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Mostrando postagens de Maio, 2016

Importante para sua boa navegação pelo blog.

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A bailarina. Cecília Meireles. Leia poesia para sua criança.

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Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/menina-girando-dan%C3%A7a-rosa-crian%C3%A7a-1378897/
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé. Não conhece nem mi nem fá mas inclina o corpo para cá e para lá. Não conhece nem lá nem si, mas fecha os olhos e sorri. Roda, roda, roda com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do Roda, roda, roda com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do lugar. Põe Põe no cabelo uma estrela e um véu e diz que caiu do céu. Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Mas depois esquece todas as danças, e também quer dormir como as outras crianças.

Cecília Meireles.

De criança diferente a adulto consciente.

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Nasci e quando comecei a crescer, mamãe descobriu que havia algo diferente em mim. Os sons iam ficando cada vez mais distante e os médicos diziam que um dia eu não poderia mais ouvir o canto dos pássaros, o latido do cachorro, a música e nem mesmo a voz da mamãe. Fui crescendo como toda criança e um dia minha mãe me ensinou que eu era diferente de outras crianças porque não podia ouvir sons iguais a elas. Acho que fiquei triste porque ela me pegou pela mão e me falou: “Quando Deus criou as pessoas desejou que cada uma nascesse com uma característica diferente da outra, é isso que faz com que elas sejam únicas e assim Ele as reconheceria facilmente”. Ela me disse ainda: “Algumas pessoas não podem ver o mundo e são chamadas de cegas ou deficientes visuais, outras não podem andar e são conhecidas como deficientes físicas. Você não pode ouvir e por isso quando alguém a chamar de “su…

Dédalo e Ícaro, os limites para sonhar. Mitologia grega.

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Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=22034&picture=blue-angel
Dédalo e Ícaro, os limites para sonhar.
Em Atenas, Dédalo era um artesão e engenheiro famoso. Todos conheciam a sua arte e ele tinha fama em toda Grécia. Os mais poderosos reis queriam adquirir as suas esculturas ou viver nos majestosos palácios e edifícios que ele construía. Com tantas encomendas, Dédalo já não conseguia atender a todos os pedidos e para aliviar a grande sobrecarga, o artista decidiu ter um aprendiz em sua oficina, seu sobrinho Talo. Dédalo ensinou ao jovem todos os segredos das artes da cerâmica, da arquitetura e da escultura. Aos poucos, Talo mostrou-se um excelente aprendiz e um genial artista, e com sua criatividade inventou o torno de oleiro. Dédalo sentiu uma profunda inveja por não ter sido ele o criador do invento. A cada dia, Talo inventava algo. Certa vez, ao ver os dentes pontiagudos de uma serpente, ele teve a inspiração para inventar o serrote. Passado algu…

Rumpelstiltskin. Irmãos Grimm.

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Fonte da imagem:Rumpelstiltskin Ilustração de Walter Crane para uma tradução dos Contos de Grimm (1886)
Havia uma vez um moleiro pobre que tinha uma filha muito bela. Um dia aconteceu de ter que ir falar com o rei e, para parecer mais importante, disse: - Tenho uma filha que pode fiar a palha e convertê-la em ouro.  - Essa é uma habilidade que me impressiona – disse o rei ao moleiro – se tua filha é tão hábil como dizes, traga-a amanhã ao meu palácio e vamos ver isso. Quando trouxeram a garota, o rei a levou para um quarto cheio de palha, deu-lhe uma roca e uma bobina e disse: - Trabalha e, se amanhã pela manhã não tiveres convertido toda essa palha em ouro, durante a noite, morrerás. Então ele mesmo fechou a porta à chave e a deixou só. A filha do moleiro e sentou sem poder fazer nada para salvar sua vida. Não tinha a menor ideia de como fiar a palha e convertê-la em ouro, e se assustava cada vez mais, até que por fim começou a chorar. Porém, de repente a porta se abriu e entrou um homen…

História de Uma Gata. Chico Buarque.

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Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/gato-animais-de-estima%C3%A7%C3%A3o-451377/


História de Uma Gata. Chico Buarque Me alimentaram Me acariciaram Me aliciaram Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento Detefon, almofada e trato Todo dia filé-mignon Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento Fique em casa, não tome vento Mas é duro ficar na sua Quando à luz da lua Tantos gatos pela rua Toda a noite vão cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás
Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa Fui barrada na portaria Sem filé e sem almofada Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia É no meio da gataria Pela rua virando lata Eu sou mais eu, mais gata Numa louca serenata Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás
Nós, gatos, já nascemos po…

A princesa e a ervilha. Hans Christian Andersen.

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Fonte da imagem;https://pixabay.com/pt/menina-dan%C3%A7a-vestido-flores-1349272/
Havia uma vez um príncipe que queria se casar com uma princesa, mas não se contentava com uma princesa que não fosse de verdade. De modo que se dedicou a procurá-la no mundo inteiro, ainda que inutilmente, pois todas que via apresentavam algum defeito. Princesas havia muitas, porém não podia ter certeza, ja que sempre havia nelas algo que não estava bem. Assim, regressou ao seu reino cheio de sentimento, pois desejava muito uma princesa verdadeira! Certa noite, caiu uma tempestade horrível. Trovejava e chovia a cântaros. De repente, bateram à porta do castelo, e o rei foi pessoalmente abrir. No umbral havia uma princesa. Mas, Santo Céu, como havia ficado com o tempo ea chuva! A água escorria por seu cabelo e roupas, seu sapato estava desmanchando. Apesar disso, ela insistia que era uma princesa real e verdadeira. "Bom, isso vamos saber logo", pensou a rainha velha. E, sem dizer uma palavra, foi ao qu…

Respeitando o tempo para aprender. Linda animação.

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O pescador e sua mulher. Um conto de fadas dos Irmãos Grimm.

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Era uma vez um pobre pescador e sua mulher. Eram pobres, muito pobres. Moravam numa choupana à beira-mar, num lugar solitário. Viviam dos poucos peixes que ele pescava. Poucos porque, de tão pobre que era ele não possuía um barco: não podia aventurar-se ao mar alto, onde estão os grandes cardumes. Tinha de se contentar com os peixes que apanhava com os anzóis ou com as redes lançadas no raso. Sua choupana, de pau-a-pique era coberta com folhas de palmeira. Quando chovia a água caía dentro da casa e os dois tinham de ficar encolhidos, agachados, num canto. Não tinham razões para serem felizes. Mas, a despeito de tudo, tinham momentos de felicidade. Era quando começavam a falar sobre os seus sonhos. Algum dia ele teria sorte, teria uma grande pescaria, ou encontraria um tesouro – e então teriam uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente e galinhas no quintal. Eles sabiam que a…

A porta. Linda poesia de Vinicius de Moraes.

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Sou feita de madeira Madeira, matéria morta Não há nada no mundo

Mais viva que uma porta



Eu abro devagarinho

Pra passar o menininho

Eu abro bem com cuidado

Pra passar o namorado


Eu abro bem prazenteira

Pra passar a cozinheira

Eu abro de supetão

Pra passar o capitão


Eu fecho a frente da casa

Fecho a frente do quartel

Eu fecho tudo no mundo

Só vivo aberta no céu!


Vinicius de Moraes

Cantigas de roda, cirandas.

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Sapo-cururu.
Sapo-cururu, Na beira do rio, Quando o sapo canta, Oh maninha, É que está com frio
A mulher do sapo Deve estar lá dentro Fazendo rendinha Oh, maninha, Para o casamento.





Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=89710&picture=galo

Meu galinho.
Há três noites que eu não durmo, o-lá-lá! Pois perdi o meu galinho o-lá-lá! Coitadinho, o-lá-lá! Pobrezinho, o-lá-lá! Eu perdi lá no jardim.
Ele é branco e amarelo, o-lá-lá! Tem a crista vermelinha, o-lá-lá! Bate as asas, o-lá-lá! Abre o bico, o-lá-lá! Ele faz qui-ri-qui-qui!
Já rodei em Mato Grosso, o-lá-lá! Amazonas e Pará, o-lá-lá! Encontrei, o-lá-lá! Meu galinho, o-lá-lá! No sertão do Ceará.

Alice no País das Maravilhas.Capítulo 9 - A história da falsa tartaruga.

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“Você não pode imaginar como eu estou feliz em vê-la novamente, minha queridinha”, disse a Duquesa, tocando afetuosamente o braço de Alice, passando a caminhar junto com ela. Alice ficou feliz por encontrá-la de bom humor, e pensou consigo mesma que talvez fosse a pimenta que a deixava tão selvagem como quando as duas se conheceram na cozinha. “Quando eu for uma Duquesa”, ela disse para si mesma (não em um tom muito esperançoso), “não vou usar pimenta em minha cozinha de jeito nenhum. Sopa cai muito bem sem isso talvez seja a pimenta que deixe as pessoas mal-humoradas”, ela continuou bem feliz de ter descoberto um novo tipo de regra, “e o vinagre as deixa azedas... e a camomila as deixa amargas... e. e as balas de cevada e este tipo de coisas é que deixam as crianças tão doces. Eu queria que as pessoas soubessem disso: então, eles não seriam tão sovinas com doces, sabe...”  Ela quase se esqueceu da Duquesa nessa hora e levou um pequeno susto quando ouviu sua voz perto dos ouvidos. “Você e…