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domingo, 21 de agosto de 2022

CONTO DE FADAS – “O REI ESTÁ NU!”

Fonte: Google.
 

CONTO DE FADAS – “O REI ESTÁ NU!”, COMEÇARAM A GRITAR HOMENS E MULHERES


Na primeira metade do século XIX, o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen escreveu um conto que por valor simbólico ficou conhecido no mundo todo. Então… Era uma vez um bandido espertalhão e um rei muito vaidoso.

O falsário se apresentou dizendo-se alfaiate que viera de terras distantes e ao perceber uma fraqueza do monarca disse que poderia fazer uma roupa de extraordinária beleza, cara e bonita, e que somente as pessoas mais inteligentes e astutas poderiam vê-la. O rei já se imaginou todo formoso diante da corte e na hora propôs que o “alfaiate” executasse essa preciosidade que adornaria seu corpo.

O bandido espertalhão [em algumas versões conta-se que eram dois] logo recebeu materiais exóticos e raros, exigidos para a confecção das roupas, incluindo fios e botões de ouro, seda, e um tear. Mas, havia um porém.

As roupas somente seriam vistas por pessoas de indiscutível inteligência, não por pessoas comuns. E para se manterem dentro dessa qualificação todos os nobres que iam ver a fabricação elogiavam o trabalho de um prodígio do corte e costura, mas na realidade nada existia de fato. Ninguém queria ser tachado de estúpido, pois pegaria mal dentro do palácio.

Um dia, cansado de esperar, o rei convidou seus ministros para ver as obras de arte feitas para vestir. Quando o “alfaiate” mostrou a mesa de trabalho vazia, o rei exclamou: “Que lindas roupas! Que trabalho magnífico!”, embora não visse nada além de uma simples mesa, pois dizer que nada via seria admitir na frente de seus súditos que não tinha a capacidade necessária para ser rei. Os nobres ao redor soltaram falsos suspiros de admiração pelo trabalho do bandido.  Nenhum deles, por certo, querendo passar por medíocre ou incapaz. O bandido garantiu que as roupas logo estariam completas e o rei resolveu marcar uma grande parada na cidade para que ele exibisse suas novas vestes reais.

Ao desfilar, porém, o povo estranhou algo, mas não se encorajou a esboçar nenhuma reação. Um menino, porém, [em outras versões dizem que era uma menina] gritou:

“Coitado do rei, está nu! O rei está nu!”

Os homens e mulheres conhecendo o menino e sabendo que ele não era nem tolo nem falso, começou a murmurar e, em pouco tempo, a bradar:

“O rei está nu!”, “O rei está nu!”

O desfile deveria continuar de qualquer forma, com as pagens segurando a cauda invisível da capa do rei. Após terminado o cortejo, o rei retornou ao castelo de onde, comentou-se na época, não queria mais sair. Grande fora o vexame! Mas, pouco tempo depois, os súditos já haviam esquecido o escândalo e os funcionários do reino tocavam sua rotina, como se nada tivesse ocorrido.

Todos ocupavam seus cargos monótonos distribuídos a algumas poucas famílias e amigos privilegiados. Da mesma forma continuavam sonegando impostos, desviando verbas, indicando que tudo havia voltado ao normal.

O falso tecelão desapareceu, levando consigo muita grana, fios de seda, ouro. Meses depois, um viajante chegou à terra do rei vaidoso e, sabendo da história, informou que o mesmo golpe havia sido aplicado em outro pequeno reino. Dizem que ali se andava de nariz empinado e que eram grandes as hipocrisias.

Moral da história: O conto fala sobre a vaidade humana, mostra como vaidade em excesso pode ser prejudicial. 

Gosto demais desse conto e o autor é excelente! 

sábado, 20 de julho de 2019

Amizade de muitas cores. Linda poesia para crianças.


Conheci no outro dia
Um menino d’Angola.
Cheguei perto dele:
«Queres jogar à bola?»
Conheci noutro dia
Um cigano a cavalo.
Cheguei perto dele:
«Eu posso montá-lo?»
Conheci no outro dia
Uma menina chinesa.
Cheguei perto dela:
«Queres sentar-te à minha mesa?»
Sem preconceito,
Sem medos,
Nem ódios!
Tenho mil amigos,
Não ligo ao seu passaporte,
Só me interessa a amizade,
E vivo cheio de sorte!
André  Silvestre
Tema: amizade, respeito às diferenças, tolerância, solidariedade.
ATIVIDADE:

As crianças colocam as mãos sobre o papel e fazem o desenho. A seguir cada uma escolhe uma cor e pinta, logo após recortar. Colar em folha de cartolina com desenho da terra como na imagem. 

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
Khalil Gibran

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

JOAQUIM E OS FRUTOS. Alimentação saudável.

Imagem google

Joaquim é o filho mais novo de D. Clotilde e também o que dá mais trabalho a ela na hora do almoço. Sabem por que? Porque ele não gosta de comer verduras e legumes... 
E, na hora do almoço ou da janta, viiixee!!! É aquele problemão. 
 _ Joaquim, olha que cenourinha tão bonitinha, ela está enfeitando seu pratinho, mas se você a comer, você ficará mais forte, mais coradinho!... – dizia sua mãe 
 Argh! Que coisa ruim. Não sei pra que existe isso... – respondia o menino, retirando as rodelas de cenoura e as jogando no chão!! Sua mãe o repreendia, então, dizendo se não as comesse, ao menos no chão não deveria jogar, porque chão não é local de lixo e comida não se desfaz assim... 
Mas o menino... Ah! Ele nem estava aí... Ele não queria saber de batata, alface, espinafre, nada nadinha... 
E ainda por cima vivia pegando a batata da cesta e a chutando como se fosse bola de futebol! Sua mãe vivia lhe dizendo sobre quem criou as verduras, os legumes, as frutas, os alimentos.... Vocês sabem quem foi? Isso mesmo, foi Deus e Ele os criou para nos auxiliar, pois através da alimentação saudável ficamos fortes, crescemos e auxiliamos nossa inteligência a se desenvolver também através dos alimentos. Por isso não devemos estragar os alimentos. O Joaquim, no entanto, ah que menino danado! Nem liga para o que a mamãe explica. Um dia, Joaquim estava brincando no quintal e viu seu pai pegar uma porção de carocinhos e enterrá- los na terra. 
E pensou: _ Por que será que papai enterrou aqueles carocinhos? Iixee... acho que ele ficou biruta!!!!! Joaquim gostava muito de jogar bola com seus irmãos no quintal de casa, mas um dia... beeem, um dia, estava chovendo muuuuito e eles não puderam brincar de bola no quintal e Joaquim olhava pela janela para o quintal e pensava: _ Que chuva mais chata! Só serve para estragar nossa brincadeira! Não vale pra nada! No dia seguinte, de manhãzinha... Joaquim pegou sua bola, foi para o quintal e... 
Oh! Surpresa! Que era aquilo ?! No lugar onde o papai enterrara os carocinhos, naquele outro dia, agora tinha uma porção de plantinhas! Ele correu para dentro , chamando o paizão: _ papai, ô Pai!! Corre! Vem ver! Lá no quintal ta cheio de matinho! Vem!!! 
Papai, então, foi com Joaquim no quintal e explicou: _ Quando a gente come uma maçã, uma uva, melancia e outras frutos, verduras ou legumes que tenham caroços, se a gente pegar seus carocinhos e enterrar, com a ajuda do sol e da chuva, esses carocinhos viram uma plantinha, que mais tarde vai dar frutos para gente comer e ficar forte, forte! 
 _ Nossa, pai, que trabalhão para nascer um frutinho! 
 _ Para você ver, filhão. Você me ajuda a cuidar dessas plantinhas, para vermos o fruto que nascerá?
 _ Essa eu quero ver! Ajudo sim! E Joaquim cuidou das plantinhas do quintal, cuidou, cuidou ... até que um dia... _ 
Nossa! Que linda!!! (Que será que tinha nascido!!! Vamos ver? _ Isso, filho – comentou papai – é uma abóbora e é muito gostosa. Vamos leva- la pra mamãe cozinhá- la e nós comermos? _ Vamos! Essa abóbora acho que vou comer– responde Joaquim – parece deliciosa e, depois, foi um trabalhão pra ela nascer , crescer, ficar gordinha e eu não posso jogá- la fora. 
Tanto trabalho pra nada? Esta errado né pai? 
Papai sorriu, concordando com a cabeça. Joaquim, a partir desse dia, passou a comer tudo que sua mãe colocava no seu prato. Ele tinha aprendido a respeitar a natureza, pois viu o trabalhão da mãe natureza pra fazer os frutinhos nascerem, e ele até não mais reclamou da chuva, porque sabia que ela também era importante pras plantinhas. (fonte: AME- JF) 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pai Nosso que estais no céu.

Fonte da imagem: 
https://pixabay.com/pt/al%C3%A9m-morte-f%C3%A9-c%C3%A9u-deus-religi%C3%A3o-3265854/


Tema: Deus. Pai Nosso que estais no céu
 
Pedrinho, pensando naquela prece que Jesus havia ensinado, ficou imaginando como era difícil chegar até o lugar onde está o ‘Pai do céu’.
Será que lá do alto do Edifício Itália, que ele sabia que era o prédio mais alto da cidade, ele conseguiria alcançar o céu? E pediu ao papai:
– Você me leva lá no Edifício Itália, bem lá no alto, no último andar?
Papai achou engraçado o pedido de Pedrinho, mas prometeu que assim que pudesse o levaria até lá.
Num sábado de manhã, a família toda foi ao Edifício Itália. Pedrinho, Anita e o papai entraram no elevador. Pedrinho disse ao ascensorista: “último andar”. E lá se foram, cada vez mais alto, mais alto.
“Devemos estar pertinho do céu”, pensou o garoto satisfeito. Mas, ao chegarem lá em cima, viu que o céu estava ainda mais alto.
 “Não deu certo”, pensou ele. “É, não consegui chegar até o lugar onde fica o ‘Pai do céu’.”
Mas quando Pedrinho queria alguma coisa, não desistia facilmente. Ele queria dar um jeito. Já tinha ouvido o papai contar que o Pico do Jaraguá era um morro muito alto, perto da entrada da cidade, mais alto que qualquer edifício. As pessoas podiam ir até lá, passear e admirar a vista. Devia ser lá que estava o ‘Pai do céu’.
Falou com a mamãe e ela achou boa a ideia de fazerem um piquenique no Pico do Jaraguá. Preparou um lanche gostoso. O domingo era bonito e lá se foi toda a família para o Pico do Jaraguá: Pedro, Anita, o nenê e o papai. No caminho viram lindas flores, os pássaros cantando, uma aguinha fresca correndo e o sol brilhando, a iluminar tudo. Pedrinho queria ir alto, muito alto, cada vez mais para cima, até onde a nuvem parecia encostar no alto do morro. Subiram, subiram, mas ao chegar lá no alto o céu parecia estar mais longe...
Como era difícil alcançar o ‘Pai do céu’.
Chegou um dia em que Pedrinho pulou mesmo de tão contente: papai chegou em casa e avisou que iriam visitar tia Dorotéia, que morava em Brasília. Mas o mais importante e mais gostoso é que iriam de avião. Sim senhor, de avião.
Além da beleza da viagem, Pedro tinha outro motivo para tamanha alegria. Agora sim, iria até o céu... onde morava o ‘Pai do Céu’.
 O avião decolou. Suas rodas não encostavam mais no chão e ele começou a voar como um pássaro. Mais alto, sempre mais alto. Tão alto, que as nuvens ficavam abaixo dele. Pareciam um colchão branco, bem fofo e macio. Agora sim, estavam chegando ao céu, na casa do ‘Pai do céu’. Mas, quando Pedro olhou para cima, o céu ainda estava muito longe...
 Agora sim, nem de avião conseguiu chegar no céu... E os astronautas, iriam até o céu? Resolveu perguntar ao pai:
– Não meu filho, os astronautas não chegaram ao céu porque o céu não tem fim, está sempre mais alto.
– Mas então, papai, onde mora o ‘Pai do céu’?
 Foi aí que o pai compreendeu por que o Pedrinho tinha querido ir ao alto do edifício Itália, por que tinha pedido para subir no Pico da Jaraguá e por que ficara tão entusiasmado com a viagem de avião. Pedrinho estava procurando o ‘Pai do céu’.
 Papai sorriu, passou a mão pela cabeça de Pedro e lá do alto em cima das nuvens, voando como pássaro, explicou:
– Deus, nosso Pai, está em todas as coisas que Ele cria, naquilo que Ele faz. Está nas plantinhas, nas flores, nos pássaros e, principalmente, em nossos corações. O céu, Pedrinho, é o coração das pessoas, quando fazem as coisas que Jesus ensinou, quando conversam com o ‘Pai do céu’, na prece.
Deus é como o sol que nos aquece, nos dá luz e vida. Quando fechamos a porta de nosso coração e ele não pode entrar, tudo fica escuro e feio por dentro de nós, mas quando abrimos o nosso coração, o ‘Pai do céu’ entra, de mansinho, como este raio de sol que você está vendo lá no alto, e nós sentimos o céu dentro de nós, dentro do nosso coração, onde mora o ‘Pai do Céu’.

Texto de Cândida Chirello. 

Atividade: AQUI

Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano12/584/criancas.html

sábado, 8 de setembro de 2018

Tucumim, o indiozinho.





         Tucumim era um pequeno índio muito estimado em toda a floresta. Gostava de correr, brincar com os animais, pescar. Caçar só quando estava com muita fome, pois evitava provocar sofrimento em outros seres da Criação.

         Alimentava-se geralmente de raízes, ervas ou frutos silvestres que colhia no meio do mato.

         Amava o sol, a lua, o vento, a chuva e, principalmente, as outras criaturas. Quando encontrava um animalzinho ferido, não descansava enquanto não o visse curado.

         Certa vez, voltando de um passeio pela floresta, Tucumim viu um passarinho preso numa arapuca, com a asinha quebrada. Retirou a ave da arapuca e colocou uma pequena tala, que amarrou com fibra vegetal, para imobilizar a asa. Em poucos dias a avezinha, já curada, partiu, agradecendo ao amigo com lindos trinados pela alegria de poder voar novamente.

         Nesse mesmo dia, andando à procura de raízes comestíveis, Tucumim topou com um coelhinho, seu amigo, que estava numa armadilha com a pata machucada. O indiozinho colocou sobre o ferimento uma pasta feita com ervas, conforme lhe ensinara seu avô, e, em pouco tempo, o coelhinho saiu pulando. Antes de internar-se na floresta, ele se virou como a dizer:

         — Obrigado, Tucumim. Você é um amigão!

         Na manhã seguinte, quando foi pescar, Tucumim ouviu gemidos de dor. Era uma oncinha caída num buraco preparado como armadilha e que, na queda, tinha se machucado. Incansável, Tucumim fez um curativo na ferida e logo a oncinha corria feliz pela floresta, muito agradecida pela ajuda.

         Tucumim, porém, estava preocupado.

         Quem estaria colocando aquelas armadilhas na floresta e tirando a paz de seus habitantes? Sentiu medo.

         Seu avô sempre dissera que ele deveria ter muito cuidado com o homem branco, que era mau e matava sem piedade, pelo prazer de matar.

         Por isso, Tucumim tinha muito medo dos homens brancos.

         Na verdade, nunca tinha visto um homem branco. Imaginava-os gigantescos e de fisionomia terrível e assustadora.

         Assim, ao encontrar pegadas diferentes no chão, concluiu que só poderiam ser de homem branco, e ficou apavorado.

         Contou na aldeia o que estava acontecendo e todos os índios ficaram assustados também. Resolveram sair e procurar essa criatura malvada que estava colocando em pânico os moradores da mata.

         Procuraram... procuraram... procuraram...

         Estavam cansados de andar quando ouviram uma voz que gritava:

         — Socorro! Socorro! Tirem-me daqui!...

         Seguindo o som da voz, chegaram até a beira de um grande buraco, no fundo do qual um homem gemia de dor.

         Apesar de assustados, de arco e flechas em punho, os índios gritavam satisfeitos:

         — Nós o apanhamos! Nós o apanhamos! Vamos acabar com ele!

         Porém, Tucumim, que possuía um coração bondoso e sensível, ao ver aquela criatura gemendo de dor, condoído pensou:

         “Mas ele não tem a aparência terrível e assustadora que eu imaginava. É igualzinho a nós. Só a roupa é diferente.”

         Virando-se para seus irmãos de raça, falou:

         — Não podemos matá-lo. Não percebem que ele é uma criatura como nós, que sofre e chora? Vamos, ajudem-me a tirá-lo do buraco. Está ferido e precisando de ajuda.

         Com o auxílio de um cipó, os índios retiraram o caçador com todo o cuidado, colocando-o sobre a relva, à sombra de uma árvore.

         Emocionado, o caçador não parava de agradecer:

         — Se não fossem vocês, provavelmente eu morreria dentro daquele buraco. Não sei como lhes agradecer. Percebo agora o mal que fiz colocando todas aquelas armadilhas na floresta. Acabei caindo numa delas e agradeço a Deus por vocês terem me salvado. Como posso retribuir o bem que me fizeram?

         Tucumim, porta-voz de toda a tribo, respondeu:

         — É fácil. Não coloque mais armadilhas na floresta. Deixe os animais em paz.

         O caçador, envergonhado, concordou:

         — Nunca mais farei isso, prometo. Agora sei que tive o que merecia. Cada um é responsável por tudo o que faz, e eu mereci essa lição. Perdoem-me. Quero que sejamos amigos.

         Percebendo a sinceridade do homem, os índios estenderam-lhe as mãos em sinal de amizade e depois o levaram para a taba.

         Nesse dia prepararam uma grande festa para comemorar o acontecimento.

         Afinal, todos somos irmãos!
Tia Célia


Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita


Atividades:

Para pintar:







Outra atividade:


Fazer índio com as mãos das crianças.
Fonte: https://www.mundodastribos.com/dia-do-indio-na-educacao-infantil.html

O Dia do Índio não pode passar em branco na educação infantil, pois é desde cedo que as pessoas devem aprender a respeitar os índios, que habitavam esse país muito antes de nós.
Tema:  Educação. respeito aos semelhantes e a todos os seres da natureza, ajudar a quem precisa,

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A FADA PUBLICIDADE. - Tema: consumismo.

https://pixabay.com/pt/crian%C3%A7as-hist%C3%B3ria-fada-magia-2953756/


Era uma vez uma menina chamada Minucha, que vivia no país das fadas e que passava o dia inteiro a ver televisão. Até as fadas têm defeitos, é verdade! Do que ela mais gostava não era dos documentários ou dos desenhos animados. Era… da publicidade.
É que até as fadas têm necessidade de um pouco de sonho e de muita magia. E a publicidade fazia sonhar, e de que maneira! Todos aqueles brinquedos, todos aqueles objetos que a televisão propunha, mesmo que fossem só em imaginação, eram inacreditáveis. Havia um foguetão telecomandado que ia até à lua, um submarino de tamanho natural, um audioformiga para compreender a língua dos insectos, uma boneca que fazia gelados de morango, etc. Assim, quando chegava a publicidade, o coração de Minucha batia muito rápido, as faces ficavam coradas e os olhos em bico.
A vontade chegava, incontrolável. Primeiro, parecia um buraco no estômago, depois um formigueiro na barriga, a seguir uma ideia fixa na cabeça, e finalmente uma voz estridente a gritar: “Quero! Vou comprar! Quero, e hei-de ter.” E aquele mal-estar não a largava, até ao momento em que, finalmente, conseguia o objecto.
No país das fadas, mesmo sem dinheiro e graças ao pó mágico, consegue-se tudo o que se quer, excepto as varinhas de condão. Estas só são entregues pela Academia das Fadas. Minucha conseguia todos os objetos: o foguetão telecomandado, a boneca pasteleira, o submarino de tamanho natural, o robô que arruma o quarto.
Durante um ou dois segundos, Minucha ficava muito contente. Ria sozinha, cantava, corria por todo o lado, mas, a partir do momento em que possuía o brinquedo, ficava inevitavelmente desiludida. O robô só funcionava com pilhas que eram difíceis de encontrar, o foguetão não regressava da lua, os gelados de morango sabiam a plástico. Em conclusão, a magia desaparecia quando o objecto se tornava real.
Mesmo assim, Minucha não se cansava de ver a publicidade, que conta tão lindas histórias e cria em nós a vontade de possuir o mundo inteiro!
Então, lá voltava o carrossel: buraco no estômago, comichão, ideia fixa, voz a gritar “Quero e hei-de ter!”, um brinquedo a sair da televisão, e uma grande crise de lágrimas por causa da decepção. Já não tinham conta os brinquedos que se acumulavam no sótão, ainda a brilhar de novos, as bonecas, os comboios que já não apitavam, os novos carrinhos, uns mais rápidos do que outros, os novos cereais para o pequeno-almoço com o brinde que a televisão tinha mostrado!
Certo dia, ao ligar a televisão, Minucha sentiu o coração bater ainda mais rápido, as faces ficarem ainda mais vermelhas. No pequeno ecrã, uma pequena feiticeira apregoava as qualidades de uma varinha de condão.
— Com uma varinha prateada, o teu Q. M. (Quociente Mágico) será mais elevado e farás maravilhas! Com a varinha preciosa, serás a mais feliz das fadas.
A pequena feiticeira enumerou, em seguida, todos os fabulosos truques de magia que se podia fazer com a varinha de condão: transformar uma princesa em orangotango, uma mãe em pai, um pai em avó, uma panela de pressão em chapéu de madrasta, um pedaço de chocolate num quadrado de açúcar… Oh! Como a pequena fada gostaria de ter uma!
Mas lembra-te de que as pequenas fadas podem conseguir tudo, excepto as varinhas de condão. Quando tomou consciência daquela atroz realidade, Minucha quase arrancava os cabelos. Era a primeira vez que não podia calar a voz estridente: “Eu quero, eu hei-de ter!” Tinha o coração cheio de amargura. Se não podia transformar uma princesa em orangotango e uma gazela em três sapos, uma panela de pressão em chapéu de madrasta e um pedaço de chocolate em açúcar, de que lhe servia viver? Dava voltas na cama a matutar como haveria de fazer para conseguir uma varinha de condão prateada que fizesse maravilhas.
Uma noite, depois de ter dado 1678 voltas na cama, apareceu à sua frente a fada-madrinha, aquela que vem socorrer as pequenas fadas que estão desesperadas. Quando Minucha lhe explicou que não conseguia dormir por causa da varinha de condão prateada que fazia maravilhas, a madrinha desatou às gargalhadas.
— Porque te ris? Não tem graça nenhuma! — resmungou Minucha.
Mas a madrinha não parava de rir.
— É a Fada Publicidade! A marota! Diz o que lhe vem à cabeça e raramente cumpre as suas promessas. Se queres saber, ela é um pouco feiticeira… Quando vê uma criança diante da televisão, esfrega as mãos de contente e põe-se a fazer chacota lá do seu canto: “Ah, ah, ah! Aqui está mais uma que caiu em meu poder…” É assim aquela tonta. A única coisa que lhe interessa é ser a rainha do mundo! – E a fada-madrinha fez um ar muito sério. — A sua varinha prateada é como outra varinha qualquer, só que brilha um pouco mais.
A pequena fada teve uma crise de cólera: bateu o pé, atirou o edredão ao ar, deitou brinquedos pela janela fora. Depois acalmou-se e começou a reflectir.
Não desistiu de ver televisão mas, quando a ligava e começava a sentir a comichão no estômago, a ideia fixa, o coração a bater mais rápido, isto é, a vontade de possuir o brinquedo da televisão, ela via a Fada Publicidade, lá no seu canto, a rir e a esfregar as mãos de contente:
— Sonha, minha filha, sonha! Em breve serei a rainha do mundo! Todas as crianças serão minhas!
Então, Minucha desligava a televisão e dizia muito alto:
— Não, não, fada má! Desta vez não vais apanhar-me! O teu brinquedo parece mágico, mas não é!
E era ela que ria à socapa, imaginando a fada verde de raiva. E dizia para consigo:
— De nós as duas, sou eu a mais forte!

SUGESTÃO DE ATIVIDADES.

A partir da leitura do conto A fada Publicidade, as crianças poderão ser ajudadas a tomar consciência das ilusões criadas pela televisão, entre as quais a busca de fama e protagonismo, e o apelo à aquisição de bens materiais, fonte de permanente insatisfação.
Será útil ensinar as crianças a dar apreço aos brinquedos que possuem, mesmo quando já usados, realçando-se, entre outros aspectos, o seu valor afetivo, e pondo-se em causa a mentalidade do “descartável”, típica da sociedade contemporânea.

Fonte: https://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/06/05/a-fada-publicidade/

domingo, 26 de agosto de 2018

Três amigos na praia. Respeito ao próximo, amizade.


Fonte da imagem google.


         Pedro, Tiago e Mateus eram amigos inseparáveis. Eram da mesma turma da escola, e ficaram muito felizes quando descobriram que iriam passar as férias na mesma praia.

         Mateus já estava há alguns dias na praia quando chegou Tiago. Pedro foi o último a chegar.

         Logo no primeiro Mateus e Tiago foram à praia, nadaram muito, mas Pedro não entrou no mar. Ele caminhou na beira da praia, conversou com alguns amigos e foi embora mais cedo que os outros dois amigos.

         No dia seguinte, os três combinaram de fazer uma trilha, bem cedinho. E no horário e local combinado, lá estavam os três amigos.

         O local da trilha era cheio de curvas, de altos e baixos... subiram morros e desceram o morros e a cada pedaço do caminho a vista parecia ficar mais bonita! Tiraram fotos, contaram histórias, foi um passeio muito animado.

         Ao chegarem ao local que era considerado o final da trilha, avistaram uma praia belíssima. A água era limpa, tinha árvores e sombra por perto. O local parecia ter saído de um filme, de tão bonito!

         - O último a chegar na água é um ovo podre – disse Mateus, e começou a correr. Se atirou na água e nadou, sem esperar pelos amigos.

         Tiago entrou na água em seguida, mas Pedro não saiu do lugar. Ficou parado, olhando o mar.

         - Vem, Pedro, a água está ótima!

         - Agora não!- disse Pedro. Tomem cuidado! – gritou ele antes de se afastar dos amigos para ir sentar à sombra.

         Os dois amigos insistiram, mas Pedro disse que não sabia nadar e que não estava com vontade de entrar na água. Os amigos convidaram mais algumas vezes, mas Pedro disse que não queria ir e acabou adormecendo embaixo de uma enorme árvore.

         Mateus e Tiago, vendo o amigo dormindo, combinaram fazer uma surpresa para Pedro. Afinal, já estava na hora de voltar e ele não tinha experimentado nadar naquela bela praia!

         Os dois amigos agarram Pedro pelos braços e pernas, enquanto ele gritava que não queria ir! Mateus e Tiago jogaram o amigo na água e logo uma onda derrubou Pedro. E ele demorou a aparecer de novo, se debatendo. O lugar não era muito fundo, ainda bem! Os dois amigos ajudaram Pedro a sair da água. Ele sentou na areia respirando acelerado e com cara de apavorado.

         - Eu disse que não sei nadar! – reclamou ele. Vocês não me ouviram?

         Mateus e Tiago tinham ouvido, mas não tinham prestado atenção ao que o amigo havia dito. Também não respeitaram o fato de que Pedro não queria entrar na água.

         O retorno pela trilha foi realizado em silêncio. O caminho pareceu muito mais longo na volta. Pedro não apareceu na praia nos dois dias seguintes. No terceiro dia, Mateus e Tiago foram até a casa de Pedro e pediram desculpas, prometendo nunca mais desrespeitar o amigo.

         Naquele verão, Pedro teve algumas lições de natação com Mateus e Tiago. Mas o mais importante foi que os três entenderam a importância de se respeitar o jeito de ser dos outros, seus gostos e preferências, e nunca obrigar alguém a fazer algo que não queira.


Claudia Schmidt

Fonte:https://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/estoria.htm#minha_cidade 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Conversando com crianças, evite respostas curtas.




Recebi essa postagem no face e logo identifiquei que seria um ótimo assunto para post. Já falei no assunto em outras postagens, mas creio que para estabelecer um bom diálogo com suas crianças sempre vale reforçar. Bjs 😍


segunda-feira, 30 de julho de 2018

A PORTA.

Imagem google.


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava- os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam- se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia enfileirar- se em círculo e dizia- lhes, então:
"Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta, e por mim serem lá trancados".
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei, dirigiu- se ao soberano:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga soldado!
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.
O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente...
E finalmente ele descobre surpreso que...
A porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE!
O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiam morrer a arriscar- se a abrir esta porta!

Para os maiores de 11 anos.

O medo – Vencendo o medo.
Você acha que por parecer assustadora, e mostrar gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue, significa que encontrariam a morte do outro lado da porta?

Qual situação representava um perigo concreto, a morte certa pelos arqueiros do Rei, ou enfrentar a porta que parecia tão assustadora, mas ninguém podia afirmar o que tinha do outro lado?
Na sua vida, você sabe distinguir os perigos reais dos imaginários?

Atividade: 

de acordo com o número de crianças, dividir em grupos onde serão discutidas as perguntas acima. Cada um poderá citar alguma experiência de sua vida, e todos sugerirão as soluções.
Ao final, o orientador deverá dirigir as respostas e juntos concluir como enfrentar as situações difíceis vencendo o medo e buscando novas maneiras de resolver os problemas.

domingo, 22 de julho de 2018

Uma Joaninha Diferente - Inclusão

Imagem google.


Era uma vez uma joaninha que nasceu sem bolinhas... Por isso ela era diferente. As outras joaninhas não lhe ligavam nenhuma. Cada uma com as suas bolinhas, passavam a vida a dizer que ela não era uma joaninha. A joaninha ficava triste, pensando nas bolinhas e no que poderia fazer… Comprar uma capa de bolinhas? Ou, quem sabe, ir-se embora para longe, muito longe dali? Ela pensava e pensava… Sabia que não seriam as bolinhas que iriam dizer se ela era uma joaninha verdadeira ou não. Mas as outras joaninhas não pensavam assim. Então ela resolveu não dar mais importância ao que as outras joaninhas pensavam e continuou a sua vida de joaninha sem bolinhas… Até que um dia, as joaninhas reunidas resolveram expulsar do jardim aquela que para elas não era uma joaninha! Sabendo que era uma autêntica joaninha, mesmo sem bolinhas, teve uma ideia… Contou tudo ao besouro preto, que é parente distante das joaninhas. Decidiram ir a casa do pássaro pintor e contaram-lhe o que estava a acontecer. O pássaro pintor, então, teve uma ideia. Pintou tão bem o besouro, que ele ficou a parecer uma joaninha verdadeira… E lá foram os dois para o jardim: a joaninha sem bolinhas e o besouro disfarçado. No jardim, ninguém percebeu a diferença. E com festa receberam a nova joaninha. A joaninha sem bolinhas, que a tudo assistia de cima de uma folha, pediu um minuto de atenção e, limpando a pintura que disfarçava o besouro preto, perguntou:  - Afinal… quem é a verdadeira joaninha?

  1. Tema: Inclusão

  1. Fonte: https://pt.slideshare.net/bethinhapm/slides-joaninhadiferente?next_slideshow=1
Para colorir:

Pinte a nossa amiguinha sem as bolinhas e a outra com as bolinhas.



Para refletir:  somos todos diferentes uns dos outros, e cada um de nós deve ser amado e aceito assim como é. 
Então, vamos respeitar as diferenças e entender que o importante não é ser alto ou baixo, gordinho ou magro, ter cabelos lisos ou crespos, o que realmente importa para Deus é o amor que temos e como ajudamos os outros sendo solidários e amigos em todas as horas. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

As moedas caídas do céu. Irmãos Grimm.

Imagem google.

Era uma vez uma pobre menina, cujos pais haviam morrido. Era tão pobre, que não tinha nem quarto para morar, nem caminha para dormir; nada mais possuía além da roupa do corpo e um pedacinho de pão, que uma pessoa caridosa lhe havia dado.
Contudo, era a menina muito boa e piedosa.
Como se achava completamente abandonada de todo o mundo, pôs-se a vaguear de cá e de lá pelos campos, confiando-se à guarda do bom Deus.
No caminho, encontrou um mendigo, que lhe disse; - Pelo amor de Deus, dá-me alguma coisa para comer! Estou com tanta fome!
A menina deu-lhe o pedaço de pão que tinha, dizendo-lho:
- Deus te ajude.
E continuou o caminho. Logo depois encontrou uma menina que chorava e disse-lhe:
- Tenho tanto frio na cabeça! Dá-me alguma coisa para cobrir-me.
Ela tirou, prontamente, o gorro e deu-lho.
Pouco mais adiante, encontrou outra menina que estava transida de frio e não tinha sequer um jalequinho para se agasalhar. Ela despiu o seu e entregou-lho. Finalmente, mais além, outra menina pediu-lhe a saia; ela imediatamente deu-lhe a sua.
Por fim, chegou a um bosque e já caía a noite; aproximou-se-lhe outra menina e lhe pediu a camisinha; a boa criatura pensou:
- E' já noite escura, ninguém me verá. Portanto, posso bem dar-lhe a minha camisa.
Despiu-a e entregou-lha.
Depois de ficar sem nada, sem um farrapo no corpo, ficou lá no bosque muito sozinha. Mas, no mesmo instante, as estreias do céu puseram-se a cair, e ela viu, com assombro, que eram lindas moedas reluzentes.
E, embora ela se tivesse despojado da sua camisinha, tinha uma completamente nova, de finíssima cambraia a cobrir-lhe o corpo. Então, apanhou e recolheu nela as lindas moedas e ficou rica para o resto da vida.


Irmãos Grimm

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

História de uma semente. - CUIDADOS COM A NATUREZA, ECOLOGIA




Era só uma semente, um grão verde embalado tipo para presente.
Por fora não se nota o mundo que lá dentro mora.
Sol, água e chão e assim a vida surge de dentro de um grão.
Agora é broto, amanhã cresce e floresce, depois dá frutos e amadurece.
Nos da o ar para respirar, os frutos para nos alimentar.
Sombra fresca para que possamos contemplar toda natureza.
A generosa árvore ainda nos dá mais grãos para semear.
Ah natureza como és sabia, só nos basta nos conscientizar.

Fonte: blog da amiga Coruja Garatuja


Tema: cuidados com a natureza, ecologia.

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