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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O reformador do mundo - Fábula de Monteiro Lobato.

Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em todas as coisas. O mundo para ele estava errado e a natureza só fazia asneiras.

— Asneiras, Américo?

— Pois então?!... Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso. Ali está uma jabuticabeira enorme sustendo frutas pequeninas, e lá adiante vejo colossal abóbora presa ao caule duma planta rasteira. Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem de ser reorganizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira. Não tenho razão?

Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com inteligência o mundo.

— Mas o melhor — concluiu — é não pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha?

E Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra da jabuticabeira.

Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos. Uma beleza!

De repente, no melhor da festa, plaft! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no nariz.

Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não era tão mal feito assim.

E segue para casa refletindo:

Que espiga!... Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu? Eu, Américo Pisca-Pisca, morta pela abóbora por mim posta no lugar da jabuticaba? Hum! Deixemo-nos de reformas. Fique tudo como estar, que está tudo muito bem.

E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida em fora, mas já sem a cisma de corrigir a natureza.


Moral da história: 


Deus age para nosso bem e cabe a cada um ser merecedor dos dons recebidos, aceitar-se e aceitar a vida e a natureza, pois tudo tem um sentido que às vezes não percebemos. 


Tema: 


Autoaceitação, amor à natureza, cuidados com a natureza, ecologia.


Dinâmica pescaria do bem:


Consiste em você fazer um molde de um peixinho e colocar sobre o EVA e recortar.
Aí você coloca um clips em cada peixe para que as crianças possam pescar.

Em cada peixe uma palavra exemplo:

Honestidade, caridade, respeito, amor, estudar, gentileza, ecologia, educação e outras que você achar importantes.

Você pode adaptar a atividade para qualquer tema, por exemplo, se for em uma dinâmica focada em gentileza, escrever atitudes gentis, como por exemplo, dar o lugar para um idoso, ajudar em casa, etc.

Depois de “pescar” cada criança fala sobre a palavra que tirou e é convidada a pensar sobre como tem agido a respeito.

Outra maneira da fazer a mesma dinâmica é formar dois grupos de pescaria. O grupo que pescar mais peixes é o vencedor.
Igualmente cada um deverá falar sobre a palavra que pescou.

Não tem premiação, explicar que todos ganham inclusive os que pescaram menos, porque a atitude de procurar o bem é o prêmio merecido e que só vai ajudar a criança na sua vida.



sábado, 30 de julho de 2016

O Riacho.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/ribeiro-prado-ermo-angra-lago-1031675/

Um riacho da montanha, esquecendo-se de que devia sua água à chuva e a pequenos córregos, resolveu crescer até ficar do tamanho de um rio.
Pôs-se então a atirar-se violentamente de encontro às suas margens, arrancando terra e pedras a fim de alargar seu leito.
Mas quando a chuva acabou a água diminuiu. O pobre riacho viu-se preso entre as pedras que arrancara de suas margens e foi forçado a, com grande esforço, encontrar outro caminho para descer até o vale.

Moral: 

Quem tudo quer tudo perde.

Leonardo da Vinci.


Trabalhando o texto.

Explicar que riacho nada mais é que um pequeno rio. 
Como o rio ele depende das chuvas para manter o seu tamanho e sua saúde.
Para aprender a cuidar das águas clique http://www.smartkids.com.br/trabalho/ecologia

Perguntas:

Porque o riacho não era feliz?

Você não acha que ele já estava em um lugar muito bonito junto à natureza?

O que ele queria ser?

Será que ele agiu corretamente?

Assim somos nós. Cada um de nós tem o corpo perfeito para sua evolução, devendo então cuidar do seu corpo sem desejar ser diferente, pois na natureza, tudo tem seu valor assim como na humanidade, cada um é importante do jeito que é, devendo valorizar o que tem para poder lutar por um mundo melhor.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

De criança diferente a adulto consciente.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=75218&picture=handprints-coloridos

Nasci e quando comecei a crescer, mamãe descobriu que havia algo diferente em mim. Os sons iam ficando cada vez mais distante e os médicos diziam que um dia eu não poderia mais ouvir o canto dos pássaros, o latido do cachorro, a música e nem mesmo a voz da mamãe.
Fui crescendo como toda criança e um dia minha mãe me ensinou que eu era diferente de outras crianças porque não podia ouvir sons iguais a elas.
Acho que fiquei triste porque ela me pegou pela mão e me falou: “Quando Deus criou as pessoas desejou que cada uma nascesse com uma característica diferente da outra, é isso que faz com que elas sejam únicas e assim Ele as reconheceria facilmente”.
Ela me disse ainda: “Algumas pessoas não podem ver o mundo e são chamadas de cegas ou deficientes visuais, outras não podem andar e são conhecidas como deficientes físicas. Você não pode ouvir e por isso quando alguém a chamar de “surda” ou “deficiente auditiva” não estará desejando-lhe mal, apenas tratando-a por sua característica única”.
Meu papai não acreditava que eu era diferente e meu irmão sempre achou que eu era especial para ele, por isso me levava com ele para todos os lugares aonde ia e me apresentava a todos os seus amigos.
Cresci acreditando que poderia fazer tudo o que meu coração desejasse fazer, pois se não conseguisse era apenas por não ter habilidades para aquilo, sabia bem que ser surda não era desculpa para desistir dos meus ideais.
A escola era meu lugar preferido, os livros, as revistas. Mamãe me ensinou a ler e escrever quando tinha apenas cinco anos e todos ficavam admirados com minha fluência para ler e escrever.
Fiquei muito triste quando virei adolescente porque começaram a me achar diferente e não me convidavam mais para fazer parte da turma. Não me deixavam participar dos grupos de trabalho. Minha mãe disse que quando somos crianças temos um coisa chamada inocência que não nos deixa enxergar as diferenças, para as crianças todas as pessoas são iguais, elas não veem diferenças. Ela me falou que quando começamos a ficar grandes temos dificuldades em aceitar algumas pessoas, mas que eu era perfeita, pois Deus me criou assim então eu deveria me amar como eu era, que se eu gostasse de mim mesma, todos também gostariam.
Superei aquela fase, mas por onde passei as pessoas que me conheceram diziam que eu servia de inspiração para suas vidas, pois estava sempre feliz e sorridente e que eu sempre desafiava as dificuldades.
Quando cheguei à faculdade minha mãe foi estudar junto comigo. Ela sempre falou que foi para me ajudar, mas que eu a ajudei mais do que ela a mim. Ela dizia para as pessoas que eu lhe mostrei que mesmo que pensarmos que somos velhos demais para fazer alguma coisa, devemos tentar, pois não há limites de idade para vivermos.
A profissão que escolhi foi a Pedagogia. Eu queria poder ensinar crianças para mostrar a elas desde pequenas que elas deveriam acreditar que poderiam fazer qualquer coisa desde que desejassem muito isso e que as diferenças não são defeitos ou problemas, mas um jeito novo de realizar as coisas.
Já participei de muitas atividades, viajei, conheci pessoas, lugares… Continuo estudando, faço parte de uma ONG que cuida de crianças com diferenças sociais extremas, faço parte de uma igreja que me aceita como sou e me da oportunidades de cantar, falar e viver como todos os outros ali.
Meu pai entendeu o meu jeito de viver e investiu em mim. Meu irmão continua me amando e me admirando, ele fala que sempre busca inspiração em mim quando acha que as coisas estão difíceis. Minha mãe diz que ele tanto me amou que encontrou uma namorada que tem muitas das minhas características.
Eu nasci e quando comecei a crescer descobri que ser diferente é ser uma pessoa contente.
E você? Como usa suas diferenças?


Fonte: http://www.historias-infantis.com/de-crianca-diferente-a-adulto-consciente/

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O limão insatisfeito. Autoconhecimento e Auto aceitação II

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=1793&picture=frutas-sorriso

O limão insatisfeito.

Num mesmo pomar viviam lado a lado um pé de limão galego e um pé de tangerina.
O pé de tangerina estava sempre com crianças a sua volta.
Era depois da brincadeira... Era na volta da escola... Era depois do jantar...
As crianças deliciavam-se com as gostosas tangerinas.
Um limão galego do pé de limão vizinho olhava aquilo muito aborrecido.
Ninguém queria saber dele. Nenhuma criança o olhava com alegria, como faziam com a tangerina.
Também... Os limões eram tão azedos!
E eles iam ficando esquecidos no seu pé até ficarem velhos... Ou até quando a cozinheira se lembrava deles para temperar a carne ou a salada. Mas aquele limão galego não aceitava viver assim. Tudo que ele queria era ser doce como uma tangerina.
Aconteceu que, num dia de temporal o vento o arrancou do limoeiro e ele caiu num galho do pé de tangerina.
Meio assustado, o limão galego viu que estava bem ao lado de uma tangerina bem gordinha.
Ficou feliz! Agora, naquele pé, poderia passar por uma tangerina e seria admirado por todos.
O limão ajeitou- se da melhor forma que pode, bem junto a uma folhinha e ali ficou com ares de tangerina.
Dias depois, o limão foi colhido junto com as tangerinas pela dona da casa e colocado numa linda fruteira em cima da mesa da sala de jantar.
E no meio das tangerinas, ninguém desconfiava que ele fosse um limão galego.
Naquela noite, depois de ter sido provado pela caçulinha da casa, o limão galego acabou na lata do lixo, misturado a restos de comida e pó de café.
E assim acabou a vida do limão que não se aceitava, sem ao menos saber do seu grande valor: o de curar muitas doenças.

Fonte: Apostila Lar Fabiano de Cristo.




Autoconhecimento e Auto aceitação II.

Objetivos da aula: 

levar as crianças a entenderem que o autoconhecimento é indispensável ao progresso do Espírito e que, portanto, devemos examinar a nós mesmos constantemente, para descobrirmos de que modo podemos nos melhorar. Contudo, é necessário cultivar a auto aceitação, que nos fortalece a paciência e nos ajuda a viver em harmonia conosco e com nossos semelhantes. Ajudar os jovens a reconhecerem que eles são seres especiais criados à imagem de Deus e que somos a obra-prima de Deus em aperfeiçoamento, portanto ninguém deve sentir-se inútil ou inferior.

Primeiro momento:

Pedir que as crianças definam o que é: Autoconhecimento e Auto aceitação e em seguida fazer uma exposição dialogada.

Autoconhecimento.

- conhecimento de si mesmo, saber o que gosta e o que não gosta, o que deseja da vida, que coisas são importantes, quais os nossos sentimentos diante de certos acontecimentos (ex.: quando nossos pais nos chamam a atenção, quando alguém não concorda com a nossa opinião, quando recebemos uma notícia triste/alegre, quando somos provocados).
O autoconhecimento não serve, portanto, apenas para percebermos nossos defeitos, mas também para compreendermos nosso verdadeiro valor. E, aprendendo a refletir assim sobre nós mesmos, mais facilmente poderemos refletir sobre o mundo e as pessoas ao nosso redor. Lembrando sempre que a diferença entre o inteligente e o sábio é que este é capaz de analisar por vários ângulos uma mesma questão.

Auto aceitação.

 - reconhecer os erros e acertos, respeitando a si próprio como um Espírito em evolução; não se revoltar ou ficar triste porque ainda não tem as boas atitudes que gostaria; aceitar o próprio corpo físico (cor do cabelo, altura, peso, a mudança da voz, as alterações físicas que acontecem na adolescência). Lembrar que auto aceitação não deve significar acomodação ou revolta, mas uma atitude positiva de conhecer-se e mudar para melhor. Além disso, a auto aceitação fortalece a paciência e a fé, auxiliando-nos a viver em harmonia conosco e com os outros.

 Segundo momento:

pedir para que os jovens questionem a eles mesmos e respondam: Quem sou eu? (aguardar as definições).

Terceiro momento: 

complementação da resposta da pergunta do segundo momento.
Somos Espíritos imortais e possuímos um corpo físico e um espírito. Somos partes do imenso Universo de Deus, tanto no sentido material como espiritual.

Quarto momento - indagar:

Como fazer para nos autoconhecermos? Ao fim do dia, interrogue a sua consciência e relembre o que fez, perguntando-se a si mesmo se não faltou a algum dever, se não deixou de fazer o bem em alguma ocasião e se ninguém teve motivo para de você se queixar. Analise se você tratou mal alguém e se foi orgulhoso ou egoísta em algum momento. Evite julgar os outros, mas se permita a autoanálise (analisar a si mesmo).
 Foi sugerido pelos alunos fazer uma relação das coisas boas que fizeram e outra lista do que consideraram desacertos, escrevendo em um caderninho já previamente preparado para isso, para que ficasse mais fácil a posterior análise das falhas, pensar em cada uma separadamente, buscando qual seria a melhor atitude a ser tomada, caso o fato se repetisse. Estas anotações poderão ser feitas diariamente.

Quinto momento: questionar os jovens:

01 – Solicitar que todos pensem a respeito das coisas que gostariam de modificar em seu corpo físico e aqueles que quiserem poderão falar. O que seria? Por quê?
02 – Além da nossa aparência, o que mais nos torna diferente dos outros?
As coisas de que gostamos e não gostamos; nossos talentos, nossas virtudes.
03 – Qual a vantagem de ser a única pessoa exatamente igual a você no mundo inteiro?
Sentirmo-nos especiais, que é como nosso Pai nos vê. Somos diferentes porque cada um tem uma caminhada evolutiva individual e única.
04 – Você sempre gosta de você? Justifique sua resposta.

Sexto momento: exposição dialogada:

Não causa surpresa a tendência de as crianças/jovens avaliarem a si mesmas do mesmo modo que a sociedade o faz. Os que são fisicamente atraentes, atléticos, têm talento intelectual ou aceitação social tendem a sentir-se bem consigo mesmos porque encontram grande acolhida por parte dos que os cercam.
As crianças mais novas geralmente comparam suas habilidades com as dos outros. Os que sempre terminam as atividades por último, os mais tímidos ou os últimos a serem escolhidos para formar um time frequentemente interiorizarão essas mensagens negativas. “Eu nunca serei bom o suficiente”, pode tornar-se uma disposição mental perigosa e negativa muito cedo na vida.
As crianças mais velhas encontram segurança ao andar em grupos, usar a mesma moda, falar e agir como todos os outros de seu grupo. Mas elas precisam ser desafiadas a expressar a individualidade dada por Deus de maneira criativa e construtiva.
As crianças/jovens precisam entender que os valores na família de Deus são diferentes. Os indivíduos são valorizados como criações únicas de Deus, não importando qual seja a embalagem externa.

Sétimo momento: contar a historia O limão insatisfeito 

Oitavo momento: explicar que vamos falar sobre o que nos faz sentir bem a respeito de nós mesmos e o que nos faz sentir mal.

O educador deverá ler várias declarações em voz alta. Se o que ler fizer os jovens se sentirem bem consigo mesmo, devem dar um sorriso. Se o que for lido fizer os jovens se sentirem mal, devem fazer uma cara de tristeza. Se vocês se sentirem mais ou menos, devem ficar exatamente como estão, ou seja; com aspecto indiferente.

         ** O Evangelizador deverá questionar as fisionomias **

Ler as declarações abaixo, fazendo uma pausa após cada uma delas para que jovens possam responder com suas fisionomias e dessa forma o educador observar e fazer questionamentos:

         Sugestões:

          Alguém diz: Não gostei do seu corte de cabelo.

          Você fez um desenho/texto bacana e a professora diz que vai colocá-lo no mural para que todos o vejam.

          Você quebrou um copo na cozinha.

          Seus pais colocaram você de castigo por dois dias por causa da bagunça no quarto.

          Você brigou com seu irmão (ou irmã) ou colega.

          Você ganhou uma roupa nova e sente-se o máximo usando-a.

          Você recebeu uma carta (um e-mail) de um amigo que mora em outra cidade.

          Você começou a aprender a tocar um instrumento musical.

          Seu colega jogou um papel de bala no chão.

          Você foi o primeiro a ser escolhido quando os times de basquete (vôlei, futebol) foram formados.

          Você teve que ir à aula de evangelização apesar de estar com a perna engessada.

          Seu pai chamou sua atenção na frente dos seus colegas.

          No dia do seu aniversário você ganhou muitos presentes.

          Ninguém leva em consideração a sua opinião, só porque você é criança.

          Um colega de sala fala mal você.

         Para finalizar as declarações acima o evangelizador deverá perguntar:

          Todos nós nos sentimos bem ou mal sobre as mesmas coisas? (Quase todos nós, mas não exatamente da mesma forma).

          O que isso diz sobre nós? (Somos todos diferentes; mas todos temos sentimentos.)

          Da lista que eu li, qual declaração fez você sentir-se pior?

         CONCLUIR QUE: 

Todos nós possuímos muitas qualidades, mas que também possuímos defeitos que devemos nos esforçar por transformar em virtudes. Muito do que nos faz sentir bem ou mal acontece exteriormente – que tipo de dia tivemos ou qual a nossa aparência. Mas Deus se importa com o que somos por dentro, por isso devemos começar nossa reforma íntima o mais cedo possível, através da superação das imperfeições, transformando-as em virtudes. É uma tarefa individual e um compromisso consigo mesmo, e que ninguém pode fazer pelo outro. Mas à medida que vamos analisando nossos pensamentos e atitudes, com a finalidade de errar menos e evoluir, seremos mais felizes. Por exemplo: quem costuma falar mal dos outros deve aprender a ver os pontos positivos em seus companheiros de jornada; aquele que costuma reclamar, deve se esforçar para agradecer tudo o que tem e reclamar menos; quem costuma mentir, deve se determinar a falar sempre a verdade.

Nono momento: 

pedir aos jovens que digam virtudes que eles consideram importantes de serem desenvolvidas por todos. O ajudante da sala deverá ir escrevendo todas as virtudes ditas, no quadro.


         Posteriormente pode-se conversar sobre a importância das virtudes relacionadas no quadro.

Fonte:http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/autoaceitacao2.htm 



Aviso aos leitores. O tema é retirado de um site espírita, portanto você pode adaptar para suas crianças sem falar em Deus e espírito imortal, respeitando as diferentes religiões. É um texto para adolescentes, mas pode ser adaptado para os menores.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ser diferente. Autoconhecimento e auto aceitação.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=32511&picture=clip-art-azul-elefante

Ser diferente.

Zezé, o elefante, estava triste. Ele se achava gordo e desajeitado. Na verdade, queria ser como Filó, a girafa. Porém, ao contar para a amiga girafa seu sonho de ser alto e elegante como ela, descobriu que Filó se achava alta demais, e não gostava de seu pescoço. Ela contou, então que desejava ser como Lico, o veado, ágil, veloz e com a altura certa.
Conversando com Lico, descobriram que ele se considerava frágil demais e, em seus sonhos, via-se forte como Ian, o leão.
Superando o medo que sentiam de Ian, foram procurá-lo, para perguntar como era ser forte, ser o rei da floresta. Mas encontraram Ian triste e solitário. O leão possuía poucos amigos, pois tinha fama de ser furioso, e todos tinham medo de se tornar seu jantar.
Como não conseguiram concluir quem era o melhor bicho, resolveram fazer um concurso para eleger o mais belo da floresta, o animal ideal. E foram procurar Zilá, a coruja, para juntos estabelecerem as regras do campeonato.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=52917&picture=coruja-clip

Zilá era uma estudiosa do comportamento animal, que surpreendeu a todos quando disse:
- Que importa ser o mais belo, o animal ideal? Deus criou cada animal de um jeito especial, com características próprias. E aí está a beleza da criação. Já pensaram se só existissem leões ou borboletas?
Zilá também explicou que cada animal tem virtudes próprias, e que o importante é cada um aceitar-se como é, valorizando o que tem de bom e se esforçando para se tornar alguém cada vez melhor, desenvolvendo qualidades como amor, perdão, respeito, amizade.
Zezé, Filó, Lico e Ian pensaram muito no que disse Zilá. E não realizaram o concurso.
A partir dessa conversa, Zezé parou de reclamar de seu peso e iniciou um programa de exercícios; Filó aceitou-se como era, alta e magra e deixou de ser fofoqueira; Lico tornou-se mais alegre e satisfeito com a vida e Ian tem se esforçado para ser mais calmo e simpático e fazer novos amigos. Assim, todos colaboram para que a floresta se torne um lugar melhor para se viver.

Claudia Schmidt.

Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/autoaceitacao2ser.htm



Autoconhecimento e auto aceitação. Dinâmica.

Primeiro momento: 

distribuir às crianças uma folha de ofício em branco. Pedir a elas que dobrem duas vezes ao meio, de modo que pareça um livro.

Segundo momento: 

explicar o que é um passaporte (um documento oficial que serve como identificação).

Terceiro momento: 

realização do passaporte. Todos devem fazer o seu próprio passaporte, mas os passos devem ser explicados aos poucos, na medida em que o grupo conclui a tarefa anterior.

1ª folha: é a capa; nela a criança deve colocar a maneira como se vê: um desenho de si mesmo ou uma figura que o represente;

2ª folha: colocar nome, idade, filiação, bem como suas características físicas (peso, altura, cor dos olhos e cabelos, etc.) e espirituais (o que gosta de fazer e o que não gosta);

3ª folha: escrever como acha que os outros o veem, ou seja, o que as outras pessoas pensam e valorizam no dono do passaporte;

4ª folha: descrever as qualidades que possui (e que devem ser muitas, pois todos têm muitas qualidades). Se a criança não souber, perguntar aos colegas.


Quarto momento: cada criança deve explicar o seu passaporte aos demais colegas. A aula tem como objetivo fazer com que pensem sobre si mesmos e descubram que tem muitas qualidades, promovendo o autoconhecimento e a auto aceitação.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7a-menina-jovem-pretty-in-pink-946695/

Ana Maria Machado. 

Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos pareciam duas azeitonas pretas, brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros. A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fitas coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da África, ou uma fada do Reino do Luar. 
E, havia um coelho bem branquinho, com os olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela... 
Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou: 
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo para ser tão pretinha? 
A menina não sabia, mas inventou: 
- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina... 
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou um banho nela. 
Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: 
- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: 
- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina. O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto. 
- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: 
- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina. O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: 
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha? 
A menina não sabia e...Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse: 
- Artes de uma avó preta que ela tinha...
 Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar dizendo mesmo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina tinha que era procurar uma coelha preta para casar. Nem precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava que aquele coelho branco uma graça. 
Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! 
Tinha coelhos de todas as cores: branco. Branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. 
Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado. E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava: 
- Coelha bonita do laço de fita, qual é teu segredo para ser tão pretinha? 
E ela respondia: - Conselhos da mãe da minha madrinha... 

sábado, 22 de agosto de 2015

Ligar os pontos, uma tarefa para ser usada para crianças e gente grande.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/estudantes-sala-de-aula-escola-395568/

Certamente você conhece aquela atividade de ligar os pontos e no final aparece uma imagem.
Só teremos a visão total da imagem depois de ligarmos “todos” os pontos, um a um.
Tal sucede com pessoas. Vamos imaginar que todos somos jogos de ligar pontinhos. Cada ponto é uma característica de personalidade, um jeitinho especial que só você ou sua criança tem de ser.
Para ligarmos os pontos corretamente, há que aprender a ler a alma da criança. Colocar-se no lugar dela, sem, no entanto deixar de lado os limites necessários.
O que estou falando é de rótulos.
Não rotule sua criança. Nem rótulos positivos valem, porque são limitantes.
Uma criança não pode ser supervalorizada por ser linda.
Provavelmente poderá deixar de desenvolver-se em todas as suas potencialidades.
E colocar rótulos negativos mais prejudicial ainda, ela crescerá com a crença que não pode, não consegue, e depois recuperar uma autoestima baixa é tarefa dolorosa que vai exigir anos de terapia.
Vamos ligar os pontinhos? Garanto que você vai se surpreender com o resultado!

«Os rótulos funcionam como profecias auto confirmatórias na medida em que se colam na pele das crianças, minando a sua autoestima e fazendo com que tendam a encaixar-se no papel que lhes foi destinado». Pelo contrário, «os professores devem valorizar o desempenho da criança, tendo em conta o seu perfil, e salientar os progressos realizados, por menores que pareçam».


Saiba mais AQUI

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Patinho feio. Para os pequenos.

ERA UMA VEZ ...

Uma mamã pata que teve 5 ovos. Ela esperava ansiosamente pelo dia em que os seus ovos quebrassem e deles nascessem os seus queridos filhos!
Quando esse dia chegou, os ovos da mamã pata começaram a abrir, um a um, e ela, alegremente, começou a saudar os seus novos patinhos. Mas o último ovo demorou mais a partir, e a mamã começou a ficar nervosa…
Finalmente, a casca quebrou e, para surpresa da mamã pata, de lá saiu um patinho muito diferente de todos os seus outros filhos.
- Este patinho feio não pode ser meu! Exclama a mamã pata.
- Alguém te pregou uma partida. Afirma a vizinha galinha.
Os dias passaram e, à medida que os patinhos cresciam, o patinho feio tornava-se cada vez mais diferente dos outros patinhos.
Cansado de ser gozado pelos seus irmãos e por todos os animais da quinta, o patinho feio decide partir.
Irmãos fazem pouco do patinho feio mesmo longe da quinta, o patinho não conseguiu paz, pois os seus irmãos perseguiam-no por todo o lago, gritando:
- És o pato mais feio que nós alguma vez vimos!
E, para onde quer que fosse, todos os animais que encontrava faziam troça dele.
- Que hei de eu fazer? Para onde hei de ir? O patinho sentia-se muito triste e abandonado.
Com a chegada do inverno, o patinho cansado e cheio de fome encontra uma casa e pensa:
- Talvez aqui encontre alguém que goste de mim! E assim foi.
O patinho passou o inverno aconchegadinho, numa casa quentinha e na companhia de quem gostava dele. Tudo teria corrido bem se não tivesse chegado a primavera e com ela, um gato malvado, que enganando os donos da casa, correu com o patinho para fora dali!
- Mais uma vez estou sozinho e infeliz… Suspirou o patinho feio.
O patinho seguiu o seu caminho e, ao chegar a um grande lago, refugiou-se junto a uns juncos, e ali ficou durante vários dias.
Um dia, muito cedo, o patinho feio foi acordado por vozes de crianças.
- Olha! Um recém-chegado! Gritou uma das crianças. Todas as outras crianças davam gritos de alegria.
- E é tão bonito! Dizia outra.
Bonito?... De quem estarão a falar? Pensou o patinho feio.
De repente, o patinho feio viu que todos olhavam para ele e, ao ver o seu reflexo na água, viu um grande e elegante cisne.
- Oh!... Exclama o patinho admirado. Crianças e outros cisnes admiravam a sua beleza e cumprimentavam-no alegremente.
Afinal ele não era um patinho feio mas um belo e jovem cisne!


A partir desse dia, não houve mais tristezas, e o patinho feio que agora era um belo cisne, viveu feliz para sempre!

domingo, 12 de julho de 2015

Maria Vai com as Outras.


Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo, Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.
Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente!
As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!
Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de ervilhas. Maria detestava ervilhas. Mas, como todas as ovelhas comiam ervilhas, Maria comia também. Que horror!
Foi quando de repente, Maria pensou: “Se eu não gosto de ervilhas, por que é que eu tenho que comer salada de ervilhas?”. Maria pensou, suspirou, mas continuou a fazer o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram saltar do alto do monte para dentro da lagoa. Todas as ovelhas saltaram. Saltava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: “mé!”. Saltava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: “mé!”.
E assim quarenta e duas ovelhas saltaram, quebraram o pé, chorando “mé, mé, mé”! Chegou a vez de Maria saltar. Ela recuou, entrou num restaurante e comeu uma feijoada.


Agora, “mé!”, Maria vai para onde caminha o seu pé.

A história de hoje foca na identidade infantil incentivando que a criança comece a perceber suas necessidades, sua personalidade única.

Pintar e colar chumaços de algodão na ovelhinha: