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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O Rato e a Rã. Lindo conto de Esopo.

Um Rato desejava atravessar um rio, mas o temia, pois não sabia nadar. Pediu ajuda a uma Rã que concordou desde que o Rato fosse amarrado a uma das patas. O Rato consentiu e encontrando um pedaço de fio, ligou uma de suas pernas à Rã. Assim que entraram no rio, porém, a Rã mergulhou, levando junto o Rato que sentia afogar-se. Por isso debatia-se com a Rã que, por sua vez, lutava para nadar; tudo isso causando muito cansaço e estardalhaços. Estavam nessa luta quando, por cima passava um Falcão que, percebendo o Rato sobre a água, baixou sobre ele e levou-o nas garras juntamente com a Rã que estava atada. Ainda no ar, os devorou.



Moral da História:

Só podemos melhorar e dar certo com acordos que sejam em benefício de todos, senão acontece como na história, a rã e o sapo não se acertaram e com isso acabaram devorados pelo Falcão.


Esopo - Domínio Público.


Para pintar:




Outras atividades:

Recontar a história de modo que o sapo e a rã entrem em um acordo bom para os dois para atravessar o rio.

Utilizar recortes dos personagem em cartolina para serem pintados e depois colocar em papel pardo com o fundo da história desenhado e pintado.

Origamis dos personagens ou massinha de modelar.

domingo, 27 de março de 2016

Voa Voa Passarinho.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=150714&picture=os-passaros-do-amor-amp-girassois

Voa, voa, passarinho voa
Corta os ares deste céu azul anil
O sol te aquece as costas
Enquanto plana em pleno vento norte
Repousa num fio a assoviar

À tardinha ainda há quem voe
Perfurando as nuvens feitas de algodão
Sobrevoar as casas, subir, descer, girar, dar piruetas
Voltar para o ninho e descansar

Voa, voa, vai lá no céu, que nem avião de papel
Sobe, sobe feito um balão, a vida é pura diversão




Recortes: 

Para os pequenos você pode levar o molde e as crianças fazem o recorte do passarinho para depois pintar. Podem fazer um céu azul em cartolina e depois colar seus trabalhos.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=125793&picture=dois-passaros-pequenos

domingo, 4 de outubro de 2015

O BARQUINHO ENJOADO.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=113998&picture=azul-barco-branco

Era uma vez um barquinho muito, muito infeliz.
Vivia embrulhado, tinha enjoo do balanço do mar.
Era só começar a navegar e ele a passar mal, a marear.
Os peixinhos riam dele e, para piorar a situação, ficavam indo e vindo à sua frente, de pura molecagem, aumentando a aflição.
— Quem mandou nascer barquinho? — brincava uma gaivota.
— Mas eu não nasci assim, sua boboca!
Por que não me deixaram ser árvore a vida inteira, parada num só lugar, sem este vai-e-volta, sem este vem-e-vai?
— reclamava o pobrezinho
— Puxa vida... Ai, ai, ai!
Seu dono, um velho pescador, nem notava o problema do coitado.
Todo dia, de manhã cedo, saía atrás de peixe, sem domingo nem feriado.
Não tinha folga o barco enjoado.
Mas um belo dia, tudo mudou!
Todo contente, o pescador apareceu com um barco bem novinho.
Era amarelo e cor de vinho.
E o outro se aposentou.
Desde este dia, quanta alegria!
Não precisa mais ir para o mar, nem marear.
Fica na areia, tomando sol numa boa, olhando de longe a pescaria.
No barco enjoado o velho escreveu “peixe fresco todo dia” para atrair a freguesia.
Esta sim era a vida que ele queria!

Quem souber o autor favor informar para dar os créditos.



Fixação da história:


O barquinho era feliz?  - Não -

Por quê?

Os peixinhos ajudavam o barquinho ou pioravam a vida dele?

Qual era o desejo do barquinho? – ter continuado a ser uma árvore.

O que aconteceu que mudou a vida do barquinho?

Quais eram as cores do novo barquinho?

E o que aconteceu então com o nosso barquinho, ele ficou alegre ou triste?

Pedir que as crianças inventem um outro final para a história desde que o barquinho fique feliz também.


Tema: 

proteção à natureza, em especial às árvores.
Amor aos animais – peixinhos, gaivota, explorar os animais marítimos.

Fazer um barco de papel:





terça-feira, 15 de setembro de 2015

A Abóbora Menina.

Fonte da imagem:
http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=9674&picture=decoracao-colheita-halloween

Para a Inês, que também um dia voará.

Brotara do solo fecundo de um quintal enorme, de uma semente
que mestre Crisolindo comprara na venda. Despontava por entre uns pés de couve e mais algumas abóboras, umas suas irmãs, outras suas parentes mais afastadas.
Tratada com o devido esmero, adubada à maneira, depressa cresceu e se tornou em bela moçoila, roliça e corada.
Os dias corriam serenos. Enquanto o sol brilhava, tudo era calma
naquele quintal. Sombra dos pés de couve, rega a horas devidas, nada parecia faltar para que todos fossem felizes.
As suas conversas eram banais: falavam do tempo, de mestre
Crisolindo e nunca, mas nunca, do futuro que os aguardava.
Mas Abóbora Menina, em vez de se dar por satisfeita com a vida
que lhe havia sido reservada, vivia entristecida e os seus dias e as suas noites eram passados a suspirar.
Desde muito cedo que a sua atenção se virara para as borboletas de cores mil que bailavam sobre o quintal. E sempre que alguma pousava perto de si, a conversa não era outra se não esta:
―Dizei-me, menina borboleta, como fazeis para voar?
―Ora, menina abóbora, que quereis que vos diga? Primeiro fui ovo quase invisível, depois fui crisálida e depois, olhe, depois alguém me pôs estas asas e assim voei.
―Como eu queria ser como vós e poder sair daqui, ver outros
quintais.
―Que me conste, vós fostes semente e vosso berço jaz debaixo desta terra negra e quente. Nunca por aí andámos, minhas irmãs e eu.
A borboleta levantava voo e Abóbora Menina suspirava. E suspirava. E de nada serviam os consolos de suas irmãs, nem o consolo dos pés de couve, nem o consolo dos pés de alface que cresciam ali perto e que todas as conversas ouviam.
Certo dia passou por aqueles lados uma borboleta mais viajada e foi pousar mesmo em cima da abóbora. De novo a mesma conversa, os mesmos suspiros.
Tanta pena causou a abóbora à borboleta, que esta acabou por lhe confessar:
―Já que tamanho é vosso desejo de voar e dado que asas nunca podereis vir a ter, só vos resta uma solução: deixai-vos levar pelo vento sul, que não tarda nada aí estará.
―Mas como? Não vedes que sou roliça? Não vedes que tenho
engordado desde que deixei de ser semente?
E a borboleta explicou à Abóbora Menina o que ela devia fazer.
A única solução seria cortar com o forte laço que a ligava àquela
terra-mãe e deixar-se levar pelo vento.
Ele não tardaria, pois umas nuvens suas conhecidas assim lhe haviam garantido. Mais adiantou a borboleta que daria uma palavrinha ao tal vento, por sinal seu amigo e aconselhou todos os outros habitantes do quintal a segurarem-se bem quando ele chegasse.
Ninguém gostou da ideia à exceção da nossa menina.
―Vamos perder-te! ― lamentavam-se as irmãs.
―Nunca mais te veremos. ― sussurravam os pés de alface.
―Acabarás por mirrar se te desprendes do solo que te deu sustento.
Mas a abóbora nada mais queria ouvir. E logo nessa noite, quando todos dormiam, Abóbora Menina tanto se rebolou no chão, tantos esticões deu ao cordão que lhe dera vida, que acabou por se soltar e assim permaneceu, liberta, aguardando o vento sul com todos os sonhos que uma abóbora ainda menina pode ter na sua cabeça.
Não esperou muito, a Abóbora Menina. Dois dias passados, logo
pela manhãzinha, o vento chegou. E com tal força, que a todos
surpreendeu.
Mestre Crisolindo pegou na enxada e resguardou-se em casa. As
flores e as hortaliças, já prevenidas, agarraram-se ainda mais à terra.
Só a abóbora se alegrou e, peito rosado aberto à tempestade,
aguardou paciente a sorte que a esperava.
Quando um remoinho de vento pegou nela e a ergueu nos ares,
qual balão liberto das mãos de um menino, não sentiu nem medo, nem pena de partir.
―Adeus, minhas irmãs!... Adeus, meus companheiros!...
―Até... um... dia!...
E voou direitinha ao céu sem fim!...
Para onde seguiu? Ninguém sabe.
Onde foi parar? Ninguém imagina.
Mas todos sabem, naquele quintal, que dali partiu, numa bela tarde de vento, a abóbora menina mais feliz que algum dia poderá haver.

Livro: Histórias Que Acabam Aqui - Teresa Lopes.


Comentários e perguntas sobre a história:


Quantas vezes vivemos presos aos hábitos adquiridos sem questionamentos se poderíamos mudar.
Ninguém pode viver sem pensar em outras formas de viver e conviver, sem perseguir seus sonhos.
Os personagens da historia tinham conversas banais, apenas avaliavam seu cotidiano.
Você tem o hábito de agir assim?
Você não tem curiosidade de imaginar um futuro melhor para você e para a humanidade?
Você acha que vale a pena viver preso à terra sem conhecer outros lugares, sem poder voar?
O voo na historinha tem o significado da tua libertação de tudo o que você faz no automático, sem pensar, apenas porque sempre foi assim e alguém lhe disse que sempre será assim, que tentar mudar pode ser perigoso.
Você acha que pode ser perigoso?
Você tem um sonho? Quer dizer qual o teu sonho?
Acha que vale a pena lutar por ele?

Dinâmica:

Reunir a turma em dois grupos.
Dar um tempo para que conversem sobre seus sonhos e desejos.
Depois o líder de cada grupo com a concordância dos demais, vai escolher um dos sonhos manifestados, e todos darão ideias de como realizar.
Ao término do trabalho, o líder vai expor ao outro grupo o que debateram e as conclusões que chegaram.

domingo, 6 de setembro de 2015

Atividades com Parlendas - Folclore.2





Fonte: http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/search/label/Alfabeto%20com%20Parlenda

Para visualizar melhor clique nas imagens.




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Atividades com Parlendas - Folclore.






Fonte: http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/search/label/Alfabeto%20com%20Parlenda

Idade sugerida: sete/oito anos.

Atividades: 

Dividir a turma em cinco grupos. Sortear uma parlenda para cada grupo. 
Dar o tempo para que leiam a parlenda e depois apresentem para os outros dividindo as falas de modo que todos do grupo leiam uma parte. 
O momento anterior à apresentação, que será de leitura de entendimento, será também para que aqueles que ainda apresentem alguma dificuldade de leitura possam acompanhar o grupo. 
O educador deverá atender a todos os grupos durante a preparação para a apresentação.
Podem também durante a leitura fazer um desenho da parte que gostaram mais da parlenda, e durante a apresentação podem utilizar o quadro com desenhos enquanto é feita a leitura, enfim, que a criatividade seja explorada ao máximo.

Outra coisa bem  legal que já fiz, foi uma vez que as crianças criaram uma historinha em grupo e depois prepararam a apresentação de teatro. Para os pequenos vale ler suas falas em tirinhas de papel, mas os meus decoraram facilmente. 
Na época eu estava evangelizando os 7/8 e combinei com a evangelizadora dos 5/6 um dia para irmos na turma dela para que os meus se apresentassem. 
Os meus ganharam em autoestima e capacidade de enfrentar desafios e os pequenos em ver crianças pouco maiores que eles fazendo uma atividade bem feita e de qualidade. Tenho certeza que aprenderam mais do que em uma aula normal.

Outras atividades:


Para a parlenda borboletinha, recortar borboletas e colar a base em cartolina exatamente como na imagem.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Do que eu tenho medo. Saci Pererê. Lendas do Folclore brasileiro.

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Bem, o jeito mesmo é começar fazendo uma confissão: a de que sou um pouquinho covarde, tenho meus medos. E você vai rir de mim quando souber de que é que receio tanto. E... bem, é... (Vou tomar uma bruta coragem e dizer de uma vez.)
Tenho tanto medo é do... Saci-Pererê! Mas que alívio em já ter confessado. E que vergonha. Só não juro que o Saci existe porque não se deve ficar jurando à-toa, por aí. Você é provavelmente de cidade e não me acredita. Mas que nas matas tem saci, lá isso tem.
E eu garanto essa verdade que até parece mentira, garanto, porque já vi esse meio-gente e meio-bicho.
E para que você acredite em mim, vou descrevê-lo: ele é um diabinho de uma perna só
(apesar de miraculosamente cruzar a perna). Dou a você como garantia minha palavra de honra. E ele anda sempre com um cachimbozinho.
Devo dizer que ele não é pessoa de fazer grandes maldades. É, mas faz as pequenas e marotas. As vezes quando lhe negam fumo — é melhor ter sempre tabaco numa caixinha porque prevenir é melhor que remediar — como eu ia dizendo, quando lhe negam fumo, ele faz das suas. Pois se até leite fervido ele azeda!
Mosca na sopa? Pois foi ele o pequeno malfeitor.
Brincadeira tem hora, às vezes a gente fica com raiva.
Sem falar que o Saci assusta as galinhas, coitadas, que já são por natureza assustadas. É, mas não é que ele faz com que fiquem completamente espavoridas?
Dona-de-casa? Cuidado porque ele queima o feijão na panela. E o danadinho faz essas coisas ou para se vingar ou para divertir e gostar de atrapalhadas.
Dou minha palavra de que já dei muito fumo ao Saci. Se você não acredita, vou então descrevê-lo: usa na cabecinha sabida uma carapuça vermelhíssima e escandalosíssima, tem a pele mais negra do que carvão em noite escura, uma perna só que sai pulando, e, é claro, um cachimbozinho aceso porque ele tem, como eu, o vício do fumo.
Mas uma vez eu me vinguei. Quando ele me pediu fumo, dei. Mas misturei ao tabaco... um pouco de pólvora (não demais porque eu não queria matá-lo). E quando ele tirou a primeira tragada, foi aquele estrondo. Porque eu também sou um pouquinho Saci-Pererê: foi com ele mesmo que aprendi as manhas.
Aviso ao Saci: por favor não se vingue de mim botando pólvora no meu fumo porque eu me vingarei pondo fogo na mataria toda!
Acho que tenho dito.


Clarice Lispector. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A Casa das Janelas Douradas.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/pequenas-casas-estrada-de-pedra-1149379/

O menino trabalhava duro o dia todo, no campo, no estábulo e no galpão, pois seus pais eram fazendeiros pobres e não podiam pagar um ajudante. Mas quando o sol se punha, seu pai deixava àquela hora só pra ele.
O menino subia para o alto de um morro e ficava olhando para o outro morro, alguns quilômetros ao longe. Nesse morro distante, via uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes.
As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele piscava. Mas, pouco depois, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, ao que parecia, e então a casa ficava igual a qualquer casa comum de fazenda.
O menino achava que faziam isso por ser hora do jantar; então voltava para casa, jantava seu pão com leite e ia se deitar.
Um dia, o pai do menino chamou-o e disse:
- Você tem sido um bom menino e ganhou um feriado. Tire esse dia para você, mas lembre-se de que Deus o deu, e tente usar para aprender alguma coisa boa.
O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe.
Guardou um pedaço de pão no bolso e partiu para encontrar a casa de janelas douradas.
Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o estavam seguindo e fazendo companhia. A sombra também seguia ao seu lado, dançando e correndo como ele desejasse: estava muito divertido.
O tempo foi passando e ele ficou com fome. Sentou- se à beira de um riacho que corria atrás da cerca de amoeiro e comeu seu almoço, bebendo a água clara. Depois jogou os farelos para os passarinhos, como sua mãe ensinara, seguindo em frente.
Passando um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa. Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada dourado. Chegou mais perto e aí quase chorou, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada de ouro nelas.
Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.
- Eu vi as janelas de ouro lá do nosso morro - disse ele - e vim para vê-las, mas agora elas são só de vidro!
A mulher balançou a cabeça e riu.
- Nós somos pobres fazendeiros - disse - , e não iríamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através!
Fez o menino sentar-se no largo degrau de pedra e lhe trouxe um copo de leite e um pedaço de bolo, dizendo que descansasse. Então chamou a filha, da idade do menino; acenou carinhosamente com a cabeça, para os dois e voltou aos seus afazeres.
A menininha estava descalça como ele e usava um vestido de algodão marrom, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia. Ela passeou com o menino pela fazenda e mostrou a ele seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele contou do seu próprio bezerro em casa, que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas.
Depois, quando já haviam comido uma maçã juntos, e assim se tornado amigos, ele perguntou a ela sobre as janelas douradas. A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele havia errado de casa.
- Você veio na direção completamente errada! - disse ela. - Venha comigo, vou mostrar a casa de janelas douradas e você vai conferir onde fica.
Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas a uma certa hora, perto do pôr- do- sol.
- É isso mesmo, eu sei! - disse o menino.
No cimo do outeiro, a menina virou- se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes, exatamente como ele havia visto. E quando olhou bem, o menino viu que era sua própria casa!
Logo, disse à menina que precisava ir. Deu a ela sua melhor pedrinha, a branca com listra vermelha, que levava há um ano no bolso. Ela lhe deu três castanhas- da- índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca como leite. Ele deu- lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina o olhava na luz do poente.
O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou à casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando- as quase tão brilhantes como as vira do outeiro.
Quando abriu a porta, sua mãe veio beijá-lo, e a irmãzinha correu para abraçá-lo pelo pescoço, sentado perto da lareira, seu pai levantou os olhos e sorriu.
- Teve um bom dia? - perguntou a mãe.
- Sim! - o menino havia passado um dia ótimo.
- E aprendeu alguma coisa? - perguntou o pai.
- Sim! - disse o menino. - Aprendi que nossa casa tem janelas de ouro e diamantes...

Autor desconhecido.

Moral da história:

a verdadeira riqueza está na família que nos completa e ajuda na nossa formação com amor e bons exemplos.

Cuidado com a falsa impressão de que a vida dos outros é melhor que a sua. Cada um tem a família ideal para a sua evolução.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Marcha Soldado.

Marcha soldado,
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel

O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acuda acuda acuda
A bandeira nacional.


As crianças cantam marchando, imitando os soldados, em fila e com chapéus de papel na cabeça.

Origami:



Fonte: http://www.comofazerorigami.com.br/origami-de-chapeu-de-soldado-e-de-festa/