sendo solidários e amigos em todas as horas. 

domingo, 25 de março de 2018

Ovo do coelho. Linda poesia para preparação para a páscoa.

Imagem google


Coelho não bota ovo,
quem bota ovo é galinha.
Mas eu conheço um coelho
que é mesmo uma maravilha.

Os ovos que ele bota,
você nem imagina.
São ovos de chocolate
ou ovos de baunilha.

Por isso, nosso coelho
foi expulso da família.
O pai dele disse: - Meu filho,
isso é coisa de galinha.

O coelho respondeu rapidamente:
- Meu pau eu não tenho culpa,
botar ovo é meu destino.
Se não posso botar ovos em casa,
prefiro botar sozinho.

E foi assim que o coelho
saiu de casa para a rua,
botando ovo na Páscoa,
no sonho de todo mundo.

Paulo Leminski

Imagem google


Para colorir:





sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A arma infalível – quando o amor supera o ódio.


Certo dia, um homem revoltado e com muito ódio, escreveu uma carta malcriada e mandou para o chefe da oficina que o havia despedido.
 Era uma carta com ameaças cruéis. Quando o diretor do serviço leu as frases que expressavam ódio, guardou no próprio coração, e ficou furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de ver uma peça quebrada, jogou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez de o subchefe ficar nervoso. Guardou o sentimento de raiva, ficando aborrecido por várias horas e, na hora do almoço, ao invés de comer, descarregou na esposa o perigoso veneno. Só por causa de um sapato mal engraxado, disse dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a sentir uma má sensação, em forma de raiva sem saber por quê. Repentinamente transtornada, se aproximou da empregada que fazia o serviço de calçados e desabafou com palavras ásperas, ferindo o coração da menina.
Agora, era uma pobre menina que tinha o sentimento ruim. Não podendo despejar nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, chegou perto do velho cão, dorminhoco e paciente, e lhe deu um pontapé.
O animal gritou, disparou e, mordeu a primeira pessoa que encontrou na rua.
Era a esposa de um vizinho que, ferida na coxa, ficou enfurecida. Em gritaria desesperada, foi levada até a farmácia; mas, transferiu ao enfermeiro que a socorria todo aquele sentimento de raiva.
O rapaz, muito prestativo, e calmo que era se transformou em fera verdadeira. Revidou o tratamento com palavras ásperas e saiu, alucinado, para casa, onde a devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! – gritou – a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz!
Fuja da minha frente!
Disse nomes terríveis. Blasfemou. Gritou colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de se aborrecer, segurou em suas mãos e disse com naturalidade e carinho:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar. Mas, tenhamos bom ânimo! Lembremos-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos deixou...
Abraçou-o, comovida, e afagou seus cabelos!
O filho observou seus olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

Livro: Alvorada Cristã - Francisco C. Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio.

Refletindo sobre a história:

1-    Por que o homem que escreveu a carta malcriada para o chefe da oficina estava revoltado?
2-    Sua atitude é correta? De que outra forma ele poderia ter agido? (conversando)
3-    Tente explicar porque aconteceu uma sequencia de fatos envolvendo ódio e falta de educação depois da atitude dele.
4-    Se o homem ao invés de mandar a carta, tivesse conversado com seu chefe, tudo poderia ter acontecido de forma diferente? Sim? Não? Por quê?
5-    Quem afinal acabou com a cadeia de ódio e desavenças criadas, e como aconteceu?


O ódio não resolve nada, devemos dialogar com paciência, tentando entender o ponto de vista do outro, e cultivar o amor no coração. 

Atividades:

Para colorir:


Para ler mais sobre as imagens para colorir e o tema proposto, clique AQUI

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A arvorezinha de Natal. Conto de Natal para as crianças.

Fonte da imagem:

http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=237078&picture=fundo-com-arvore-de-natal

Um conto natalino que ensina valores e o sentido do Natal às crianças.


Numa pequena cidade havia somente uma loja que vendia árvores de Natal. Ali era possível encontrar árvores de todos os tamanhos, formas e cores. O dono da loja tinha organizado um concurso para premiar a árvore mais bonita e melhor decorada do ano, e o melhor de tudo é que seria o próprio São Nicolau que iria entregar o prêmio no dia de Natal.
Todas as crianças da cidade queriam ser premiadas pelo Papai Noel e correram para a loja para comprar sua árvore para decorá-la e poder participar do concurso.
Por sua vez, as arvorezinhas se emocionavam muito quando viam os meninos, que decididos a ganhar o concurso, gritavam: Pra mim... pra mim... Olhem pra mim! Cada vez que entrava uma criança na loja era igual, as arvorezinhas começavam a se esforçar para chamar a atenção e serem escolhidas.
Escolha-me porque sou grande!... Não! Escolha-me porque sou gordinha!... Ou A mim, que sou de chocolate!... Ou a mim que posso falar!... É o que se ouvia em toda a loja. Os dias foram se passando e somente se escutava a voz de uma arvorezinha que dizia: A mim, a mim... Que sou a mais pequenina!
Quase às vésperas do Natal, chegou à loja um casal muito elegante que queria comprar uma arvorezinha.
O dono da loja informou-lhes que a única árvore de Natal que havia sobrado era muito pequenininha. Sem se importar com o tamanho, o casal resolveu levá-la.
A arvorezinha pequenina se alegrou muito, porque finalmente alguém ia poder decorá-la e poderia participar do concurso. 
Ao chegar na casa onde o casal morava, a arvorezinha ficou surpresa: Como eu sendo tão pequenina, poderei brilhar diante de tanta beleza e imponência?
Assim que o casal entrou na casa, começaram a chamar a filha: Regina!...Venha filha! Temos uma surpresa para você! A arvorezinha escutou umas rápidas pisadas vindas do andar de cima.
Seu coraçãozinho começou a bater com força. Estava contente por poder deixar aquela linda menininha feliz.
Quando a menina desceu, a pequenina árvore se surpreendeu com a reação dela: Essa é minha arvorezinha? Eu queria uma árvore grande, frondosa, enorme e alta até o céu para decorá-la com milhares de luzes e bolas. Como vou ganhar o concurso com essa arvorezinha anã? Disse a criança chorando.
- Regina, era a única arvorezinha que sobrou na loja, explicou seu pai.
- Não a quero! É horrível... Não a quero! Gritava a furiosa criança.
Os pais, desiludidos, pegaram a pequenina árvore e levaram de volta à loja. A arvorezinha estava triste porque a menina não a quis, mas tinha esperança de que alguém viria levá-la para decorá-la a tempo para o Natal. Uma hora mais tarde se escutou a porta da loja se abrir.
A mim... A mim... Que sou a mais pequenina! Gritava a arvorezinha cheia de felicidade. Era um casal robusto, com mãos enormes. O dono da loja lhes informou que a única árvore que havia sobrado era aquela pequenina perto da janela. O casal pegou a arvorezinha, e sem dar importância ao tamanho, foi embora com ela.
Quando estavam chegando em casa, a arvorezinha viu quando dois menininhos gordinhos vinham ao seu encontro e gritavam: Encontrou papai? É como pedimos à senhora, mamãe? Quando os pais desceram do carro, as crianças foram em cima da pequenina árvore.
O que aconteceu depois? Vocês podem terminar a estória! Que tal consultar a família?
Por Amarilis Irigoyen

Para colorir, depois pode-se colar em papelão e enfeitar a árvore de Natal.