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sábado, 7 de março de 2020

Respeito às coisas alheias. Educando para uma sociedade melhor.





Paulinho era um menino que fora criado com todo amor e carinho pelos seus pais.
Estudava numa escola boa e confortável, tinha professora dedicada e amigos com quem se divertia nas horas de folga. Enfim, era um bom aluno.
Contudo, certa vez entrou na sua classe um garoto maior que veio transferido de outra escola. De personalidade envolvente, Roberto começou a dominar Paulinho, que passou a ver no novo amigo um líder.
Desse dia em diante, Paulinho mostrou fraco rendimento escolar, não fazia mais os deveres de casa, tornou-se malcriado e saía sempre à noite voltando tarde ao lar, sem que sua mãe soubesse onde tinha estado.
Não valeram conselhos e recomendações dos pais e da professora; o garoto cada vez mais mostrava indisciplina, desrespeito e desinteresse por tudo o que lhe fora ensinado até então.
Seus pais, muito preocupados, não sabiam mais o que fazer.
Nessa época, o pai de Paulinho começou a ter problemas de saúde. O coração estava seriamente comprometido e era necessário um tratamento rigoroso e muito cuidado.
Certo dia, Paulinho chegou tarde da noite e encontrou tudo fechado e silencioso. Ninguém em casa.
Sem saber o que fazer, procurou informações com um vizinho. Assim, recebeu a notícia de que seu pai passara mal e fora levado às pressas para o hospital.
Com o coração angustiado, correu até o hospital e encontrou sua mãe em prantos.
— Graças a Deus que você chegou, meu filho — disse ela.
— Como está papai? — perguntou, aflito.
— Está sendo atendido pelo médico, Paulinho, mas demoramos muito para vir e temo que o socorro chegue tarde.
— Mas, por que, mamãe? Por que não pediu para Aninha ligar logo de um telefone público?
— Eu pedi, meu filho, mas o telefone está quebrado.
Muito desapontado, o garoto lembrou-se de que fora ele mesmo e seu bando quem destruíra o aparelho por brincadeira. Gaguejando, insistiu:
— Mas tem um pronto-socorro próximo de nossa casa. Por que a senhora não solicitou uma ambulância?
Meneando a cabeça, a mãe informou algo desalentada:
— Tentamos, Paulinho... Mas a ambulância, infelizmente, estava com os quatro pneus cortados, serviço de um bando de garotos desocupados que andam por aí, segundo informaram.
Corando até a raiz dos cabelos, Paulinho lembrou-se que, também por divertimento, eles haviam estragado os pneus da ambulância que estava estacionada no pátio defronte o pronto-socorro.
Cheio de vergonha e arrependimento, em lágrimas, Paulinho confessou à sua mãe tudo o que fizera, e concluiu:
— Se o papai morrer, nunca mais vou me perdoar. Por minha culpa ele não recebeu a assistência urgente de que tanto precisava.
A mãezinha que ouvia calada afagou-lhe os cabelos e falou com carinho:
— Sempre é tempo de nos arrependermos de nossas ações más, meu filho. Ore e peça a Deus em favor do seu pai. Ele nunca deixa de nos amparar nas nossas necessidades.
Algum tempo depois, o médico veio avisar que estava tudo correndo bem e que o paciente logo estaria recuperado.
Cheios de alegria, mãe e filho se abraçaram, agradecendo a Deus que atendera às suas súplicas.
E, a partir daquele dia, Paulinho voltou a ser o menino que era antes, reconhecendo que o respeito à propriedade alheia é muito importante, especialmente às coisas públicas que prestam serviço inestimável à população, e que nunca sabemos quando nós também vamos precisar delas.
Que ele, ao invés de transmitir suas boas qualidades aos amigos indisciplinados, se deixara contaminar por eles.
Paulinho prometeu a si mesmo que faria tudo o que pudesse para que seus amigos também compreendessem que somente o respeito e o amor ao próximo poderão nos tornar pessoas melhores e mais felizes.Fiel às promessas de mudança interior que fizera a si mesmo, Paulinho procurou à companhia telefônica e a direção do pronto-socorro responsabilizando-se pelos estragos verificados e prontificando-se a pagar com seu trabalho os prejuízos que causara.

Tia Célia
Célia Xavier Camargo
Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita




Sugestões de perguntas:

1. Como é a cidade em que você vive?
2. Quais as belezas e quais as coisas feias de sua cidade?
3. Qual a maneira que temos de manter a cidade limpa?
4. Quem é responsável por manter a cidade limpa?
5. Você sabe o que é pichação? É correto?
6. Devemos conservar as placas de orientação nas ruas?
7. Como devem ser conservados os jardins públicos?
8. O que devemos fazer com o lixo?
9. Quem deve cuidar das calçadas que ficam em frente à sua casa?
10. Por que devemos cuidar da nossa cidade?
11. Quando você anda na rua e come um doce, o que faz com o papel?
12. O que você pensa das pessoas que riscam e arranham os transportes públicos?
14. Como devemos utilizar os banheiros públicos?


Reforçar que todos somos responsáveis pela conservação da cidade onde vivemos.


Tema: Responsabilidade social, cuidados com seu ambiente, ecologia e preservação do meio ambiente, educação para a convivência social.


Para pintar e reforçar o conteúdo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

JOAQUIM E OS FRUTOS. Alimentação saudável.

Imagem google

Joaquim é o filho mais novo de D. Clotilde e também o que dá mais trabalho a ela na hora do almoço. Sabem por que? Porque ele não gosta de comer verduras e legumes... 
E, na hora do almoço ou da janta, viiixee!!! É aquele problemão. 
 _ Joaquim, olha que cenourinha tão bonitinha, ela está enfeitando seu pratinho, mas se você a comer, você ficará mais forte, mais coradinho!... – dizia sua mãe 
 Argh! Que coisa ruim. Não sei pra que existe isso... – respondia o menino, retirando as rodelas de cenoura e as jogando no chão!! Sua mãe o repreendia, então, dizendo se não as comesse, ao menos no chão não deveria jogar, porque chão não é local de lixo e comida não se desfaz assim... 
Mas o menino... Ah! Ele nem estava aí... Ele não queria saber de batata, alface, espinafre, nada nadinha... 
E ainda por cima vivia pegando a batata da cesta e a chutando como se fosse bola de futebol! Sua mãe vivia lhe dizendo sobre quem criou as verduras, os legumes, as frutas, os alimentos.... Vocês sabem quem foi? Isso mesmo, foi Deus e Ele os criou para nos auxiliar, pois através da alimentação saudável ficamos fortes, crescemos e auxiliamos nossa inteligência a se desenvolver também através dos alimentos. Por isso não devemos estragar os alimentos. O Joaquim, no entanto, ah que menino danado! Nem liga para o que a mamãe explica. Um dia, Joaquim estava brincando no quintal e viu seu pai pegar uma porção de carocinhos e enterrá- los na terra. 
E pensou: _ Por que será que papai enterrou aqueles carocinhos? Iixee... acho que ele ficou biruta!!!!! Joaquim gostava muito de jogar bola com seus irmãos no quintal de casa, mas um dia... beeem, um dia, estava chovendo muuuuito e eles não puderam brincar de bola no quintal e Joaquim olhava pela janela para o quintal e pensava: _ Que chuva mais chata! Só serve para estragar nossa brincadeira! Não vale pra nada! No dia seguinte, de manhãzinha... Joaquim pegou sua bola, foi para o quintal e... 
Oh! Surpresa! Que era aquilo ?! No lugar onde o papai enterrara os carocinhos, naquele outro dia, agora tinha uma porção de plantinhas! Ele correu para dentro , chamando o paizão: _ papai, ô Pai!! Corre! Vem ver! Lá no quintal ta cheio de matinho! Vem!!! 
Papai, então, foi com Joaquim no quintal e explicou: _ Quando a gente come uma maçã, uma uva, melancia e outras frutos, verduras ou legumes que tenham caroços, se a gente pegar seus carocinhos e enterrar, com a ajuda do sol e da chuva, esses carocinhos viram uma plantinha, que mais tarde vai dar frutos para gente comer e ficar forte, forte! 
 _ Nossa, pai, que trabalhão para nascer um frutinho! 
 _ Para você ver, filhão. Você me ajuda a cuidar dessas plantinhas, para vermos o fruto que nascerá?
 _ Essa eu quero ver! Ajudo sim! E Joaquim cuidou das plantinhas do quintal, cuidou, cuidou ... até que um dia... _ 
Nossa! Que linda!!! (Que será que tinha nascido!!! Vamos ver? _ Isso, filho – comentou papai – é uma abóbora e é muito gostosa. Vamos leva- la pra mamãe cozinhá- la e nós comermos? _ Vamos! Essa abóbora acho que vou comer– responde Joaquim – parece deliciosa e, depois, foi um trabalhão pra ela nascer , crescer, ficar gordinha e eu não posso jogá- la fora. 
Tanto trabalho pra nada? Esta errado né pai? 
Papai sorriu, concordando com a cabeça. Joaquim, a partir desse dia, passou a comer tudo que sua mãe colocava no seu prato. Ele tinha aprendido a respeitar a natureza, pois viu o trabalhão da mãe natureza pra fazer os frutinhos nascerem, e ele até não mais reclamou da chuva, porque sabia que ela também era importante pras plantinhas. (fonte: AME- JF) 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Uiiiiii, que mãos tão sujas!

Fonte da imagem:
https://pixabay.com/pt/pessoas-ativos-transporte-crian%C3%A7a-2941987/

Eu conheço duas mãos, a Manela e a Marta; elas são duas irmãs que andam sempre juntinhas e que se ajudam muito uma à outra! Não passam uma sem a outra! Quando é preciso martelar um prego, a Manela segura no martelo e a Marta, no prego; quando é preciso lavar a cabeça, as duas esfregam muito bem o cabelo para este ficar cheiroso; quando é preciso barrar manteiga no pão, a Manela segura no pão e a Marta barra a manteiga…São realmente as melhores amigas!!!
Mas estas irmãs não gostam de estar paradas e estão sempre a inventar coisas para fazer.
Certo dia, fui apanhá-las a mexer num pedaço de barro e a criar uma peça fantástica. É claro que estavam todas sujas…
_Ah, brincar com o barro é tão bom….segura neste bocado, Marta, para eu fazer esta asa da chávena. – dizia a Manela.
_ Já estou a segurar, Manela! Tens muito jeito para as artes, sabias?
_ Oh, então e tu? Não estás a fazer a chávena de barro também? Tens tanto jeito como eu, ora! – exclamou a Manela.
Estavam as duas muito divertidas porque adoravam sujar-se e sentir a argila .
Quando o dia terminou estavam as duas tão cansadas que nem se lavaram, debaixo da torneira, como costumavam fazer. Foram para a cama sem se lavarem.
Pois é, quando as mãos não são lavadas aparecem sempre o Tico e a Teca, que são dois germes muito mauzinhos, porque só gostam de fazer malandrices!
Nessa noite, o Tico e a Teca foram morar nas nossas duas irmãs Manela e Marta. E claro, fizeram das suas! Das mãos foram para a boca e da boca, foram para o estômago. Coitado do estômago, sentiu-se tão mal que começou a doer muito.
_ Ai, ai que dor – queixava-se o estômago – esta dor é muito forte!
_ Então? – perguntaram as mãos – O que te aconteceu?
_ Não sei bem, mas hoje comecei a sentir-me mal e doente…doí-me tudo!
_ Deves ter comido alguma coisa estragada. Já falaste com a boca para saber o que é que ela comeu? – perguntaram Manela e Marta, preocupadas.
_ Já, mas ela não comeu nada estragado!
A boca que estava a ouvir, respondeu – O que comi estava tudo bom, o melhor é perguntar aos olhos se eles viram alguma coisa….
_ Nós, os olhos, vimos que as mãos estavam um pouco sujas…- disseram os olhos.
E a língua exclamou – Pois, eu também senti um sabor diferente quando as mãos vieram à boca!
_ Bem, então está tudo dito – disse o estômago – as mãos não se lavaram e eu tenho dentro de mim o Tico e a Teca, aqueles marotos dos germes que só sabem fazer estragos!
O que vale é que a mão Manela foi buscar um remédio, para dar à boca, para a boca dar ao estômago. E tudo ficou bem.
Em conclusão vos digo, meninas e meninos, lavem sempre bem as mãos com água e sabão.

Fonte:https://www.historias-infantis.com/uiiiiii-que-maos-tao-sujas/

Tema: higiene.

Para colorir:





quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Sapo Lava o Pé.


Será que sapo não lava o pé mesmo?!

Lá no lago um sapo chamado Caco, resolveu desmistificar um boato antigo e para isso usou muita criatividade, arte e união! 



                     O Sapo Lava o Pé

Já se ouvia há muito tempo um boato que sapo não lava o pé, que tem frieira e até chulé. Lá no lago tem muito sapo que de tão bravo fica inchado com tal boato, sem contar na girinada que fica na beira d’água só escutando piada de toda a bicharada.
Neste lago mora um sapo cujo nome é Caco, que ficou injuriado com tal boato, também ficou inchado, mas não ficou parado, teve uma ideia para reverter à situação, ensinou para girinada uma nova canção que ensaiaram por dias para fazer uma apresentação.
 
Em noite enluarada a bicharada já se ajeitava na beira d’água para contemplar o luar, isso já era tradição! Mas dessa vez tiveram uma grande surpresa: a noite enluarada veio acompanhada de uma bela coachada, que cantava essa canção:

O sapo lava o pé
Lava porque ele quer
Pula no lago
Sai de pé molhado
O sapo não tem chulé!

Quanta emoção! A bicharada ficou animada, deram salvas de palmas e até pediram perdão.

Não se melindre não! Com bom senso podemos reverter qualquer situação, sem precisar de discussão e ainda promover formas de união como foi esta linda apresentação!

Texto do blog da amiga Coruja Garatuja vale a pena conhecer, grande qualidade.

Atividades:





sexta-feira, 6 de maio de 2016

Pedrinho disse não! Diga não às drogas!!

Fonte da imagem: http://www.publicdomainpictures.net/?jazyk=PT

 Pedrinho tem dez anos e é um garoto muito esperto. Uma tarde, ele estava indo para casa, quando dois meninos da escola o chamaram.
 - Ei, garoto, vem cá! - Logo eles estavam andando ao lado de Pedrinho.
 - E aí, cara, tudo bem? - disse um deles.
 - Tudo bem. - respondeu e continuou andando.
 - Cara, temos uma coisa legal aqui. Dá uma sensação ótima. Você quer experimentar? - disse o outro.
 - Não, obrigado. - disse Pedrinho, muito sério.
 - É de graça - insistiu - e você vai gostar. E mostraram algo como um cigarro.
 Pedrinho disse que não queria experimentar. Os garotos riram dele.
 Disseram que ele era careta, covarde. Mas o menino seguiu andando para casa sem dizer mais nada.
 À noite, contou ao seu pai o que havia acontecido.
 - Você agiu muito bem, meu filho. Eles lhe ofereceram um tipo de droga. Você lembra que já conversamos sobre isso?
 O menino lembrava. Foi uma conversa muito séria, quando seu pai explicou sobre as drogas e os prejuízos que elas trazem: fazem mal a saúde do corpo e do espírito; atrapalham a vida escolar; e, com o tempo, esse erro leva a não conseguir mais viver sem as drogas; então as pessoas brigam, roubam e, às vezes até matam para manter o vício.
 - É uma realidade muito triste das pessoas que seguem esse caminho, pois é um caminho muito ruim e de difícil retorno. Não devemos nem experimentar.
 Usar drogas é pisar em um chicle. Fica aquele grude ali, é difícil de tirar. É melhor não pisar, não usar drogas.
 Existem vários tipos de drogas: cigarro, bebidas alcóolicas e outras que destroem famílias, causam violência e morte. Drogar- se é como comer lixo.
 Pedrinho concordou, mas achou difícil dizer não, já que os garotos insistiram e riram dele. Ao que o pai explicou:
 - Sei que pode ser difícil dizer não, mas é o correto. Seja firme. Você é um bom filho - disse o pai, e abraçou o menino. - Continue estudando, brinque, faça amizades com outros garotos que também desejam seguir na estrada da saúde e do bem.
 Pedrinho, ainda no colo do pai, prometeu a si mesmo continuar estudando, sempre longe dos maus amigos e das drogas. Porque drogas não é uma atitude inteligente!

Claudia Schmidt




Atividade:

Levar cartolina ou papel pardo e dividir ao meio. Através de recortes de revistas ou desenhos, colocar de um lado tudo que faz bem à saúde e do outro o que prejudica o corpo. Ex: cigarros, imagens de drogas, bebidas, comer muito doces e refrigerantes, e como saudável legumes, frutas, legumes, exercícios físicos.

domingo, 3 de abril de 2016

Falando sobre drogas com crianças e adolescentes.

O corpo como presente de Deus a ser preservado.

Navegando pela internet encontrei o vídeo abaixo e logo lembrei de postar aqui no blog. 
Quando era evangelizadora, o assunto drogas não entrou nas conversas porque eles eram pequenos, a maior parte do tempo trabalhei com crianças até 11 anos, e um assunto assim delicado não se deve antecipar como vocês vão ler no artigo relacionado abaixo.
Pesquisei na internet porque como já citei antes, minha formação é o magistério, embora seja autoditata em psicologia infantil através de livros que li durante muitos anos e coloquei na prática nas aulas com as crianças. 
Portanto a pesquisa é para dar credibilidade ao assunto que é sério.
Todavia, pode-se abordar o assunto de forma indireta como sempre fiz.
Como um dos temas do programa era O corpo e cuidados com o corpo, sempre abordei as normas de higiene e boa alimentação, assim como necessidade de exercícios, evitando ficar muito tempo em frente à televisão e computador.
Nas conversas bem informais, os próprios evangelizandos citavam casos de avós que bebiam (socialmente como se diz) e fumavam. Sempre notei que eles naturalmente achavam aquilo errado, e aconselhava que aconselhassem com educação a qualquer pessoa da família com maus hábitos que aquilo não era certo. 

Para falar sobre drogas com adolescentes, clique AQUI
Magnífico artigo AQUI

NUGGETS
O "prazer" em relacionar, comer, sexual, por leitura, esportes, por uma prática espiritual, em viajar para muitos lugares, em estar sempre triste (sim há os que se comprazem nisso)... Enfim, muitas coisas em nossas vidas giram em torno da busca da satisfação e não há a priori mal algum nisso. O problema surge quando não suportamos lidar com os transtornos da vida, queremos prolongar o prazer como forma de compensação emocional, ou vivemos apenas em função de uma motivação que vise o prazer. Quando fazemos isso, "tudo pode virar droga". E é uma tolice acreditar igualmente que o crescimento e a auto-realização aconteçam sem esforços, sacrifícios, renúncia e frustrações. "A compensação emocional é seu maior inimigo. Quando vocês começam a compensar emocionalmente, sua inteligência, seu crescimento, sua amplitude, sua elevação, sua altitude, tudo vai embora. É como viver bêbado. - Yogi Bhajan Os comportamentos que sustentam os vícios e compensações, são movidos por forças subconscientes que criam um automatismo e roubam de cada um a realidade e a consciência de si mesmos, da realidade, e isso atrai para o convívio de quem se perde nestas repetições, pessoas e situações na mesma frequência, que na verdade nem percebem a nossa existência e singularidade, pois convivem com a nossa compensação, nosso vício ou hábito. Estão ao nosso lado por compartilharem da mesma loucura. Quando entramos no ciclo de qualquer vício estamos mergulhando numa destrutiva solidão, onde o ego se torna um tirano que se eleva enquanto o "espírito" está sendo rebaixado. Não conseguimos mais escutar a nossa voz interior muito menos o outro. Precisamos "de" a qualquer custo. E os Ciclos viciosos e de compensação emocional trazem ainda o elemento opressor da exploração. Quando a consciência fica anestesiada por qualquer vício, seja ela qual for, alguém possivelmente explorará Você e em seguida fará surgir algo tão nefasto quanto o próprio vício. A Vítima ou o consumidor insaciável daquilo que esteja definido como uma possibilidade de bem-estar surge e passa a dominar nossa realidade. Segundo a tradição do Kundalini Yoga, entende-se que podemos ser explorados de oito maneiras: Sexualmente, sensualmente, fisicamente, pessoalmente, mentalmente, monetariamente, socialmente e psiquicamente. Os viciados, compulsivos e que estão em compensação, criam um nicho de mercado e todos querem Você. Vejo as postagens com muitos likes na internet. "Faça ele correr atrás de Você", "Seque a barriga com estes "x" segredos revelados, "abra agora o seu negócio com as dicas que vamos dar, e realize seus sonhos; "Faça isto e tenha uma família harmônica", "Faca o processo X e em 10 sessões terá as respostas de sua vida"... Não importa que as promessas sejam verdadeiras ou não, mas é esta busca pelo mágico, maravilhoso que alimenta a grande oferta de soluções para conquistar o prazer e nos aprisiona ainda mais nos infernos em que vivemos. A animação que ilustrei este texto me faz pensar ainda em outro elemento. A curiosidade que surge no caminho. Há coisas que acabamos por experimentar, pois elas simplesmente estão lá, surgiram como que do nada, talvez sejam presentes do destino, o que custa experimentar apenas uma vez? (um empréstimo, um ato indigno, uma traição, um alucinógeno, um desvio da rota,...) São tantas distrações e ofertas no caminho... Tenho entendido como aluna da vida (e é como aluna que escrevo), que há um "prazer" que os orientais relacionam ao dharma, que também podemos experimentar quando vencemos alguns obstáculos, resistimos a algumas "tentações" que aparecem em nossa trajetória e realizamos com consciência os nossos compromissos, tais "manás" que aparentemente caem dos céus, como aconteciam com os hebreus quando vagavam pelo deserto, surgem no entanto muitas vezes quando de fato nos colocamos num caminho que tenha um propósito superior e quando topamos atravessar nossos desertos. O que escrevo aqui, são apenas algumas ideias... No dejejum de cada dia, alimento o corpo, mas também a mente e emoções com elementos que possam me sustentar integralmente os meus passos no caminho, administrar as surpresas e por vezes escrevo e partilho. Estejamos atentos a cada passo, e procuremos seguir livres de vícios, afinal... "Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo". Carl Gustav Jung
Publicado por Florescer Feminino em Segunda, 28 de março de 2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

10 verdades sobre castigos infantis que talvez você não Conheça...


Autor: Jon Talber.

Uma pedagogia doente só é capaz de produzir mais doença...

"Se vistos com olhos imparciais, na verdade, os problemas são apenas testes de campo para comprovar nossa acuidade criativa..."

Um castigo que não é ao mesmo tempo educativo e disciplinador, trata-se de um deformador do caráter...

Em primeiro lugar, um comportamento infantil indesejável raramente é espontâneo. Isso quer dizer que ele não nasceu como parte integrante da criança. Na maioria das vezes são inspirações herdadas, assimiladas, a partir da própria mesologia, seja no ambiente doméstico ou de convivência do portador.
Outro ponto importante são as atitudes dos adultos em relação aos indisciplinados, uma vez que a reação imediata são os ineficazes gritos, ou os castigos que ao invés de educarem deseducam. E não são raros os casos onde o pequeno infrator, além de não se corrigir, se corrompe ainda mais, o que acaba por criar um verdadeiro círculo vicioso, onde o educador agora se torna co-autor naquele processo de acentuação da deformidade comportamental da criança problemática.
Por isso mesmo, saber castigar é preciso. Não basta ter boa intenção, é necessário conhecer uma técnica, que além de educar seja incapaz de criar traumas e patrocinar mais problemas. Apenas lembrando que, o castigo deve ter sempre como objetivo o esclarecimento cognitivo, de modo que a criança se conscientize, de forma pedagógica e prática, da falha pessoal que deve ser reparada.
Criança não é burra, apenas imatura. Logo, exceto nos casos onde exista uma demência confirmada ou tenha idade inferior a três anos, já é capaz de compreender o que é errado ou certo. Mas irá precisar de um adulto consciente e disposto a informá-la sobre essas coisas.
Eis a seguir uma pequena lista de dicas, abordagens educativas, que embora tenham aparência de castigos, poderão se tornar eficientes práticas cognitivas na formação da personalidade infantil. O objetivo das orientações é ajudar a corrigir os comportamentos patológicos, que se desprezados podem evoluir para a delinquência.
Claro que as dicas poderão ser ampliadas ou adaptadas para cada caso.

Eis a lista.

Se não quiser que a criança brigue com seu irmão, diga para ela o que você deseja que faça, ou seja: “Cuide bem do seu irmão.” Para uma criança, o “não pise na grama” é um convite à prática da infração. Já a expressão: “Pise fora do gramado”, também funciona como um convite à prática do procedimento correto.

O tradicional castigo onde o pequeno infrator é colocado sentado em um local do qual não poderá se ausentar por um período de tempo, este, embora ainda largamente aplicado, é dos mais ineficazes. Ali não há o sentimento de punição, e em pouco tempo a criança adquire resistência, e ainda não muda de atitude.

Para que o castigo seja eficaz é preciso que a criança tenha a certeza de que vai perder alguma coisa, a exemplo de uma conquista ou privilégio que já possui. O castigo do cativeiro não representa uma perda de fato, mas apenas a privação temporária de sua liberdade, que será restaurada tão logo o tempo de reclusão acabe. Por isso tem um efeito apenas simbólico, mas sem nenhuma eficácia educativa ou corretiva.

E o único castigo positivo é o corretivo. E corretivo quer dizer didático, esclarecedor, que acrescente alguma coisa à cognição da criança; algo útil à sua personalidade. Não se enquadrando em nenhuma dessas condições, não é positivo. Lembre-se, o castigo não é uma punição, e sim uma forma inteligente de ensinar alguma coisa aos que não conseguem assimilar através do aprendizado tradicional.

Não existe nenhuma mágica, é um simples fato, uma criança motivada é naturalmente disciplinada...

E como a intenção do castigo é forçar a criança a prestar atenção a uma orientação, que de outro modo ela não o faria, o processo só terá o êxito pretendido se ela tiver receio de perder algum benefício concreto que já possui, como, por exemplo, limitação do uso do computador, ou do tempo diante da televisão. Assim, suspender o uso do equipamento por algumas horas, ou durante um dia inteiro, é uma boa prática.


Privá-la de brincar com os amigos, ou de assistir seus vídeos favoritos, e em casos mais extremos, até de comer sua sobremesa favorita, também tem seu valor. Com criatividade podemos ampliar a lista de “punições” cognitivas para uma infinidade de procedimentos, sem causar grandes traumas.

Importante também é não fazer que aquilo pareça um ato de vingança pessoal, sem motivos. Devemos ainda ficar atentos para os casos onde, entre irmãos, diante de uma mesma infração, penas diferenciadas são atribuídas. Nesse caso, o efeito ao invés de educativo se tornará negativo, e tende a criar revolta e antagonismos dentro do ambiente doméstico.

Esclarecer, de forma clara e convincente, sobre os motivos do castigo, e o mais importante, numa linguagem que a criança seja capaz de compreender, faz parte do processo. Histórias pessoais ou fábulas edificantes (tem bastante aqui no blog galera) poderão ser usadas como exemplos. Se coloque no lugar de cobaia, relate episódios de sua vida que possam ser usados como ilustrações. No exemplo pessoal, não aconselhamos o modelo comparativo, onde outra criança é usada como referência ou espelho de boa conduta, ou o seu inverso.


Lembre-se, a criança problemática já convive com conflitos pessoais sérios, muitos deles relacionados com a autoestima, e a comparação tende a acentuar ainda mais seu quadro psicopatológico. Por outro lado, esclarecer sobre as possíveis conseqüências de um ato negativo, tem grande valor. Mas, nada se compara com os esclarecimentos sobre os eventuais e benéficos desdobramentos de um ato positivo.

Outro ponto importante: não devemos cair na armadilha de confundir com castigo as obrigações e deveres naturais de cada um, tais como, arrumar a própria cama, ajudar em pequenas tarefas domésticas, ou acordar cedo para ir à escola. Se agirmos dessa forma, estaremos ensinando à criança que o ato de trabalhar ou de cumprir com os deveres necessários e obrigatórios, representam um castigo, uma espécie de calvário ou martírio.



Finalmente, não se limite aos conselhos que acaba de aprender; 

use sua própria imaginação e criatividade no exercício de sua pauta disciplinadora ou magistério doméstico. Afinal de contas, o centro de convivência caseira ainda é o melhor ambiente para se educar sem traumatizar.

Acrescento o indispensável exemplo dos pais, sem os quais nada vai funcionar, pois que as crianças são atentas a tudo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O pequeno príncipe. Sobre carneiros e baobás.

Dia a dia eu ficava sabendo mais alguma coisa do planeta, da partida, da viagem. Mas isso devagarinho, ao acaso das reflexões. Foi assim que vim a conhecer, no terceiro dia, o drama dos baobás.
Dessa vez ainda, foi graças ao carneiro. Pois bruscamente o principezinho me interrogou, tomado de grave dúvida:
- É verdade que os carneiros comem arbustos?
- Sim. É verdade.
- Ah! Que bom!
Não compreendi logo porque era tão importante que os carneiros comessem arbustos. Mas o principezinho acrescentou:
- Por conseguinte eles comem também os baobás?
Fiz notar ao principezinho que os baobás não são arbustos, mas árvores grandes como igrejas. E que mesmo que ele levasse consigo todo um rebanho de elefantes, eles não chegariam a dar cabo de um único baobá.
A ideia de um rebanho de elefantes fez rir ao principezinho:
- Seria preciso botar um por cima do outro...
Mas notou, em seguida, sabiamente:
- Os baobás, antes de crescer, são pequenos.
- É fato! Mas por que desejas tu que os carneiros comam os baobás pequenos?
- Por que haveria de ser? Respondeu-me, como se se tratasse de uma evidência. E foi-me preciso um grande esforço de inteligência para compreender sozinho esse problema.
Com efeito, no planeta do principezinho havia como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Por conseguinte, sementes boas, de ervas boas; sementes más, de ervas más. Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar. Então ela espreguiça, e lança timidamente para o sol um inofensivo galhinho. Se for de roseira ou rabanete, podemos deixar que cresça à vontade. Mas quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, mal a tenhamos conhecido.
Ora, havia sementes terríveis no planeta do principezinho: as sementes de baobá... O solo do planeta estava enfestado. E um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele. Atravanca todo o planeta. Perfura-o com suas raízes. E se o planeta é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando.
"É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando a gente acaba a toalete da manhã, começa a fazer com cuidado a toalete do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução."
Em um dia aconselhou-me a tentar um belo desenho que fizesse essas coisas entrarem de uma vez na cabeça das crianças. "Se algum dia tiverem de viajar, explicou-me, poderá ser útil para elas. Às vezes não há inconveniente em deixar um trabalho para mais tarde. Mas, quando se trata de baobá, é sempre uma catástrofe. Conheci um planeta habitado por um preguiçoso. Havia deixado três arbustos..."
E, de acordo com as indicações do principezinho, desenhei o tal planeta.
Não gosto de tomar o tom de moralista. Mas o perigo dos baobás é tão pouco conhecido, e tão grandes os riscos daquele que se perdesse num asteroide, que, ao menos uma vez, faço exceção à minha reserva. E digo, portanto: "Meninos! Cuidado com os baobás!" Foi para advertir meus amigos de um perigo que há tanto tempo os ameaçava, como a mim, sem que pudéssemos suspeitar, que tanto caprichei naquele desenho. A lição que eu dava valia a pena. Perguntarão, talvez: Por que não há nesse livro outros desenhos tão grandiosos como o desenho dos baobás? A resposta é simples: tentei, mas não consegui. Quando desenhei os baobás, estava inteiramente possuído pelo sentimento de urgência.

Moral da história:

Assim como as ervas más, os sentimentos ruins devem ser cortados de nosso coração e substituídos por bons sentimentos.
Assim como faz parte da natureza as boas e as más sementes, faz parte do nosso coração os bons e os maus sentimentos.
Não sentir culpa pelos maus sentimentos, mas procurar melhorá-los usando os “carneiros” do bem ao próximo, do progresso espiritual e mental.
Assim como alimentamos o corpo devemos alimentar a mente.
Assistir filmes que tragam uma boa mensagem, ler livros de bom conteúdo e que acrescentem coisas novas ao espírito, e não assistir a filmes de violência na televisão.
Tudo o que vivemos são sementes plantadas, vamos cuidar para que as más não cresçam e não deixem a luz do coração mais apagada.


Faça brilhar o seu coração!


Para colorir:

Faça brilhar o seu coração, Pinte o coração com lápis amarelo, dourado ou glitter dourado.



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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dudu o menino curioso. Historinha com atividades.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/menino-crian%C3%A7a-primavera-natureza-1312756/

Era uma vez um menino chamado Eduardo, seu apelido era Dudu. Um dia, ele foi passear em uma chácara, onde moravam os avós de seu amigo Pedro. Era um lugar muito bonito, com muitas árvores, flores, e também muitos e diferentes animais.
Havia animais que ele nunca tinha visto tão de perto: galos, galinhas, porcos, cavalos e até um sapo verde, que pulava pelas redondezas. Quando ele conheceu o galo, ficou encantado e ao mesmo tempo curioso para saber se o galo podia se comunicar. O som que ele emitia era diferente da maneira como Dudu falava, pois o galo tinha um jeito próprio de se expressar, que era mais ou menos assim (perguntar às crianças como é que o galo fala):

- Có, có, có...

Em seguida, Dudu passou pelo pato, que também falava, mas de outra maneira (perguntar às crianças como é que o pato fala):

- Quá, quá, quá...

Dudu começou então a imitar os animais, e se divertiu muito (perguntar que animais as crianças conhecem e pedir que façam o som de cada animal citado).

Depois, Dudu perguntou para sua mãe:

- Mãe, todos os animais se comunicam?

- Sim – respondeu a mãe.

- E todos ele têm nariz, boca e olhos?

- Todos os bichos foram criados por Deus, que é um Pai muito bondoso.

Todos os bichos que você viu: galos, galinhas, porcos, cavalos e o sapo possuem boca para falar e ouvem os sons com suas orelhas. Também tem nariz para respirar e sentir o cheiro das coisas. E como nós, têm olhos para ver esse mundo lindo criado por Deus. Porém as crianças, os homens e as mulheres têm mãos para pegar os objetos e senti-los e os animais possuem patas que fazem a mesma coisa. Tudo isso são presentes de Deus para com seus filhos, que somos todos nós.
- Puxa vida! Quanta coisa para agradecer a Deus... Se eu não tivesse boca como eu ia comer? Como é que eu ia falar? E se não tivesse ouvidos para ouvir, não poderia escutar a conversa dos bichos. Se não tivesse nariz, como eu ia respirar? Como sentir o cheiro das flores e da comida gostosa que a vovó faz? E os olhos? Como são importantes... Se não tivesse olhos não poderia ver o mundo todo... E se não tivesse mãos, como iria pegar as coisas, carregar os brinquedos, e pegar na sua mão para atravessar a rua?
- Pois é, meu filho, não esqueça de agradecer a Deus o corpo físico que você possui. Ele é um presente de Deus.
História: Mara Winsh e Claudia Schmidt
Tema: comunicação, cuidados com o corpo.


Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A Escolinha do Mar (História Infantil de Ruth Rocha)

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/peixinho-peixes-koi-carp-30837/

A escola de dona Ostra fica lá no fundo do mar.
Nesta escola, as aulas são muito diferentes.
O Dr. Camarão, por exemplo, dá aulas aos peixinhos menores:
- Um peixe inteligente presta atenção àquilo come minhoca com anzol dentro. Nunca!
O peixe elétrico ensina a fazer foguetes:
- Quando nosso foguete ficar pronto, vamos à terra.
Os homens não vão a Lua?
E o maestro Villa-Peixes ensina aos alunos lindas canções:

“Como pode o peixe vivo
Viver fora d’ água fria...”

Os alunos desta escola não são apenas peixes.
Há, por exemplo, Estela, a pequena estrela-do-mar, tão graciosa, que é a primeira aluna da aula de balé.
Há Lulita, a pequena lula, que é a primeira em caligrafia porque já tem, dentro dela, pena e tinta.
E há o siri-patola, que só sabe andar de lado e por isso nunca acompanha a aula de ginástica.
Mas nem todos os alunos são bem-comportados.
Quando o Dr. Camarão se distrai, escrevendo na concha, Peixoto, o peixinho vermelho, solta bolhas tão engraçadas que os outros riem, riem.
O Dr. Camarão se queixa:
- Estes meninos estão ficando muito marotos, fazem estripulias nas minhas barbas!
No fim do ano, Dona Ostra, que é uma professora muito moderna, leva seus alunos para uma excursão pelo fundo do mar.
Naquele ano, os preparativos para a excursão foram animadíssimos.
Vocês sabem, o melhor da festa é esperar por ela.
Um grande ônibus foi contratado para levar os alunos e professores.
Ônibus marítimo, é claro, puxado por cavalos-marinhos.
No dia da partida, todas as mamães foram despedir-se dos filhinhos e todas faziam muitas recomendações:
- Veja lá, hein? Não vá chegar à beira do ar, e cuidado com as gaivotas!
- Meu filho, não chegue perto do peixe-elétrico quando ele estiver ligado. É muito perigoso!
- Adeus, adeus, boa viagem, aproveitem bem!
E eles aproveitaram mesmo.
Que beleza é o fundo do mar!
E como aprenderam!
- Veja, dona Ostra, que peixão tão grande, dando de mamar ao peixinho!
- Aquilo não é peixe, não, é uma baleia. As baleias são de outra família. Aparentadas com o homem. Por isso dão de mamar aos filhotes.
E aprenderam muitas outras coisas.
Viram os peixes-voadores, que davam grandes mergulhos no ar; viram os golfinhos, que são parentes das baleias, inteligentíssimos.
E os tubarões, muito emproados, que andam sempre com seus ajudantes, os peixes-pilotos.
O mais emproados de todos é o Barão Tubarão.
Mora num grande castelo de madrepérola, com seu filho, o Tubaronete.
Naquela noite, acamparam perto do castelo do Barão.
Todos ajudaram a armar o acampamento e, quando tudo ficou pronto, juntaram-se e começaram a cantar;

“Roda, roda, roda,
pé, pé, pé.
Caranguejo só é peixe
Na enchente da maré...”

Ouvindo aquela cantoria, o Tubaronete veio espiar o que havia.
Ele era um peixe muito mal-educado, não ia á escola, nem nada, era um verdadeiro “play-peixe”.
Começou a caçoar de todos, a imitar o jeito de cada um, que é uma coisa muito feia.
Dona Ostra ficou aborrecida.
- Olhe aqui, menino, se você quiser, pode ficar, mas tem que se comportar direitinho, como os outros.
Tubaronete era mesmo muito mal-educado.
Avançou para dona Ostra, vermelhinho de raiva:
- Eu não preciso de vocês, seus peixes de água doce, seus peixes de lata!
E arrancou a pérola de dona Ostra e fugiu, espirrando água para todos os lados.
Dona Ostra se pôs a chorar:
- Ai, minha pérola! Como é que vou passar sem ela? Já estava tão acostumada...
- Ah, dona Ostra, não se aflija, não - disse Peixoto, que, apesar de pequenininho, era muito valente.
- Eu vou já ao castelo buscar a pérola. Se ele não devolver, falo com o pai dele!
Dona Ostra empalideceu:
- Ai, não vai não! Eu tenho tanto medo de tubarão, ainda mais de tubarão barão.
- Eu vou, sim. Se a gente ficar de braços cruzados, sua pérola não volta nunca mais.
Chegando ao palácio do Barão, Peixoto bateu as barbatanas com toda a força:
PLAC, PLAC, PLAC!
Veio atender ao portão uma senhora enguia, de uniforme preto e touquinha branca na cabeça.
- Boa noite, dona Cobra, diga ao Tubaronete que aqui está o Peixoto, que quer falar com ele sem demora – disse o peixinho.
- Cobra, não! Dobre a língua, ouviu? Meus patrões não têm tempo a perder com senhores Peixotos...
E foi entrando, sem querer escutar o que Peixoto estava dizendo.
Mas Peixoto não desanimou.
Rodeou a casa até que encontrou uma janela meio aberta e foi entrando, mesmo sem convite.
Lá estavam o Barão e o Tubaronete jantando.
Peixoto, com o coração batendo muito, adiantou-se:
- Desculpe, seu Barão, eu ir entrando assim, mas tenho umas contas a ajustar aqui com o seu filho. Cadê a pérola de dona Ostra? Devolva já, já!
Tubaronete até engasgou de susto:
- Eu ia devolver, eu ia, sim! Tome a pérola, eu estava brincando...
O Barão Tubarão levantou-se, furioso:
- De que é que vocês estão falando? Pelo que vejo, o senhor meu filho já aprontou mais uma das suas! É a vergonha da família Tubarão!
Vou-lhe aplicar um castigo tremendo!
Peixoto ficou com pena de Tubaronete:
- Olhe, seu Barão, eu acho que o Tubaronete é assim, por que ele não sabe nada. Por que é que ele não vai á escola como os outros peixes?
O Barão não disse nada, mas, no ano seguinte, Tubaronete foi o primeiro aluno que se matriculou na escola de dona Ostra.
Faz muito tempo que essa história se passou.
Tubaronete já não é mais aquele peixe sem educação que era naquele tempo.
Ele, agora, é aluno de dona Ostra, dos mais aplicados.
É ele quem apaga a concha para os professores, e é agora o melhor amigo do Peixoto.
Os dois combinaram que, quando se formarem, vão ser sócios.
Vão fundar uma grande agência de turismo, para fazerem sempre outras viagens pelo fundo do mar.

Temas: a importância do estudo, respeito ao professor, honestidade.

Perguntas:

Para quem o Dr. Camarão dá aulas?

O que ele ensina aos seus alunos?

Quem ensina a fazer foguetes?

Quem são os alunos da Escolinha do Mar?

Todos os alunos são bem comportados? E Você como se comporta na escola?

Porque Tubaronete era mal comportado?

Você acha que Tubaronete aprendeu a lição?

E você, o que aprendeu com essa historinha?



Assim como o Dr. Camarão ensina que os peixes inteligentes não comem minhoca com anzol dentro, criança inteligente obedece aos pais, tem alimentação saudável e bons hábitos de higiene.