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quarta-feira, 29 de abril de 2020

O meu pomar. Lindo texto poético de Cecília Meireles.

O meu pomar
"Se eu tivesse um pomar, um pequeno pomar que fosse, não lhe poria grades à roda,
como os outros proprietários. Não poria, a guardá-lo, um desses cães enormes,
rancorosos, que andam sempre rondando os pomares …
O meu pomar seria assim: toda aberto, para todos. E, quando o outono chegasse e
as árvores ficassem cheias de frutos amarelos e vermelhos, nenhum pobrezinho teria
fome, nenhuma criança choraria de sede, passando pelo meu pomar …
E, no inverno, ainda haveria lá onde alguém se abrigasse, quando chovesse muito ou
fizesse muito frio …
Se eu tivesse um pomar, ele estaria sempre em festa, cheio de borboletas e de
pássaros …
Como eu seria feliz, se tivesse um pomar !"
.
Cecília Meireles
Do livro: CRIANÇA MEU AMOR

Imagem PIxabay

Texto para ilustrar cuidados com a natureza, solidariedade, amor ao próximo.

Atividade: 

Desenhe o pomar que você gostaria de ter e quem você gostaria de convidar para estar junto contigo nesse lugar lindo.

Para colorir:


sábado, 20 de julho de 2019

Amizade de muitas cores. Linda poesia para crianças.


Conheci no outro dia
Um menino d’Angola.
Cheguei perto dele:
«Queres jogar à bola?»
Conheci noutro dia
Um cigano a cavalo.
Cheguei perto dele:
«Eu posso montá-lo?»
Conheci no outro dia
Uma menina chinesa.
Cheguei perto dela:
«Queres sentar-te à minha mesa?»
Sem preconceito,
Sem medos,
Nem ódios!
Tenho mil amigos,
Não ligo ao seu passaporte,
Só me interessa a amizade,
E vivo cheio de sorte!
André  Silvestre
Tema: amizade, respeito às diferenças, tolerância, solidariedade.
ATIVIDADE:

As crianças colocam as mãos sobre o papel e fazem o desenho. A seguir cada uma escolhe uma cor e pinta, logo após recortar. Colar em folha de cartolina com desenho da terra como na imagem. 

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
Khalil Gibran

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Conversando com crianças, evite respostas curtas.




Recebi essa postagem no face e logo identifiquei que seria um ótimo assunto para post. Já falei no assunto em outras postagens, mas creio que para estabelecer um bom diálogo com suas crianças sempre vale reforçar. Bjs 😍


terça-feira, 24 de julho de 2018

Quando eu me sinto triste. Falando das emoções. Triste/Alegre.

Quando eu me sinto triste.


Fonte da imagem:

https://pixabay.com/pt/boneca-palha%C3%A7o-triste-banco-1636124/




Quando me sinto alegre.




Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/menina-m%C3%A3e-filha-pessoas-fam%C3%ADlia-2480361/


  1. 1. EMOÇÕES
  2. 2. TRISTE QUANDO ME SINTO
  3. 3. TRISTE FELIZ QUANDO ME SINTO

  4. 4. Quando estou triste sinto-me como se alguém tivesse tirado todas as cores às coisas que me rodeiam… Como se tudo fosse cinzento, triste, desolado
  5. 5. Quando estou triste, apetece-me chorar… e chorar…
  6. 6. …chorar tanto até fazer um rio!
  7. 7. Apetece-me ir para a cama e cobrir a cabeça com os cobertores… E ficar lá até a tristeza me passar.
  8. 8. Algumas coisas deixam-me mesmo muito triste: Quando ouço o pai e a mãe a discutirem…
  9. 9. Quando fico doente E não me sinto bem.
  10. 10. É natural sentirmo-nos tristes… Mas falar com alguém sobre a nossa tristeza pode fazer-nos bem. Partilhar os teus sentimentos pode fazer com que te sintas melhor
  11. 11. Quando me sinto triste, tento ser simpático e delicado comigo mesmo. Gosto de ficar num banho de espuma quentinho
  12. 12. Ou ouvir a minha música preferida
  13. 13. Por vezes basta-me estar com os amigos e com a família para me sentir melhor...mesmo que não me apeteça falar.
  14. 14. Mas o melhor de tudo é quando uma pessoa simpática me dá um grande abraço e diz: - Não te preocupes, tudo isso vai passar.
  15. 15. Quando me sinto feliz apetece-me PULAR de alegria.
  16. 16. Quando me sinto feliz, ando todo sorridente e tudo à minha volta parece especialmente maravilhoso…
  17. 17. Às vezes, rio tanto, tanto …que até me dói a barriga! Rir à gargalhada faz-me sentir tão bem!
  18. 18. São muitas as coisas que me fazem sentir feliz: Estar com os amigos…
  19. 19. Fazer bolachas com a avó…
  20. 20. Ou quando o meu pai me leva para acampar e nos sentamos perto da fogueira a comer. Costumamos falar e rir muito.
  21. 21. À noite, olhamos o céu cheio de estrelas… e tudo parece tão calmo.
  22. 22. Quando me sinto feliz tenho mais paciência e não me zango por causa de pequenos problemas…
  23. 23. e sinto-me mais simpático e amigo dos outros!
  24. 24. Quando me sinto feliz posso ajudar os outros, que se sentem tristes ou zangados, a sentirem-se melhor. Ajudar as outras pessoas a sentirem-se felizes, faz-me sentir mesmo muito bem!
  25. 25. A felicidade é um sentimento fantástico! Faz-me gostar de mim e sentir-me bem comigo mesmo. FIM

Na sequência dessa historinha, vem outra "Quando me sinto Zangado", para ver imagens, acesse o link: https://pt.slideshare.net/Alzira74/quando-eu-me-sinto-triste 


Atividades:

Escreva ou desenhe no livro na página à esquerda, o que te deixa triste, e na direita o que te deixa alegre:

Fonte da imagem: google


Outra atividade:

Reunir as crianças em dois grupos que vão criar em conjunto uma historinha em que um amigo está triste e o que fariam para ajudá-lo a ficar feliz. A historinha será ilustrada e com os balõezinhos de diálogo. Finalizada a tarefa, grampear as folhas como se fosse um gibi. Cada grupo apresenta para o outro, assim vão ver como podem ajudar os amigos.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A arma infalível – quando o amor supera o ódio.


Certo dia, um homem revoltado e com muito ódio, escreveu uma carta malcriada e mandou para o chefe da oficina que o havia despedido.
 Era uma carta com ameaças cruéis. Quando o diretor do serviço leu as frases que expressavam ódio, guardou no próprio coração, e ficou furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de ver uma peça quebrada, jogou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez de o subchefe ficar nervoso. Guardou o sentimento de raiva, ficando aborrecido por várias horas e, na hora do almoço, ao invés de comer, descarregou na esposa o perigoso veneno. Só por causa de um sapato mal engraxado, disse dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a sentir uma má sensação, em forma de raiva sem saber por quê. Repentinamente transtornada, se aproximou da empregada que fazia o serviço de calçados e desabafou com palavras ásperas, ferindo o coração da menina.
Agora, era uma pobre menina que tinha o sentimento ruim. Não podendo despejar nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, chegou perto do velho cão, dorminhoco e paciente, e lhe deu um pontapé.
O animal gritou, disparou e, mordeu a primeira pessoa que encontrou na rua.
Era a esposa de um vizinho que, ferida na coxa, ficou enfurecida. Em gritaria desesperada, foi levada até a farmácia; mas, transferiu ao enfermeiro que a socorria todo aquele sentimento de raiva.
O rapaz, muito prestativo, e calmo que era se transformou em fera verdadeira. Revidou o tratamento com palavras ásperas e saiu, alucinado, para casa, onde a devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! – gritou – a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz!
Fuja da minha frente!
Disse nomes terríveis. Blasfemou. Gritou colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de se aborrecer, segurou em suas mãos e disse com naturalidade e carinho:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar. Mas, tenhamos bom ânimo! Lembremos-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos deixou...
Abraçou-o, comovida, e afagou seus cabelos!
O filho observou seus olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

Livro: Alvorada Cristã - Francisco C. Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio.

Refletindo sobre a história:

1-    Por que o homem que escreveu a carta malcriada para o chefe da oficina estava revoltado?
2-    Sua atitude é correta? De que outra forma ele poderia ter agido? (conversando)
3-    Tente explicar porque aconteceu uma sequencia de fatos envolvendo ódio e falta de educação depois da atitude dele.
4-    Se o homem ao invés de mandar a carta, tivesse conversado com seu chefe, tudo poderia ter acontecido de forma diferente? Sim? Não? Por quê?
5-    Quem afinal acabou com a cadeia de ódio e desavenças criadas, e como aconteceu?


O ódio não resolve nada, devemos dialogar com paciência, tentando entender o ponto de vista do outro, e cultivar o amor no coração. 

Atividades:

Para colorir:


Para ler mais sobre as imagens para colorir e o tema proposto, clique AQUI

sábado, 11 de junho de 2016

A Fábula do Porco-espinho.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/animal-porco-espinho-camada-1295076/

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História:

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e a valorizar suas qualidades.

Para pintar:

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/animal-porco-espinho-camada-1295075/

Temas: a arte de se comunicar, amor ao próximo, empatia.

sábado, 14 de maio de 2016

O diamante.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=119122&picture=prata-radha-krishna-idol

O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí se sentou para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
-Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
-Mas que pedra? Pergunta-lhe o Hindu.
-Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo: - Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la! E assim falando, ofereceu-lhe a pedra.
O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo.
Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
-Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!

Anthony de Mello, S.J., 1982, Lonavia, Índia O canto do pássaro, Edição Loyola, São Paulo, Brasil, 1992.


Moral da história: 

mais importante que os tesouros da terra são os tesouros da alma.
Apenas uma pessoa muito rica de bons valores e princípios tem a grandeza de se desfazer de um bem terreno de tanto valor.

Perguntas:

Você faria o que o Hindu fez? Sim? Não? Por quê?

Você acha que o que você recebe dos seus pais é mais material ou espiritual? Assim sendo, você trocaria seus brinquedos por mais amor e atenção?

Vale a pena ganhar muitos brinquedos e jogos e não ter atenção e amor dos pais?

Mateus 6.

Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam e roubam. Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração.

Explicar que é uma citação da bíblia, mas que podemos incorporar em nossa vida. Explicar que os tesouros do céu são as boas ações que praticamos e o bem que trazemos no coração.
O coração estará junto aos tesouros – bondade, amor, carinho, etc. - porque são tesouros que vem do nosso coração, e não podemos comprar nem vender.

Atividade:


À esquerda no coração escreva teus tesouros. E à direita represente o que escreveste com um desenho.

Exemplos de tesouros da alma: amar ao próximo, fazer o bem, respeitar os pais e mais velhos, etc. As crianças irão dando exemplos do que praticam na evolução espiritual.

sábado, 7 de maio de 2016

O esquilo ambicioso.

Fonte da imagem: http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=89000&picture=esquilo

Certa vez um esquilo encontrou um buraco existente no tronco de uma árvore grande e forte.
Era o abrigo ideal para o pequeno esquilo viver. Muito satisfeito da vida, mudou-se para lá.
A árvore passou a protegê-lo do vento, da chuva, do frio e dos animais selvagens, que sempre representavam um perigo.       
Contente, o esquilo passou a pensar em arrumar sua casa. Como a considerasse muito pequena, desejou aumentá-la.
Com seus dentes fortes e afiados, começou a roer as paredes para aumentar sua casa. Sonhava em ter uma família e precisaria de espaço para a esposa e os filhinhos que viriam.
Assim, ele aumentou o buraco fazendo mais um quarto, uma sala onde pudessem comer e um depósito para guardar as nozes que encontrasse. O inverno costumava ser rigoroso e era preciso armazenar o alimento de modo a não passarem fome.
O esquilo arrumou sua casa com muito amor, enfeitando e limpando para esperar a chegada da família.
Como não estava satisfeito com o que tinha, desejando sempre mais, foi aumentando a casa e fazendo novos cômodos.
Os outros moradores da árvore, passarinhos, insetos e pequenos animais, reclamaram:
— Esquilo, você está destruindo a nossa casa! A nossa amiga árvore está ficando fraca.
Ao que ele retrucava, indiferente:
— Vocês estão enganados. A árvore é forte e tem raízes robustas.
Certo dia, já no início do inverno, ele tinha saído para arrumar comida e demorou algumas horas. Ao voltar, teve uma grande surpresa. Olhou de longe para admirar a sua linda casa e estranhou:
— Onde está a minha casa, a árvore frondosa e amiga?...
Assustado, não podia acreditar no que seus olhos viam: A árvore, que era tão forte, tão firme, estava caída no chão!
Como desabara daquele jeito?
Tentando encontrar a razão daquele desastre, o esquilo chegou mais perto para ver o que havia acontecido, e notou que ele, sem perceber, havia-lhe roído as raízes, fazendo com que elas perdessem a força, com o imenso buraco que se fizera dentro do tronco da árvore.
O esquilo percebeu então, tarde demais, que ele próprio havia sido o responsável pela queda da árvore. Que, na sua ambição desmedida, havia destruído as condições da moradia que o Senhor concedera, não apenas a ele, mas também a todos os outros seres que a habitavam.
Bastaria que se tivesse contentado com o pouco que lhe tinha sido dado, para que ele pudesse ali viver longos anos em paz e segurança. Contudo, o desejo de ter sempre mais, fizera com que destruísse seu lar e o lar dos passarinhos, dos pequenos animais e dos insetos que ali viviam.
Agora, decepcionado e triste, o esquilo lamentava o erro que cometera. Estavam no início do inverno e era preciso procurar outro abrigo, se não quisesse ficar ao relento e exposto às intempéries.
Porém, ele tinha confiança em Deus. Sabia que, como havia encontrado aquele buraco, encontraria outro. Era preciso não desanimar e aprender com os próprios erros.
Então, humildemente, ele dirigiu-se aos companheiros de infortúnio que ali estavam, tristes, e lhes disse:
— Peço-lhes perdão. Cometi um grande erro e agora todos nós estamos sem um lar. Mas, não podemos desanimar. Prometo-lhes que encontraremos uma outra árvore para morar. Confiem em Deus!
As aves, os animaizinhos e os insetos ficaram mais animados, sentindo uma nova esperança brotar em seus corações.
E o esquilo, daquele dia em diante, nunca mais cometeria o mesmo erro, aceitando e adaptando-se às condições de vida que Deus lhe oferecesse.

Célia Xavier Camargo


Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita.

Moral da história: 

A ambição em demasia prejudica não só a o ambicioso como muitas vezes a natureza e toda a sociedade. 

Falar sobre os desmatamentos sem critério, pessoas que acumulam riquezas sem usar enquanto tantos não tem nem o que comer.

Temas: ambição demais não é legal, cuidados com a natureza, ecologia, empatia com os outros.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Professor Golfinho. Historinha com moral da história e atividades. Tema: Respeito ao professor.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Zuzu, a abelhinha que não podia fazer mel. Historinha sobre bullying, preconceito, respeitando as diferenças.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/abelha-inseto-wasp-asas-olhos-160732/

Zuzu era uma abelhinha igual a todas que você conhece. Bem, igual, igual, não. Desde pequenina ela ficou sabendo que era um pouco diferente das outras: não poderia fabricar mel como suas companheiras.
No início, para ela isso não tinha muita importância. Mas, com o tempo, vendo como seus pais ficaram tristes, pois sonhavam com a filhinha estudando, se formando na Universidade do Mel, trabalhando, progredindo, como as outras abelhas da colmeia, começou a ficar entristecida, magoada, porque percebeu que não atingiria as expectativas dos pais. Eles a levaram aos melhores especialistas do abelheiro, mas todos foram unânimes: Zuzu jamais seria igual às outras...
Zuzu vivia cabisbaixa, solitária, era motivo de gozação e brincadeiras de mau gosto por parte das outras abelhas de sua idade.
Certo dia, muito aborrecida, resolveu voar para bem longe. Sem perceber, aproximou-se de outra colmeia, desconhecida. E logo percebeu que ali era diferente de onde ela morava: na entrada, algumas abelhas guardiãs também possuíam dificuldades: algumas não tinham uma asa, outras eram cegas...
À medida que foi penetrando nessa nova colônia, notava que em todos os setores as abelhas consideradas “deficientes”, trabalhavam e eram eficientes nas suas funções. Conheceu algumas que, como ela, não podiam produzir mel. Todas estavam ativas e contentes: controlavam o estoque de mel, a qualidade do produto, e até chefiavam a produção. Isso a deixou muito feliz: ela também poderia ser útil!
Conversando, suas novas amigas lhe contaram que ali todas eram respeitadas e trabalhavam de acordo com as suas capacidades.
Exultante, Zuzu voltou para sua casa cheia de novidades. No início, todos acharam que aquilo era uma bobagem, um sonho, fruto da imaginação. Com perseverança foi, aos poucos, introduzindo novas ideias na sua colmeia. Conseguiu levar uma comissão de ministros a outra colmeia para que eles vissem que o seu ideal era possível.
Assim, lentamente, na sua comunidade, foi sendo eliminado o preconceito às abelhas portadoras de cuidados especiais. Zuzu, como se sabe, chegou ao importante cargo de chefe da produção de mel de todo o reino, pela sua inteligência, pela suas habilidades, levando consigo muitas de suas irmãs.
Seus pais, agora venturosos, entenderam que a felicidade de Zuzu não está em fazer como os outros, mas em fazer como lhe é possível e da melhor maneira, evitando comparações.

Luis Roberto Scholl


Tema: Preconceito, bullying, convivendo com as diferenças.

Atividade:

Complete a abelha e pinte:

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/abelha-voar-bumblebee-design-896670/

domingo, 18 de outubro de 2015

Será que o lobo é mau? Uma abordagem diferente e humana. Desfazendo preconceitos.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/porco-animal-leit%C3%A3o-carne-de-porco-47920/

Os porquinhos Juca, Pipo e Lilo já são porquinhos adultos e resolveram cada um construir a sua própria casa, que seria o lar de sua família, no futuro.
Juca construiu uma casa de palha e assim que terminou foi dormir, que é o que ele mais gosta de fazer. E Juca pretende dormir bastante, agora que não tem sua mãe por perto para lhe alertar sobre a preguiça.
Pipo é um pouco mais organizado e resolveu fazer sua casa de madeira e galhos de árvores, para suportar ventos e chuvas. Assim que terminou a casa foi descansar, pois estava muito cansado.
O porquinho Lilo trabalhou por várias semanas para construir uma casa forte, com um bom alicerce, paredes de tijolos e janelas e portas com fechaduras, tudo muito seguro. Sua nova casa é bonita e segura como seu antigo lar e Lilo, quando terminou de construí-la convidou sua mãe para lhe fazer uma visita.
Perto de onde foram morar Juca, Pipo e Lilo mora um lobo, que eles pensavam que era mau. Mas estavam enganados, pois o lobo já estava idoso, tinha orelhas e nariz muito grandes e apesar da aparência de mau era, na verdade, um lobo bom, quieto e sem muitos amigos.
Tudo ia muito bem, até que chegou a primavera, a mais bela das estações. Qual o problema? O problema é que Zoé, esse é o nome do lobo, é alérgico a pólen de flores. Ele costuma espirrar muito, tossir sem parar, ficar com os olhos vermelhos e ter coceiras no nariz e, às vezes, coçar todo o corpo sem conseguir parar.  
Aos primeiros sinais da alergia, Zoé foi ao médico, Sr. Orestes, que lhe tratava há muitos anos. Na volta para casa, passou na farmácia, que estava lotada, e comprou o remédio.
Espirrou por todo o trajeto, seu nariz estava vermelho como um pimentão e seu corpo todo coçava. Quem o observou pelo caminho achou o lobo muito esquisito: parecia muito feio e bravo, principalmente quando tossia e se coçava sem parar.
Chegando em casa, o lobo imediatamente pegou um copo d’água e o remédio para tomar. Pegou a caixa e logo percebeu que haviam lhe dado o remédio errado na farmácia. O remédio de Zoé para alergia foi trocado por outro parecido, porém para dor de barriga.
Entre espirros, tossidas e coceiras, o lobo resolveu pedir ajuda aos porquinhos, seus novos vizinhos, pois se tivesse que ir até a farmácia iria piorar muito, pois o caminho era cheio de flores nesta época.
Quando chegou na casa de Juca para perguntar se ele poderia destrocar o remédio, Zoé bateu na porta e enquanto aguardava que o porquinho atendesse, sentiu uma enorme vontade de espirrar e deu um enorme espirro, e mais outro, e outro e outro... Quando conseguiu parar de espirrar viu que havia derrubado a frágil casinha do porquinho.
O lobo não conseguiu sequer pedi desculpas ao porquinho, muito menos explicar que precisava de ajuda, pois Juca fugiu apavorado e foi se esconder na casa de seu irmão Pipo.
Como continuava se sentindo muito mal, tossindo e espirrando, mas certo de que tomaria mais cuidado para não derrubar a casa do próximo vizinho, o lobo foi até onde morava Pipo.
Zoé chegou perto e chamou pelo vizinho. Como sua voz estava fraca e ele espirrava e tossia muito, o lobo imaginou que ninguém tinha conseguido ouvi-lo. Chegou mais perto e, antes que conseguisse bater na porta para pedir ajuda, começou a tossir muito, pois parecia que alguém passava uma peninha em sua garganta. Tossiu alto, muitas vezes e muito forte, para ver se a peninha parava de incomodar. Quando conseguiu parar, notou que a casa do vizinho estava demolida, e que os dois porquinhos corriam de medo dele.
O lobo ficou muito chateado pelo que aconteceu, mas decidiu ir até a casa do porquinho Lilo, não apenas para que eles lhe ajudassem a trocar o remédio, mas para pedir desculpas e avisar que assim que melhorasse alergia iria ajudar a reconstruir as casas dos dois porquinhos.
Chegando na casa de Lilo, bateu na porta e esperou. Enquanto esperava, espirrou um pouco e coçou o nariz, que ficou mais vermelho ainda. Como ninguém atendeu, bateu de novo. Depois de algum tempo, apareceu na janela Lilo, que gritou:
- Vá embora, seu lobo. Esta casa você não vai conseguir derrubar! Estamos seguros aqui, e não seremos seu jantar!                                       O lobo explicou então que era apenas um velho lobo doente que precisava de alguém que fosse até a farmácia destrocar o seu remédio da alergia.
Por favor, não consigo parar de espirrar e tossir. Meu nariz coça muito e meus olhos estão vermelhos de tanto coçar. Preciso de ajuda! Se eu tiver que ir até a farmácia, ficarei pior.
Os porquinhos ficaram desconfiados e não abriram a porta. O velho lobo pediu mais uma vez, enquanto tossia e espirrava:
- Por favor, eu tenho alergia na primavera, preciso do remédio...
Os porquinhos observaram o lobo por alguns instantes e puderam perceber que ele parecia furioso e espirrava e tossia sem parar.
Lilo lembrou aos irmãos que não devemos julgar os outros pela aparência. Então pensaram bem e resolveram deixar o lobo entrar e ouvir melhor o que ele tinha a dizer.
O lobo agradeceu e contou que tinha essa alergia na primavera desde criança e que precisava de ajuda, pois não podia ficar sem o remédio.
Os porquinhos perceberam que o lobo não era mau como pensavam e, apesar do aspecto esquisito, parecia ser muito legal.
Pipo, então, foi rapidamente até a farmácia e trouxe o remédio certo para Zoé. O lobo tomou o remédio e logo começou a se sentir melhor. Ele agradeceu muito a ajuda, pediu desculpas pelo susto que deu nos porquinhos e prometeu ajudar a reconstruir as casas deles.
Todos riram muito quando ele contou que seu apelido quando criança era ATCHIM, como o anãozinho da Branca de Neve.
Lilo serviu suco de frutas para todos e eles se sentaram na biblioteca, longe do pólen das flores, para conversar, começando ali uma grande amizade.
Os porquinhos sempre contam essa história aos seus filhos para que eles percebam que não devemos julgar alguém pela sua aparência física, pois podemos nos enganar sobre a pessoa e deixar de conhecer um novo amigo. Além disso, Juca e Pipo aprenderam que quando temos que fazer algo, é importante fazer com carinho e dedicação, como sua mãe sempre lhes ensinara, pois trabalhos malfeitos podem acabar como as suas casinhas, que tiveram que ser reconstruídas, desta vez com menos preguiça e mais cuidado.

História adaptada do clássico original “Os Três Porquinhos” do autor Joseph Jacobs

CONVERSANDO SOBRE A HISTÓRIA.

A história nos mostra que cada porquinho poderia construir sua casa como quisesse. 

Será que Juca e Pipo construíram a casa da maneira certa?

         Não, porque a preguiça e a má vontade não deixaram. Eles acharam que tinham liberdade de não dar satisfação a ninguém, podendo fazer o que quisessem, como e quando desejassem. Quando estavam em casa e a mamãe estava sempre pedindo para que eles trabalhassem para ajudar nos serviços de casa achavam ruim, mas depois perceberam que é necessário trabalho e organização para manter uma casa em ordem.

E Lilo? 

Lilo havia aprendido as lições que sua mãe, tão carinhosamente, ensinara a todos eles. Quando construiu sua casa, teve a oportunidade de colocar na prática o que havia aprendido. Sua casa demorou para ser construída, mas tinha um bom alicerce e era bem segura. Quando ficou pronta ele logo começou a arrumá-la, e enfeitá-la, pois não via a hora de convidar sua querida mamãe para uma visita.

Perguntas:

O que acontece quando fizemos as coisas com preguiça e má-vontade?
        -  Os nossos trabalhos saem mal feitos e muitas vezes temos que os refazes.
O lobo Zoé era legal, bondoso, amigo, era bonito?
         - Era leal e amigo, mas não era bonito. Beleza não significa bondade.
Só as pessoas bonitas são boas? Por quê?
         - Não, porque uma coisa não está ligada a outra, não devemos julgar as pessoas ou as situações pelas aparências.
- Devemos julgar uma pessoa pelo seu corpo físico?
         Não, o presente independe do pacote.
- Devemos ajudar o nosso próximo?
         Sim e isso nos deixará alegres e satisfeitos, mesmo quando não recebemos agradecimentos pelo bem que fizermos.

Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre

www.searadomestre.com.br/evangelizacao.