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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Bullying na Escola: Como crianças lidam e reagem diante de apelidos pejorativos

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO – PUC/SP   

David Sergio Hornblas   Bullying na Escola: 

Como crianças lidam e reagem diante de apelidos pejorativos    

Mestrado em Educação: Psicologia da Educação – 

Material disponível gratuitamente na internet.

CAPÍTULO 1 – 

INTRODUÇÃO 

1.1 O QUE É BULLYING?  

Bullying é uma palavra (expressão) de origem inglesa, adotada em muitos países para definir o desejo deliberado de maltratar outra pessoa e colocá-la sob tensão. A expressão foi construída a partir do substantivo bull – touro em inglês – e por derivação  bully  (ou  bullie), com alguns significados tais fortão, tirano, valentão e briguento  (corruptela para gíria). Termo que envolve comportamentos antissociais – preferencialmente nas escolas – utilizado pela literatura psicológica nos estudos sobre a violência (Olweus, 1999)3. O termo Bully como substantivo, é traduzido por valentão, briguento, tirano etc., e como verbo, brutalizar, tiranizar, amedrontar etc. (Fante, 2005). Ainda como substantivo, bullying é definido como um subconjunto de comportamentos agressivos, sendo caracterizado por sua natureza repetitiva e por desequilíbrio de poder. Esses critérios nem sempre são aceitos como universais, mesmo sendo largamente empregados. Alguns pesquisadores consideram serem necessários no mínimo três ataques contra a mesma vítima durante o ano, para sua identificação como bullying (Olweus, 1993). Há desproporção de força, onde o desequilíbrio de poder caracteriza-se pela incapacidade da vítima de se defender: ser mais jovem, menor estatura ou força física; apresentar pouca habilidade de defesa; falta de assertividade e pouca flexibilidade psicológica perante o autor ou autores dos ataques (Fante, 2005). Ainda como verbo, bullying pode ser traduzido como intimidar, agredir, apelidar, ofender, fazer gozações, encarnar, humilhar, causar sofrimento, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, dominar, agredir, bater, 18dar chutes, dar empurrões, causar ferimentos, roubar e ainda quebrar pertences (Fante, 2005). Assim, por convergência entre autores (Fante, 2005; Olweus, 1983; Catini, 2004 e Guareschi, 2008), bullying é definido como um conjunto de atitudes violentas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação aparente, adotado por um ou mais alunos contra outro(s) causando dor, angústia e sofrimento físico ou psicológico, Insultos, intimidações, apelidos cruéis, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, fofocas, atuação de grupos que hostilizam, ridicularizam e infernizam a vida de outros alunos levando-os à exclusão, além de danos físicos, morais e materiais, são algumas das manifestações do comportamento de bullying. Portanto, as quatro características sempre frequentes nos episódios de bullying segundo Olweus (1993) são: 1. Comportamento violento  2. Produção de danos  3.  Ações repetidas e continuadas com o passar do tempo 4. Relação interpessoal caracterizada por um desequilíbrio de poder ou força. O fenômeno bullying não é novo, por se tratar de uma forma de violência que sempre existiu nas escolas onde valentões  ou briguentos oprimem suas vítimas por motivos banais e de forma sutil, sendo percebida por uma significativa parcela de professores, coordenadores e diretores que pouco fazem, seja por omissão deliberada, seja em decorrência das ameaças às quais também são frequentemente reféns. No entanto, o estudo aprofundado do bullying é recente4 e tem sido objeto de investigação e estudos nas últimas décadas, despertando a atenção da sociedade para suas consequências nefastas, já que se evidenciam pela desigualdade entre iguais, resultando num processo em que “valentões” projetam, algumas vezes, sua  19agressividade com requintes de perversidade e, por vezes de forma oculta, dentro do contexto escolar. O bullying é um tipo de comportamento, em que os mais fortes convertem os mais frágeis em objetos de diversão e prazer através de brincadeiras que disfarçam o propósito de maltratar e intimidar (Olweus, 1999) e pode ocorrer de diversas formas. As mais comuns, segundo Olweus (1983) são: 52% apelidos pejorativos e discriminatórios 21% ameaças (reais e/ou virtuais) 12% furtos de pertences 9% agressões físicas 5% exclusões do grupo O bullying é um fenômeno universal e os educadores devem estar atentos – dentro dos limites da função e da instituição – à identificação de agressores e agredidos, tendo em vista que estes últimos podem apresentar comportamentos que trafegam desde a angústia e sofrimento intensos até a violência fatal. Os episódios constantes de violência aguda (com graves lesões e mortes) nas escolas de ensino médio, universidades americanas, européias e asiáticas, podem ter explicação no bullying. Alguns dos agressores além de apresentar demandas psicopatológicas estruturais, sinalizam indícios de terem sido vitimados por episódios de bullying em uma determinada fase da vida escolar. Dan Olweus – importante estudioso do fenômeno bullying na Escandinávia – não estabeleceu relação entre jovens vitimizados pelo bullying e condição socioeconômica, ao sugerir que situações semelhantes ocorrem em todas as categorias sociais. Ele atribui este achado à homogeneidade relativa nos países escandinavos onde seus estudos foram conduzidos. No início dos anos 70, Olweus iniciou seus suas investigações nas escolas, embora não se verificasse um real interesse das instituições sobre o assunto.

 20No entanto, diante de situações agudas, ocorridas na década de 80 – três rapazes entre 10 e 14 anos, cometeram suicídio (Olweus, 1993) – um maior interesse das instituições de ensino para o problema começou a ser despertado. Olweus pesquisou inicialmente cerca de 84.000 estudantes, 300 a 400 professores e 1.000 pais entre os vários períodos de ensino, concluindo que 28% dos jovens em idade escolar sofreram alguma ação intimidatória. Um fator essencial para a pesquisa, visando à prevenção do bullying,  foi conhecer com profundidade, sua natureza e frequência. Como as técnicas de observação direta ou indireta são demoradas, o procedimento adotado foi a utilização de questionários. Estes serviram para caracterizar e avaliar a dimensão do bullying, além de melhor entender o impacto das intervenções já adotadas. Nos estudos noruegueses desenvolvidos por Olweus (1983), utilizou-se um questionário composto por 25 questões do tipo múltipla escolha5 Com este instrumento foi possível verificar a frequência, tipos de agressão e agressores, locais de maior risco, dentre outras informações para compreensão do bullying. No entanto, Olweus (1983) presume que, em outros países, como os Estados Unidos – onde a estratificação social é mais evidente, assim como o fluxo migratório enlaçando culturas diferentes – as ocorrências de bullying podem estar mais intensamente relacionadas aos indicadores socioeconômicos, embora nenhum padrão tenha sido encontrado que relacione alunos vitimizados e, por exemplo, renda familiar. Um estudo feito pela UNESCO com estudantes entre 14 e 19 anos de cinco capitais brasileiras (Brasília, Fortaleza, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo) apontou que 60% deles disseram ter sido vítimas de algum tipo de violência (física ou moral) dentro da escola (Abramovay, M. & Rua, 2003). Especialistas e educadores de todo mundo, com o apoio de instituições públicas e privadas, têm proposto às autoridades educacionais a criação de programas especiais de prevenção e combate e ao bullying nas escolas.

Diversas pesquisas e programas de intervenção6 têm sido desenvolvidos na Europa, América do Norte e também no Brasil, visando principalmente conscientizar a comunidade escolar sobre o fenômeno e sensibilizá-la sobre a importância do apoio às vítimas, da necessidade de extinção do problema, além da implantação de programas de prevenção. O educador é uma espécie de terceira visão neste processo silencioso, temperado pelo sofrimento das vítimas que frequentam salas de aula, corredores e pátios de recreação. Assim, a sociedade civil deverá ter seu quinhão de responsabilidade na construção de modelos e procedimentos para controle e extinção do bullying. Em uma decisão judicial inédita, dois adolescentes de classe média, de 15 e 16 anos, foram obrigados a prestar serviços comunitários por seis meses, por terem sido acusados de apelidar e insultar uma colega de classe em uma escola particular de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo). Eles foram também acusados de divulgar os insultos na internet (Coisse, 2008). A vítima, uma garota de 15 anos, disse à promotoria que os insultos começaram há três anos. Um dos garotos colocou-lhe o apelido de bode, mas ela afirmou que os xingamentos iam além: fedida, retardada, idiota, monga e esterco. Ao promotor de justiça local, a estudante afirmou que, “... além de a rotularem de bode, passaram a fazer barulhos com a boca, simulando berros do animal nas aulas...". No início do ano letivo, a vítima reclamou ao pai que continuava a ser ofendida. Ele foi à escola e depois registrou um boletim de ocorrência (BO) por injúria. A decisão de aplicar a prestação de serviços foi do juiz da Infância e Juventude em audiência com os acusados e seus pais. O juiz concedeu remissão judicial, um perdão para evitar que o processo por injúria prosseguisse. Na ocasião a mídia anunciava: A prática de constranger colegas por xingamentos ou violência física é conhecida pelo nome de bullying (Coisse, 2008) Por outro lado, a mãe do menino de 15 anos – da mesma forma o jornalista que subscreveu a matéria – disse que aceitou o acordo na Justiça para que a história tivesse fim (SIC), mas achou um exagero que a situação tenha terminado em uma audiência, declarando: “... Não vou dar razão para o meu filho, ele errou, mas apelido é uma coisa normal, é só levar na brincadeira...” (SIC) Vários episódios de bullying  são minimizados e seus desdobramentos considerados pouco importantes na vida do jovem agredido. Para este estudo, foi considerado especificamente o uso de apelidos pejorativos.  Uma maior atenção sobre esses eventos que alguns consideram aparentemente inofensivos deveria servir como elementos de reflexão visando à implantação de programas de prevenção e extinção a médio e longo prazo, ou seja, ações antibullying. Na escola, alunos intimidando alunos, professores, funcionários e diretores compõem uma realidade de difícil manejo, compreensão e intervenção. Violência e bullying são comportamentos expressamente manifestos, mensuráveis e modificáveis. Contudo, os processos mentais envolvidos são de complexa verificação experimental e portanto, devem compor uma análise multifatorial, levando em conta fatores biologicamente determinados e o processo histórico que explica agressividade e violência. Assim sendo, a psicogênese de Henri Wallon, que contempla fatores genéticos e influências sociais, oferece respostas consistentes no entendimento dos fenômenos aqui apresentados. O foco deste estudo foi o comportamento observável – adquirido ou herdado – e não as inferências e interpretações decorrentes das intrincadas relações do ser com o mundo. Algumas culturas são mais agressivas que outras, incentivando competitividade, determinação e tomada de decisão. Outras são mais passivas, cordatas e menos estimuladoras da competição entre seus pares. Isso significa que, sob condições específicas, determinados comportamentos se fazem mais ou menos presentes.

 23Nas sociedades mais utilitaristas, o fenômeno se agrava. Pela pressão do consumo, alguns jovens em especial, não medem esforços para alcançar seus objetivos, sejam eles legais ou ilegais. Nos países com índices de desigualdade mais acentuados, o problema parece ser mais grave, embora Olweus (1980) não tenha identificado relação entre condição socioeconômica e bullying.  Esse utilitarismo cria um padrão comportamental onde em alguns casos, são mais ou menos agressivos, mas em outros, por demais violentos. Os altos índices de criminalidade nos centros urbanos são a prova inconteste do que aqui se afirma Outro desdobramento das sociedades que se organizam desta forma é a determinação de padrões de comportamento, de constituição física (daí o aumento dos transtornos alimentares, por exemplo), do belo e do feio, do bem e do mal, ou seja, políticas maniqueístas do que deve e do que não deve ser aceito. Neste universo, o bullying é mais um evento encontrado neste enquadramento.

1.2 OS APELIDOS PEJORATIVOS  As ofensas repetidas, sob a forma de exposição ao ridículo por meio de apelidos pejorativos, configuram mecanismo perverso de discriminação identificado na literatura psiquiátrica e jurídica como modalidade de assédio moral 7. Foi observado em uma pesquisa específica, que os apelidos pejorativos são percentualmente os eventos de bullying mais frequentes entre jovens (Olweus, 1983), correspondendo a 52% do universo total dessas ações intimidatórias. Tal constatação culminou na decisão de aprofundar o estudo destes dados em um formato diferente, qual seja, o qualitativo. Essa metodologia permitiu uma análise mais detalhada deste processo, visando a entender como crianças se sentem e lidam com o apelido pejorativo. Esses apelidos são na opinião deste pesquisador, o começo do bullying.

 

 27ameaçando-os, perseguindo-os e intimidando-os. Não são poucos os professores que, ao se referirem a alguns alunos, usam os apelidos (que, às vezes, eles mesmos colocam), como Cascão, Tampinha, Fantasminha, Lunático, Esquisito, Burraldo, fomentando assim, a vitimização desses alunos (p. 98-69). Alguns professores não atribuem o uso de apelidos como um aspecto relevante relacionado ao bullying, sendo que eles próprios afirmaram que muitas vezes referem-se aos alunos dessa forma e também aceitam apelidos que os alunos lhes colocam. Alguns pais também concordam com esta postura, alegando que jovens, como num ritual de passagem, colocam mesmo apelidos nos outros. Da mesma forma, introduzem-se na vida social adulta que incluí comportamentos transgressores (Szymansky, 2008). Tendo em vista as considerações acima, este estudo procurou verificar, o que os alunos sentem e como reagem diante do apelido pejorativo recebido. Esses eventos levaram à construção de inúmeras iniciativas para estudar e combater a prática de bullying no Brasil e no mundo.  No Brasil, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais lançou uma campanha educativa para combater o bullying nas escolas privadas e públicas do estado, durante o I Fórum Paraibano Sobre Bullying Escolar e Incentivo à Cultura da Paz, realizado no Centro de Convenções Cidade Viva, em João Pessoa e organizado pela Curadoria da Infância e Juventude. Os temas debatidos foram Bullying Escolar, Construção da Cidadania, Causas e Consequências do Fenômeno do Bullying - Implicações Psicológicas, Jurídicas e Legislação Pertinente.  Além desses fóruns, a ABRAPIA – Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência – aparece como centro de referência ao estudo e pesquisas sobre bullying.

 28O Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar-CEMEOBES, com sede em Brasília, foi criado em maio de 2006, com o objetivo de disseminar uma Cultura de Paz e Não-Violência. É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que se dedica exclusivamente ao estudo e orientação sobre o Bullying Escolar, por considerá-lo questão de saúde pública, cujos prejuízos incidem na aprendizagem, na socialização e na saúde emocional de crianças e adolescentes envolvidos. Seu foco principal é atuar junto às instituições de ensino, para que sejam capazes de identificar e intervir nas situações embrionárias de Bullying e interromper seu processo reprodutivo e epidêmico, através de estratégias promotoras da educação para a paz, da cidadania e dos direitos humanos – Programa Antibullying – Educar para a Paz.

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

A LIÇÃO DO FOGO.



Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo.
Era uma noite muito fria.
O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e colhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.
No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das tochas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram.
Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: 
-Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão.
Estou voltando ao convívio do grupo.
Deus te abençoe!

Reflexão :

Aos membros vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.
Aos lideres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

domingo, 22 de julho de 2018

Uma Joaninha Diferente - Inclusão

Imagem google.


Era uma vez uma joaninha que nasceu sem bolinhas... Por isso ela era diferente. As outras joaninhas não lhe ligavam nenhuma. Cada uma com as suas bolinhas, passavam a vida a dizer que ela não era uma joaninha. A joaninha ficava triste, pensando nas bolinhas e no que poderia fazer… Comprar uma capa de bolinhas? Ou, quem sabe, ir-se embora para longe, muito longe dali? Ela pensava e pensava… Sabia que não seriam as bolinhas que iriam dizer se ela era uma joaninha verdadeira ou não. Mas as outras joaninhas não pensavam assim. Então ela resolveu não dar mais importância ao que as outras joaninhas pensavam e continuou a sua vida de joaninha sem bolinhas… Até que um dia, as joaninhas reunidas resolveram expulsar do jardim aquela que para elas não era uma joaninha! Sabendo que era uma autêntica joaninha, mesmo sem bolinhas, teve uma ideia… Contou tudo ao besouro preto, que é parente distante das joaninhas. Decidiram ir a casa do pássaro pintor e contaram-lhe o que estava a acontecer. O pássaro pintor, então, teve uma ideia. Pintou tão bem o besouro, que ele ficou a parecer uma joaninha verdadeira… E lá foram os dois para o jardim: a joaninha sem bolinhas e o besouro disfarçado. No jardim, ninguém percebeu a diferença. E com festa receberam a nova joaninha. A joaninha sem bolinhas, que a tudo assistia de cima de uma folha, pediu um minuto de atenção e, limpando a pintura que disfarçava o besouro preto, perguntou:  - Afinal… quem é a verdadeira joaninha?

  1. Tema: Inclusão

  1. Fonte: https://pt.slideshare.net/bethinhapm/slides-joaninhadiferente?next_slideshow=1
Para colorir:

Pinte a nossa amiguinha sem as bolinhas e a outra com as bolinhas.



Para refletir:  somos todos diferentes uns dos outros, e cada um de nós deve ser amado e aceito assim como é. 
Então, vamos respeitar as diferenças e entender que o importante não é ser alto ou baixo, gordinho ou magro, ter cabelos lisos ou crespos, o que realmente importa para Deus é o amor que temos e como ajudamos os outros sendo solidários e amigos em todas as horas. 

domingo, 3 de janeiro de 2016

A Ovelha Negra. Aceitando as diferenças. Bullying.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/ovinos-ovelha-negra-ovelha-branca-585790/

Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho. Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer. Dessa forma, sua existência era horrível.
Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho. Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque. 
Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu.
Ao raiar o dia, acordou e viu cheia de surpresa, que se havia transformado em uma ovelha muito branca, imaculada. Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida e proclamada rainha, pela sua bela aparência.
Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa.
O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. Enquanto ele observava as ovelhas que formavam o rebanho, desabou uma violenta tempestade. A chuva dissolveu a farinha que cobria o pelo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural.
Quando a viu, o príncipe resolveu que seria a escolhida. As outras ovelhas perguntaram por quê.
- É diferente das outras. E isso, para mim, é suficiente.
Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia.

(autor desconhecido)


Moral da história: 

Não é a aparência que define o caráter. Cada um de nós tem suas características que são únicas e que ninguém mais tem. Valorizar o que temos de bom e procurar sempre melhorar os defeitos. 

Atividade

colar linhas preto e branco ou coloridas nas ovelhinhas:


Molde das ovelhinhas para colar linha ou colorir:

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=127612&picture=ovelha

sábado, 5 de dezembro de 2015

Zuzu, a abelhinha que não podia fazer mel. Historinha sobre bullying, preconceito, respeitando as diferenças.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/abelha-inseto-wasp-asas-olhos-160732/

Zuzu era uma abelhinha igual a todas que você conhece. Bem, igual, igual, não. Desde pequenina ela ficou sabendo que era um pouco diferente das outras: não poderia fabricar mel como suas companheiras.
No início, para ela isso não tinha muita importância. Mas, com o tempo, vendo como seus pais ficaram tristes, pois sonhavam com a filhinha estudando, se formando na Universidade do Mel, trabalhando, progredindo, como as outras abelhas da colmeia, começou a ficar entristecida, magoada, porque percebeu que não atingiria as expectativas dos pais. Eles a levaram aos melhores especialistas do abelheiro, mas todos foram unânimes: Zuzu jamais seria igual às outras...
Zuzu vivia cabisbaixa, solitária, era motivo de gozação e brincadeiras de mau gosto por parte das outras abelhas de sua idade.
Certo dia, muito aborrecida, resolveu voar para bem longe. Sem perceber, aproximou-se de outra colmeia, desconhecida. E logo percebeu que ali era diferente de onde ela morava: na entrada, algumas abelhas guardiãs também possuíam dificuldades: algumas não tinham uma asa, outras eram cegas...
À medida que foi penetrando nessa nova colônia, notava que em todos os setores as abelhas consideradas “deficientes”, trabalhavam e eram eficientes nas suas funções. Conheceu algumas que, como ela, não podiam produzir mel. Todas estavam ativas e contentes: controlavam o estoque de mel, a qualidade do produto, e até chefiavam a produção. Isso a deixou muito feliz: ela também poderia ser útil!
Conversando, suas novas amigas lhe contaram que ali todas eram respeitadas e trabalhavam de acordo com as suas capacidades.
Exultante, Zuzu voltou para sua casa cheia de novidades. No início, todos acharam que aquilo era uma bobagem, um sonho, fruto da imaginação. Com perseverança foi, aos poucos, introduzindo novas ideias na sua colmeia. Conseguiu levar uma comissão de ministros a outra colmeia para que eles vissem que o seu ideal era possível.
Assim, lentamente, na sua comunidade, foi sendo eliminado o preconceito às abelhas portadoras de cuidados especiais. Zuzu, como se sabe, chegou ao importante cargo de chefe da produção de mel de todo o reino, pela sua inteligência, pela suas habilidades, levando consigo muitas de suas irmãs.
Seus pais, agora venturosos, entenderam que a felicidade de Zuzu não está em fazer como os outros, mas em fazer como lhe é possível e da melhor maneira, evitando comparações.

Luis Roberto Scholl


Tema: Preconceito, bullying, convivendo com as diferenças.

Atividade:

Complete a abelha e pinte:

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/abelha-voar-bumblebee-design-896670/

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O MACHADO E AS ÁRVORES. Fábula de Esopo.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/madeira-serrada-lenhador-machado-156795/

Um homem foi à floresta e pediu às árvores que estas lhe doassem um cabo para o seu machado. O conselho das árvores concordou com o seu pedido e deu a ele uma jovem árvore para este fim.
Logo que o homem colocou o novo cabo no machado, começou furiosamente a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado com seus potentes golpes, as maiores e mais nobres árvores da floresta.
Um velho Carvalho lamenta quando a destruição dos seus companheiros já está bem adiantada, e diz a um Cedro seu vizinho:
- O primeiro passo significou a perdição de todas nós. Tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, ainda teríamos os nossos próprios e o direito de ficarmos de pé por muitos anos.

Autor: Esopo

Moral da História:

Quem menospreza ou discrimina seu semelhante, não deve se surpreender se um dia lhe fizerem a mesma coisa. 

Saiba sobre bullying  clicando AQUI

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/diferentes-nacionalidades-figures-1124478/

Somos iguais não importando a cor, situação social, e diferenças individuais. Pedir que falem sobre as diferenças e quando se tornam problema.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Patinho feio. Para os pequenos.

ERA UMA VEZ ...

Uma mamã pata que teve 5 ovos. Ela esperava ansiosamente pelo dia em que os seus ovos quebrassem e deles nascessem os seus queridos filhos!
Quando esse dia chegou, os ovos da mamã pata começaram a abrir, um a um, e ela, alegremente, começou a saudar os seus novos patinhos. Mas o último ovo demorou mais a partir, e a mamã começou a ficar nervosa…
Finalmente, a casca quebrou e, para surpresa da mamã pata, de lá saiu um patinho muito diferente de todos os seus outros filhos.
- Este patinho feio não pode ser meu! Exclama a mamã pata.
- Alguém te pregou uma partida. Afirma a vizinha galinha.
Os dias passaram e, à medida que os patinhos cresciam, o patinho feio tornava-se cada vez mais diferente dos outros patinhos.
Cansado de ser gozado pelos seus irmãos e por todos os animais da quinta, o patinho feio decide partir.
Irmãos fazem pouco do patinho feio mesmo longe da quinta, o patinho não conseguiu paz, pois os seus irmãos perseguiam-no por todo o lago, gritando:
- És o pato mais feio que nós alguma vez vimos!
E, para onde quer que fosse, todos os animais que encontrava faziam troça dele.
- Que hei de eu fazer? Para onde hei de ir? O patinho sentia-se muito triste e abandonado.
Com a chegada do inverno, o patinho cansado e cheio de fome encontra uma casa e pensa:
- Talvez aqui encontre alguém que goste de mim! E assim foi.
O patinho passou o inverno aconchegadinho, numa casa quentinha e na companhia de quem gostava dele. Tudo teria corrido bem se não tivesse chegado a primavera e com ela, um gato malvado, que enganando os donos da casa, correu com o patinho para fora dali!
- Mais uma vez estou sozinho e infeliz… Suspirou o patinho feio.
O patinho seguiu o seu caminho e, ao chegar a um grande lago, refugiou-se junto a uns juncos, e ali ficou durante vários dias.
Um dia, muito cedo, o patinho feio foi acordado por vozes de crianças.
- Olha! Um recém-chegado! Gritou uma das crianças. Todas as outras crianças davam gritos de alegria.
- E é tão bonito! Dizia outra.
Bonito?... De quem estarão a falar? Pensou o patinho feio.
De repente, o patinho feio viu que todos olhavam para ele e, ao ver o seu reflexo na água, viu um grande e elegante cisne.
- Oh!... Exclama o patinho admirado. Crianças e outros cisnes admiravam a sua beleza e cumprimentavam-no alegremente.
Afinal ele não era um patinho feio mas um belo e jovem cisne!


A partir desse dia, não houve mais tristezas, e o patinho feio que agora era um belo cisne, viveu feliz para sempre!