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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Fábula do porco-espinho - Uma fábula rica de Arthur Schopenhauer com atividades.

Séculos atrás, quando a Terra estava coberta por espessas camadas de gelo, durante uma era glacial, muitos animais não aguentavam o intenso frio e morriam, por não se adaptarem ao clima severamente gelado.

Foi então que numa tentativa de sobrevivência e proteção, uma manada de porcos-espinhos começou a se juntar, unindo-se um bem pertinho do outro. Dessa maneira ficavam em grupos protegidos e aquecidos mutualmente. E assim eles conseguiam resistir ao frio por mais tempo.

No entanto, com o passar do tempo eles começaram a se ferir e ferir os companheiros com os espinhos de seus corpos, e, justamente os que estavam mais próximos e ofereciam mais calor eram os mais feridos. Por isso, foram ficando magoados com as dores das espinhadas e decidiram se afastar.

Se afastaram pois não conseguiam mais suportar a dor dos espinhos de seus semelhantes e preferiram ficar sozinhos. No entanto, ao desfazerem os grupos voltaram a morrer congelados de frio e logo perceberam que se afastar não foi a melhor solução!

Os que não morreram, precisaram fazer uma escolha: ou aceitavam os espinhos dos companheiros ou morreriam e desapareceriam da Terra.

Com sabedoria, aos poucos, os que não morreram foram voltando a se aproximar, devagarinho, com jeito e com cuidado tal, que conservavam uma mínima distância um do outro, suficiente para conviver sem ferir, proteger sem magoar, sobreviver sem causar danos recíprocos.

E assim, aprenderam a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima de alguém pode causar, e entenderam que o mais importante era o calor do outro. Aprenderam a amar, aprenderam a respeitar.

Resistiram ao gelo e juntos, sobreviveram!

Morais da história:

É fundamental para o sucesso de qualquer relacionamento, aprender a respeitar os gostos, os sentimentos e as diferenças do outro.

Ninguém jamais será totalmente bom, perfeito ou igual. O melhor relacionamento não é o que une pessoas iguais ou perfeitas, pois essas pessoas não existem. O melhor relacionamento é aquele onde as diferenças são respeitadas, e onde as pessoas aprendem a conviver com os defeitos e admiram as qualidades do outro.

E nunca se esqueçam que juntos somos mais fortes!


Arthur Schopenhauer.


Promover e estimular o bom relacionamento com as pessoas é de fundamental importância tanto para a educação quanto para a vida em sociedade.

Sabemos que muitas vezes é difícil se relacionar bem, pois a convivência gera conflitos que muitas vezes magoam e afastam as pessoas.

No entanto, o bom relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mesmo porque essas pessoas não existem, mas sim, aquele onde cada pessoa aprende a conviver e respeitar as diferenças do outro.

Nesse sentido, descreveremos abaixo a fábula do porco-espinho, escrita pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que traz uma reflexão excelente sobre esse tema e também possibilita muitas atividades educacionais com as crianças.

Afinal, quanto mais cedo as crianças aprenderem a se relacionar bem, respeitando as diferenças para uma boa convivência, melhor será para sua aprendizagem e para sua vida de maneira geral!

Essa fábula possibilita trabalhar o relacionamento entre colegas de sala, respeito as diferenças, trabalho em equipe, tolerância e amor ao próximo.

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ATIVIDADE.


Leia essa fábula com as crianças e depois faça uma roda de conversa explique sobre o ensinamento da fábula e aborde temas como respeito aos coleguinhas de sala, amigos, familiares e deixe que as crianças falem sobre seus sentimentos com os relacionamentos que possui. Depois de ouvir as crianças fale sobre atitudes que reforçam o bom relacionamento e atitudes que devemos evitar para não destruir um relacionamento, e estimule a participação das crianças nessa conversa.

Ao final da conversa, peça que em duplas, elas façam um desenho livre sobre o tema “Como me relacionar bem”. Ao final do desenho, peça para cada dupla expor seu desenho.

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COMO FAZER UM PORCO ESPINHO BEM FÁCIL:

domingo, 9 de maio de 2021

A gralha enfeitada com penas de pavão.

 

Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a ideia de aproveitar as penas caídas.

— Enfeito-me com estas penas e viro pavão!

Disse e fez. Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito.

Mas o trunfo lhe saiu às avessas. As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas.

Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo:

— Fui tola. Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver.

Mal cálculo. No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu. Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó.

E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo. Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros.

Fábula de Monteiro Lobato.

 

Moral da história: Cada ser da criação vem o corpo perfeito para viver e conviver, deve se aceitar.

 

Tema: auto aceitação, auto estima.


Para colorir:



quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O reformador do mundo - Fábula de Monteiro Lobato.

Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em todas as coisas. O mundo para ele estava errado e a natureza só fazia asneiras.

— Asneiras, Américo?

— Pois então?!... Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso. Ali está uma jabuticabeira enorme sustendo frutas pequeninas, e lá adiante vejo colossal abóbora presa ao caule duma planta rasteira. Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem de ser reorganizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira. Não tenho razão?

Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com inteligência o mundo.

— Mas o melhor — concluiu — é não pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha?

E Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra da jabuticabeira.

Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos. Uma beleza!

De repente, no melhor da festa, plaft! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no nariz.

Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não era tão mal feito assim.

E segue para casa refletindo:

Que espiga!... Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu? Eu, Américo Pisca-Pisca, morta pela abóbora por mim posta no lugar da jabuticaba? Hum! Deixemo-nos de reformas. Fique tudo como estar, que está tudo muito bem.

E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida em fora, mas já sem a cisma de corrigir a natureza.


Moral da história: 


Deus age para nosso bem e cabe a cada um ser merecedor dos dons recebidos, aceitar-se e aceitar a vida e a natureza, pois tudo tem um sentido que às vezes não percebemos. 


Tema: 


Autoaceitação, amor à natureza, cuidados com a natureza, ecologia.


Dinâmica pescaria do bem:


Consiste em você fazer um molde de um peixinho e colocar sobre o EVA e recortar.
Aí você coloca um clips em cada peixe para que as crianças possam pescar.

Em cada peixe uma palavra exemplo:

Honestidade, caridade, respeito, amor, estudar, gentileza, ecologia, educação e outras que você achar importantes.

Você pode adaptar a atividade para qualquer tema, por exemplo, se for em uma dinâmica focada em gentileza, escrever atitudes gentis, como por exemplo, dar o lugar para um idoso, ajudar em casa, etc.

Depois de “pescar” cada criança fala sobre a palavra que tirou e é convidada a pensar sobre como tem agido a respeito.

Outra maneira da fazer a mesma dinâmica é formar dois grupos de pescaria. O grupo que pescar mais peixes é o vencedor.
Igualmente cada um deverá falar sobre a palavra que pescou.

Não tem premiação, explicar que todos ganham inclusive os que pescaram menos, porque a atitude de procurar o bem é o prêmio merecido e que só vai ajudar a criança na sua vida.



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A FORMIGA MÁ. Esopo.




Já houve, entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta.

Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo.

A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinhas que comesse.

Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou — emprestado, notem! — uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida do empréstimo, logo que o tempo o permitisse.

Mas a formiga era uma usurária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.

— Que fazia você durante o bom tempo?

— Eu... eu cantava!...

— Cantava? Pois dance agora, vagabunda! — e fechou-lhe a porta no nariz.

Resultado: a cigarra ali morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela?


Moral da história: A vingança não é uma boa virtude, devemos ajudar os outros sem esperar nada em troca. 

Como diz o ditado, quem faz o bem não olha a quem. 

Atividade:


Quer ajudar a pobre cigarrinha? Faça um desenho dela numa casinha bem quentinha. 


Sobre a formiguinha boa leia aqui



sábado, 12 de setembro de 2020

A FORMIGA BOA.



Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.

Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.

A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.

Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu, — tique, tique, ’tique...

Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.

— Que quer? — perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.

— Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...

A formiga olhou-a de alto a baixo.

— E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?

A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse.

— Eu cantava, bem sabe...

— Ah!... Exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?

— Isso mesmo, era eu...

— Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.

A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

Monteiro Lobato

Historinha de Domínio Público.


Moral da história: sempre fazer o bem sem olhar a quem, pois todos têm alguma coisa boa para nos ensinar, na historinha a formiguinha explica que o canto da cigarra sempre ajudava nos momentos de grande trabalho.



Atividades: para colorir