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sábado, 7 de março de 2020

Respeito às coisas alheias. Educando para uma sociedade melhor.





Paulinho era um menino que fora criado com todo amor e carinho pelos seus pais.
Estudava numa escola boa e confortável, tinha professora dedicada e amigos com quem se divertia nas horas de folga. Enfim, era um bom aluno.
Contudo, certa vez entrou na sua classe um garoto maior que veio transferido de outra escola. De personalidade envolvente, Roberto começou a dominar Paulinho, que passou a ver no novo amigo um líder.
Desse dia em diante, Paulinho mostrou fraco rendimento escolar, não fazia mais os deveres de casa, tornou-se malcriado e saía sempre à noite voltando tarde ao lar, sem que sua mãe soubesse onde tinha estado.
Não valeram conselhos e recomendações dos pais e da professora; o garoto cada vez mais mostrava indisciplina, desrespeito e desinteresse por tudo o que lhe fora ensinado até então.
Seus pais, muito preocupados, não sabiam mais o que fazer.
Nessa época, o pai de Paulinho começou a ter problemas de saúde. O coração estava seriamente comprometido e era necessário um tratamento rigoroso e muito cuidado.
Certo dia, Paulinho chegou tarde da noite e encontrou tudo fechado e silencioso. Ninguém em casa.
Sem saber o que fazer, procurou informações com um vizinho. Assim, recebeu a notícia de que seu pai passara mal e fora levado às pressas para o hospital.
Com o coração angustiado, correu até o hospital e encontrou sua mãe em prantos.
— Graças a Deus que você chegou, meu filho — disse ela.
— Como está papai? — perguntou, aflito.
— Está sendo atendido pelo médico, Paulinho, mas demoramos muito para vir e temo que o socorro chegue tarde.
— Mas, por que, mamãe? Por que não pediu para Aninha ligar logo de um telefone público?
— Eu pedi, meu filho, mas o telefone está quebrado.
Muito desapontado, o garoto lembrou-se de que fora ele mesmo e seu bando quem destruíra o aparelho por brincadeira. Gaguejando, insistiu:
— Mas tem um pronto-socorro próximo de nossa casa. Por que a senhora não solicitou uma ambulância?
Meneando a cabeça, a mãe informou algo desalentada:
— Tentamos, Paulinho... Mas a ambulância, infelizmente, estava com os quatro pneus cortados, serviço de um bando de garotos desocupados que andam por aí, segundo informaram.
Corando até a raiz dos cabelos, Paulinho lembrou-se que, também por divertimento, eles haviam estragado os pneus da ambulância que estava estacionada no pátio defronte o pronto-socorro.
Cheio de vergonha e arrependimento, em lágrimas, Paulinho confessou à sua mãe tudo o que fizera, e concluiu:
— Se o papai morrer, nunca mais vou me perdoar. Por minha culpa ele não recebeu a assistência urgente de que tanto precisava.
A mãezinha que ouvia calada afagou-lhe os cabelos e falou com carinho:
— Sempre é tempo de nos arrependermos de nossas ações más, meu filho. Ore e peça a Deus em favor do seu pai. Ele nunca deixa de nos amparar nas nossas necessidades.
Algum tempo depois, o médico veio avisar que estava tudo correndo bem e que o paciente logo estaria recuperado.
Cheios de alegria, mãe e filho se abraçaram, agradecendo a Deus que atendera às suas súplicas.
E, a partir daquele dia, Paulinho voltou a ser o menino que era antes, reconhecendo que o respeito à propriedade alheia é muito importante, especialmente às coisas públicas que prestam serviço inestimável à população, e que nunca sabemos quando nós também vamos precisar delas.
Que ele, ao invés de transmitir suas boas qualidades aos amigos indisciplinados, se deixara contaminar por eles.
Paulinho prometeu a si mesmo que faria tudo o que pudesse para que seus amigos também compreendessem que somente o respeito e o amor ao próximo poderão nos tornar pessoas melhores e mais felizes.Fiel às promessas de mudança interior que fizera a si mesmo, Paulinho procurou à companhia telefônica e a direção do pronto-socorro responsabilizando-se pelos estragos verificados e prontificando-se a pagar com seu trabalho os prejuízos que causara.

Tia Célia
Célia Xavier Camargo
Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita




Sugestões de perguntas:

1. Como é a cidade em que você vive?
2. Quais as belezas e quais as coisas feias de sua cidade?
3. Qual a maneira que temos de manter a cidade limpa?
4. Quem é responsável por manter a cidade limpa?
5. Você sabe o que é pichação? É correto?
6. Devemos conservar as placas de orientação nas ruas?
7. Como devem ser conservados os jardins públicos?
8. O que devemos fazer com o lixo?
9. Quem deve cuidar das calçadas que ficam em frente à sua casa?
10. Por que devemos cuidar da nossa cidade?
11. Quando você anda na rua e come um doce, o que faz com o papel?
12. O que você pensa das pessoas que riscam e arranham os transportes públicos?
14. Como devemos utilizar os banheiros públicos?


Reforçar que todos somos responsáveis pela conservação da cidade onde vivemos.


Tema: Responsabilidade social, cuidados com seu ambiente, ecologia e preservação do meio ambiente, educação para a convivência social.


Para pintar e reforçar o conteúdo.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pai Nosso que estais no céu.

Fonte da imagem: 
https://pixabay.com/pt/al%C3%A9m-morte-f%C3%A9-c%C3%A9u-deus-religi%C3%A3o-3265854/


Tema: Deus. Pai Nosso que estais no céu
 
Pedrinho, pensando naquela prece que Jesus havia ensinado, ficou imaginando como era difícil chegar até o lugar onde está o ‘Pai do céu’.
Será que lá do alto do Edifício Itália, que ele sabia que era o prédio mais alto da cidade, ele conseguiria alcançar o céu? E pediu ao papai:
– Você me leva lá no Edifício Itália, bem lá no alto, no último andar?
Papai achou engraçado o pedido de Pedrinho, mas prometeu que assim que pudesse o levaria até lá.
Num sábado de manhã, a família toda foi ao Edifício Itália. Pedrinho, Anita e o papai entraram no elevador. Pedrinho disse ao ascensorista: “último andar”. E lá se foram, cada vez mais alto, mais alto.
“Devemos estar pertinho do céu”, pensou o garoto satisfeito. Mas, ao chegarem lá em cima, viu que o céu estava ainda mais alto.
 “Não deu certo”, pensou ele. “É, não consegui chegar até o lugar onde fica o ‘Pai do céu’.”
Mas quando Pedrinho queria alguma coisa, não desistia facilmente. Ele queria dar um jeito. Já tinha ouvido o papai contar que o Pico do Jaraguá era um morro muito alto, perto da entrada da cidade, mais alto que qualquer edifício. As pessoas podiam ir até lá, passear e admirar a vista. Devia ser lá que estava o ‘Pai do céu’.
Falou com a mamãe e ela achou boa a ideia de fazerem um piquenique no Pico do Jaraguá. Preparou um lanche gostoso. O domingo era bonito e lá se foi toda a família para o Pico do Jaraguá: Pedro, Anita, o nenê e o papai. No caminho viram lindas flores, os pássaros cantando, uma aguinha fresca correndo e o sol brilhando, a iluminar tudo. Pedrinho queria ir alto, muito alto, cada vez mais para cima, até onde a nuvem parecia encostar no alto do morro. Subiram, subiram, mas ao chegar lá no alto o céu parecia estar mais longe...
Como era difícil alcançar o ‘Pai do céu’.
Chegou um dia em que Pedrinho pulou mesmo de tão contente: papai chegou em casa e avisou que iriam visitar tia Dorotéia, que morava em Brasília. Mas o mais importante e mais gostoso é que iriam de avião. Sim senhor, de avião.
Além da beleza da viagem, Pedro tinha outro motivo para tamanha alegria. Agora sim, iria até o céu... onde morava o ‘Pai do Céu’.
 O avião decolou. Suas rodas não encostavam mais no chão e ele começou a voar como um pássaro. Mais alto, sempre mais alto. Tão alto, que as nuvens ficavam abaixo dele. Pareciam um colchão branco, bem fofo e macio. Agora sim, estavam chegando ao céu, na casa do ‘Pai do céu’. Mas, quando Pedro olhou para cima, o céu ainda estava muito longe...
 Agora sim, nem de avião conseguiu chegar no céu... E os astronautas, iriam até o céu? Resolveu perguntar ao pai:
– Não meu filho, os astronautas não chegaram ao céu porque o céu não tem fim, está sempre mais alto.
– Mas então, papai, onde mora o ‘Pai do céu’?
 Foi aí que o pai compreendeu por que o Pedrinho tinha querido ir ao alto do edifício Itália, por que tinha pedido para subir no Pico da Jaraguá e por que ficara tão entusiasmado com a viagem de avião. Pedrinho estava procurando o ‘Pai do céu’.
 Papai sorriu, passou a mão pela cabeça de Pedro e lá do alto em cima das nuvens, voando como pássaro, explicou:
– Deus, nosso Pai, está em todas as coisas que Ele cria, naquilo que Ele faz. Está nas plantinhas, nas flores, nos pássaros e, principalmente, em nossos corações. O céu, Pedrinho, é o coração das pessoas, quando fazem as coisas que Jesus ensinou, quando conversam com o ‘Pai do céu’, na prece.
Deus é como o sol que nos aquece, nos dá luz e vida. Quando fechamos a porta de nosso coração e ele não pode entrar, tudo fica escuro e feio por dentro de nós, mas quando abrimos o nosso coração, o ‘Pai do céu’ entra, de mansinho, como este raio de sol que você está vendo lá no alto, e nós sentimos o céu dentro de nós, dentro do nosso coração, onde mora o ‘Pai do Céu’.

Texto de Cândida Chirello. 

Atividade: AQUI

Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano12/584/criancas.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Uma relação tóxica entre pais deixa sequelas em crianças.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/ass%C3%A9dio-moral-crian%C3%A7a-dedo-sugerir-3362025/

Quem quer que maltrate psicologicamente seu parceiro, que chantageia, deprecia, humilha e aniquila a auto-estima, também está exercendo um abuso indireto, mas hediondo, contra seus próprios filhos . Porque ser testemunha constante de um relacionamento tóxico transforma as menores em vítimas primárias , em tristes repositórios de um legado emocional marcado por sequelas, às vezes irreversíveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fórum Econômico Mundial (FEM), as doenças mentais já são as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo . Muitos deles, por mais curiosos que pareçam, têm origem em relações tóxicas ou abusivas e no impacto psicológico que têm sobre a pessoa. Por sua vez, indicadores como estresse pós-traumático, depressão, transtornos de ansiedade, dor crônica, asma e até mesmo diabetes são marcas silenciosas e persistentes desse tipo de vínculo disfuncional.
“Eu não consigo pensar em qualquer necessidade de infância tão forte quanto a necessidade de proteção dos pais”
-Sigmund Freud-
As instituições sociais e de saúde apontam a necessidade de “capacitar” as vítimas deste tipo de abuso físico ou psicológico no casal e não estigmatizá-las . Com “capacitar”, referem-se a fornecer a essas pessoas, homens ou mulheres, recursos adequados e estratégias de enfrentamento para se reavaliarem psicológica e emocionalmente, e serem reintegrados mais tarde a suas vidas normais.
No entanto, o que é frequentemente negligenciado, esquecido ou deixado de lado é a figura das crianças que, desde muito cedo, testemunharam dinâmicas tão nocivas, essas atmosferas tóxicas. Esses pequeninos internalizaram silenciosamente cada átomo, cada gesto, som, choro, palavra e cada lágrima derramada em suas mentes quentes e inocentes sem saber muito bem que impacto isso pode ter em suas vidas amanhã.
Porque não podemos esquecer que o círculo de violência é como um uróboro que morde a própria cauda e que perpetua repetidamente os mesmos fatos, a mesma dinâmica. Talvez, aquelas crianças que hoje testemunham um relacionamento tóxico amanhã sejam novas vítimas ou novos carrascos.

Testemunhar um relacionamento tóxico também nos torna vítimas

“Não, eu nunca levantei minha mão contra meus filhos ou contra meu parceiro . ” Esta é certamente uma reação infelizmente comum entre os agressores ou executores de que o abuso psicológico , onde nenhuma marca, onde nenhum socos evidenciando cada prejuízo sofrido cada violação e atos ilícitos realizados em privado e o microcosmo de uma casa.
No entanto, por mais curioso que pareça, o fato de não haver um golpe ou machucado óbvio torna a situação ainda mais complexa. Nestes casos, as vítimas, longe de verem esse comportamento como um abuso óbvio, tendem a se culpar.
Agora, essa culpa ou auto-projeção de responsabilidade não é apenas gestada na vítima, mas a própria criança, testemunha de cada dinâmica, também tende a experimentar o mesmo sentimento. Porque o pequenino é um companheiro de viagem naquele trem de dor, desse modo que leva todos ao mesmo destino.
Não podemos esquecer que, como explicou Piaget em sua teoria do desenvolvimento cognitivo da criança , entre 2 e 7 anos elas mantêm essa abordagem egocêntrica onde o mundo gira em torno de sua pessoa. Portanto, a criança sentirá que a dor do pai ou da mãe, como os gritos ou brigas, é o resultado de algo que ela própria deve ter causado de alguma forma.
Portanto, e isso é importante ter em mente, no coração de qualquer relacionamento tóxico onde há crianças, elas também são vítimas. Não importa que elas estejam atrás de uma porta e que não vejam nada, não importa que elas ainda não saibam andar, ler, pedalar uma bicicleta ou dizer o nome das constelações que aparecem à noite antes. As crianças sentem e escutam, as crianças interpretam o mundo à sua maneira e, portanto, poucas coisas podem ser mais devastadoras para a infância do que crescer em um ambiente cujo substrato emocional é tão patológico, tão devastador.

Sobrevivendo ao relacionamento abusivo de nossos pais

Às vezes, essa relação tóxica é encorajada pelos dois membros do casal. Há pessoas incapazes de construir um ambiente de estabilidade psíquica e emocional. São perfis caracterizados por aquelas oscilações onde carinho e agressividade, proximidade e chantagem criam um tecido altamente disfuncional para si, e especialmente para as crianças que moram com o casal.
Uma das melhores coisas que pode acontecer com você na vida é ter uma infância feliz”
-Agata Christie
Existem muitos tipos de relacionamentos abusivos, em muitas formas e em qualquer escala social. No entanto, as verdadeiras vítimas nesses labirintos afetivos são as crianças. Porque construir sua própria identidade em um contexto marcado por abuso muitas vezes faz com que o ponto de partida para o ciclo de violência seja recomeçado. Não podemos esquecer que as pessoas tendem a repetir os padrões psicológicos e comportamentais conhecidos.
Portanto, é comum que, longe de sobreviver à relação tóxica de nossos pais , nos tornemos – possivelmente – novas vítimas ou novos executores porque internalizamos essa mesma linguagem afetiva. Para amortecer esse impacto e o ciclo de abuso em si, precisamos, portanto, de mecanismos adequados. É necessário que as crianças que testemunharam essas dinâmicas recebam apoio social e terapêutico, juntamente com seus pais.
Porque se há algo que todos os pequenos merecem é a possibilidade de viver em um ambiente não violento. É ser capaz de fazer o bem por meio de uma educação baseada na coerência e no respeito e, acima de tudo, pela proximidade dos pais sábios nos afetos, habilidosos no amor.

Artigo escrito por Valeria Sabater e publicado no site https://lamenteesmaravillosa.com/relacion-toxica-padres-secuelas-hijos/
Fonte:https://www.pensarcontemporaneo.com/uma-relacao-toxica-entre-pais-deixa-sequelas/

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A arvorezinha de Natal. Conto de Natal para as crianças.

Fonte da imagem:

http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=237078&picture=fundo-com-arvore-de-natal

Um conto natalino que ensina valores e o sentido do Natal às crianças.


Numa pequena cidade havia somente uma loja que vendia árvores de Natal. Ali era possível encontrar árvores de todos os tamanhos, formas e cores. O dono da loja tinha organizado um concurso para premiar a árvore mais bonita e melhor decorada do ano, e o melhor de tudo é que seria o próprio São Nicolau que iria entregar o prêmio no dia de Natal.
Todas as crianças da cidade queriam ser premiadas pelo Papai Noel e correram para a loja para comprar sua árvore para decorá-la e poder participar do concurso.
Por sua vez, as arvorezinhas se emocionavam muito quando viam os meninos, que decididos a ganhar o concurso, gritavam: Pra mim... pra mim... Olhem pra mim! Cada vez que entrava uma criança na loja era igual, as arvorezinhas começavam a se esforçar para chamar a atenção e serem escolhidas.
Escolha-me porque sou grande!... Não! Escolha-me porque sou gordinha!... Ou A mim, que sou de chocolate!... Ou a mim que posso falar!... É o que se ouvia em toda a loja. Os dias foram se passando e somente se escutava a voz de uma arvorezinha que dizia: A mim, a mim... Que sou a mais pequenina!
Quase às vésperas do Natal, chegou à loja um casal muito elegante que queria comprar uma arvorezinha.
O dono da loja informou-lhes que a única árvore de Natal que havia sobrado era muito pequenininha. Sem se importar com o tamanho, o casal resolveu levá-la.
A arvorezinha pequenina se alegrou muito, porque finalmente alguém ia poder decorá-la e poderia participar do concurso. 
Ao chegar na casa onde o casal morava, a arvorezinha ficou surpresa: Como eu sendo tão pequenina, poderei brilhar diante de tanta beleza e imponência?
Assim que o casal entrou na casa, começaram a chamar a filha: Regina!...Venha filha! Temos uma surpresa para você! A arvorezinha escutou umas rápidas pisadas vindas do andar de cima.
Seu coraçãozinho começou a bater com força. Estava contente por poder deixar aquela linda menininha feliz.
Quando a menina desceu, a pequenina árvore se surpreendeu com a reação dela: Essa é minha arvorezinha? Eu queria uma árvore grande, frondosa, enorme e alta até o céu para decorá-la com milhares de luzes e bolas. Como vou ganhar o concurso com essa arvorezinha anã? Disse a criança chorando.
- Regina, era a única arvorezinha que sobrou na loja, explicou seu pai.
- Não a quero! É horrível... Não a quero! Gritava a furiosa criança.
Os pais, desiludidos, pegaram a pequenina árvore e levaram de volta à loja. A arvorezinha estava triste porque a menina não a quis, mas tinha esperança de que alguém viria levá-la para decorá-la a tempo para o Natal. Uma hora mais tarde se escutou a porta da loja se abrir.
A mim... A mim... Que sou a mais pequenina! Gritava a arvorezinha cheia de felicidade. Era um casal robusto, com mãos enormes. O dono da loja lhes informou que a única árvore que havia sobrado era aquela pequenina perto da janela. O casal pegou a arvorezinha, e sem dar importância ao tamanho, foi embora com ela.
Quando estavam chegando em casa, a arvorezinha viu quando dois menininhos gordinhos vinham ao seu encontro e gritavam: Encontrou papai? É como pedimos à senhora, mamãe? Quando os pais desceram do carro, as crianças foram em cima da pequenina árvore.
O que aconteceu depois? Vocês podem terminar a estória! Que tal consultar a família?
Por Amarilis Irigoyen

Para colorir, depois pode-se colar em papelão e enfeitar a árvore de Natal.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

A baleia azul não tem culpa.

Como sempre falo por aqui, esse blog é voltado à educação integral da criança através da contação de histórias como exemplos e incentivo.
A minha causa é a infantil, meu desejo é um mundo preparado para acolher a nova criança e permitir que cresça e evolua naturalmente e sendo criança como deveria ser. 
É uma utopia, vocês sabem, todavia, vocês que andam por aqui e são comprometidos com o mesmo ideal, não desistam. 
Seguindo o meu coração, iria fazer um texto sobre o lamentável caso do jogo baleia azul, mas encontrei uma imagem perfeita, que diz tudo de uma forma que eu não conseguiria. Não sei a fonte da imagem, está circulando pelo face, mas creio que o autor não vai se importar que ela seja muito divulgada.
Vamos agir meus amigos, o momento exige. Bjs 💜💛💚💙


segunda-feira, 9 de maio de 2016

A casa na floresta. Um conto de fadas dos Irmãos Grimm.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/casa-palafita-%C3%A1rvore-889223/

Houve, uma vez, um pobre lenhador que morava, com a mulher e três filhas, numa pequena choupana, na orla de espessa floresta. Certa manhã, antes de sair para o trabalho, disse à mulher:
- Manda nossa filha mais velha levar-me o almoço, do contrário não poderei acabar o trabalho; mas, para que ela não perca o caminho, levarei comigo um saquinho de sementes que irei largando pelo chão.
Assim, pois, quando o sol chegou a pique na floresta, a moça encaminhou-se, levando uma marmita de sopa. Mas, aconteceu que os pássaros da colina, os pardais e as cotovias, tinham comido as sementes que o pai deixara cair pelo caminho e a moça não conseguiu descobrir a pista. Contudo, foi andando sempre para a frente, até que o sol se pôs e caiu a noite. Na escuridão crescente, as folhagens das árvores sussurravam entre si, as corujas piavam e, então, a moça começou a tremer de medo.
Subitamente, ela avistou, à distância, uma luz brilhante entre as árvores.
-          Deve morar alguém lá, - pensou ela, - que me dará pousada por esta noite.
E encaminhou-se na direção da luz. Não demorou muito, chegou a uma casa que tinha todas as janelas iluminadas. Bateu na porta e ouviu uma voz rouca gritar de dentro:
-          Entra!
A moça entrou no corredor escuro e foi bater na porta da sala.
-          Entra, pois! - tornou a gritar a voz.
A moça abriu a porta e viu um velho encanecido, sentado diante de uma mesa, com o rosto mergulhado nas mãos; a longa barba branca deslizava por sobre a mesa e ia parar no chão. Junto à lareira estavam três animais: uma franguinha, um franguinho e uma vaca malhada. A moça contou ao velho o que lhe havia acontecido e pediu que lhe desse agasalho por aquela noite. O velho então perguntou aos bichos:
Bela vaca malhada!
E tu, minha franguinha,
meu belo frangote de crista,
dizei-me: que achais disto?

-          Co, co, co, ro, co; tuc! - responderam os animais; naturalmente isso queria dizer: "Não temos nada com isso!," porque o velho disse à moça:
-          Aqui não falta nada: vai à cozinha e prepara a ceia para nós.
Na cozinha, a moça encontrou tudo em quantidade e preparou uma deliciosa ceia, mas não se lembrou dos animais. Uma vez pronta, levou para a mesa uma bela terrina cheia e, sentando-se ao lado do velho, comeu até fartar-se. Aí perguntou:
-          Estou tão cansada! onde é que há uma cama para que possa deitar-me e dormir?

Os animais responderam:
Com ele sozinha comeste,
sozinha com ele bebeste,
de nós não te lembraste;
nos dirás amanhã se é boa
a cama em que te deitaste!

O velho disse-lhe:
-          Sobe aquela escada e encontrarás um quarto com duas camas. Ajeita bem o colchão e põe lençóis limpos; daqui a pouco irei dormir também.
A moça subiu e, depois de ter arrumado bem as camas, deitou-se sem se lembrar do velho. Daí a pouco, porém, o velho subiu; aproximou-lhe do rosto sua vela acesa para melhor contemplá-la e meneou a cabeça. Certificando-se de que ela dormia profundamente, abriu um alçapão e deixou-a cair na adega subterrânea.
Ao anoitecer, o lenhador chegou em casa e ralhou muito com a mulher por o ter deixado sem comida o dia inteiro.
-          Não é minha culpa, - respondeu a mulher. - Nossa filha saiu com o almoço, mas acho que se perdeu no caminho; voltará amanhã.
Na manhã seguinte, o lenhador levantou-se muito cedo para ir à floresta e recomendou que a segunda filha lhe levasse o almoço.
-          Levarei um saquinho cheio de lentilhas, - disse ele. - São maiores do que as sementes e nossa filha poderá vê-las facilmente; assim não perderá o caminho.
Ao meio-dia, a jovem encaminhou-se para levar o almoço ao pai, mas as lentilhas haviam desaparecido: os passarinhos as tinham comido, como no dia anterior, sem deixar o menor vestígio. Tal como a irmã, andou vagando pela floresta até anoitecer; também ela foi dar à choupana do velho, onde bateu e pediu comida e abrigo para aquela noite. O velho de barbas brancas novamente se dirigiu aos animais:
Bela vaca malhada!
E tu, minha franguinha,
meu belo frangote de crista,
dizei-me: que achais disto?

-          Co, co, co, ro, co; tuc! - responderam eles. 

E tudo correu como na noite precedente. A moça preparou uma boa ceia, comeu e bebeu com o velho, sem se preocupar com os animais.
Quando ela perguntou onde era a cama, eles repetiram:

Com ele sozinha comeste,
sozinha com ele bebeste,
de nós não te lembraste;
nos dirás amanhã se á boa
a cama em que te deitaste!

Quando ela ferrou no sono, o velho chegou, olhou para ela meneando a cabeça e deixou-a, também, cair para dentro da adega.
No terceiro dia, o lenhador disse à sua mulher:
-          Hoje tens que mandar a terceira filha levar-me o almoço; ela sempre foi obediente e boazinha; tenho certeza que seguirá o caminho certo e não ficará perambulando pela floresta como as malandras das irmãs!
A mulher não queria consentir, dizendo:
-          Terei que perder, também, minha predileta?
-          Nada temas, - respondeu o marido, - a menina não se perderá pelo caminho, pois é muito sensata e prudente. Ademais, levarei um saco de grão-de-bico que irei espalhando pelo chão; são mais graúdos do que as lentilhas e indicarão melhor o caminho.
Mas, quando a moça saiu com o cestinho no braço para levar o almoço, as pombas-rolas haviam dado cabo dos grãos-de-bicos e ela ficou sem saber que rumo tomar. Toda aflita pensou em como o pai estaria com fome e não tinha o que comer e, também, no desespero da mãe, quando não a visse voltar para casa. Assim caiu a noite e ela avistou a luzinha brilhando na choupana do velho; foi até lá, bateu na porta e pediu, gentilmente, um pouco de comida e pouso para aquela noite. O homem das barbas brancas tornou a perguntar aos animais:
Bela vaca malhada!
E tu, minha franguinha,
meu belo frangote de crista,
disei-me: que achais disto?

Co, co, co, ro, co; tuc! - responderam eles.

Então a moça dirigiu-se para a lareira e acariciou os animais, alisando as penas da franguinha e do belo franguinho e afagando o chifre da vaca malhada. Depois, por ordem do velho, preparou uma excelente comida e, quando pôs a terrina na mesa, disse:
-          Enquanto eu mato a fome, estes pobres animais nada comem? Na cozinha, há tanta fartura; tratarei primeiro deles.
Saiu da sala, foi buscar milho, espalhando-o diante do franguinho e da franguinha e para a vaca trouxe uma braçada de feno cheiroso.
-          Bom apetite, queridos animaizinhos, - disse ela; - se tiverem sede, aqui está água para beber.
Colocou junto deles um balde cheio de água; o franguinho e a franguinha mergulharam os bicos na água, erguendo em seguida a cabeça como fazem as aves quando bebem; também a vaca malhada bebeu um bom trago. Depois de ter tratado dos animais, a moça sentou-se à mesa com o velho e comeu o que havia sobrado para ela. Não demorou muito, o franguinho e a franguinha meteram a cabeça em baixo da asa para dormir e a vaca malhada começou a pestanejar de sono. Então a menina perguntou ao velho:
-          E nós? Não vamos também descansar?
O velho perguntou aos animais:
Bela vaca malhada!
E tu, minha franguinha.
mau belo frangote de crista.
disei-me: que achais disto?

Os animais responderam: Co, co, co, ro, co; tuc! Co, co, co, ro, co; tuc! Querendo com isso dizer:
Com todos nós comeste,
com todos nós bebeste,
em nós todos pensaste,
um bom descanso mereceste!

A moça subiu a escada, arrumou as camas e forrou-as com lençóis limpos. Quando ficaram prontas chegou o velho e se deitou; a barba branca chegava-lhe aos pés.
A menina disse as orações, deitou-se na outra cama e adormeceu.
Dormiu, tranquilamente, até a meia-noite, quando foi acordada por um grande barulho na casa. Ouvia-se a cabana estalar e chiar por todos os cantos, as portas abrindo e fechando como se empurradas pelo vento, as vigas gemendo como se as estivessem arrancando, a escada parecia ruir, por fim produziu-se um ruído como se o telhado tivesse desabado. Logo, porém, restabeleceu-se o silêncio e a menina, vendo que não lhe tinha acontecido nada, voltou a dormir sossegadamente.
Mas, pela manhã, foi acordada pela luz forte do sol e qual foi o espetáculo que se lhe oferecia ao olhar? Viu- se deitada num salão enorme e, ao redor dela, tudo era suntuoso como num palácio real. Nas paredes, viam-se representações de flores de ouro desabrochando num campo de seda verde; a cama era de marfim e a colcha de veludo escarlate; e, sobre uma banqueta aí porto, havia um par de chinelinhos com pérolas. A moça julgou estar sonhando, mas nisso entraram três criadas ricamente vestidas e perguntaram quais eram as ordens.
-          Não vos incomodeis, - respondeu a moça; - levanto-me já, e vou preparar o almoço para o velho e, em seguida, darei comida também para o franguinho, para a franguinha e para a vaca malhada.
Assim falando, pensou que o velho já tivesse levantado mas, olhando para a cama dele, viu ali dormindo uma pessoa desconhecida. Enquanto ela o estava assim contemplando, pois achava-o bonito e moço, ele despertou, levantou-se e disse:
-          Eu sou príncipe, que uma bruxa perversa transformou em velho caduco, condenado a viver solitário nesta floresta, sem outra companhia além de uma galinha, um galo e uma vaca malhada, que eram meus três criados assim transformados. O encanto só cessaria quando aparecesse uma jovem de coração tão bondoso que se compadecesse dos animais como de mim. E tu foste essa jovem. Graças a ti, esta noite, à meia-noite, fomos todos libertados e a velha cabana da floresta voltou a transformar-se em castelo real.
Depois de vestir-se e arrumar-se, o príncipe mandou os três criados buscar, numa carruagem, os pais da jovem, para que viessem assistir às núpcias. Mas a moça perguntou:
-          Mas, e minhas irmãs, onde estão?

-          Prendi-as na adega. Amanhã, serão reconduzidas à floresta e dadas como criadas a um carvoeiro, até modificarem o mau gênio; até aprenderem a não deixar os pobres animais sofrerem fome.


Moral da  história: 

Só o bem prevalece. Quem é egoísta acaba colhendo as consequências de suas atitudes.


Perguntas:

O lenhador era pobre ou rico?

Quantas filhas ele tinha?

Qual delas era mais bondosa e por quê?

Ela foi recompensada por sua bondade?

E você costuma fazer o bem? Quando?


Atividade: 

Desenhe a parte da história que você mais gostou e explique o motivo.

domingo, 3 de abril de 2016

Falando sobre drogas com crianças e adolescentes.

O corpo como presente de Deus a ser preservado.

Navegando pela internet encontrei o vídeo abaixo e logo lembrei de postar aqui no blog. 
Quando era evangelizadora, o assunto drogas não entrou nas conversas porque eles eram pequenos, a maior parte do tempo trabalhei com crianças até 11 anos, e um assunto assim delicado não se deve antecipar como vocês vão ler no artigo relacionado abaixo.
Pesquisei na internet porque como já citei antes, minha formação é o magistério, embora seja autoditata em psicologia infantil através de livros que li durante muitos anos e coloquei na prática nas aulas com as crianças. 
Portanto a pesquisa é para dar credibilidade ao assunto que é sério.
Todavia, pode-se abordar o assunto de forma indireta como sempre fiz.
Como um dos temas do programa era O corpo e cuidados com o corpo, sempre abordei as normas de higiene e boa alimentação, assim como necessidade de exercícios, evitando ficar muito tempo em frente à televisão e computador.
Nas conversas bem informais, os próprios evangelizandos citavam casos de avós que bebiam (socialmente como se diz) e fumavam. Sempre notei que eles naturalmente achavam aquilo errado, e aconselhava que aconselhassem com educação a qualquer pessoa da família com maus hábitos que aquilo não era certo. 

Para falar sobre drogas com adolescentes, clique AQUI
Magnífico artigo AQUI

NUGGETS
O "prazer" em relacionar, comer, sexual, por leitura, esportes, por uma prática espiritual, em viajar para muitos lugares, em estar sempre triste (sim há os que se comprazem nisso)... Enfim, muitas coisas em nossas vidas giram em torno da busca da satisfação e não há a priori mal algum nisso. O problema surge quando não suportamos lidar com os transtornos da vida, queremos prolongar o prazer como forma de compensação emocional, ou vivemos apenas em função de uma motivação que vise o prazer. Quando fazemos isso, "tudo pode virar droga". E é uma tolice acreditar igualmente que o crescimento e a auto-realização aconteçam sem esforços, sacrifícios, renúncia e frustrações. "A compensação emocional é seu maior inimigo. Quando vocês começam a compensar emocionalmente, sua inteligência, seu crescimento, sua amplitude, sua elevação, sua altitude, tudo vai embora. É como viver bêbado. - Yogi Bhajan Os comportamentos que sustentam os vícios e compensações, são movidos por forças subconscientes que criam um automatismo e roubam de cada um a realidade e a consciência de si mesmos, da realidade, e isso atrai para o convívio de quem se perde nestas repetições, pessoas e situações na mesma frequência, que na verdade nem percebem a nossa existência e singularidade, pois convivem com a nossa compensação, nosso vício ou hábito. Estão ao nosso lado por compartilharem da mesma loucura. Quando entramos no ciclo de qualquer vício estamos mergulhando numa destrutiva solidão, onde o ego se torna um tirano que se eleva enquanto o "espírito" está sendo rebaixado. Não conseguimos mais escutar a nossa voz interior muito menos o outro. Precisamos "de" a qualquer custo. E os Ciclos viciosos e de compensação emocional trazem ainda o elemento opressor da exploração. Quando a consciência fica anestesiada por qualquer vício, seja ela qual for, alguém possivelmente explorará Você e em seguida fará surgir algo tão nefasto quanto o próprio vício. A Vítima ou o consumidor insaciável daquilo que esteja definido como uma possibilidade de bem-estar surge e passa a dominar nossa realidade. Segundo a tradição do Kundalini Yoga, entende-se que podemos ser explorados de oito maneiras: Sexualmente, sensualmente, fisicamente, pessoalmente, mentalmente, monetariamente, socialmente e psiquicamente. Os viciados, compulsivos e que estão em compensação, criam um nicho de mercado e todos querem Você. Vejo as postagens com muitos likes na internet. "Faça ele correr atrás de Você", "Seque a barriga com estes "x" segredos revelados, "abra agora o seu negócio com as dicas que vamos dar, e realize seus sonhos; "Faça isto e tenha uma família harmônica", "Faca o processo X e em 10 sessões terá as respostas de sua vida"... Não importa que as promessas sejam verdadeiras ou não, mas é esta busca pelo mágico, maravilhoso que alimenta a grande oferta de soluções para conquistar o prazer e nos aprisiona ainda mais nos infernos em que vivemos. A animação que ilustrei este texto me faz pensar ainda em outro elemento. A curiosidade que surge no caminho. Há coisas que acabamos por experimentar, pois elas simplesmente estão lá, surgiram como que do nada, talvez sejam presentes do destino, o que custa experimentar apenas uma vez? (um empréstimo, um ato indigno, uma traição, um alucinógeno, um desvio da rota,...) São tantas distrações e ofertas no caminho... Tenho entendido como aluna da vida (e é como aluna que escrevo), que há um "prazer" que os orientais relacionam ao dharma, que também podemos experimentar quando vencemos alguns obstáculos, resistimos a algumas "tentações" que aparecem em nossa trajetória e realizamos com consciência os nossos compromissos, tais "manás" que aparentemente caem dos céus, como aconteciam com os hebreus quando vagavam pelo deserto, surgem no entanto muitas vezes quando de fato nos colocamos num caminho que tenha um propósito superior e quando topamos atravessar nossos desertos. O que escrevo aqui, são apenas algumas ideias... No dejejum de cada dia, alimento o corpo, mas também a mente e emoções com elementos que possam me sustentar integralmente os meus passos no caminho, administrar as surpresas e por vezes escrevo e partilho. Estejamos atentos a cada passo, e procuremos seguir livres de vícios, afinal... "Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo". Carl Gustav Jung
Publicado por Florescer Feminino em Segunda, 28 de março de 2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

10 verdades sobre castigos infantis que talvez você não Conheça...


Autor: Jon Talber.

Uma pedagogia doente só é capaz de produzir mais doença...

"Se vistos com olhos imparciais, na verdade, os problemas são apenas testes de campo para comprovar nossa acuidade criativa..."

Um castigo que não é ao mesmo tempo educativo e disciplinador, trata-se de um deformador do caráter...

Em primeiro lugar, um comportamento infantil indesejável raramente é espontâneo. Isso quer dizer que ele não nasceu como parte integrante da criança. Na maioria das vezes são inspirações herdadas, assimiladas, a partir da própria mesologia, seja no ambiente doméstico ou de convivência do portador.
Outro ponto importante são as atitudes dos adultos em relação aos indisciplinados, uma vez que a reação imediata são os ineficazes gritos, ou os castigos que ao invés de educarem deseducam. E não são raros os casos onde o pequeno infrator, além de não se corrigir, se corrompe ainda mais, o que acaba por criar um verdadeiro círculo vicioso, onde o educador agora se torna co-autor naquele processo de acentuação da deformidade comportamental da criança problemática.
Por isso mesmo, saber castigar é preciso. Não basta ter boa intenção, é necessário conhecer uma técnica, que além de educar seja incapaz de criar traumas e patrocinar mais problemas. Apenas lembrando que, o castigo deve ter sempre como objetivo o esclarecimento cognitivo, de modo que a criança se conscientize, de forma pedagógica e prática, da falha pessoal que deve ser reparada.
Criança não é burra, apenas imatura. Logo, exceto nos casos onde exista uma demência confirmada ou tenha idade inferior a três anos, já é capaz de compreender o que é errado ou certo. Mas irá precisar de um adulto consciente e disposto a informá-la sobre essas coisas.
Eis a seguir uma pequena lista de dicas, abordagens educativas, que embora tenham aparência de castigos, poderão se tornar eficientes práticas cognitivas na formação da personalidade infantil. O objetivo das orientações é ajudar a corrigir os comportamentos patológicos, que se desprezados podem evoluir para a delinquência.
Claro que as dicas poderão ser ampliadas ou adaptadas para cada caso.

Eis a lista.

Se não quiser que a criança brigue com seu irmão, diga para ela o que você deseja que faça, ou seja: “Cuide bem do seu irmão.” Para uma criança, o “não pise na grama” é um convite à prática da infração. Já a expressão: “Pise fora do gramado”, também funciona como um convite à prática do procedimento correto.

O tradicional castigo onde o pequeno infrator é colocado sentado em um local do qual não poderá se ausentar por um período de tempo, este, embora ainda largamente aplicado, é dos mais ineficazes. Ali não há o sentimento de punição, e em pouco tempo a criança adquire resistência, e ainda não muda de atitude.

Para que o castigo seja eficaz é preciso que a criança tenha a certeza de que vai perder alguma coisa, a exemplo de uma conquista ou privilégio que já possui. O castigo do cativeiro não representa uma perda de fato, mas apenas a privação temporária de sua liberdade, que será restaurada tão logo o tempo de reclusão acabe. Por isso tem um efeito apenas simbólico, mas sem nenhuma eficácia educativa ou corretiva.

E o único castigo positivo é o corretivo. E corretivo quer dizer didático, esclarecedor, que acrescente alguma coisa à cognição da criança; algo útil à sua personalidade. Não se enquadrando em nenhuma dessas condições, não é positivo. Lembre-se, o castigo não é uma punição, e sim uma forma inteligente de ensinar alguma coisa aos que não conseguem assimilar através do aprendizado tradicional.

Não existe nenhuma mágica, é um simples fato, uma criança motivada é naturalmente disciplinada...

E como a intenção do castigo é forçar a criança a prestar atenção a uma orientação, que de outro modo ela não o faria, o processo só terá o êxito pretendido se ela tiver receio de perder algum benefício concreto que já possui, como, por exemplo, limitação do uso do computador, ou do tempo diante da televisão. Assim, suspender o uso do equipamento por algumas horas, ou durante um dia inteiro, é uma boa prática.


Privá-la de brincar com os amigos, ou de assistir seus vídeos favoritos, e em casos mais extremos, até de comer sua sobremesa favorita, também tem seu valor. Com criatividade podemos ampliar a lista de “punições” cognitivas para uma infinidade de procedimentos, sem causar grandes traumas.

Importante também é não fazer que aquilo pareça um ato de vingança pessoal, sem motivos. Devemos ainda ficar atentos para os casos onde, entre irmãos, diante de uma mesma infração, penas diferenciadas são atribuídas. Nesse caso, o efeito ao invés de educativo se tornará negativo, e tende a criar revolta e antagonismos dentro do ambiente doméstico.

Esclarecer, de forma clara e convincente, sobre os motivos do castigo, e o mais importante, numa linguagem que a criança seja capaz de compreender, faz parte do processo. Histórias pessoais ou fábulas edificantes (tem bastante aqui no blog galera) poderão ser usadas como exemplos. Se coloque no lugar de cobaia, relate episódios de sua vida que possam ser usados como ilustrações. No exemplo pessoal, não aconselhamos o modelo comparativo, onde outra criança é usada como referência ou espelho de boa conduta, ou o seu inverso.


Lembre-se, a criança problemática já convive com conflitos pessoais sérios, muitos deles relacionados com a autoestima, e a comparação tende a acentuar ainda mais seu quadro psicopatológico. Por outro lado, esclarecer sobre as possíveis conseqüências de um ato negativo, tem grande valor. Mas, nada se compara com os esclarecimentos sobre os eventuais e benéficos desdobramentos de um ato positivo.

Outro ponto importante: não devemos cair na armadilha de confundir com castigo as obrigações e deveres naturais de cada um, tais como, arrumar a própria cama, ajudar em pequenas tarefas domésticas, ou acordar cedo para ir à escola. Se agirmos dessa forma, estaremos ensinando à criança que o ato de trabalhar ou de cumprir com os deveres necessários e obrigatórios, representam um castigo, uma espécie de calvário ou martírio.



Finalmente, não se limite aos conselhos que acaba de aprender; 

use sua própria imaginação e criatividade no exercício de sua pauta disciplinadora ou magistério doméstico. Afinal de contas, o centro de convivência caseira ainda é o melhor ambiente para se educar sem traumatizar.

Acrescento o indispensável exemplo dos pais, sem os quais nada vai funcionar, pois que as crianças são atentas a tudo.