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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Fábula do porco-espinho - Uma fábula rica de Arthur Schopenhauer com atividades.

Séculos atrás, quando a Terra estava coberta por espessas camadas de gelo, durante uma era glacial, muitos animais não aguentavam o intenso frio e morriam, por não se adaptarem ao clima severamente gelado.

Foi então que numa tentativa de sobrevivência e proteção, uma manada de porcos-espinhos começou a se juntar, unindo-se um bem pertinho do outro. Dessa maneira ficavam em grupos protegidos e aquecidos mutualmente. E assim eles conseguiam resistir ao frio por mais tempo.

No entanto, com o passar do tempo eles começaram a se ferir e ferir os companheiros com os espinhos de seus corpos, e, justamente os que estavam mais próximos e ofereciam mais calor eram os mais feridos. Por isso, foram ficando magoados com as dores das espinhadas e decidiram se afastar.

Se afastaram pois não conseguiam mais suportar a dor dos espinhos de seus semelhantes e preferiram ficar sozinhos. No entanto, ao desfazerem os grupos voltaram a morrer congelados de frio e logo perceberam que se afastar não foi a melhor solução!

Os que não morreram, precisaram fazer uma escolha: ou aceitavam os espinhos dos companheiros ou morreriam e desapareceriam da Terra.

Com sabedoria, aos poucos, os que não morreram foram voltando a se aproximar, devagarinho, com jeito e com cuidado tal, que conservavam uma mínima distância um do outro, suficiente para conviver sem ferir, proteger sem magoar, sobreviver sem causar danos recíprocos.

E assim, aprenderam a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima de alguém pode causar, e entenderam que o mais importante era o calor do outro. Aprenderam a amar, aprenderam a respeitar.

Resistiram ao gelo e juntos, sobreviveram!

Morais da história:

É fundamental para o sucesso de qualquer relacionamento, aprender a respeitar os gostos, os sentimentos e as diferenças do outro.

Ninguém jamais será totalmente bom, perfeito ou igual. O melhor relacionamento não é o que une pessoas iguais ou perfeitas, pois essas pessoas não existem. O melhor relacionamento é aquele onde as diferenças são respeitadas, e onde as pessoas aprendem a conviver com os defeitos e admiram as qualidades do outro.

E nunca se esqueçam que juntos somos mais fortes!


Arthur Schopenhauer.


Promover e estimular o bom relacionamento com as pessoas é de fundamental importância tanto para a educação quanto para a vida em sociedade.

Sabemos que muitas vezes é difícil se relacionar bem, pois a convivência gera conflitos que muitas vezes magoam e afastam as pessoas.

No entanto, o bom relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mesmo porque essas pessoas não existem, mas sim, aquele onde cada pessoa aprende a conviver e respeitar as diferenças do outro.

Nesse sentido, descreveremos abaixo a fábula do porco-espinho, escrita pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que traz uma reflexão excelente sobre esse tema e também possibilita muitas atividades educacionais com as crianças.

Afinal, quanto mais cedo as crianças aprenderem a se relacionar bem, respeitando as diferenças para uma boa convivência, melhor será para sua aprendizagem e para sua vida de maneira geral!

Essa fábula possibilita trabalhar o relacionamento entre colegas de sala, respeito as diferenças, trabalho em equipe, tolerância e amor ao próximo.

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ATIVIDADE.


Leia essa fábula com as crianças e depois faça uma roda de conversa explique sobre o ensinamento da fábula e aborde temas como respeito aos coleguinhas de sala, amigos, familiares e deixe que as crianças falem sobre seus sentimentos com os relacionamentos que possui. Depois de ouvir as crianças fale sobre atitudes que reforçam o bom relacionamento e atitudes que devemos evitar para não destruir um relacionamento, e estimule a participação das crianças nessa conversa.

Ao final da conversa, peça que em duplas, elas façam um desenho livre sobre o tema “Como me relacionar bem”. Ao final do desenho, peça para cada dupla expor seu desenho.

*****

COMO FAZER UM PORCO ESPINHO BEM FÁCIL:

quarta-feira, 29 de abril de 2020

O meu pomar. Lindo texto poético de Cecília Meireles.

O meu pomar
"Se eu tivesse um pomar, um pequeno pomar que fosse, não lhe poria grades à roda,
como os outros proprietários. Não poria, a guardá-lo, um desses cães enormes,
rancorosos, que andam sempre rondando os pomares …
O meu pomar seria assim: toda aberto, para todos. E, quando o outono chegasse e
as árvores ficassem cheias de frutos amarelos e vermelhos, nenhum pobrezinho teria
fome, nenhuma criança choraria de sede, passando pelo meu pomar …
E, no inverno, ainda haveria lá onde alguém se abrigasse, quando chovesse muito ou
fizesse muito frio …
Se eu tivesse um pomar, ele estaria sempre em festa, cheio de borboletas e de
pássaros …
Como eu seria feliz, se tivesse um pomar !"
.
Cecília Meireles
Do livro: CRIANÇA MEU AMOR

Imagem PIxabay

Texto para ilustrar cuidados com a natureza, solidariedade, amor ao próximo.

Atividade: 

Desenhe o pomar que você gostaria de ter e quem você gostaria de convidar para estar junto contigo nesse lugar lindo.

Para colorir:


sábado, 20 de julho de 2019

Amizade de muitas cores. Linda poesia para crianças.


Conheci no outro dia
Um menino d’Angola.
Cheguei perto dele:
«Queres jogar à bola?»
Conheci noutro dia
Um cigano a cavalo.
Cheguei perto dele:
«Eu posso montá-lo?»
Conheci no outro dia
Uma menina chinesa.
Cheguei perto dela:
«Queres sentar-te à minha mesa?»
Sem preconceito,
Sem medos,
Nem ódios!
Tenho mil amigos,
Não ligo ao seu passaporte,
Só me interessa a amizade,
E vivo cheio de sorte!
André  Silvestre
Tema: amizade, respeito às diferenças, tolerância, solidariedade.
ATIVIDADE:

As crianças colocam as mãos sobre o papel e fazem o desenho. A seguir cada uma escolhe uma cor e pinta, logo após recortar. Colar em folha de cartolina com desenho da terra como na imagem. 

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
Khalil Gibran

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A LIÇÃO DO FOGO.



Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo.
Era uma noite muito fria.
O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e colhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.
No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das tochas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram.
Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: 
-Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão.
Estou voltando ao convívio do grupo.
Deus te abençoe!

Reflexão :

Aos membros vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.
Aos lideres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A SERPENTE E O VAGALUME. Linda fábula sobre a inveja.


Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume. 
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir. Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada... 
 No terceiro dia, ja sem forças o vagalume parou e perguntou à cobra: 
 - Posso lhe fazer três perguntas? 
 - Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar... 
 - Pertenço a sua cadeia alimentar ? 
 - Não. 
 - Eu te fiz algum mal? 
 - Não. 
 - Então, por que você quer acabar comigo? 
 - Porque não suporto ver você brilhar... 

Fonte: http://www.antroposofy.com.br/forum/download/contos_e_lendas/A%20serpente%20e%20o%20vagalume.pdf

Moral da história: 

Algumas pessoas querem destruir o que não conseguem ser, mas você acha justo?
Qual o nome desse sentimento?
Você acha um bom sentimento?

Através do diálogo concluir que podemos ser melhores e aumentar o nosso brilho sem precisar prejudicar aqueles que julgamos ser melhores do que nós.

Atitudes para ser uma pessoa melhor:

Cultivar a educação, fazer o bem, estudar, ler e se instruir, ajudar nas tarefas de casa, ajudar os colegas de escola com algum tipo de dificuldade.
A seguir pedir sugestões de outras ações no bem. 

Atividade:

Origami de cobra:




Imagem Google.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A boa ação de dona Cutia. Tema amizade.



Um dia, D. Cutia resolveu ir fazer compras na cidade. Vestiu seu vestido vermelho de babados, calçou sapatos de salto alto, e colocando na cabeça um chapeuzinho de palha com uma pena de sabiá, partiu toda contente.
Chegando à estrada, tomou o ônibus, que veio repleto de bichos de todos os tamanhos. O motorista era um cachorro, muito convencido e elegante, que equilibrava na cabeça um bonezinho quadriculado. O trocador, um macaquinho bem esperto, sempre estava inquieto e acabava aborrecendo os passageiros.
 Dona cutia, coitada, não estava acostumada com estes apertos, e quase sufocava naquela confusão. A custo desceu quando o ônibus chegou em frente à praça das flores, o lugar mais elegante da cidade dos bichos. Entrou numa loja de calçados e comentou:
- Meu Deus, como tudo está caro...
 Escolheu, escolheu, e, por fim, levou um sapatinho que achou lindo. Mais adiante, na casa de modas de D. Girafa, comprou um lindo vestido de renda creme. E assim, de casa em casa, d. Cutia encheu a bolsa que levava, com embrulhos de todos os tamanhos e feitios. Só deixou, no fundo da bolsa, um dinheirinho para pagar o ônibus superlotado e apertado, notou ao seu lado uma Coelhinha de carinha triste, mas muito simpática.
- Que tem, Coelhinha? Por que está tão triste?
- Ah, não tenho ninguém no mundo e sou muito sozinha... - Respondeu a coelhinha.
 Dona Cutia ficou com muita pena da Coelha e começou a pensar num meio de ajudá-la. Depois de certo tempo falou alegremente:- Olhe Coelhinha, não fique triste assim! Vou levar você para minha casa e repartir com você essas coisas bonitas que comprei. Não é que seja muita coisa, mas o que tenho dá para nós duas!
 A Coelhinha nem sabia como agradecer, de tão feliz, e abraçou e beijou muito a boa dona Cutia. E vocês pensam que só a Coelhinha estava feliz? Que nada! D. Cutia estava muito radiante mesmo, pois ela, a partir daquele dia, contava com mais uma amiga. E como é bom fazer amigos...


Fonte:http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/3_0045.pdf


terça-feira, 24 de julho de 2018

Quando eu me sinto triste. Falando das emoções. Triste/Alegre.

Quando eu me sinto triste.


Fonte da imagem:

https://pixabay.com/pt/boneca-palha%C3%A7o-triste-banco-1636124/




Quando me sinto alegre.




Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/menina-m%C3%A3e-filha-pessoas-fam%C3%ADlia-2480361/


  1. 1. EMOÇÕES
  2. 2. TRISTE QUANDO ME SINTO
  3. 3. TRISTE FELIZ QUANDO ME SINTO

  4. 4. Quando estou triste sinto-me como se alguém tivesse tirado todas as cores às coisas que me rodeiam… Como se tudo fosse cinzento, triste, desolado
  5. 5. Quando estou triste, apetece-me chorar… e chorar…
  6. 6. …chorar tanto até fazer um rio!
  7. 7. Apetece-me ir para a cama e cobrir a cabeça com os cobertores… E ficar lá até a tristeza me passar.
  8. 8. Algumas coisas deixam-me mesmo muito triste: Quando ouço o pai e a mãe a discutirem…
  9. 9. Quando fico doente E não me sinto bem.
  10. 10. É natural sentirmo-nos tristes… Mas falar com alguém sobre a nossa tristeza pode fazer-nos bem. Partilhar os teus sentimentos pode fazer com que te sintas melhor
  11. 11. Quando me sinto triste, tento ser simpático e delicado comigo mesmo. Gosto de ficar num banho de espuma quentinho
  12. 12. Ou ouvir a minha música preferida
  13. 13. Por vezes basta-me estar com os amigos e com a família para me sentir melhor...mesmo que não me apeteça falar.
  14. 14. Mas o melhor de tudo é quando uma pessoa simpática me dá um grande abraço e diz: - Não te preocupes, tudo isso vai passar.
  15. 15. Quando me sinto feliz apetece-me PULAR de alegria.
  16. 16. Quando me sinto feliz, ando todo sorridente e tudo à minha volta parece especialmente maravilhoso…
  17. 17. Às vezes, rio tanto, tanto …que até me dói a barriga! Rir à gargalhada faz-me sentir tão bem!
  18. 18. São muitas as coisas que me fazem sentir feliz: Estar com os amigos…
  19. 19. Fazer bolachas com a avó…
  20. 20. Ou quando o meu pai me leva para acampar e nos sentamos perto da fogueira a comer. Costumamos falar e rir muito.
  21. 21. À noite, olhamos o céu cheio de estrelas… e tudo parece tão calmo.
  22. 22. Quando me sinto feliz tenho mais paciência e não me zango por causa de pequenos problemas…
  23. 23. e sinto-me mais simpático e amigo dos outros!
  24. 24. Quando me sinto feliz posso ajudar os outros, que se sentem tristes ou zangados, a sentirem-se melhor. Ajudar as outras pessoas a sentirem-se felizes, faz-me sentir mesmo muito bem!
  25. 25. A felicidade é um sentimento fantástico! Faz-me gostar de mim e sentir-me bem comigo mesmo. FIM

Na sequência dessa historinha, vem outra "Quando me sinto Zangado", para ver imagens, acesse o link: https://pt.slideshare.net/Alzira74/quando-eu-me-sinto-triste 


Atividades:

Escreva ou desenhe no livro na página à esquerda, o que te deixa triste, e na direita o que te deixa alegre:

Fonte da imagem: google


Outra atividade:

Reunir as crianças em dois grupos que vão criar em conjunto uma historinha em que um amigo está triste e o que fariam para ajudá-lo a ficar feliz. A historinha será ilustrada e com os balõezinhos de diálogo. Finalizada a tarefa, grampear as folhas como se fosse um gibi. Cada grupo apresenta para o outro, assim vão ver como podem ajudar os amigos.

quinta-feira, 8 de março de 2018

As moedas caídas do céu. Irmãos Grimm.

Imagem google.

Era uma vez uma pobre menina, cujos pais haviam morrido. Era tão pobre, que não tinha nem quarto para morar, nem caminha para dormir; nada mais possuía além da roupa do corpo e um pedacinho de pão, que uma pessoa caridosa lhe havia dado.
Contudo, era a menina muito boa e piedosa.
Como se achava completamente abandonada de todo o mundo, pôs-se a vaguear de cá e de lá pelos campos, confiando-se à guarda do bom Deus.
No caminho, encontrou um mendigo, que lhe disse; - Pelo amor de Deus, dá-me alguma coisa para comer! Estou com tanta fome!
A menina deu-lhe o pedaço de pão que tinha, dizendo-lho:
- Deus te ajude.
E continuou o caminho. Logo depois encontrou uma menina que chorava e disse-lhe:
- Tenho tanto frio na cabeça! Dá-me alguma coisa para cobrir-me.
Ela tirou, prontamente, o gorro e deu-lho.
Pouco mais adiante, encontrou outra menina que estava transida de frio e não tinha sequer um jalequinho para se agasalhar. Ela despiu o seu e entregou-lho. Finalmente, mais além, outra menina pediu-lhe a saia; ela imediatamente deu-lhe a sua.
Por fim, chegou a um bosque e já caía a noite; aproximou-se-lhe outra menina e lhe pediu a camisinha; a boa criatura pensou:
- E' já noite escura, ninguém me verá. Portanto, posso bem dar-lhe a minha camisa.
Despiu-a e entregou-lha.
Depois de ficar sem nada, sem um farrapo no corpo, ficou lá no bosque muito sozinha. Mas, no mesmo instante, as estreias do céu puseram-se a cair, e ela viu, com assombro, que eram lindas moedas reluzentes.
E, embora ela se tivesse despojado da sua camisinha, tinha uma completamente nova, de finíssima cambraia a cobrir-lhe o corpo. Então, apanhou e recolheu nela as lindas moedas e ficou rica para o resto da vida.


Irmãos Grimm

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A arma infalível – quando o amor supera o ódio.


Certo dia, um homem revoltado e com muito ódio, escreveu uma carta malcriada e mandou para o chefe da oficina que o havia despedido.
 Era uma carta com ameaças cruéis. Quando o diretor do serviço leu as frases que expressavam ódio, guardou no próprio coração, e ficou furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de ver uma peça quebrada, jogou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez de o subchefe ficar nervoso. Guardou o sentimento de raiva, ficando aborrecido por várias horas e, na hora do almoço, ao invés de comer, descarregou na esposa o perigoso veneno. Só por causa de um sapato mal engraxado, disse dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a sentir uma má sensação, em forma de raiva sem saber por quê. Repentinamente transtornada, se aproximou da empregada que fazia o serviço de calçados e desabafou com palavras ásperas, ferindo o coração da menina.
Agora, era uma pobre menina que tinha o sentimento ruim. Não podendo despejar nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, chegou perto do velho cão, dorminhoco e paciente, e lhe deu um pontapé.
O animal gritou, disparou e, mordeu a primeira pessoa que encontrou na rua.
Era a esposa de um vizinho que, ferida na coxa, ficou enfurecida. Em gritaria desesperada, foi levada até a farmácia; mas, transferiu ao enfermeiro que a socorria todo aquele sentimento de raiva.
O rapaz, muito prestativo, e calmo que era se transformou em fera verdadeira. Revidou o tratamento com palavras ásperas e saiu, alucinado, para casa, onde a devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! – gritou – a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz!
Fuja da minha frente!
Disse nomes terríveis. Blasfemou. Gritou colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de se aborrecer, segurou em suas mãos e disse com naturalidade e carinho:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar. Mas, tenhamos bom ânimo! Lembremos-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos deixou...
Abraçou-o, comovida, e afagou seus cabelos!
O filho observou seus olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.

Livro: Alvorada Cristã - Francisco C. Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio.

Refletindo sobre a história:

1-    Por que o homem que escreveu a carta malcriada para o chefe da oficina estava revoltado?
2-    Sua atitude é correta? De que outra forma ele poderia ter agido? (conversando)
3-    Tente explicar porque aconteceu uma sequencia de fatos envolvendo ódio e falta de educação depois da atitude dele.
4-    Se o homem ao invés de mandar a carta, tivesse conversado com seu chefe, tudo poderia ter acontecido de forma diferente? Sim? Não? Por quê?
5-    Quem afinal acabou com a cadeia de ódio e desavenças criadas, e como aconteceu?


O ódio não resolve nada, devemos dialogar com paciência, tentando entender o ponto de vista do outro, e cultivar o amor no coração. 

Atividades:

Para colorir:


Para ler mais sobre as imagens para colorir e o tema proposto, clique AQUI

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O melhor e o pior. Texto sobre comunicação, a força das palavras.

O rei chamou um dos seus criados e disse-lhe:
— Vai por todas as cidades e aldeias do meu reino e traz-me a coisa melhor que encontrares.
Pouco tempo depois, o criado regressava com uma língua numa bandeja. E disse ao rei:
— Majestade, a língua é a melhor coisa. Com ela os crentes louvam a Deus, os namorados falam de amor, os educadores ensinam, os bons políticos fazem acordos de paz, os que fizeram o mal dizem palavras de perdão, os bondosos dizem palavras de amor.
Ao ouvir isto, o rei ficou com curiosidade para saber qual era a pior coisa que existia no reino. Disse então ao mesmo criado:
— Percorre de novo o meu reino e procura a coisa pior que encontrares.
Ele regressou rapidamente e, com grande surpresa do rei, trouxe de novo uma língua. O rei ficou surpreendido. Mas ele explicou:
— Majestade, a língua destrói o amor entre as pessoas, espalha mentiras, insulta, cria ódios, incita ao crime. O rei ficou contente por ter um criado tão sábio.

A língua, de fato, é a melhor coisa e a pior coisa. Sentimo-nos tristes quando a ouvimos a dizer mentiras, insultos e calúnias. Mas alegramo-nos sempre que a escutamos a pronunciar palavras de amor e de perdão.

Autor desconhecido.



Atividades:

Colorir e refletir:


O Snoopy está bravo na imagem. 
Diga com suas palavras o motivo. 
Será que ouviu boas palavras ou palavras de rancor, más palavras. Escreva 5 palavras bonitas que deixam você feliz e 5 palavras más que você não gosta.
Prometa a si mesmo cuidar com o que a sua língua vai dizer daqui para a frente. 


Olhando para esse cachorrinho, você acha que ele te diria boas palavras?
Você acha que ele está feliz? Por quê?
Vale a pena cuidar dos seus sentimentos para ser uma pessoa melhor? Por quê?

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

“O Verdadeiro Sentido do Natal” Atividades e reflexões para crianças.

“O Verdadeiro Sentido do Natal”

O que significa Natal?
Significa Nascimento.
Desenho de bebê.



Quem é o aniversariante tão ilustre?
J E S U S!
Desenho de Jesus.


Como é comemorado pela maioria das pessoas?
Desenho de árvore de natal, presentes, Papai Noel e comida.

E como todos nós deveríamos comemorar?
Com Jesus nascendo em nossos corações todos os dias.
Desenhos de 07 corações, cada um com o nome de um dia da semana.

De que forma?
Praticando os principais ensinamentos transmitidos por Jesus: “Amar ao próximo como a ti mesmo” e “Fazer ao outros, o que gostaríamos que nos fizessem”.
Desenhos de situações amorosas, solidariedade, caridade.

Deus, em sua bondade e misericórdia, nos enviou Jesus para nascer em nossos corações, fazendo reinar a Paz, o Amor e a Solidariedade.
Desenhos de situações de paz, amor e solidariedade.

Que o Natal seja percebido, seja vivido por nós a cada mês do ano!!
F E L I Z     N A T A L!!!
Desenho de Jesus nos abençoando.


P A R A     R E F L E T I R:

 Pois, que temos nós ofertado ao Divino Amigo?

 Será que o fazemos sorrir? Ou chorar?

 Nossas mãos estão vazias porque nos despojamos de egoísmo e somos mais fraternos, mais dados à compaixão, mais caridosos material e moralmente, ou por que nada nos comove?

 Temos hoje nova visão do Natal, ou permanecemos nas velhas ilusões do desperdício, da matança dos animais, das bebedeiras, da alegria exterior?

Compartilhamos com o próximo, de qualquer condição social, o júbilo íntimo, os bens e os talentos?

 No nosso Natal, o Cristo está presente?

 Que temos feito de nossos talentos e de nossas vidas?

 Como será, quem sabe, nossa prestação de contas?

 Temos buscado nos tornar dignos de tantas bênçãos?


 Que tal incluirmos nos projetos para o Natal e Ano Novo – para todos os Natais e Anos Novos que virão – espaço para as lições que Ele nos trouxe há mais de dois mil anos?