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Chapeuzinho Vermelho - Charles Perrault (Versão Original) abordando o tema obediência de forma criativa.

Fonte:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=76628&picture=chapeuzinho-vermelho

Ao lado da estrada que ia para a vila, havia uma casinha muito bem cuidada. Todos que passavam admiravam a ordem e a limpeza do lugar: a casa estava sempre bem varrida, havia vasos de gerânios na janela, e um cheiro bom de comida gostosa saía pela chaminé. Naquela casinha, junto com a mãe, morava Chapeuzinho Vermelho, uma menina muito boazinha. Tinha esse nome porque usava sempre uma capinha vermelha com um capuz, que lhe ficavam muito bem, deixando-a ainda mais corada e viçosa. A avó de Chapeuzinho Vermelho, que morava sozinha do outro lado da vila, ficava muito contente quando a neta ia visitá-la. Chapeuzinho Vermelho gostava de brincar no jardim, ao redor da casa, onde havia sempre borboletas esvoaçando entre as flores e passarinhos cantando nos arbustos.
O gato também brincava com ela, mas, quando sentia cheiro de comida, ele entrava correndo e ficava rodeando a mãe de Chapeuzinho Vermelho, até ganhar algum bocado.
Um dia, a mãe de Chapeuzinho fez umas coisas gostosas e chamou a menina: — Filhinha venha cá. Apronte-se para sair.
— Hum! Esse bolo deve estar uma delícia! Posso provar um perguntou Chapeuzinho Vermelho.
— Não minha filha, há outro para nós. Este eu fiz para sua avozinha, que está doente, de cama. Você vai até a casa dela, levar o bolo, estas rosquinhas e este pote de geleia — disse a mãe de Chapeuzinho, Vermelho, arrumando tudo numa cesta e cobrindo com um guardanapo.
 Depois entregou a cesta à menina, dizendo:
— Tenha cuidado, minha filha. Não vá pelo caminho da floresta…
— Já sei. Mamãe — interrompeu Chapeuzinho — O caminho da floresta é muito perigoso. É melhor ir pela estrada que atravessa o campo.
— Isso mesmo, minha filha. E não fale com estranhos!
— Já sei — disse a menina.
Não devo falar com desconhecidos, principalmente com o lobo, porque ele é muito mau.
— E gosta de comer crianças!
— Não me esquecerei — prometeu Chapeuzinho Vermelho.
Chapeuzinho Vermelho partiu contente: ia dar um belo passeio.
Havia borboletas pelo caminho, e às vezes algum coelhinho cruzava a estrada, correndo de um lado para outro.
Chapeuzinho Vermelho distraiu-se com as borboletas. Viu uma amarela, brilhante, e foi seguindo-a.
A borboleta pousou numa moita de margaridas-do-campo, tão lindas que a menina resolveu colher um buquê para levar à avó.
Havia muitas, cobrindo o chão como um tapete. Colhendo uma aqui, outra ali, Chapeuzinho foi entrando na floresta sem perceber.
Dona Coruja, acordando com aquela imensa folia reclama — Que é isso? Dançando! Não sabem que durmo de dia?!
E o coelhinho diz: — Bom dia! Correm os bichos da floresta: tatu, veado, paca e cutia, recebendo a menina em festa.
 — Chapeuzinho Vermelho, você não devia ir pela outra estrada? — perguntou a coruja.
— Eu? Sim… é que… estava colhendo flores para fazer um ramo para a vovozinha.
A coruja tornou a falar:
— Cuidado, Chapeuzinho Vermelho! O Lobo Mau anda por aí. Se ele vê você sozinha na floresta…
 A coruja não tinha acabado de falar, e o lobo saiu de uma. Moita. Tinha o focinho tão grande, os olhos tão acesos os dentes tão agudos, que metia medo.
Assim que o viam, os coelhinhos e até as rãs e os sapos saíam correndo.
— Ora, vamos ver o que está acontecendo por aqui. Sinto cheiro de gente. Quem será? — rosnou ele.
O lobo aproximou-se um pouco mais para espiar.
— Ah, é uma menina! E se não me engano, é Chapeuzinho Vermelho! — disse o lobo para si mesmo. — Vou chegar mais perto, bem devagar, para não assustar a menina.
— Bom dia, Chapeuzinho, como vai? E o que leva nessa cesta? — perguntou o lobo, com a voz mais macia que pôde.
A coruja não tinha acabado de falar, e o lobo saiu de uma moita. Tinha o focinho tão grande, os olhos tão acesos os dentes tão agudos, que metia medo.
Assim que o viam, os coelhinhos e até as rãs e os sapos saíam correndo.
— Ora, vamos ver o que está acontecendo por aqui. Sinto cheiro de gente. Quem será? — rosnou ele.
O lobo aproximou-se um pouco mais para espiar.
— Ah, é uma menina! E se não me engano, é Chapeuzinho Vermelho! — disse o lobo para si mesmo. — Vou chegar mais perto, bem devagar, para não assustar a menina.
— Bom dia, Chapeuzinho, como vai? E o que leva nessa cesta? — perguntou o lobo, com a voz mais macia que pôde.
— Vou à casa da vovozinha, levar-lhe um bolo, rosquinhas e geleia que a mamãe fez.
— E onde mora sua avozinha?
— A vovozinha mora perto do moinho, na última casa da vila. Mas por que você quer saber? — perguntou a menina.
— Bem… é que… Vamos fazer uma aposta? — disse o lobo, mudando de assunto.
— Que aposta? — perguntou a menina, desconfiada.
— Vamos ver quem chega lá primeiro? E sem esperar resposta, o lobo saiu correndo pela floresta.
 Chapeuzinho Vermelho não imagina que o lobo tivesse um plano, que só mesmo um lobo muito mau poderia ter. Num instante o lobo tinha chegado à casa da avozinha, enquanto Chapeuzinho Vermelho se demorava pelo caminho, colhendo flores e seguindo o voo das borboletas.
— Preciso dar um jeito de entrar sem que a velha desconfie de nada. Vou bater à porta como se fosse Chapeuzinho Vermelho.
— Tóc, tóc, toc!
— Quem é? — perguntou a avozinha.
— Sou eu. Chapeuzinho Vermelho! — respondeu o lobo, imitando a voz da menina.
— Que aconteceu com você Chapeuzinho? Porque está com a voz tão grossa? — perguntou a boa velhinha
— E que… eu estou rouca! Respondeu o lobo.
— Entre, querida, — disse a avó. — A porta está aberta.
O lobo não esperou segundo convite. Entrou correndo e de um salto atirou-se sobre a pobre avozinha, e a engoliu inteira, sem mastigar. A velhinha nem teve tempo de perceber o que estava acontecendo.
 Depois o lobo pôs na cabeça a touca da velhinha e enfiou-se debaixo das cobertas, fingindo que era a avó, e ficou esperando Chapeuzinho Vermelho.
Dali a pouco chegou a menina, com um belo ramo de flores. Bateu à porta alegremente, e entrou, dizendo:
— Olhe vovó, que lindas flores colhi no caminho para lhe trazer!
— Oh, obrigada! Mas o que você tem aí na cesta? — perguntou o lobo.
— Que é isso, vovozinha? Você está com a voz tão grossa!
— Oh, não é nada! E porque estou doente! — disse o lobo.
— Trouxe-lhe um bolo, rosquinhas e geleia, que a mamãe mandou — disse Chapeuzinho Vermelho.
— Sim, querida. Ponha tudo em cima da mesa e venha sentar aqui, perto de mim.
Quando Chapeuzinho Vermelho aproximou-se da cama, achou que a avó estava muito esquisita naquele dia.
— Vovó, como seus braços estão peludos hoje! E como são compridos! — disse a menina, assustada.
— São para abraçar você — respondeu o lobo.
— E que orelhas enormes! — tornou a dizer a menina.
— São para ouvir tudo que você diz — respondeu o lobo.
— Mas que olhos tão grandes, vovó!
— São para ver como você é bonita! — disse o lobo.
— Mas, vovó, que dentes grandes e afiados você tem!
— São para comer você! — disse o lobo. E saltou da cama sobre a menina.
Mas o lobo, com a avó dentro da barriga, estava muito pesado. Não conseguiu dar o pulo de sempre, e enroscou as pernas na colcha da cama. Chapeuzinho teve tempo de fugir e esconder-se dentro do guarda-roupa. O lobo tentou abrir pelo lado de fora, mas não conseguiu.
— Essa não! — resmungou ele. — Eu queria comer a menina de sobremesa!
O lobo sentou na frente do guarda-roupa para esperar a menina sair de lá. Mas logo sentiu sono e resolveu deitar na cama da avó para dormir.
O lobo, quando dormia, costumava roncar alto. Estava roncando, fazendo um barulhão, quando passou por ali um caçador. Curioso, o homem abriu a janela da casa para ver o que estava acontecendo lá dentro.
Desconfiado, não acredita:
— Essa não é a Vovozinha. Lobo de touca, laço e fita? É porque engoliu a velhinha!
Vou matá-lo com um tiro certo. Faço uma boa pontaria… E era uma vez um lobo esperto, que de maldade morria!
Com um tiro certeiro, o caçador matou o lobo.
— Há muito tempo eu queria fazer isto! — exclamou. — Finalmente, chegou o dia…
Quando o caçador entrou na casa, Chapeuzinho Vermelho saiu de guarda-roupa e contou o que tinha acontecido. Mais que depressa o caçador abriu a barriga do lobo com uma enorme tesoura. A avozinha pulou para fora, vivai Só estava um pouco sufocada:
— Que susto! — exclamou a velhinha. — Estou até com falta de ar.
Chapeuzinho Vermelho abraçou a avó, dizendo:
— Agora pode ficar sossegada, vovozinha, não há mais perigo.
As duas agradeceram ao caçador por ter salvado a avozinha a tempo. Depois o convidaram para comer, junto com elas, o bolo e, os doces que a mãe de Chapeuzinho Vermelho mandara.
Quando os moradores da vila souberam que o lobo tinha morrido, ficaram muito contentes.
Mas quem ficou mais feliz ainda, foram os coelhinhos, os cervos e todos os bichinhos da floresta.
E desse dia em diante, Chapeuzinho Vermelho pode correr atrás das borboletas e colher flores, sem medo do lobo.

Fim.




Existem várias versões dessa história, tive que pesquisar muito para encontrar a da minha infância e que considero a mais bonita e edificante.
Através da contação de histórias, pais, educadores e cuidadores, permitem que as crianças elaborem suas emoções e conflitos na identificação com os personagens e principalmente quando percebem que o bem sempre vence.
No caso de Chapeuzinho Vermelho, além de ser uma história encantadora, fica evidente que no momento em que ela desobedece aos conselhos da mãe, fica exposta aos perigos da vida, não tendo ainda maturidade e discernimento para saber compreender as situações de risco.
Pedófilos costumam atrair as crianças como o “lobo mau”, aparentando bondade e enganando com falsas promessas. Por tudo isto, gosto dessa historinha por seu conteúdo de respeito e obediência aos pais, porque ainda não tendo maturidade para entender o significado mais profundo que traz, a criança absorve e retém no inconsciente a “moral da história”.



Música de Braguinha:

Pela Estrada A Fora

Pela estrada a fora, eu vou bem sozinha
Levar esses doces para a vovozinha
A estrada é longa, o caminho é deserto
E o lobo mau passeia aqui por perto
Mas à tardinha, ao sol poente
Junto à mamãezinha dormirei contente

Atividade:

  
  Perguntar qual a parte da história que mais gostaram e por que.

  O que fariam no lugar de Chapeuzinho vermelho iriam desobedecer aos conselhos da mãe?

   A mãe dela tinha razão quando indicou o caminho mais seguro e mandou tomar cuidados com o Lobo Mau? Por quê?

  E por fim, solicitar que cada um conte o que aprendeu com a história. 





Tema abordado: Obediência. 

Comentários

✿ chica disse…
Um amor essa história e pode abordar bem o tema obediência! Adoro a musiquinha! bjs, tudo de bom,chica

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