Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2016

Importante para sua boa navegação pelo blog.

Importante para sua boa navegação pelo blog.

Alice no País das Maravilhas.Capítulo 8 - O jogo de críquete no campo da rainha.

Imagem
Capítulo 8 O jogo de críquete no campo da rainha.
Uma grande roseira imperava na entrada do jardim: as rosas que nela cresciam eram brancas, mas havia três jardineiros que se ocupavam em pintá-las de vermelho. Alice achou que aquilo era uma coisa estranha e aproximou-se para ver melhor. Justamente na hora que chegou perto deles, ouviu um dos jardineiros dizer: “Cuidado, Cinco! Não jogue tinta em mim!”  “Eu não tive culpa”, disse o Cinco em um tom aborrecido. “O Sete empurrou meu cotovelo.” Nisso o Sete olhou para cima e retrucou: “Muito bem, Cinco! Sempre colocando a culpa nos outros!” “É melhor você não falar nada!”, disse o Cinco. “Ontem mesmo eu ouvi a Rainha dizer que você merecia ser decapitado!” “Por quê?”, disse aquele que tinha falado primeiro. “Não é de sua conta, Dois!”, disse o Sete. “É sim, é da conta dele!”, disse o Cinco. “E eu vou dizer pra ele... é porque você levou raízes de tulipa ao invés de cebolas para a cozinheira.” O Sete jogou o pincel fora, e estava começando a falar “Be…

A parte mais importante do corpo.

Imagem
Qual será a parte mais importante do corpo? Eis uma questão, com certeza, de difícil solução. Pois, uma mãe muito jovem perguntou a seu filho, um dia, exatamente isso.  O menino pensou um pouco e se lembrou de como o som é importante para os seres humanos, permitindo a audição da voz humana e dos sons dos animais, do vento, da chuva, da música. Por isso, respondeu: "minhas orelhas", mãe. "Não, você não acertou. Mas, não se preocupe. Continue pensando no assunto. Em outra oportunidade, volto a lhe perguntar." Algum tempo se passou até que a mãe tornou a fazer a mesma indagação. O garoto, que desde a sua primeira tentativa de resposta, frustrada, pensara muito no assunto, respondeu logo: "mãe, a visão é muito importante para todos. É ela que nos permite vislumbrar a beleza das cores, o rosto dos nossos amores, as cenas dos filmes, do teatro. Então, a parte mais importante do corpo são os nossos olhos." "Você está aprendendo rápido", disse a mãe, &qu…

O Corvo e o Jarro. Linda fábula de Esopo.

Imagem
Um corvo, que estava sucumbindo de sede, viu lá do alto um jarro, e na esperança de achar água dentro, voou até ele com muita alegria. Quando lá chegou descobriu, para sua tristeza, que o jarro continha tão pouca água em seu interior, que era impossível alcançá-la com seu curto bico. Ainda assim, ele tentou de tudo para beber a água que estava dentro do jarro, mas com um bico tão curto, todo seu esforço foi em vão. Por último, ele pegou tantas pedras quanto podia carregar, e uma a uma, colocou-as dentro da jarra. Ao fazer isso, logo o nível da água ficou ao alcance do seu bico, e desse modo ele salvou sua vida.
(Fábula de Esopo)
Moral da história: com persistência e esforço tudo se alcança.
“Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.”

Confúcio.

Os três cabelos de ouro do Diabo.

Imagem
Um conto de fadas dos Irmãos Grimm.
Houve, uma vez, uma mulher muito pobre, que deu à luz um menino e, como este nascera com a túnica da sorte, predisseram-lhe que, aos catorze anos se casaria com a filha do rei. Eis que, decorrido pouco tempo, o rei foi àquela aldeia sem que soubessem que era ele; quando perguntou à gente do lugar pelas novidades locais, logo lhe responderam: - Nasceu, nestes dias, um menino com a túnica da sorte. Quem nasce com essa túnica será muito feliz e, faça o que fizer tudo lhe sairá bem. Predisseram-lhe, ademais, que aos catorze anos se casará com a filha do rei. Ouvindo isso, o rei, que era de mau coração, ficou indignado, principalmente por causa da profecia. Foi procurar os pais da criança e, demonstrando benevolência que não possuía, disse-lhes: - Pobre gente dê-me o vosso menino; eu tomarei conta dele. A princípio, os pais recusaram-se, mas, como o desconhecido lhes oferecia grande soma de dinheiro, pensaram entre si: "É um filho da sorte, como tal, tud…

A cidade dos resmungos. Linda metáfora.

Imagem
Extraído de O Livro das virtudes II – O Compasso Moral, William J. Bennett, Editora Nova Fronteira
Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio. Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer.

Fonte da imagem: http://www.fotosefotos.com/page/uso_das_imagens 

Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs. Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa. Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou: – Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras estão cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Jamais v…

A Borboleta Orgulhosa.

Imagem
A borboletinha era uma beleza, mas achava-se uma beldade. Devia, pelo menos, ser tratada como a rainha das borboletas, para que se sentisse satisfeita. Quanta vaidade, meu Deus! Não tinha amigos, pois qualquer mariposa que se aproximasse dela era alvo de risinhos e de desprezo. - Que está fazendo em minha presença, criatura? Não vê que sou mais bela e elegante do que você? costuma ela dizer, fazendo-se de muito importante. Nem os seus familiares escapavam. Mantinha à distância os seus próprios pais e irmãos, como se ela não houvesse nascido naturalmente, mas tivesse sido enviada diretamente do céu. Tratava-os com enorme frieza, como quem faz um favor, quando não há outro remédio. - Sim, você é formosa, borboletinha, mas não sabe usar essa qualidade como deveria. Isso vai destruí-la! previniu-a solenemente um sábio do bosque. A borboletinha não deu muita importância às palavras do sábio. Mas uma leve inquietação aninhou-se em seu coração. Respeitava aquele sábio e temia que ele tivesse razã…

As sapatilhas de Sofia. Historinha com atividades.

Imagem
As sapatilhas de Sofia, Frederick Lipp.
Era um dia de sol muito brilhante na aldeia, e Sofia não conseguia abrir os olhos naquela luz tão intensa. Na aldeia faz sempre muito calor, raramente chove, mas, quando isso acontece, a chuva cai, ininterruptamente, dias seguidos. No ar pairava uma quietude quando, de repente, se ouviu um ruído semelhante ao zumbido de um enxame de abelhas, que aumentava cada vez mais. O porco começou a grunhir e as galinhas a cacarejarem. Sofia queria perceber o que se passava e, sentada direita como um pau de vassoura, pôs-se à escuta. "Deve ser o carro do homem dos números", pensou ela enquanto esfregava os olhos. Uma vez por ano, um homem da cidade chegava à aldeia num carro vermelho. O povo da aldeia dizia que era o homem dos números. O homem contava as pessoas da aldeia a mando do governo. Depois de fazer o seu percurso, o homem parou em frente da casa de Sofia. — Quantas pessoas vivem aqui? — perguntou. — Duas — respondeu Sofia, — a minha mãe e eu. — V…