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Mostrando postagens de Agosto, 2016

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Ciranda. Linda poesia de Cecília Meireles

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Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=56775&picture=rosa
Eu queria ser a rosa lá-lá-rá-lá-lá-lá-lá, E, vivendo num jardim,
Ter besouros, borboletas, lá-lá-rá-lá-lá-lá-lá, Cirandando ao pé de mim ! ...
Eu queria ser a praia, Ló-ló-ró-ló-ló-ló-ló. Onde as ondas vão brincar;
E seria toda a vida, Ló-ló-ró-ló-ló-ló-ló. Bem querida pelo mar !
Eu queria ser estrela, Li-li-ri-li-li-li-li, sendo a noite minha irmã,
Para despontar à tarde, Li-li-ri-li-li-li-li, E esconder-me de manhã !

Cecília Meireles.

O LOBO E 0 BURRO.

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Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=35135&picture=figurine-burro
Um burro estava comendo quando viu um lobo escondido espiando tudo que ele fazia. Percebendo que estava em perigo, o burro imaginou um plano para salvar a sua pele.  Fingiu que era aleijado e saiu mancando com a maior dificuldade. Quando o lobo apareceu, o burro todo choroso contou que tinha pisado num espinho pontudo. — Ai, ai, ai! Por favor, tire o espinho de minha pata! Se você não tirar, ele vai espetar sua garganta quando você me engolir. O lobo não queria se engasgar na hora de comer seu almoço, por isso quando o burro levantou a pata ele começou a procurar o espinho com todo cuidado. Nesse momento o burro deu o maior coice de sua vida e acabou com a alegria do lobo. Enquanto o lobo se levantava todo dolorido, o burro galopava satisfeito para longe dali. Cuidado com os favores inesperados.
CONTOS TRADICIONAIS, FÁBULAS,
LENDAS E MITOS – Domínio Público.

Os dois amiguinhos.

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Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php image=121199&picture=reflexao-egret
Uma vez uma garça adotou um filhote de tigre órfão e criou o bebê junto com seu próprio filho. Os dois viraram grandes amigos, e todo dia faziam a maior bagunça, sem jamais brigar. Na realidade, eram as crianças mais boazinhas do mundo. Um dia apareceu outra garça que era uma encrenqueira; essa garça tratou muito mal o bebê garça. O bebê garça pediu socorro, e o tigre veio correndo: num instante engoliu a encrenqueira. Só ficou um ossinho e um punhado de penas para contar a história. O tigre, que tinha sido criado num regime vegetariano, achou aquela comida diferente uma maravilha. Lambendo os bigodes, piscou o olho e disse: – Eu te adoro, minha pequena garça! E zás, lá se foi sua companheira de brincadeiras servir de sobremesa para o piquenique improvisado.
Moral: Nada elimina o que a natureza determina.

Esopo.

A Foca.

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Quer ver a foca Ficar feliz? É por uma bola No seu nariz.
Quer ver a foca Bater palminha? É dar a ela Uma sardinha.
Quer ver a foca Fazer uma briga? É espetar ela Bem na barriga!
Vinicius de Moraes

O RATINHO, O GATO E O GALO. Fábula de Monteiro Lobato.

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Certa manhã, um ratinho saiu do buraco pela primeira vez. Queria conhecer o mundo e travar relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos. Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correnteza dos ribeirões, a habitação dos homens. E acabou penetrando no quintal duma casa da roça. — Sim senhor! E interessante isto! Examinou tudo minuciosamente, farejou a tulha de milho e a estrebaria. Em seguida, notou no terreiro um certo animal de belo pelo, que dormia sossegado ao sol. Aproximou-se dele e farejou-o, sem receio nenhum. Nisto, aparece um galo, que bate as asas e canta. O ratinho, por um triz, não morreu de susto. Arrepiou-se todo e disparou como um raio para a toca. Lá contou à mamãe as aventuras do passeio. — Observei muita coisa interessante — disse ele. — Mas nada me impressionou tanto como dois animais que vi no terreiro. Um de pelo macio e ar bondoso seduziu-me logo. Devia…

Tudo em nada.

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Passarinho no Sapé.

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P tem papo o P tem pé. É o P que pia? (Piu!) Quem é? O P não pia: O P não é. O P só tem papo e pé. Será o sapo? O sapo não é. (Piu!) É o passarinho que fez seu ninho no sapé. Pio com papo. Pio com pé. Piu-piu-piu: Passarinho. Passarinho no sapé.

Cecília Meireles.

As mil e uma noites. ALI BABÁ E OS QUARENTA LADRÕES.

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Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/cavalo-sombra-terra-homem-no-cavalo-935073/
Numa distante cidade do Oriente, vivia um homem bom e justo, chamado Ali Babá. Ali Babá era muito pobre. Morava numa tenda, entre um vasto deserto e um grande oásis. Para sustentar a mulher, Samira, e os quatro filhos, Ali Babá oferecia seus serviços às caravanas de mercadores que passavam por ali. Estava sempre pronto para cuidar dos camelos, lavá-los, escová-los e dar-lhes água e alimento. Os ricos comerciantes já conheciam Ali Babá e gostavam muito de seu serviço. Ele sempre cobrava o preço justo pelo trabalho, porém, muitas vezes, os mercadores davam-lhe mais, pois sabiam que ele vivia em dificuldades. — Aqui estão dez moedas de prata para você, Ali Babá. E obrigado por ter cuidado tão bem dos meus camelos. — Mas, senhor, são só cinco moedas que costumo cobrar — respondia honestamente Ali Baba. — Sim, eu sei, meu bom homem. Mas quero gratificá-lo. — Obrigado, patrão, agradeço em nome dos meus filhos. Samira, e…

As Mãos, os Pés, o Estômago e o Corpo. Linda fábula de Esopo.

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Fonte:https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7as-brincando-mar-azul-areia-993534/
Certo dia, as Mãos e os Pés, trocando ideias, começaram a se queixar das outras partes do corpo. No final da conversa, chegaram à conclusão que trabalhavam a vida inteira, custeando o Corpo e que tudo era mais em proveito do Estômago, que comia sem trabalho. Portanto, o Estômago que procurasse o seu sustento, porque as Mãos e os Pés não iriam mais dar-lhe de comer. O Estômago pediu muito, mas disseram que haviam tomado uma decisão. Assim, começaram a lhe negar comida, o que foi enfraquecendo-o e, com isso, o Corpo inteiro. Sentindo as Mãos e os Pés se enfraquecerem, começaram novamente a querer alimentar o Estômago, mas como a fraqueza fosse muita, nada lhes valeu, morrendo todos juntos.
Esopo. Domínio Público.

Moral da história: 
Assim como no corpo todos os órgãos dependem uns dos outros, na vida também precisamos agir como uma equipe para que todos sejam favorecidos.

Ou isso ou aquilo. Linda poesia de Cecília Meireles.

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Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=34760&picture=menina-com-guarda-chuva
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.



Cecíli

Alice no País das Maravilhas. Capítulo 11 - Quem roubou as tortas?

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O Rei e a Rainha de Copas estavam sentados em seus tronos quando eles chegaram, com uma multidão em volta... todo tipo de pequenos pássaros e animais além de todas as cartas do baralho: o Valete estava parado na frente deles, acorrentado, com um soldado em cada lado o guardando; e perto do Rei estava o Coelho Branco, com uma trombeta em uma mão e um pergaminho na outra. Bem no meio da corte havia uma mesa, com um grande prato de tortas sobre ela: elas pareciam tão deliciosas que Alice ficou com fome só de olhá-las e pensou “Tomara que o julgamento termine logo e eles sirvam o lanche!”. Mas parecia que a coisa não tinha chance e então, para passar o tempo, ela começou a olhar para tudo em volta. Alice nunca estivera numa corte de justiça antes, mas já tinha lido sobre elas nos livros e estava satisfeita por perceber que sabia o nome de quase tudo em volta. “Aquele é o juiz”, ela disse para si mesma, “por causa da sua grande peruca.” O juiz, aliás, era o Rei, que vestia a coroa sobre a pe…